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Unidade II
A Área de TI e a Governança Corporativa
Gestão da Tecnologia 
da Informação e 
Comunicação
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
JESSICA LAISA DIAS DA SILVA
ELLEN THAYNA MARA DELGADO BRANDÃO
AUTORIA
Jessica Laisa Dias da Silva
Olá. Sou Jessica Laisa Dias da Silva Possuo graduação em Sistema 
da Informação e Mestrado em Sistema e Computação na UFRN. Tenho 
experiência na área de Informática na educação, com ênfase em 
Mineração de Dados Educacionais como também atual no estimulo 
dos jovens e crianças no estudo de ensino a programação. Realizo 
trabalhos e pesquisas voltados ao universo dos jogos digitais inseridos no 
contexto educacional, como incentivo deles no ensino dos jovens e aos 
professores. Atualmente realizo pesquisas no contexto de disseminação do 
pensamento computacional. para crianças e jovens. As áreas de interesse 
de estudo são: Educação, Engenharia de Software, Mineração de dados, 
Pensamento Computacional, Jogos Digitais Educativos, Gerenciamento 
de projeto. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu 
elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você 
nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
Ellen Thayna Mara Delgado Brandão
Olá. Meu nome é Ellen Thayna Mara Delgado Brandão. Sou 
formada em Direito pela Unifacisa - Universidade de Ciências Sociais 
Aplicadas. Atualmente sou professora Conteudista nas áreas de humanas, 
tecnológicas, direito etc. Como jurista atuo nas áreas de Direito Penal, 
Direito do Trabalho e Direito do Consumidor. Sou apaixonado pelo que faço 
e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando 
em suas profissões. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a 
integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder 
ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
INTRODUÇÃO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Informática: Hardware e Software .......................................................10
História da informática ................................................................................................................. 10
Memória RAM e o primeiro sistema ............................................................... 13
UNIVAC I, o computador industrial ................................................................. 13
Silício ..................................................................................................................................... 13
Programação no ensino militar .......................................................................... 14
Armazenamento em disco rígido ..................................................................... 14
FORTRAN, a linguagem científica .................................................................... 14
Hardware versus Software ....................................................................................................... 16
A área de TI e seus conhecimentos técnicos ................................. 20
A tecnologia da informação na tomada de decisão ............................................. 21
Conhecimentos técnicos da área de TI ..........................................................................24
As principais técnicas modernas para TI .......................................................................24
Executive Information Systems .........................................................................25
Enterprise Resource Planning ............................................................................25
Sistemas de apoio a decisões ............................................................................25
Sistemas gerenciadores de banco de dados ..........................................26
Data warehouse ............................................................................................................26
Recursos da inteligência artificial .....................................................................27
Sistemas especialistas .............................................................................................27
Data mining .......................................................................................................................28
Database marketing ...................................................................................................28
Recursos On-line Analytic Processing .........................................................29
Governança corporativa e gestão de TI ........................................... 30
Governança corporativa ............................................................................................................ 30
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa ................................33
Governança de TI .........................................................................................................34
Gestão de TI ........................................................................................................................................37
Modelos para gestão de TI .................................................................................. 38
A governança e o gerenciamento de TI ........................................................................ 39
Compreensão do Big Data: os aspectos legais e política de uso 
das tecnologias da informação .............................................................41
Big Data .................................................................................................................................................. 41
Os aspectos legais e a política de uso das tecnologias da informação .43
Código de ética do profissional de informática .................................... 49
9
UNIDADE
02
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
10
INTRODUÇÃO
O mundo está em constante evolução, pessoas inventam coisas 
novas todos os dias, os reis da informática estão cada vez mais facilitando 
a vida das pessoas. Devido a sabermos desse avanço, estudaremos a 
história da informática partindo de onde começaram os primeiros meios 
tecnológicos até os dias atuais. Posteriormente, estudaremos sobre o que 
vem a ser Hardware e Software e como esses dois conceitos se ligam. 
Depois de estudarmos os conceitos, partiremos para os conhecimentos 
técnicos da área da tecnologia da informação, mencionando algumas 
diversas técnicas modernas da tecnologia da informação. Ainda nesse 
seguimento analisaremos o que vem a ser governança corporativa, 
trataremos da governança de TI e por fim da gestão de TI, para que 
assim possamos estudar sobre o que vem a ser o Big Data e os aspectos 
políticos e legais da tecnologia da informação.
Gestão dasomente poderá ser 
disponibilizado mediante ordem judicial, nas hipóteses e na forma 
que a lei estabelecer, respeitado o disposto nos incisos II e III do 
art. 7º .
 • § 3º O disposto no  caput  não impede o acesso aos dados 
cadastrais que informem qualificação pessoal, filiação e endereço, 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
https://bit.ly/2TPStXP
51
na forma da lei, pelas autoridades administrativas que detenham 
competência legal para a sua requisição.
 • § 4º As medidas e os procedimentos de segurança e de sigilo 
devem ser informados pelo responsável pela provisão de serviços 
de forma clara e atender a padrões definidos em regulamento, 
respeitado seu direito de confidencialidade quanto a segredos 
empresariais. (BRASIL, 2014, s.p.).
IMPORTANTE:
É importante a leitura integral da Lei nº12965 de 23 de abril 
de 2014.
Código de ética do profissional de informática
O código de ética do profissional de informática traz os deveres 
desses profissionais, sendo eles:
São deveres dos profissionais de Informática: 
Art. 1o: Contribuir para o bem-estar social, promovendo, 
sempre que possível, a inclusão de todos os setores da 
sociedade. 
Art. 2o: Exercer o trabalho profissional com responsabilidade, 
dedicação, honestidade e justiça, buscando sempre a melhor 
solução.
Art. 3o: Esforçar-se para adquirir continuamente competência 
técnica e profissional, mantendo-se sempre atualizado com os 
avanços da profissão. 
Art. 4o: Atuar dentro dos limites de sua competência profissional 
e orientar-se por elevado espírito público. 
Art. 5o: Guardar sigilo profissional das informações a que tiver 
acesso em decorrência das atividades exercidas. 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
52
Art. 6o: Conduzir as atividades profissionais sem discriminação, 
seja de raça, sexo, religião, nacionalidade, cor da pele, idade, 
estado civil ou qualquer outra condição humana. 
Art. 7o: Respeitar a legislação vigente, o interesse social e os 
direitos de terceiros. 
Art. 8o: Honrar compromissos, contratos, termos de responsa-
bilidade, direitos de propriedade, copyrights e patentes. 
Art. 9o: Pautar sua relação com os colegas de profissão nos 
princípios de consideração, respeito, apreço, solidariedade e 
da harmonia da classe. 
Art. 10 o: Não praticar atos que possam comprometer a honra, 
a dignidade, privacidade de qualquer pessoa. 
Art. 11o: Nunca se apropriar de trabalho intelectual, iniciativas 
ou soluções encontradas por outras pessoas. Art. 12o: Zelar 
pelo cumprimento deste código. (BRASIL, 2013, s.p.).
É de suma importância para o profissional da tecnologia da 
informação ter conhecimento das leis para que possa efetuar seu trabalho 
da maneira mais correta possível, além disso, deve seguir tudo que é 
estabelecido pelo Código de Ética.
RESUMINDO:
Neste capítulo vimos o que vem a ser o Big Data ferramenta 
que veio para gerar grande quantidade de dados. Em 
seguida, tratamos dos aspectos legais e da política de uso 
das tecnologias da informação, trazendo primeiramente 
como deve ser o planejamento da tecnologia da informação 
de acordo com o plano de governança e depois abordando 
as demais leis que tratam dos aspectos legais dessa área, 
para por fim, trazer o código de ética do profissional da 
computação.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
53
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Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
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http://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/6364
https://singep.org.br/4singep/resultado/245.pdf
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https://www.sbc.org.br/jdownloads/02.codigo_de_etica_da_sbc.pdf
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http://www.inf.ufsc.br/~j.barreto/trabaluno/IASteel001.pdf
https://portal.tcu.gov.br/biblioteca-digital/codigo-das-melhores-praticas-de-governanca-corporativa.htm
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http://www.renatodaveiga.adv.br/downloads/217771374_negociacao-e-contratos-de-ti.pdf
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	Informática: Hardware e Software
	História da informática
	Memória RAM e o primeiro sistema
	UNIVAC I, o computador industrial
	Silício
	Programação no ensino militar
	Armazenamento em disco rígido
	FORTRAN, a linguagem científica
	Hardware versus Software
	A área de TI e seus conhecimentos técnicos
	A tecnologia da informação na tomada de decisão
	Conhecimentos técnicos da área de TI
	As principais técnicas modernas para TI
	Executive Information Systems
	Enterprise Resource Planning
	Sistemas de apoio a decisões
	Sistemas gerenciadores de banco de dados
	Data warehouse
	Recursos da inteligência artificial
	Sistemas especialistas
	Data mining
	Database marketing
	Recursos On-line Analytic Processing
	Governança corporativa e gestão de TI 
	Governança corporativa
	O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa
	Governança de TI
	Gestão de TI
	Modelos para gestão de TI
	A governança e o gerenciamento de TI
	Compreensão do Big Data: os aspectos legais e política de uso das tecnologias da informação
	Big Data
	Os aspectos legais e a política de uso das tecnologias da informação
	Código de ética do profissional de informáticaTecnologia da Informação e Comunicação
11
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no 
desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término 
desta etapa de estudos:
1. Explicar a história da informática e diferenciar os tipos de software, 
hardware e peopleware para uma gestão inteligente;
2. Interpretar dado, informação e conhecimento para a análise de 
tomada de decisão;
3. Comparar Governança Corporativa a Gestão de Tecnologia da 
Informação;
4. Estruturar equipes com base nos aspectos legais e éticos de 
tecnologia da informação. 
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? 
Ao trabalho! 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
12
Informática: Hardware e Software
INTRODUÇÃO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
a história da informática, onde deu início o surgimento 
dos primeiros meios de informação, até o avanço dos 
dias atuais. Posteriormente diferenciaremos hardware de 
software. Então vamos lá. Avante!
História da informática
Primeiro, precisamos definir o que vem a ser informática. De 
acordo com CERQUEIRA (2004), informática nada mais é do que o 
tratamento automático da informação através da utilização de técnicas, 
procedimentos e equipamentos adequados. Desta forma, a informática é 
associada aos computadores e os computadores são os processadores de 
dados capazes de aceitar informações, efetuar operações programadas e 
fornecer resultados para resoluções de problemas.
Mas de onde vieram os computadores?
CERQUEIRA (2004) também responde essa pergunta, dizendo que 
o homem sempre procurou uma maneira de produzir mais com menos, 
desta forma, ele desenvolveu máquinas capazes de otimizar determinadas 
atividades que se fossem realizadas pelos homens seriam mais 
demoradas e complicadas. O mais antigo instrumento de cálculo que se 
tem conhecimento é o ábaco (figura 1), ele era formado em uma armação 
de madeira que possuía fios amarrados contendo neles pequenas pedras 
calcárias, onde era atribuído valores de centenas, dezenas, unidades.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
13
Figura 1: Ábaco
Fonte: Pixabay 
Em seguida, surgia a primeira calculadora capaz de realizar 
operações básicas de adição e subtração, sendo criada no século XVII 
por Blaise Pascal, ficando conhecida como Pascaline, seu modelo de 
calculadora processava até oito dígitos, e encontram-se presente até os 
dias de hoje, sendo constituída por várias rodas dentadas, que através de 
seus giros resolviam os cálculos. Todavia, por processar de maneira lenta 
essa calculadora não apresentou vantagem sobre fazer o cálculo manual. 
Após ver a criação de Pascal, Gottfried Leibniz foi além, projetou uma 
máquina que processava operações de adição, subtração, multiplicação 
e divisão. A máquina de Leibniz possuía cilindros de rodas dentadas e 
também um sistema de engrenagem complexo. As primeiras máquinas 
que foram comercializadas no século XIX foi inspirada na máquina de 
Leibniz, mas ainda nada comparado a tecnologia atual.
Foi na época da Revolução industrial que as máquinas começaram 
a apresentar um avanço mais significativo, devido a ideia de substituir 
o trabalho humano pelas máquinas. Época em que Charles Babbage 
desenvolveu as “Máquinas Matemáticas”, que eram máquinas que 
calculavam e imprimiam, muito semelhantes a nossas impressoras. Em 
seguida, Babbage criou a “Máquina Analítica”, que foi a primeira máquina 
programável, sendo capaz de executar qualquer cálculo, tinha como 
limitação o fato das suas informações serem armazenadas em cartões 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
14
perfurados, contendo programa e dados. Todavia, Babbage obteve vários 
fracassos o que fez seus projetos ficarem abandonados.
Na mesma época de Babbage, George Boole ao estudar várias 
teorias matemáticas introduz a “Lógica Formal” ou “Álgebra de Boole”, 
essa lógica fez com que pudesse identificar se uma situação é verdadeira 
ou falsa através de operadores lógicos “AND”, “OR” e “NOT”, que teve 
grande importância para o uso da técnica de programação. Foi graças 
aos estudos de Boole que outros matemáticos criaram os sistemas de 
numeração binária.
Com todos esses avanços, foi desenvolvido as diretrizes que 
impulsionaram as atuais técnicas de programação, sendo Alan Turing 
o criador do que hoje é considerado a base de todas as técnicas de 
programação, que se fundamenta em uma forma de introduzir dados nas 
máquinas, sendo conhecida como decodificação. Sendo desta forma, 
concretizada a ideologia de uma máquina poder trabalhar com vários 
dados diferentes dependendo somente dos procedimentos e diretrizes 
que fossem inseridos nela, tendo surgido desta forma a máquina 
programável.
De acordo ainda com Cerqueira (2004), os Estados Unidos quiseram 
em 1890 elaborar um censo, e, se fosse utilizar do mecanismo já existente 
ia levar cerca de 10 anos para ser concluído, foi aí que Herman Hollerith 
desenvolveu um aperfeiçoamento dos cartões perfurados conseguindo 
obter os resultados em três anos.
Cerqueira (2004) diz que o processo desenvolvido por Hollerith foi 
de introduzir os cartões na máquina que os lia a partir de pinos metálicos, 
que ao entrarem em contato com os cartões ultrapassavam as marcas 
perfuradas e entravam em contato direto com uma superfície também 
metálica. No contato dos pinos com a superfície metálica era transmitida 
uma corrente elétrica, que era registrada e armazenada na memória da 
máquina. Essa máquina ficou conhecida como Tabulador de Hollerith.
Devido ao sucesso obtido por Hollerith com censo, ele fundou a 
Tabulation Machine Company (TMC) em 1896, posteriormente em 1914, 
se associou com duas pequenas empresas formando a Computing 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
15
Tabulation Recording Company que em 1924 se tornou a famosa 
Internacional Business Machine (IBM).
Seguindo a linha do tempo da evolução, em 1930 houve o marco 
para o início da moderna era do computador com a invenção do Analisador 
Diferencial de Vanner. Em seguida, em 1936, Allan Turing publicou um 
artigo sobre números computáveis e Claude Shannon elaborou uma 
tese para demonstrar a conexão entre os circuitos elétricos, a lógica e a 
simbólica. Prosseguindo nos avanços, em 1937 George Stibitz desenvolveu 
o “Somador Binário”.
Na segunda guerra mundial em 1939, de acordo com Laignier 
(2010), foi que surgiram os primeiros computadores, mas não foram com 
fins comerciais, eram grandes máquinas de cálculos para uso na guerra. 
A segunda guerra mundial deixou várias tecnologias que foram 
aprimoradas para atender o mercado industrial. Como exemplo dessas 
tecnologias, tem de acordo com Messina (2019):
Memória RAM e o primeiro sistema
Frederic Williams, Tom Kilburn e Geoff Toothill desenvolveram a 
Small-Scale Experimental Machine, sendo construído para testar a nova 
tecnologia de memória desenvolvida por Williams e Kilburn, sendo a 
primeira random access memory ou RAM para computadores.
UNIVAC I, o computador industrial
O UNIVAC I surgiu devido a necessidade da indústria norte-
americana de novas tecnologias para automatizar seus processos, esse 
computador continha a unidade de fita chamada UNISERVO, sendo o 
primeiro dispositivo de armazenamento de fita para um computador 
comercial, essas fitas pesavam cerca de três quilos e cada bobina sua 
podia conter 1.440.000 dígitos decimais podendo ser ligo a 100 polegadas.
Silício
Em 1954, a empresa Texas Instruments criou o primeiro transistor 
utilizando o silício que é um elemento da tabela periódica sendo 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
16
considerado um semicondutor capaz de transmitir 95% dos comprimentos 
de ondas das radiações infravermelhas. Foi aí que surgiu a memória 
virtual, permitindo que um computador utilizasse sua capacidade de 
armazenamento para alternar rapidamente entre váriosprogramas ou 
usuários.
Programação no ensino militar
A IBM produziu o modelo 650 no ano de 1954, seu computador 
trabalhava a 12.500 rpm, possuindo um cilindro de armazenamento de 
dados magnéticos que permitia um acesso mais rápido a informações 
armazenadas. Esse modelo foi utilizado em salas de aula para as primeiras 
aulas de programação, a linguagem dessa máquina era de paradigma 
sequencial, em que cada instrução realizada tinha 10 caracteres do tipo “xx 
yyyy zzzz”, sendo o “xx” representante do código da operação realizada, 
“yyyy” o endereço da memória e o “zzzz” o endereço da próxima instrução 
que seria executada.
Armazenamento em disco rígido
Devido os computadores utilizarem fitas magnéticas para armazenar 
as informações, com pequena quantidade de dados já eram gerados 
grandes rolos de fita. Devido a esse fato se iniciou a era do armazenamento 
em disco magnético com o computador RAMAC 305, que foi desenvolvido 
pela IBM em 1956. Esse computador possuía uma unidade de disco 
composta por 50 pratos de metal revestidos magneticamente sendo 
capaz de armazenar 5 milhões de caracteres de dados ou 5 Megabytes.
FORTRAN, a linguagem científica
Em 1957, a equipe da IBM desenvolveu o FORTRAN, sendo uma 
língua de computação científica que usa declarações em inglês. Depois 
de alguns anos, o FORTRAN tornou-se a linguagem mais utilizada até os 
dias atuais, suas primeiras versões utilizava a programação imperativa e 
em sua versão 2003 houve o implemento do paradigma de orientação a 
objetivos.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
17
Nos anos de 50 e 70 do século XX, surgiram dispositivos tecnológicos 
pequenos, permitindo que o computador saísse do ambiente laboratorial, 
se tornando assim, de forma gradual, objeto de consumo e uso pessoal, 
como exemplo de equipamento dessa época podemos citar os chips, 
transistores, microprocessadores.
Os transistores, de acordo com Laignier (2010) foi criado nos anos 40, 
e o maior avanço da miniaturização aconteceu em 1971, onde a empresa 
norte-americana Intel fabricou o primeiro microprocessador comercial. 
Foi a partir daí que a automação das atividades industriais se tornou uma 
realidade. Os microprocessadores foram desenvolvidos novas linguagens 
de programação, de acordo com Messina (2019), Niklaus Wirth em 1971 
desenvolveu a linguagem Pascal, que trabalhava com o paradigma de 
programação estruturada e imperativa, após alguns anos foi desenvolvida 
para a linguagem Object Pascal, estabelecendo um novo paradigma mais 
confiável.
Em 1972, Dennis Ritchie produziu a linguagem C para reescrever o 
sistema UNIX, servindo de base para diversos sistemas. Posteriormente, 
em 1972 a empresa Xerox PARCcriou a linguagem orientada a objetos 
Smalltalk, sendo primeiramente desenvolvida para fins educacionais, 
mas se tornando uma das linguagens mais influentes para a área de 
desenvolvimento de software, sendo seu padrão mais conhecido como 
Model View Controller.
NOTA:
É importante fazer uma ressalva que, segundo Briggs e 
Burke (2004), os primeiros computadores pessoas vendidos 
comercialmente datam dos anos 60 nos Estados Unidos, 
onde seus fabricantes previam que o setor da educação 
seria sua clientela, mas os anos 70 mudou totalmente essa 
perspectiva.
Foi aí que a fase dos computadores começou a crescer, na cidade 
de Silicon Valley, cidade que ficava perto da universidade de Stanford, 
na Califórnia, Estados Unidos, de acordo com Laignier (2010) os jovens 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
18
com conhecimento em eletrônica tinham como atividade acadêmica e 
contracultura montar seu próprio computador pessoal com os restos das 
peças industriais. 
Foi desta forma, que Bill Gates e Paul Allen, em 1975, criaram a 
Microsoft, com a linguagem de programação Basic que começou a ser 
utilizada por vários fabricantes, sendo posteriormente utilizado o sistema 
operacional baseado em Unix, mas foi considerado o sucesso da empresa 
na época o sistema MS-DOS. Em 1985, a Microsoft lançou o sistema 
operacional Microsoft Windows 1.0, sendo avançado no fim de 1987 para o 
Windows 2.0 e em 1994 para o Windows 3.x. em 1995 veio o Windows 95, 
que ofereceu suporte para softwares de 32 bits e hardware plug and play. 
Os avanços continuaram e em 1998 foi lançado o Windows 98, possuindo 
suporte para dispositivos USB, ACPI, hibernação e configuração de vários 
monitores. Sua última versão foi lançada em 2019, o Windows 10.
Nesse mesmo contexto, de Bill Gates e Paul Allen que nos anos 
de 1975 e 1979, houve o lançamento dos primeiros computadores da 
empresa Apple desenvolvido por Steve Jobs e Steve Wozniak, contendo 
um interpretador BASIC. A Apple foi responsável por lançar modelos de 
computadores vendidos com fonte, teclado, gabinete protetor de plástico 
rígido, disquete, contendo diferentes linguagens de programação e 
diversos programas pioneiros, como por exemplo, o processador de 
texto, a primeira planilha e jogos.
Em meio a toda essa evolução histórica estamos vivendo a era da 
informação em que graças a rede mundial de computadores se tornou 
possível compartilhar informações facilmente, sendo popularmente 
conhecido os navegadores utilizados no Windows 3.0 e no 95 como 
o Mosaic, o internet explorer e o Netscape, também com os novos 
sistemas operacionais que são baseados em UNIX conhecido como GNU 
e o surgimento do Linux, além disso, a linguagem da programação foi 
orientada a objetos Java funcionando em diferentes tipos de hardwares.
Hardware versus Software
Após estudarmos sobre a história da informática partiremos para o 
estudo do hardware e do software.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
19
REFLITA:
O que você entende por hardware e software?
De acordo com Júnior (2014), Hardware é o nome utilizado para 
definir as partes físicas que compõem um computador, todo aparato 
computacional que podemos tocar é chamado de hardware, seus 
componentes são:
 • Unidade Central de Processamento (CPU);
 • Unidades de Disco Removível;
 • Monitor;
 • Teclado;
 • Mouse;
 • Microfone e caixas acústicas;
 • Alto-falante;
 • Mesas digitalizadoras;
 • Impressora;
 • Multifunções;
 • Scanners.
Ao explicarmos o que vem a ser hardware, devemos definir o que 
vem a ser o software. Assim, software corresponde aos programas que 
controlam e usam o hardware do computador, sendo desta forma, de 
acordo com Cerqueira (2004), o conjunto de instruções colocadas em 
ordem lógica que quando executada, a sequência de comandos presente 
nele controla o computador de modo a leva-lo a realização de tarefas de 
maneira eficiente e rápida.
Hoje no mercado existem softwares de caráter original e protegidos, 
em que alguns precisam de licença para poder utilizá-los, também existem 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
20
os desenvolvidos de forma personalizada atendendo as especificações 
dos clientes. Os softwares são divididos em:
 • Software de base – sem eles o computador funciona em um 
estado vegetativo, ficando impossibilitado de realizar tarefas de 
qualquer espécie;
 • Software de aplicação – são os programas que utilizamos no nosso 
dia a dia para resolução de problemas específicos ou execução de 
tarefas de maneira customizada;
 • Software sob medida – são criados para atender as necessidades 
especificas e exclusivas do usuário ou empresas. Temos como 
exemplo os sistemas utilizados nas lojas, nos bancos, entre outros;
 • Software aplicativos – são gerados mundialmente para atender 
de forma prática as necessidades de todo mundo. Como exemplo 
temos, os sistemas operacionais (Apple, Microsoft), Pacotes 
de Produtividade (Corel, Sun Microsystens), Editoração Gráfica 
(Adobe, Quark), Multimídia (Macromedia, Amabilis), Computação 
gráfica (Adobe, Corel), Internet (Chrome, Opera), Programação 
(Conectiva, Apple), Entretenimento (Microsoft, Apple), Utilitários 
(Mac Afee, PowerQuest).
Júnior(2014, p7) traz um jargão utilizado para memorizar a diferença 
entre hardware e software: “Hardware é o que você chuta, software é o 
que você xinga”.
Por fim, vocês sabem o que vem a ser peopleware?
De acordo com NEVES (2016), peopleware são as pessoas que 
trabalham com a área de processamento de dados ou sistemas de 
informação sendo de forma direta ou indireta na utilização das mais 
diversas funcionalidades desses aplicativos de gerenciamento que agrega 
informações precisas, seja no controle de empresa ou na utilização das 
informações para tomada de decisões.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
21
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mes-
mo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, va-
mos resumir tudo o que vimos. Neste capítulo, trouxemos 
a abordagem de como surgiu a informação, trazendo sua 
história desde o surgimento do primeiro objeto desenvolvi-
do para cálculo até as máquinas inovadores com sistemas 
operacionais revolucionários. Além disso, quando falamos 
da história da informática falamos sobre software e hard-
ware, então, posteriormente foi necessário fazer a distinção 
entre esses elementos, trazendo seus elementos e a sua 
importância para área da informação.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
22
A área de TI e seus conhecimentos técnicos
INTRODUÇÃO:
Neste capítulo, estudaremos a multidisciplinariedade da 
área de TI, tratando inclusive da sua importância na toma-
da de decisão. Estudaremos também sobre os estágios da 
tecnologia da informação nas organizações, por fim trata-
remos dos conhecimentos técnicos dessa área, falando as 
tecnologias modernas que estão à disposição dessa área. 
Empolgados? Vamos lá!
A tecnologia da informação é necessária e útil nas organizações 
tendo em vista que contribui na eficácia, eficiência e sustentabilidade 
desta. A TI são os instrumentos nas atividades das organizações, pois com 
seus desenvolvimentos e inovações essa área vem sendo o motor de 
maior parte das mudanças ocorridas nas organizações e na sociedade. O 
computador desencadeou no século XX, de acordo com Carvalho (2010), 
a evolução que nos trouxe para a sociedade da informação. A TI forma um 
conjunto de fenômenos organizacionais e sociais e também, um conjunto 
de intervenções que estão ligadas ao bem estar da sociedade e das 
organizações.
A TI está presente nas situações que envolvem a organização com 
relação a informação, sendo de natureza social e humano, desta forma, de 
acordo com Carvalho (2010) a área de TI envolve um amplo conhecimento 
de natureza multidisciplinar, abrangendo aspectos como:
 • As tecnologias da informação;
 • A informação;
 • Os fenômenos humanos e sociais associados à produção, 
processamento e utilização de informações;
 • Os fenômenos da adoção e utilização das tecnologias da informação;
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
23
 • Aspectos comportamentais, ao nível dos indivíduos, dos grupos, 
das organizações relevantes para os contextos da adoção e 
utilização das tecnologias da informação e suas aplicações;
 • Os métodos, técnicas e ferramentas aplicáveis na condução de 
atividades de gestão e de intervenção organizacional relacionadas 
com a adoção e exploração das tecnologias da informação nas 
organizações.
A tecnologia da informação na tomada de 
decisão
A área da tecnologia da informação exige dos seus profissionais de 
acordo com Stoner (1999) muito trabalho, disciplina, organização, atenção 
quanto aos custos de produção e às normas que são necessárias para 
a produção de programas que sejam compatíveis com as máquinas 
e com as necessidades dos clientes. Os profissionais dessa área estão 
diretamente ligados ao desenvolvimento tecnológico da empresa, 
devendo criar estratégias, fazer a gestão de dados e sistemas e ainda, 
cuidar dos processos tecnológicos da empresa.
De acordo com Stoner (1999), é somente com as informações 
precisas adquiridas no momento certo que os administradores podem 
monitorar o progresso na direção de seus objetivos e transformar os 
planos em realidade, assim, as informações devem ser analisadas 
segundo quatro fatores:
 • Qualidade da informação – quanto maior for a precisão da 
informação, maior será sua qualidade e com mais segurança os 
administradores podem contar com ela no momento da tomada 
de decisão;
 • Oportunidade de informação – para que se possa ter um controle 
eficaz, a ação corretiva deve ser aplicada antes de ocorrer um 
desvio considerado grande do plano ou do padrão, desta forma, 
as informações devem estar disponíveis para a pessoa certa no 
momento certo;
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
24
 • Quantidade de informação – é muito difícil os administradores 
tomarem decisões precisas e oportunas sem possuir as 
informações suficientes, entretanto, é importante que não sejam 
despejadas mais informações do que necessário para não 
esconder as coisas mais importantes;
 • Relevância da informação – as informações recebidas pelos ad-
ministradores devem ter relevância para suas tarefas e responsa-
bilidades.
Desta forma, Oliveira (1998) diz que o propósito básico da informação 
dentro da organização é de habilitar a empresa para que alcance seus 
objetivos por meio do uso dos seus recursos disponíveis, neste sentido, a 
teoria da informação leva em consideração as adequações e os problemas 
do seu uso efetivo pelos tomadores de decisão.
Oliveira (1998) também diz que a eficiência na utilização da 
informação é medida em relação ao custo para obtê-la e o valor do 
benefício derivado de seu uso.
Chaves e Falsarella (1995), traz que há uma relação entre 
as características dos sistemas de informação e os estágios de 
desenvolvimento da informática em que a organização se encontra, 
sendo os estágios (Figura 2):
Tabela 1: Estágios da Tecnologia da Informação nas Organizações
Estágio Características Sistemas
Iniciação Automação de processos 
manuais
Inexiste planejamento
Inexiste participação do 
usuário
Proliferação de 
aplicações
100% dos sistemas 
são para controles 
operacionais
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
25
Contágio Inexiste planejamento
Fraca participação do 
usuário
Reestruturação interna 
do CPD
Pelo menos 15% dos 
sistemas são para 
controle gerencial
Controle Início do controle dos 
recursos de informática
Usuário responsabilizado 
Utilização de Banco de 
dados
80% - Operacional
20% - Gerencial
Integração Controle e contabilização 
do Processo de dados
Usuário participante e 
envolvido nos processos
Organização e integração 
das aplicações
65% - Operacional
35% - Gerencial
Administração 
De dados
Organização voltada para 
administração corporativa
Usuário consciente do 
processo
Fluxo de informações 
integrado
55% - Operacional
45% - Gerencial
Maturidade Planejamento da 
informação como recurso
Efetiva participação dos 
usuários 
45% - Operacional
55% - Gerencial 
Fonte: Elaborada pela autora com base em Chaves e Falsarella (1995)
Desta forma, de acordo com Maia (2013) a tecnologia da informação 
hoje é vista como responsável pela integração de toda a cadeia valor 
da empresa e do seu ambiente externo, ampliando suas fronteiras 
organizacionais e contribuindo para o seu sucesso, mas se for mal 
implementada poderá levar a seu fracasso. Maia também aponta que a TI 
só adquiri relevância estratégica na organização quando possibilita:
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
26
 • Mapear seus processos de negócio com eficiência e eficácia;
 • Aplicar as melhores práticas e metodologias de gestão de suas 
informações;
 • Dimensionar e estruturar corretamente as necessidades específicas 
de suas atividades operacionais, gerenciais e de mercado.
Conhecimentos técnicos da área de TI
Rezende (2002) diz que há 45 anos atrás os recursos da tecnologia 
da informação eram direcionadospara os softwares ou sistemas 
de informações operacionais que eram responsáveis por garantir o 
processamento trivial dos dados das empresas. Na atualidade, os sistemas 
de informação evoluíram, aparecendo de diversas formas e tipos.
Rezende diz que existem os sistemas de informação operacionais, 
os estratégicos e os gerenciais, definindo da seguinte forma:
 • SI operacionais – contemplam o processamento de operações 
e transações rotineiras, incluindo também seus respectivos 
procedimentos;
 • SI gerenciais – contemplam o processamento de grupos de dados 
das operações e transações operacionais, transformando-os em 
informação agrupadas para gestão;
 • SI estratégicos – seu trabalho é realizado com os dados no plano 
macro, filtrados das operações das funções empresariais da 
organização, levando também em consideração a relação entre o 
meio ambiente interno ou externo, visando assessorar o processo 
de tomada de decisão da alta administração e do corpo gestor da 
empresa.
As principais técnicas modernas para TI
A tecnologia da informação tem a sua disposição diversas técnicas 
modernas, as principais são de acordo com Rezende (2002): 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
27
Executive Information Systems
De acordo com Pozzebon, Freitas e Petrini (1997) é um sistema 
destinado a fornecer informações para uma ampla gama de usuários ou 
decisores.
Enterprise Resource Planning
Denominado com sistema integrado de gestão, é conceituado de 
acordo com Medeiros (2007), como um pacote de software abrangente 
e integrado que possibilita a padronização e a automação de processos 
de negócio utilizando uma base de dados unificada e transações em 
tempo real. Sua principal função é armazenar, processar e organizar as 
informações produzidas durante os processos organizacionais, servindo 
para agregar e estabelecer informações entre as áreas da organização.
SAIBA MAIS
Para saber mais sobre esse sistema leia o artigo “Contri-
buições dos sistemas Enterprise Resource Planning para a 
gestão da informação e do conhecimento: um estudo em 
uma empresa de pequeno porte na área gráfica. 
Clique aqui para acessar.
Sistemas de apoio a decisões
Falsarella e Chaves (2004) dizem que o SAD é um sistema que 
auxilia na tomada de decisão por meio da utilização de dados e modelos 
para resolver problemas não estruturados. Suas principais características 
são o desenvolvimento rápido, facilidade de incorporar novas ferramentas 
de apoio à decisão, novos aplicativos e novas informações, garante mais 
flexibilidade na manipulação e busca de informações, individualização 
e orientação para que a pessoa que toma as decisões, possuindo mais 
flexibilidade de adaptação ao estilo pessoal do usuário, facilidade para o 
usuário na hora de utilizar, modificar e entender;
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
https://bit.ly/2INF6Ru
28
Sistemas gerenciadores de banco de dados
Primeiramente devemos conceituar o que vem a ser banco de dados. 
De acordo com Ricarte (1998), banco de dados é uma coleção de dados 
relacionados que pode ser armazenada sob alguma forma física, esses 
dados armazenados representam aspectos do mundo real, apresentando 
também um grau de coerência lógica entre seus componentes. 
O sistema gerenciador de banco de dados, também de acordo 
com Ricarte (1998), corresponde a um software que permite criar, manter 
e manipular bancos de dados para diversas aplicações. A atualização e 
consultas do banco de dados é realizada direta ou indiretamente, por 
meio de programas aplicativos pelos usuários do banco de dados, ele 
é geralmente uma aplicação que serve de base para outras aplicações, 
podemos citar como exemplo: folha de pagamento, informações 
bancárias. 
SAIBA MAIS:
Para saber mais sobre os sistemas de bancos de dados 
lendo o artigo “Sistemas de Bancos de Dados Orientados a 
Objetos”, clique aqui. 
Data warehouse
Serve como um deposito de dados digitais para organização 
dos dados corporativos de maneira integrada, com uma única versão 
da verdade, histórico variável com o tempo e uma única fonte de 
dados, ajudando a empresa na hora da tomada de decisão. Ele 
recolhe informações para que se possa controlar melhor um processo, 
tornando as pesquisas mais flexíveis. Ele também corrige os erros e 
reestrutura os dados sem afetar o sistema de operação. Desta forma, 
o Data Warehouse apresenta só um modelo final de forma organizada 
para análise (Robalo, 2012).
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
https://bit.ly/33j8598
29
Recursos da inteligência artificial
De acordo com Prata e Oliveira (2019), a inteligência artificial 
é entendida como a capacidade de um dispositivo cumprir tarefas 
relacionadas ao processo intelectual dos seres humanos, como por 
exemplo, descobrir significados, raciocinar e aprender. São uma serie de 
algoritmos inteligentes que permitem aos computadores armazenarem 
grande volume de conhecimento acerca das operações organizacionais, 
servindo de auxílio para definição de padrões, fazendo com que o 
aprendizado e a extração de decisão otimizada funcionem em velocidade 
de máquina. Essa inteligência também permite a utilização de técnicas 
como regras de associação, raciocínio baseado em casos, árvore de 
decisão, redes neurais.
Sistemas especialistas
Strehl (2000) traz que os sistemas especialistas têm como principal 
função solucionar problemas que normalmente são solucionados por 
pessoas, sendo capaz de emitir decisão, com apoio em conhecimento 
justificado, a partir de uma base de informação. O sistema especialista 
além de inferir conclusões tem a capacidade de aprender novos 
conhecimentos e assim, melhorar o seu desempenho de raciocínio e a 
qualidade de suas decisões. 
Os sistemas especialistas podem ser classificados nas seguintes 
categorias: interpretação, diagnóstico, monitoramento, predição, planeja-
mento, projeto, depuração, reparo, instrução e controle.
SAIBA MAIS:
Para saber mais sobre os sistemas especialista, como 
funciona sua classificação e as demais definições leia o 
artigo “Sistemas especialistas – definições e exemplos”, 
clique aqui. 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
https://bit.ly/2U5Ypuv
30
Data mining
Corrêa e Sferra (2003) diz que o data mining é entendido como o 
processo de extração de informações, sem conhecimento prévio de um 
grande banco de dados e seu uso para tomada de decisões, ele define 
o processo automatizado de captura e análise de grandes conjuntos de 
dados para extrair um significado, é utilizado para descrever características 
do passados e para predizer tendências futuras. Os métodos tradicionais 
de data mining são classificação (associa ou classifica um item a uma ou 
várias classes categóricas pré-definidas); modelos de relacionamento entre 
variáveis (associa um item a uma ou mais variáveis de predição de valores 
reais consideradas variáveis independentes ou exploratórias); análise 
de agrupamento (associa um item a uma ou várias classes categóricas 
em que as classes são determinadas pelos dados, diversamente 
da classificação em que as classes são pré-definidas); sumarização 
(determina uma descrição compacta para um dado subconjunto); modelo 
de dependência (descreve dependências significativas entre variáveis, 
podendo ser estruturado que especifica em forma de gráfico as variáveis 
que são localmente dependentes, e o quantitativo que especifica em 
grau de dependência utilizando escala numérica); regras de associação 
(determina relações entre campos de um banco de dados), tem como 
ideia a derivação de correlações multivariadas que permitam subsidiar as 
tomadas de decisão; análise de séries temporais determina características 
sequenciais, como dados com dependência no tempo, tem como 
objeto modelar o estado do processo extraindo e registrando desvios e 
tendências no tempo.
Database marketing
O database marketing faz com que haja uma reduçãonos 
registros duplicados, permitindo desta forma maior rapidez e troca das 
informações, definindo também a ligação do perfil dos consumidores com 
o comportamento de compras, tendo em vista atender as necessidades de 
cada organização. Cross e Smith (1994, p. 20), definem esse sistema como 
“qualquer processo de marketing através do qual as informações sobre 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
31
os hábitos de uso, comportamento, dados psicográficos ou demográficos 
sobre clientes ou clientes potenciais é guardado na base de dados da 
empresa, e usado para desenvolver ou prolongar o relacionamento e para 
estimular vendas”.
Esse programa se torna essencial nos dias atuais, pois são os clientes 
a principal razão de uma organização, devendo fazer seus produtos com 
base no que mais os agradam.
Recursos On-line Analytic Processing
De acordo com Primak (2008), recursos OLAP é considerado uma 
categoria de software que permite a gerentes, analistas e executivos 
alcançarem respostas dentro dos dados, através de uma acelerada, 
consistente e interativa forma de acesso a uma ampla variedade de 
possíveis visões. As ferramentas OLAP permitem que o negócio da 
empresa possa ser visualizado e manipulado de forma multidimensional, 
isto é, agrupando as informações em várias dimensões como: localização, 
clientes, fornecedores, departamentos, produtos, entre outros.
Estudamos algumas das tecnologias auxiliares no setor de TI, que 
possuindo esse conhecimento tornará seu trabalho mais rápido e mais 
proveitoso.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Este capítulo nos trouxe 
várias novidades, partimos da importância da área de TI para 
tomada de decisão, tratando dos estágios da tecnologia 
da informação nas organizações, para posteriormente 
tratarmos dos conhecimentos técnicos da área de TI, 
onde tratamos os três tipos do sistema da informação e 
em seguida, as tecnologias modernas desenvolvidas para 
facilitar o trabalho dessa área. 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
32
Governança corporativa e gestão de TI 
INTRODUÇÃO:
Esse capítulo será voltado a compreensão de governança 
corporativa, compreendendo o que vem a ser e quando ela 
foi implementada no Brasil. Em seguida, nós voltaremos 
para a governança de TI para que em seguida possamos 
estudar sobre a gestão de TI. Empolgados? Serão muitos 
conhecimentos novos. Vamos lá!
Governança corporativa
O que vem a ser a governança corporativa? De acordo com Assis 
(2011), a governança corporativa surge nas instituições como as restrições 
concebidas pelo homem para estruturar interações políticas, econômicas 
e sociais, desta forma, a governança se torna o exercício da avaliação de 
eficácia dos meios utilizados pela organização, que tenha como objetivo 
produzir boa ordem.
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa diz que:
Governança Corporativa é o sistema pelo qual as sociedades 
são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos 
entre Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração, Direto-
ria, Auditoria Independente e Conselho Ficas. As boas práticas 
da Governança Corporativa têm a finalidade de aumentar o 
valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir 
para sua perenidade (INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVER-
NANÇA CORPORATIVA, 2009, p.19).
Desta forma, nota-se que a maior preocupação da governança 
corporativa é formar um conjunto efetivo de incentivos, mecanismos e 
monitoramento, que sejam capazes de assegurar os posicionamentos 
entre os comportamentos dos executivos e os dos acionistas, pois estes 
possuem muitas vezes conflitos quando um acionista delega funções a 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
33
um executivo e posteriormente surgem desalinhamentos de interesses, 
levando a conflitos.
Figura 2: Governança corporativa
Fonte: Pixabay
Williamson (1996) traz dois conceitos no que diz respeito a 
governança: a governança espontânea que mostra as práticas de 
resolução de problemas, anulando as leis e a organização para tornar as 
resoluções de disputas rápida e sem custos e a governança intencional 
que são as leis e regulamentações que normatizam a instituição.
De acordo com Assis (2011) a governança corporativa se baseia em 
alguns princípios, sendo eles:
 • Princípio da transparência – seu objetivo é promover um clima 
de confiança no que diz respeito as relações internas e externas. 
Como retratar Assis (2011) é o “desejo de informar”, para além da 
“obrigação de informar”, desejando uma comunicação interna 
e externa objetiva, espontânea, clara e oportuna. Não devendo 
se deter somente a legislação específica, mas sim, expandir 
para assuntos e fatores que sejam do interesse dos públicos da 
organização, como ações estratégicas e valores;
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
34
 • Princípio da equidade – tem como principal função aniquilar as 
práticas ou atitudes discriminatórias, aquelas que são consideradas 
inaceitáveis. Assim, esse princípio garante o tratamento justo 
e igualitário entre os outros, abrangendo desde os pequenos 
acionistas, aos fornecedores, credores e clientes;
 • Princípio da prestação de contas – sua função é atribuir a 
responsabilidade dos atos praticados no decorrer no mandato 
ao devido encarregado, desta forma, é de responsabilidade dos 
responsáveis pela governança prestar contas a quem lhes atribuiu 
o cargo;
 • Princípio da responsabilidade corporativa – garante que deve 
haver o zelo da continuidade e perpetuidade da organização, 
tendo uma visão a longo prazo e de sustentabilidade. Assim, 
tem a função de gerar empregos, estimular o desenvolvimento 
científico da empresa, melhorar a qualidade de vida, meios para 
criar riqueza, incluindo também a defesa do meio ambiente e as 
questões ambientais.
Nota: Uma boa governança corporativa seguindo os princípios 
traz maior transparência a todos os envolvidos, proporcionando uma 
redução das discordâncias de informações entre os administradores e os 
proprietários. 
No Brasil, o motivo principal para implementação da Governança 
Corporativa de acordo com Assis (2011), foi a necessidade de as 
empresas modernizarem sua gestão, com a intenção de se tornarem 
mais atraentes para o mercado que está cada vez mais competitivo onde 
ocorreram mudanças na globalização, privatização, desregulamentação 
da economia, aumento de investimentos estrangeiros. Assim, o Brasil 
adotou o sistema de Governança Corporativa desde 1995, ano em que 
foi fundado o Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração, 
que posteriormente foi chamado de Instituto Brasileiro de Governança 
Corporativa, em 1999, ano em que foi lançada a primeira versão do Código 
das Melhores Práticas de Governança Corporativa.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
35
SAIBA MAIS:
Baixe para ler o código das melhores práticas de governan-
ça corporativa no portal do Tribunal de Contas da União. 
Clique aqui para baixar.
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa
De acordo com o site do Instituto Brasileiro de Governança 
Corporativa, ele é uma organização que não possui fins lucrativos, 
contribuindo para o desempenho sustentável das organizações através 
da disseminação e geração de conhecimento das melhores práticas 
em governança corporativa, influenciando e representando os diversos 
agentes, com o intuito de forma uma sociedade melhor.
O site também traz que o propósito do instituto é trazer uma 
governança corporativa melhor para uma sociedade melhor e, para 
alcançar esse propósito seguem quatro valores, sendo eles:
 • Proativismo – em que se compromete com a capacidade dos 
agentes com o desenvolvimento e a disseminação das melhores 
práticas;
 • Diversidade – busca incentivar e valorizar à diversidade deideias 
e opiniões;
 • Independência – zelando pela imagem e imparcialidade perante 
qualquer grupo de interesse, garantia soberania nos princípios;
 • Coerência – garantindo a harmonia entre as iniciativas e os 
princípios da governança corporativa.
IMPORTANTE:
Quando falamos em princípios, é levado em conta os es-
tudados anteriormente: transparência, equidade, prestação 
de contas e responsabilidade corporativa.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
https://bit.ly/39TF7iL
36
Domingues, Floyd-Wheeler e Nascimento (2017) diz que no 
século XXI a governança corporativa adquire vantagens consideráveis 
com a velocidade e o uso de tecnologias da informação, se mostrando 
fundamental para as decisões administrativas.
Governança de TI
A governança de TI encontra-se intimamente relacionado com a 
governança coorporativa, de acordo com Assis (2011), a governança de TI 
se preocupa com o controle e a transparência das decisões em Tecnologia 
da Informação, levando em consideração também os mecanismos e 
processos para incentivar a eficácia da TI. Desta forma, a Governança de 
TI deve ser considerada um componente da Governança Corporativa.
Fernandes e Abreu (2008), diz que graças a inserção da tecnologia 
da informação no conceito de “serviços compartilhados”, adotado por 
empresas de grande porte, precisou haver uma renovação do papel da 
TI. A TI se tornou uma prestadora de serviços de tecnologia, possuindo 
a necessidade de apresentar custos e prazos competitivos que sejam 
compatíveis com o mercado externo à organização.
IMPORTANTE:
A Governança de TI se torna importante devido a necessidade 
de um melhor gerenciamento dos investimentos da área.
Assis (2011) considera a governança de TI como um escopo de 
conhecimento amplo que trata de assuntos como: gestão de recursos, 
tomada de decisões, controle de riscos, medição do desemprenho, 
papéis, princípios e gestão do portfólio. Esse autor também diz que “A 
vertente de processos é usada para caracterizar a Governança de TI 
como um conjunto de sistemas, processos e procedimentos modelados 
de forma a harmonizá-los aos da organização, garantindo o bom uso dos 
recursos de TI” (ASSIS, 2011, p.48).
No que se refere ao escopo da governança de TI, Assis (2011) propõe 
três aspectos de estudo: 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
37
 • Os frameworks e autoria que têm por objetivo facilitar o 
gerenciamento e o controle da tecnologia da informação;
 • A tomada de decisão que tem como foco a definição dos direitos 
de decisão e a atribuição de responsabilidade;
 • A relação com a governança corporativa que possui foco na 
responsabilidade do alto escalão em garantir que a tecnologia da 
informação atenda aos objetivos organizacionais. 
Fernandes e Abreu (2008), trazem que a governança de TI 
deve buscar o compartilhamento de decisões com o negócio e o 
estabelecimento de regras, processos e estrutura para nortear o 
provimento de serviços da tecnologia da informação, sendo vista tanto 
como um conjunto de processos como uma estrutura de decisões.
Ao se falar em governança de TI entendida como processo, Assis 
(2011) considera como uma estratégia de negócios retratada orientadores 
dos principais processos envolvidos, impulsionando os que precisam 
obter recursos necessários para execução das responsabilidades.
Já quando se fala em governança de TI entendida como estrutura 
de decisão, Assis (2011) considera a forma como as responsabilidades e 
direitos de decisão são determinados para estimular os comportamentos 
no uso da tecnologia da informação compatíveis com a estratégia da 
empresa.
REFLITA:
Em meio aos estudos sobre Tecnologia da Informação e 
governança vem a pergunta: Quais as decisões essenciais 
em Tecnologia da Informação?
Assis (2011) responde essa pergunta dizendo que as decisões 
fundamentais em TI são:
 • Princípios de TI – que formam um conjunto relacionado de 
declarações sobre como a TI deve ser utilizada no negócio. 
Devendo ser claros, sucintos e articulados de maneira que haja 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
38
o entendimento sobre os recursos de TI, estando também em 
harmonia com os princípios de negócio;
 • Investimento em TI – possuem três dilemas: quanto gastar, 
quais projetos gastar e de que forma conciliar as necessidades 
de diferentes grupos de interesse. Isto ocorre porque a cada 
novo contexto estratégico as empresas têm diferentes níveis de 
investimento, portfólios e indicadores de sucesso.
 • Arquitetura da TI – deve ser organizado de forma lógica os dados, 
sistemas e infraestruturas. É a padronização de processos e de 
dados que caracteriza a arquitetura da empresa e que sustenta 
as capacidades de TI, fazendo com que em determinadas 
situações haja objetivos comuns como acordos negociados 
com fornecedores, processamento mais barato e segurança 
empresarial.
 • Estratégia da infraestrutura em TI – com uma infraestrutura 
adequada em TI faz com que haja uma boa relação custo-
benefício que capacitará a empresa a adotar de forma rápida novas 
aplicações de negócio. Exemplo disso é na determinação de onde 
os serviços locais de infraestrutura devem ser posicionados, a 
maneira de financiá-los e de dividir seus custos entre as unidades 
de negócio, quando devem ser atualizados e se cabe ou não 
terceirização.
 • Necessidades específicas do negócio – compreende a 
identificação de mudanças no que diz respeito aos sistemas e 
aos processos capazes de trazer benefícios significativos para a 
empresa. É devido as mudanças que a área de TI proporciona que 
há um aumento no valor dos negócios.
IMPORTANTE:
A tecnologia da informação vem para somar avanços nas 
organizações.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
39
Gestão de TI
Assis (2011), afirma que a gestão de TI envolve atividades 
relacionadas à entrega e suporte da Tecnologia da informação, tendo 
como exemplo o desenvolvimento/aquisição de sistemas, a operação e 
manutenção e o suporte aos componentes computacionais. A TI também 
pode ser utilizada como componente crítico de negócio.
Desta forma, o trabalho do gestor se baseia em criar e seguir 
adequadamente o monitoramento operacional do negócio, objetivando 
a construção de certezas, principalmente através do controle financeiro. 
Todavia, é importante frisar que para que a empresa tenha sucesso é 
importante o empenho conjunto do gerenciamento operacional e do 
gerenciamento estratégico.
O Plano de Governança de Tecnologia da Informação em seu art. 
1º, III, diz que a gestão de TI compreende o uso racional de meios para 
alcançar metas organizacionais, mediante o planejamento, organização, 
coordenação, monitoramento e controle das atividades operacionais e 
dos projetos.
Assis (2011), retrata que gerenciamento estratégico contempla a 
implantação de modificações em aspectos da maneira como a empresa 
compete e sobrevive no mercado, atuando de forma a controlar as ações 
e comportamentos necessários para implementação de mudanças.
Já no que se refere ao gerenciamento operacional, Assis (2011) 
diz que o gerenciamento dos serviços de TI é o conjunto de processos 
que cooperam para assegurar a qualidade aos serviços de TI, levando 
em consideração o que foi acordado com o cliente. Envolvendo desta 
forma, a escolha dos programas de tecnologia, a avaliação de riscos e 
incerteza, a transferência e implantação da tecnologia e o gerenciamento 
de projetos.
A Tecnologia da Informação se tornou uma provedora de serviços, 
funcionando de forma ativa com os usuários e possuindo como principal 
responsabilidade o planejamento e a entrega de serviços que atendam às 
necessidades dos seus clientes, atendendo os requisitos de desempenho, 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
40
qualidade, disponibilidade, segurança e custo, e o gerenciamento de 
acordo de nível de serviço, atuando tanto com provedores internos 
quanto externos.Assis (2011) diz que nos estágios de provedor de serviço e provedor 
de tecnologia, a gestão de TI se caracteriza por:
 • Foco na eficiência operacional;
 • Possibilidade de se descolar dos negócios;
 • Forte disciplina de custos;
 • Orçamentos baseados em parâmetros de mercado.
Modelos para gestão de TI
São destacados dois modelos direcionados para o gerenciamento 
de serviços: ITIL e o padrão ISO/IEC 20000.
 • Modelo ITIL (Information Technology Infrastructure Library) – 
Fernandes e Abreu (2008) retrata que o ITIL é um modelo de 
referência que contém melhores práticas para o gerenciamento 
de serviços de TI, organizadas sob a lógica do ciclo de vida do 
serviço. 
O serviço é considerado o conceito básico do ITIL, pois é o meio 
de entregar valos aos clientes, atuando de forma facilitadora para que 
os clientes possam alcançar os resultados que almejam, não assumindo 
custos e riscos extras. 
Assis (2011) diz que o ciclo de vida do serviço proposto pelo ITIL 
é comporto por cinco conjuntos: estratégia de serviços, desenho de 
serviços, transição de serviços, operação de serviços e a melhoria 
continuada de serviços.
 • Modelo ISO/IEC 20000 (Information Technology Service 
Management) – esse modelo apresenta duas partes, a primeira e a 
ISO/IEC20000-1 que de acordo com Assis (2011) é a especificação 
formal e define os requisitos para as organizações prestarem 
serviços de qualidade aceitável aos seus clientes, compõe sem 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
41
âmbito: planejamento e implementação de serviços novos ou 
alterações do serviço; requisitos para um sistema de gestão; 
processos de prestação de serviços, relacionamento, resolução e 
controle; e planejamento e implementação da gestão do serviço. 
A segunda é a ISO/IEC20000-2 que representa o Código de 
Práticas que descreve as boas práticas para processos de gestão 
de serviços.
A governança e o gerenciamento de TI
De acordo com o estudado podemos concluir que a governança de 
TI é diferente do gerenciamento de TI.
Assis (2011) trata dessa diferença dizendo que o escopo do 
Gerenciamento contempla a eficiência e a eficácia da provisão de 
serviços e produtos de TI internamente à organização, assim como no 
gerenciamento das operações de TI. Já a Governança é mais ampla, se 
concentrando na viabilização e na transformação da TI para atender às 
necessidades atuais e futuras do negócio e dos clientes.
Ressaltando ainda mais as diferenças, Assis (2011) diz que a 
Governança está associada à definição “do que” fazer e o Gerenciamento 
está associada ao “como” a organização irá desenvolver e entregar os 
serviços.
Figura 3: Governança e atividades de TI
Governança Corporativa Atividades de Negócio
Governança de TI Atividades de TI
Direciona e determina Demanda informação de
Fonte: elaborada pela autora com informações de Assis (2011)
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
42
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste 
capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Neste capítulo, 
trouxemos um assunto muito importante para o avanço 
das empresas: a governança corporativa que é o sistema 
pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, 
tramamos dos princípios que essa governança se baseia. 
Em seguida, tratamos da governança de TI, trazendo as 
decisões essenciais em Tecnologia da Informação. Por fim, 
finalizamos tratando da gestão de TI, falando como é o 
trabalho do gestor de TI, para em seguida comparar com 
a governança.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
43
Compreensão do Big Data: os aspectos 
legais e política de uso das tecnologias da 
informação
INTRODUÇÃO:
Esse capítulo tratará primeiramente do Big Data, trazendo 
uma melhor compreensão do que vem a ser essa ferra-
menta. Posteriormente, trataremos dos aspectos legais e 
da política de uso das tecnologias da informação, trazendo 
as leis que servem de embasamento para que esses pro-
fissionais possam trabalhar de maneira correta. Vamos lá!
Big Data
O que vem a ser a Big data (Figura 4)? Silveira, Marcolin e Freitas 
(2015) retratam que a nomenclatura Big Data é um conceito abstrato que 
veio surgir em 2010 com o intuito de designar tendência tecnológica de 
gerar grandes quantidades de dados, de diferentes origens e formatos. A 
big data se tornou uma ferramenta emergente para a tomada de decisão 
corporativa, pois sua intenção é fazer com que novas informações sejam 
criadas, e a partir disso sejam geradas novas ideias úteis de bens e 
serviços de valor significativo.
Figura 4: Big Data
Fonte: Pixabay 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
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O que são dados? Schroeder (2018) diz que em termos de 
conhecimento científico os dados possuem três características: 
1. os dados pertencem ao objeto ou fenômeno sob investigação, 
sendo um material coletado sobre o objeto da pesquisa.
2. Os dados existem antes da análise. 
3. Os dados são a unidade de análise útil mais divisível ou atomizada. 
Davenport (2014), trouxe dados de que no ano de 2012 foram 
gerados no mundo cerca de 2,8 trilhões de gigabytes em dados, 
é medida em bytes demonstrando a escalada da transmissão 
de dados pelas redes informatizadas. Todavia, o Big Data não 
tem como única característica o volume de dados, ele também 
considera a variedade e a velocidade.
Silveira, Marcolin e Freitas (2015), dizem que a variedade de fontes 
de dados tem relação com às diversas possibilidades de equipamentos ou 
aplicações envolvidas na geração e captura de dados. A velocidade por 
sua vez, transforma os dados em informações para tomada de decisões 
em tempo real, sendo um desafio e uma fonte de diferencial competitivo.
Complementando com mais características, Demchenko (2013) traz 
a veracidade e o valor. A veracidade diz respeito a necessidade dos dados 
coletados tenham sua origem comprovada, isto é, os dados devem ser 
confiáveis. Já o valor é o trabalhar com dados que sejam de fato elementos 
de valor para a tomada de decisões.
Assim, o Big Data faz parte da terceira revolução industrial, onde 
diversas organizações o utilizam no processo de tomada de decisões, 
que tem como obrigação a obtenção de dados online com a finalidade de 
prestar apoio às decisões em tempo ágil.
IMPORTANTE:
O universo digital vem cada dia mais se reinventado, a 
cada ano surge uma nova ferramenta. Desta forma, as 
organizações devem seguir os avanços da Era Digital em 
que estamos vivendo, para que assim possa conseguir 
sobreviver no mercado que a cada dia se torna mais 
competitivo e complexo.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
45
Os aspectos legais e a política de uso das 
tecnologias da informação
Devido ao avanço e o desenvolvimento tecnológico, devemos 
refletir sobre os aspectos legais e éticos no que se refere ao exercício 
profissional da área de Tecnologia da Informação.
O plano de governança de tecnologia da informação em seu 
art. 1º considera tecnologia da informação e comunicação como ativo 
estratégico que suporta processos de negócios institucionais, mediante 
a conjugação de recursos, processos e técnicas utilizadas para obter, 
processar, armazenar, disseminar e fazer uso de informações.
Em seu art. 3º, o plano de governança diz que o planejamento da 
tecnologia da informação deverá seguir as seguintes diretrizes:
 • Definição de indicadores e fixação de metas para avaliação do 
alcance dos objetivos estabelecidos;
 • Participação das unidades gestoras na elaboração dos planos e 
políticas de tecnologia da informação;
 • Alinhamento entre as ações de governança e a gestão de 
tecnologia da informação;
 • Transparência na execução dos planos de tecnologia da 
informação;
 • Compreensão das políticas públicas, programas, projetos e 
processos de trabalho do Ministério dos direitos humanos, com o 
objetivo de identificar oportunidades que possamser alavancadas 
pelo uso da tecnologia da informação;
 • Estabelecimento de critérios de priorização e alocação 
orçamentária para os programas e projetos de tecnologia da 
informação;
 • Alinhamento entre a proposta orçamentária anual e as estratégias 
e planos de tecnologia da informação.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
46
De acordo com Pinhão e Koiffman (2018), não existe uma lei geral 
que trata da tecnologia da informação no Brasil, mesmo o país fazendo 
parte dos 10 principais países do mundo que se refere ao faturamento 
do mercado dessa área. O Brasil possui várias leis que tratam da área da 
tecnologia.
Sabe-se que a principal lei brasileira que trata da relação entre 
fornecedor e consumidor é o Código de Defesa do Consumidor. O 
Decreto 7962/13 trouxe modificações nesse código trazendo normas para 
os negócios online, estabelecendo que tem como obrigação para com os 
consumidores online: informações claras a respeito do produto, serviço e 
fornecedor; atendimento facilitado ao consumidor; respeito ao direito de 
arrependimento.
No que se refere aos documentos eletrônicos, Pinhão e Koiffman 
(2018) diz que é o Comitê Gestor da Infraestrutura de Chaves Públicas 
que regula a certificação digital e o Instituto Nacional de Tecnologia 
da Informação que fiscaliza e audita os prestadores de serviço de 
credenciados pelo Comitê citado. Entre as formas de documentos 
eletrônicos reconhecidas no Brasil, podemos citar:
 • Assinatura eletrônica “simples”;
 • Assinatura eletrônica “avançada”; 
 • Certificado digital.
Ao se falar de contratos de tecnologia da informação, Pinhão 
e Koiffman (2018) diz que deve ser observada a Lei nº9609/1998. Os 
contratos de prestação de serviços geralmente são utilizados nos casos 
em que se encomenda um software ou quando uma solução de TI é 
elaborada para uma empresa em particular.
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47
Figura 5: Contratos de tecnologia da informação
Fonte: Pixabay
IMPORTANTE:
É importante a leitura integral da Lei nº9609/1998, pois 
ela dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de 
programa de computador, sua comercialização no país e 
dá outras providências.
Os principais pontos em negociação em tecnologia da informação 
de um contrato são, de acordo com Veiga (2008): organizar antes 
de informatizar, identificar necessidades, estabelecer cronogramas, 
estabelecer limites claros, desenvolvimento (definir direitos autorais 
e ressalvar o acervo técnico), níveis de serviço, precificação, termo, 
responsabilidade civil e formas de rompimento.
No que tange a proteção de dados pessoais, em 2008 foi aprovada 
a Lei nº13709/2018, sendo a Lei geral de proteção de dados pessoais. 
Desta forma, ao utilizar a tecnologia da informação os profissionais devem 
estar atentos ao que diz essa lei. Em seu art. 6º a Lei nº13709/2018 diz:
Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão 
observar a boa-fé e os seguintes princípios:
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
48
I - Finalidade: realização do tratamento para propósitos 
legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem 
possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível 
com essas finalidades;
II - Adequação: compatibilidade do tratamento com as 
finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto 
do tratamento;
III - Necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário 
para a realização de suas finalidades, com abrangência dos 
dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação 
às finalidades do tratamento de dados;
IV - Livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada 
e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como 
sobre a integralidade de seus dados pessoais;
V - Qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, 
clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com 
a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu 
tratamento;
VI - Transparência: garantia, aos titulares, de informações 
claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a realização 
do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, 
observados os segredos comercial e industrial;
VII - Segurança: utilização de medidas técnicas e 
administrativas aptas a proteger os dados pessoais de 
acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas 
de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão;
VIII - Prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência 
de danos em virtude do tratamento de dados pessoais;
IX - Não discriminação: impossibilidade de realização do 
tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos;
X - Responsabilização e prestação de contas: demonstração, 
pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de 
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
49
comprovar a observância e o cumprimento das normas de 
proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas 
medidas. (BRASIL, 2018, s.p.)
Está Lei também traz que o tratamento de dados pessoais só 
poderá ocorrer nas seguintes hipóteses:
 • Mediante o fornecimento de consentimento pelo titular;
 • Para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo 
controlador;
 • Pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado 
de dados necessários à execução de políticas públicas previstas 
em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios 
ou instrumentos congêneres;
 • Para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, 
sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais;
 • Quando necessário para a execução de contrato ou de 
procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja 
parte o titular, a pedido do titular dos dados;
 • Para o exercício regular de direitos em processo judicial, 
administrativo ou arbitral;
 • Para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de 
terceiros;
 • Para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento 
realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou 
autoridade sanitária;
 • Quando necessário para atender aos interesses legítimos do 
controlador ou de terceiros, exceto no caso de prevalecerem 
direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção 
dos dados pessoais;
 • Para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na 
legislação pertinente.
Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação
50
SAIBA MAIS:
Só foram citados no trabalho dois artigos da Lei em 
comento, todavia, é importante que o aluno leia a lei toda 
ter conhecimento do que a lei diz sobre a proteção de 
dados pessoas. Lei nº13709/2019. Clique aqui para acessar. 
 
No que se refere ao estabelecimento de princípios, garantias, 
deveres e direitos com relação ao uso da internet, existe o Marco Civil da 
internet constante na Lei nº 12965/2014. Essa lei em seu art. 9º diz que o 
responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de 
tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por 
conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação. No que tange 
a proteção aos registros, dados pessoais e comunicações privadas o art, 
10 da mencionada lei diz:
 • Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de 
acesso a aplicações de internet de que trata esta Lei, bem como 
de dados pessoais e do conteúdo de comunicações privadas, 
devem atender à preservação da intimidade, da vida privada, da 
honra e da imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas.
 • § 1º O provedor responsável pela guarda somente será obrigado 
a disponibilizar os registros mencionados no  caput,  de forma 
autônoma ou associados a dados pessoais ou a outras informações 
que possam contribuir para a identificação do usuário ou do 
terminal, mediante ordem judicial, na forma do disposto na Seção 
IV deste Capítulo, respeitado o disposto no art. 7º .
 • § 2º O conteúdo das comunicações privadas

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