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Imagem em 
Ginecologia 
e Obstetricia
SumárIO
1. Introdução ..................................................................................................................... 3
2. Anatomia genital interna feminina ............................................................................. 4
3. Bases da ultrassonografia ........................................................................................... 9
Métodos utilizados ..................................................................................................... 10
Principais indicações ................................................................................................. 11
4. Bases da radiografia .................................................................................................. 13
5. Principais patologias ................................................................................................. 15
Mioma uterino ............................................................................................................ 15
Cistos e nódulos ovarianos ....................................................................................... 21
Gravidez ectópica ....................................................................................................... 28
Mola hidatiforme ........................................................................................................ 32
Gestação e marcos do desenvolvimento fetal ......................................................... 35
Referências ..................................................................................................................... 43
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   3
1. IntrOduçãO
As áreas de ginecologia e obstetrícia têm relação direta com os exames de 
imagem. Claramente a investigação clínica é soberana no atendimento médico, 
com anamnese bem detalhada e exame físico; contudo, pela dificuldade de visua-
lização e acesso a estruturas ginecológicas internas, por exemplo, pélvicas, mui-
tos diagnósticos de anormalidades anatômicas e/ou patologias não são visíveis 
a olho nu e tampouco podem ser percebidas ao tato pelo exame físico, sendo 
então necessários meios que facilitem a observação dos órgãos ginecológicos 
pélvicos e intra-abdominais. Para isso são utilizados os exames de imagem gi-
necológica e obstétrica.
Mas veja bem, não falaremos apenas de anormalidades, mas também de alte-
rações fisiológicas e orgânicas, como as que ocorrem durante a gestação e têm 
nos exames de imagem um excelente meio de acompanhamento e diagnóstico 
da gravidez e das alterações que ocorrem durante a gestação de forma fisioló-
gica e/ou patológica. O exame pré-natal, como recomendado pela Organização 
Mundial da Saúde (OMS), tem como base a realização de exames de imagem 
com frequência para avaliar o crescimento/desenvolvimento fetal e condições 
uterinas diversas. Logo, é essencial a disponibilidade desse método de forma 
ampliada para garantir o acesso de qualidade em saúde e evitar danos futuros à 
mãe e ao feto.
Outras condições bastante prevalentes, como cistos ovarianos e mioma ute-
rino também, necessitam da avaliação ultrassonográfica, sobretudo quando pos-
suem repercussões sistêmicas as pacientes, pois esse exame pode identificar a 
localização e extensão da doença, indicando a necessidade ou não de interven-
ção medicamentosa ou cirúrgica.
As situações supracitadas são apenas alguns dos exemplos da utilização dos 
exames de imagem em ginecologia e obstetrícia, e sua importância para diag-
nóstico e prognóstico dos pacientes. Mas fique atento: ao falar sobre exames 
de imagem, é essencial ter em mente que a medicina é uma área baseada em 
evidências; logo, exames de imagem não devem ser solicitados de forma indis-
criminada, mas sim de forma direcionada, objetivando encontrar elementos que 
confirmem ou afastem suspeitas diagnósticas.
Várias condições clínicas podem ser elucidadas e tratadas com anamnese, 
exame físico e exames laboratoriais simples, evitando intervenções vagas 
e infundadas. Logo, é essencial o conhecimento sobre anatomia e fisiologia geni-
tal, uterina e ovariana, para que alterações sejam avaliadas de forma coerente e 
os exames de imagem solicitados somente em condições necessárias.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   4
A racionalização na solicitação de exames é essencial tanto para evitar 
custos excessivos ao sistema de saúde ou ao próprio paciente, quanto, principal-
mente, para evitar intervenções desnecessárias e invasivas ao corpo das pacientes.
O principal exame solicitado que veremos detalhadamente nesse material é a 
ultrassonografia, pelas vias transvaginal, pélvica e abdominal, visto que é um mé-
todo pouco ou não invasivo e sem efeitos adversos no âmbito da obstetrícia se 
realizado de forma adequada, pensando tanto na mãe quanto no feto. Logo, é um 
método seguro no acompanhamento da gestação.
Em consonância, a ultrassonografia é um método de baixo custo e aces-
sível na maioria dos serviços básicos em saúde, permitindo seu uso no 
acompanhamento pré-natal e investigações ginecológicas diversas, como 
na avaliação de cistos ovarianos, miomas uterinos e alterações anatômicas 
ginecológicas.
A radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética são ou-
tras possibilidades de exames diagnósticos por imagem, mas têm indicações 
restritas na obstetrícia, principalmente pelos métodos físicos e químicos utili-
zados, como exposição à radiação ionizante e uso de contrastes – por exemplo, 
como o contraste iodado, que pode ser prejudicial ao feto.
2. AnAtOmIA GenItAl InternA 
femInInA
Os órgãos genitais internos femininos incluem a vagina, útero, tubas uterinas e ovário.
Os ovários são as gônadas femininas onde se desenvolvem os oócitos, que são 
os gametas ou células germinativas femininas. Esses órgãos, bilaterais, têm também 
a função endócrina na produção dos hormônios sexuais femininos.
Na fase da pré-puberdade, os ovários tem uma cápsula de tecido conjuntivo co-
berto por uma lâmina lisa de mesotélio ovariano ou epitélio superficial germinativo. 
Após a puberdade ocorre fibrose e distorção desse epitélio superficial ovariano. O 
ovário é fixado ao útero pelo ligamento útero-ovárico.
A localização comum do ovário é lateralmente entre o útero e parede lateral da 
pelve. Essa localização é visualizada na ultrassonografia pélvica, como veremos 
na figura 2. Cada ovário fica suspenso na cavidade peritoneal e não é recoberto por 
peritônio.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   5
Figura 1. Órgãos genitais internos femininos.
Fonte: https://bit.ly/2W5YmRw
Ovário Bexiga
Útero 
Ovário
Ligamento 
largo do útero
Intestino
Figura 2. Imagem ultrassonográfica dos órgãos genitais internos femininos.
Fonte: Moore. Livro de anatomia humana, 8ª ed.
As tubas uterinas, ou trompas de Falópio, são estruturas estreitas com cerca de 
10 centímetros responsáveis por conduzir os oócitos dos ovários para o útero. É 
neste local que ocorre habitualmente a fertilização.
Na localização considerada ideal ou habitual, as tubas uterinas estendem-se em 
direção posterolateral até as paredes laterais da pelve e se curvam anterior e supe-
riormente aos ovários no ligamento largo do útero. Na visualização ultrassonográfica 
as tubas nem sempre encontram-se simétricas, podendo estar em posição superior 
ou posterior em relação ao útero.
As tubas são divididas em quatro porções: infundíbulo, ampola, istmo e parte ute-
rina. O infundíbulo é a extremidade distal da tuba, que se abre na cavidade abdominal 
através do óstio abdominal; a ampola é a porção com maior largura e comprimento, 
sendo o local de fertilização; o istmo é a porção que entra no útero, possuindo parede 
espessada, e a parte uterina é o segmento intramural curto que se abre através do óstio 
uterino.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   6
Figura 3. Anatomia da tuba uterina. Representa a anatomia da tuba uterina, com as seguintes 
porções: infundíbulo, ampola, istmo e parte uterinaintramural. A figura representa também 
estruturas como ovário e útero que tem relação direta com a tuba. Observe a região da ampola 
onde ocorre frequentemente a fertilização.
Fonte: https://bit.ly/2Zhiz8K.
O útero é um órgão oco e de parede muscular espessa, local de desenvolvimento 
do embrião e feto durante a gestação. O útero não grávido se localiza na pelve me-
nor, com corpo sobre a bexiga urinária e colo uterino, entre bexiga e reto. Tem em 
média 7,5 cm de comprimento, 5 cm de largura e 2 cm de espessura; seu peso é em 
torno de 90 gramas.
Figura 4. Representa o útero (porção do endométrio e colo uterino) e relações anatômicas 
com ovário e vagina.
Fonte: https://bit.ly/3fo0eg4
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   7
Figura 5. Representa útero humano após retirada cirúrgica com porção da trompa uterina.
Fonte: https:// bit.ly/3edBRAh.
O útero, em geral, encontra-se anterovertido, que é a posição inclinada antero-
superiormente em relação ao eixo da vagina, e antefletido, que é fletido ou curvado 
anteriormente ao colo.
 Se liga! Lembrando que a posição do útero varia de acordo com o 
enchimento da bexiga urinária, sendo importante o enchimento completo da 
mesma antes da realização de exames de imagem para facilitar a visualização 
uterina; ela varia também de acordo com o reto.
A divisão do útero é basicamente em corpo e colo, sendo que o corpo possui o 
fundo do útero e é separado do colo pelo istmo do útero. Já o colo do útero é a por-
ção inferior cilíndrica e estreita, e é subdividido em porção supravaginal e vaginal.
O útero é constituído de três paredes: o perimétrio, miométrio e endométrio, que 
sofrem modificações de acordo com estímulos hormonais durante o crescimento e 
desenvolvimento da mulher, e também por alterações estruturais durante a gravidez. 
Possui os seguintes ligamentos: ligamento útero-ovárico, ligamento redondo do úte-
ro e ligamento largo do útero, além do transverso do útero e retouterinos.
Alterações uterinas tanto na forma quanto tamanho podem ser investigados atra-
vés da ultrassonografia pélvica e abdominal, por exemplo, evidenciando nódulos 
uterinos e sangramentos para a cavidade pélvica. Veremos adiante as possibilidades 
diagnósticas e principais alterações.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   8
Figura 6. Ultrassonografia pélvica evidenciando mioma uterino, indicado pela seta azul.
Fonte: https://bit. ly/3fhaZRf
A vagina é um tubo musculomembranáceo com capacidade de distensão e com-
primento variável de 6 a 9 centímetros. É um órgão que funciona como passagem 
do líquido menstrual, forma a porção inferior do canal de parto, e recebe o pênis e 
ejaculado nas relações sexuais.
Os músculos com relação direta com a vagina que funcionam como esfíncteres são o 
pubovaginal, esfíncter externo da uretra, esfíncter uretrovaginal e bulboesponjoso. É uma 
região facilmente visualizada, inclusive ao exame físico especular, e pode ser palpada pe-
lo examinador. A ultrassonografia transvaginal pode evidenciar anormalidades uterinas 
passando o instrumento pela vagina até chegar ao colo do útero.
Figura 7. Representa a vagina, porção tubular inferior ao colo do útero e relações anatômicas superio-
res com útero e uma porção do ligamento largo.
Fonte: https:// bit.ly/2W5f9UL.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   9
Figura 8. Representa ultrassonografia transvaginal com ultrassom inserido na 
vagina até o colo do útero.
Fonte: https://bit.ly/3fdg4d8
3. BASeS dA ultrASSOnOGrAfIA
O exame de ultrassonografia utiliza ondas sonoras de alta frequência que são 
inaudíveis ao ser humano, conhecido como ultrassom, para formar imagens de vá-
rias estruturas, dentre elas as estruturas pélvicas não visualizadas a olho nu ou per-
cebidas ao toque. O transdutor ultrassonográfico é capaz de gerar a transformação 
de energia elétrica em energia mecânica, que constituem as ondas do ultrassom.
Figura 9. Diferentes aparelhos transdutores de ultrassom.
Fonte: https://bit.ly/3fjY5ld.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   10
Figura 10. Ultrassonografia pelo modo B representando a medida craniocaudal do feto para estimati-
va de idade gestacional. Observe as variáveis de tonalidade em cinza (imagem ecogênica) e em preto 
as estruturas anecoicas.
Fonte: https://bit.ly/3efPMpl.
métodos utilizados
No modo de ondas B, o ultrassom pode refletir, atravessar ou atenuar uma estrutu-
ra avaliada. As estruturas que refletem as ondas do ultrassom são representadas em 
tons de cinza no modo de brilho B do aparelho e são reconhecidas como ecogêni-
cas. Enquanto isso, as estruturas que não refletem as ondas do ultrassom aparecem 
em preto nas imagens, sendo chamadas de anecoicas.
O modo Doppler, conhecido como ultrassonografia com Doppler, é outra forma de 
avaliação possível, sendo que as ondas de ultrassom mudam de frequência quando 
chegam a estruturas que se movimentam. Quando a propagação de onda tem o mes-
mo sentido da estrutura avaliada acontece uma diminuição de frequência, e quando 
ocorre o oposto há aumento de frequência. Isso é importante para avaliar o sentido, 
velocidade e resistência do fluxo sanguíneo local. Uma utilização prática é para avalia-
ção do fluxo do ducto venoso do feto durante a gestação, veja na figura 11.
Figura 11. Ultrassonografia com modo Doppler evidenciando fisiologia normal do ducto venoso fetal 
em útero gravídico.
Fonte: https://bit.ly/3efPMpl.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   11
Principais indicações
Uma das principais indicações é no acompanhamento da gestação, conhecido 
como acompanhamento pré-natal, onde é realizado com auxílio da ultrassonografia, 
que pode ser tanto transvaginal quanto pélvica ou abdominal. A transvaginal permite 
a identificação do feto cerca de cinco semanas após a amenorreia.
Essa avaliação é essencial para identificar a presença do feto e possíveis anor-
malidades, número de embriões existentes, a placenta e bolsa amniótica. A gesta-
ção ectópica também é uma condição extremamente prevalente, principalmente na 
tuba uterina, e pode também ser diagnosticada pelos métodos de imagem e indicar 
a intervenção adequada. Veremos este assunto detalhadamente no tópico: gravidez 
ectópica.
Figura 12. Ultrassonografia transvaginal identificando embrião com 18mm, observa-se também a ve-
sícula vitelínica anecoica adjacente ao embrião.
Fonte: https:// bit.ly/3efPMpl.
Figura 13. Ultrassonografia evidenciando gestação ectópica tubária rota e presença de grande quanti-
dade de sangue anecoico livre na cavidade abdominal.
Fonte: https://bit.ly/3efPMpl.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   12
A datação da gestação e estimativa do peso fetal também são indicações essen-
ciais no acompanhamento pré-natal por estimarem condutas que predizem prognós-
tico da gestação. Essas medidas ocorrem pelo comprimento crânio-nádega, polo 
cefálico, abdômen e fêmur.
Figura 15. Ultrassonografia modo Doppler evidenciando a artéria umbilical.
Fonte: https://bit.ly/3efPMpl.
Figura 14. Ultrassonografia modo B com estimativa da idade gestacional pela medida craniocaudal 
do feto: idade gestacional de 12 semanas e 6 dias.
Fonte: https://bit.ly/3efPMpl.
A avaliação da vitalidade fetal é realizada através do método Doppler, pois permi-
te identificação da fisiologia arterial e venosa evidenciando o funcionamento de es-
truturas como a artéria umbilical, artéria cerebral média e ducto venoso. Além disso, 
identifica mobilidade do feto, tônus, mobilidade fetal e movimentos respiratórios.
O líquido amniótico é produzido durante a gestação facilitando o crescimento e 
desenvolvimento do feto e é essencial para sua vitalidade. Através dos métodos de 
ultrassonografia é possível identificar situações como insuficiência do útero e pla-
centa, rotura de membranas, deficiência na produção do líquido amniótico e malfor-
mações do feto durante seu desenvolvimento.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   13
Uma das condições em decorrência da diminuição desse líquido são complica-
ções pulmonares e gastrointestinaisao feto. Outra situação é a dificuldade de movi-
mentação dentro da placenta, o que limita o desenvolvimento ósseo do feto. Logo, 
se identificada essa anormalidade, é essencial a indicação de repouso e hidratação 
adequada da mãe; em casos extremos, ocorre indicação de internação hospitalar pa-
ra acompanhamento frequente.
Figura 16. Ultrassonografia com medida quantitativa do líquido amniótico a partir do cálculo das me-
didas longitudinais dos maiores bolsos nos quatro quadrantes.
Fonte: https://bit.ly/3efPMpl.
A avaliação de miomas uterinos ocorre com auxílio dos métodos de imagem 
para sinalizar a localização e extensão dos nódulos, assim como indicar métodos 
terapêuticos específicos. É possível identificar, por exemplo, lesões com caracterís-
ticas de benignidade ou malignidade através de diferentes métodos, como o modo 
Doppler, que indica acentuada vascularização em casos de suspeita de malignidade. 
Veremos detalhadamente no tópico: miomas uterinos.
4. BASeS dA rAdIOGrAfIA
A radiografia é uma técnica de imagem que utiliza radiação ionizante (raios X). 
Esses raios são projetados por um gerador sobre a parte do corpo que será examina-
da. A quantidade da radiação absorvida depende da composição de cada área cor-
poral analisada. As porções de radiação que atravessam os órgãos são capturadas 
por um filme fotográfico ou detector digital, e assim são formadas as dimensões das 
estruturas.
Este é um exame rápido e de baixo custo, que pode ser avaliado em cerca de 10 
a 15 minutos após a realização. É indicado na maioria dos casos para avaliar es-
truturas ósseas, no caso da ginecologia e obstetrícia, ou estruturas pélvicas, por 
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   14
exemplo. Além disso, pode ser indicado para avaliação da mama, indicando altera-
ções sugestivas de benignidade ou malignidade.
Esse procedimento não é indicado para gestantes, principalmente nas primeiras 
semanas de gestação, pela liberação dos raios ionizantes, que podem gerar danos 
fetais. Contudo, se houver indicação especifica, o técnico de raio X deve ser informa-
do para tomar as devidas precauções de cuidado com o feto.
Mais especificamente, a radiação ionizante tem o potencial de gerar alterações 
físico-químicas das moléculas humanas, principalmente nas células em alta prolife-
ração e diferenciação mitótica. Para as gestantes, os efeitos da radiação são seme-
lhantes aos de mulheres não gestantes. Contudo, o feto pode sofrer sérios prejuízos 
por estar em crescimento e pela alta proliferação celular; dentre as principais altera-
ções, temos: malformações, óbito-intrauterino, distúrbios do crescimento e desen-
volvimento, e efeitos mutagênicos e carcinogênicos.
Alguns exemplos de anormalidade são a microcefalia e hidrocefalia, que ocorrem 
ainda na vida intrauterina, ou elevação do risco de neoplasias ainda na infância.
Eventualmente são necessários exames radiográficos de membros, tórax, coluna 
cervical e outros nas gestantes – por exemplo, por traumas sofridos nessas regiões. 
Nestes casos é essencial a utilização de protetores de chumbo sobre o abdome para 
impedir a passagem dos raios X diretamente ao feto.
A escolha da realização desse exame deve seguir critérios bem delimitados e de-
finição de risco/benefício à paciente, além de informação completa sobre o procedi-
mento à paciente.
A mamografia é um método de imagem que utiliza rádios ionizantes para projetar 
as imagens desejadas. É um exame de rastreio para câncer de mama precoce em 
pacientes assintomáticas, mas com risco elevado de neoplasias (por exemplo, por 
histórico familiar), além de avaliação de nódulos mamários, presença de dor ou se-
creções mamárias.
A mamografia digital utiliza detectores eletrônicos para a conversão dos raios X 
em sinais elétricos, que podem ser visualizados no computador. O método de ava-
liação em 2D gera imagem única do tecido mamário e pode dificultar a visualização 
de anormalidades pela sobreposição dos tecidos. Já a mamografia em 3D, que é a 
tomossíntese mamária digital, permite a visualização em vários ângulos e facilita a 
identificação de anormalidades.
 Se liga! Na avaliação ginecológica básica, é essencial a avaliação com 
inspeção estática e dinâmica e palpação da mama para identificar possíveis 
patologias, mesmo sem o relato de sintomas pela paciente. Na existência de queixas, 
as suspeitas são fortalecidas pelo examinador e já podem indicar determinadas 
alterações que serão ainda mais fortalecidas pelo exame físico detalhado. 
Posteriormente, ocorre a indicação do exame radiológico para elucidação diagnóstica.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   15
Figura 17. Mamografia representando a primeira imagem com exame normal, tecido mamário sem 
alterações; imagem 2 com nódulo de características benignas e imagem 3 indicando nódulo com ca-
racterísticas malignas, como calcificação.
Fonte: https://bit.ly/2AN2kqu
5. PrIncIPAIS PAtOlOGIAS
mioma uterino
Os leiomiomas são neoplasias não malignas que se desenvolvem no útero e po-
dem ou não apresentar sintomas. Eles são os tumores mais comuns do sistema 
reprodutor feminino, afetando cerca de 70% das mulheres em idade fértil, principal-
mente entre 30 e 50 anos de idade.
A causa do mioma ainda é desconhecida, mas é sabido que ocorre proliferação da 
camada mais rica em células musculares do útero (que é o miométrio) em decorrên-
cia de fatores como desequilíbrio hormonal. Tem maior prevalência em mulheres da 
cor negra e relação com histórico familiar.
O mioma pode se desenvolver assintomático em cerca de 30% das mulheres e 
ser encontrado em exames de imagem como a ultrassonografia pélvica. Quando 
sintomático, as principais manifestações são: sangramentos uterinos, desconforto 
abdominal que pode ser relatado como um leve incômodo até o relato de dor inten-
sa, sensação de peso na região pélvica, dor na relação sexual, infertilidade e aborta-
mentos de repetição.
Logo, é comum o relato de dificuldade de engravidar por mulheres em idade fértil 
que tem vida sexual ativa sem outros fatores conhecidos; nestes casos, o mioma de-
ve ser investigado pelo profissional.
Os miomas são classificados em quatro subtipos, sendo eles: subseroso, pedicu-
lado, intramural e submucoso.
O subseroso é o tipo de mioma com localização mais externa à parede uterina e, 
por isso, forma uma protuberância. Nestes casos não ocorre comumente infertilida-
de e dores abdominais, exceto se os nódulos tiverem tamanhos acima de 5 cm, pois 
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   16
podem gerar alterações contráteis e, inclusive, ter efeito de massa sobre órgãos ad-
jacentes, como a bexiga urinária.
O mioma pediculado tem crescimento à parte de uma base fina que é, denomina-
da pedículo, e forma uma massa em pêndulo no útero. Os intramurais localizam-se 
na parede uterina e as repercussões dependem da sua extensão – por exemplo, tam-
bém acima de 5 cm podem ocorrer facilmente alterações anatômicas estruturais e 
consequentes repercussões na fertilidade.
Por fim, os miomas submucosos são encontrados na porção mais interna do úte-
ro, crescendo para dentro da cavidade uterina, sendo este mais associado a sangra-
mento e infertilidade.
O diagnóstico de mioma uterino ocorre nos casos sintomáticos pela história clí-
nica associada a exame físico e ultrassonografia pélvica. No exame físico, o útero 
pode estar aumentado e com estrutura irregular, e a confirmação se dá pela ultrasso-
nografia, onde é evidenciada a localização e extensão do mioma.
IntramuralSubseroso
Submucoso
Pediculado
Figura 18. Útero com miomas, subtipos: pediculado, submucoso, intramural e subseroso.
Fonte: https://bit. ly/2WcP9qu.
Figura 19. Útero humano com presença de miomas subserosos e pediculados.
Fonte: https://bit. ly/2C2n8Lm.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   17
Figura 20. Ultrassonografia pélvica representando nódulo único uterino, diagnóstico de 
mioma uterino intramural.
Fonte: https://bit.ly/300Dnk5.
Figura 21. Ultrassonografia com Doppler: seta azul apontando paramioma submucoso e seta laranja 
apontando para endométrio envolvendo o mioma.
Fonte: https://bit.ly/300Dnk5.
Figura 22. Ultrassonografia: seta azul apontando para mioma subseroso e seta laranja para útero em 
corte transverso.
Fonte: https://bit.ly/300Dnk5.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   18
O tratamento varia de acordo com as repercussões do mioma; como são tumores 
benignos, se encontrados em pequenos tamanhos e sem sintomas relevantes não 
tem indicação de terapia. Contudo, com grandes extensões e reflexo na vida da pa-
ciente, é essencial a conduta terapêutica.
Para mulheres que não têm intenção de engravidar, o dispositivo intrauterino com 
liberação hormonal pode ser uma excelente terapêutica, evitando o fluxo menstrual. 
Outra opção é a utilização de progesterona, que tem efeito positivo no controle 
dos sangramentos, mas não tem evidência de redução do tamanho dos miomas. 
Enquanto isso, medicamentos que antagonizam os efeitos da progesterona podem 
reduzir o volume dos nódulos, como o Mifepristone. Contudo, para mulheres que 
desejam engravidar, a cirurgia para retirada do mioma, a miomectomia, é a melhor 
opção.
A histeroscopia é a cirurgia realizada pela via vaginal e o nódulo é retirado através 
do colo do útero, sendo esta indicada nos casos de miomas submucosos com tama-
nho de até 5 cm – esse valor pode variar de acordo com a anatomia feminina e expe-
riência do cirurgião para até 7 cm.
A retirada cirúrgica por via aberta ou laparoscópica é a opção para miomas 
extensos, sendo a preferência pela via laparoscópica por ser a técnica me-
nos invasiva, com melhor resultado estético e de recuperação mais rápida no 
pós-operatório.
Figura 23. Procedimento de retirada dos miomas submucosos: histeroscopia. A imagem representa a 
anatomia feminina e aparelhos utilizados para o procedimento como espéculo, histeroscópio, câmara 
de vídeo, instrumentos cirúrgicos e monitor.
Fonte: https:// bit.ly/3h3fFL5.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   19
Figura 24. Miomectomia por videolaparoscopia.
Fonte: https://bit.ly/2Ok3o8B.
Como não existe uma causa específica conhecida para o mioma, não existe um 
único método eficaz de prevenção, mas é essencial o aconselhamento sobre estilo 
de vida saudável para as pacientes, pois é sabido que hábitos de vida interferem 
diretamente no organismo. É essencial o aconselhamento sobre alimentação balan-
ceada, prática de exercícios físicos, evitar consumo excessivo de álcool e tabagismo, 
bem como realizar consultas regulares com ginecologista para acompanhamento e 
orientação adequados.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   20
FLUXOGRAMA: TRATAMENTO DE MIOMAS UTERINOS
Acompanhamento 
ginecológico de rotina
TRATAMENTO 
DE MIOMA
Sem melhora Com melhora
Miomectomia 
histeroscópica Miomectomia
DIU*/ ACO*/ 
progesterona/ 
antiprogestágeno
Deseja reproduzir Não deseja reproduzir
Miomectomia
Sangramento/ 
sintomas compressivos
Submucoso ou
Intramural com 
componente 
submucoso
Intramural
Infertilidade
SintomáticoAssintomático 
TRA
D
Fonte: Elaborado pelo autor.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   21
cistos e nódulos ovarianos
Um cisto é uma estrutura sacular que contém líquido e se forma em diferen-
tes partes do corpo. Os cistos ovarianos podem surgir em um ou ambos os ová-
rios, podendo ser únicos ou múltiplos, apresentando tamanhos e consistências 
diversas.
Os cistos no ovário podem ser classificados em funcionais, como os foliculares e 
do corpo lúteo, que surgem em fases específicas do ciclo menstrual, ou não funcio-
nais. Em alguns casos, os cistos hemorrágicos podem apresentar coágulos sanguí-
neos em seu interior, o que é um importante fator para diferenciá-los de outros tipos 
de cistos.
Entre os mais relevantes fatores de risco para o desenvolvimento de cistos não 
funcionais temos o histórico familiar de cistos ovarianos e uso de medicamentos es-
timulantes da ovulação.
A maioria dos cistos são assintomáticos; contudo, quando há aumento de tama-
nho ou rompimento podem surgir sintomas como dor abdominal constante ou em 
momentos específicos, como dejeção durante as relações sexuais e próximo ao pe-
ríodo menstrual.
 Se liga! Como os cistos podem ser encontrados durante uma ul-
trassonografia pélvica de rotina, sem necessariamente estarem relacionados a 
sintomas, é essencial a anamnese detalhada do ginecologista antes de avaliar 
o exame ultrassonográfico, bem como que o mesmo tenha uma descrição clara 
e precisa do período em que foi realizado e das características dos cistos, que 
evidenciam normalidade ou não.
Veja adiante os principais tipos de cistos ovarianos
O tipo mais comum de cisto ovariano é o cisto funcional, que pode ser folicular 
ou lúteo. Eles ocorrem em idade fértil, da puberdade à menopausa, durante o ciclo 
menstrual. Os cistos foliculares são mais facilmente encontrados durante o período 
de menacme, mas podem ocorrer na pós-menopausa com uma frequência de 17%. 
Seu aspecto é unilocular, com paredes finas e diâmetro de até 8 cm, e conteúdo in-
terno anecoico.
Os cistos do corpo lúteo são encontrados, em geral, no primeiro trimestre da 
gestação e têm regressão espontânea em torno da 16ª semana, sendo também 
comumente encontrados em exames ultrassonográficos na segunda fase do ciclo 
menstrual em mulheres que não estão grávidas.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   22
Figura 25. Ultrassonografia mostrando na imagem A ovário esquerdo com folículo dominante e ima-
gem B mostrando cisto simples, conteúdo anecoico e paredes finas.
Fonte: https://bit.ly/2CvPZr7
Figura 26. Ultrassonografia transvaginal mostrando ovário direito com massa cística de paredes finas 
e conteúdo ecogênico em seu interior. Característico de corpo lúteo.
Fonte: https://bit.ly/2CvPZr7
Cistos hemorrágicos são observados com maior frequência durante a menopausa 
e ocorrem, por exemplo, por rompimento de pequenos vasos ovarianos. Como princi-
pal sintoma ocorre dor na região pélvica e sangramentos com coágulos; outros sin-
tomas como náuseas e vômitos, atraso menstrual e sensibilidade mamária também 
podem estar presentes.
A presença de sangue no interior dos cistos, muitas vezes acompanhados de 
coágulos, pode ser visualizada por meio da ultrassonografia pélvica, que mostra 
imagens ecogênicas heterogêneas preenchendo os cistos. Esses cistos tendem a 
desaparecer em até oito semanas após seu surgimento, por isso é essencial seu 
acompanhamento por especialista.
Pelo caráter benigno não há indicação inicial de instituir tratamento medicamen-
toso ou cirúrgico, mas sim realizar acompanhamento. Contudo, na presença de 
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   23
sintomas marcantes, como dor e atraso menstrual, podem ser indicados anticon-
cepcionais orais para regular o fluxo menstrual se não houver desejo de engravidar. 
Mulheres que pretendem engravidar devem dar seguimento clínico sem a utilização 
dos anticoncepcionais, lembrando que, em geral, esses cistos não têm implicação na 
fertilidade.
Figura 27. Ultrassonografia transvaginal de ovário direito com massa bem delimitada preenchida por 
conteúdo ecogênico e heterogêneo. Imagem sugestiva de cisto hemorrágico.
Fonte: https://bit.ly/2CvPZr7
Pacientes que fizeram cirurgias abdominais, independente da etiologia, como por 
traumas ou em cirurgias eletivas, bem como aquelas com histórico de doença infla-
matória pélvica e endometriose, podem apresentar cistos de inclusão peritoneal.
Estes são cistos por acúmulo de líquido ovariano preso em aderências resultantes 
das situações supracitadas. O aspecto comum desses cistos são massas multilocu-
ladas com aspecto ecográfico sem alterações, e estão separadas dos ovários.
Figura 28. Ultrassonografia transvaginal com seta indicando massa de septo tipo cisto de conteúdo 
ecogênico. Cisto de inclusão peritoneal.
Fonte: https://bit. ly/2CvPZr7
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   24
O endometrioma é um cisto que apresenta uma estrutura uniforme e claramente 
definida, preenchido com líquido ecogênicoe podendo conter septos. Geralmente, 
ocorre em mulheres na menopausa. Os principais sintomas são cólicas menstruais 
intensas, infertilidade e dor nas relações sexuais.
São estruturas com preenchimento por conteúdo sólido avascular, presença de 
calcificações e sombra acústica. O principal diagnóstico diferencial é realizado com 
neoplasias e cistos hemorrágicos, logo é essencial o acompanhamento dos cistos 
com exames de imagem para prevenir complicações. Em caso de tamanhos peque-
nos, como < 5 cm, não há necessidade de intervenção.
Figura 29. Ultrassonografia transvaginal evidenciando conteúdo cístico com aspecto homogêneo e 
bem delimitado. Diagnóstico de endometrioma no ovário esquerdo.
Fonte: https://bit.ly/2CvPZr7
Fibroma é um tipo de nódulo neoplásico benigno de ovário derivado do estroma 
ovariano, constituído de feixes de fibroblastos e colágeno. Surgem prioritariamente 
em indivíduos de idade média, entre 30 e 50 anos, mas pode ocorrer em outras fai-
xas etárias, como em adolescentes, por exemplo. A ultrassonografia é visualizada 
com nódulos sólidos, hipoecoicos, calcificações e sombra acústica.
O cisto dermoide é um tumor geralmente benigno (98%) que se origina das cama-
das celulares germinativas: ectoderme, mesoderme e endoderme. Sendo assim, po-
dem conter elementos como pêlos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas, sangue, 
gordura, dentre outros.
Tem crescimento lento, em torno de 1 a 2 mm por ano, e é essencial o acompa-
nhamento clínico. Na maioria dos casos são assintomáticos, e quando apresentam 
sintomas ocorre dor e desconforto abdominal, náuseas e vômitos, mastalgia e sen-
sação de plenitude abdominal. Em casos graves com torção de ovário pode ocorrer 
sinais de choque.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   25
Os cistadenomas são tumores serosos que correspondem a cerca de 20% dos 
tumores benignos de ovário. São cistos de tamanhos diversos, podendo ser uni ou 
multiloculares, de paredes delgadas, preenchido por conteúdo ecogênico.
Figura 30. Ultrassonografia transvaginal evidenciando massa sólida hipoecogênica com aspecto ho-
mogêneo e bem delimitado. Sem halo de vascularização no Doppler. Fibroma ovariano.
Fonte: https://bit.ly/2CvPZr7.
Figura 31. Ultrassonografia com cistadenoma seroso de ovário: imagem apresentando cistadenoma 
seroso com septação e paredes delgadas.
Fonte: https://bit. ly/2CvPZr7.
Cistadenomas mucinosos são outra variação de cistos ovarianos, representando 
cerca de 25% do total de neoplasia ovariana. Na ultrassonografia é evidenciada mas-
sa cística multiloculada ecogênica com paredes delgadas e conteúdo ecográfico. Ou 
seja, o diferencial está na presença de conteúdo ecogênico variado em massa cística 
ovariana, bastante sugestivo de cistadenoma mucinoso.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   26
Figura 32. Ultrassonografia com cistadenoma mucinoso de ovário: imagem apresentando massa mul-
tiloculada ecogênica com septações finas indicadas por setas brancas.
Fonte: https://bit.ly/2CvPZr7.
A síndrome do ovário policístico é uma condição bastante prevalente entre as mu-
lheres, que ocorre devido a distúrbios hormonais. A faixa etária mais acometida está 
entre os 30 e 40 anos de idade, mas pode, acometer em larga escala adolescentes 
no período pós-puberdade.
Os principais sintomas são a amenorreia, irregularidade menstrual, acne, hirsu-
tismo, obesidade e alterações mais graves como a infertilidade. O diagnóstico é 
realizado pela anamnese e exame físico e, podendo ser complementado pela ultras-
sonografia pélvica. Neste exame são observados conteúdos císticos heterogêneos 
preenchidos por líquido, em geral sem calcificações ou aspectos de malignidade. 
Pode estar acompanhado de hipertrofia do estroma ovariano.
Figura 33. Ultrassonografia com aspecto de ovário policístico e estroma hipertrofiado.
Fonte: https://bit. ly/2C8w8OX.
O tratamento dos cistos ovarianos não funcionais é iniciado com medidas gerais 
de cuidado, como alimentação saudável, perda de peso, estímulo a exercícios físicos e 
hábitos adequados de ciclo sono-vigília. A intervenção medicamentosa deve existir se 
não houver melhora significativa com a abordagem inicial, sendo indicados anticoncep-
cionais orais. O tratamento cirúrgico só é indicado em casos extremos com tamanho 
aumentado, sintomas sistêmicos e risco de malignidade na consistência cística.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   27
MAPA MENTAL: CISTOS E MASSAS OVARIANAS
Funcionais
Não Funcionais
Nódulo
Sinais e sintomas
Cisto
Diagnóstico Assintomático
Anecoico
Aspecto unilocular 1ª trimestre gestação
2ª fase do ciclo 
menstrual
Massa cística
Ecogênico
Lúteo
Hemorrágico
Imagem ecogênica 
heterogênea
Menopausa
Folicular
Bolsa preenchida 
por líquido
Estrutura sólida 
neoplásica ou não
Amenorreia
Cólicas menstruais
Dor nas relações sexuais
Infertilidade
História
Exame físico
Pélvica
Transvaginal
Ovários policísticos
Síndrome
Cistos benignos
30 a 40 anos
Cistadenoma mucinoso
Massa cística variada
Multiloculada
Ecogênica
Cistadenoma seroso
Parede delgada
Conteúdo ecogênico
Fibroma
Sólidos
Sombra acústica
Endometrioma
Massa homogênea
Líquido ecogênico
Septações
Inclusão peritoneal
Aderências 
pós-cirúrgicas
Massa multiloculada
Separadas dos ovários
Coágulos
Fonte: Elaborado pelo autor.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   28
Gravidez ectópica
A gravidez ectópica é um fenômeno que ocorre a partir da implantação do saco 
gestacional em local diferente da cavidade uterina – por exemplo, na tuba uterina 
com maior incidência (> 95%), nos ovários (1%) ou até mesmo na cavidade pélvica 
ou abdominal (1%), cérvice (1%) e cicatriz cesárea (1%).
A gravidez ectópica é uma das complicações mais prevalentes durante o primeiro 
trimestre de gestação, tem incidência em torno de 1 a 2% das gestações e é causa 
de 10 a 15% das mortes maternas ainda no primeiro trimestre de gestação. Dessa 
forma, o acompanhamento pré-natal se faz essencial para o reconhecimento da 
mesma e tomada de condutas adequadas.
Dentre os fatores de risco, tem destaque cirurgias tubárias prévias, doença infla-
matória pélvica, uso de dispositivo intrauterino, idade maior que 35 anos, endome-
triose e técnicas de reprodução assistida.
O quadro clínico da gravidez ectópica cursa com atraso menstrual, que é um dos pri-
meiros sinais de alerta para gravidez, dor gradual e progressiva na região pélvica, que 
pode variar de intensidade a depender da gravidade e tempo de gravidez, em geral unila-
teral, sangramento genital, útero amolecido ao toque no exame físico ginecológico, vo-
lume uterino menor do que o esperado para o tempo gestacional e presença de massas 
anexiais geralmente dolorosas à palpação, que indicam a localização da gestação. Com 
o tempo e avanço da gravidez ectópica, esses sintomas se tornam mais evidentes e po-
dem complicar para uma situação conhecida como gravidez ectópica rota.
A gravidez ectópica rota é caracterizada pelo sangramento interno, sendo uma 
causa de abdome agudo – logo, uma emergência médica. Os sintomas são mais 
proeminentes, com dor intensa e difusa pélvica e abdominal e, podendo existir a irra-
diação para ombro, que é o sinal de Lafond (irradiação pelo nervo frênico), palpação 
abdominal superficial dolorosa, dor aguda ao toque do fundo do saco de Douglas, 
que corresponde ao sinal de Proust, equimose periumbilical, que corresponde ao si-
nal de Cullen, e instabilidade hemodinâmica.
Figura 34. Presença de equimose em região periumbilical, característica de sangramento 
intra-abdominal: sinal de Cullen.
Fonte: https://bit.ly/2CvUdzl.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   29
A identificação precoce pelos métodos de imagem teve importância significativa 
na diminuição de mortalidade e morbidade materna por identificar, por exemplo, gra-
videz incompatível com a vida.
Na consulta em suspeita de gravidez ectópica não rota deve-se seguir a investi-
gação laboratorial com solicitação de Beta-HCG quantitativo, hemograma, tempo de 
protrombina, funçãohepática e renal, sumário de urina e eletrólitos. Objetiva-se con-
firmar a gravidez pelo Beta-HCG; este terá aumento de até 2 vezes em até 48 horas 
em gestações de 9 a 11 semanas, a partir da 12ª semana ocorre estabilização desse 
valor, que persiste até a 20ª semana. Outra indicação é avaliar o estado clínico da 
paciente identificando, por exemplo, se há anemia, que pode ser sugestivo de hemor-
ragia, ou aumento de células brancas, sugestivo de infecções.
 Se liga! A ultrassonografia é o exame de escolha para confirmar a 
localização da gravidez ectópica, bem como extensão de hemorragias em caso 
de gravidez ectópica rota. Nestes casos é essencial a estabilização da pacien-
te, com suporte hemodinâmico e controle de elementos vitais como frequência 
cardíaca, pressão arterial e reposição volêmica para evitar maiores complica-
ções e o óbito materno.
Figura 35. Ultrassonografia transvaginal com seta indicando massa não homogênea sugerindo gravi-
dez ectópica em tuba uterina.
Fonte: https://bit.ly/3h2f3oX.
O aspecto do ultrassom é bastante variável, a depender de fatores como idade 
gestacional e localização. Deve-se atentar para sinais de massas heterogêneas e de-
sorganizadas próximas ao fundo de saco; sinal do anel tubário; massas bem organi-
zadas junto semelhantes a miomas pediculados e sangramento pélvico. Veja abaixo 
algumas das principais localizações e sinais característicos da gravidez ectópica.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   30
Figura 36. Ultrassonografia transvaginal sinal do anel tubário.
Fonte: https://bit.ly/2ZqjN1v
Figura 37. Ultrassonografia transvaginal com seta indicando gravidez ectópica cervical em vista 
sagital.
Fonte: https://bit.ly/3h2f3oX.
Figura 38. Ultrassonografia transvaginal com seta indicando gravidez ectópica 
com saco gestacional em cicatriz cesárea.
Fonte: https://bit.ly/2ZqjN1v
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   31
As opções terapêuticas para gravidez ectópica são:
•	 Conduta expectante: indicada em quadros sem ruptura, com Beta-HCG < 1000, 
em queda há 48 horas e pacientes esclarecidas sobre o tratamento com repou-
so adequado. Neste caso, é essencial confirmar se a paciente tem acesso a 
serviço de emergência, se for necessário, e se compreende os riscos e possível 
necessidade de intervenção; deve-se repetir Beta-HCG 48 horas após e acompa-
nhar semanalmente, sem relações sexuais.
•	 Metotrexato: quadros sem ruptura, Beta-HCG < 5.000, saco gestacional > 3,5 cm 
e laboratório sem alterações, dose única, 50 mg; repetir a dose se o Beta-HCG 
não diminuir em 15% entre o dia 1 e dia 7, máximo de três doses. Realização de 
Beta-HCG semanal e abstenção relações sexuais até a resolução.
•	 Cirurgia: sinais de ruptura ou confirmação da mesma, B-HCG > 5.000 e laparos-
copia diagnótica. Os tratamentos cirúrgicos são salpingostomia, que é a opção 
conservadora, ou laparotomia em pacientes hemodinamicamente instáveis.
A principal complicação da gravidez ectópica é a hemorragia, com possível cho-
que e morte materna. Além disso, se estabelecidos processos infecciosos ou a abor-
dagem cirúrgica conservadora for necessária, é possível que haja infertilidade – por 
exemplo, pela retirada de ovários e, até mesmo, do útero.
FLUXOGRAMA: GRAVIDEZ ECTÓPICA
ATRASO 
MENSTRUAL 
+ DOR 
PÉLVICA E/OU 
SANGRAMENTO 
GENITAL
Estável Instável
Estabilização hemodinâmica 
+ 
exames laboratoriais + 
Tratamento cirúrgico 
Beta-HCG + Hemograma + 
Gravidez ectópica
Sem ruptura: 
Beta-HCG < 1.000 e 
em queda após 48h
Sem ruptura: 
Beta-HCG < 5.000; saco 
gestacional > 2,5 cm
Sinais de ruptura: 
Beta-HCG > 5.000
Conduta expectante
Metotrexato, 50 mg, 
dose única.
Tratamento cirúrgico
Repetir até três 
doses se Beata-HCG não 
diminuir em 15%
Salpingostomia/
Salpingectomia/Laparotomia
Fonte: Elaborado pelo autor.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   32
mola hidatiforme
A mola hidatiforme, doença conhecida como gravidez molar, está entre o grupo 
das doenças trofoblásticas gestacionais, sendo uma condição benigna, mas com 
potencial de transformação maligna e complicações para a mulher.
Essa é uma complicação que ocorre em cerca de 2 casos a cada 2000 gestações 
e tem diagnóstico a partir do exame ultrassonográfico, podendo ser classificada em 
mola completa ou incompleta.
Na mola completa não há presença do feto, cordão embrionário ou membranas. É 
identificada uma dissomia uniparental, onde a fecundação ocorre em ovócito secun-
dário, apresentando núcleo ausente ou inativo por um espermatozoide 23X; nestes 
casos, todos os genes são de origem paterna.
Em até 90% dos casos há um cariótipo feminino e ocorre perda precoce do em-
brião, com proliferação do tecido trofoblástico. O aspecto típico à ultrassonografia é 
uma massa sólida ecogênica intracavitária com lojas císticas, que são vesículas. O 
tamanho dessas vesículas aumenta gradativamente com a idade gestacional, sendo 
proporcional à sensibilidade do exame; quanto maior o tempo gestacional, maior as 
vesículas e melhor diagnóstico.
Figura 39. Conteúdo intracavitário ecogênico com áreas císticas de permeio característico 
de mola completa.
Fonte: https://bit.ly/2ZqjN1v.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   33
A mola incompleta é caracterizada pela presença de pequenas vesículas hidrópi-
cas, tecido trofoblástico e feto. Neste caso pode existir diversas anomalias cromos-
sômicas, como triploidias, tetraploidias e trissomias. A mola incompleta raramente 
evolui para transformação maligna.
O exame ultrassonográfico é dificilmente suficiente para identificação, princi-
palmente nas primeiras semanas. É identificado um saco gestacional vazio, mas 
existem dois critérios a serem analisados: relação entre diâmetro transverso e 
diâmetro ântero-posterior do saco gestacional maior que 1,5 cm, e mudanças cís-
ticas, irregularidade ou aumento da ecogenicidade na relação decidual/placenta 
ou miométrio.
Figura 40. Trofoblasto espesso e irregular sugestivo de mola hidatiforme incompleta ou parcial.
Fonte: https://bit. ly/2ZqjN1v.
Os principais sintomas apresentados são identificados da quarta a 16ª se-
mana após a amenorreia, e pode se apresentar com dor pélvica, náuseas e vô-
mitos, sangramento vaginal e até aumento abdominal, a depender do tempo de 
crescimento.
O diagnóstico é realizado com associação dos sintomas clínicos e, exames 
laboratoriais e ultrassonografia. Não será identificado batimento cardíaco fetal 
ou movimentação, mas o Beta-HCG positivo, tem valores extremamente altos.
Em casos de mola invasora, serão identificados à ultrassonografia nódulos 
miometriais na cavidade pélvica ou abdominal, por exemplo. O exame de Doppler 
das artérias uterinas e lesão miometrial deve ser solicitado e pode identificar 
anormalidades, como malformações arteriovenosas. A confirmação diag-
nóstica ocorre por biópsia obtida a partir da curetagem, sendo este o exame 
padrão-ouro.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   34
Figura 41. Ultrassonografia com Doppler evidenciando malformação arteriovenosa associada a mola 
hidatiforme completa. Há lacuna miometrial anecoica homogênea e padrão de fístula.
Fonte: https://bit.ly/2ZqjN1v.
 Se liga! Após diagnóstico, é necessário realizar a curetagem para 
garantir a retirada de todo material. Em caso de relato da eliminação, é ne-
cessário realizar a curetagem se for encontrado material aos exames para 
evitar complicações futuras. As principais complicações são infecção e dis-
seminação da mola. Além disso, a realização de exames para confirmar a não 
disseminação, como radiografia de tórax e novas dosagens de Beta-HCG, são 
essenciais; espera-se que haja três resultados consecutivos negativos após se-
manas do tratamento.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   35
MOLA 
HIDATIFORME
Não há feto, vesículas ou membranas
Dissomia uniparental
Massa sólida ecogênica 
intracavitária + lojas císticas
Vesículas hidrópicas, 
tecido trofoblástico e feto
Triploidias, trissomias e tetraploidias
Saco gestacional vazio
Transformação malignacomum Transformação maligna incomum
Mola completa Mola incompleta
Fonte: Elaborado pelo autor.
Gestação e marcos do desenvolvimento fetal
Existem achados ecográficos específicos para a idade gestacional que marcam o 
desenvolvimento fetal, veja na tabela 1. Esses sinais indicam o que esperar a partir 
da idade gestacional – por exemplo, antes da sexta semana de gestação não é espe-
rado batimentos cardíacos, então é normal não estarem presentes; contudo, se após 
esse período não estiverem presentes, é indicativo de anormalidade e necessita de 
acompanhamento mais detalhado.
4,5 semanas Aparecimento do saco gestacional
5 semanas Vesícula vitelina
6 semanas Embrião + batimentos cardio-embrionários
8 semanas Movimentos embrionários + herniação fisiológica do intestino
9 semanas Rombencéfalo
12 semanas Fusão Córion + âmnion
13 semanas Calota craniana + fim da herniação fisiológica
Tabela 1. Marcos do desenvolvimento fetal
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   36
Figura 42. Ultrassonografia evidenciando saco gestacional com seta branca apontando 
para vesícula vitelina em tamanho normal.
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Figura 43. Imagens representando embrião com estrutura cística na cabeça, 
caracterizando o rombocefálo.
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 Se liga! Saber reconhecer os aspectos de normalidade esperados 
para cada etapa gestacional é fundamental para identificar possíveis anormali-
dades que podem caracterizar desenvolvimento fetal anormal ou mesmo óbito 
embrionário.
A presença de saco gestacional com tamanho maior que 25 milímetros sem a pre-
sença do embrião ou vesícula vitelínica é um indicativo de morte embrionária. Outra 
situação é a presença do saco gestacional com embrião de 7 mm ou mais sem bati-
mentos cardíacos, porque é esperado que já esteja presente nessa etapa do desen-
volvimento fetal.
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Imagem em Ginecologia e Obstetricia   37
Figura 44. Imagens representando útero gravídico com saco gestacional e posição típica, com seta 
branca indicando e útero com aumento de tamanho e espessura do endométrio, sem saco vitelínico, 
indicado pela seta laranja.
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As principais anormalidades encontradas no primeiro trimestre de gestação são 
os eventos supracitados, como gravidez ectópica e mola hidatiforme.
O desenvolvimento fetal do segundo e terceiro trimestre são avaliados por me-
didas como diâmetro e peso fetal, que são identificados pela ultrassonografia. É 
essencial delimitar a região talâmica, plexo coroide e foice para posteriormente sele-
cionar as medidas cranioencefálicas e biparietais.
O segundo método de identificação é a circunferência abdominal, que é realizada 
no corte com visualização da vértebra, artéria aorta, veia umbilical e bolha do estô-
mago. A última medida utilizada é a do fêmur, realizando a medida da região proxi-
mal à região distal do mesmo.
Tálamo
Plexo coróide
Foice
Figura 45. Ultrassonografia evidenciando área cerebral com tálamo, plexo coroide e foice.
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Imagem em Ginecologia e Obstetricia   38
Veia umbilical
Aorta
Vértebra
Bolha do estômago
Figura 46. Ultrassonografia evidenciando circunferência abdominal do feto com as porções de vérte-
bra, artéria aorta, veia umbilical e bolha do estômago.
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Fêmur 
Figura 47. Ultrassonografia evidenciando medida do fêmur fetal.
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A estimativa da quantidade de líquido amniótico da cavidade uterina é realizada 
pela técnica ILA. O abdome é dividido virtualmente em quatro quadrantes e o trans-
dutor é colocado nos mesmos para estimar a quantidade de líquido, posteriormente 
os valores são somados e espera-se que esteja entre 8 e 18 cm. Abaixo de 8 cm, oli-
goidrâmio, e acima de 8 cm é polidrâmio.
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Imagem em Ginecologia e Obstetricia   39
Figura 48. Abdome da mãe dividido em quadro quadrantes e avaliação por transdutor nos mesmos 
para estimar a quantidade de líquido amniótico.
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A maturidade da placenta também deve ser estimada, e para isto existe a classifi-
cação que veremos adiante.
•	 Placenta grau 0: Aspecto homogêneo, sem calcificação.
•	 Placenta grau 1: Pequenas calcificações intracavitárias, mas ainda homogênea.
•	 Placenta grau 2: Calcificações na placa basal da placenta e placa coriônica.
•	 Placenta grau 3: Compartimentalização da placenta por calcificações proemi-
nentes na placa basal.
Figura 49. Ultrassonografia evidenciando calcificações pronunciadas na placenta em região de placa 
basal, como apontado pela seta branca.
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Imagem em Ginecologia e Obstetricia   40
Figura 50. Compartimentalização da placenta por calcificação da membrana basal.
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Figura 51. Ultrassonografia evidenciando pequenas calcificações intraplacentárias, com conteúdo 
homogêneo. Seta branca indicando o contorno da placenta.
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A avaliação da ultrassonografia com Doppler é um método extremamente impor-
tante no acompanhamento da gestação, pois traduz inúmeras condições relaciona-
das a funcionalidade fetal e placentária. Alguns padrões avaliados são o de baixa 
resistência, média resistência e alta resistência, e para reconhecê-los é essencial 
revisar os detalhes desse exame que leva em consideração o fluxo cardíaco.
A linha mais alta do doppler é característica da sístole, e a mais baixa, da diásto-
le; assim, um fluxo de baixa resistência não apresenta tanta diferença entre sístole 
e diástole nessas linhas. Enquanto isso, no fluxo de alta resistência há uma grande 
diferença avaliada ao exame entre os pontos mais altos e mais baixos das linhas 
formadas.
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Imagem em Ginecologia e Obstetricia   41
 Saiba mais! No primeiro trimestre, espera-se que a onda da ar-
téria umbilical seja de alta resistência, então a velocidade fica zero na diás-
tole. Contudo, com a onda de invasão trofoblástica em torno da vigésima 
semana, o corpo realiza inúmeras modificações e a artéria umbilical passa 
a ter o padrão de alta resistência. Em caso de anormalidades nesse período, 
o padrão de alta resistência pode permanecer, gerando alterações no fluxo 
sanguíneo fetal com baixa oferta e o fenômeno conhecido como insuficiên-
cia útero-placentária.
A B
Figura 52. Imagem A representando fluxo de alta resistência no primeiro trimestre, e imagem B repre-
sentando padrão de baixa resistência esperado no segundo trimestre.
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Figura 53. Comparação entre o esperado para fluxo sanguíneo fetal com condições patológicas. 
Em I há aumento progressivo na resistência da artéria umbilical, com diminuição do fluxo diastólico, 
que pode ocasionar diástole zero ou diástole reversa. II – o Doppler umbilical normal até 50% nas 
arteríolas vilosas terciárias. III – o Doppler umbilical com diástole zero apresenta cerca de 90% 
dessas arteríolas obstruídas.
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MAPA RESUMO DO TEMA
Importância
Principais indicações
Bases da Anatomia 
genital interna
Gestação – acompa-
nhamento pré-natal
Mola hidatiforme
Gravidez ectópica
Cistos e nódulos 
ovarianos
Mioma uterino
Patologias 
ginecológicas
Diagnóstico e 
acompanhamento da 
gestação
Anormalidades 
anatômicas
Ultrassom: baixo 
custo/ fácil acesso
Difícil visualização 
e exame físico de 
órgãos internos
Vagina
Útero
Tubas uterinas
Ovários
Principais Métodos
Transdutor
Ondas sonoras 
de alta frequência
Energia elétrica
Ultrassom
Método ondas B
Modo Doppler 
Energia mecânica
Imagem
Alterações 
físico-químicas
Radiação ionizanteAbsorção depende da 
composição corporal
 
ou detector digital
Formação de imagens
Proteção da 
pelve/abdome
Danosfetais
Coletes de chumbo
Diante dos aspectos supracitados é claro que os exames de imagem tem papel essencial no diagnóstico e acompanhamento da gestação e de possíveis anormalidades; logo, o pré-natal é imprescindível 
por permitir esse controle e, sobretudo, orientações para as gestantes e tomada de condutas acertadas.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Imagem em Ginecologia e Obstetricia   43
referêncIAS
BAERGEN et al. Gestational trophoblastic disease: Pathology. UpToDate. 2019. 
BERKOWITZ et al. Hydatidiform mole: Epidemiology, clinical features, and diagnosis. 
UpToDate. 2019.
Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por imagem. Vol 44. Nº 1. Jan/fev de 
2011.
FEBRASGO – Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia. 
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.
RIOS, Lívia Teresa Moreira et al. Anormalidades do primeiro trimestre da gravidez: 
ensaio iconográfico. Radiol Bras, São Paulo , v. 43, n. 2, p. 125-132, Apr. 2010.
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	1. Introdução
	2. Anatomia genital interna feminina
	3. Bases da ultrassonografia
	Métodos utilizados
	Principais indicações
	4. Bases da radiografia
	5. Principais patologias
	Mioma uterino
	Cistos e nódulos ovarianos
	Gravidez ectópica
	Mola hidatiforme
	Gestação e marcos do desenvolvimento fetal
	Referências