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Assistência de enfermagem a pacientes portadores de doenças gastrointestinais Disciplina: PPCSA Prof.ª Ms. Camila M. L. Marinho A função primária do sistema digestório é encaminhar macronutrientes, micronutrientes, água e eletrólitos do ambiente externo para o ambiente interno corporal, já que cada elemento possui uma função particular nos mecanismos de homeostase. Para isso, é necessário que ocorram alguns processos, como digestão, absorção, secreção e motilidade, esses que são interligados e regulados por princípios neurócrinos via sistema nervoso autônomo (SNA) e sistema nervoso entérico (SNE), endócrinos Os processos do trato gastrointestinal podem ser divididos em fases cefálica, oral, gástrica e intestinal. • O esôfago é um tubo muscular que conecta a boca ao estômago, tem aproximadamente 25 cm de comprimento. Tem paredes constituídas de músculo estriado na porção superior, que transita para músculo liso na porção inferior, promovendo movimentos peristálticos. • Sua função principal é o transporte do bolo alimentar da faringe até o estômago, através de contrações peristálticas coordenadas • Regula a entrada do bolo alimentar no estômago e previne o refluxo gastroesofágico, por meio do o esfíncter esofágico inferior (ou cardia). 3 • A Boca desempenha um papel crucial no início do processo digestivo. • Sua função é a mastigação e a salivação, com auxílio das glândulas salivares, que liberam saliva contendo enzimas como a amilase salivar que inicia a digestão dos carboidratos. • A língua movimenta o alimento para formação do bolo alimentar e participa da deglutição, ajudando a encaminhar o alimento ao esôfago. Sua função é principalmente digestiva e ocorre em duas etapas: 1. O alimento é misturado ao suco gástrico, que contém ácido clorídrico e enzimas digestivas, como a pepsina. É um meio altamente ácido, que facilita a quebra de proteínas e a destruição de microrganismos 2. Possui camadas musculares que ajudam a misturar e triturar o alimento em uma substância semilíquida chamada quimo, que é gradualmente liberada para o intestino delgado por meio do esfíncter pilórico mecanismo de controle importante que previne a liberação súbita do conteúdo gástrico no duodeno. Tópico Um Subtítulo Intestino grosso • É dividido em ceco, cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide) reto e ânus. • Sua função é a absorção de água e eletrólitos, transformando o conteúdo líquido vindo do intestino delgado em fezes, prontas para a eliminação. • Intestino grosso abriga uma flora intestinal rica, composta por várias bactérias que auxiliam na fermentação de restos alimentares e produção de algumas vitaminas, como a vitamina K. • A presença de bactérias no cólon é fundamental para a manutenção da saúde intestinal e para a produção de nutrientes específicos. • Dividido em três partes: duodeno, jejuno e íleo. Esse órgão é responsável por 80% da digestão e absorção dos nutrientes. • Duodeno: ocorre a neutralização do ácido gástrico com o auxílio de bicarbonato liberado pelo pâncreas. recebe a bile, que emulsifica as gorduras, facilitando a digestão. • Jejuno e Íleo: No jejuno ocorre a maior parte da absorção de nutrientes. Já o íleo completa essa absorção e realiza o transporte dos nutrientes absorvidos ao sistema circulatório. • A parede interna do intestino delgado possui pregas, vilosidades e microvilosidades, que aumentam significativamente a superfície de absorção. Intestino delgado Principais doenças do tgi (trato gastrointestinal) 7 Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) • Ocorre quando há um relaxamento inadequado do esfíncter esofágico inferior, permitindo o retorno do conteúdo ácido do estômago ao esôfago. • Isso resulta em lesões na mucosa esofágica, levando a sintomas como azia, regurgitação e dor retroesternal. • Fatores como obesidade, alimentação rica em gorduras e hábitos como tabagismo e consumo de álcool podem agravar o quadro. Cuidados de Enfermagem Posicionamento: orientar o paciente a elevar a cabeceira da cama ao dormir para reduzir o refluxo Orientação Alimentar: recomendar evitar alimentos que exacerbam o refluxo (alimentos gordurosos, cafeína, cítricos e álcool) Educação sobre Hábitos: Incentivar o paciente a evitar deitar- se logo após as refeições e sugerir refeições menores e mais frequentes. Monitoramento de Sintomas: Observar sinais de complicações, como dor torácica intensa, indicando esofagite ou estreitamento do esôfago Gastrite e Úlcera Péptica • Inflamação da mucosa gástrica, que pode ser aguda ou crônica e geralmente está associada ao uso de anti- inflamatórios não esteroidais (AINEs), infecção por Helicobacter pylori e álcool. • A úlcera péptica ocorre quando há lesão na mucosa do estômago ou duodeno devido à exposição prolongada ao ácido gástrico e pepsina. Cuidados de Enfermagem Controle da Dor: monitorar e avaliar a dor, administrar terapia medicamentosa, incentivar uso de técnicas de relaxamento Orientação sobre Medicamentos: Educar sobre o uso adequado de antiácidos, protetores de mucosa e evitar antinflamatórios Educação sobre Alimentação: orientar evitar alimentos ácidos e condimentados Observação de Sinais de Sangramento: monitorar fezes e vômitos para identificar sinais de hemorragia gastrointestinal Doença Inflamatória Intestinal (DII) – Crohn e Colite Ulcerativa • Doença de Crohn: Pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, mas é mais comum no intestino delgado e grosso, com inflamação transmural (afetando todas as camadas); • Colite Ulcerativa: limita-se ao cólon e reto e envolve apenas a mucosa. • Ambas têm etiologia autoimune e são caracterizadas por crises de inflamação, com sintomas como diarreia, dor abdominal, perda de peso e, em casos graves, desnutrição. Cuidados de Enfermagem Monitoramento de Sinais e Sintomas • Observar frequência das evacuações, características das fezes e monitorar sinais de desidratação. Suporte Nutricional • Colaborar com a equipe de nutrição para orientar dieta hipoalergênica e rica em proteínas. Monitorar equilíbrio hídrico. Cuidados com Estoma (se houver) • Em casos de ileostomia, educar sobre os cuidados com estoma, incluindo higienização e prevenção de lesões. Apoio Psicossocial • Oferecer suporte emocional para lidar com os sintomas crônicos e com o impacto da doença na qualidade de vida. Síndrome do Intestino Irritável (SII) • Distúrbio funcional do intestino caracterizado por dor abdominal crônica, alterações no hábito intestinal (diarreia ou constipação) e desconforto abdominal. • A causa exata é desconhecida, mas fatores como estresse, dieta e disfunções no eixo intestino-cérebro desempenham um papel importante. Cuidados de Enfermagem Orientação sobre estilo de vida: • Aconselhar sobre técnicas de manejo do estresse, como atividades físicas e terapias de relaxamento Educação Alimentar: • Auxiliar o paciente a identificar alimentos desencadeantes e incentivar uma dieta rica em fibras para constipação e moderada para diarreia. Orientação sobre hidratação • Incentivar uma ingestão de líquidos adequada, especialmente em casos de diarreia frequente Apoio Psicossocial • Apoiar o paciente na compreensão do impacto psicológico da SII e incentivar o seguimento com psicoterapia Câncer de Estômago e Câncer Colorretal • O câncer de estômago é frequentemente associado à infecção por H. pylori, dieta rica em alimentos defumados, e fatores genéticos. Os sintomas incluem perda de peso inexplicável, dor abdominal, náuseas e vômitos. Em estágios avançados, pode haver hemorragia e obstrução. • O câncer colorretal pode surgir devido a fatores genéticos, dieta rica em gorduras e baixa em fibras, sedentarismo e histórico de pólipos. Os sintomas incluem alterações no hábito intestinal, sangue nas fezes, perda de peso e desconforto abdominal. Cuidados de Enfermagem Orientação sobre estilo de vida: • Aconselhar sobre técnicas de manejodo estresse, como atividades físicas e terapias de relaxamento Educação Alimentar: • Auxiliar o paciente a identificar alimentos desencadeantes e incentivar uma dieta rica em fibras para constipação e moderada para diarreia. Orientação sobre hidratação • Incentivar uma ingestão de líquidos adequada, especialmente em casos de diarreia frequente Apoio Psicossocial • Apoiar o paciente na compreensão do impacto psicológico da SII e incentivar o seguimento com psicoterapia Abdome Agudo • Refere-se a uma condição de dor abdominal súbita que exige intervenção imediata, podendo resultar de apendicite, perfuração de úlcera, pancreatite, obstrução intestinal, entre outros. Caracteriza-se por dor intensa, sinais de peritonite, febre, náuseas e vômitos. • Exame físico: • Sinais de alerta: taquicardia, hipotensão, taquipneia, febre, fáscies de dor • Inspeção do abdome: distensão; equimoses; abaulamentos, cicatrizes. • Ausculta: presença ou ausência dos RHA • Percussão: avalia a distensão gasosa, ar livre intra-abdominal, grau de ascite ou a presença de irritação peritoneal; • Palpação: avaliar dor, rigidez involuntária (peritonite) • Abdome agudo obstrutivo: presença de obstáculo mecânico ou funcional que leve a interrupção da progressão do conteúdo intestinal. Etiologias: hérnia estrangulada, aderências, doença de Crohn, neoplasia intestinal, diverticulites, fecaloma, impactação por bolo de arcaris, íleo paralítico, oclusão vascular. • Agudo perfurativo: A dor em geral é de início súbito e difuso e frequentemente vem associado com choque e septicemia. Etiologias: decorrente de processos infecciosos, neoplásicos, inflamatórios, ingestão de corpo estranho, traumatismos, iatrogênicas. • Abdome agudo vascular isquêmico: dor abdominal intensa, desproporcional as alterações do exame físico. Os fatores de risco associados é idade avançada, doença vascular, fibrilação arterial, doenças valvares, cardiopatias, hipercoagulaçao. Embora seja raro, possui uma alta mortalidade. Etiologias: isquemia mesentérica aguda e crônica; colite isquêmica Abdome Agudo • Agudo inflamatório: é tipo de abdome agudo mais comum e é uma consequência de processos inflamatórios/infecciosos. Etiologias: apendicite aguda, colecistite aguda, pancreatite aguda e diverticulite. • Abdome agudo hemorrágico: pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum entre a 5ª e 6ª décadas de vida; em geral a dor aumenta progressivamente e pode ser acompanhado de manifestações de choque hipovolêmico. Etiologia: em jovens está mais associado a ruptura de aneurismas das artérias viscerais; em mulheres à sangramentos por causas ginecológicas e obstétricas e em idosos à ruptura de tumores, veias varicosas e aneurismas de aorta abdominal. SINAL DE EMPILHAMENTO DE MOEDAS PNEUMOPERITÔNIO SINAL DE DUPLA BOLHA SINAL DO GRÃO DE CAFÉ Cuidados de Enfermagem Monitoramento de Sinais Vitais e Dor: avaliar continuamente a dor e observar alterações hemodinâmicas (taquicardia e hipotensão) Preparação para Cirurgia: em casos cirúrgicos, orientações pré-operatórias Manejo da Náusea e Vômito: administrar antieméticos conforme prescrição e reduzir desconforto abdominal Prevenção de Complicações Pós-operatórias; monitorar sinais de infecção, orientar sobre cuidados com feridas e incentivar mobilização precoce. Exames diagnósticos • Endoscopia Digestiva Alta – EDA Permite visualizar o esôfago, estômago e duodeno, o primeiro segmento do intestino delgado. O aparelho é introduzido pela boca e passa pelo esôfago. É indicada para diagnosticar doenças do trato gastrointestinal superior. • Colonoscopia Permite visualizar o reto e o intestino grosso (colo), além de parte do íleo terminal, a porção final do intestino delgado. O aparelho é introduzido pelo ânus e passa pelo reto e cólon. É indicada para diagnosticar e acompanhar tumores, doenças inflamatórias e outras patologias intestinais.htt ps: //w ww .yo utu be. com /w atc h?v =d w8 SKr oW kyw https://www.youtube.com/watch?v=j1ZBcF054BE Estomia x ostomia Cuidados de Enfermagem Ostomia x estomia Ostomia Refere-se à criação cirúrgica de uma abertura (ou estoma) no corpo para desviar o trânsito de substâncias (como fezes ou urina). O termo ostomia é empregado para indicar o procedimento, ou seja, a cirurgia realizada. Estomia É o termo utilizado para descrever o orifício ou abertura em si, que é a saída do conteúdo corporal. Em outras palavras, a "estomia" é o estoma, ou a abertura que resulta do procedimento de uma ostomia. Esse entendimento é importante para a prática de enfermagem, pois permite ao enfermeiro diferenciar entre o procedimento e a estrutura anatômica resultante. Indicações para realização de Ostomias • Câncer Colorretal e Câncer de Bexiga Tumores malignos no cólon, reto ou bexiga podem exigir ostomias para preservar a função eliminatória após a remoção de áreas comprometidas. No câncer colorretal, por exemplo, pode-se criar uma colostomia para desviar o trânsito intestinal. • Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) Em doenças como a Doença de Crohn e Colite Ulcerativa, onde há inflamação e comprometimento do intestino, uma ostomia pode ser necessária para aliviar os sintomas e permitir a cicatrização do intestino. • Obstrução Intestinal Estenoses, aderências ou tumores podem causar obstrução intestinal, sendo a ostomia uma alternativa para garantir o fluxo intestinal adequado e evitar complicações, como a necrose. • Trauma Abdominal Em casos de trauma abdominal, como perfurações, lacerações e lesões no trato gastrointestinal, a criação de uma ostomia pode ser necessária para desviar o trânsito intestinal e proteger a região lesionada. • Isquemia Intestinal A interrupção do fluxo sanguíneo para o intestino pode levar à necrose. Nesses casos, uma ostomia permite a remoção da área comprometida e mantém a função intestinal. • Anomalias Congênitas Em condições congênitas, como a doença de Hirschsprung, pode ser necessária uma ostomia para assegurar a eliminação adequada, especialmente em recém- nascidos Indicações para realização de Ostomias • Colostomia Descrição: Abertura no cólon para exteriorizar fezes. Pode ser temporária ou permanente, conforme a condição clínica. Indicações: Câncer colorretal, obstrução, perfuração do intestino grosso. • Ileostomia Descrição: Abertura no íleo, a porção final do intestino delgado. Indicações: Doença de Crohn, Colite Ulcerativa, perfuração, traumas, e algumas cirurgias abdominais. Características: As fezes eliminadas são mais líquidas e apresentam maior teor de enzimas digestivas, o que pode irritar a pele ao redor do estoma. • Urostomia Descrição: Desvio do trato urinário para uma abertura na parede abdominal, permitindo a saída de urina. Indicações: Câncer de bexiga, lesões no trato urinário, doenças congênitas. Características: Requer dispositivos de coleta específicos para urina, que devem ser monitorados para evitar infecções. • Jejunostomia Descrição: Abertura no jejuno (parte inicial do intestino delgado) para administração de nutrientes diretamente no intestino. Indicações: Pacientes com necessidade de alimentação enteral a longo prazo, ou quando há impossibilidade de uso do trato digestivo superior. https://www.youtube.com/shorts/xuImpyVPYyo CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM ESTOMIAS Cuidados com a Pele Periestomal Objetivo: Evitar irritações e lesões na pele ao redor do estoma devido ao contato com fezes ou urina. Intervenções: • Limpeza da área com água morna e sabonete neutro, evitando produtos irritantes. • Aplicação de barreiras protetoras, como pastas ou adesivos específicos. • Inspeção diária da pele para identificar sinais de dermatite ou lesões. Escolha e Manutenção do Dispositivo de Coleta Objetivo: Prevenir vazamentos e desconforto. Intervenções: Escolher dispositivos adequados ao tipo de ostomia e ao perfil do paciente. Ensinar a aplicação correta do dispositivo para garantir vedaçãoadequada. Realizar trocas conforme necessário, observando a tolerância e a preferência do paciente. Monitoramento de Ingestão Hídrica e Eletrólitos Objetivo: Prevenir desidratação e desequilíbrio eletrolítico, especialmente em ileostomias, que apresentam maior risco de perda de líquidos. Intervenções: • Monitorar o balanço hídrico e comparar a ingestão com a saída de líquidos. • Orientar o paciente sobre a importância de ingerir líquidos regularmente. CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM ESTOMIAS Educação do Paciente e Família Objetivo: Proporcionar autonomia ao paciente e reduzir o impacto emocional da ostomia. Intervenções: • Ensinar o paciente e familiares a realizarem o autocuidado, como higienização e troca do dispositivo. • Informar sobre sinais de complicações e a necessidade de procurar atendimento caso ocorram. • Orientar sobre uma alimentação equilibrada para minimizar gases e odores. Prevenção de Complicações Objetivo: Evitar complicações comuns como estenose, prolapso, e infecção. Intervenções: • Realizar inspeções regulares do estoma para avaliar a coloração, a presença de edema ou sangramento. • Orientar o paciente a relatar qualquer alteração na coloração ou aparência do estoma. Apoio Emocional e Psicossocial Objetivo: Promover a aceitação e adaptação do paciente à ostomia. Intervenções: • Facilitar a expressão de sentimentos e oferecer suporte emocional. • Indicar grupos de apoio e associações que auxiliem no processo de adaptação Diagnósticos de enfermagem para doenças do tgi NANDA Diagnósticos – classe- domínio – fatores de risco • Domínio: Conforto • Classe: Respostas à dor • Definição: Experiência sensorial e emocional desagradável, decorrente de lesões ou disfunções no trato gastrointestinal. • Fatores Relacionados: • Processos inflamatórios (ex.: gastrite, doença de Crohn). • Lesões da mucosa (úlceras gástricas ou duodenais). • Refluxo ácido (DRGE). • Manifestações: Relato verbal de dor, proteção de área afetada, alteração no apetite devido ao desconforto. Risco de Nutrição Desequilibrada: Menor que as Necessidades Corporais • Domínio: Nutrição • Classe: Ingestão de alimentos • Definição: Risco de não atender às necessidades nutricionais do corpo, frequentemente associado à absorção prejudicada ou ao apetite reduzido. • Fatores Relacionados: • Náuseas, vômitos e diarreia crônica (DII, Síndrome do Intestino Irritável). • Alterações na absorção intestinal (Doença de Crohn, colite ulcerativa).L • imitações na ingestão alimentar (restrição dietética em câncer de estômago e colorretal). • Manifestações: Diminuição do apetite, perda de peso, debilidade e desnutrição. Déficit de Volume de Líquidos • Domínio: Nutrição • Classe: Ingestão de líquidos • Definição: Redução no volume intravascular, intersticial e/ou intracelular, podendo ocorrer devido a perda excessiva de líquidos e eletrólitos. • Fatores Relacionados: • Perdas gastrointestinais (vômito, diarreia frequente em DII, SII e abdome agudo). • Comprometimento na absorção de água (como na colite ulcerativa e doença de Crohn). • Manifestações: Sede, pele seca, hipotensão, taquicardia, alterações na consciência. Dor Aguda Diagnósticos – classe- domínio – fatores de risco • Domínio: Tolerância ao Estresse • Classe: Respostas emocionais • Definição: Sentimento de desconforto e preocupação relacionados à condição de saúde, procedimentos invasivos ou ao impacto da doença. • Fatores Relacionados: • Percepção de sintomas desagradáveis (ex.: dor, náuseas). • Incerteza sobre o prognóstico (especialmente em condições crônicas como câncer colorretal e doença inflamatória intestinal). • Necessidade de adaptação a limitações físicas e dietéticas. • Manifestações: Preocupação excessiva, nervosismo, irritabilidade, alterações no sono. Risco de Integridade da Pele Prejudicada • Domínio: Segurança/Proteção • Classe: Lesão física • Definição: Risco de comprometimento na continuidade da pele, frequentemente associado à perda de líquidos ou uso de dispositivos. • Fatores Relacionados: • Desidratação e comprometimento da nutrição. • Presença de estoma (pacientes com colostomia, ileostomia). • Necessidade de monitoramento contínuo em pacientes acamados (em casos de dor intensa, como abdome agudo). • Manifestações: Vermelhidão, fragilidade da pele, áreas de pressão. Medo • Domínio: Tolerância ao Estresse • Classe: Respostas emocionais • Definição: Sensação de perigo ou apreensão relacionada à condição, ao tratamento ou ao futuro. • Fatores Relacionados: • Diagnóstico de câncer (câncer de estômago ou colorretal). • Necessidade de cirurgia ou procedimentos invasivos. • Alterações na imagem corporal (uso de estoma). • Manifestações: Relatos de medo, evitação de exames ou procedimentos, palidez, sudorese. Ansiedade Diagnósticos – classe- domínio – fatores de risco • Domínio: Atividade/Repouso • Classe: Respostas à função cardiovascular/pulmonar • Definição: Insuficiência de energia para realizar atividades diárias, associada a sintomas gastrointestinais debilitantes e perda de peso. • Fatores Relacionados: • Perda de peso, • debilidade muscular, • desidratação, e • dor abdominal. Déficit no Autocuidado para Alimentação • Domínio: Autocuidado • Classe: Autocuidado: atividades de alimentação • Definição: Dificuldade ou incapacidade de se alimentar adequadamente sem auxílio, especialmente em condições debilitantes. • Fatores Relacionados: • Fadiga, • desconforto abdominal, • debilidade muscular. Medo • Domínio: Tolerância ao Estresse • Classe: Respostas emocionais • Definição: Sensação de perigo ou apreensão relacionada à condição, ao tratamento ou ao futuro. • Fatores Relacionados: • Diagnóstico de câncer (câncer de estômago ou colorretal). • Necessidade de cirurgia ou procedimentos invasivos. • Alterações na imagem corporal (uso de estoma). • Manifestações: Relatos de medo, evitação de exames ou procedimentos, palidez, sudorese. Intolerância à Atividade Diagnósticos – classe- domínio – fatores de risco • Domínio: Eliminação • Classe: Função intestinal • Definição: Diminuição na frequência das evacuações e eliminação de fezes ressecadas e endurecidas, comum em condições de motilidade intestinal alterada • .Fatores Relacionados: • Dieta pobre em fibras, • uso de opióides (para controle de dor), • estresse, • diminuição da motilidade devido à SII e • outras condições gastrointestinais. Diarreia • Domínio: Eliminação • Classe: Função intestinal • Definição: Eliminação frequente de fezes líquidas ou semilíquidas, comumente associada a inflamação intestinal. • Fatores Relacionados: DII, infecções, alterações na dieta, intolerância alimentar. Baixa Autoestima Situacional • Domínio: Autopercepção • Classe: Autoestima • Definição: Declínio na autoestima relacionado a limitações físicas ou alterações na imagem corporal. • Fatores Relacionados: • Necessidade de adaptação ao estoma, impacto de doenças crônicas (como câncer colorretal ou doença de Crohn) na imagem corporal. Constipação Confirmação de SNE por Raio-X: Locação adequada pós duodenal Sonda locada no pulmão Sonda locada no estômago REFERêNCIAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.Diretrizes para a Atenção à Pessoa com Estomia. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_estomia.pdf. Acesso em: 6 nov. 2024. • SOBEST – Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências.Manual SOBEST de Estomaterapia: Práticas em Estomaterapia: estomias, feridas agudas e crônicas, incontinências. São Paulo: SOBEST, 2017.CINTRA, Francisco; • OTTO, Anna Cristina; SONOBE, Helena Mieko.Estomias: cuidados de enfermagem e reabilitação. São Paulo: Martinari, 2015. • BRUNNER, L. S.; SUDDARTH, D. S.Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.