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Assistência de enfermagem 
a pacientes portadores de 
doenças gastrointestinais
Disciplina: PPCSA
Prof.ª Ms. Camila M. L. Marinho
A função primária do sistema digestório é encaminhar macronutrientes, 
micronutrientes, água e eletrólitos do ambiente externo para o ambiente 
interno corporal, já que cada elemento possui uma função particular nos 
mecanismos de homeostase.
Para isso, é necessário que ocorram alguns processos, como digestão, 
absorção, secreção e motilidade, esses que são interligados e regulados por 
princípios neurócrinos via sistema nervoso autônomo (SNA) e sistema 
nervoso entérico (SNE), endócrinos
Os processos do trato gastrointestinal podem ser divididos em fases cefálica, 
oral, gástrica e intestinal.
• O esôfago é um tubo muscular que conecta a boca ao estômago, tem aproximadamente 
25 cm de comprimento. Tem paredes constituídas de músculo estriado na porção 
superior, que transita para músculo liso na porção inferior, promovendo movimentos 
peristálticos.
• Sua função principal é o transporte do bolo alimentar da faringe até o estômago, através 
de contrações peristálticas coordenadas
• Regula a entrada do bolo alimentar no estômago e previne o refluxo gastroesofágico, 
por meio do o esfíncter esofágico inferior (ou cardia).
3
• A Boca desempenha um papel crucial no início do processo digestivo. 
• Sua função é a mastigação e a salivação, com auxílio das glândulas salivares, que liberam saliva contendo enzimas 
como a amilase salivar que inicia a digestão dos carboidratos. 
• A língua movimenta o alimento para formação do bolo alimentar e participa da deglutição, ajudando a 
encaminhar o alimento ao esôfago.
Sua função é principalmente digestiva e ocorre em duas etapas:
1. O alimento é misturado ao suco gástrico, que contém ácido 
clorídrico e enzimas digestivas, como a pepsina. É um meio 
altamente ácido, que facilita a quebra de proteínas e a destruição de 
microrganismos
2. Possui camadas musculares que ajudam a misturar e triturar o 
alimento em uma substância semilíquida chamada quimo, que é 
gradualmente liberada para o intestino delgado por meio do 
esfíncter pilórico mecanismo de controle importante que previne a 
liberação súbita do conteúdo gástrico no duodeno.
Tópico Um
Subtítulo
Intestino grosso
• É dividido em ceco, cólon (ascendente, transverso, descendente e 
sigmoide) reto e ânus.
• Sua função é a absorção de água e eletrólitos, transformando o 
conteúdo líquido vindo do intestino delgado em fezes, prontas para a 
eliminação.
• Intestino grosso abriga uma flora intestinal rica, composta por várias 
bactérias que auxiliam na fermentação de restos alimentares e produção 
de algumas vitaminas, como a vitamina K.
• A presença de bactérias no cólon é fundamental para a manutenção da 
saúde intestinal e para a produção de nutrientes específicos.
• Dividido em três partes: duodeno, jejuno e íleo. Esse órgão é 
responsável por 80% da digestão e absorção dos nutrientes.
• Duodeno: ocorre a neutralização do ácido gástrico com o auxílio de 
bicarbonato liberado pelo pâncreas. recebe a bile, que emulsifica as 
gorduras, facilitando a digestão.
• Jejuno e Íleo: No jejuno ocorre a maior parte da absorção de 
nutrientes. Já o íleo completa essa absorção e realiza o transporte dos 
nutrientes absorvidos ao sistema circulatório.
• A parede interna do intestino delgado possui pregas, vilosidades e 
microvilosidades, que aumentam significativamente a superfície de 
absorção.
Intestino delgado
Principais doenças do tgi
(trato gastrointestinal)
7
Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)
• Ocorre quando há um relaxamento inadequado do 
esfíncter esofágico inferior, permitindo o retorno do 
conteúdo ácido do estômago ao esôfago. 
• Isso resulta em lesões na mucosa esofágica, levando a 
sintomas como azia, regurgitação e dor retroesternal. 
• Fatores como obesidade, alimentação rica em gorduras 
e hábitos como tabagismo e consumo de álcool podem 
agravar o quadro.
Cuidados de 
Enfermagem
Posicionamento: orientar o paciente a elevar a cabeceira da cama ao 
dormir para reduzir o refluxo
Orientação Alimentar: recomendar evitar alimentos que 
exacerbam o refluxo (alimentos gordurosos, cafeína, cítricos e 
álcool)
Educação sobre Hábitos: Incentivar o paciente a evitar deitar-
se logo após as refeições e sugerir refeições menores e mais 
frequentes.
Monitoramento de Sintomas: Observar sinais de complicações, como 
dor torácica intensa, indicando esofagite ou estreitamento do esôfago
Gastrite e Úlcera Péptica
• Inflamação da mucosa gástrica, que pode ser aguda ou 
crônica e geralmente está associada ao uso de anti-
inflamatórios não esteroidais (AINEs), infecção por 
Helicobacter pylori e álcool. 
• A úlcera péptica ocorre quando há lesão na mucosa do 
estômago ou duodeno devido à exposição prolongada ao 
ácido gástrico e pepsina.
Cuidados de 
Enfermagem
Controle da Dor: monitorar e avaliar a dor, administrar terapia 
medicamentosa, incentivar uso de técnicas de relaxamento
Orientação sobre Medicamentos: Educar sobre o uso adequado 
de antiácidos, protetores de mucosa e evitar antinflamatórios
Educação sobre Alimentação: orientar evitar alimentos ácidos e 
condimentados
Observação de Sinais de Sangramento: monitorar fezes e 
vômitos para identificar sinais de hemorragia gastrointestinal
Doença Inflamatória Intestinal (DII) – 
Crohn e Colite Ulcerativa
• Doença de Crohn: Pode afetar qualquer parte do trato 
gastrointestinal, mas é mais comum no intestino delgado e 
grosso, com inflamação transmural (afetando todas as 
camadas);
• Colite Ulcerativa: limita-se ao cólon e reto e envolve apenas 
a mucosa.
• Ambas têm etiologia autoimune e são caracterizadas por 
crises de inflamação, com sintomas como diarreia, dor 
abdominal, perda de peso e, em casos graves, desnutrição.
Cuidados de 
Enfermagem
Monitoramento de Sinais e Sintomas
• Observar frequência das evacuações, características das fezes e 
monitorar sinais de desidratação.
Suporte Nutricional
• Colaborar com a equipe de nutrição para orientar dieta 
hipoalergênica e rica em proteínas. Monitorar equilíbrio hídrico.
Cuidados com Estoma (se houver)
• Em casos de ileostomia, educar sobre os cuidados com estoma, 
incluindo higienização e prevenção de lesões.
Apoio Psicossocial
• Oferecer suporte emocional para lidar com os sintomas crônicos e 
com o impacto da doença na qualidade de vida.
Síndrome do Intestino Irritável (SII)
• Distúrbio funcional do intestino caracterizado por dor 
abdominal crônica, alterações no hábito intestinal (diarreia ou 
constipação) e desconforto abdominal. 
• A causa exata é desconhecida, mas fatores como estresse, 
dieta e disfunções no eixo intestino-cérebro desempenham 
um papel importante.
Cuidados de 
Enfermagem
Orientação sobre estilo de vida:
• Aconselhar sobre técnicas de manejo do estresse, como atividades 
físicas e terapias de relaxamento
Educação Alimentar:
• Auxiliar o paciente a identificar alimentos desencadeantes e 
incentivar uma dieta rica em fibras para constipação e moderada 
para diarreia.
Orientação sobre hidratação
• Incentivar uma ingestão de líquidos adequada, especialmente em 
casos de diarreia frequente
Apoio Psicossocial
• Apoiar o paciente na compreensão do impacto psicológico da SII e 
incentivar o seguimento com psicoterapia
Câncer de Estômago e Câncer Colorretal
• O câncer de estômago é frequentemente associado à 
infecção por H. pylori, dieta rica em alimentos defumados, e 
fatores genéticos. Os sintomas incluem perda de peso 
inexplicável, dor abdominal, náuseas e vômitos. Em estágios 
avançados, pode haver hemorragia e obstrução.
• O câncer colorretal pode surgir devido a fatores genéticos, 
dieta rica em gorduras e baixa em fibras, sedentarismo e 
histórico de pólipos. Os sintomas incluem alterações no 
hábito intestinal, sangue nas fezes, perda de peso e 
desconforto abdominal.
Cuidados de 
Enfermagem
Orientação sobre estilo de vida:
• Aconselhar sobre técnicas de manejodo estresse, como atividades 
físicas e terapias de relaxamento
Educação Alimentar:
• Auxiliar o paciente a identificar alimentos desencadeantes e 
incentivar uma dieta rica em fibras para constipação e moderada 
para diarreia.
Orientação sobre hidratação
• Incentivar uma ingestão de líquidos adequada, especialmente em 
casos de diarreia frequente
Apoio Psicossocial
• Apoiar o paciente na compreensão do impacto psicológico da SII e 
incentivar o seguimento com psicoterapia
Abdome Agudo
• Refere-se a uma condição de dor abdominal súbita que exige 
intervenção imediata, podendo resultar de apendicite, perfuração 
de úlcera, pancreatite, obstrução intestinal, entre outros. 
Caracteriza-se por dor intensa, sinais de peritonite, febre, náuseas 
e vômitos.
• Exame físico:
• Sinais de alerta: taquicardia, hipotensão, taquipneia, febre, fáscies de 
dor
• Inspeção do abdome: distensão; equimoses; abaulamentos, cicatrizes.
• Ausculta: presença ou ausência dos RHA
• Percussão: avalia a distensão gasosa, ar livre intra-abdominal, grau de 
ascite ou a presença de irritação peritoneal;
• Palpação: avaliar dor, rigidez involuntária (peritonite)
• Abdome agudo obstrutivo: presença de obstáculo mecânico ou funcional que 
leve a interrupção da progressão do conteúdo intestinal.
Etiologias: hérnia estrangulada, aderências, doença de Crohn, neoplasia intestinal, 
diverticulites, fecaloma, impactação por bolo de arcaris, íleo paralítico, oclusão 
vascular.
• Agudo perfurativo: A dor em geral é de início súbito e difuso e 
frequentemente vem associado com choque e septicemia.
Etiologias: decorrente de processos infecciosos, neoplásicos, inflamatórios, ingestão 
de corpo estranho, traumatismos, iatrogênicas.
• Abdome agudo vascular isquêmico: dor abdominal intensa, desproporcional as 
alterações do exame físico. Os fatores de risco associados é idade avançada, 
doença vascular, fibrilação arterial, doenças valvares, cardiopatias, 
hipercoagulaçao. Embora seja raro, possui uma alta mortalidade.
Etiologias: isquemia mesentérica aguda e crônica; colite isquêmica
Abdome Agudo
• Agudo inflamatório: é tipo de abdome agudo mais comum e é 
uma consequência de processos inflamatórios/infecciosos.
Etiologias: apendicite aguda, colecistite aguda, pancreatite aguda e 
diverticulite.
• Abdome agudo hemorrágico: pode ocorrer em qualquer idade, 
sendo mais comum entre a 5ª e 6ª décadas de vida; em geral a 
dor aumenta progressivamente e pode ser acompanhado de 
manifestações de choque hipovolêmico.
Etiologia: em jovens está mais associado a ruptura de aneurismas 
das artérias viscerais; em mulheres à sangramentos por causas 
ginecológicas e obstétricas e em idosos à ruptura de tumores, veias 
varicosas e aneurismas de aorta abdominal. SINAL DE EMPILHAMENTO DE 
MOEDAS
PNEUMOPERITÔNIO
SINAL DE DUPLA BOLHA
SINAL DO GRÃO DE CAFÉ
Cuidados de 
Enfermagem
Monitoramento de Sinais Vitais e Dor: avaliar continuamente a 
dor e observar alterações hemodinâmicas (taquicardia e 
hipotensão)
Preparação para Cirurgia: em casos cirúrgicos, 
orientações pré-operatórias
Manejo da Náusea e Vômito: administrar antieméticos 
conforme prescrição e reduzir desconforto abdominal
Prevenção de Complicações Pós-operatórias; monitorar sinais 
de infecção, orientar sobre cuidados com feridas e incentivar 
mobilização precoce.
Exames diagnósticos
• Endoscopia Digestiva Alta – EDA
Permite visualizar o esôfago, estômago e duodeno, o 
primeiro segmento do intestino delgado.
O aparelho é introduzido pela boca e passa pelo 
esôfago. 
É indicada para diagnosticar doenças do trato 
gastrointestinal superior. 
• Colonoscopia
Permite visualizar o reto e o intestino grosso (colo), além 
de parte do íleo terminal, a porção final do intestino 
delgado. 
O aparelho é introduzido pelo ânus e passa pelo reto e 
cólon. 
É indicada para diagnosticar e acompanhar tumores, 
doenças inflamatórias e outras patologias intestinais.htt
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Estomia x ostomia
Cuidados de Enfermagem
Ostomia x estomia
Ostomia
 Refere-se à criação cirúrgica de uma abertura (ou 
estoma) no corpo para desviar o trânsito de 
substâncias (como fezes ou urina). O termo 
ostomia é empregado para indicar o procedimento, 
ou seja, a cirurgia realizada.
Estomia
 É o termo utilizado para descrever o orifício ou 
abertura em si, que é a saída do conteúdo corporal. 
Em outras palavras, a "estomia" é o estoma, ou a abertura que 
resulta do procedimento de uma ostomia.
Esse entendimento é importante para a prática de enfermagem, 
pois permite ao enfermeiro diferenciar entre o procedimento e 
a estrutura anatômica resultante.
Indicações para realização de Ostomias
• Câncer Colorretal e Câncer de Bexiga
Tumores malignos no cólon, reto ou bexiga podem exigir ostomias para preservar 
a função eliminatória após a remoção de áreas comprometidas. No câncer 
colorretal, por exemplo, pode-se criar uma colostomia para desviar o trânsito 
intestinal.
• Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)
Em doenças como a Doença de Crohn e Colite Ulcerativa, onde há inflamação e 
comprometimento do intestino, uma ostomia pode ser necessária para aliviar os 
sintomas e permitir a cicatrização do intestino.
• Obstrução Intestinal
Estenoses, aderências ou tumores podem causar obstrução intestinal, sendo a 
ostomia uma alternativa para garantir o fluxo intestinal adequado e evitar 
complicações, como a necrose.
• Trauma Abdominal
Em casos de trauma abdominal, como perfurações, lacerações e lesões no trato 
gastrointestinal, a criação de uma ostomia pode ser necessária para desviar o 
trânsito intestinal e proteger a região lesionada.
• Isquemia Intestinal
A interrupção do fluxo sanguíneo para o intestino pode levar à necrose. Nesses 
casos, uma ostomia permite a remoção da área comprometida e mantém a 
função intestinal.
• Anomalias Congênitas
Em condições congênitas, como a doença de Hirschsprung, pode ser necessária 
uma ostomia para assegurar a eliminação adequada, especialmente em recém-
nascidos
Indicações para realização de Ostomias
• Colostomia
Descrição: Abertura no cólon para exteriorizar fezes. Pode ser temporária ou 
permanente, conforme a condição clínica.
Indicações: Câncer colorretal, obstrução, perfuração do intestino grosso.
• Ileostomia
Descrição: Abertura no íleo, a porção final do intestino delgado.
Indicações: Doença de Crohn, Colite Ulcerativa, perfuração, traumas, e algumas 
cirurgias abdominais.
Características: As fezes eliminadas são mais líquidas e apresentam maior teor de 
enzimas digestivas, o que pode irritar a pele ao redor do estoma.
• Urostomia
Descrição: Desvio do trato urinário para uma abertura na parede abdominal, 
permitindo a saída de urina.
Indicações: Câncer de bexiga, lesões no trato urinário, doenças congênitas.
Características: Requer dispositivos de coleta específicos para urina, que devem ser 
monitorados para evitar infecções.
• Jejunostomia
Descrição: Abertura no jejuno (parte inicial do intestino delgado) para administração 
de nutrientes diretamente no intestino.
Indicações: Pacientes com necessidade de alimentação enteral a longo prazo, ou 
quando há impossibilidade de uso do trato digestivo superior.
https://www.youtube.com/shorts/xuImpyVPYyo
CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM ESTOMIAS
Cuidados com a Pele Periestomal
Objetivo: Evitar irritações e lesões na pele ao redor do estoma devido ao contato 
com fezes ou urina.
Intervenções:
• Limpeza da área com água morna e sabonete neutro, evitando produtos 
irritantes.
• Aplicação de barreiras protetoras, como pastas ou adesivos específicos.
• Inspeção diária da pele para identificar sinais de dermatite ou lesões.
Escolha e Manutenção do Dispositivo de Coleta
Objetivo: Prevenir vazamentos e desconforto.
Intervenções:
Escolher dispositivos adequados ao tipo de ostomia e ao perfil do paciente.
Ensinar a aplicação correta do dispositivo para garantir vedaçãoadequada.
Realizar trocas conforme necessário, observando a tolerância e a preferência do 
paciente.
Monitoramento de Ingestão Hídrica e Eletrólitos
Objetivo: Prevenir desidratação e desequilíbrio eletrolítico, especialmente em ileostomias, 
que apresentam maior risco de perda de líquidos.
Intervenções:
• Monitorar o balanço hídrico e comparar a ingestão com a saída de líquidos.
• Orientar o paciente sobre a importância de ingerir líquidos regularmente.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM ESTOMIAS
Educação do Paciente e Família
Objetivo: Proporcionar autonomia ao paciente e reduzir o impacto emocional da 
ostomia.
Intervenções:
• Ensinar o paciente e familiares a realizarem o autocuidado, como 
higienização e troca do dispositivo.
• Informar sobre sinais de complicações e a necessidade de procurar 
atendimento caso ocorram.
• Orientar sobre uma alimentação equilibrada para minimizar gases e 
odores.
Prevenção de Complicações
Objetivo: Evitar complicações comuns como estenose, prolapso, e infecção.
Intervenções:
• Realizar inspeções regulares do estoma para avaliar a coloração, a 
presença de edema ou sangramento.
• Orientar o paciente a relatar qualquer alteração na coloração ou 
aparência do estoma.
Apoio Emocional e Psicossocial
Objetivo: Promover a aceitação e adaptação do paciente à ostomia.
Intervenções:
• Facilitar a expressão de sentimentos e oferecer suporte emocional.
• Indicar grupos de apoio e associações que auxiliem no processo de adaptação
Diagnósticos de enfermagem para doenças 
do tgi
NANDA
Diagnósticos – classe- domínio – fatores de risco
• Domínio: Conforto
• Classe: Respostas à dor
• Definição: Experiência sensorial e emocional desagradável, 
decorrente de lesões ou disfunções no trato 
gastrointestinal.
• Fatores Relacionados: 
• Processos inflamatórios (ex.: gastrite, doença de 
Crohn). 
• Lesões da mucosa (úlceras gástricas ou duodenais). 
• Refluxo ácido (DRGE).
• Manifestações: Relato verbal de dor, proteção de área 
afetada, alteração no apetite devido ao desconforto.
Risco de Nutrição Desequilibrada: Menor que 
as Necessidades Corporais
• Domínio: Nutrição
• Classe: Ingestão de alimentos
• Definição: Risco de não atender às necessidades nutricionais do corpo, 
frequentemente associado à absorção prejudicada ou ao apetite reduzido.
• Fatores Relacionados:
• Náuseas, vômitos e diarreia crônica (DII, Síndrome do Intestino 
Irritável).
• Alterações na absorção intestinal (Doença de Crohn, colite 
ulcerativa).L
• imitações na ingestão alimentar (restrição dietética em câncer 
de estômago e colorretal).
• Manifestações: Diminuição do apetite, perda de peso, debilidade e 
desnutrição.
Déficit de Volume de Líquidos
• Domínio: Nutrição
• Classe: Ingestão de líquidos
• Definição: Redução no volume intravascular, 
intersticial e/ou intracelular, podendo ocorrer devido 
a perda excessiva de líquidos e eletrólitos.
• Fatores Relacionados:
• Perdas gastrointestinais (vômito, diarreia frequente 
em DII, SII e abdome agudo).
• Comprometimento na absorção de água (como na 
colite ulcerativa e doença de Crohn).
• Manifestações: Sede, pele seca, hipotensão, 
taquicardia, alterações na consciência.
Dor Aguda
Diagnósticos – classe- domínio – fatores de risco
• Domínio: Tolerância ao Estresse
• Classe: Respostas emocionais
• Definição: Sentimento de desconforto e preocupação relacionados à 
condição de saúde, procedimentos invasivos ou ao impacto da 
doença.
• Fatores Relacionados:
• Percepção de sintomas desagradáveis (ex.: dor, náuseas).
• Incerteza sobre o prognóstico (especialmente em condições 
crônicas como câncer colorretal e doença inflamatória 
intestinal).
• Necessidade de adaptação a limitações físicas e dietéticas.
• Manifestações: Preocupação excessiva, nervosismo, irritabilidade, 
alterações no sono.
Risco de Integridade da Pele Prejudicada
• Domínio: Segurança/Proteção
• Classe: Lesão física
• Definição: Risco de comprometimento na continuidade da pele, 
frequentemente associado à perda de líquidos ou uso de 
dispositivos.
• Fatores Relacionados:
• Desidratação e comprometimento da nutrição.
• Presença de estoma (pacientes com colostomia, ileostomia).
• Necessidade de monitoramento contínuo em pacientes acamados (em 
casos de dor intensa, como abdome agudo).
• Manifestações: Vermelhidão, fragilidade da pele, áreas de pressão.
Medo
• Domínio: Tolerância ao Estresse
• Classe: Respostas emocionais
• Definição: Sensação de perigo ou apreensão 
relacionada à condição, ao tratamento ou ao futuro.
• Fatores Relacionados:
• Diagnóstico de câncer (câncer de estômago ou 
colorretal).
• Necessidade de cirurgia ou procedimentos 
invasivos.
• Alterações na imagem corporal (uso de estoma).
• Manifestações: Relatos de medo, evitação de 
exames ou procedimentos, palidez, sudorese.
Ansiedade
Diagnósticos – classe- domínio – fatores de risco
• Domínio: Atividade/Repouso
• Classe: Respostas à função cardiovascular/pulmonar
• Definição: Insuficiência de energia para realizar 
atividades diárias, associada a sintomas 
gastrointestinais debilitantes e perda de peso.
• Fatores Relacionados: 
• Perda de peso, 
• debilidade muscular,
• desidratação, e 
• dor abdominal.
Déficit no Autocuidado para Alimentação
• Domínio: Autocuidado
• Classe: Autocuidado: atividades de alimentação
• Definição: Dificuldade ou incapacidade de se 
alimentar adequadamente sem auxílio, 
especialmente em condições debilitantes.
• Fatores Relacionados:
• Fadiga,
• desconforto abdominal, 
• debilidade muscular.
Medo
• Domínio: Tolerância ao Estresse
• Classe: Respostas emocionais
• Definição: Sensação de perigo ou apreensão 
relacionada à condição, ao tratamento ou ao futuro.
• Fatores Relacionados:
• Diagnóstico de câncer (câncer de estômago ou 
colorretal).
• Necessidade de cirurgia ou procedimentos 
invasivos.
• Alterações na imagem corporal (uso de estoma).
• Manifestações: Relatos de medo, evitação de 
exames ou procedimentos, palidez, sudorese.
Intolerância à Atividade
Diagnósticos – classe- domínio – fatores de risco
• Domínio: Eliminação
• Classe: Função intestinal
• Definição: Diminuição na frequência das evacuações e 
eliminação de fezes ressecadas e endurecidas, comum 
em condições de motilidade intestinal alterada
• .Fatores Relacionados: 
• Dieta pobre em fibras, 
• uso de opióides (para controle de dor), 
• estresse, 
• diminuição da motilidade devido à SII e 
• outras condições gastrointestinais.
Diarreia
• Domínio: Eliminação
• Classe: Função intestinal
• Definição: Eliminação frequente de fezes líquidas 
ou semilíquidas, comumente associada a 
inflamação intestinal.
• Fatores Relacionados: DII, infecções, alterações na 
dieta, intolerância alimentar.
Baixa Autoestima Situacional
• Domínio: Autopercepção
• Classe: Autoestima
• Definição: Declínio na autoestima 
relacionado a limitações físicas ou 
alterações na imagem corporal.
• Fatores Relacionados: 
• Necessidade de adaptação ao estoma, 
impacto de doenças crônicas (como câncer 
colorretal ou doença de Crohn) na imagem 
corporal.
Constipação
Confirmação de 
SNE por Raio-X:
Locação adequada 
pós duodenal
Sonda locada no pulmão
Sonda locada no estômago
REFERêNCIAS
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.Diretrizes para a Atenção à Pessoa com Estomia. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_estomia.pdf. Acesso em: 6 nov. 2024.
• SOBEST – Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências.Manual SOBEST de Estomaterapia: Práticas 
em Estomaterapia: estomias, feridas agudas e crônicas, incontinências. São Paulo: SOBEST, 2017.CINTRA, Francisco; 
• OTTO, Anna Cristina; SONOBE, Helena Mieko.Estomias: cuidados de enfermagem e reabilitação. São Paulo: Martinari, 2015.
• BRUNNER, L. S.; SUDDARTH, D. S.Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.

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