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MANUAL BÁSICO ação dos principais medicamentos usados no tratamento de distúrbios do SN RAYSSA S. PATROCINIO Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - Os adquiridos podem sem espontâneos e traumáticos. De acordo com a constituição de suas paredes podem ser verdadeiros e falsos. Os verdadeiros são formados por todas as camadas da artéria. Os congênitos geralmente comprometem mais a artéria carótida interna intracraniana, o polígono de Willis e as artérias cerebrais. Podem ser congênitos ou adquiridos Os aneurismas espontâneos ocorrem na aterosclerose, nos sífilis e nas artérias. Os aneurismas ateroscleróticos são na aorta e na poplítea e acometem geralmente pessoas idosas. Os aneurismas sifilíticos localizam-se mais frequentemente na arta ascendente e incidem em pessoas mais jovens. Os aneurismas por artrite localizam-se quase sempre nas artérias periféricas e viscerais. Aneurisma @rayssapatrocinio1 Arteriais Dilatação das paredes de um vaso, formando um "tumor" localizado. Sua presença geralmente é silenciosa. Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - Aneurisma micótico provocado por infecção da parede arterial e está relacionada com a endocardite infecciosa e não com fungos como parece indicar sua denominação. Sua localização é nas artérias periféricas. Aneurisma dissecante acomete a crassa da aorta e a parte inicial da aorta descendente, decorrente do deslocamento longitudinal da camada intima cm infiltração de sangue no espaço formado na subíntima. Está relacionado com a hipertensão arterial nos pacientes de 40 anos e com necrose cística. Os aneurismas intracranianos manifestam-se por hemorragias subaracnóideas com cefaleias intensas de inicio inesperado, hemiplegia, coma ou morte súbita. @rayssapatrocinio1 Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - Crises epilética: São alterações da função encefálica resultante de atividade neuronal anormal e excessiva. Epilepsia: É a condição crônica generalizada por crises epiléticas recorrentes. Crise convulsiva: São crises epiléticas que gram uma manifestação motora. Crises idiopática: Não tem causa anatômica específica. Pode ser uma anormalidade do SNC. Crise sintomática: Pode ser causada por uso de fármacos ilícitos, tumores, traumatismo, hipoglicemia. Nos Estados unidos cerca de 3% das pessoas que vivem até os 80 anos têm diagnóstico de epilepsia. Os sinais e sintomas dependem da localização e da extensão das regiões do encéfalo que são afetadas. @rayssapatrocinio1 Crises e Epilepsia Envolve somente uma porção do cérebro Geralmente preserva a consciência Os sintomas dependem da localização do foco Pode evoluir e tornar uma generalizada Simples: Não causa a perda de consciência e pode ocorrer em qualquer idade. Complexos: Provocam alucinação sensorial complexa e distorção mental. a. b. Classificação PARCIAIS Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Quando a crise focal atinge somente o membro é chamada de focal motora Pode iniciar com sintomas chamados auras que incluem sensações anormais como medo, ansiedade. O período logo após a crise e antes que o paciente recupere suas funções neurológicas normais é chamado de período pós- letal. Inicia sem aura e envolvem ambos hemisférios desde o início e são chamadas de crises generalizaras primárias. Podem ser classificadas em convulsivas ou não convulsivas. Tônico-clônicas: Resulta em perda de consciência, seguida da fase tônica (de contração contínua) e clônica (de contração rápida e relaxamento). Ausência: Perda breve, abrupta de consciência. O paciente permanece com olhar fixo e pisca rapidamente. Mioclônicas: Episódios curtos de contração muscular que podem ocorrer novamente. Febris: Febre elevada Estada epilética: 2 ou mais crises. a. b. c. d. e. GENERALIZADAS Neurofisiologia O aumento da excitabilidade pode resultar em alterações das propriedades celulares ou alterações das conexões sinápticas causadas por uma cicatriz local, coágulo ou tumor. Um foco discreto no córtex motor primário ou clonias de um membro, enquanto um foco epileptogênico no sistema límbico está associado com comportamentos incomuns ou alteração da consciência. Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Ponta interictal: É uma forma de onda aguda registrada no ECG dos paciente com epilepsia e é assintomática, porque não se acompanha de qualquer alteração evidente no comportamento do paciente. Ajuda a definir a região cerebral que dá origem as convulsões. Desvio de despolarização: Grande despolarização da membrana neuronal associada a uma série de potencias de ação. Canalopatias Canais de Na+: Responsáveis pela rápida despolarização da membrana. Mutações nas subunidade alfa e beta. Canais de Ca2+: Reduções extracelular de Ca2+ pode desencadear crises no giro denteado e hipocampais. Aumento agudo de influxo de Ca2+ Principalmente o do Tipo T em crises de ausência. Tipo L associado a crises parciais. Canais de K+: Mutações nos genes pela formação de canais de potássio causa diminuição da repolarização. Canais de Cl- associados a GABA: O GABA e a glicina exercem seu efeito inibit´rio através de canais de Cl* Mutações na subunidade Y do receptor GABA. Antiepiléticos É preferível tratar o paciente com um único fármaco por conta dos efeitos tóxicos. Estudos apontam que a redução da atividade sináptica inibitória ou o aumento da atividade sináptica excitatória pode desencadear uma crise epilética. Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 NÂO causa depressão no SNC Bloqueia os canais de Na2+ dependentes de voltagem Disponível em 2 tipos de solução oral. Paro todos os tipos de crises epiléticos parciais e tônicoclônicas, exceto crises de ausência. FENITOÍNA Toxicidade baixa Convulsões tônico-clônicas, generalizadas e parciais. Moduladores alastérico do GABA Administração oral. FENOBARBITAL Crises epiléticas focais Parcial simples - Quando não há comprometimento a consciência, ou Complexa - Quando existe alteração. Originam-se em um pequeno grupo de neurônios e assim os sintomas dependem da localização do foco no encéfalo. Pode ser classificada como: Focal motora - Quando atinge só o membro Focal tônica - Se progride até perder a consciência e as extremidade se estendem de forma rígida Fase clônica - Quando tem clonia das extremidades (contorção). Focal com generalização secundário - Quando o indivíduo chega nessas duas fases (tônica e clônica). Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 A crise focal pode iniciar com sintomas chamados de auras que incluem sensações anormais como medo, impressão que algo desce e sobe no abdomen ou a dor específica, sendo a aura a primeira manifestação da frise focal. O período logo após a crise e antes que o paciente recupere suas funções neurológicas normais é chamado de período pós ictal. Crises epiléticas generalizadas Iniciam sem aura e envolvem ambos os hemisférios desde o início e são chamadas de crises generalizadas primárias. Essas crises podem ser divididas em convulsivas e não convulsivas, dependendo se a crise é ou não é associada a movimentos tônico-clonicos. A crise não convulsiva aos paciente parecem estar em transe. Como a atividade elétrica de um neurônio ou e um grupo de neurônios leva à crises epiléticas? Cada neurônio no foco epileptogênico exibe uma resposta elétrica estereotipada e sincronizada chamada de despolarização paroxística súbita, uma despolarização longa e de alta amplitude que ocorre subitamente e desencadeia uma salva de potenciais de ação no seu pico. Em seguida ocorre uma pós-hiperpolarização. A fase despolarizante resulta na ativação dos receptores glutamato e os canais de Na+ e Ca2+ dependentes de voltagem. Os receptores de glutamato são adaptados para aumentar a excitabilidade, porque a despolarização desloca o Mg2+ que bloqueia o canal. Uma vez desbloqueado, a corrente excitatória que flui através do canal aumenta, aumentando assim a despolarização e permitindo a entrada de íons de Ca2+ no neurônio. Conteúdo licenciado paraZara da Veiga - @rayssapatrocinio1 A reposta normal do neurônio consiste em um potencial excitatório pós-sináptico, seguido de um potencial inibitório pós-sináptico. Essa despolarização paroxística súbita pode ser considerada como um aumento massivo dos componentes sinápticos despolarizantes. A pós-hiperpolarização é causada por vários tipos de canais de K+, bem como por condutância de Cl- de K+ mediados pelo GABA. O Ca2+ entra através dos canis de Ca2+ e os receptores de glutamato desencadeiam a abertura de canais ativados por cálcio, particularmente canais de K+. A pós-hiperpolarização limita a duração da despolarização. Desencadeantes Neonatos Lactantes / Crianças Adultos Idosos Convulsões febris Genéticos Infecções no SNC Distúrbios do desenvolvimento Traumatismo Abstinência Drogas ilícitas Tumor cerebral Infecção Doença cerebrovascular Tumor cerebral Distúrbio metabólicos Alzheimer e doenças degenerativas Hipóxia e isquemia perinatais Traumatismo craniano e hemorragia Infecção aguda no SNC Distúrbios metabólicos Genéticos Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Enxqueca É um distúrbio que se caracteriza por perturbações autônomas. Aura Sensação subjetiva ou fenômeno motor que precede e marca o início de um episódio de uma condição neurológica. Enxaqueca 6% fica restrita a um único lado É pulsátil, intensidade moderada a grave e agravado pela atividade física. Pode acompanhar com náuseas, vômitos, fotofobia e fanofobia. Diagnóstico com no mínimo 5 crises. Sem áurea - É caracterizada por crises de cefaleia repetidas que duram de 4 a 72 horas Com áurea - É caracterizada por sintomas e déficits neurológicos que se localizam nas áreas corticais ou no tronco cerebral (escotomas, hemianopsia, deficits sensoriais, afasia, ataxia, diplopia. Os sintomas surgem dentro de 5 a 20 minutos e desaparecem em menos de 60 minutos. Com aura prolongada (+60'); Hemiplégica familiar (genética); Oftalmoplégica (lesão de 3º NC); Retiniata (escotoma, amaurose). Subtipos Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 70% de incidência no fator hereditário Neurotransmissores: Serotonina, histamina, noradrenalina, bradicina e prostaglandinas. Fisiopatologia Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Fármaco Sumatriptano: Agonista de receptor 5-HT1 - Vasoconstrição Ergotamina: Agonista parcial do receptor 5HT1D Analgésicos: Aceleram a absorção. Propanolol: Agonista β-adrenérgicos - Fadiga e broncoconstrição. Pizotifeno: Antagonista 5-HT2 - Ganho de peso. Metsergida: Antagonista de 5HT Ciproeptadina - Antagonista β-adrenérgicos Distingue para usos terapêuticos para uso profilático Crise aguda 1. 2. 3. Profilaxia 1. 2. 3. 4. Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Parkinson Distúbio degenerativo do funcionamento dos núcleos da base. Destruição progressiva a via nigro-estriatal com redução da dopamina. Idade média de manifestação é de 57 anos com 60 mil casos anuais. Entre 8 a 18 casos por 100.000 habitantes. Doença de Parkinson = Parkinsonismo idiopático. Pode desenvolver como uma síndrome pós-encefálica pelos efeitos colaterais de substâncias antipsicóticas que bloqueiam os receptores de dopamina. Os sintomas podem manifestar quando ocorrem danos à via nigro- estrial, em condições de AVC, tumores, traumatismo craniano repetido ou transtorno neurológico degenerativa. Possui causa desconhecida, porém acreditam que seja por fatores ambientais e genéticos. Pode ser por conta de processos patológicos (estresse oxidativo, doenças mitocondriais). Pode ser gene dominante ou recessivo, sendo o recessivo uma forma mais branda-gene Parkin manifestam precoce. Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Variedades Parkinsonismo induzido por fármacos ou toxinas: Forma secundária, onde o indivíduo é exposto ao medicamento que interfere na transmissão dopaminérgica - antipsicóticos, antivertiginosas, antiepiléticos, estabilizador do humor (lítio) Parkinsonismo vascular: Infartos subcorticais multiplas na substância branca podem levar a sinais de parkinsonismo. Resposta medicamentosa não é tão eficaz. Parkinsonismo pós-traumática: Decorrentes de encefalopatia traumática crônica que causa distúrbios comportamentais, síndrome de demência, parkinsonismo - lutadores de boxe. Parkinsonismo familiar e genético: mutações no gene. Parkinsonismo associado com outras doenças neurológicas. 1. 2. 3. 4. 5. Patologia É uma proteinopatia caracterizada por mal formação e agregação de α-sinucleína. Histologicomente o estágio avançado possui perda de pigmentação e células de substância negra mesencefálica. Patogênese A proteína envolvida é a α-sinucleina é mal formada e agregada podendo se disseminar de célula para célula propaganda a doença. As manifestações motoras parecem resultar de padrões alterados de inibição da base e de suas conexões com as vias diretas e indiretas - Dopamina e acetilcolina. Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Também está esgotado a Noradrenalina por mecanismo não conhecido. Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Achados Tremor: Aumenta durante o estresse emocional, melhora durante a atividade voluntária. Rigidez: Aumento da resistência ao movimento passivo - sinal da roda dentada - resistência cede aos poucos. Hipocinesia: Lentidão do movimento voluntário e redução do movimento automático. Marcha e posturas anormais: Dificuldades de se levantar da cama ou poltrona e tende a adotar uma postura em flexão quando em pé. Manifestações não-motoras: Asnomia, declínio cognitivo, alteração de personalidade, fadiga, urgência miccional, constipação. 1. 2. 3. 4. 5. Conteúdo licenciado para Zara da Veiga - @rayssapatrocinio1 Conteúdo licenciado para Zara da Veiga -