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09/11/2021 1 Disciplina: Introdução à Pesquisa e experimentação Profa Dra. Bruna Polacchine da Silva Espécies animais, sanidade e genética Espécies de animais utilizados em pesquisa 09/11/2021 2 Camundongo • Características importantes: pequeno, muito prolífero, ter tempo de gestação curto, ser de fácil domesticação e manutenção. • Taxonomia • Classe: Mammalia • Ordem: Rodentia • Família: Muridae • Gênero: Mus • Espécie: Mus musculus • O camundongo tem corpo fusiforme e cauda que pode atingir comprimento maior do que o corpo. • Sua coloração natural é marrom escuro no dorso, com um ventre mais claro e cinzento. • Não possui glândulas sudoríparas. • Tanto as patas anteriores como posteriores possuem 5 dedos. (SANTOS , 2002). Camundongo • Reprodução: ciclo estral de 4-5 dias, que se divide em: proestro, estro, metaestro e diestro. • O proestro= início: fase folicular do ovário → ovulação, no estro (= cio). • O metaestro e o diestro se caracterizam pela fase luteínica do ovário. • Condições de alojamento afetam ciclo estral: fêmeas em gaiolas lotadas, sem a presença de machos, exibirão uma fase chamada anestro, caracterizada pela ausência de ciclos estrais. Quando expostas aos machos ou a seus feromônios, começam a ciclar em 48 hs = Efeito de Whitten. • Gestação: 19 a 21 dias; • Média de filhotes/parto é de 8-10 em linhagens outbred e em torno de 5 filhotes/parto em linhagens inbred. (SANTOS , 2002). 09/11/2021 3 Camundongo • nasce s/ pelos, c/ corpo avermelhado, de olhos fechados, c/ o pavilhão auricular fechado e aderido à cabeça e pesando, em média, 1 g. • Sua pele vai clareando ou escurecendo, de acordo c/ a coloração da linhagem, e os pelos começam a aparecer por volta do 3° ou 4° dias. • 3° dia de idade: orelhas se afastam da cabeça e se abrem. • 7° dia de idade: totalmente recobertos de pelos e as tetas tornam-se visíveis nas fêmeas. • 10° dias de idade: abrem os olhos • 15 dias de idade: se alimentam c/ sólidos (ração) que a mãe traz para o interior da gaiola. • 18 dias : desmame • linhagens consanguíneas, por causa de seu pequeno tamanho, o desmame se dá c/ 4 semanas de idade. • Peso médio aos 21 dias: 10-12 g, p/ (outbred) e 8-10 g (inbred). (SANTOS , 2002). Camundongo • Sexagem: distância ano-genital e pela visualização da bolsa escrotal • Puberdade: 30 aos 40 dias. • Maturidade sexual: 50-60 dias. • Acasalamento: animais c/ 18-20 g (outbred) e 15-18 g (inbred). • Os animais permanecem em reprodução por mais ou menos um ano e podem atingir pesos de 40 g p/ machos (outbred )e 30-35 g p/ fêmeas (outbred). Os animais inbred atingem pesos menores e dificilmente passam de 35 g. (SANTOS , 2002). 09/11/2021 4 Padrão animal • Controle de qualidade: • Definir quais microrganismos, qual o tamanho da amostra, sua frequência e idade dos animais. • Deve ser realizados exames periódicos nos animais, pois muitas infecções em roedores são subclínicas e modificações nos resultados de pesquisas podem ocorrer por infecções naturais com ausência de manifestações clínicas. • Quarentena: • manutenção de animais recém-adquiridos em instalações isoladas até que se determine o estado de saúde e, possivelmente, o perfil microbiológico destes. • O tempo de quarentena deve considerar a espécie animal, o estoque ou linhagem, o fornecedor, o modo de transporte e as observações realizadas durante a quarentena. • Deve-se separar os animais por espécie para evitar a transmissão interespecífica de doenças e eliminar a ansiedade, bem como possíveis alterações fisiológicas e comportamentais ocasionadas por conflitos entre as espécies. • Gaiolas de transporte não devem ser levadas para o interior das instalações, a não se que possam ser limpas e desinfectadas antes. Padrão animal – classificação quanto ao status sanitário • Métodos empregados para garantir a qualidade dos animais na pesquisa: • Cesária asséptica (elimina patógenos transmitidos por via uterina) • Testes sorológicos de anticorpos específicos e eliminação dos animais contaminados. Animais Convencionais: • criados em biotérios, sem barreiras sanitárias, possuindo microbiota desconhecida. • Criados em gaiolas abertas, em salas com livre acesso, sujeitos a infecção. Fonte: Acervo Particular Autora. 09/11/2021 5 • Animais “livres de microrganismos patogênicos específicos” (Specific Pathogen Free – SPF): • São isentos de organismos patogênicos definidos que causam doenças clínicas ou subclínicas ou, ainda, potencialmente patogênicos a uma determinada espécie animal; • Mantidos em biotérios com eficiente barreira sanitária garantindo padrão biológico; • Com microbiota controlada (animais podem apresentar agentes não-patogênicos à espécie). • São livres de microrganismos patogênicos, sendo estes detectados em exames de rotina. • Animais “axênicos”: • São derivados por histerectomia, criados e mantidos em isoladores com técnicas para animais livres de microrganismos e livres de todas as formas associadas de vida. Padrão animal – classificação quanto ao status sanitário Fonte: Acervo Particular Autora. • Animais “gnotobióticos”: • Criados e mantidos como os animais axênicos, porém apresentam alguma forma de vida adicional. Essas podem ser poucas em números e não patogênicas. • Animais com “microbiota definida associada” ou com “flora definida”: • São animais axênicos os quais foram intencionalmente associados com um ou mais microrganismos; • Classificados em função do número de microrganismos associados à biota do animal em monobióticos, dibióticos e polibióticos. Padrão animal – classificação quanto ao status sanitário Fonte: Acervo Particular Autora 09/11/2021 6 • Animais “mantidos em barreiras” • São animais originalmente “flora definida” que foram removidos dos isoladores e alojados em biotérios com barreiras sanitárias. Assim, os animais são repetidamente testados para monitorar a presença desses microrganismos deliberadamente inoculados e a presença de organismos acidentalmente adquiridos. • Animais “monitorados” • São alojados em sistema de barreira de baixa segurança e que, por monitoramento periódico, revelam-se livres da maioria de patógenos. Outros não patógenos são desconhecidos. Padrão animal – classificação quanto ao status sanitário Fonte: Acervo Particular Autora Padrão animal – classificação quanto ao status genético Outbred, animais heterogênicos ou exocriados: • são criações caracterizadas como linhagens geneticamente heterozigotas para muitos dos pares de alelos e criadas em sistemas de cruzamento randômico; • Assegurar que a colônia permaneça constante em todas as suas características genéticas em maior número de gerações possível. • O principal objetivo na manutenção de uma colônia de animais heterogênicos é assegurar que a colônia permaneça constante em todas as suas características por tantas gerações quanto possível. • Para que uma colônia permaneça constante, ela deve ser: • Fechada, isto é, sem a introdução de reprodutores (as) externos a essa colônia; • Sem seleção para novas características; • Que tenha menos de 1% de índice de homozigose (inbreeding) por geração. • Quanto maior a colônia, menor o índice de cosanguinidade. 09/11/2021 7 • Inbred, isogênicas, consanguíneas ou endocriadas: • são linhagens mantidas por sistemas de acasalamento entre irmãos e homozigotas para quase todos os pares de genes alelos. • São obtidas por 20 ou mais gerações de acasalamentos entre irmãos. • São linhagens originárias de um único casal e os subsequentes acasalamentos, entre irmãos, aumentam o índice de homozigose a cada geração. • Uma linhagem isogênica deve ter o índice de homozigose entre pares de genes alelos de pelo menos 98,6%, que é o mínimo requerido para ser considerada uma linhagem cosanguínea. • Se duas linhagens isogênicas diferem em somente um locus, são chamadas de co- isogênicas. Pode ocorrer por uma mutação. • A produção de animaisisogênicos é muito difícil, assim é necessário que as gaiolas contenham todos os dados dos animais (identificação da linhagem, geração a que pertence, identificação dos pais, e de seus descendentes ), deve-se ter um livro de registro e mapa genealógico. Padrão animal – classificação quanto ao status genético Bibliografia • SANTOS, BF. Criação e manejo de camundongos. Rio de Janeiro. Editora Fiocruz,2002. • ANDRADE, A; PINTO, SC; DE OLIVEIRA, RS., orgs. Animais de laboratório – criação e experimentação, Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2002, 388p. 09/11/2021 8 Obrigada!!!!