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2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
Processo e Procedimento 
Processo x procedimento: 
→ Processo: para Renato Marcão, 
processo é “um instrumento 
democrático de que se vale o Estado 
para dar resposta à pretensão punitiva 
e fazer justiça”. 
 
• Ou seja, é uma série de atos 
concatenados entre si. 
 
• Nulla poena sine iudicio (nenhuma 
pena senão em juízo). 
 
→ Procedimento: é uma sequência de 
atos que desenvolve o processo com 
seus rituais do início ao fim. 
 
Princípios incidentais: 
→ Faz-se necessário entender que 
alguns princípios são imperiosos p/ 
um processo justo. 
 
→ Assim, dentro de cada procedimento 
processual há de ter: devido 
processo legal, direito à defesa, 
direito à forma, direito a um processo 
célere, direito à citação, 
contraditório, ampla defesa. 
 
→ Princípio da ordem consecutiva: no 
trâmite do processo é imperioso 
seguir a ordem disposta em lei. 
Todos os atos coordenados e 
complexos determinados em lei 
devem ser atendidos, marchando de 
acordo com a sucessão lógica. 
 
 
 
“O juiz não pode suprimir validamente, 
por sua vontade, e nem mesmo com a 
concordância das partes, atos ou fases 
do procedimento tipificado; implantar 
procedimento não previsto em lei ou 
mesmo inverter a ordem de qualquer 
procedimento expressamente regulado”. 
Renato Marcão. 
 
→ Pas de nullité sans grief: não se 
declara nulidade sem que se 
demonstre a existência de prejuízo 
que dela decorreu. 
Procedimento Comum e Procedimento 
Especial: 
→ Art. 394, CPP subdivide os 
procedimentos em comum e especial. 
 
→ Especial: o procedimento será 
especial quando for: 
 
a) Tribunal do Júri; 
b) Crimes praticados por funcionário 
público contra a administração 
pública (arts. 513 a 518, CPP). 
c) Crimes contra a honra (arts. 519 a 
523, CPP). 
d) Lei 11.343/2006 (Lei Antidrogas). 
 
→ Comum: 
 
a) Ordinário: pena máxima for igual 
ou superior a 4 anos. 
 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
b) Sumário: pena máxima for inferior 
a 4 e maior que 2 anos (ou seja, 
3). 
 
c) Sumaríssimo: pena máxima 
menor que 2 anos. 
 
→ A escolha do procedimento depende 
da quantidade da pena máxima 
atribuída ao crime. Quando for 
atribuído mais de um tipo penal 
(crime) ao réu, as penas máximas das 
referidas infrações deverão ser 
somadas p/ a escolha do 
procedimento. 
 
→ Tanto o procedimento ordinário, 
quanto o sumário estão previstos no 
CPP. 
 
→ O procedimento sumaríssimo está 
previsto na lei 9099/1995. 
 
→ Processos que apurem crime 
hediondo ou violência doméstica 
contra a mulher terão prioridade de 
tramitação em todas as instâncias, 
nos termos do art. 394-A do CPP. 
 
 
 
 
 
→ As disposições do procedimento 
ordinário serão aplicadas em todos 
os outros ritos (especial, sumário e 
sumaríssimo) de modo subsidiário. 
Art. 394, §5, CPP. 
Procedimento ordinário: arts. 395 a 404 
do CPP. 
→ Rejeição da denúncia ou queixa: 
• Ofertada a denúncia ou queixa, o 
juiz deverá analisar os requisitos 
formais podendo receber ou rejeitar 
a ação penal. 
• Será rejeitada a inicial acusatória 
quando for: art. 395 do CPP. 
 
1. Inepta: a ação será inepta 
quando não preencher os 
requisitos do art. 41, CPP. 
 
 Consoante doutrina e 
jurisprudência majoritárias, 
apenas a falha na 
exposição do fato e suas 
circunstâncias, bem como 
a qualificação do acusado 
ou sinais que permitem sua 
individualização é que 
autorizam a rejeição da 
denúncia. 
 
 Precisa ser uma inépcia 
manifesta porque deve 
estar evidente, indubitável. 
 
 A exposição dos fatos 
com todas as 
circunstâncias é requisito 
essencial na medida em 
que o réu se defende dos 
fatos em que lhe foram 
atribuídos na exordial e não 
propriamente da 
capitulação jurídica 
(tipificação) atribuída a sua 
conduta. 
 
 No tocante a capitulação 
jurídica, não há 
possibilidade de inépcia 
porquanto o réu se defende 
dos fatos; além do juiz 
poder dar definição jurídica 
ao fato. Art. 383, CPP. 
 
 
Art. 394-A, CPP: Os processos 
que apurem a prática de crime 
hediondo terão prioridade de 
tramitação em todas as 
instâncias. 
Art. 383, CPP: O juiz, sem modificar a 
descrição do fato contida na denúncia 
ou queixa, poderá atribuir-lhe definição 
jurídica diversa, ainda que, em 
consequência, tenha de aplicar pena 
mais grave. 
 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
2. Ausência de condição da 
ação e pressupostos 
processuais: são condições 
da ação: legitimidade, interesse 
de agir, representação e 
requisição. São pressupostos 
processuais: capacidade, juiz 
revestido de jurisdição, 
competência, litispendência, 
falta de suspeição, coisa 
julgada etc. 
 
3. Ausência de justa causa: 
quando falta a certeza de 
materialidade e indícios de 
autoria. 
 
 Não havendo correlação 
entre o acervo probatório e 
a acusação, a exordial 
deve ser rejeitada por 
ausência de justa causa. 
Súmula 696, STF: 
OBS: Segundo entendimento do STJ, o 
momento certo para o ajuste da 
capitulação trazida na denúncia ocorre na 
decisão da sentença, nos termos do art. 
383, CPP. 
→ Recebimento da denúncia ou 
queixa: 
 
• Se não for caso de rejeição, o juiz 
proferirá decisão de 
recebimento da denúncia ou 
queixa. 
 
• Para a doutrina e os Tribunais 
Superiores, o processo se inicia 
com o despacho de 
recebimento. 
 
• A decisão de recebimento, 
consoante art. 93, IX, CF, deve 
ser motivada, embora prescinda 
de robustez. 
 
• O recebimento da denúncia é 
imediato e marca a interrupção 
da prescrição. 
 
→ Citação e resposta escrita: 
 
• Na decisão de recebimento o juiz 
determinará a citação do 
acusado, que poderá ser: 
 
1. Pessoal: é a regra no CPP. 
Atualmente pode acontecer 
por meio de redes sociais 
como WhatsApp. 
 
 Se o réu estiver preso no 
foro onde tramita o 
processo, a citação 
pessoal é obrigatória sob 
pena de nulidade. 
 
2. Citação por hora certa: caso 
o oficial de justiça tente 
encontrar o réu por 2x e não 
encontre e suspeite que está 
se ocultando p/ não ser 
citado, poderá citá-lo por hora 
certa (hora marcada). Art. 
362, CPP. 
 
3. Citação por edital: se o réu 
não for encontrado, sua 
citação deverá ser por edital 
cujo prazo é de 15 a 90 dias a 
depender da complexidade 
do processo. 
 
 Se o réu comparecer ou 
constituir advogado, o 
processo terá seu curso 
regular, iniciando o prazo 
p/ resposta. 
 
 Do contrário, o processo e 
o prazo prescricional 
deverão ser suspensos, 
Comentado [LP1]: Reunidos os pressupostos legais 
permissivos da suspensão condicional do processo, mas 
se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o juiz, 
dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, 
aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de 
Processo Penal 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
nos termos do art. 366, 
CPP. 
 
 No caso de suspensão, o 
juiz poderá determinar a 
produção de provas 
antecipadas e determinar 
a prisão preventiva do 
acusado caso os requisitos 
do art. 312 e 313 estejam 
presentes. 
 
 O processo ficará 
suspenso até que o 
acusado seja encontrado. 
O prazo prescricional, 
todavia, só ficará 
suspenso pelo prazo 
prescricional 
considerando a pena 
máxima em abstrato; 
decorrido esse tempo o 
prazo prescricional voltará 
a ser contado, embora o 
processo continue 
suspenso. 
 
 Na decisão que suspende 
o processo, a suspensão 
da prescrição deve constar 
expressamente, conforme 
jurisprudência. Do 
contrário, a prescrição 
continuará sendo 
computada. 
 
→ Resposta à acusação: arts. 396 e 
396-A do CPP: 
• Após a citação, o acusado deverá 
apresentar resposta à acusação 
no prazo (corrido) de 10 dias, que 
devem ser contados da citação e 
não da juntadado mandado ou 
da R.A. 
 
• Contagem do prazo: são dias 
corridos, mas deve começar e 
finalizar em dia útil. 
 
• Se o réu citado não constituir 
advogado no mencionado prazo, 
o juiz nomeará a defensoria 
pública p/ que apresente R.A. 
 
• O prazo da R.A é impróprio, de 
modo que sua perda não gera 
preclusão consumativa. 
 
• Na eventualidade do réu já ter 
constituído advogado, o juiz 
intimará o acusado p/ que 
constitua novo defensor ou 
manifeste interesse em ser 
defendido pela Defensoria 
Pública ante a ausência de R.A. 
 
• A ausência de RA impede a 
continuidade do processo até 
que seja apresentada. Contudo, 
não gera revelia. 
 
• No CPP a revelia só é decretada 
quando o réu é intimado p/ um 
ato processual e não comparece 
injustificadamente. O único 
efeito é que o réu não será 
intimado p/ os próximos atos 
processuais, salvo sentença 
condenatória, porém, sua defesa 
continuará sendo intimada. 
 
• A revelia no CPP não traz 
presunção de veracidade dos 
fatos da inicial, posto que violaria 
o princípio da presunção de 
inocência. 
 
• O réu pode, na R.A, sustentar 
toda a matéria defensiva, indicar 
e arrolar testemunhas, 
especialmente as teses previstas 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
no art. 397 do CPP, que resulta 
em sua absolvição sumária. 
 
• No entanto, a defesa pode optar 
por produzir com negativa geral 
dos fatos, sem que isso 
caracterize confissão tácita. 
 
• No processo penal, em âmbito de 
R.A não se aplica resposta à 
acusação genérica o princípio 
da impugnação específica da 
contestação cível. 
Absolvição sumária: 
→ Nesse momento, cumprida as 
formalidades do art. 396-A, CPP, o juiz 
procederá à análise minuciosa da 
resposta escrita. 
 
→ Após a apresentação da R.A, o juiz 
deverá verificar a possibilidade de 
absolvição sumária, nos termos do 
art. 397, CPP. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Só poderá haver a absolvição sumária 
se a causa estiver manifesta nos 
autos, sendo desnecessária a 
produção de outros elementos. 
1. Excludentes de ilicitude: art. 23, 
CP: legítima defesa, estado de 
necessidade, estrito cumprimento 
de dever legal e exercício regular 
de direito. 
 
• No entendimento de Renato 
Marcão, essa causa deveria 
ser motivo de rejeição da 
inicial (denúncia ou queixa), 
uma vez que deveria vir 
manifestamente apurada no 
inquérito policial. 
 
 
 
 
 
 
2. Exclusão de culpabilidade: 
imputabilidade, potencial 
consciência da ilicitude e 
exigibilidade de conduta diversa 
(impotênciadoEx). 
 
• Salvo quando for inimputável. 
Isto porque se for caso de 
absolvição sumária, o juiz 
teria que aplicar a absolvição 
imprópria, aplicando ao 
acusado medida de 
segurança que, se o processo 
fosse até o fim, poderia ter 
sua inocência comprovada. 
Assim, não se aplica a 
absolvição sumária aos 
inimputáveis. 
 
3. Fato atípico: o fato não é típico, 
ilícito e culpável. 
 
• Tipicidade material: analisa 
se a conduta provocou uma 
Art. 397, CPP: [...] o juiz deverá absolver 
sumariamente o acusado quando verificar: 
I — A existência manifesta de causa 
excludente da ilicitude do fato; 
II — A existência manifesta de causa 
excludente da culpabilidade do agente, 
salvo inimputabilidade; 
III — que o fato narrado evidentemente não 
constitui crime; ou 
IV — Extinta a punibilidade do agente. Art. 
107, CP. 
“Por outro vértice, se a excludente não 
for manifesta, mas se apresentar 
apenas como uma das vertentes 
possíveis para o processo, incabível se 
afigurará a absolvição sumária, e o 
processo deverá seguir seu rumo.” 
Renato Marcão. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
lesão ao bem jurídico 
tutelado. 
 
• Tipicidade formal: é a 
adequação entre a conduta 
de uma pessoa e a descrição 
do crime na lei penal. 
 
4. Extinção da punibilidade do 
agente. Art. 107, CP: Aury Lopes 
Júnior e Renato Marcão acreditam 
que a justa causa deveria estar no 
rol do art. 397, uma vez que o juiz 
poderá, passado a resposta à 
acusação, verificar a ausência da 
justa causa. 
 
• Os autores ainda sustentam 
que a extinção da 
punibilidade, por não ser 
hipótese de análise do mérito, 
deveria ser declaratória de 
extinção de punibilidade. 
 
• Por não haver a preclusão 
iudicata no processo penal, o 
juiz poderá, a qualquer 
momento, verificada as 
hipóteses do art. 395 do CPP, 
rejeitar a exordial acusatória. 
 
• Se não for uma causa de 
absolvição sumária, o juiz deverá 
designar data e hora para a 
audiência de instrução e 
julgamento. 
Audiência de Instrução e Julgamento 
(A.I.J): 
→ A “A.I.J” deve ser designada no 
intervalo máximo de 60 dias contado 
do recebimento da denúncia, 
ordenando a intimação do MP e, se for 
o caso, do querelante e do assistente. 
Art. 399, CPP. 
 
→ O excesso de prazo pode gerar 
constrangimento ilegal e relaxar a 
prisão se o acusado estiver preso. 
 
→ De acordo com a jurisprudência, 
entretanto, o excesso de prazo não 
gera constrangimento ilegal se 
houver 1) Causa complexa (difícil 
elucidação) 2) Número excessivo de 
acusados (3ou+); e 3) Atraso por 
culpa exclusiva da defesa. Nestes 
casos, a prisão é mantida. 
 
→ Não há ilegalidade no atraso da 
audiência se o acusado estiver solto. 
 
→ O acusado preso será requisitado p/ 
interrogatório, devendo o poder 
público providenciar sua 
apresentação. Art. 399, §1, CPP. 
 
→ No A.I.J será ouvido, nesta ordem: 
art. 400, CPP. 
 
1. A vítima, se houver; 
2. As testemunhas de acusação 
3. Testemunhas da defesa. 
 
• Seguido dos esclarecimentos dos 
peritos, às acareações e ao 
reconhecimento de pessoas e 
coisas, quando necessário e, por 
fim, interrogatório do réu. 
 
→ As provas serão produzidas numa só 
audiência, podendo o juiz indeferir as 
consideradas irrelevantes ou 
protelatórias. Art. 400, §1, CPP. 
 
→ As partes devem requerer 
previamente os esclarecimentos do 
perito. 
 
→ No processo penal, o sistema não é 
presidencialista, mas “Cross 
examination” de modo que as partes 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
fazem as perguntas diretamente a 
quem está depondo. 
 
→ Em relação às vítimas e 
testemunhas de acusação quem 
inicia a inquirição é a acusação, 
seguida da defesa e o juiz. 
 
→ Em relação as testemunhas de 
defesa, o defensor inicia as 
perguntas, seguida da acusação e 
depois o juiz, se houver dúvida. 
 
→ No interrogatório, o juiz inicia as 
perguntas, seguindo-se p/ a 
acusação e depois a defesa. 
 
→ Antes de iniciar o interrogatório, a 
defesa poderá se reunir, 
reservadamente, com o réu. O réu 
tem o direito ao silêncio total ou 
parcial e o direito de mentir, 
exclusivamente em relação aos fatos. 
 
→ Após o interrogatório, as partes serão 
questionadas se precisam realizar 
diligências complementares, nos 
termos do art. 402, CPP. 
 
 
 
 
 
 
 
→ Não havendo diligências ou sendo 
indeferidas, as partes, primeiro a 
acusação e depois a defesa, deverão 
apresentar alegações finais orais, 
pelo prazo de 20 minutos prorrogado 
por mais 10 para cada. 
 
→ Não obstante, se a causa for 
complexa ou houver número 
excessivo de acusados, a audiência 
será encerrada e as partes 
apresentarão alegações finais sob a 
forma de memorial (escrita) no prazo 
de 5 dias (impróprio). 
 
→ Se o pedido de diligência for 
deferido, a audiência será encerrada 
e as partes apresentarão alegações 
finais por memoriais, no prazo 
sucessivo de 5 dias. 
 
→ Nas alegações finais escritas, 
primeiro a acusação deve apresentá-
las e após, a defesa. Em qualquer 
hipótese o prazo é sucessivo e não 
comum. 
 
→ Em seguida o juiz deve proferir 
sentença em até 10 dias. Art. 404, 
§único, CPP. 
 
→ O número máximo de testemunhas 
e de 8 para cada parte e cada fato 
imputado.Neste rol, só são 
computadas as testemunhas que 
prestem compromisso legal. 
 
→ Se tiver assistente da acusação 
habilitado nos autos, terá ele prazo de 
10 minutos p/ alegações finais 
imediatamente após o M.P. 
 
→ Princípio da identidade física do 
juiz. O juiz que presidiu a instrução 
é aquele que deverá proferir a 
sentença, salvo em casos 
excepcionais: morte, férias, licença, 
promoção). Art. 399, §2, CPP. 
Procedimento sumário: art. 531, CPP. 
→ É idêntico ao procedimento ordinário, 
salvo: 
 
1. Número de testemunha: 5 p/ 
cada fato e parte. Art. 532, CPP. 
 
Art. 402, CPP. Produzidas as provas, ao final da 
audiência, o Ministério Público, o querelante e o 
assistente e, a seguir, o acusado poderão 
requerer diligências cuja necessidade se origine 
de circunstâncias ou fatos apurados na instrução 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
2. Tempo p/ a audiência: entre o 
recebimento da denúncia e a 
realização da A.I.J, deve decorrer 
no máximo 30 dias. Art. 531, CPP. 
 
→ Nas infrações de menor potencial 
ofensivo quando o Juizado Especial 
Criminal encaminhar ao juízo comum 
as peças existentes p/ a adoção de 
outro procedimento, observará o 
procedimento sumário. Art. 538, CPP. 
 
→ Nenhum ato será adiado, salvo 
quando imprescindível a prova 
faltante, determinando o juiz a 
condução coercitiva de quem deva 
comparecer (CPP, art. 535). 
 
Procedimento Especial: 
Tribunal do Júri: 
→ Arts. 406 e s.s do CPP. 
→ Tem procedimento bifásico. 
 
 
 
 
 
 
 
→ O procedimento é bifásico, sendo que 
na 1a fase no “judicium accusationis”, 
o juiz togado deve avaliar a existência 
de elementos probatórios que 
indiquem a probabilidade de o 
acusado ter praticado o fato. Neste 
caso, se positivo, deverá pronunciar o 
réu, o que inaugurará a 2a fase do júri 
(judiucium causae – juízo da causa). 
 
→ Princípios: 
 
1. Soberania dos vereditos: a 
decisão dos jurados é soberana e 
não pode ser reformada pelo 
Tribunal. 
 
 Entretanto, é possível que o 
juízo ad quem casse a 
sentença dos jurados, 
dissolvendo o conselho de 
sentença (juízes leigos) e 
submetam o acusado a novo 
plenário. 
 
 No mesmo sentido, é possível 
que a dosimetria da pena 
seja reformada pelo Tribunal, 
já que se trata de decisão 
proferida pelo juiz togado. 
 
 A soberania dos vereditos 
sofre mitigação no tocante a 
revisão criminal, tendo em 
vista a possibilidade do 
Tribunal rescindir a sentença 
condenatória e absolver o réu 
quando houver alguma 
hipótese do art. 621, CPP. 
 
2. Sigilo das votações: o local e o 
conteúdo dos votos deve ser 
secreto. O juiz deve conduzir os 
jurados à sala secreta ou, caso 
não exista, esvaziar o plenário a 
fim de que os jurados não se 
sintam intimidados com a 
presença de qualquer pessoa no 
momento de votar. 
 Outrossim, o sigilo das 
votações também recai sobre 
Bifásico
Judicium 
accusationis 1 fase
Judicium 
causae 2 fase
Art. 5º, XXXVIII, CF/88: “é reconhecida a 
instituição do júri, com a organização que lhe der 
a lei, assegurados: a) a plenitude de defesa; b) o 
sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes 
dolosos contra a vida”. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
a apuração dos votos, de 
sorte que os votos só serão 
revelados até que se alcance 
a maioria irreversível. 
 
3. Plenitude de defesa: de acordo 
com a doutrina e jurisprudência 
majoritária, a plenitude de defesa 
é maior do que a ampla defesa, 
especialmente por admitir teses 
de cunho moral, religioso e social. 
 
 Não obstante, André Estefan 
entende que ampla defesa e 
plenitude de defesa são 
sinônimos (posição 
minoritária). 
 
4. Competência mínima: art. 74, §1, 
CPP: todos os crimes dolosos 
contra a vida, consumados ou 
tentados, e os conexos. 
 
 Conexão: reunião de 
processos em um único juízo. 
 
 O legislador 
infraconstitucional não pode 
diminuir a competência do 
júri, mas pode aumentar. 
 No caso de concurso de 
crimes, o Tribunal do Júri 
avoca para si a competência 
do juiz togado singular, em 
decorrência da conexão, 
continência ou foro 
prevalente. 
 O genocídio poderá ser 
julgado pelo júri quando a 
execução for por conduta 
dolosa contra a vida. 
OBS: O delito de latrocínio, por estar 
regulado no Capítulo dos crimes contra o 
patrimônio e não nos dolosos contra a 
vida, segundo jurisprudência e doutrina 
majoritária, não será competência do 
Tribunal do Júri. 
Súmula vinculante n. 45: 
→ 1a fase – judicium accusationis: art. 
406 a 412, CPP. 
 
• Esta 1a fase tem a serventia p/ 
filtrar o processo e verificar a 
existência de elementos 
mínimos de materialidade e 
autoria em desfavor do acusado 
e que permitam sua submissão 
ao plenário. 
 
• É idêntico ao procedimento 
ordinário, salvo alguns pontos: 
 
1) Após a resposta à acusação, o 
juiz intimará a acusação p/ 
manifestação. 
 
 De acordo com parcela da 
doutrina, essa espécie de 
réplica ofende o sistema 
acusatório já que é o réu 
que deve falar por último. 
 
 Como solução, a doutrina 
afirma que a acusação só 
deve se manifestar sobre 
documentos juntados, e 
não sobre o mérito da 
defesa. 
 
 Prazo: 5 dias p/ manifestar 
sobre eventuais 
preliminares arguidas e 
documentos juntados. 
 
Art. 74, §1, CPP: compete ao Tribunal 
do Júri o julgamento dos crimes 
previstos nos arts. 121, §§ 1º e 2º, 122, 
parágrafo único, 123, 124, 125, 126 e 
127 do CP, consumados ou tentados. 
Comentado [LP2]: A competência constitucional do 
Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de 
função estabelecido exclusivamente pela Constituição 
Estadual. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
2) Não há previsão expressa de 
absolvição sumária após a 
apresentação da R.A. 
 
 Contudo, na prática, o juiz 
acaba valorando o art. 397 
por analogia. 
 
3) O art. 402 do CPP, bem como a 
possibilidade de alegações 
finais escritas se dão por 
analogia. 
 
4) O juiz nunca poderá proferir 
sentença condenatória. 
 
5) O número de testemunhas é de 
8 p/ cada parte. 
 
6) Esta primeira fase deve se 
encerrar no prazo de 90 dias, 
conforme art. 412, CPP. 
 
• Se a defesa tiver exceção, poderá 
impugná-la em apartado. Art. 95, 
CPP 
 
→ Pronúncia, impronúncia, 
absolvição sumária e 
desclassificação: 
• Encerrada a instrução e 
apresentadas as alegações finais, 
caberá ao juiz proferir decisão que 
poderá ser: pronúncia, 
impronúncia, absolvição sumária 
e desclassificação. 
 
a) Pronúncia: art. 413, CPP. É a 
decisão que submete o acusado ao 
plenário do júri, reconhecendo apenas 
a existência de materialidade e 
indícios de autoria. 
 
 Portanto, não reconhece culpa e nem 
condena o acusado. 
 Natureza jurídica: decisão 
interlocutória mista não terminativa. 
 
❖ É interlocutória mista porque 
encerra uma fase do processo 
sem julgar o mérito (pretensão 
acusatória). 
 
❖ É não terminativa porque 
encerra uma fase do processo e 
inaugura outra. 
 
❖ O juiz decide apenas pela 
admissibilidade da acusação. 
 
 “Standard probatório”: é um padrão 
de prova que o juiz precisa p/ proferir 
alguma decisão. 
 
❖ Para a condenação, de certeza p/ 
além de qualquer dúvida. 
 
❖ Entretanto, a depender do 
momento procedimental, o 
standard probatório pode ser 
reduzido como acontece com o 
recebimento da denúncia que 
reclama apenas de justa causa. 
 
❖ Historicamente, a jurisprudência 
entende que havendo dúvida, o 
réu deve ser pronunciado, 
aderindo-se ao princípio do in 
dubio pro societate; embora 
inexista qualquer dispositivo legal 
que autorize tal interpretação. 
 
❖ Doutrinadores como Aury Lopes 
Júnior, Gustavo Padaró e Paulo 
Rangel defendem a 
inaplicabilidade do referidoprincípio, de modo que a dúvida 
deve resultar na impronúncia. 
 
❖ Segundo o Min. Gilmar Mendes, 
o standard probatório da 
pronúncia é a preponderância 
das provas da acusação sobre as 
da defesa. A dúvida como 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
permissão p/ pronúncia 
esvaziaria o instituto da 
impronúncia. 
 
❖ Embora crescente o 
entendimento que afasta o in 
dubio pro societate, o Min 
Saldanha do STJ confirmou 
pronúncia com base no 
mencionado princípio. 
 
OBS: A testemunha “hearsay” é a que 
ouviu dizer acerca dos fatos. Se for o 
único elemento probatório, o réu deverá 
ser impronunciado, conforme 
jurisprudência. 
 Sistema recursal: a decisão de 
pronúncia é desafiada pelo recurso 
em sentido estrito, previsto no art. 
581, inc. IV do CPP, cujo prazo é de 5 
dias p/ o termo (prazo próprio) e 2 
dias p/ as razões (prazo impróprio). 
 
 Os jurados, de acordo o §único do art. 
472, CPP, deverão receber cada um 
uma cópia da pronúncia, daí a 
importância de não poder ser ela 
excessivamente fundamentada. 
 
 Excesso de linguagem: A 
fundamentação da pronúncia deve ser 
comedida, não podendo esboçar 
juízo de convicção acerca da 
materialidade e autoria a fim de que os 
jurados não sejam influenciados pelo 
juiz togado. 
 
❖ Portanto, expressões que 
demonstrem certeza de culpa ou 
que exagerem na exposição de 
elementos probatórios, serão 
cassadas e o juízo singular deverá 
proferir nova decisão em 
substituição. 
 
❖ Não produz coisa julgada. 
 
 
 
 
 
 
 
• Se durante a instrução criminal 
surgir prova nova, poderá o MP 
aditar a denúncia (ação penal 
pública) e modificar os fatos 
(mutatio lbelli) no prazo de 5 dias. 
Contudo, o acusado deve ter 
direito de defender-se 
novamente, mesmo que já tenha 
passado a audiência de instrução 
e julgamento, sob pena de 
nulidade por suprimir o direito à 
ampla defesa e contraditório. 
 
• Se o juiz verificar que nos autos 
consta provas suficientes que 
houve mais pessoas na prática 
daquele crime, deverá, ao 
pronunciar ou impronunciar o 
acusado, determinar o retorno dos 
autos ao MP por 15 dias, 
aplicando-se, no que couber, o art. 
80, CPP. Art. 417, CPP. 
 
b) Impronúncia: é uma decisão de 
rejeição da imputação para o 
julgamento perante o Tribunal do Júri, 
porque o juiz não se convenceu da 
existência do fato ou de indícios 
suficientes de autoria ou participação. 
 
 Para que haja a impronúncia, é 
necessário que não haja a prova 
da materialidade e indícios de 
autoria. 
 Fundamentação legal: art. 414, 
CPP. 
“Na fase da pronúncia vigora o princípio do in 
dubio pro societate, uma vez que há mero juízo 
de suspeita, não de certeza. O juiz verifica 
apenas se a acusação é viável, deixando o 
exame mais acurado para os jurados. Somente 
não serão admitidas acusações 
manifestamente infundadas, pois há juízo de 
mera prelibação”. Capez. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
 Natureza jurídica: decisão 
interlocutória mista terminativa. 
 
 O juiz não decide o mérito 
(pretensão acusatória), mas 
encerra uma fase do 
procedimento e o próprio 
processo. 
 
 Contudo, não faz coisa julgada 
material, mas apenas formal 
(endógena). 
 
 Nesse sentido, se surgirem novas 
provas, o processo poderá ser 
novamente instaurado, até que 
haja por qualquer motivo a 
extinção da punibilidade. 
 
 P/ Aury Lopes Júnior, a 
impronúncia é inconstitucional, 
pois encerra o processo sem 
julgar a pretensão acusatória e 
submete o réu a um estado de 
dúvida acerca de seu status sem 
absolver ou condenar. 
 
 De acordo com a atual 
jurisprudência a impronúncia tem 
espaço sempre que inexistir a 
preponderância de provas da 
acusação sobre a defesa, ou seja, 
quando houver dúvida. 
 
 Dessa forma em qualquer outro 
procedimento o réu seria 
absolvido, porém, no rito do júri 
não se possui certeza sobre a 
situação jurídica do réu. 
 
 
 
 
 
 Sistema recursal: o recurso que 
desafia a impronúncia é a 
apelação, conforme arts. 416 e 
593, II, CPP. 
OBS: Despronúncia é a decisão do 
tribunal que julga procedente recurso da 
defesa contra a sentença de pronúncia. 
c) Absolvição sumária: é a absolvição 
do réu pelo juiz togado quando 
estiverem presentes uma das 
hipóteses do art. 415, CPP. 
 
 Fundamentação legal: art. 415, 
CPP; 
 
 No procedimento ordinário (e em 
qualquer outro) o momento 
procedimental da absolvição 
sumária é depois da resposta à 
acusação com base no art. 397, 
CPP. 
 
 Em qualquer outro procedimento, 
após os memoriais a sentença 
será fundamentada com base nos 
arts. 386 ou 377 do CPP, se para 
absolver ou condenar, 
respectivamente. 
 
 No júri a absolvição sumária 
acontece após as alegações 
finais, sendo assim denominada 
por interromper o curso 
procedimental normal e não 
submeter o acusado ao plenário. 
 
 Natureza jurídica: sentença com 
carga absolutória já que enfrenta o 
mérito p/ julgar improcedente a 
pretensão acusatória deduzida na 
inicial p/ absolver o réu. 
 
OBS: A sentença que reconhece a 
pretensão não possui carga condenatória 
ou absolutória, porém, enfrenta o mérito 
Art. 414. Não se convencendo da 
materialidade do fato ou da existência de 
indícios suficientes de autoria ou de 
participação, o juiz, fundamentadamente, 
impronunciará o acusado. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
p/ julgar improcedente a pretensão 
acusatória em razão da extinção da 
punibilidade. Esta decisão deve ser 
impugnada por meio do recurso em 
sentido estrito com fulcro nos incisos VIII 
e IX do art. 581, CPP. 
OBS: O inimputável não poderá ser 
absolvido sumariamente, uma vez que a 
ele impõe medida de segurança. Assim, 
somente será absolvido sumariamente 
quando a única tese defensiva estiver 
relacionada com a inimputabilidade. 
“A inimputabilidade prevista no caput do 
art. 26 do CP não gerará a absolvição 
sumária do agente, salvo quando esta for 
a única tese defensiva”. Tartuce. 
 Hipóteses de absolvição sumária– 
art. 415, CPP: 
 
1. Provado não ter ocorrido o fato: 
é a absolvição decorrente da 
inexistência de materialidade. 
 Não se confunde com o 
fato de não ser da 
competência do júri que 
gera desclassificação. 
 
2. Provado não ser o acusado o 
autor: o fato aconteceu, porém o 
acusado não é o autor. Negativa de 
autoria. 
 
3. Fato atípico: quando a conduta do 
agente não se subsumi a nenhum 
tipo penal (adequação típica). Art. 
17, CP. 
 
 Se resta provado que o 
fato praticado se adequa a 
outro tipo penal, haverá a 
desclassificação. 
 
4. Provado houver causa de 
exclusão de crime (art. 23, CP) 
ou isenção de pena (art. 21, 22 e 
26 do CP). Art. 45, §único, CPP. 
 
 As causas de exclusão de 
crime são as excludentes 
da ilicitude; causas de 
isenção de pena são as 
excludentes da 
culpabilidade. 
 
 Sistema recursal: a absolvição 
sumária é recorrível por meio de 
apelação, nos termos do art. 416 e 
593, CPP. 
OBS: Se for absolvição sumária por 
extinção de punibilidade, caberá recurso 
em sentido estrito (R.E.S.E). 
d) Desclassificação: a desclassificação 
ocorre quando o juiz se convencer da 
existência de crime não doloso 
contra a vida, não podendo 
pronunciar o réu, devendo 
desclassificar a infração para não 
dolosa contra a vida. 
 
 Fundamentação legal: art. 419, 
CPP. 
 
 Natureza jurídica: decisão 
interlocutória mista não terminativa, 
posto que decide questão 
processual sem enfrentar o mérito 
(pretensão acusatória), encerrando 
uma fase e inaugurando outra. 
 
 Será proferida sempre que o juiz se 
convencer que o fato não é crime 
doloso contra a vida. 
 
 Em consequência, o juiz da 1 fase 
do júri encaminhará os autos ao 
juízo competente. 
OBS: Se o juiz do júri acumula 
competênciade outras matérias, deverá 
proferir sentença após a desclassificação. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
 Sistema recursal: art. 581, II do 
CPP. A decisão de 
desclassificação pode ser 
desafiada por meio de recurso em 
sentido estrito. 
 
 
→ Exclusivamente, para as decisões do 
final da 1 fase do júri, se a decisão 
começa com consoante, o recurso 
também. Se a decisão começa com 
vogal, o recurso também. 
OBS: “Emendatio libelli”. Art. 420, CPP. 
O juiz, sem alterar os fatos da denúncia, 
pode dar nova definição jurídica 
(adequação típica), ainda que o novo 
crime seja mais grave, conforme art. 420, 
CPP. 
OBS: “Mutatio libelli”: art. 384, CPP: 
surgindo novas provas, o MP poderá 
alterar os fatos descritos na denúncia, 
bem como a capitulação jurídica conforme 
art. 384, CPP. 
 
2a fase do rito do júri: juízo da causa-
judicium causae. 
→ Preclusão da pronúncia: a preclusão 
da pronúncia é a perda do direito de 
recorrer da decisão de pronúncia, que 
encaminha o processo para o Tribunal 
do Júri. 
 
→ Após o trânsito em julgado da 
pronúncia, inicia-se a segunda fase do 
júri, que é denominada de juízo da 
causa ou “judicium causae”. 
 
→ Em seguida, o juiz deverá intimar as 
partes p/ que arrolem testemunhas, 
no número máximo de 5, bem como 
requeiram as diligências que 
entenderem pertinentes. 
 
• São 5 testemunhas p/ cada parte 
e crime. 
 
• Caso haja testemunhas novas 
supervenientes à intimação e a 
parte pedir para que seja arrolada 
ao processo, não gerará 
preclusão. 
 
• Contudo, caso já seja uma 
testemunha que foi mencionada 
anteriormente e, por algum 
motivo, a parte esqueceu-se de 
arrolá-la ao processo, configura 
preclusão consumativa. 
Desaforamento: 
→ Em situações excepcionais poderá 
ocorrer o chamado desaforamento, 
previsto no art. 427 e 428 do CPP. 
 
→ O desaforamento é hipótese em que o 
processo é realocado em outro foro 
em razão de uma das hipóteses 
previstas na legislação. 
 
→ Nesse sentido, cabe desaforamento 
quando: 
 
Decisão Natureza 
jurídica 
Recurso 
Impronúncia Decisão 
interlocutória 
mista 
terminativa 
Apelação 
Pronúncia Decisão 
interlocutória 
mista não 
terminativa 
Recurso 
em 
sentido 
estrito 
Absolvição 
sumária 
Sentença com 
carga 
absolutória 
Apelação 
Desclassificação decisão 
interlocutória 
mista não 
terminativa 
Recurso 
em 
sentido 
estrito 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
1. Interesse público: de acordo com a 
doutrina, é a hipótese em que fortes 
razões de caráter jurídico ou fático 
exigem que a sessão seja realizada 
em outra comarca (ou 
circunscrição), por exemplo quando 
houver risco à segurança dos 
jurados ou forte tumulto na 
localidade. 
 
2. Dúvida sobre a imparcialidade 
dos jurados: existindo provas de 
que os jurados são parciais e estão 
inclinados a beneficiar ou prejudicar 
o réu, o desaforamento é medida 
que se impõe. 
 
3. Dúvida sobre a segurança do réu. 
Ex.: Réu que foi ameaçado e 
contém possibilidade morte. 
 
4. Excesso de serviço: quando por 
excesso de trabalho e a sessão 
plenária não se realizar dentro de 6 
meses contados da preclusão da 
pronúncia. 
 
• Fugindo a regra, neste caso 
apenas as partes podem 
requerer o desaforamento. 
 
→ O desaforamento, nas três primeiras 
hipóteses, poderá ser requerido pelas 
partes, ou de ofício pelo juízo. Na 
última hipótese, a de excesso de 
trabalho, apenas as partes poderão 
requerer. 
 
→ Quem decide sobre o 
desaforamento é o tribunal de 
segunda instância. Deverá intimar a 
parte adversa que requereu o 
desaforamento para fins de 
contraditório, em seguida ouvir o juiz. 
 
→ Se o desaforamento for de ofício, o 
tribunal deverá ouvir as partes, 
inclusive, constitui nulidade a decisão 
que concede o desaforamento sem a 
oitiva da defesa, nos termos do 
enunciado da Súmula 712 do STF. 
Súmula 712 do STF: 
→ Deferido o desaforamento o processo 
deve ser encaminhado 
preferencialmente a Comarca mais 
próxima. 
 
→ Entende-se majoritariamente pela 
impossibilidade de reaforamento. 
Seria a situação de regressar os autos 
ao juízo de origem caso os motivos do 
desaforamento desaparecessem, 
embora não seja possível o 
reaforamento é perfeitamente viável 
novo desaforamento, notadamente 
quando no novo foro também se 
constatar a presença de algum motivo 
autorizador de desaforamento. 
 
→ Em caso de novo desaforamento, o 
processo poderá ser encaminhado ao 
juízo de origem desde que lá já não 
existam mais os motivos que 
autorizaram o primeiro 
desaforamento. 
 
→ Como regra, o pedido de 
desaforamento não possui efeito 
suspensivo, de modo que a sessão 
plenária poderá ser realizada na 
pendência do julgamento, o que faz 
com que o referido pedido perca o 
objeto. 
 
→ Não obstante, o desembargador 
relator poderá conceder efeito 
suspensivo ao pedido de 
desaforamento. 
 
Início da sessão plenária: 
Comentado [LP3]: É nula a decisão que determina o 
desaforamento de processo da competência do júri sem 
audiência da defesa. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
→ Na sessão plenária os trabalhos serão 
iniciados com a chamada dos 
envolvidos. 
 
→ Se o MP estiver ausente, o juiz deve 
designar nova data, e oficiar o 
Procurador Geral de Justiça. 
 
• Não é possível nomeação de 
promotor ad hoc (nomeado para 
aquele ato) em razão do art. 129 
da CF. 
 
→ Se a ausência for do querelante e 
justificada, a sessão será adiada. Se 
injustificada, o MP deve assumir como 
parte principal e a sessão acontecerá. 
 
→ Se a ausência for da defesa e 
justificada, a sessão será remarcada. 
 
→ Se injustificada será redesignada, 
oficiada a OAB e o réu intimado para 
que constitua novo defensor. 
 
OBS: Se o réu aceitar o juiz pode nomear 
defensor dativo e realizar a sessão 
plenária. 
→ A ausência do réu justificada implica 
no adiamento da audiência. A 
ausência injustificada do réu intimado 
não impede a sessão plenária. 
 
→ Se o réu não desejar comparecer ao 
plenário e estiver solto, basta não 
comparecer ao fórum. Se estiver 
preso, a defesa deverá peticionar 
requerendo a dispensa, e a petição 
também deve estar assinada pelo réu. 
 
→ A ausência de testemunha não implica 
em redesignação da sessão, salvo se 
tiver sido arrolada com cláusula de 
imprescindibilidade. Entretanto, 
antes de adiar, o juiz deve realizar 
diligências por meio do oficial de 
justiça para localização e condução 
coercitiva da referida testemunha. 
 
→ É apenas se não a encontrar é que a 
sessão deve ser redesignada. 
 
→ Testemunhas que residam em outra 
comarca não podem ser obrigadas a 
depor presencialmente. Serão 
ouvidas por carta precatória ou 
atualmente por videoconferência. 
 
→ A ausência injustificada de um jurado 
o expõe a multa de 1 a 10 salários-
mínimos. 
 
→ Estão isentos do serviço do júri: 
 
1. Presidente da República e os seus 
Ministros; 
2. Os parlamentares; 
3. O juiz, promotor ou defensor; 
4. Serventuários da justiça; 
5. Integrantes das forças policiais; e 
6. Pessoa maior de 70 anos, sendo 
facultativo. 
 
→ Juiz deverá explicar aos jurados as 
causa de impedimento (art. 252, CPP) 
e suspeição (art. 254, CPP), que são 
as mesmas aplicadas aos juízes e 
promotores. 
“O juiz-presidente também advertirá os 
jurados de que, uma vez sorteados, não 
poderão comunicar-se entre si e com 
outrem, nem manifestar sua opinião sobre 
o processo, sob pena de exclusão do 
Conselho e multa, na forma do § 2º do art. 
436 deste Código (CPP, art. 466, § 1º)”. 
Capez. 
Composição do Tribunal do Júri/ 
formação do conselho de sentença: 
→ A composição do júri é formada por 
um juiz togado e vinte e cinco (25) 
jurados, de modo que para o início da 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silvaprovisória da pena, nos termos do art. 
492, I, “e” do CPP e últimas decisões do 
STJ e STF. 
Provas novas: 
→ É vedado exibir documento, vídeo, 
foto, ou objeto durante o julgamento 
que não tenha sido juntado aos autos 
com antecedência mínima de 3 dias 
úteis. Viola o contraditório. 
 
→ Estes documentos vão além dos 
escritos, podem ser: laudo pericial, 
FAC, armas, instrumentos do crime. 
Esses últimos podem ser mostrados 
aos jurados, se assim for requerido 
por eles. Art. 480, §3, CPP. 
 
→ A violação gera nulidade relativa, 
exigindo-se arguição oportuna, ou 
seja, “formulada logo em seguida, e 
efetiva comprovação de prejuízo”. 
Capez, 2025. 
OBS: O corréu não poderá intervir no 
processo como assistente de acusação. A 
vítima pode, mesmo após a prolação de 
sentença, salvo quando já ocorreu o 
trânsito em julgado. 
Procedimento sumaríssimo: Juizado 
Especial Criminal 
→ Competência: O JECrim, é 
competente para processar e julgar 
todas as contravenções penais e os 
crimes de menor potencial 
ofensivo, assim considerando os 
delitos cuja pena máxima em abstrato 
é igual ou inferior a 2 anos, nos termos 
do art. 60 e 61 da Lei. 9.099/95. 
 
→ Características/princípio: 
 
a) Oralidade: Como regra, os atos 
processuais serão realizados de 
modo verbal. 
 
b) Simplicidade: não prevalece a 
formalidade, mas sim a 
informalidade p/ que seja mais 
célere e objetivo. Não terá citação 
por edital. 
 
c) Informalidade: a lei se ocupa 
mais com a substância do ato do 
que com sua forma 
(instrumentalidade das formas). 
 
OBS: Só será declarada a nulidade 
quando a parte efetivamente for 
prejudicada. 
d) Economia processual: é a 
realização de atos processuais 
com o menor gasto possível. 
 
e) Celeridade processual: rapidez 
processual. 
 
→ Termo Circunstanciado de 
Ocorrência (TCO): o procedimento 
investigativo da Lei. 9.099/95 é 
chamado de termo circunstanciado de 
ocorrência. É equivalente ao Inquérito 
Policial, porém, mais informal. 
 
• De acordo com o STF, a 
expressão autoridade policial não 
se restringe aos delegados de 
polícia, de sorte que a PM também 
pode lavrar o TCO. 
 
• Se o investigado assinar o termo 
de compromisso de 
comparecimento em todos os atos 
processuais não será imposta 
prisão em flagrante e nem fiança. 
 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
• Não obstante, o referido termo só 
será assinado se não houver 
possibilidade de apresentação 
imediata do autor do fato ao juiz. 
 
OBS: Nenhum dispositivo da lei 9.099/95 
pode ser aplicada em crimes do âmbito da 
lei 11.340/06 – art. 41. (Lei Maria da 
Penha). 
→ Objetivos – art. 62. 
 
• Composição/reparação de danos. 
 
• Medidas não privativas de 
liberdade: medida 
descarcerizadora. 
 
→ Procedimento do TCO: 
 
• Encerrada a investigação os autos 
serão encaminhados ao juiz, que 
designará a composição civil de 
danos. É uma audiência entre as 
partes visando a conciliação, 
geralmente, por meio de 
indenização. Art. 72 e 74. 
 
• Se houver composição civil, os 
termos serão homologados pelo 
juiz e haverá constituição de título 
executivo judicial, já que se 
cuida de homologação por 
sentença. 
 
• O não pagamento autoriza a 
execução no juízo cível. 
 
• Se o fato apurado for crime de 
ação pública condicionada a 
representação ou de ação penal 
privada, a homologação da 
composição civil de danos implica 
na renúncia do direito de 
representação ou queixa, 
respectivamente. 
 
• Dessa forma, a punibilidade do 
autor do fato será extinta. 
 
• Se o crime for de ação pública 
incondicionada ou se não houver 
composição civil, o procedimento 
seguirá. E o próximo ato será a 
transação penal, que é um acordo 
feito entre o MP e o autor do fato 
p/ antecipação do cumprimento 
de medidas restritivas de direito 
ou multas, conforme o caso. 
 
• A transação penal, caso 
homologada pelo juiz, impede o 
oferecimento da denúncia. 
 
• Os requisitos da transação são: 
 
1. Não ter sido condenado de 
modo definitivo. 
 
2. Não ter feito uso deste 
benefício nos últimos 5 anos. 
 
3. A conduta social, os motivos, 
as circunstâncias e a 
personalidade demonstrarem 
que as medidas são 
suficientes e necessárias. 
 
• Para a homologação da 
transação, o investigado e seu 
defensor, devem aceitar os 
termos. 
 
• Uma vez homologada a 
transação e cumpridas as 
condições a punibilidade será 
extinta. E o investigado 
continuará sendo primário e 
sem antecedentes. 
 
• Se não houver transação, o 
MP ofertará denúncia 
imediatamente, podendo ser 
verbal. Neste caso, o juiz 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
reduzirá a termo (ATA da 
audiência). 
 
• O réu será citado nesta 
mesma audiência, e as partes 
intimadas. 
 
• Na audiência, a defesa 
apresentará resposta à 
acusação. Se o juiz não 
rejeitar ou absolver 
sumariamente, proceder-se-á 
a oitiva da vítima, se houver, 
das testemunhas de acusação 
e defesa e o interrogatório do 
réu. 
 
• O número máximo de 
testemunha é de 3 p/ cada 
parte (analogia da parte cível 
da lei 9.099/95). 
 
• Da rejeição da denúncia ou 
absolvição sumária, caberá 
recurso de apelação, 
conforme art. 82. 
OBS: Em qualquer outro procedimento 
criminal o recurso que desafia a decisão 
de rejeição de denúncia é o recurso em 
sentido estrito (R.E.S.E), conforme art. 
581, Inc. I do CPP. No aspecto cível da 
lei. 9.099/95, não há apelação, mas 
recurso inominado. 
 
• Após o interrogatório, as partes 
apresentarão alegações finais orais, 
primeiro a acusação e depois a 
defesa. Em seguida, o juiz deverá 
proferir a sentença. 
 
• Se a sentença for omissa, obscura, 
contraditória ou ambígua, caberá 
embargos de declaração, no prazo 
de 5 dias. 
 
OBS: Na lei. 9.099/95 o prazo para os 
Embargos é de 5 dias e da apelação de 
10 dias. 
 Em qualquer outro procedimento 
penal, o recorrente poderá no prazo 
de 5 dias apresentar o termo de 
apelação (prazo próprio) e no de 8 
dias as razões recursais (prazo 
impróprio). 
 
 Contudo, na lei 9.099/95 os termos e 
as razões recursais devem ser 
apresentados juntas. 
 
 A apelação do JECrim não é 
endereçada, as suas razões 
recursais, ao TJ/TRF, mas às turmas 
recursais. Sem embargo, o recurso é 
interposto nos próprios autos da 
sentença e p/ o juízo que a proferiu. 
 
Sursis Processual (suspensão 
condicional do processo): 
→ Conceito: É a suspensão do 
processo por um período com a 
imposição de algumas condições, 
que se cumpridas, resultarão na 
extinção da punibilidade, sendo 
mantida a primariedade e ausência de 
antecedentes. 
 
→ Cabimento: a suspensão será cabível 
quando: 
 
1. Os crimes, abrangidos ou não, por 
esta lei, cuja pena mínima seja 
igual ou inferior a 1 ano o processo 
poderá ficar suspenso por 2 a 4 
anos. 
 
2. O agente não pode ter sido 
condenado por outro crime e nem 
estar sendo processado. 
 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
3. Preencher os demais requisitos 
previstos no art. 77 do CP (réu 
primário, culpabilidade, 
antecedentes, personalidade, 
conduta social, motivo e 
circunstâncias do crime) forem 
favoráveis ao agente. 
 
→ Natureza jurídica: Direito público 
subjetivo do réu. Dessa forma, 
preenchidos os requisitos, o MP 
deverá propor a suspensão; que só 
será homologada pelo juiz se for 
aceita pelo denunciado e seu 
defensor. 
 
→ Condições: medidas restritivas de 
direito, acrescida da reparação de 
dano, salvo motivo justificado da 
impossibilidade. 
 
→ Descumprimento: descumprida 
injustificadamente alguma das 
condições ou caso o réu venha a ser 
processado por outro fato, a 
suspensão será revogada e o 
processo tramitará normalmente. 
 
• A prática de novo fato e o novo 
processo deverãoser 
comunicados ao juízo que 
homologou o sursis. Se o 
acusado ainda estiver no período 
de prova (suspensão) o benefício 
será revogado. 
 
• Entretanto, se o juiz já tiver 
declarado a extinção da 
punibilidade, o novo processo 
não repercutirá sobre a 
suspensão. 
Procedimento dos crimes Funcionais: 
→ Arts. 513 e s.s, CPP. 
→ Crimes funcionais: são aqueles que 
possuem por elementar a expressão 
funcionário público. 
 
• Este procedimento só é aplicado 
quando se tratar de crime 
funcional. 
 
• Nesse sentido, ainda que o 
funcionário público esteja no 
exercício do cargo, emprego ou 
função este procedimento só será 
aplicado quando o crime praticado 
for um dos previstos entre os 
artigos 312 e 326 do CP. 
 
→ Art. 514, CPP: a principal diferença 
deste procedimento para o ordinário é 
que após a oferta da ação penal, o 
juiz notificará o acusado para que 
apresente defesa preliminar. 
 
→ Em seguida, o juiz poderá rejeitar a 
ação ou julgá-la improcedente. 
 
→ Em seguida, se o juiz receber a ação 
deve se seguir o procedimento 
ordinário. 
 
→ Para o STJ não há nulidade quando 
o réu não é notificado para 
apresentar defesa preliminar se o 
processo é precedido de inquérito 
policial (HC 510.584). 
 
→ Ainda de acordo com o STJ, a 
ausência de defesa preliminar não 
gera nulidade absoluta, mas apenas 
relativa. Dessa forma, a parte deve 
demonstrar o prejuízo causado pela 
ausência da defesa preliminar. 
 
→ Majoritariamente, entende-se que se 
o denunciado já não ocupa cargo, 
emprego ou função pública o 
procedimento a ser seguido será 
diretamente o ordinário. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
 
→ De igual forma, será aplicado 
diretamente o procedimento 
ordinário quando houver particular 
sendo denunciado. 
 
→ O parágrafo único do art. 514 do 
CPP, prevê a possibilidade de 
defensor dativo quando o réu estiver 
em local incerto ou não sabido, ou fora 
do distrito da culpa. 
 
→ Nesta última hipótese, a doutrina 
alerta da impossibilidade de 
nomeação de defensor dativo sem 
antes notificar/intimar, ainda que por 
carta precatória do denunciado; 
então, caso não constitua advogado o 
juiz poderá um. 
 
→ Entretanto, recebida a denúncia e 
citado o réu por edital sem haver o seu 
comparecimento ou constituição de 
advogado, o processo será suspenso 
nos termos do art. 366 do CPP. 
 
Procedimento dos crimes contra a 
honra: 
→ Arts. 518 e s.s do CPP. 
 
→ Crimes contra a Honra. 
 
• Honra: objetiva (o que as pessoas 
pensam sobre o sujeito) ou 
subjetiva (o que o próprio sujeito 
pensa sobre si). 
 
• Arts. 138 até 145 do CP. 
 
→ Como regra a ação penal privada é a 
que deve ser ajuizada em crimes 
contra a honra. 
 
→ Se for contra a honra do Presidente da 
República ou Chefe de Governo 
estrangeiro a ação será pública 
condicionada a requisição do 
Ministro da Justiça. Se o crime for de 
difamação praticado contra 
funcionário público no exercício do 
cargo, emprego ou função a 
legitimidade será concorrente entre o 
MP e a vítima por meio de ação 
pública condicionada a representação 
ou ação privada, respectivamente, 
conforme jurisprudência do STF. 
 
→ Se o crime for do artigo 140, §3 a ação 
será pública condicionada a 
representação. 
 
→ Ofertada a ação o juiz designará 
audiência de conciliação. 
 
→ Nesse ato processual, o juiz 
conversará primeiro com a vítima e 
depois com o autor do fato 
separadamente e sem a presença dos 
advogados. 
 
→ Havendo conciliação, ocorrerá a 
renúncia da queixa crime e extinta a 
punibilidade. 
 
→ De acordo com a doutrina, se o crime 
for de ação pública o procedimento 
seguirá o curso normal. 
 
→ Não havendo conciliação, segue-se o 
procedimento comum. 
 
Dicionário: 
 Juízo de prelibação esse momento 
proeminente, em que o juiz deve 
analisar a existência dos 
pressupostos mínimos, autorizadores 
da instauração da ação penaser 
comunicados ao juízo que 
homologou o sursis. Se o 
acusado ainda estiver no período 
de prova (suspensão) o benefício 
será revogado. 
 
• Entretanto, se o juiz já tiver 
declarado a extinção da 
punibilidade, o novo processo 
não repercutirá sobre a 
suspensão. 
Procedimento dos crimes Funcionais: 
→ Arts. 513 e s.s, CPP. 
→ Crimes funcionais: são aqueles que 
possuem por elementar a expressão 
funcionário público. 
 
• Este procedimento só é aplicado 
quando se tratar de crime 
funcional. 
 
• Nesse sentido, ainda que o 
funcionário público esteja no 
exercício do cargo, emprego ou 
função este procedimento só será 
aplicado quando o crime praticado 
for um dos previstos entre os 
artigos 312 e 326 do CP. 
 
→ Art. 514, CPP: a principal diferença 
deste procedimento para o ordinário é 
que após a oferta da ação penal, o 
juiz notificará o acusado para que 
apresente defesa preliminar. 
 
→ Em seguida, o juiz poderá rejeitar a 
ação ou julgá-la improcedente. 
 
→ Em seguida, se o juiz receber a ação 
deve se seguir o procedimento 
ordinário. 
 
→ Para o STJ não há nulidade quando 
o réu não é notificado para 
apresentar defesa preliminar se o 
processo é precedido de inquérito 
policial (HC 510.584). 
 
→ Ainda de acordo com o STJ, a 
ausência de defesa preliminar não 
gera nulidade absoluta, mas apenas 
relativa. Dessa forma, a parte deve 
demonstrar o prejuízo causado pela 
ausência da defesa preliminar. 
 
→ Majoritariamente, entende-se que se 
o denunciado já não ocupa cargo, 
emprego ou função pública o 
procedimento a ser seguido será 
diretamente o ordinário. 
2025.1 1o bimestre 
Criado por: Letícia da Silva Pereira. 
 
→ De igual forma, será aplicado 
diretamente o procedimento 
ordinário quando houver particular 
sendo denunciado. 
 
→ O parágrafo único do art. 514 do 
CPP, prevê a possibilidade de 
defensor dativo quando o réu estiver 
em local incerto ou não sabido, ou fora 
do distrito da culpa. 
 
→ Nesta última hipótese, a doutrina 
alerta da impossibilidade de 
nomeação de defensor dativo sem 
antes notificar/intimar, ainda que por 
carta precatória do denunciado; 
então, caso não constitua advogado o 
juiz poderá um. 
 
→ Entretanto, recebida a denúncia e 
citado o réu por edital sem haver o seu 
comparecimento ou constituição de 
advogado, o processo será suspenso 
nos termos do art. 366 do CPP. 
 
Procedimento dos crimes contra a 
honra: 
→ Arts. 518 e s.s do CPP. 
 
→ Crimes contra a Honra. 
 
• Honra: objetiva (o que as pessoas 
pensam sobre o sujeito) ou 
subjetiva (o que o próprio sujeito 
pensa sobre si). 
 
• Arts. 138 até 145 do CP. 
 
→ Como regra a ação penal privada é a 
que deve ser ajuizada em crimes 
contra a honra. 
 
→ Se for contra a honra do Presidente da 
República ou Chefe de Governo 
estrangeiro a ação será pública 
condicionada a requisição do 
Ministro da Justiça. Se o crime for de 
difamação praticado contra 
funcionário público no exercício do 
cargo, emprego ou função a 
legitimidade será concorrente entre o 
MP e a vítima por meio de ação 
pública condicionada a representação 
ou ação privada, respectivamente, 
conforme jurisprudência do STF. 
 
→ Se o crime for do artigo 140, §3 a ação 
será pública condicionada a 
representação. 
 
→ Ofertada a ação o juiz designará 
audiência de conciliação. 
 
→ Nesse ato processual, o juiz 
conversará primeiro com a vítima e 
depois com o autor do fato 
separadamente e sem a presença dos 
advogados. 
 
→ Havendo conciliação, ocorrerá a 
renúncia da queixa crime e extinta a 
punibilidade. 
 
→ De acordo com a doutrina, se o crime 
for de ação pública o procedimento 
seguirá o curso normal. 
 
→ Não havendo conciliação, segue-se o 
procedimento comum. 
 
Dicionário: 
 Juízo de prelibação esse momento 
proeminente, em que o juiz deve 
analisar a existência dos 
pressupostos mínimos, autorizadores 
da instauração da ação pena

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