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Professora Me. Priscila Garcia 
• 3.CITAÇÃO
• É o ato por meio do qual o juiz comunica o acusado acerca do recebimento da
denúncia ou queixa, chamando-o para se defender.
• Eventuais vícios com relação à citação haverá nulidade absoluta.
• Obs.: As causas de nulidade absoluta, em regra, não podem ser sanadas. Mas no
caso de nulidade por vício de citação, por conta do art. 570 do CPP permite que
possa ser sanado com o comparecimento do acusado. Ideia de instrumentalidade das
formas (finalidade do ato foi atingida).
• Art.570 do CPP. A falta ou a nulidade da citação, da intimação ou notificação
estará sanada, desde que o interessado compareça, antes de o ato consumar-se,
embora declare que o faz para o único fim de argui-la. O juiz ordenará, todavia, a
suspensão ou o adiamento do ato, quando reconhecer que a irregularidade poderá
prejudicar direito da parte.
• A citação pode ser:
a) REAL/ PESSOAL – o juiz expede mandado a ser cumprido por oficial de justiça na
pessoa do acusado. Nem mesmo o advogado poderá recebê-la.
• Art.351. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver no território sujeito à
jurisdição do juiz que a houver ordenado.
Art. 352. O mandado de citação indicará:
I - o nome do juiz;
II - o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa;
III - o nome do réu, ou, se for desconhecido, os seus sinais característicos;
IV - a residência do réu, se for conhecida;
V - o fim para que é feita a citação;
VI - o juízo e o lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer;
VII - a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz.
a) PRESUMIDA/ FICTA
• b.1. POR EDITAL
Art. 362 do CPP: Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o
oficial de justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora
certa, na forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei no 5.869, de 11 de
janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.
A citação por edital só deve ser feita, quando esgotados os meios de
localização do acusado.
• Hipóteses de citação por edital antes da Lei 11.719/08:
• - quando o acusado estivesse em local incerto e não sabido
• - quando o acusado ocultava-se para não ser citado
• - quando o acusado encontrava-se em lugar inacessível
• - quando a qualificação do acusado for incerta.
• Depois da Lei 11.719/08:
• - somente cabível quando o acusado estiver em local incerto
e não sabido.
• O prazo do edital será de 15 dias, conforme art.361 do CPP:
se o réu não for encontrado, será citado por edital, com o
prazo de 15 dias.
• Quando alguém é citado por edital, a essa pessoa reserva-se
a aplicação do art.366 do CPP: Se o acusado, citado por
edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão
suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das
provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar
prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312.
• Para a aplicação do art.366 é preciso três requisitos:
a) citação por edital;
b) não comparecimento do acusado;
c) não constituição de defensor.
• Consequências da aplicação do art.366:
1. Suspensão do processo e da prescrição.
• Para o STJ, o prazo é o da prescrição da pretensão punitiva abstrata (Súmula 415: o
período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena
cominada).
• Para o STF o processo vai permanecer suspenso, bem como a prescrição, então
estes devem permanecer suspensos por tempo indeterminado.
2. Produção antecipada de provas (art.225 do CPP)
• Não basta mencionar que as testemunhas se esqueçam dos fatos depois de um tempo.
• Súmula 455 do STJ: a decisão que determina a produção antecipada de provas com
base no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada, não a justificando
unicamente..
3. Decretação da prisão preventiva, se presentes os pressupostos dos arts. 312 e 313
do CPP.
• A suspensão do processo e da prescrição com base no art.366 deve ocorrer após a
citação por edital e antes do oferecimento a resposta à acusação. Quando o acusado for
encontrado, o processo retomará seu curso normal a partir da resposta à acusação.
• Art.363, §4º: comparecendo o acusado citado por edital, em qualquer tempo o processo
observará o disposto nos arts. 394 e seguintes deste Código.
• Art.396, paragrafo único: no caso de citação por edital o prazo para a defesa começará
a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído.
• b.2. POR HORA CERTA
• Introduzida pela Lei 11.719/08.
DEPOIS DA LEI Nº. 11.719/08
Quem se oculta para não ser citado, será citado 
por hora certa.
No caso em que o acusado é citado por hora 
certa e não comparece (revel), deve ser 
nomeado advogado dativo. Nesse caso, o 
processo seguirá seu curso normal.
• Requisitos:
a) Quando o acusado se oculta para não ser citado;
b) O acusado seja procurado por três vezes e não seja encontrado.
• Art.362 do CPP: Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de
justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa, na forma
estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código
de Processo Civil.
Parágrafo único. Completada a citação com hora certa, se o acusado não
comparecer, ser-lhe-á nomeado defensor dativo.
(art. 252 novo CPC)
• Revelia
• PERG.: Existe REVELIA no processo penal?
• Art.366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem
constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo
prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das
provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão
preventiva, nos termos do disposto no art. 312.
• Art. 367. O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem
motivo justificado, ou, no caso de mudança de residência, não
comunicar o novo endereço ao juízo.
• Citado pessoalmente e não compareceu, o juiz decreta a revelia do
acusado.
• A revelia pode acontecer em duas hipóteses:
1)citado pessoalmente que deixa de comparecer sem justificativa;
2) acusado citado por hora certa que não comparece.
• A única consequência prática da revelia no processo penal é a
desnecessidade de intimação do acusado para os demais atos
processuais (não há aqui a presunção de veracidade dos fatos -
pena de confissão), salvo na hipótese de sentença penal
condenatória ou absolutória imprópria, porque tanto o acusado,
quanto o defensor tem capacidade postulatória para interpor
recurso. Mesmo o acusado revel precisa ser intimado da sentença
condenatória, em razão da capacidade autônoma de recorrer da
qual ele é detentor.
Obs.: É obrigatória a nomeação de advogado dativo, caso o acusado não tenha
constituído advogado.
• A revelia no processo penal não acarreta a inversão do ônus da prova, diante do
princípio do estado de inocência.
• O dispositivo do art.366 do CPP só se aplica para quem foi citado por edital.
• Citação no estrangeiro - art.368 do CPP
• A citação no estrangeiro só ocorrerá quando o acusado estiver em local certo e
sabido e será expedida carta rogatória (é causa de suspensão da prescrição).
Obs.: O CPP possui dispositivo expresso no sentido que de o processo tem
completada a sua formação com a citação do acusado, conforme art.363 do CPP.
• 4. RESPOSTA À ACUSAÇÃO
• Art.396 - A Na resposta, o acusado poderá arguir preliminares e
alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e
justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar
testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando
necessário.
• § 1o A exceção será processada em apartado, nos termos dos arts.
95 a 112 deste Código.
• § 2o Não apresentada a resposta no prazo legal, ou se o acusado,
citado, não constituir defensor, o juiz nomeará defensor para
oferecê-la, concedendo-lhe vista dos autos por 10 (dez) dias.
• DEFESA PRELIMINAR
• • Quais procedimentos trazem a defesa preliminar?
• crimesfuncionais afiançáveis – art. 514 do CPP;
• lei de drogas; - art. 55
• lei de imprensa; revog.
• procedimento originário dos tribunais; - art. 4º da lei nº.
8038/90
• juizados especiais criminais (apresentação oral).
• lei de improbidade administrativa (não tem natureza
criminal) – art. 17, §7º, da lei nº. 8429/92.
• deve ser apresentada entre o oferecimento e o recebimento da
inicial acusatória.
• Visa impedir a instauração de processos temerários.
• Só pode ser apresentada por advogado.
• prazo depende da hipótese legal.
• Qual a consequência da inobservância do procedimento da defesa
preliminar?
• Isso é conflitante
• STJ – a ausência de notificação para apresentação de defesa preliminar
seria causa de mera nulidade relativa. HC 72306 e súmula 330 do STJ.
• Súmula 330 do STJ - É desnecessária a resposta preliminar de que trata o
artigo 514 do Código de Processo Penal, na ação penal instruída por
inquérito policial.
• A nulidade relativa deve ser arguida no momento oportuno e o prejuízo
deve ser comprovado.
• STF – inicialmente (HC 85779), manifestou-se contrariamente à Súmula
330. Assim, a inobservância da defesa preliminar daria ensejo a uma
nulidade absoluta. Porém, em julgados, o STF tem dito que seria uma
nulidade relativa. HC 94011.
RESPOSTA À ACUSAÇÃO
• previsão: art. 396-A do CPP.
• Momento para apresentação: após a citação do acusado, ou seja,
após o recebimento da inicial acusatória.
• Somente pode ser apresentada por advogado.
• A doutrina tem dito que a apresentação dessa resposta seria
obrigatória, razão pela qual sua não apresentação daria ensejo a
uma nulidade absoluta por violação da ampla defesa.
• Prazo de 10 dias da efetiva citação.
•Conteúdo da resposta à acusação:
1. arguição de preliminares; (como as exceções de
incompetência, litispendência e coisa julgada)
2. juntada de documentos (art. 231 do CPP)
Obs.: No Tribunal do Júri há a restrição: a juntada de
documentos deve ocorrer 3 dias úteis, dando-se ciência a
outra parte.
3. Especificação de provas pretendidas;
4. apresentação do rol de testemunhas;
5. juntada de justificações.
• PERG.: O que são justificações? Geralmente, ocorre a colheita do
depoimento de testemunha. *possibilidade de requerimento de
produção antecipada de provas, (pode ser fundamentado na
possibilidade de perecimento da prova).
• PERG.: Qual a consequência da não apresentação do rol de
testemunhas nesse momento?
Tecnicamente, haveria preclusão. Mas nada impede que se apele ao
juiz, a fim de que ele escute a testemunha pretendida pela parte
como testemunha do juízo.
• Prazo da resposta à acusação: 10 dias contados da efetiva
citação.
• Súmula nº. 710 do STF – No processo penal, contam-se os
prazos da data da intimação, e não da juntada aos autos do
mandado ou da carta precatória ou de ordem.
• Art. 798 CPP
• PERG.: E se o advogado não apresentar a resposta à acusação?
• Se não foi apresentada resposta à acusação, deve ser nomeado
defensor dativo, de acordo com o art. 396-A, §2º, do CPP. Não
apresentada a resposta no prazo legal, ou se o acusado, citado,
não constituir defensor, o juiz nomeará defensor para oferecê-la,
concedendo-lhe vista dos autos por 10 (dez) dias.
• Se o advogado no processo penal abandonar o cliente, há
previsão de multa. Art. 265 do CPP – O defensor não poderá
abandonar o processo senão por motivo imperioso,
comunicado previamente o juiz, sob pena de multa de 10 (dez)
a 100 (cem) salários mínimos, sem prejuízo das demais
sanções cabíveis.
• § 1o A audiência poderá ser adiada se, por motivo justificado,
o defensor não puder comparecer.
• § 2o Incumbe ao defensor provar o impedimento até a
abertura da audiência. Não o fazendo, o juiz não determinará
o adiamento de ato algum do processo, devendo nomear
defensor substituto, ainda que provisoriamente ou só para o
efeito do ato.
• *OITIVA DO MP
• Não se encontra prevista de forma expressa a oitiva do MP.
• Por conta do princípio do contraditório, havendo a juntada de
alegações, fatos ou provas dos quais o MP não tinha prévia
ciência, deve o magistrado abrir vista dos autos para o MP.
• Pode- se aplicar subsidiariamente o art. 409 do CPP, previsto
no procedimento do júri:
• Apresentada a defesa, o juiz ouvirá o Ministério Público ou o
querelante sobre preliminares e documentos, em 5 (cinco)
dias.
• 5. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA
• Causas de absolvição sumária:
• Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e
parágrafos, deste Código, o juiz deverá absolver sumariamente o
acusado quando verificar:
• I - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do
fato;
• II - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade
do agente, salvo inimputabilidade;
• III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime;
• IV - extinta a punibilidade do agente.
ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA: PROCEDIMENTO COMUM
Momento: logo após a apresentação da resposta à acusação e
antes da audiência una de instrução e julgamento (ocorre no início
do processo).
• HIPÓTESES:
1. existência manifesta de causa excludente da ilicitude;
• É necessária manifesta certeza, deve ter um juízo de certeza, uma
vez que o julgamento é antecipado.
2. existência manifesta de causa excludente da culpabilidade,
salvo inimputabilidade;
imputabilidade; potencial consciência da ilicitude; e exigibilidade de
conduta diversa.
• A única causa de excludente da culpabilidade que não autoriza a
absolvição sumária é a inimputabilidade (art.26, caput do CP), pela
razão dessa previsão decorre da ideia de que da inimputabilidade
resulta a aplicação de medida de segurança, que não deixa de ser
uma sanção penal e como tal só pode ser aplicada ao final do
processo. O inimputável não pode ser absolvido sumariamente com
base na inimputabilidade.
3. quando o fato narrado evidentemente não constituir crime
(Atipicidade)
4. quanto o juiz julgar extinta a punibilidade.
• *Para muitos, a decisão que extingue a punibilidade não tem
natureza absolutória, e sim declaratória extintiva da punibilidade
• art. 61 do CPP Em qualquer fase do processo, o juiz, se
reconhecer extinta a punibilidade, deverá declará-lo de ofício.
• Decisão faz coisa julgada formal/ material.
• Recurso cabível: apelação.
• 6. DESIGNAÇÃO DE AUDIENCIA UNA DE
INSTRUÇÃO E JULGAMENTO:
• Se for relativa ao procedimento comum ordinário, a audiência
deve ser designada para até 60 dias (art. 400 do CPP).
• Se o procedimento for comum sumário, o prazo da audiência é
de até 30 dias, art. 531 do CPP: “na audiência de instrução e
julgamento, a ser realizada no prazo máximo de 30 dias,
proceder-se-á a tomada de declarações do ofendido, se
possível, a inquirição das testemunhas arroladas pela
acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no
art. 222 deste Código, bem como aos esclarecimentos dos
peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e
coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado e procedendo-
se, finalmente, ao debate.”
• SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO:
• Art. 89 da Lei 9099/95: “nos crimes em que a pena mínima
cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por
esta lei, o MP, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão
do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja
sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime,
presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão
condicional da penal”.
• Primeiro é preciso analisar a possibilidade da absolvição sumária, e
depois trabalhar com a suspensão condicional do processo.
• OBS: cabível quando a pena mínima cominada ao delito for igual ou
inferior a um ano, ex.: furto, pena de 1 a 4 anos.
• OBS: havendo proposta de suspensão, por não ser possível a
absolvição sumária, deve o juiz designar audiência para aceitação da
proposta de suspensão.
• AUDIÊNCIA UNA DE INSTRUÇÃO DE JULGAMENTO:
1. PRINCIPIO DA ORALIDADE
• O legislador adota no procedimento comum ordinário como
consequência de audiênciauna.
• Desse princípio decorrem quatro consequências:
a) Concentração: consiste na redução do procedimento a uma ou
a poucas audiências, buscando uma aproximação entre a data do
fato delituoso e a data do julgamento.
b) Imediatidade: consiste em obrigar o juiz a ficar em contato
direto com as partes e com as provas.
c) Irrecorribilidade das decisões interlocutórias: em regra são
irrecorríveis, salvo se listadas no art. 581 do CPP.
• Podem ser questionadas depois em preliminar de apelação ou em
favor do acusado em HC.
d) Princípio da identidade física do juiz: o juiz que preside a
instrução deve pelo menos em regra, proferir sentença, art. 399, §2º,
CPP: “o juiz que presidiu a instrução deverá proferir a sentença”.
•ATENÇÃO: o princípio da identidade física do juiz permite a
realização de atos por carta precatória e a prática de atos por
videoconferência.
•2. ORDEM DOS ATOS PROCESSUAIS
•Art. 400 do CPP: “Na audiência de instrução e julgamento, a ser
realizada no prazo máximo de 60 dias, proceder-se-á à tomada de
declarações do ofendido, à inquirição das testemunhas arroladas pela
acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art.
222 deste Código, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às
acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se,
em seguida, o acusado.”
a)Declarações do ofendido: art. 201 do CPP: “Sempre que
possível, o ofendido será qualificado e perguntado sobre as
circunstâncias da infração, quem seja ou presuma ser o seu autor,
as provas que possa indicar, tomando-se por termo as suas
declarações.”
•O §1º permite que o ofendido seja conduzido coercitivamente
•ofendido X testemunhas
•Seus deveres são diferentes.
•Ofendido: não pode ser responsabilizado por desobediência e nem
pode ser imposto a ele multa.
•Testemunhas: podem ser imputadas a responsabilização por
desobediência e pagar multa, conforme arts. 218 e 219 do CPP.
Art.218.“se, regularmente intimada, a testemunha deixar de
comparecer sem motivo justificado, o juiz poderá requisitar a
autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida
por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxilio da força
publica”.
Art. 219. “o juiz poderá aplicar a testemunha faltosa a multa prevista
no art. 453, sem prejuízo do processo penal por crime de
desobediência, e condená-la ao pagamento das custas da diligencia”.
•O ofendido que presta declaração falsa não vai responder por falso
testemunho, pois, como o próprio nome sugere só responde por esse
delito a testemunha; o ofendido pode responder pelo crime de
denunciação caluniosa, art. 339 do CP.
•a palavra da vítima, ela tem seu valor, especialmente quando o delito
é praticado as escondidas, mas o valor probatório é relativo (art. 201,
§s2º, 3º, 4º, 5º e 6º do CPP).
b) Oitiva das testemunhas da acusação e da defesa:
• Momento:
• A acusação apresenta o rol de testemunhas dentro da peça
acusatória, art. 41 do CP. A defesa apresenta o rol de testemunhas
na resposta à acusação.
• Processualmente falando, se há um momento oportuno para
apresentar o rol e não foi feito, haveria em tese a preclusão
temporal. Mas em processo penal, caso as testemunhas não
tenham sido apresentadas, nada impede que o juiz as ouça como
testemunhas do juízo, princípio da verdade processual.
• Art. 209 do CPP: “o juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir
outras testemunhas, além das indicadas pelas partes”.
• Numero de testemunhas:
Procedimento comum ordinário: 8.
Procedimento comum sumário: 5.
Procedimento comum sumaríssimo: 3 .
Júri: em 1ª fase são 8 testemunhas, na 2ª fase são 5 testemunhas.
Lei 11.343/06 – Lei de Drogas - 5.
CPPM: no procedimento ordinário são 6 testemunhas.
• Substituição de testemunhas:
• PERG.: E como fica a substituição?
• O STF entendeu que ela continua sendo possível, usa-se 
subsidiariamente o processo civil, art. 451 do CPC:
Art. 451. Depois de apresentado o rol de que tratam os §§ 4º e 5º do art. 357, 
a parte só pode substituir a testemunha:
I - que falecer;
II - que, por enfermidade, não estiver em condições de depor;
III - que, tendo mudado de residência ou de local de trabalho, não for 
encontrada.
•Desistência da oitiva de testemunhas:
•É possível a desistência da oitiva de testemunhas, art. 401, §2º do CPP: “a
parte poderá desistir da inquirição de qualquer das testemunhas arroladas,
ressalvado o disposto no art. 209 deste código”.
•A desistência pode ocorrer inclusive durante o curso da audiência, salvo se o
depoimento já tiver começado.
•PERG.: É preciso concordância da parte contraria para haver desistência?
•Não, no procedimento comum, a desistência pode ocorrer
independentemente da concordância da parte contrária.
• Retirada do acusado da sala de audiência:
• Art. 217 do CPP: “Se o juiz verificar que a presença do réu poderá
causar humilhação, temor, ou sério constrangimento à testemunha
ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento,
fará a inquirição por videoconferência e, somente na
impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do réu,
prosseguindo na inquirição, com a presença do seu defensor.”.
• Colheita do depoimento:
• Art. 212: “as perguntas serão formuladas pelas partes diretamente
à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a
resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na
repetição de outra já respondida.”; §único: “sobre os pontos não
esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição”.
Se a testemunha é de acusação o MP faz pergunta; após defesa faz
Quem complementa a inquirição é o juiz. Essa é a ordem da oitiva.
*** em relação às testemunhas da defesa a ordem é invertida,
primeiro pergunta a defesa, depois o MP e por ultimo o juiz.
• Inversão da ordem da oitiva de testemunhas:
• Art. 400 do CPP: “na audiência de instrução e julgamento, a ser
realizada no prazo máximo de 60 dias, proceder-se-á a tomada
de declarações do ofendido, a inquirição das testemunhas
arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o
disposto no art. 222 deste código, bem como aos esclarecimentos
dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e
coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado. ”
• Art. 222: “a testemunha que morar fora da jurisdição do juiz
será inquirida pelo juiz do lugar de sua residência, expedindo-se,
para esse fim, carta precatória, com prazo razoável, intimadas as
partes”.
• §1º: “a expedição da precatória não suspenderá a instrução
criminal”.
• §2º: “findo o prazo marcado, poderá realizar-se o julgamento,
mas, a todo tempo, a precatória, uma vez devolvida, será junta
aos autos”. Alguns doutrinadores entendem que isso viola o
direito à prova e por conseguinte à defesa.
• §3º: “na hipótese prevista no caput deste artigo, a oitiva de
testemunha poderá ser realizada por meio de videoconferência
ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens
em tempo real, permitida a presença do defensor e podendo ser
realizada, inclusive, durante a realização da audiência de
instrução e julgamento”.
• OBS: não seria possível a inversão da ordem da oitiva das testemunhas.
É preciso ouvir primeiro as testemunhas da acusação e depois as
testemunhas da defesa.
• PERG: se o juiz inverter, a nulidade é absoluta ou relativa?
• Para os tribunais, eventual inversão da ordem da oitiva das testemunhas
é causa da nulidade relativa, sendo indispensável a comprovação do
prejuízo (STF HC 75.345).
c) Esclarecimentos dos peritos: deve se formular pedido com
antecedência mínima de 10 dias.
• Art. 159, §5º: “Durante o curso do processo judicial, é permitido às
partes, quanto à perícia:
• I – requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para
responderem a quesitos, desde que o mandado de intimação e os
quesitos ou questões a serem esclarecidas sejam encaminhados
com antecedência mínima de 10 (dez) dias, podendo apresentar as
respostas em laudo complementar;”.
d) Reconhecimento de pessoas e coisas:
• Art. 226: “quando houver necessidade de fazer-se o reconhecimentode pessoa,
proceder-se-á pela seguinte forma:
• I - a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento será convidada a descrever a pessoa
reconhecida;
• II - a pessoa cujo reconhecimento se pretender será colocada, se possível, ao lado de
outras que com ela tiverem qualquer semelhança, convidando-se quem tiver de fazer o
reconhecimento a apontá-la;
• III - se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por
efeito de intimidação ou outra influência, não diga a verdade em face da pessoa que
deve ser reconhecida, a autoridade providenciará para que esta não veja aquela;
• IV - do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto pormenorizado, subscrito pela
autoridade, pela pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por duas
testemunhas presenciais.
• Parágrafo único. O disposto no no. III deste artigo não terá aplicação na fase da
instrução criminal ou em plenário de julgamento.”
e) Interrogatório do acusado: é o último ato da instrução NO PROCEDIMENTO
COMUM.
• Em procedimentos especiais, o interrogatório do acusado continua sendo o primeiro
ato da instrução, a exemplo na lei de drogas; no CPPM; etc
• As perguntas são formuladas: primeiro pelo juiz, depois pelo MP e por último pela
defesa.
f) Diligências:
• Após o interrogatório do acusado, as partes poderão requerer diligências, cuja
necessidade tenha surgido ao longo da instrução processual, como por exemplo,
exame incidente de insanidade mental. O juiz pergunta na própria audiência se as
partes tem alguma diligência a realizar.
• Art. 402: “Produzidas as provas, ao final da audiência, o MP, o querelante e o
assistente e, a seguir, o acusado poderão requerer diligencias cuja necessidade se
origine de circunstâncias ou fatos apurados na instrução.”
• O juiz pode indeferir o pedido nas seguintes hipóteses:
a)prova irrelevante – apesar de se referir ao objeto da demanda não possui aptidão de
influenciar no julgamento da causa;
b) prova impertinente – aquela que não diz respeito ao objeto do processo;
c) prova protelatória – visa exclusivamente ao retardamento do processo.
• 4.ALEGAÇÕES ORAIS
• Antes da Lei 11.719/08 as alegações eram por escrito. Depois da Lei 11.719,
passou-se a prever audiência una de instrução e julgamento, pelo menos em regra,
essas alegações são orais.
• O art. 403 trata do prazo para as alegações orais: não havendo requerimento de
diligencias, ou sendo indeferido, serão oferecidas alegações finais orais por 20
minutos, respectivamente, pela acusação e pela defesa, prorrogáveis por mais 10
minutos, proferindo o juiz, a seguir, sentença.
• §1º: havendo mais de um acusado, o tempo previsto para a defesa de cada um será
individual.
• §2º: Ao assistente do Ministério Público, após a manifestação desse, serão
concedidos 10 (dez) minutos, prorrogando-se por igual período o tempo de
manifestação da defesa.
• A Súmula 523 do STF diz: “no processo penal, a falta da defesa
constitui nulidade absoluta. Mas a sua deficiência só o anulará se
houver prova de prejuízo para o réu”. O juiz fiscaliza a atuação da
defesa técnica.
• As alegações orais poderão ser substituídas por memoriais (por
escrito) quando:
• houver o deferimento de diligencias;
• em virtude da complexidade da causa ou pluralidade de acusados.
• O prazo é de 5 dias para cada parte para apresentação.
• A não apresentação de memoriais tem por consequência:
• Para o MP: segundo a doutrina aplicação do art.28 do CPP.
• Para o advogado do querelante: se a ação for privada subsidiária da
publica o MP reassume o polo ativo da demanda; mas se a ação for
exclusivamente privada ou personalíssima ocorrerá perempção
(causa extintiva da punibilidade).
• Para o advogado do acusado: não é possível julgar o processo sem
esse memorial, pois viola a ampla defesa, se o advogado
constituído não apresenta memorial, deve o juiz intimar o acusado
para que este constitua novo advogado, podendo haver nomeação
de advogado dativo ou defensor público.
• Sumula 707 do STF: “constitui nulidade a falta de intimação do
denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da
rejeição da denuncia, não a suprindo a nomeação de defensor
dativo”.
• 7. SENTENÇA
• Art. 403 do CPC. Não havendo requerimento de diligências, ou
sendo indeferido, serão oferecidas alegações finais orais por 20
(vinte) minutos, respectivamente, pela acusação e pela defesa,
prorrogáveis por mais 10 (dez), proferindo o juiz, a seguir,
sentença.
§ 1o Havendo mais de um acusado, o tempo previsto para a defesa
de cada um será individual.
§ 2o Ao assistente do Ministério Público, após a manifestação
desse, serão concedidos 10 (dez) minutos, prorrogando-se por
igual período o tempo de manifestação da defesa.
§ 3o O juiz poderá, considerada a complexidade do caso ou o número de
acusados, conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para
a apresentação de memoriais. Nesse caso, terá o prazo de 10 (dez) dias para
proferir a sentença.
•A regra é que a sentença seja proferida em audiência – audiência una de
instrução e julgamento.
•A sentença pode ser proferida no prazo de 10 dias, nas hipóteses em que as
partes podem substituir as alegações orais por memoriais:
•a) quando houver o deferimento de diligências;
•b)quando diante da complexidade ou, ainda do número excessivo de
acusados.
•Nestes casos, o juiz não somente pode conceder às partes a possibilidade de
apresentar memorial, como pode proferir a sentença no prazo de 10 dias.
• Obs.: De acordo com a letra da lei esse prazo de 10 dias pode ser
duplicado, conforme art. 800, § 3º do CPP: Em qualquer
instância, declarando motivo justo, poderá o juiz exceder por
igual tempo os prazos a ele fixados neste Código.
• Assim, o prazo dado para concessão da sentença pode ser
majorado, se declarado justo motivo, o juiz pode exceder por
igual tempo, os prazos concedidos pelo código. Pode então
duplicar o prazo – tendo até 20 dias para concessão da sentença
em procedimento comum.
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