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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MINAS 
GERAIS 
 
 
PROJETO DE PESQUISA – O IMPACTO DA PANDEMIA NA VIDA ACADÊMICA 
 
 
 
 
 
 
 
DISCIPLINA: DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS 
PROFESSOR/A: ALICE HEEREN 
TURMA: ELETROELETRÔNICA 1 
ALUNO/A: IZABELLE VITÓRIA DOS SANTOS VITOR, THIAGO DOS SANTOS 
CARVALHO E BRUNO HENRIQUE CAETANO DOS SANTOS 
 
RESUMO 
Este projeto tem como objetivo estudar e informar os impactos causados pela pandemia 
na vida acadêmica, de forma que se possa tirar dessa experiência possíveis atitudes para reparar 
os danos causados e prevenir para que sejam menores em caso de situações futuras parecidas. 
Pelo motivo de que a pandemia foi um imprevisto e por não se ter experiências parecidas com 
essa, foi difícil encontrar as melhores soluções para que a vida acadêmica continuasse. Porém, 
durante a busca por soluções e até mesmo depois de encontrá-las, impactos foram causados e 
alguns difíceis desse reverter ou recuperar. Pensando nisso, nosso grupo propõe investigar os 
impactos para aprender como se comportar nesse tipo de evento. Por fim, é esperado um plano 
para reverter os impactos já causados e criar medidas de prevenção. 
 
INTRODUÇÃO 
 Tema 
O tema o impacto da pandemia na vida acadêmica é de grande importância no momento 
que estamos vivendo. Vocês já pararam para pensar quantos jovens tiveram seus planos 
cortados e/ou adiados por não terem uma boa estrutura de ensino remoto? A pandemia vem 
trazendo grandes dificuldades para os alunos. A dificuldade de acesso a computadores e internet 
influência no quanto os alunos estão aprendendo. Nosso grupo trará questionamentos e ideias 
sobre como solucionar alguns desses problemas e mostrar a importância deles. 
 
Problematização: 
A desigualdade educacional já existia antes mesmo da pandemia, pois as escolas têm 
uma qualidade de ensino muito diferente. E com a pandemia isso se agravou cada vez mais, 
porque a desigualdade social é tão grande que muitos alunos não têm acesso à internet e 
aparelhos tecnológicos. Como estudos apontam, após a pandemia, quando o ensino remoto 
emergencial acabar, muitos alunos estarão em diferentes níveis de aprendizagem pela razão de 
falta de estrutura das escolas dentro da realidade do ensino remoto emergencial. Como reduzir 
essa diferença de aprendizagem quando as aulas presenciais voltarem? 
 
Justificativa: 
Na pandemia do covid-19 as aulas estão acontecendo de forma remota. Segundo dados 
retirados do G1, (portal de notícias brasileiras mantido pelo Grupo Globo) 39% dos estudantes 
brasileiros de escolas públicas não tem acesso a computador ou tablet em casa. E em escolas 
particulares, o índice é de 9%. A desigualdade de ensino entre escolas públicas e particulares 
vão ser maiores do que já eram. E esses números deixam ainda mais injusta a realização do 
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Voltado para as escolas públicas, os materiais 
estudados e absorvidos serão de imensa desigualdade. Esses dados reforçam o quanto esse 
assunto deve ser estudado e o quanto devemos procurar formas de deixar o ensino mais justo. 
 
OBJETIVO GERAL 
O projeto de pesquisa “O Impacto da Pandemia na Vida Acadêmica” tem com objetivo 
geral criticar a forma que a pandemia de Covid-19 tem afetado a vida acadêmica dos estudantes. 
Justificativa: 
Em 2020 a forma de estudar de milhões de estudantes foi afetada drasticamente devido 
a pandemia de Covid-19. Os discentes tiveram que mudar a forma com que absorvem conteúdo 
e tornar seus estudos independentes. A pandemia revelou a fragilidade do sistema de educação 
brasileira e vem mostrando como adaptar a forma de estudar com as tecnologias do século XXI. 
Por isso nosso projeto irá examinar todas as formas de impacto nos estudos e maneiras de 
adaptar os estudantes a esse novo formato de transmissão e aprendizado de conteúdos 
acadêmicos. 
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
-Analisar como a saúde mental dos alunos foram afetadas na pandemia 
Justificativa: 
Com a pandemia e a falta de aulas presenciais, os alunos diminuíram a socialização. Se 
manter produtivo, tirar notas boas e entregar todas as atividades no cenário atual fez com que 
muitos alunos desenvolvessem crises de ansiedade e depressão. Por isso esse projeto tem como 
objetivo analisar como a saúde mental desses estudantes foi afetada. 
-Criticar o despreparo da rede de educação em relação ao ensino remoto e as tecnologias. 
Justificativa: 
No século em que estamos as tecnologias estão avançando cada vez mais. A educação 
teve que se adaptar a essas tecnologias devido a pandemia. Mas, por que em pleno século XX1 
a educação se encontra tão fora do desenvolvimento de tecnologias? E por que tanto despreparo 
para aulas em ensino remoto? 
-Analisar a falta de acesso as tecnologias 
 
Justificativa: 
 
Segundo o G1 em 2020, 30% dos domicílios brasileiros não tem acesso à internet. Isso 
faz com que muitos estudantes não consigam acessar as atividades e aulas online. O que 
acontece com esses alunos nesse momento de pandemia? Quais as possíveis soluções para que 
esses alunos consigam realizar seus estudos? 
 
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
Com o início da pandemia mundial de covid-19, a área da educação foi amplamente 
afetada. Existem vários pontos a serem analisados sobre como a educação, os docentes e 
discentes foram afetados. Saúde mental e acesso são assuntos a serem discutidos. Segundo o 
G1, as pesquisas do termo “saúde mental” aumentaram 98% durante a pandemia. E segundo o 
IBGE 4,1 milhões de estudantes da rede pública não tem acesso à internet. O projeto procura 
criticar as formas de ensino aplicadas durante pandemia de Covid-19 
Âmbito geral 
 O âmbito geral do projeto foi pesquisado usando o artigo “Aula em casa: educação, 
tecnologias digitais e pandemia Covid-19” escrito por Camila Lima Santana e Kathia Marise 
Borges. As autoras apresentam no artigo que as práticas educacionais usadas na pandemia são 
pouco efetivas a partir de uma pesquisa sobre o modo de aplicação dos estudos nesse cenário 
por cinco estados brasileiros de maior dimensão territorial. 
“As redes de ensino estão mais preocupadas em garantir o cumprimento dos conteúdos 
escolares ainda que para isso haja uma perda qualitativa e que não seja estimulada a 
criatividade, autoria e a mediação pedagógica como elementos mais importantes do que 
transmissão de conteúdo.” (LIMA, Camila. p.88. 2020) 
A pandemia do covid-19 mostra a fragilidade da educação e expõe, também as 
transformações necessárias nos modos de ensinar e aprender no século XXI. 
Acessibilidade 
 Para a pesquisa sobre acessibilidade utilizamos o artigo “Acesso domiciliar à internet e 
ensino remoto durante a pandemia” por Paulo Meyer Nascimento. 
Na pandemia de Covid-19 a principal forma de ensino tem sido ensino remoto 
emergencial, através da internet. O artigo de Paulo Meyer busca informar os problemas de 
acesso que essa forma de ensino vem trazendo durante a pandemia. O autor usa quatro 
diferentes bases de dados: o questionário suplementar de tecnologia da informação e da 
comunicação (TIC), os dados de matrícula do Censo da Educação Básica, do Censo da 
Educação superior e da Pesquisa Nacional da Amostra de Domicílios. 
Meyer mostra que cerca de 17% da população em 2018 não tinha acesso à internet e que 
esse número se concentrava em sua maioria no Ensino Fundamental. 
“O problema já existia em 2018 e é possível que tenha se tornado maior ao 
longo de 2020. Isto porque os campi de instituições de ensino superior localizam-se 
majoritariamente em espaços urbanos e é possível que parte de seus estudantes, que 
migram mais para estudar do que os da educação básica, tenham retornado a seus 
domicílios de origem durante a pandemia” (MEYER,2020) 
A falta de acessibilidade é maior entre pessoas negras e indígenas e em pessoas que são 
da área rural. O autor também aborda a distribuição de tablets e chips4g, mas conclui que não 
é completamente efetiva, pois existem estudantes que não possuem acesso à rede. 
Saúde Emocional dos Estudantes 
Para a pesquisa a seguir, o artigo utilizado foi: “Saúde emocional dos estudantes do 
ensino médio em distanciamento social decorrente da pandemia por COVID-19" por “Aline 
Dias Gomes, Claudia Mara de Melo Tavares” 
Após o surgimento da COVID-19, pouco tempo depois foi declarado pela (OMS) 
Organização Mundial de Saúde, o isolamento social e com isso o fechamento das escolas, o que 
fez com que todos os alunos que estudavam presencialmente fossem obrigados a estudar de 
forma remota, essas desavenças acabaram trazendo consigo mais problemas, tais como a saúde 
emocional dos alunos pois como citado no artigo “A pandemia poderá deixar sequelas tais 
como, transtornos de ansiedade, estresse, depressão e estas poderão ser maiores que o número 
de mortes”. 
As aulas remotas também tiram (não por completo) o espaço social de convivência dos 
alunos, as aulas remotas têm sim um espaço onde alunos e professores possam conviver 
socialmente em prol do aprendizado, mas ainda não se compara ao ambiente social das aulas 
presenciais. 
Adaptações das escolas e professores no período de pandemia 
O artigo utilizado para o tópico a seguir foi o “A EDUCAÇÃO HÍBRIDA EM TEMPOS 
DE PANDEMIA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES” da: Universidade federal de Santa Maria. 
Redigido por: Carlos Giovani Delevati Pasini; Élvio de Carvalho e Lucy Hellen Coutinho 
Almeida. 
Mesmo que o Ensino a Distância (EAD) é oficializado e permitido no Brasil desde 2005, 
ele estava em maior parte, disponível para alunos do ensino superior ou para alunos que cursam 
um técnico profissionalizante. E com isso podemos ver o impacto que a pandemia trouxe para 
os alunos do ensino infantil, fundamental e médio, ou seja essas grades de ensino tecnicamente 
não estavam preparadas para enfrentar o ensino a distância. Foi então que professores tiverem 
que adaptar a suas maneiras de ensino, o mesmo valido aos alunos que tiveram que enfrentar 
essas adaptações. 
A aparição de novas tecnologias, fizeram com que os discentes e docentes tivessem 
encontros com outras ferramentas que até então eram desconhecidas, como citado no artigo: 
“...A fronteira é composta de valores e costumes de um lugar como os do outro, ou seja, é no 
lugar fronteiriço que ocorrem os encontros com o estranho, o desconhecido, proporcionando a 
experiência do “além-limite”.” outro detalhe é que esses conceitos não conhecidos podem 
causar um certo “estranhamento” na nova forma de ensinar ou aprender. Mas de certa forma, 
todo esse conhecimento é valido, pois assim os nossos professores estarão preparados para o 
futuro se caso houver a propagação de outra doença deste mesmo gênero. 
 
METODOLOGIA DE PESQUISA 
O projeto será desenvolvido em 5 etapas 
Etapa 1 
 Criar questionários e fazer entrevistas com perguntas a respeito do tema, tais como: 
(Como foi para você, ter que estudar sozinho em casa, nos primeiros momentos?), (Como foi 
para você psicologicamente não poder ter contato com seus professores e colegas de turma?), 
(Como foi para você professor, ter que aprender a ensinar sem estar na mesma sala de aula que 
seus alunos?). Observação, o questionário seria criado pelo google formulários e as entrevistas 
seriam feitas pelo Google Meet ou através da plataforma Teams. 
Etapa 2 
 Enviar o questionário para várias pessoas com vida acadêmica, para que assim se possa 
atingir uma variedade de respostas. Tendo em mente que os problemas causados pela pandemia 
podem variar de acordo com os recursos financeiros e/ou problemas de saúde e/ou mentais da 
pessoa. A forma na qual o questionário pode ser enviado pode ser através das redes sociais e 
pelo e-mail de alunos e professores, que podem ser adquiridos com a ajuda da escola. Então, 
pediremos para que aqueles que recebam o questionário o compartilhem com seus conhecidos 
pertencentes ao mesmo público-alvo da pesquisa. 
Etapa 3 
 Recolher todos os dados obtidos, fazer a análise dos mesmos e então retirar a conclusão 
dos dados analisados. A partir dessa etapa, vamos saber como foi o impacto eu a pandemia 
causou na vida acadêmica dos alunos e professores do campus e então tomar isso como base 
para saber se tivemos mais pontos positivos ou negativos. 
Etapa 4 
 Comunicar aos coordenadores e orientadores os impactos causados pela pandemia, para 
que possamos contorná-los em caso de outro acontecimento como esse, sendo assim, nos 
mantendo prevenidos e preparados para que os danos não sejam tão grandes quanto dessa vez. 
As medidas a serem tomados devem ser discutidas e devem ter como objetivo a criação de uma 
alternativa a se seguir para minimizar e reparar os danos já feitos, se referindo tanto as atividades 
acadêmicas quanto o estado de saúde das pessoas de vida acadêmica. 
Etapa 5 
 Criar formas de recuperar o tempo e recompensar pelos danos sofridos a educação e a 
outras situações academias, tais como: reforçar o estudo das disciplinas e matérias passadas 
durante a pandemia, aulas extras de monitoria, além de oferecer apoio psicológico, para 
recuperar os danos à saúde mental causados pela pandemia. 
 
CRONOGRAMA 
1ª e 2ª semanas Desenvolvimento de questionários para professores e alunos do 
campus e comunidade estudantil. 
3ª, 4ª e 5ª semanas Envio dos formulários via e-mail e divulgação por meio das redes 
sociais. 
6ª, 7ª e 8ª semanas Coleta de dados e análise dos resultados. 
9ª semana Divulgação dos resultados através de tabelas e gráficos. 
10ª semana Reunião com a comunidade escolar e funcionários da escola para 
discutir os resultados e sugerir soluções para os problemas 
encontrados. 
11ª, 12ª, 13ª e 14ª semanas. Implantação de algumas sugestões de soluções dos problemas. 
15ª semana. Análise dos resultados do que foi implantado e divulgação dos 
resultados. 
 
 
RESULTADOS ESPERADOS: 
Com todo o processo realizado, além de se esperar que sejam pensadas alternativas para 
que todos tenham acesso às tecnologias e formas de recuperar o tempo perdido, tendo mente 
que muitos alunos não tiveram acesso à educação e pensando na saúde física e mental dos 
docentes e discentes, é esperado que uma conscientização sobre o despreparo da educação para 
lidar com situações que necessitem do afastamento de todos da escola e sobre a desigualdade 
seja criada, para possibilitar discussões e possibilidades de diminuir e até resolver esses 
problemas. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
SOUZA, Elmara Pereira de. “Educação em tempos de pandemia: desafios e possibilidades. CADERNOS DE 
CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS”, Bahia: Vitoria da Conquista, jul./dez. 
2020. https://periodicos2.uesb.br/index.php/ccsa/article/view/7127/5030 Acesso em: 24 de abr. 2021. 
 GRANDISOLI, Edson. “Educação e pandemia: desafios e perspectivas.” Jornal da USP, São Paulo: São 
Paulo, 12 de setembro de 2020. https://jornal.usp.br/artigos/educacao-e-pandemia-desafios-e-
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 DIAS, Érika. PINTO, Fátima Cunha Ferreira. “A Educação e a Covid-19", SciELO, Rio de Janeiro: Rio de 
Janeiro, Jul./Set. 2020. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
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Santana, C. L. S. e, & Borges Sales, K. M. (2020). “AULA EM CASA: EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS 
DIGITAIS E PANDEMIA COVID-19. EDUCAÇÃO”, 10(1), 75–92. https://doi.org/10.17564/2316-
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NASCIMENTO, Paulo Meyer et al. “Acesso domiciliar à internet e ensino remoto durante a pandemia.” 
Brasília: Ipea, 2020. 16 p. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/10228. Acesso em: 26 de 
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Giovani, Carlos, “A EDUCAÇÃO HÍBRIDA EM TEMPOS de PANDEMIA: 
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 “Os Reflexos Da Pandemia Na Educação: O Que a Escola Deve Fazer.” G1, 30 de abril de 2021. Disponível 
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Acesso em 15 de jun. 2021. 
 
https://periodicos2.uesb.br/index.php/ccsa/article/view/7127/5030
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https://doi.org/10.17564/2316-3828.2020v10n1p75-92
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