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MECANISMOS DE DEFESA quando um ag entra no organismo ele já ultrapassou as barreiras: físicas (pele), químicas (muco) e biológica (microbiota) e as células de defesa como os macrófagos e células dendríticas (que fazem fagocitose e também são APC) vão tentar eliminar o ag. também pode ocorrer um processo inflamatório (lesão tecidual) ou infeccioso (se tiver presença de agente causar) todos esses mecanismos juntamente com a ação das células NK e sistema complemento fazem parte dos mecanismos INATOS de defesa ● inespecífico, rápido, não deixa memória imunológica quando esses mecanismos não são suficientes para eliminar ou neutralizar os ag são utilizados os mecanismos ADAPTATIVOS (adquiridos) de defesa ● específico, demorado, deixa memória imunológica Barreiras da imunidade adaptativa Imunidade inata - quebra de barreiras IMUNIDADE INATA – PROCESSO INFLAMATÓRIO A inflamação é uma resposta dos tecidos vascularizados a infecções e tecidos lesados. Consiste em recrutar células e moléculas de defesa do hospedeiro da circulação para os locais onde são necessárias, com a finalidade de eliminar os agentes agressores CAUSAS DA INFLAMAÇÃO ❖ INFECÇÕES – infecções de qualquer natureza (bacteriana, virótica,fúngica ou parasitária) e toxinas microbianas, e a resposta depende do tipo de patógeno, podendo ser aguda leve ou reações sistêmicas severas. ❖ NECROSE DE TECIDOS – Propicia a inflamação devido a morte celular que pode ser por isquêmica, trauma, lesões físicas ou químicas. ❖ CORPOS ESTRANHOS – lascas de madeira, cacos de vidro, sujeita,suturas, Cristais de urato (gota), lipídeos (aterosclerose), por gerarem lesão tecidual traumática e recrutamento de leucócitos para o local. ❖ REAÇÕES AUTO-IMUNES – Reações de hipersensibilidade e doenças auto-imunes. RECRUTAMENTO DE LEUCÓCITOS PARA O LOCAL DA LESÃO • No processo inflamatório, ocorre a migração de leucócitos para o local da inflamação → QUIMIOTAXIA. • Mudanças no fluxo sanguíneo e na permeabilidade vascular são rapidamente seguidas por influxo de leucócitos, que são recrutados a partir do sangue para dentro do tecido extravascular. • Os principais leucócitos envolvidos são os fagócitos: Macrófagos e Neutrófilos. ❖ Etapas do recrutamento de leucócitos: 1 –Marginação, Rolamento e Adesão ao endotélio (dentro do vaso). 2 – Diapedese: Migração através da parede do endotélio. 3 – Quimiotaxia: Migração dos leucócitos para os tecidos. RESPOSTA CELULAR - QUIMIOTAXIA Quimiotaxia: processo de migração celular que ocorre mediante participação de agentes exógenos e endógenos. RECRUTAMENTO DE LEUCÓCITOS PARA O LOCAL DA LESÃO FAGOCITOSE E LIBERAÇÃO DO AGENTE AGRESSOR A fagocitose envolve três fases sequenciais: • Reconhecimento e ligação da partícula a ser ingerida pelo leucócito; • Englobamento por pseudópodes (extensões do citoplasma); • Ingestão; • Morte ou degradação do material ingerido por enzimas lisossômicas. RESUMO - ETAPAS DO PROCESSO INFLAMATÓRIO 1 – Reconhecimento do agente agressor pelas células e moléculas hospedeiras (proteínas do sistema complemento e mediadores inflamatórios). 2 – Recrutamento de leucócitos da circulação para o local onde o agente agressor está localizado. 3 – Os leucócitos e as proteínas são ativados e trabalham juntos para destruir e eliminar a substância agressora → Processo Inflamatório com fagocitose (macrófagos, neutrófilos e células dendríticas) 4 – A reação é controlada e concluída e o tecido lesado é recuperado. SINAIS CLÁSSICOS DA INFLAMAÇÃO CALOR E RUBOR EDEMA (INCHAÇO) Se dá pelo aumento da permeabilidade vascular que permite o extravasamento de células e líquidos e, portanto, o edema que é sinônimo de inchaço. DOR Devido a compressão dos nervos pelo edema e por mediadores químicos liberados (moléculas químicas produzidas nos tecidos). Dor → Compressão dos nervos e receptores de dor das extremidades. ETAPAS DO PROCESSO INFLAMATÓRIO INFLAMAÇÃO AGUDA - RESUMO • Ao contato com um agente agressor externo, há um recrutamento de leucócitos para o local da lesão (fagócitos), para que haja a eliminação do agente. • Ao mesmo tempo, os fagócitos e outras células do hospedeiro reagem a presença da substância estranha através da liberação de mediadores de inflamação, que são substâncias que iniciam e finalizam o processo inflamatório, desencadeando os eventos para que ele seja possível. • A liberação destes mediadores geram alterações vasculares e hemodinâmicas que são responsáveis pelos sinais e sintomas da inflamação. • Os leucócitos recrutados para o local são ativados e removem o agente por fagocitose. • A medida que o agente é eliminado, o hospedeiro retorna ao estado normal de saúde. • Se o agente lesivo não pode ser eliminado, o resultado pode ser uma inflamação crônica. IMUNIDADE ADAPTATIVA IMUNIDADE ADAPTATIVA OU ADQUIRIDA • É desencadeada quando a Imunidade Inata não conseguiu combater totalmente o patógeno e este permaneceu no organismo, instalando-se e causando uma doença. • É um mecanismo de defesa mais robusto e específico (identificar qual tipo de microrganismo está causando a doença). • Produz anticorpos e células de memória → Imunidade a médio ou longo prazo contra o patógeno. • Atuação dos LINFÓCITOS especializados. • Linfócitos são os principais responsáveis pela Imunidade Adquirida, que é aquela desencadeada se a infecção persiste no organismo, desencadeando então mecanismos mais específicos de reconhecimento. • São produzidos para reconhecerem Antígenos (Ag) de agentes invasores e produzirem anticorpos (Ac). MECANISMOS DE RECONHECIMENTO DE LINFÓCITOS LINFÓCITOS B e LINFÓCITOS T • Ambos produzidos na medula óssea • Linfócitos B – Maturação na Medula Óssea • Linfócitos T – Maturação no Timo • Após a maturação (recebimento de receptores), são encaminhados até os órgãos linfóides (baço, timo, medula óssea, linfonodos...), onde ficam até que ocorra sua ativação (1º contato com Ag). • A ativação ocorre no contato pela primeira vez com um Antígeno (Ag), que pode ser através de uma célula apresentadora de antígenos (APC – Células dendríticas, macrófagos), no caso de Linfócitos T, ou reconhecimento direto, no caso de linfócitos B. AÇÕES DOS LINFÓCITOS B • A principal finalidade das células B é produzir anticorpos. • As células B são formadas na medula óssea. • As células B possuem receptores compostos por anticorpos conjugados a peptídeos, aos quais os antígenos podem aderir. • Quando as células B se deparam com um antígeno, o antígeno adere ao receptor, ativando-as. • Algumas células B se transformam em células de memória (lembrando aquele antígeno específico), e outras se transformam em células efetoras (plasmócitos). • Os plasmócitos produzem anticorpos que são específicos para os antígenos que estimulam a sua produção. • Depois disto, no entanto, sempre que as células B se depararem com o antígeno novamente, as células B de memória rapidamente reconhecem um antígeno, se multiplicam, se transformam em plasmócitos e produzem anticorpos. Esta resposta é rápida e eficaz. PLASMÓCITO = Célula efetora proveniente dos Linfócitos B Função = produção de anticorpos específicos TIPOS DE LINFÓCITOS T •Células T citotóxicos (CD8) - Reconhecem e destroem células infectadas ou anormais (cancerígenas, por exemplo), fazendo furos em suas membranas e introduzindo enzimas tóxicas (morte por citotoxicidade). •Células T auxiliares (CD4) - se ligam aos receptores de antígenos através das células apresentadoras de antígenos (APC1s – células dendríticas). Auxiliam outras células imunológicas. Algumas células T auxiliares ajudam as células B a reconhecerem antígenos e produzirem anticorpos. Outras ajudam a ativar as células T killer para matar células infectadas ou anormais, ou ainda ajudam a ativar os macrófagos, permitindo queeles ingiram células infectadas ou anormais de forma mais eficaz. •Células T supressoras (reguladoras) - produzem substâncias que ajudam a encerrar a resposta imunológica ou, por vezes, evitam que ocorram certas respostas prejudiciais, como o câncer. • Algumas células B se transformam em células de memória, lembrando aquele antígeno específico, e outras se transformam em plasmócitos. • Os plasmócitos produzem anticorpos que são específicos para os antígenos que estimulam a sua produção. MEDIADORES INFLAMATÓRIOS As cascatas de eventos do processo inflamatório ocorrem após a produção e/ou liberação de substâncias químicas pelas células de defesa diante da ação do agente inflamatório, chamadas de mediadores inflamatórios. Estas substâncias atuam principalmente nas alterações vasculares. Existem outros mediadores químicos liberados pelas células e tecidos de ação prolongada, que continuam atuando por bastante tempo no processo inflamatório. PROTEÍNAS DO SISTEMA COMPLEMENTO • O Sistema Complemento (SC) é constituído por uma família de mais de 20 glicoproteínas plasmáticas, sintetizadas principalmente no fígado, mas também por macrófagos e fibroblastos. • Cada componente ativado no SC adquire atividade proteolítica, ativando os elementos seguintes em cascata. • Ao longo do processo, ocorre a produção de diversos mediadores que alteram a permeabilidade vascular e contribuem para o desenvolvimento da resposta inflamatória. • Finalmente, ocorre a formação do complexo de ataque à membrana (MAC) do patógeno, que promove a lise osmótica da célula-alvo, favorecendo a eliminação do agente infeccioso. PRINCIPAIS MEDIADORES QUÍMICOS DA INFLAMAÇÃO REAÇÕES DE AGLUTINAÇÃO: HEMOAGLUTINAÇÃO E AGLUTINAÇÃO EM LÁTEX SISTEMA ABO e RH Os grupos sanguíneos de maneira geral são constituídos por antígenos presentes na membrana da hemácia que são a expressão de genes herdados da geração anterior. O tipo de antígeno presente na membrana indica o tipo sanguíneo, exemplo: • Sangue tipo A: contém antígeno A • Sangue tipo B: contém antígeno B • Sangue tipo O: não contém nenhum antígeno. Não há ocorrência natural para estes anticorpos, somente ocorrência de anticorpos imunes que podem aparecer após transfusões sanguíneas ou gestações onde haja incompatibilidade. REAÇÕES DE AGLUTINAÇÃO - Quando uma suspensão de partículas que apresenta antígenos em sua superfície é misturada com um anticorpo específico, formam-se grumos mais ou menos volumosos, que logo sedimentam no fundo do tubo ou na placa. - AGLUTINAÇÃO ATIVA OU DIRETA - Se a reação ocorrer com determinantes antigênicos naturais de microorganismo ou células. Ex: Quando se empregam hemácias para detecção da tipagem sanguínea, esse processo é chamado HEMAGLUTINAÇÃO. - AGLUTINAÇÃO PASSIVA OU INDIRETA - Se forem utilizadas partículas inertes (látex) acrescentadas a um Ac ou Ag para visualização do complexo. Ex: aglutinação em látex (diagnóstico de artrite reumatóide, proteína c reativa, meningite...) - São testes rápidos, porém menos sensíveis que outros métodos. A determinação do grupo sanguíneo desse sistema é feita usando dois tipos de teste: Tipagem direta: determina a presença ou ausência de antígenos nas hemácias, empregando como reativos anticorpos purificados (anti-A e anti-B). → Mais utilizado, técnica simples, lâmina ou tubo. Tipagem reversa: através da identificação de anticorpos no soro/plasma, usando como reativos antígenos conhecidos (hemácias A e hemácias B). AGLUTINAÇÃO DIRETA - HEMAGLUTINAÇÃO Ou seja, pode-se detectar os antígenos (aglutinogênios) e anticorpos (aglutininas) através de técnicas que provoquem reação (ligação) entre os dois: TESTE DE TIPAGEM SANGUÍNEA - MÉTODO DIRETO AGLUTINAÇÃO DIRETA - HEMAGLUTINAÇÃO • Sangue A: Aglutina com anticorpo anti-A pois possui antígeno A. • Sangue B: Aglutina com anticorpo anti-B pois possui antígeno B. • Sangue AB: Aglutina com anti-A e anti-B pois tem os dois tipos de antígenos. • Sangue O: como não possui antígenos, não reage com anti-A e anti-B. TRANSFUSÕES SANGUÍNEAS A escolha do sangue se baseia no fato de que o indivíduo não pode ser transfundido com um sangue que possua um antígeno que ele não tem, pois o anticorpo presente no seu plasma contra esse antígeno iria reagir com essas hemácias transfundidas. IMPORTÂNCIA DO FATOR RH • Transfusão sanguínea • Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM NASCIDO A condição para a ocorrência dessa anomalia é a seguinte: ● Pai é Rh+ ● Mãe é Rh- ● Filho herda Rh+ do pai, que interage com o sangue da mãe que possui Rh - e começa a produzir anticorpos para o fator Rh. AGLUTINAÇÃO INDIRETA - LÁTEX O teste de aglutinação indireta ou passiva emprega a adsorção de anticorpos ou antígenos solúveis proteicos ou polissacarídeos na superfície de micropartículas inertes (suportes) que não interferem na interação antígeno-anticorpo, como plásticos (látex), gelatina, carvão e hemácias formolizadas de aves e carneiros. • Um suporte muito utilizado são micropartículas de poliestireno (látex), homogêneas quanto ao tamanho, com a vantagem de permitir a realização de testes rápidos de aglutinação em lâminas ou placas planas e com leitura em minutos. • Suportes com antígeno adsorvido são utilizados na pesquisa de anticorpos específicos. • A aglutinação do látex pode ser observada a olho nu após homogeneização. Há também a possibilidade de empregar métodos automatizados quantitativos como a absorção da luz (turbidimetria) ou a dispersão da luz (nefelometria), melhorando a sensibilidade do teste. AGLUTINAÇÃO LÁTEX – FATOR REUMATÓIDE O fator reumatóide está presente em numerosas patologias onde o sistema imunológico é altamente estimulado. Nessas doenças, os anticorpos IgG produzidos pelos linfócitos nas articulações sinoviais reagem com outros anticorpos IgG ou IgM, produzindo complexos imunes, ativação do complemento e destruição tecidual. Ainda não se sabe como as moléculas de IgG tornam-se antigênicas, porém elas podem ser alteradas pela agregação com vírus ou outros antígenos. PRINCÍPIO O kit contém uma suspensão de partículas de látex recobertas com gammaglobulina humana (IgG). Com a adição do kit ao soro com “fator reumatoide” presente, desenvolve-se uma reação antígeno-anticorpo. Esta se exterioriza pela aglutinação das partículas de látex formando agregados facilmente visíveis. PROTEÍNA C REATIVA A proteína C reativa é uma glicoproteína produzida pelos hepatócitos, usada como indicador de processos inflamatórios agudos de origem bacteriana, ou ainda, de destruição de tecido. PRINCÍPIO O kit contém uma suspensão de partículas de látex de poliestireno recobertas com anticorpos anti-Proteína C- Reativa (PCR). Esta suspensão, em contato com amostras contendo Proteína C Reativa produz uma aglutinação das partículas de látex, visíveis macroscópicamente.. - Para cada exame, utiliza-se uma fileira do teste. - Pipetar 25 uL de cada reagente do kit e do soro teste em cada círculo. Evitar encostar a extremidade da ponteira na superfície da lâmina. - Adicionar 25 uL do látex com Ac anti-PCR ou anti-FR em cada círculo, trocando a ponteira a cada vez. - Homogeneizar misturas com um bastão com leves movimentos circulares na lâminas e verificar presença de aglutinação no soro teste (comparar com controle positivo). RESPOSTA IMUNOLÓGICA CONTRA TRANSPLANTES O QUE É TRANSPLANTE? O transplante é a tentativa de substituição de um órgão ou tecido, irremediavelmente doente, que compromete a vida de um receptorpor outro sadio vindo de um doador. Para isso, o doador e o receptor devem ter algumas características biológicas em comum, a fim de diminuir ou neutralizar o obstáculo da rejeição. ❖ Doador: fornece o enxerto. ❖ Receptor ou hospedeiro: indivíduo no qual o enxerto é colocado. Quase todas as doenças que levam a uma situação de falência completa de um órgão ou de um tecido, e quando as terapias médicas ou cirúrgicas convencionais já não são mais eficazes, têm como última alternativa de tratamento um transplante. QUANDO SE FAZ UM TRANSPLANTE? 1. Doenças renais, hepáticas e cardíacas 2. Doenças hematológicas: anemia aplástica 3. Doenças autoimunes 4. Doenças genéticas 5. Doenças malignas: leucemias *Anemia aplástica é quando a medula óssea produz em quantidade insuficiente os três diferentes tipos de elementos figurados do sangue existentes: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. ÓRGÃOS E TECIDOS QUE PODEM SER DOADOS • Órgãos: coração, pulmão, fígado, pâncreas, rim, estômago e intestino. • Tecidos: sangue, córneas, ossos do ouvido, dura-máter, válvulas cardíacas, crista ilíaca, fáscia lata, cabeça do fêmur, ossos longos, patela, costelas, safena, pele, medula. DOADORES 1. Doador cadáver: a doação “post mortem” deve ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por uma equipe de médicos não participantes das equipes de remoção e transplante. Alguns órgãos são exclusivamente retirados desse tipo de doador, como por exemplo o coração, o pulmão e o pâncreas. 2. Doador vivo (relacionado ou não): é permitido o transplante consentido com doador vivo quando se tratar de órgãos duplos, tecidos ou partes do corpo cuja retirada não traga risco à integridade, comprometimento às aptidões vitais e saúde mental, mutilação ou deformação inaceitável e que seja de necessidade indispensável ao receptor. Estudos desde a década de 1940 e 1950 estabeleceram que a rejeição do enxerto é mediada pelo SI adquirido, porque mostra especificidade e memória e é dependente dos linfócitos. SISTEMA IMUNE X TRANSPLANTE COMPLEXO DE HISTOCOMPATIBILIDADE (MHC) As moléculas MHC são proteínas presentes na membrana das APC que apresentam antígenos peptídicos para o reconhecimento pelos linfócitos T, o que caracteriza a primeira etapa nas respostas imunes mediadas pela célula T aos MO. ACEITAÇÃO OU REJEIÇÃO DO ENXERTO! Indivíduos que são idênticos no locus MHC (gêmeos idênticos) aceitarão os enxertos uns dos outros, e os indivíduos que diferem no locus do MHC rejeitarão esses enxertos! MHC O complexo principal de histocompatibilidade (MHC) é uma grande região encontrada na maioria das células que possui importante papel na resposta imune. As proteínas codificadas pelo MHC são expressas na membrana das células e apresenta tanto antígenos próprios (fragmentos de peptídeos da própria célula) e antígenos externos (fragmentos de microorganismos invasores) para células T que tem a capacidade de matar células infectadas ou com função prejudicada. COMPLEXO DE HISTOCOMPATIBILIDADE (MHC) O locus do MHC é uma coleção de genes encontrada em todos os mamíferos e inclui os genes que codificam o MHC e outras proteínas. Proteínas do MHC humano são chamadas de ANTÍGENOS LEUCOCITÁRIOS HUMANOS Em todas as espécies , o locus MHC contém dois conjuntos de genes polimórficos, chamados de genes do MHC de classe I e MHC de classe II. Contém também genes não polimórficos que codificam proteínas envolvidas na apresentação de antígenos (MHC de classe III). IMUNOLOGIA DOS TRANSPLANTES 1. SINGÊNICOS: animais que são idênticos uns aos outros. 2. ALOGÊNICOS: animais de uma espécie que difere de outros animais da mesma espécie. 3. XENOGÊNICOS: animais de diferentes espécies. Os antígenos que servem como alvos de rejeição são chamados aloantígenos e xenoantígenos, e os anticorpos e células T que reagem contra esses antígenos são denominados alorreativos e xenorreativos, respectivamente. TIPOS DE TRANSPLANTES COMO O SISTEMA IMUNOLÓGICO REAGE CONTRA OS TRANSPLANTES ? Antígenos de Transplantes ❖ Os antígenos de aloenxertos que servem como os alvos principais de rejeição são proteínas codificadas no MHC. ❖ Os genes do MHC são altamente polimórficos, esses alelos podem ser herdados e expressos em praticamente qualquer combinação, por esse motivo, cada indivíduo pode expressar algumas proteínas do MHC que se diferenciam daqueles outros indivíduos e que se manifestam como estranhas ao SI de outro indivíduo, exceto no caso de gêmeos idênticos. ❖ As respostas imunológicas aos antígenos de MHC em células de outros indivíduos é uma das respostas imunes mais fortes conhecidas. 1. Células T maduras que têm alta afinidade pelas moléculas de MHC próprio, irão reconhecer os peptídeos estranhos expostos pelo MHC. 2. Moléculas alogênicas do MHC contendo peptídeos derivados de células alogênicas assemelham-se a moléculas do MHC próprio mais peptídeos estranhos ligados. Uma simples célula alogênica do enxerto irá expressar milhares de moléculas de MHC, cada uma das quais pode ser reconhecida como estranha por células T do receptor. 3. O complexo formado por moléculas alogênicas do MHC contendo peptídeos estranhos derivados de células alogênicas são reconhecidos pelas células T do receptor. Embora as proteínas do MHC sejam os principais antígenos que estimulam a rejeição do enxerto, outras proteínas também podem ter um papel na rejeição. Nome: ANTÍGENOS DE HISTOCOMPATIBILIDADE SECUNDÁRIA Definição: Proteínas celulares normais que diferem entre doador e receptor. Reações de rejeição: Não são tão fortes quanto as reações contra proteínas do MHC estranhas. Situações clínicas: Transfusão de sangue e transplante de células-tronco. INDUÇÃO DAS RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS CONTRA TRANSPLANTES Células T no receptor podem reconhecer de diferentes maneiras aloantígenos do doador nos enxertos, dependendo de quais células no enxerto estão exibindo esses aloantígenos. Existem três tipos diferentes de reconhecimento: - Alorreconhecimento direto - Alorreconhecimento indireto - Reação linfocitária mista (MLR) Esses mecanismos de indução das respostas imunológicas das células T aos aloenxertos, assim como os tumores, exigem a coestimulação. Reconhecimento Direto Células T podem reconhecer as moléculas do MHC no enxerto exibidas por células dendríticas do doador no enxerto ou aloantígenos do enxerto podem ser processados e apresentados pelas células dendríticas do hospedeiro. Muitos tecidos contém células dendríticas, e quando os tecidos são transplantados, as células dendríticas são transportadas para o receptor do enxerto. Quando as células T no receptor reconhecem as moléculas alogênicas do MHC do doador nas células dendríticas do enxerto, as células T são ativadas, esse processo é chamado de RECONHECIMENTO DIRETO. Reconhecimento Indireto Os aloantígenos podem ser reconhecidos pelo receptor por uma via secundária, que é similar ao reconhecimento de qualquer antígeno estranho. Se as células do enxerto ou aloantígenos são englobados pelas células dendríticas do receptor, os aloantígenos do doador são processados e apresentados pelas moléculas do MHC próprio nas APC do receptor. Esse processo é chamado de RECONHECIMENTO INDIRETO. Reação Linfocitária Mista (MLR) Modelo in vitro de reconhecimento de antígenos: Células T de um indivíduo são cultivadas junto com leucócitos de outro indivíduo, e as respostas das células T são avaliadas. A magnitude dessa resposta é proporcional à extensão das diferenças de MHC entre esses indivíduos, e é uma previsão superficial dos resultados das trocas de enxerto entre esses indivíduos. MECANISMOS IMUNOLÓGICOS DE REJEIÇÃO DOS ENXERTOS A rejeição do enxerto é classificada como HIPERAGUDA, AGUDA E CRÔNICA, base nas características clínicase patológicas. Cada tipo de rejeição é mediado por um tipo particular de resposta imunológica. Rejeição Hiperaguda Este tipo de rejeição ocorre minutos após o transplante e é caracterizada pela trombose de vasos do enxerto e necrose isquêmica. Mediada por AC circulantes específicos para AG nas células endoteliais do enxerto (IgM naturais específicos para AG do grupo sanguíneo ou AC específicos para a s moléculas de MHC alogênicas, devido a gravidez, transfusão ou transplante de órgãos). Esse tipo de rejeição não é um problema para transplantes porque todo doador e receptor são testados para anticorpos contra as células de potenciais doadores (teste chamado de prova cruzada). Esse tipo de reação é uma barreira para o xenotransplante. Rejeição Hiperaguda Quase imediatamente após o transplante, os AC se ligam a AG no endotélio vascular do enxerto, ativam o sistema complemento e a coagulação, levando à lesão do endotélio e à formação do trombo. Rejeição Hiperaguda A falta de doadores de órgãos adequados pode ser solucionada pelo xenotransplante. Válvulas Biológicas: Há uma grande variedade de válvulas biológicas. Como por exemplo: Xenoenxerto – válvulas ou tecidos preservados retirados de animais, como, por exemplo, vaca ou porco. Rejeição hiperaguda pelos xenotransplantes: Os indivíduos contém AC que reagem com células de outras espécies, e as células do xenoenxerto não têm proteínas reguladoras que possam inibir a ativação do sistema complemento. Esses AC são chamados de AC NATURAIS porque sua produção não requer exposição prévia aos xenoantígenos. Rejeição Aguda Este tipo de rejeição ocorre dias ou semanas após o transplante devido a uma resposta imunológica ativa do hospedeiro estimulada pelos aloantígenos no enxerto, é a principal falha precoce do enxerto. Mediada por células T CD4 + (auxiliar) ou CD8 + (citotóxico) e AC específicos para os aloantígenos no enxerto. A lesão mediada pelo AC aos vasos do enxerto é provocada, principalmente, pela ativação do complemento pela via clássica. A terapia imunossupressora atual é planejada principalmente para evitar e reduzir a rejeição aguda ao bloquear a ativação das células T alorreativas. SISTEMA COMPLEMENTO Rejeição Aguda Dias ou semanas após o transplante, as células T podem ser CTL CD8+ que destroem diretamente as células do enxerto, ou células CD4+ que secretam citocinas e induzem a inflamação, que destrói o enxerto. As células T também podem reagir contra as células nos vasos do enxerto, levando ao dano vascular. Rejeição Crônica Este tipo de rejeição é decorrente da lesão do enxerto que ocorre por meses ou anos e leva à perda progressiva da função do enxerto. A rejeição crônica pode se manifestar como fibrose ou estenose gradual dos vasos do enxerto, chamada arteriosclerose do enxerto. Mediada por células T CD4+ (auxiliar) que reagem contra os aloantígenos do enxerto e secretam citocinas que estimulam a proliferação de fibroblastos e células musculares lisas no enxerto. *principal causa de falha nos enxertos PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA REJEIÇÃO DO ENXERTO A base da prevenção e do tratamento da rejeição de transplante de órgãos é a imunossupressão, desenvolvida primeiramente para inibir a ativação de células T e funções efetoras. Mais usados: Ciclosporina e Tacrolimo. Todos esses fármacos imunossupressores apresentam o problema da imunossupressão inespecífica, portanto, os pacientes tratados com esses fármacos como parte de seu regime pós-transplante tornam-se suscetíveis a infecções e têm uma incidência aumentada de neoplasias, especialmente tumores causados por vírus. O casamento de alelos HLA do doador e do receptor por tipagem tecidual teve um importante papel na minimização da rejeição ao enxerto. Embora a combinação do MHC seja essencial para o sucesso do transplante de alguns tipos de tecido (ex: enxertos alogênicos de medula óssea) e melhore a sobrevida de alguns outros tipos de enxertos (ex: aloenxertos renais), a imunossupressão é tão eficaz que a combinação do HLA não é considerada necessária para muitos tipos de transplante de órgãos (ex: coração). IMPORTÂNCIA: O número de doadores é limitado e os receptores muitas vezes estão muito doentes para aguardar a disponibilidade de órgãos bem combinados! INDUZIR TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA PARA ALOANTÍGENOS DE ENXERTOS! TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA É a falta de resposta aos antígenos que são induzidos pela exposição dos linfócitos a esses antígenos. AG não-próprios: são considerados imunogênicos – podem ativar linfócitos para que proliferem e se diferenciam em células efetoras e células de memória, levando a uma resposta imune produtiva. AG próprios: são considerados tolerogênicos – podem inativar linfócitos ou eliminá-los, resultando na tolerância. Os antígenos próprios normalmente induzem tolerância, e a falha da autotolerância é a causa principal de doenças autoimunes. Por outro lado, a indução da tolerância para um AG particular é capaz de controlar as reações imunes indesejáveis (doenças alérgicas ou autoimunes e prevenir a rejeição em transplantes de órgãos). RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS CONTRA TUMORES O QUE É O CÂNCER? Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células , que invadem tecidos e órgãos (METÁSTASES) . Dividindo - se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar - se para outras regiões do corpo . CÉLULAS NORMAIS x CÉLULAS TUMORAIS METÁSTASES TUMORES BENIGNOS x TUMORES MALIGNOS umas das principais causas de morte por câncer é a formação de metástases! QUAIS AS PRINCIPAIS CAUSAS? As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo , estando inter - relacionadas . As causas externas referem - se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade . As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré - determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas . RELAÇÃO ENTRE FATORES EXTERNOS E A OCORRÊNCIA DO CÂNCER RELAÇÃO ENTRE FATORES INTERNOS E A OCORRÊNCIA DO CÂNCER A origem do câncer está relacionada com mutações genéticas : - 5 % mutações hereditárias - 95 % mutações adquiridas BRCA1 e BRCA2 - Os genes BRCA1 e BRCA2 produzem proteínas que reparam o DNA danificado e agem como supressores de tumores, ajudando a regular a divisão celular para prevenir o crescimento descontrolado e o câncer SISTEMA IMUNOLÓGICO No câncer é amplamente reconhecido que o aperfeiçoamento do sistema imunológico contra os tumores é um procedimento promissor para o tratamento . MECANISMO PRINCIPAL : pelo qual o SI elimina células tumorais e as células dos transplantes teciduais é por meio de linfócitos T citotóxicos (CTL) . Linfócitos T CD4 ligam - se a MHC classe II( células dendríticas , macrófagos , fagócitos e Linfócitos B) Linfócitos T CD8 + (citotóxicas) ligam - se a MHC classe I( células infectadas ) . -> 1° a ser reconhecida -> elimina qualquer célula infectada/defeituosa O controle e a eliminação das células tumorais pelo SI são chamados de VIGILÂNCIA IMUNOLÓGICA . SISTEMA IMUNE X TUMOR Um requisito para a aceitação da hipótese de que o papel do sistema imune no desenvolvimento do tumor é mediado pelos Linfócitos T citotóxicos ... seria a observação experimental de que animais imunodeficientesapresentam incidência maior de neoplasias . COMO O SISTEMA IMUNOLÓGICO REAGE CONTRA OS TUMORES ? Antígenos Tumorais ❖ Tumores expressam antígenos que são reconhecidos como estranhos (não próprios) pelo sistema imunológico daquele indivíduo . ❖ Tumores comuns armazenam um grande número de mutações em diversos genes alterados, e os produtos desses genes alterados podem funcionar como antígenos tumorais (produto de oncogene ou gene supressor de tumor mutado, proteína própria super expressa ou vírus oncogênico) . Estes antígenos podem ser divididos em: 1. TSA ( Tumor specific antigens ) - únicos da célula tumoral e possuem epítopos capazes de serem reconhecidos pelas CTLs. Esses antígenos são identificados através do uso de anticorpos monoclonais. São produtos de oncogenes que sofreram mutação ou genes supressores de tumores que estão envolvidos no processo de transformação maligna, chamada mutação condutora . Algumas mutações podem resultar de defeitos no reparo do DNA – comuns em câncer . 2 . TATAs ( Tumor associated antigens ) – Proteínas normais (não mutadas) com expressão limitada em tecidos, que são expressas aberrantemente em tumores . Exemplo : Tirosinase células localizadas na camada inferior da epiderme 3 . Antígenos Virais - DNA e RNA viral oncogênico codificam para antígenos virais expressos pelo tumor e induzidos por vírus . Exemplo: HPV (papiloma vírus humano) No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e, especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para causar câncer), pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca . vacinação MECANISMOS IMUNOLÓGICOS DE REJEIÇÃO TUMORAL (ANTITUMORAL) A maioria dos antígenos tumorais que provoca respostas imunológicas em indivíduos portadores de tumor é de proteínas sintetizadas de maneira endógena que são apresentados como peptídeos associados ao MHC de classe I reconhecidos por LT CD8, cuja função é a eliminação de células que produzem antígenos estranhos ao organismo . As células tumorais são capazes de apresentar peptídeos associados ao MHC de classe I (porque todas as células nucleadas expressam MHC de classe I) . Mas a ativação das células T CD8 + virgens para proliferação e diferenciação requer não apenas o reconhecimento do antígeno pelo MHC de classe I . Mas também coestimulação de células T CD 4 + . Quando um tipo de célula (célula dendrítica ) apresenta antígenos de outra célula (célula tumoral) e ativa os linfócitos T CD8 + específicos para um segundo tipo de célula, o processo recebe o nome de APRESENTAÇÃO CRUZADA! UMA VEZ QUE AS CÉLULAS T VIRGENS SE DIFERENCIAM EM CTL EFETORES, ELAS SE TORNAM CAPAZES DE EXTERMINAR CÉLULAS QUE EXPRESSAM ANTÍGENOS SEM A NECESSIDADE DA COESTIMULAÇÃO . O fato dos tumores malignos se desenvolverem em indivíduos imunocompetentes indica que o sistema imunológico é, muitas vezes, incapaz de evitar o crescimento do tumor ou é facilmente sobrepujado por tumores de crescimento rápido! EVASÃO DA RESPOSTA IMUNE PELOS TUMORES As respostas imunes falham em verificar o crescimento tumoral, porque os tumores evoluem no hospedeiro para escapar do reconhecimento imunológico ou resistir aos mecanismos efetores imunológicos . 1. Alguns tumores param de expressar antígenos que são alvos do ataque imunológico . Esses tumores são chamados de VARIANTES COM PERDA DE ANTÍGENOS AS CÉLULAS VARIANTES CONTINUAM A CRESCER E SE ESPALHAR! EVASÃO DA RESPOSTA IMUNE PELOS TUMORES 2 . A expressão do MHC I poderá ser regulado negativamente nas células tumorais de modo que não possa ser reconhecida pelos CTLs (linfócitos T CD8 +) O Interferon gama é responsável por estimular a expressão do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) MHC O complexo principal de histocompatibilidade (MHC) é uma grande região genômica encontrada na maioria das células que possui importante papel na resposta imune . As proteínas codificadas pelo MHC são expressas na membrana das células e apresenta tanto antígenos próprios (fragmentos de peptídeos da própria célula) e antígenos externos (fragmentos de microorganismos invasores) para células T que tem a capacidade de matar células infectadas ou com função prejudicada . EVASÃO DA RESPOSTA IMUNE PELOS TUMORES 3 . Tumores expressam ligantes para os receptores inibitórios da célula T . Alguns tumores podem induzir as células T reguladoras, que também suprimem as respostas imunológicas antitumorais . como o tumor evade? ABORDAGENS IMUNOLÓGICAS PARA A TERAPIA DO CÂNCER A principal razão para o interesse na abordagem imunológica é que as terapias atuais para o câncer baseiam - se em drogas que matam as células em divisão ou bloqueiam a divisão das células, e essas terapias exercem severos efeitos sobre as células normais que estão proliferando nos pacientes de câncer . ABORDAGENS TERAPÊUTICAS : - Quimioterapia - Radioterapia IMUNOTERAPIA As respostas imunes aos tumores deverão ser específicas para os antígenos tumorais e não deverão lesar a maioria das células normais . Por isso, a IMUNOTERAPIA tem o potencial de ser o tratamento mais específico para os tumores . 1. Imunização passiva : em que efetores imunológicos são injetados em pacientes com câncer . Linfócitos T podem ser isolados do sangue ou de infiltrados tumorais do paciente, expandidos por cultura e injetados de volta no mesmo paciente . As respostas imunes aos tumores podem ser estimuladas pela administração local de substâncias anti - inflamatórias ou pelo tratamento sistêmico com agentes que atuam como ativadores dos linfócitos . Terapia Celular: A imunoterapia celular consiste em cultivar células imunes que tenham atividade antitumoral e injetá - las em um hospedeiro portador de tumor . 2 . Imunidade ativa contra tumores : vacinar os pacientes com as próprias células tumorais ou os antígenos dessas células . Exemplo : retirada de células dendríticas de indivíduos, é realizada a exposição dessas células à células tumorais ou aos antígenos e o uso dessas células como vacinas, gerando CTL contra as células tumorais . Assim, os tumores causados por vírus oncogênicos podem ser prevenidos com a vacinação contra esses vírus . Exemplo : vírus da Hepatite B (a causa de uma forma comum de câncer de fígado) e o HPV (a causa de câncer cervical) .3 . Imunidade ativa reforçada : impulsionar as respostas imunológicas do hospedeiro contra os tumores ao bloquear sinais inibitórios normais para os linfócitos, removendo assim, os freios na resposta imunológica . Exemplo : Tratar pacientes com citocinas que promovem a ativação linfocitária (IL - 2 ) . Terapia com anticorpos antitumorais Os anticorpos antitumorais erradicam os tumores pelos mesmos mecanismos efetores que são usados para erradicar microrganismos : opsonização e fagocitose, ativação do complemento . Os anticorpos monoclonais tumor - específicos podem ser conjugados a moléculas, a radioisótopos e a drogas antitumorais para promover a liberação desses agentes citotóxicos especificamente no tumor . Métodos sorológicos de Diagnóstico e Pesquisa Reação Ag -Ac in vitro Uso de soro ou outros fluidos biológicos de paciente para diagnóstico laboratorial *soro é preferido porque é mais estável Testes sorológicos Reação Ag Ac in vitro Demonstração de anticorpos específicos = diagnóstico presuntivo (indireto) → Ac Demonstração de agente infeccioso ou antígeno do agente = diagnóstico direto —> Ag (tipagem sanguínea na lâmina) Anticorpo Moléculas secretadas pelas células B em resposta a um imunógeno (RIH) Antígeno/Epítopo Antígenos moléculas reconhecidas pelo sistema imune. Epítopos ou determinantes antigênicos são sítios nos antígenos aos quais os receptores de antígenos reconhecem/ligam Interação Ag Ac: Conceito Inicial É uma associação bimolecular semelhante à interação de enzimas com seus substratos ou de hormônios com seus receptores, com uma distinção bem evidente o Ac não provoca nenhuma alteração química irreversível na molécula de Ag, podendo, portanto, o produto formado (Ag Ac) se dissociar nos seus 2 componentes isto é, Ag e Ac livres na solução Ag + Ac —> AgAc (imunocomplexos) Forças de ligação envolvidas nas reações: Conjunto de reações fracas que estabilizam a ligação entre moléculas de antígenos e de anticorpos: ● Pontes de hidrogênio ● Ligações iônicas ● Forças hidrofóbicas ● Forças de Van der Waals Afinidade Ac de baixa afinidade ligam se de modo fraco e tendem a se dissociar com facilidade Ac de alta afinidade estabelecem ligações fortes e mais duradouras Em geral quanto maior a avidez, melhor seu efeito biológico final (ex: reconhecimento de Ag complexos sobre a superfície dos patógenos A baixa afinidade de um Ac pode ser compensada por sua elevada avidez Especificidade é a habilidade do anticorpo em distinguir seu imunógeno de outros antígenos ● conceito de chave e fechadura sempre que tiver excesso de anticorpo em relação ao antígeno: pré zona ou pró zona de equilíbrio (efeito prozona) muito antígeno: pós zona Equilíbrio de ação de Ag e Ac Fatores que afetam as Reações Ag/Ac Fatores que interferem na ligação entre Ag e Ac Concentração dos anticorpos (equilíbrio entre concentração de Ag e Ac) pH do meio de reação: pH ácido=desfaz reação Temperatura de reação: em geral o aumento de temperatura torna a reação mais rápida. Cuidado: não deixar desnaturar os componentes da reação. Reações com complemento devem ser à baixa temperatura. Tempo de reação: Quanto maior o tempo, mais fortes as ligações Ag Ac e maior a probabilidade de dar reação positiva. Algumas reações ocorrem em minutos, outros requerem muitas horas. Em geral dependem da quantidade de reagentes usados na reação. Título🔥 Título de uma soro ou solução de anticorpos (Igs), refere se à máxima diluição na qual um teste continuando dando reação positiva. Por exemplo, quando dizemos que um soro deu título de 1:5000 para toxoplasmose, significa que mesmo diluindo se a amostra 5000 vezes, a mesmo diluindo se a amostra 5000 vezes, a reação continua positiva. Uma mesma amostra pode ter título de 1:100 em um tipo de teste (por exemplo no teste de precipitação) e título de 1:10.000 em outro teste (por exemplo ELISA). Isso dependerá do limiar de detecção de cada ensaio. Teste de referência Teste já conhecido e usado para um determinado propósito, com o qual uma nova metodologia deve ser comparada durante sua padronização. São chamados também de padrão ouro. Por exemplo, qualquer teste sorológico proposto para o diagnóstico da doença de Chagas, deve ser comparado com o xenodiagnóstico, baseado na demonstração de que o paciente tem o parasita circulante. Sensibilidade de um teste sorológico 🔥 A sensibilidade de um teste sorológico refere-se à percentagem de resultados positivos na população sabidamente doente, isto é, a proporção de resultados positivos verdadeiros. Resultado falso positivo = refere se a reações positivas em indivíduos sabidamente sadios O termo sensibilidade é também usado para definir o limiar de detecção de um método, isto é a quantidade mínima de Ac detectável. Especificidade de um teste sorológico A especificidade é definida pela percentagem de resultados negativos em pacientes sabidamente sadios, isto é, à proporção de resultados negativos verdadeiros. Resultados falso negativos : corresponde às reações negativas em pacientes sabidamente doentes. resumindo: um teste com alta especificidade fornece poucos dados falso positivos Reação - cruzada Uma reação cruzada é resultado da similaridade tridimensional entre duas moléculas de antígenos diferentes moléculas de antígenos diferentes Assim, um Ac gerado contra uma das moléculas pode reagir com a outra, ainda que sua afinidade seja mais baixa. Um exemplo prático das reações cruzadas é a que se observa entre alguns anticorpos contra leishmania que reagem cruzadamente com antígenos de tripanossomas Reatividade cruzada Precisão Expressa a concordância dos resultados obtidos após várias repetições e traduz a possibilidade de erro acidental do método. Quanto maior a precisão do teste, menor a influência que sofre das condições de influência que sofre das condições de execução (temperatura, pH, manuseio,tempo, etc) Exatidão ou acurácia Determina a capacidade do teste em fornecer resultados muito próximos ao verdadeiro valor do que está sendo medido. Detecta erro do sistema ou tendência de desvio. Reprodutibilidade Refere se à obtenção de resultados iguais em testes realizados com a mesma amostra, por pessoas diferentes em locais diferentes Limiar de reatividade (“cut off”) O limiar de reatividade ou cut off de um teste é entendido como o ponto de corte de um teste, isto é, o valor acima do qual se deverá considerar o resultado como positivo. IMUNODIAGNÓSTICO Diagnóstico laboratorial realizado por meio de técnicas imunológicas. Busca Anticorpo ou Antígeno no organismo vertebrado suspeito de estar infectado usando ensaios reações sorológicas ENSAIOS SOROLÓGICOS Primários: detectam a interação direta entre antígeno e anticorpo Ex: Radioimunoensaio, Imunofluorescência, ELISA Secundários detectam conseqüências da interação entre antígeno e anticorpo mudanças no estado físico do antígeno Imunodifusão, Aglutinação, Precipitação, Fixação de Complemento •Todos os testes baseados nas reações Ag/Ac dependerão da formação de rede ou eles terão de utilizar outras vias para detectar pequenos complexos imunes • Todos testes baseados nas reações Ag/Ac podem ser usados para detectar o Ag ou Ac Testes de Aglutinação: qualitativo ou quantitativo Existem Vários Tipos: a)Hemaglutinação de Eritrócitos b)Aglutinação Bacteriana c)Aglutinação Passiva d)Inibição da Aglutinação ( Hemaglutinação HI) AGLUTINAÇÃO PASSIVA AGLUTINAÇÃO INDIRETA PASSIVA Ag solúveis associados a outras superfícies (Partículas de látex ou superfície de hemácias)Exemplo: Hemaglutinação Passiva para a Doença de Chagas: •As hemácias são revestidas com Ag do T. cruzi (ligação covalente) e então distribuídas nos poços da placa. • O soro teste e os controles positivos e negativos, devidamente diluídos, são adicionados aos poços da referida placa. • Se houver Ac específico contra o Ag, as hemácias se aglutinam e formam uma camada no fundo do poço. Quando não existe Ac específico, as células formam um botão no fundo do poço. INIBIÇÃO DA AGLUTINAÇÃO Resultado negativo(ausência de hCG na urina) Ocorre aglutinação, pois os anticorpos anti hCG não são bloqueados na incubação inicial, porque não havia o hormônio na urina. Livres, podem aglutinar as partículas revestidas de hCG. Aglutinação Bacteriana -As infecções bacterianas frequentemente induzem a produção de Acs séricos específicos para Ags de superfície das bactérias. -A presença de tais Acs pode ser detectada pelas reações de aglutinação bacteriana. - Os títulos dos Acs séricos de um indivíduo suspeito é definido como a recíproca da maior diluição do soro que produz uma reação positiva de aglutinação. - O título aglutinante de um soro pode ser usado para o diagnóstico de infecções bacterianas. Testes de Precipitação -Formação de rede -Tipo de Ags: Macromoléculas Solúveis -Principais Acs envolvidos: IgG* e IgM -Formação de Precipitado dos Imunocomplexos -Maior formação de precipitado de imunocomplexos na zona de equivalência entre as concentrações de Ag e de Ac Reações de Precipitação -Acs e Ags em soluções aquosas formam uma rede/malha Precipitação A formação da rede requer: 1)Acs polivalentes 2)Ags devem ser bivalentes polivalentes Curva de precipitação TÉCNICAS DE DIFUSÃO EM GEL IMUNODIFUSÃO •As soluções sofrem difusão e, quando o Ag e o Ac se encontram em zona de equivalência se observa a reação pela formação de uma linha de precipitação • Pode ser visualizada pós lavagem do gel para remoção das proteínas solúveis, por coloração dos arcos de precipitação com corante Utilização: muito usada em pesquisa e diagnóstico de algumas doenças, como cisticercose