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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
CIÊNCIA POLÍTICA 
DISCIPLINA DE INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO 
REBECCA FERREIRA RODRIGUES 
MATRÍCULA: 20242530025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO: ANÁLISE E RESUMO DO 
LIVRO 'LIÇÕES ESQUEMATIZADAS DE INTRODUÇÃO AO DIREITO' E DE 
SEUS FUNDAMENTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RIO DE JANEIRO 
2024 
 
 
 
1 DIREITO: NOÇÃO, CONCEITUAÇÃO E FINALIDADE SOCIAL 
 
1.1 Introdução 
O Direito, enquanto instrumento de organização social, surge da necessidade 
de regular as interações humanas, oferecendo limites para garantir a convivência 
harmoniosa e o progresso coletivo. Desde os primórdios das sociedades humanas, 
as normas que orientavam a convivência social derivavam dos costumes. Com o 
tempo, a responsabilidade pela formulação dessas regras passou a ser atribuída ao 
Poder Legislativo, que deve estar atento às necessidades da população, refletindo os 
valores, costumes e demandas da sociedade. Isso implica que a legislação precisa 
ser sensível às particularidades de cada grupo social e não simplesmente reproduzir 
normas de outras culturas. 
Para que a sociedade possa se organizar e evoluir, é necessário estabelecer 
estruturas claras de convivência. O Estado, em sua forma mais avançada, surge 
como a principal instituição responsável por coordenar as relações entre os indivíduos 
e garantir a ordem. Ele se caracteriza por três pilares essenciais: o território, sobre o 
qual exerce sua autoridade; o povo, que constitui a população; e a soberania, o poder 
de criar e aplicar normas, regulando a vida pública e protegendo a ordem interna e 
externa. 
O processo de desenvolvimento social e político começa com as primeiras 
formas de organização, que surgem em torno de necessidades comuns, como a 
sobrevivência e a proteção dos bens materiais. Com o tempo, essas organizações se 
tornam mais complexas e evoluem para as estruturas de Estado, com a definição de 
um território fixo e a centralização do poder. No contexto dessas transformações, 
surgem também os valores fundamentais que regulam o comportamento dos 
indivíduos e as relações interpessoais. Essas normas não surgem do nada; elas 
refletem as necessidades de convivência e o desejo de evitar o caos e o conflito. 
O ordenamento social é o conjunto de instituições e normas que organiza as 
relações entre os indivíduos e os grupos, garantindo que as interações ocorram 
dentro de parâmetros de respeito mútuo e cooperação. Dentro deste sistema, a 
 
 
 
família, a propriedade e o Estado desempenham papéis fundamentais. A família, por 
exemplo, é a base de toda organização social, responsável pela transmissão de 
valores, pela educação e pela formação do caráter dos indivíduos. A propriedade, por 
sua vez, garante a sobrevivência econômica e o bem-estar dos cidadãos, funcionando 
como um pilar do sistema social, seja ela privada ou coletiva, dependendo do modelo 
adotado pela sociedade. 
A função do Estado vai além de apenas legislar e regulamentar, ele é também 
o responsável por assegurar que os direitos e deveres dos indivíduos sejam 
cumpridos. O Estado deve criar um sistema normativo que promova a justiça, 
garantindo o respeito à ordem e à paz social. Esse sistema jurídico, que resulta da 
combinação de diversas normas e práticas, atua como a base para a convivência 
social, equilibrando os direitos individuais com o bem-estar coletivo. 
Dentro dessa lógica, a função social do Direito é criar as condições para que a 
sociedade funcione de maneira justa e equilibrada. Ele visa promover o bem-estar 
coletivo, proporcionando um marco normativo que possibilite a convivência pacífica e 
organizada. Assim, as normas jurídicas definem os limites para o comportamento 
humano, estabelecendo um conjunto de regras que garantem a estabilidade e o 
funcionamento adequado da sociedade. A partir dessa regulação, o Direito contribui 
para o progresso e para a organização das relações sociais. 
1.2 Direito e Efetividade Jurídica 
O Direito, em sua essência, é uma construção teórica que só se torna eficaz 
quando é concretizado por forças externas ao seu campo normativo. Ou seja, ele 
ganha realidade prática quando a sociedade e o Estado fazem a transição da teoria 
para a prática. O Estado, embora não seja o único responsável por essa 
concretização, desempenha o papel principal, pois exerce a soberania, que é o poder 
absoluto de ordenar e regular a vida dentro de um território determinado. 
A soberania é um princípio central, que se refere à autoridade máxima do 
Estado sobre seu povo e território. Embora seja inicialmente um conceito abstrato, ela 
se concretiza quando a sociedade decide submeter as vontades individuais à 
coletividade. O poder constituinte, então, é o reflexo dessa soberania, sendo o 
 
 
 
processo que transforma uma nação em um Estado com capacidade de legislar e 
garantir o cumprimento das normas. 
A independência do Estado permite que ele regule a convivência comum entre 
seus membros por meio do Direito estatal, que é oriundo da atuação legislativa. Esse 
Direito se caracteriza por não ser dependente da aceitação de cada indivíduo, já que 
ele decorre da vontade coletiva, que é expressa por meio das instituições 
representativas. A obrigação de seguir o Direito é imposta pelo Estado, que se 
posiciona acima das vontades pessoais, buscando assim assegurar a ordem social. 
Para que o Direito seja efetivo, é necessário que o Estado tenha meios 
concretos para aplicar suas leis e garantir sua autoridade. Esses meios podem ser 
políticos, econômicos, militares ou sociais. O poder de impor essas regras, ou seja, a 
dita efetividade do Direito, depende da visibilidade do poder do Estado, que faz com 
que a soberania se torne algo tangível, e não apenas um conceito abstrato. 
Assim, o Estado, por meio da soberania, faz a transição do Direito, 
transformando-o de uma ideia teórica em uma realidade prática, promovendo a 
convivência pacífica e a estabilidade social. 
2 DIREITO E JUSTIÇA 
 
2.1 A ideia de justiça 
O conceito de Direito está intimamente ligado à ideia de justiça, sendo 
frequentemente abordado como uma forma de assegurar que as relações sociais 
sejam organizadas de acordo com princípios justos. No entanto, essa conexão é 
complexa, pois a própria noção de justiça é multifacetada e não possui uma definição 
exclusiva. 
Existem várias formas de conceber a justiça. Uma delas propõe a ideia de tratar 
todos de maneira igualitária, enquanto outra defende que cada pessoa deve receber 
conforme seus méritos e ações. Há também quem argumente que a justiça deve ser 
orientada pelas necessidades individuais ou pela posição social de cada um. Outra 
 
 
 
perspectiva sugere que a justiça está na aplicação daquilo que a lei determina para 
cada indivíduo. 
Podemos, ainda, distinguir dois aspectos centrais da justiça: a justiça subjetiva, 
que se refere à qualidade moral de uma pessoa, e a justiça objetiva, que se relaciona 
com o conjunto de normas e estruturas sociais que regulam a convivência. 
Embora não haja uma definição universalmente aceita do que seja justiça, ela 
pode ser vista como um processo contínuo de coordenação e harmonização das 
relações entre os indivíduos. A ideia central é garantir que cada pessoa tenha a 
liberdade de alcançar seus próprios valores e objetivos, ao mesmo tempo em que 
respeita as necessidades e direitos da coletividade. 
2.2 Justiça por Convenção, Justiça por Natureza, Justiça Distributiva e 
Justiça Comutativa 
A justiça por convenção é aquela que se baseia nas normas acordadas por 
uma sociedade. Ela reflete o que é considerado justo de acordo com as convenções 
e práticas sociais de um determinado grupo. Em vez de ser uma verdade universal, a 
justiça por convenção depende da realidade de cada comunidade e pode variar 
conforme as normas estabelecidas localmente. O queé justo em um contexto pode 
não ser em outro, pois a justiça, aqui, é moldada pelas regras acordadas entre as 
partes. 
Já a justiça por natureza se fundamenta em princípios que são independentes 
das convenções sociais, ou seja, ela busca o que é justo em sua essência, válido para 
todas as pessoas, independentemente da cultura. Porém, na prática, nem sempre 
essas duas concepções de justiça se alinham. Por exemplo, um acordo pode ser 
considerado justo de acordo com as normas sociais, mas não ser justo sob uma 
perspectiva universal. 
A justiça distributiva envolve a forma como os recursos são distribuídos dentro 
de uma sociedade. O Estado, por meio de impostos, deve alocar esses recursos 
levando em conta a capacidade de contribuição de cada indivíduo. Isso visa uma 
 
 
 
distribuição mais equitativa, onde aqueles com maior capacidade contribuem mais, 
enquanto os mais necessitados recebem mais benefícios. 
A justiça comutativa se aplica às trocas entre indivíduos, assegurando que 
cada parte envolvida receba o que é proporcional ao que ofereceu. Recentemente, o 
conceito foi utilizado para combater o abuso do poder econômico, garantindo 
transações justas e equilibradas. 
Por fim, a equidade contratual busca garantir que os contratos sejam justos. 
Quando há desequilíbrio, como no caso de um abuso de poder, a equidade deve ser 
aplicada para corrigir as desigualdades e proteger a boa-fé nas relações contratuais. 
3.3 A Relação Entre Direito E Justiça 
Apesar das divergências entre as diferentes concepções de Direito e Justiça, 
é fundamental reconhecer que tanto os profissionais da área quanto os cidadãos 
estão sujeitos ao império da lei, cuja função principal é assegurar a estabilidade e a 
segurança jurídica. Nesse sentido, não se pode permitir a aplicação do chamado 
"Direito Alternativo", que desrespeita a ordem legal vigente e cria um sistema paralelo, 
desvinculado das normas e da metodologia jurídica estabelecida. A coesão social 
depende do respeito às leis e da interpretação correta do Direito, garantindo sua 
efetividade e legitimidade. 
3 O DIREITO COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE SOCIAL 
 
3.1 O Direito como Instrumento de Controle Social 
A dinâmica da convivência social é tão multifacetada que não seria viável 
concentrar todo o controle sobre as relações humanas apenas nas mãos do Direito. 
Se o Direito fosse o único elemento regulador das interações sociais, as relações 
estariam rigidamente limitadas e sem flexibilidade. Essa análise apresenta a 
relevância de outros mecanismos que também desempenham papéis essenciais na 
organização social. Entre esses, destacam-se a religião, os princípios morais e as 
normas informais que guiam o comportamento e a convivência entre os indivíduos. 
 
 
 
3.2 Outros Instrumentos de Controle Social 
A espiritualidade tem o papel de conduzir o ser humano a uma conexão mais 
profunda com uma realidade transcendental, seja ela divina ou universal. Ela serve 
como um guia moral, influenciando o comportamento e as decisões de cada pessoa 
com o objetivo de alcançar o crescimento interior. Um exemplo disso são os princípios 
e mandamentos presentes em várias tradições religiosas, que buscam alinhar os fiéis 
com um padrão ético e divino. Enquanto a espiritualidade busca o equilíbrio e a 
evolução da alma, o Direito se ocupa das regras que orientam a convivência entre os 
seres humanos no mundo material. É importante destacar que as crenças espirituais 
influenciam de maneira significativa a construção de sistemas legais, especialmente 
em culturas onde as normas religiosas e as leis civis estão entrelaçadas, como em 
muitos países islâmicos. 
Por outro lado, as normas sociais de convivência, que regulam as interações 
cotidianas, possuem uma natureza distinta. Elas são externas, não necessariamente 
impostas por uma autoridade formal, e não têm um caráter coercitivo. Essas normas, 
muitas vezes, se baseiam em costumes e convenções que orientam as relações 
interpessoais de maneira mais sutil, sem recorrer a punições diretas, como no caso 
do Direito. 
A ética, por sua vez, dedica-se a refletir sobre os juízos que fazemos em 
relação ao comportamento humano, distinguindo ações corretas e incorretas. Ela está 
presente tanto nas normas sociais quanto no Direito, estabelecendo expectativas de 
conduta para os indivíduos. A diferença crucial entre ética e Direito é que, enquanto 
o Direito impõe obrigações de forma coercitiva, a ética lida com o princípio do dever-
ser de forma voluntária, mais voltada para a formação do caráter do indivíduo. 
3.3 Direito, Moral e Teorias dos Círculos 
A teoria dos círculos secantes, proposta por Du Pasquier, sugere que o Direito 
e a moral se intersectam em alguns pontos, mas também possuem suas áreas 
independentes. De acordo com essa teoria, há regras jurídicas que não estão 
relacionadas diretamente com questões morais. Um exemplo disso é a norma do 
 
 
 
Código de Trânsito Brasileiro, que determina o tráfego dos veículos pela direita. Essa 
é uma regra puramente jurídica, sem uma implicação moral explícita. 
Por outro lado, a teoria dos círculos concêntricos de Bentham sugere que o 
Direito está totalmente subordinado à moral. Nessa perspectiva, as normas jurídicas 
são uma parte das normas morais, e o campo da moral é mais amplo que o do Direito. 
Visualizando essa ideia, teríamos dois círculos, com a moral como o círculo maior e 
o Direito como o menor, contido dentro da moral. 
Kelsen, em sua teoria dos círculos independentes, vai ainda mais longe, 
afirmando que não há conexão entre o Direito e a moral. Para ele, as normas jurídicas 
existem independentemente de qualquer conteúdo moral, sendo a validade do Direito 
assegurada apenas pela sua conformidade com o sistema jurídico, sem depender de 
juízos morais. 
A teoria do mínimo ético, desenvolvida por Jellinek, apresenta o Direito como 
um conjunto de normas morais mínimas necessárias para o bem-estar social. 
Segundo essa visão, o Direito é uma extensão da moral, mas sua função é garantir a 
ordem na sociedade, utilizando a coerção quando necessário, dado que nem todos 
os indivíduos cumprem espontaneamente as normas morais. 
4 DIREITO COMO CIÊNCIA 
 
4.1 Direito como Ciência 
Atualmente, é vastamente aceito que o Direito se configura como uma ciência 
independente, com características próprias. Como tal, ele possui um conjunto de 
terminologias e conceitos específicos que não só dão forma à sua estrutura, mas 
também demandam cuidado ao serem interpretados. A linguagem jurídica exige um 
entendimento preciso, pois muitas palavras, no contexto do Direito, podem ter 
significados distintos dos que lhes são atribuídos no cotidiano. Por isso, ao analisar 
um texto legal, é fundamental que o intérprete esteja atento às particularidades de 
cada conceito, a fim de extrair o verdadeiro sentido das normas. 
 
 
 
Segundo Carlos Maximiliano, a Ciência do Direito, em ampla visão, abrange 
qualquer estudo metódico, sistemático e fundamentado relacionado ao Direito, 
incluindo áreas como a Sociologia Jurídica e a História do Direito. Já no sentido 
estrito, a Ciência do Direito se dedica ao pensamento jurídico, que busca, de forma 
organizada e fundamentada, expor as normas vigentes de um ordenamento jurídico-
positivo. Além disso, ela investiga as questões relacionadas à interpretação e 
aplicação dessas normas, oferecendo soluções para conflitos e orientando o 
comportamento processual necessário à resolução de disputas jurídicas. 
Além disso, a ciência jurídica em sentido estrito dedica-se a identificar e propor 
soluções para os problemas que surgem na aplicação das normas, ajudando a 
resolver disputas e orientando os procedimentos necessários para a resolução de 
conflitos de forma justa e eficaz. O estudo do Direito, assim, vai além da simples 
compreensão das regras, englobando também a aplicação dessas normas de 
maneira adequadaà realidade social, com foco na justiça e na equidade. 
 
 4.2 Acepções do Vocábulo Direito 
O termo "direito" pode ser entendido de diversas maneiras, com diferentes 
perspectivas e enfoques. Quando abordado como ciência, refere-se ao estudo, 
organização e interpretação das normas que regem um sistema jurídico específico. 
Por outro lado, quando relacionado à ideia de justiça, o direito busca assegurar 
valores fundamentais, como a equidade, a ordem social e a estabilidade jurídica, 
visando sempre o bem coletivo. 
Em uma visão mais subjetiva, o direito também pode ser compreendido como 
um direito subjetivo, no qual há um confronto entre indivíduos com interesses ou 
posições divergentes. Já o direito potestativo é aquele que confere ao titular o poder 
de gerar efeitos jurídicos, impactando até mesmo terceiros. Outra abordagem é a do 
direito como correção de comportamentos, ou seja, a aplicação das normas vigentes 
para garantir a conformidade dos atos com os padrões estabelecidos pela sociedade. 
Além disso, o direito é visto como um sistema normativo global, não como uma 
regra isolada, mas como um conjunto de normas inter-relacionadas que orientam o 
 
 
 
comportamento coletivo. Por fim, também pode ser encarado como um fenômeno 
social, pois sua existência é intrínseca à vida social, regulando as relações humanas 
e permitindo a convivência pacífica e ordenada entre os membros de uma 
comunidade. 
4.3 Teoria Tridimensional do Direito 
A teoria tridimensional do Direito, formulada por Miguel Reale, propõe que o 
Direito é composto por três elementos essenciais: fato, valor e norma. O fato refere-
se aos eventos ou situações que exigem regulação jurídica. O valor é o princípio ético 
que orienta a aplicação do Direito, determinando o que é justo e desejável. A norma 
é a regra que regula as relações sociais, traduzindo os valores para o contexto 
jurídico. A interação entre esses três elementos é o que torna o Direito capaz de 
orientar e se adaptar às mudanças sociais e culturais. 
4.4 Direito e Sociedade 
As normas legais não surgem de maneira isolada, mas como uma necessidade 
intrínseca à convivência em sociedade e às interações humanas. O ser humano, por 
sua essência, tende a se agrupar, e essas relações coletivas demandam regras que 
garantam uma coexistência harmoniosa. O propósito da legislação é, portanto, 
estabelecer essas diretrizes, assegurando a estabilidade e fomentando o 
desenvolvimento comum. Ao determinar o que é permitido e o que é proibido, o 
sistema jurídico impõe limites essenciais que orientam o comportamento dos 
indivíduos, criando um ambiente onde a colaboração é viável e o equilíbrio social é 
mantido. 
4.5 Normas da Natureza e Normas da Cultura 
Para abordar o Direito como uma ciência cultural, é essencial diferenciar as 
normas naturais das criadas pelo ser humano. Enquanto as primeiras são baseadas 
na observação objetiva dos fenômenos naturais e analisadas pelas ciências naturais, 
as segundas refletem a visão subjetiva da realidade social e são estudadas pelas 
ciências humanas e sociais. Embora ambas as normatividades influenciem o 
comportamento humano, suas origens e abordagens metodológicas são distintas. 
 
 
 
5.6 O Papel do Legislador na Elaboração do Direito 
Historicamente, as regras que orientavam as relações sociais surgiam dos 
costumes. Hoje, no entanto, a responsabilidade pela criação dessas normas é do 
Poder Legislativo, que deve formular leis de acordo com as condições e 
características da sociedade. Ao fazer isso, o legislador precisa estar atento às 
transformações sociais e aos valores específicos da comunidade, não apenas copiar 
práticas de outras culturas. Assim, as leis devem refletir as realidades, expectativas e 
necessidades da população, adaptando-se ao contexto atual. 
 
 
 
 
 
	1.1 Introdução
	1.2 Direito e Efetividade Jurídica
	2.1 A ideia de justiça
	2.2 Justiça por Convenção, Justiça por Natureza, Justiça Distributiva e Justiça Comutativa
	3.3 A Relação Entre Direito E Justiça
	3.1 O Direito como Instrumento de Controle Social
	3.2 Outros Instrumentos de Controle Social
	3.3 Direito, Moral e Teorias dos Círculos
	4.1 Direito como Ciência
	4.2 Acepções do Vocábulo Direito
	4.3 Teoria Tridimensional do Direito
	4.4 Direito e Sociedade
	4.5 Normas da Natureza e Normas da Cultura
	5.6 O Papel do Legislador na Elaboração do Direito

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