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Unidade II A Área de TI e a Governança Corporativa Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Gerente Editorial CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria JESSICA LAISA DIAS DA SILVA ELLEN THAYNA MARA DELGADO BRANDÃO AUTORIA Jessica Laisa Dias da Silva Olá. Sou Jessica Laisa Dias da Silva Possuo graduação em Sistema da Informação e Mestrado em Sistema e Computação na UFRN. Tenho experiência na área de Informática na educação, com ênfase em Mineração de Dados Educacionais como também atual no estimulo dos jovens e crianças no estudo de ensino a programação. Realizo trabalhos e pesquisas voltados ao universo dos jogos digitais inseridos no contexto educacional, como incentivo deles no ensino dos jovens e aos professores. Atualmente realizo pesquisas no contexto de disseminação do pensamento computacional. para crianças e jovens. As áreas de interesse de estudo são: Educação, Engenharia de Software, Mineração de dados, Pensamento Computacional, Jogos Digitais Educativos, Gerenciamento de projeto. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! Ellen Thayna Mara Delgado Brandão Olá. Meu nome é Ellen Thayna Mara Delgado Brandão. Sou formada em Direito pela Unifacisa - Universidade de Ciências Sociais Aplicadas. Atualmente sou professora Conteudista nas áreas de humanas, tecnológicas, direito etc. Como jurista atuo nas áreas de Direito Penal, Direito do Trabalho e Direito do Consumidor. Sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! ICONOGRÁFICOS Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: INTRODUÇÃO: para o início do desenvolvimento de uma nova compe- tência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de se apresentar um novo conceito; NOTA: quando forem necessários obser- vações ou comple- mentações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamen- to do seu conheci- mento; REFLITA: se houver a neces- sidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou dis- cutido sobre; ACESSE: se for preciso aces- sar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últi- mas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de au- toaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando o desen- volvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas; SUMÁRIO Informática: Hardware e Software .......................................................10 História da informática ................................................................................................................. 10 Memória RAM e o primeiro sistema ............................................................... 13 UNIVAC I, o computador industrial ................................................................. 13 Silício ..................................................................................................................................... 13 Programação no ensino militar .......................................................................... 14 Armazenamento em disco rígido ..................................................................... 14 FORTRAN, a linguagem científica .................................................................... 14 Hardware versus Software ....................................................................................................... 16 A área de TI e seus conhecimentos técnicos ................................. 20 A tecnologia da informação na tomada de decisão ............................................. 21 Conhecimentos técnicos da área de TI ..........................................................................24 As principais técnicas modernas para TI .......................................................................24 Executive Information Systems .........................................................................25 Enterprise Resource Planning ............................................................................25 Sistemas de apoio a decisões ............................................................................25 Sistemas gerenciadores de banco de dados ..........................................26 Data warehouse ............................................................................................................26 Recursos da inteligência artificial .....................................................................27 Sistemas especialistas .............................................................................................27 Data mining .......................................................................................................................28 Database marketing ...................................................................................................28 Recursos On-line Analytic Processing .........................................................29 Governança corporativa e gestão de TI ........................................... 30 Governança corporativa ............................................................................................................ 30 O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa ................................33 Governança de TI .........................................................................................................34 Gestão de TI ........................................................................................................................................37 Modelos para gestão de TI .................................................................................. 38 A governança e o gerenciamento de TI ........................................................................ 39 Compreensão do Big Data: os aspectos legais e política de uso das tecnologias da informação .............................................................41 Big Data .................................................................................................................................................. 41 Os aspectos legais e a política de uso das tecnologias da informação .43 Código de ética do profissional de informática .................................... 49 9 UNIDADE 02 Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 10 INTRODUÇÃO O mundo está em constante evolução, pessoas inventam coisas novas todos os dias, os reis da informática estão cada vez mais facilitando a vida das pessoas. Devido a sabermos desse avanço, estudaremos a história da informática partindo de onde começaram os primeiros meios tecnológicos até os dias atuais. Posteriormente, estudaremos sobre o que vem a ser Hardware e Software e como esses dois conceitos se ligam. Depois de estudarmos os conceitos, partiremos para os conhecimentos técnicos da área da tecnologia da informação, mencionando algumas diversas técnicas modernas da tecnologia da informação. Ainda nesse seguimento analisaremos o que vem a ser governança corporativa, trataremos da governança de TI e por fim da gestão de TI, para que assim possamos estudar sobre o que vem a ser o Big Data e os aspectos políticos e legais da tecnologia da informação. Gestão dasomente poderá ser disponibilizado mediante ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer, respeitado o disposto nos incisos II e III do art. 7º . • § 3º O disposto no caput não impede o acesso aos dados cadastrais que informem qualificação pessoal, filiação e endereço, Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação https://bit.ly/2TPStXP 51 na forma da lei, pelas autoridades administrativas que detenham competência legal para a sua requisição. • § 4º As medidas e os procedimentos de segurança e de sigilo devem ser informados pelo responsável pela provisão de serviços de forma clara e atender a padrões definidos em regulamento, respeitado seu direito de confidencialidade quanto a segredos empresariais. (BRASIL, 2014, s.p.). IMPORTANTE: É importante a leitura integral da Lei nº12965 de 23 de abril de 2014. Código de ética do profissional de informática O código de ética do profissional de informática traz os deveres desses profissionais, sendo eles: São deveres dos profissionais de Informática: Art. 1o: Contribuir para o bem-estar social, promovendo, sempre que possível, a inclusão de todos os setores da sociedade. Art. 2o: Exercer o trabalho profissional com responsabilidade, dedicação, honestidade e justiça, buscando sempre a melhor solução. Art. 3o: Esforçar-se para adquirir continuamente competência técnica e profissional, mantendo-se sempre atualizado com os avanços da profissão. Art. 4o: Atuar dentro dos limites de sua competência profissional e orientar-se por elevado espírito público. Art. 5o: Guardar sigilo profissional das informações a que tiver acesso em decorrência das atividades exercidas. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 52 Art. 6o: Conduzir as atividades profissionais sem discriminação, seja de raça, sexo, religião, nacionalidade, cor da pele, idade, estado civil ou qualquer outra condição humana. Art. 7o: Respeitar a legislação vigente, o interesse social e os direitos de terceiros. Art. 8o: Honrar compromissos, contratos, termos de responsa- bilidade, direitos de propriedade, copyrights e patentes. Art. 9o: Pautar sua relação com os colegas de profissão nos princípios de consideração, respeito, apreço, solidariedade e da harmonia da classe. Art. 10 o: Não praticar atos que possam comprometer a honra, a dignidade, privacidade de qualquer pessoa. Art. 11o: Nunca se apropriar de trabalho intelectual, iniciativas ou soluções encontradas por outras pessoas. Art. 12o: Zelar pelo cumprimento deste código. (BRASIL, 2013, s.p.). É de suma importância para o profissional da tecnologia da informação ter conhecimento das leis para que possa efetuar seu trabalho da maneira mais correta possível, além disso, deve seguir tudo que é estabelecido pelo Código de Ética. RESUMINDO: Neste capítulo vimos o que vem a ser o Big Data ferramenta que veio para gerar grande quantidade de dados. Em seguida, tratamos dos aspectos legais e da política de uso das tecnologias da informação, trazendo primeiramente como deve ser o planejamento da tecnologia da informação de acordo com o plano de governança e depois abordando as demais leis que tratam dos aspectos legais dessa área, para por fim, trazer o código de ética do profissional da computação. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 53 REFERÊNCIAS ASSIS, Célia Barbosa. Governança e Gestão da Tecnologia da Informação: Diferenças na aplicação em empresas brasileiras. 2011. Acesso em 27 de fevereiro de 2020. BRASIL. Decreto nº7962/13 de 15 de março de 2013. BRASIL. 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Governança de tecnologia da informação: estudo sobre a relação entre a TI e a governança corporativa nas organizações. 2017. FALSARELLA, Orandi Mina; CHAVES, Eduardo OC. Sistemas de informação e sistemas de apoio à decisão. Acedido em, v. 20, 2004. FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. Implantando a Governança de TI da Estratégia à Gestão dos Processos e Serviços . 2.ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2008. Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Acesso em 27 de fevereiro de 2020 JÚNIOR, Marcelo. Introdução à informática: Hardware & Software. 2014. Acesso em 18 de fevereiro de 2020 LAIGNIER, Pablo. Breve história dos computadores e do ciberespaço: uma abordagem conceitual. 2010. Acesso em 18 de fevereiro de 2020 LOVEJOY, Williamson. Integrated operations: a proposal for operations management teaching and reserarch. Production and Operations Management. Volume 7, 1996. MAIA, Mariana Paes da Fonseca. A tecnologia da informação como fator de sobrevivência e vantagem competitiva. 2013. 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Tese (Doutorado) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. MESSINA, Ana Paula. A história da informática. 2019. Acesso em 18 de fevereiro de 2020 MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS. Plano de governança de tecnologia da informação. Acesso em 29 de fevereiro de 2020 NEVES, Willian Freitas Maciel. Peopleware a importância das pessoas nas organizações. 2016. Acesso em 18 de fevereiro de 2020 OLIVEIRA, A. C. Tecnologia de informação: competitividade e políticas públicas. Revista de Administração de Empresas, v. 36, n. 2, p. 34-43, 1996. PINHÃO E KOIFFMAN. Como compreender a Legislação da TI no Brasil. Acesso em 29 de fevereiro de 2020 PRATA, David Nadler; OLIVEIRA, JULIO CESAR. EFICIÊNCIA E EFETIVIDADE DO TJTO COM APOIO DAS TIC E DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: UMA CONCEPÇÃO. In: X Seminário de Pesquisa Interdisciplinar- ISSN 2178-2121. 2019. Acesso em 19 de fevereiro de 2020 PRIMAK, FÁBIO VINÍCIUS. Decisões com B.I.- BUSINESS INTELLIGENCE. 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Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos: 1. Explicar a história da informática e diferenciar os tipos de software, hardware e peopleware para uma gestão inteligente; 2. Interpretar dado, informação e conhecimento para a análise de tomada de decisão; 3. Comparar Governança Corporativa a Gestão de Tecnologia da Informação; 4. Estruturar equipes com base nos aspectos legais e éticos de tecnologia da informação. Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 12 Informática: Hardware e Software INTRODUÇÃO: Ao término deste capítulo, você será capaz de entender a história da informática, onde deu início o surgimento dos primeiros meios de informação, até o avanço dos dias atuais. Posteriormente diferenciaremos hardware de software. Então vamos lá. Avante! História da informática Primeiro, precisamos definir o que vem a ser informática. De acordo com CERQUEIRA (2004), informática nada mais é do que o tratamento automático da informação através da utilização de técnicas, procedimentos e equipamentos adequados. Desta forma, a informática é associada aos computadores e os computadores são os processadores de dados capazes de aceitar informações, efetuar operações programadas e fornecer resultados para resoluções de problemas. Mas de onde vieram os computadores? CERQUEIRA (2004) também responde essa pergunta, dizendo que o homem sempre procurou uma maneira de produzir mais com menos, desta forma, ele desenvolveu máquinas capazes de otimizar determinadas atividades que se fossem realizadas pelos homens seriam mais demoradas e complicadas. O mais antigo instrumento de cálculo que se tem conhecimento é o ábaco (figura 1), ele era formado em uma armação de madeira que possuía fios amarrados contendo neles pequenas pedras calcárias, onde era atribuído valores de centenas, dezenas, unidades. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 13 Figura 1: Ábaco Fonte: Pixabay Em seguida, surgia a primeira calculadora capaz de realizar operações básicas de adição e subtração, sendo criada no século XVII por Blaise Pascal, ficando conhecida como Pascaline, seu modelo de calculadora processava até oito dígitos, e encontram-se presente até os dias de hoje, sendo constituída por várias rodas dentadas, que através de seus giros resolviam os cálculos. Todavia, por processar de maneira lenta essa calculadora não apresentou vantagem sobre fazer o cálculo manual. Após ver a criação de Pascal, Gottfried Leibniz foi além, projetou uma máquina que processava operações de adição, subtração, multiplicação e divisão. A máquina de Leibniz possuía cilindros de rodas dentadas e também um sistema de engrenagem complexo. As primeiras máquinas que foram comercializadas no século XIX foi inspirada na máquina de Leibniz, mas ainda nada comparado a tecnologia atual. Foi na época da Revolução industrial que as máquinas começaram a apresentar um avanço mais significativo, devido a ideia de substituir o trabalho humano pelas máquinas. Época em que Charles Babbage desenvolveu as “Máquinas Matemáticas”, que eram máquinas que calculavam e imprimiam, muito semelhantes a nossas impressoras. Em seguida, Babbage criou a “Máquina Analítica”, que foi a primeira máquina programável, sendo capaz de executar qualquer cálculo, tinha como limitação o fato das suas informações serem armazenadas em cartões Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 14 perfurados, contendo programa e dados. Todavia, Babbage obteve vários fracassos o que fez seus projetos ficarem abandonados. Na mesma época de Babbage, George Boole ao estudar várias teorias matemáticas introduz a “Lógica Formal” ou “Álgebra de Boole”, essa lógica fez com que pudesse identificar se uma situação é verdadeira ou falsa através de operadores lógicos “AND”, “OR” e “NOT”, que teve grande importância para o uso da técnica de programação. Foi graças aos estudos de Boole que outros matemáticos criaram os sistemas de numeração binária. Com todos esses avanços, foi desenvolvido as diretrizes que impulsionaram as atuais técnicas de programação, sendo Alan Turing o criador do que hoje é considerado a base de todas as técnicas de programação, que se fundamenta em uma forma de introduzir dados nas máquinas, sendo conhecida como decodificação. Sendo desta forma, concretizada a ideologia de uma máquina poder trabalhar com vários dados diferentes dependendo somente dos procedimentos e diretrizes que fossem inseridos nela, tendo surgido desta forma a máquina programável. De acordo ainda com Cerqueira (2004), os Estados Unidos quiseram em 1890 elaborar um censo, e, se fosse utilizar do mecanismo já existente ia levar cerca de 10 anos para ser concluído, foi aí que Herman Hollerith desenvolveu um aperfeiçoamento dos cartões perfurados conseguindo obter os resultados em três anos. Cerqueira (2004) diz que o processo desenvolvido por Hollerith foi de introduzir os cartões na máquina que os lia a partir de pinos metálicos, que ao entrarem em contato com os cartões ultrapassavam as marcas perfuradas e entravam em contato direto com uma superfície também metálica. No contato dos pinos com a superfície metálica era transmitida uma corrente elétrica, que era registrada e armazenada na memória da máquina. Essa máquina ficou conhecida como Tabulador de Hollerith. Devido ao sucesso obtido por Hollerith com censo, ele fundou a Tabulation Machine Company (TMC) em 1896, posteriormente em 1914, se associou com duas pequenas empresas formando a Computing Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 15 Tabulation Recording Company que em 1924 se tornou a famosa Internacional Business Machine (IBM). Seguindo a linha do tempo da evolução, em 1930 houve o marco para o início da moderna era do computador com a invenção do Analisador Diferencial de Vanner. Em seguida, em 1936, Allan Turing publicou um artigo sobre números computáveis e Claude Shannon elaborou uma tese para demonstrar a conexão entre os circuitos elétricos, a lógica e a simbólica. Prosseguindo nos avanços, em 1937 George Stibitz desenvolveu o “Somador Binário”. Na segunda guerra mundial em 1939, de acordo com Laignier (2010), foi que surgiram os primeiros computadores, mas não foram com fins comerciais, eram grandes máquinas de cálculos para uso na guerra. A segunda guerra mundial deixou várias tecnologias que foram aprimoradas para atender o mercado industrial. Como exemplo dessas tecnologias, tem de acordo com Messina (2019): Memória RAM e o primeiro sistema Frederic Williams, Tom Kilburn e Geoff Toothill desenvolveram a Small-Scale Experimental Machine, sendo construído para testar a nova tecnologia de memória desenvolvida por Williams e Kilburn, sendo a primeira random access memory ou RAM para computadores. UNIVAC I, o computador industrial O UNIVAC I surgiu devido a necessidade da indústria norte- americana de novas tecnologias para automatizar seus processos, esse computador continha a unidade de fita chamada UNISERVO, sendo o primeiro dispositivo de armazenamento de fita para um computador comercial, essas fitas pesavam cerca de três quilos e cada bobina sua podia conter 1.440.000 dígitos decimais podendo ser ligo a 100 polegadas. Silício Em 1954, a empresa Texas Instruments criou o primeiro transistor utilizando o silício que é um elemento da tabela periódica sendo Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 16 considerado um semicondutor capaz de transmitir 95% dos comprimentos de ondas das radiações infravermelhas. Foi aí que surgiu a memória virtual, permitindo que um computador utilizasse sua capacidade de armazenamento para alternar rapidamente entre váriosprogramas ou usuários. Programação no ensino militar A IBM produziu o modelo 650 no ano de 1954, seu computador trabalhava a 12.500 rpm, possuindo um cilindro de armazenamento de dados magnéticos que permitia um acesso mais rápido a informações armazenadas. Esse modelo foi utilizado em salas de aula para as primeiras aulas de programação, a linguagem dessa máquina era de paradigma sequencial, em que cada instrução realizada tinha 10 caracteres do tipo “xx yyyy zzzz”, sendo o “xx” representante do código da operação realizada, “yyyy” o endereço da memória e o “zzzz” o endereço da próxima instrução que seria executada. Armazenamento em disco rígido Devido os computadores utilizarem fitas magnéticas para armazenar as informações, com pequena quantidade de dados já eram gerados grandes rolos de fita. Devido a esse fato se iniciou a era do armazenamento em disco magnético com o computador RAMAC 305, que foi desenvolvido pela IBM em 1956. Esse computador possuía uma unidade de disco composta por 50 pratos de metal revestidos magneticamente sendo capaz de armazenar 5 milhões de caracteres de dados ou 5 Megabytes. FORTRAN, a linguagem científica Em 1957, a equipe da IBM desenvolveu o FORTRAN, sendo uma língua de computação científica que usa declarações em inglês. Depois de alguns anos, o FORTRAN tornou-se a linguagem mais utilizada até os dias atuais, suas primeiras versões utilizava a programação imperativa e em sua versão 2003 houve o implemento do paradigma de orientação a objetivos. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 17 Nos anos de 50 e 70 do século XX, surgiram dispositivos tecnológicos pequenos, permitindo que o computador saísse do ambiente laboratorial, se tornando assim, de forma gradual, objeto de consumo e uso pessoal, como exemplo de equipamento dessa época podemos citar os chips, transistores, microprocessadores. Os transistores, de acordo com Laignier (2010) foi criado nos anos 40, e o maior avanço da miniaturização aconteceu em 1971, onde a empresa norte-americana Intel fabricou o primeiro microprocessador comercial. Foi a partir daí que a automação das atividades industriais se tornou uma realidade. Os microprocessadores foram desenvolvidos novas linguagens de programação, de acordo com Messina (2019), Niklaus Wirth em 1971 desenvolveu a linguagem Pascal, que trabalhava com o paradigma de programação estruturada e imperativa, após alguns anos foi desenvolvida para a linguagem Object Pascal, estabelecendo um novo paradigma mais confiável. Em 1972, Dennis Ritchie produziu a linguagem C para reescrever o sistema UNIX, servindo de base para diversos sistemas. Posteriormente, em 1972 a empresa Xerox PARCcriou a linguagem orientada a objetos Smalltalk, sendo primeiramente desenvolvida para fins educacionais, mas se tornando uma das linguagens mais influentes para a área de desenvolvimento de software, sendo seu padrão mais conhecido como Model View Controller. NOTA: É importante fazer uma ressalva que, segundo Briggs e Burke (2004), os primeiros computadores pessoas vendidos comercialmente datam dos anos 60 nos Estados Unidos, onde seus fabricantes previam que o setor da educação seria sua clientela, mas os anos 70 mudou totalmente essa perspectiva. Foi aí que a fase dos computadores começou a crescer, na cidade de Silicon Valley, cidade que ficava perto da universidade de Stanford, na Califórnia, Estados Unidos, de acordo com Laignier (2010) os jovens Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 18 com conhecimento em eletrônica tinham como atividade acadêmica e contracultura montar seu próprio computador pessoal com os restos das peças industriais. Foi desta forma, que Bill Gates e Paul Allen, em 1975, criaram a Microsoft, com a linguagem de programação Basic que começou a ser utilizada por vários fabricantes, sendo posteriormente utilizado o sistema operacional baseado em Unix, mas foi considerado o sucesso da empresa na época o sistema MS-DOS. Em 1985, a Microsoft lançou o sistema operacional Microsoft Windows 1.0, sendo avançado no fim de 1987 para o Windows 2.0 e em 1994 para o Windows 3.x. em 1995 veio o Windows 95, que ofereceu suporte para softwares de 32 bits e hardware plug and play. Os avanços continuaram e em 1998 foi lançado o Windows 98, possuindo suporte para dispositivos USB, ACPI, hibernação e configuração de vários monitores. Sua última versão foi lançada em 2019, o Windows 10. Nesse mesmo contexto, de Bill Gates e Paul Allen que nos anos de 1975 e 1979, houve o lançamento dos primeiros computadores da empresa Apple desenvolvido por Steve Jobs e Steve Wozniak, contendo um interpretador BASIC. A Apple foi responsável por lançar modelos de computadores vendidos com fonte, teclado, gabinete protetor de plástico rígido, disquete, contendo diferentes linguagens de programação e diversos programas pioneiros, como por exemplo, o processador de texto, a primeira planilha e jogos. Em meio a toda essa evolução histórica estamos vivendo a era da informação em que graças a rede mundial de computadores se tornou possível compartilhar informações facilmente, sendo popularmente conhecido os navegadores utilizados no Windows 3.0 e no 95 como o Mosaic, o internet explorer e o Netscape, também com os novos sistemas operacionais que são baseados em UNIX conhecido como GNU e o surgimento do Linux, além disso, a linguagem da programação foi orientada a objetos Java funcionando em diferentes tipos de hardwares. Hardware versus Software Após estudarmos sobre a história da informática partiremos para o estudo do hardware e do software. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 19 REFLITA: O que você entende por hardware e software? De acordo com Júnior (2014), Hardware é o nome utilizado para definir as partes físicas que compõem um computador, todo aparato computacional que podemos tocar é chamado de hardware, seus componentes são: • Unidade Central de Processamento (CPU); • Unidades de Disco Removível; • Monitor; • Teclado; • Mouse; • Microfone e caixas acústicas; • Alto-falante; • Mesas digitalizadoras; • Impressora; • Multifunções; • Scanners. Ao explicarmos o que vem a ser hardware, devemos definir o que vem a ser o software. Assim, software corresponde aos programas que controlam e usam o hardware do computador, sendo desta forma, de acordo com Cerqueira (2004), o conjunto de instruções colocadas em ordem lógica que quando executada, a sequência de comandos presente nele controla o computador de modo a leva-lo a realização de tarefas de maneira eficiente e rápida. Hoje no mercado existem softwares de caráter original e protegidos, em que alguns precisam de licença para poder utilizá-los, também existem Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 20 os desenvolvidos de forma personalizada atendendo as especificações dos clientes. Os softwares são divididos em: • Software de base – sem eles o computador funciona em um estado vegetativo, ficando impossibilitado de realizar tarefas de qualquer espécie; • Software de aplicação – são os programas que utilizamos no nosso dia a dia para resolução de problemas específicos ou execução de tarefas de maneira customizada; • Software sob medida – são criados para atender as necessidades especificas e exclusivas do usuário ou empresas. Temos como exemplo os sistemas utilizados nas lojas, nos bancos, entre outros; • Software aplicativos – são gerados mundialmente para atender de forma prática as necessidades de todo mundo. Como exemplo temos, os sistemas operacionais (Apple, Microsoft), Pacotes de Produtividade (Corel, Sun Microsystens), Editoração Gráfica (Adobe, Quark), Multimídia (Macromedia, Amabilis), Computação gráfica (Adobe, Corel), Internet (Chrome, Opera), Programação (Conectiva, Apple), Entretenimento (Microsoft, Apple), Utilitários (Mac Afee, PowerQuest). Júnior(2014, p7) traz um jargão utilizado para memorizar a diferença entre hardware e software: “Hardware é o que você chuta, software é o que você xinga”. Por fim, vocês sabem o que vem a ser peopleware? De acordo com NEVES (2016), peopleware são as pessoas que trabalham com a área de processamento de dados ou sistemas de informação sendo de forma direta ou indireta na utilização das mais diversas funcionalidades desses aplicativos de gerenciamento que agrega informações precisas, seja no controle de empresa ou na utilização das informações para tomada de decisões. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 21 RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mes- mo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, va- mos resumir tudo o que vimos. Neste capítulo, trouxemos a abordagem de como surgiu a informação, trazendo sua história desde o surgimento do primeiro objeto desenvolvi- do para cálculo até as máquinas inovadores com sistemas operacionais revolucionários. Além disso, quando falamos da história da informática falamos sobre software e hard- ware, então, posteriormente foi necessário fazer a distinção entre esses elementos, trazendo seus elementos e a sua importância para área da informação. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 22 A área de TI e seus conhecimentos técnicos INTRODUÇÃO: Neste capítulo, estudaremos a multidisciplinariedade da área de TI, tratando inclusive da sua importância na toma- da de decisão. Estudaremos também sobre os estágios da tecnologia da informação nas organizações, por fim trata- remos dos conhecimentos técnicos dessa área, falando as tecnologias modernas que estão à disposição dessa área. Empolgados? Vamos lá! A tecnologia da informação é necessária e útil nas organizações tendo em vista que contribui na eficácia, eficiência e sustentabilidade desta. A TI são os instrumentos nas atividades das organizações, pois com seus desenvolvimentos e inovações essa área vem sendo o motor de maior parte das mudanças ocorridas nas organizações e na sociedade. O computador desencadeou no século XX, de acordo com Carvalho (2010), a evolução que nos trouxe para a sociedade da informação. A TI forma um conjunto de fenômenos organizacionais e sociais e também, um conjunto de intervenções que estão ligadas ao bem estar da sociedade e das organizações. A TI está presente nas situações que envolvem a organização com relação a informação, sendo de natureza social e humano, desta forma, de acordo com Carvalho (2010) a área de TI envolve um amplo conhecimento de natureza multidisciplinar, abrangendo aspectos como: • As tecnologias da informação; • A informação; • Os fenômenos humanos e sociais associados à produção, processamento e utilização de informações; • Os fenômenos da adoção e utilização das tecnologias da informação; Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 23 • Aspectos comportamentais, ao nível dos indivíduos, dos grupos, das organizações relevantes para os contextos da adoção e utilização das tecnologias da informação e suas aplicações; • Os métodos, técnicas e ferramentas aplicáveis na condução de atividades de gestão e de intervenção organizacional relacionadas com a adoção e exploração das tecnologias da informação nas organizações. A tecnologia da informação na tomada de decisão A área da tecnologia da informação exige dos seus profissionais de acordo com Stoner (1999) muito trabalho, disciplina, organização, atenção quanto aos custos de produção e às normas que são necessárias para a produção de programas que sejam compatíveis com as máquinas e com as necessidades dos clientes. Os profissionais dessa área estão diretamente ligados ao desenvolvimento tecnológico da empresa, devendo criar estratégias, fazer a gestão de dados e sistemas e ainda, cuidar dos processos tecnológicos da empresa. De acordo com Stoner (1999), é somente com as informações precisas adquiridas no momento certo que os administradores podem monitorar o progresso na direção de seus objetivos e transformar os planos em realidade, assim, as informações devem ser analisadas segundo quatro fatores: • Qualidade da informação – quanto maior for a precisão da informação, maior será sua qualidade e com mais segurança os administradores podem contar com ela no momento da tomada de decisão; • Oportunidade de informação – para que se possa ter um controle eficaz, a ação corretiva deve ser aplicada antes de ocorrer um desvio considerado grande do plano ou do padrão, desta forma, as informações devem estar disponíveis para a pessoa certa no momento certo; Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 24 • Quantidade de informação – é muito difícil os administradores tomarem decisões precisas e oportunas sem possuir as informações suficientes, entretanto, é importante que não sejam despejadas mais informações do que necessário para não esconder as coisas mais importantes; • Relevância da informação – as informações recebidas pelos ad- ministradores devem ter relevância para suas tarefas e responsa- bilidades. Desta forma, Oliveira (1998) diz que o propósito básico da informação dentro da organização é de habilitar a empresa para que alcance seus objetivos por meio do uso dos seus recursos disponíveis, neste sentido, a teoria da informação leva em consideração as adequações e os problemas do seu uso efetivo pelos tomadores de decisão. Oliveira (1998) também diz que a eficiência na utilização da informação é medida em relação ao custo para obtê-la e o valor do benefício derivado de seu uso. Chaves e Falsarella (1995), traz que há uma relação entre as características dos sistemas de informação e os estágios de desenvolvimento da informática em que a organização se encontra, sendo os estágios (Figura 2): Tabela 1: Estágios da Tecnologia da Informação nas Organizações Estágio Características Sistemas Iniciação Automação de processos manuais Inexiste planejamento Inexiste participação do usuário Proliferação de aplicações 100% dos sistemas são para controles operacionais Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 25 Contágio Inexiste planejamento Fraca participação do usuário Reestruturação interna do CPD Pelo menos 15% dos sistemas são para controle gerencial Controle Início do controle dos recursos de informática Usuário responsabilizado Utilização de Banco de dados 80% - Operacional 20% - Gerencial Integração Controle e contabilização do Processo de dados Usuário participante e envolvido nos processos Organização e integração das aplicações 65% - Operacional 35% - Gerencial Administração De dados Organização voltada para administração corporativa Usuário consciente do processo Fluxo de informações integrado 55% - Operacional 45% - Gerencial Maturidade Planejamento da informação como recurso Efetiva participação dos usuários 45% - Operacional 55% - Gerencial Fonte: Elaborada pela autora com base em Chaves e Falsarella (1995) Desta forma, de acordo com Maia (2013) a tecnologia da informação hoje é vista como responsável pela integração de toda a cadeia valor da empresa e do seu ambiente externo, ampliando suas fronteiras organizacionais e contribuindo para o seu sucesso, mas se for mal implementada poderá levar a seu fracasso. Maia também aponta que a TI só adquiri relevância estratégica na organização quando possibilita: Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 26 • Mapear seus processos de negócio com eficiência e eficácia; • Aplicar as melhores práticas e metodologias de gestão de suas informações; • Dimensionar e estruturar corretamente as necessidades específicas de suas atividades operacionais, gerenciais e de mercado. Conhecimentos técnicos da área de TI Rezende (2002) diz que há 45 anos atrás os recursos da tecnologia da informação eram direcionadospara os softwares ou sistemas de informações operacionais que eram responsáveis por garantir o processamento trivial dos dados das empresas. Na atualidade, os sistemas de informação evoluíram, aparecendo de diversas formas e tipos. Rezende diz que existem os sistemas de informação operacionais, os estratégicos e os gerenciais, definindo da seguinte forma: • SI operacionais – contemplam o processamento de operações e transações rotineiras, incluindo também seus respectivos procedimentos; • SI gerenciais – contemplam o processamento de grupos de dados das operações e transações operacionais, transformando-os em informação agrupadas para gestão; • SI estratégicos – seu trabalho é realizado com os dados no plano macro, filtrados das operações das funções empresariais da organização, levando também em consideração a relação entre o meio ambiente interno ou externo, visando assessorar o processo de tomada de decisão da alta administração e do corpo gestor da empresa. As principais técnicas modernas para TI A tecnologia da informação tem a sua disposição diversas técnicas modernas, as principais são de acordo com Rezende (2002): Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 27 Executive Information Systems De acordo com Pozzebon, Freitas e Petrini (1997) é um sistema destinado a fornecer informações para uma ampla gama de usuários ou decisores. Enterprise Resource Planning Denominado com sistema integrado de gestão, é conceituado de acordo com Medeiros (2007), como um pacote de software abrangente e integrado que possibilita a padronização e a automação de processos de negócio utilizando uma base de dados unificada e transações em tempo real. Sua principal função é armazenar, processar e organizar as informações produzidas durante os processos organizacionais, servindo para agregar e estabelecer informações entre as áreas da organização. SAIBA MAIS Para saber mais sobre esse sistema leia o artigo “Contri- buições dos sistemas Enterprise Resource Planning para a gestão da informação e do conhecimento: um estudo em uma empresa de pequeno porte na área gráfica. Clique aqui para acessar. Sistemas de apoio a decisões Falsarella e Chaves (2004) dizem que o SAD é um sistema que auxilia na tomada de decisão por meio da utilização de dados e modelos para resolver problemas não estruturados. Suas principais características são o desenvolvimento rápido, facilidade de incorporar novas ferramentas de apoio à decisão, novos aplicativos e novas informações, garante mais flexibilidade na manipulação e busca de informações, individualização e orientação para que a pessoa que toma as decisões, possuindo mais flexibilidade de adaptação ao estilo pessoal do usuário, facilidade para o usuário na hora de utilizar, modificar e entender; Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação https://bit.ly/2INF6Ru 28 Sistemas gerenciadores de banco de dados Primeiramente devemos conceituar o que vem a ser banco de dados. De acordo com Ricarte (1998), banco de dados é uma coleção de dados relacionados que pode ser armazenada sob alguma forma física, esses dados armazenados representam aspectos do mundo real, apresentando também um grau de coerência lógica entre seus componentes. O sistema gerenciador de banco de dados, também de acordo com Ricarte (1998), corresponde a um software que permite criar, manter e manipular bancos de dados para diversas aplicações. A atualização e consultas do banco de dados é realizada direta ou indiretamente, por meio de programas aplicativos pelos usuários do banco de dados, ele é geralmente uma aplicação que serve de base para outras aplicações, podemos citar como exemplo: folha de pagamento, informações bancárias. SAIBA MAIS: Para saber mais sobre os sistemas de bancos de dados lendo o artigo “Sistemas de Bancos de Dados Orientados a Objetos”, clique aqui. Data warehouse Serve como um deposito de dados digitais para organização dos dados corporativos de maneira integrada, com uma única versão da verdade, histórico variável com o tempo e uma única fonte de dados, ajudando a empresa na hora da tomada de decisão. Ele recolhe informações para que se possa controlar melhor um processo, tornando as pesquisas mais flexíveis. Ele também corrige os erros e reestrutura os dados sem afetar o sistema de operação. Desta forma, o Data Warehouse apresenta só um modelo final de forma organizada para análise (Robalo, 2012). Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação https://bit.ly/33j8598 29 Recursos da inteligência artificial De acordo com Prata e Oliveira (2019), a inteligência artificial é entendida como a capacidade de um dispositivo cumprir tarefas relacionadas ao processo intelectual dos seres humanos, como por exemplo, descobrir significados, raciocinar e aprender. São uma serie de algoritmos inteligentes que permitem aos computadores armazenarem grande volume de conhecimento acerca das operações organizacionais, servindo de auxílio para definição de padrões, fazendo com que o aprendizado e a extração de decisão otimizada funcionem em velocidade de máquina. Essa inteligência também permite a utilização de técnicas como regras de associação, raciocínio baseado em casos, árvore de decisão, redes neurais. Sistemas especialistas Strehl (2000) traz que os sistemas especialistas têm como principal função solucionar problemas que normalmente são solucionados por pessoas, sendo capaz de emitir decisão, com apoio em conhecimento justificado, a partir de uma base de informação. O sistema especialista além de inferir conclusões tem a capacidade de aprender novos conhecimentos e assim, melhorar o seu desempenho de raciocínio e a qualidade de suas decisões. Os sistemas especialistas podem ser classificados nas seguintes categorias: interpretação, diagnóstico, monitoramento, predição, planeja- mento, projeto, depuração, reparo, instrução e controle. SAIBA MAIS: Para saber mais sobre os sistemas especialista, como funciona sua classificação e as demais definições leia o artigo “Sistemas especialistas – definições e exemplos”, clique aqui. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação https://bit.ly/2U5Ypuv 30 Data mining Corrêa e Sferra (2003) diz que o data mining é entendido como o processo de extração de informações, sem conhecimento prévio de um grande banco de dados e seu uso para tomada de decisões, ele define o processo automatizado de captura e análise de grandes conjuntos de dados para extrair um significado, é utilizado para descrever características do passados e para predizer tendências futuras. Os métodos tradicionais de data mining são classificação (associa ou classifica um item a uma ou várias classes categóricas pré-definidas); modelos de relacionamento entre variáveis (associa um item a uma ou mais variáveis de predição de valores reais consideradas variáveis independentes ou exploratórias); análise de agrupamento (associa um item a uma ou várias classes categóricas em que as classes são determinadas pelos dados, diversamente da classificação em que as classes são pré-definidas); sumarização (determina uma descrição compacta para um dado subconjunto); modelo de dependência (descreve dependências significativas entre variáveis, podendo ser estruturado que especifica em forma de gráfico as variáveis que são localmente dependentes, e o quantitativo que especifica em grau de dependência utilizando escala numérica); regras de associação (determina relações entre campos de um banco de dados), tem como ideia a derivação de correlações multivariadas que permitam subsidiar as tomadas de decisão; análise de séries temporais determina características sequenciais, como dados com dependência no tempo, tem como objeto modelar o estado do processo extraindo e registrando desvios e tendências no tempo. Database marketing O database marketing faz com que haja uma reduçãonos registros duplicados, permitindo desta forma maior rapidez e troca das informações, definindo também a ligação do perfil dos consumidores com o comportamento de compras, tendo em vista atender as necessidades de cada organização. Cross e Smith (1994, p. 20), definem esse sistema como “qualquer processo de marketing através do qual as informações sobre Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 31 os hábitos de uso, comportamento, dados psicográficos ou demográficos sobre clientes ou clientes potenciais é guardado na base de dados da empresa, e usado para desenvolver ou prolongar o relacionamento e para estimular vendas”. Esse programa se torna essencial nos dias atuais, pois são os clientes a principal razão de uma organização, devendo fazer seus produtos com base no que mais os agradam. Recursos On-line Analytic Processing De acordo com Primak (2008), recursos OLAP é considerado uma categoria de software que permite a gerentes, analistas e executivos alcançarem respostas dentro dos dados, através de uma acelerada, consistente e interativa forma de acesso a uma ampla variedade de possíveis visões. As ferramentas OLAP permitem que o negócio da empresa possa ser visualizado e manipulado de forma multidimensional, isto é, agrupando as informações em várias dimensões como: localização, clientes, fornecedores, departamentos, produtos, entre outros. Estudamos algumas das tecnologias auxiliares no setor de TI, que possuindo esse conhecimento tornará seu trabalho mais rápido e mais proveitoso. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Este capítulo nos trouxe várias novidades, partimos da importância da área de TI para tomada de decisão, tratando dos estágios da tecnologia da informação nas organizações, para posteriormente tratarmos dos conhecimentos técnicos da área de TI, onde tratamos os três tipos do sistema da informação e em seguida, as tecnologias modernas desenvolvidas para facilitar o trabalho dessa área. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 32 Governança corporativa e gestão de TI INTRODUÇÃO: Esse capítulo será voltado a compreensão de governança corporativa, compreendendo o que vem a ser e quando ela foi implementada no Brasil. Em seguida, nós voltaremos para a governança de TI para que em seguida possamos estudar sobre a gestão de TI. Empolgados? Serão muitos conhecimentos novos. Vamos lá! Governança corporativa O que vem a ser a governança corporativa? De acordo com Assis (2011), a governança corporativa surge nas instituições como as restrições concebidas pelo homem para estruturar interações políticas, econômicas e sociais, desta forma, a governança se torna o exercício da avaliação de eficácia dos meios utilizados pela organização, que tenha como objetivo produzir boa ordem. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa diz que: Governança Corporativa é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração, Direto- ria, Auditoria Independente e Conselho Ficas. As boas práticas da Governança Corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para sua perenidade (INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVER- NANÇA CORPORATIVA, 2009, p.19). Desta forma, nota-se que a maior preocupação da governança corporativa é formar um conjunto efetivo de incentivos, mecanismos e monitoramento, que sejam capazes de assegurar os posicionamentos entre os comportamentos dos executivos e os dos acionistas, pois estes possuem muitas vezes conflitos quando um acionista delega funções a Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 33 um executivo e posteriormente surgem desalinhamentos de interesses, levando a conflitos. Figura 2: Governança corporativa Fonte: Pixabay Williamson (1996) traz dois conceitos no que diz respeito a governança: a governança espontânea que mostra as práticas de resolução de problemas, anulando as leis e a organização para tornar as resoluções de disputas rápida e sem custos e a governança intencional que são as leis e regulamentações que normatizam a instituição. De acordo com Assis (2011) a governança corporativa se baseia em alguns princípios, sendo eles: • Princípio da transparência – seu objetivo é promover um clima de confiança no que diz respeito as relações internas e externas. Como retratar Assis (2011) é o “desejo de informar”, para além da “obrigação de informar”, desejando uma comunicação interna e externa objetiva, espontânea, clara e oportuna. Não devendo se deter somente a legislação específica, mas sim, expandir para assuntos e fatores que sejam do interesse dos públicos da organização, como ações estratégicas e valores; Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 34 • Princípio da equidade – tem como principal função aniquilar as práticas ou atitudes discriminatórias, aquelas que são consideradas inaceitáveis. Assim, esse princípio garante o tratamento justo e igualitário entre os outros, abrangendo desde os pequenos acionistas, aos fornecedores, credores e clientes; • Princípio da prestação de contas – sua função é atribuir a responsabilidade dos atos praticados no decorrer no mandato ao devido encarregado, desta forma, é de responsabilidade dos responsáveis pela governança prestar contas a quem lhes atribuiu o cargo; • Princípio da responsabilidade corporativa – garante que deve haver o zelo da continuidade e perpetuidade da organização, tendo uma visão a longo prazo e de sustentabilidade. Assim, tem a função de gerar empregos, estimular o desenvolvimento científico da empresa, melhorar a qualidade de vida, meios para criar riqueza, incluindo também a defesa do meio ambiente e as questões ambientais. Nota: Uma boa governança corporativa seguindo os princípios traz maior transparência a todos os envolvidos, proporcionando uma redução das discordâncias de informações entre os administradores e os proprietários. No Brasil, o motivo principal para implementação da Governança Corporativa de acordo com Assis (2011), foi a necessidade de as empresas modernizarem sua gestão, com a intenção de se tornarem mais atraentes para o mercado que está cada vez mais competitivo onde ocorreram mudanças na globalização, privatização, desregulamentação da economia, aumento de investimentos estrangeiros. Assim, o Brasil adotou o sistema de Governança Corporativa desde 1995, ano em que foi fundado o Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração, que posteriormente foi chamado de Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, em 1999, ano em que foi lançada a primeira versão do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 35 SAIBA MAIS: Baixe para ler o código das melhores práticas de governan- ça corporativa no portal do Tribunal de Contas da União. Clique aqui para baixar. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa De acordo com o site do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, ele é uma organização que não possui fins lucrativos, contribuindo para o desempenho sustentável das organizações através da disseminação e geração de conhecimento das melhores práticas em governança corporativa, influenciando e representando os diversos agentes, com o intuito de forma uma sociedade melhor. O site também traz que o propósito do instituto é trazer uma governança corporativa melhor para uma sociedade melhor e, para alcançar esse propósito seguem quatro valores, sendo eles: • Proativismo – em que se compromete com a capacidade dos agentes com o desenvolvimento e a disseminação das melhores práticas; • Diversidade – busca incentivar e valorizar à diversidade deideias e opiniões; • Independência – zelando pela imagem e imparcialidade perante qualquer grupo de interesse, garantia soberania nos princípios; • Coerência – garantindo a harmonia entre as iniciativas e os princípios da governança corporativa. IMPORTANTE: Quando falamos em princípios, é levado em conta os es- tudados anteriormente: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação https://bit.ly/39TF7iL 36 Domingues, Floyd-Wheeler e Nascimento (2017) diz que no século XXI a governança corporativa adquire vantagens consideráveis com a velocidade e o uso de tecnologias da informação, se mostrando fundamental para as decisões administrativas. Governança de TI A governança de TI encontra-se intimamente relacionado com a governança coorporativa, de acordo com Assis (2011), a governança de TI se preocupa com o controle e a transparência das decisões em Tecnologia da Informação, levando em consideração também os mecanismos e processos para incentivar a eficácia da TI. Desta forma, a Governança de TI deve ser considerada um componente da Governança Corporativa. Fernandes e Abreu (2008), diz que graças a inserção da tecnologia da informação no conceito de “serviços compartilhados”, adotado por empresas de grande porte, precisou haver uma renovação do papel da TI. A TI se tornou uma prestadora de serviços de tecnologia, possuindo a necessidade de apresentar custos e prazos competitivos que sejam compatíveis com o mercado externo à organização. IMPORTANTE: A Governança de TI se torna importante devido a necessidade de um melhor gerenciamento dos investimentos da área. Assis (2011) considera a governança de TI como um escopo de conhecimento amplo que trata de assuntos como: gestão de recursos, tomada de decisões, controle de riscos, medição do desemprenho, papéis, princípios e gestão do portfólio. Esse autor também diz que “A vertente de processos é usada para caracterizar a Governança de TI como um conjunto de sistemas, processos e procedimentos modelados de forma a harmonizá-los aos da organização, garantindo o bom uso dos recursos de TI” (ASSIS, 2011, p.48). No que se refere ao escopo da governança de TI, Assis (2011) propõe três aspectos de estudo: Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 37 • Os frameworks e autoria que têm por objetivo facilitar o gerenciamento e o controle da tecnologia da informação; • A tomada de decisão que tem como foco a definição dos direitos de decisão e a atribuição de responsabilidade; • A relação com a governança corporativa que possui foco na responsabilidade do alto escalão em garantir que a tecnologia da informação atenda aos objetivos organizacionais. Fernandes e Abreu (2008), trazem que a governança de TI deve buscar o compartilhamento de decisões com o negócio e o estabelecimento de regras, processos e estrutura para nortear o provimento de serviços da tecnologia da informação, sendo vista tanto como um conjunto de processos como uma estrutura de decisões. Ao se falar em governança de TI entendida como processo, Assis (2011) considera como uma estratégia de negócios retratada orientadores dos principais processos envolvidos, impulsionando os que precisam obter recursos necessários para execução das responsabilidades. Já quando se fala em governança de TI entendida como estrutura de decisão, Assis (2011) considera a forma como as responsabilidades e direitos de decisão são determinados para estimular os comportamentos no uso da tecnologia da informação compatíveis com a estratégia da empresa. REFLITA: Em meio aos estudos sobre Tecnologia da Informação e governança vem a pergunta: Quais as decisões essenciais em Tecnologia da Informação? Assis (2011) responde essa pergunta dizendo que as decisões fundamentais em TI são: • Princípios de TI – que formam um conjunto relacionado de declarações sobre como a TI deve ser utilizada no negócio. Devendo ser claros, sucintos e articulados de maneira que haja Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 38 o entendimento sobre os recursos de TI, estando também em harmonia com os princípios de negócio; • Investimento em TI – possuem três dilemas: quanto gastar, quais projetos gastar e de que forma conciliar as necessidades de diferentes grupos de interesse. Isto ocorre porque a cada novo contexto estratégico as empresas têm diferentes níveis de investimento, portfólios e indicadores de sucesso. • Arquitetura da TI – deve ser organizado de forma lógica os dados, sistemas e infraestruturas. É a padronização de processos e de dados que caracteriza a arquitetura da empresa e que sustenta as capacidades de TI, fazendo com que em determinadas situações haja objetivos comuns como acordos negociados com fornecedores, processamento mais barato e segurança empresarial. • Estratégia da infraestrutura em TI – com uma infraestrutura adequada em TI faz com que haja uma boa relação custo- benefício que capacitará a empresa a adotar de forma rápida novas aplicações de negócio. Exemplo disso é na determinação de onde os serviços locais de infraestrutura devem ser posicionados, a maneira de financiá-los e de dividir seus custos entre as unidades de negócio, quando devem ser atualizados e se cabe ou não terceirização. • Necessidades específicas do negócio – compreende a identificação de mudanças no que diz respeito aos sistemas e aos processos capazes de trazer benefícios significativos para a empresa. É devido as mudanças que a área de TI proporciona que há um aumento no valor dos negócios. IMPORTANTE: A tecnologia da informação vem para somar avanços nas organizações. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 39 Gestão de TI Assis (2011), afirma que a gestão de TI envolve atividades relacionadas à entrega e suporte da Tecnologia da informação, tendo como exemplo o desenvolvimento/aquisição de sistemas, a operação e manutenção e o suporte aos componentes computacionais. A TI também pode ser utilizada como componente crítico de negócio. Desta forma, o trabalho do gestor se baseia em criar e seguir adequadamente o monitoramento operacional do negócio, objetivando a construção de certezas, principalmente através do controle financeiro. Todavia, é importante frisar que para que a empresa tenha sucesso é importante o empenho conjunto do gerenciamento operacional e do gerenciamento estratégico. O Plano de Governança de Tecnologia da Informação em seu art. 1º, III, diz que a gestão de TI compreende o uso racional de meios para alcançar metas organizacionais, mediante o planejamento, organização, coordenação, monitoramento e controle das atividades operacionais e dos projetos. Assis (2011), retrata que gerenciamento estratégico contempla a implantação de modificações em aspectos da maneira como a empresa compete e sobrevive no mercado, atuando de forma a controlar as ações e comportamentos necessários para implementação de mudanças. Já no que se refere ao gerenciamento operacional, Assis (2011) diz que o gerenciamento dos serviços de TI é o conjunto de processos que cooperam para assegurar a qualidade aos serviços de TI, levando em consideração o que foi acordado com o cliente. Envolvendo desta forma, a escolha dos programas de tecnologia, a avaliação de riscos e incerteza, a transferência e implantação da tecnologia e o gerenciamento de projetos. A Tecnologia da Informação se tornou uma provedora de serviços, funcionando de forma ativa com os usuários e possuindo como principal responsabilidade o planejamento e a entrega de serviços que atendam às necessidades dos seus clientes, atendendo os requisitos de desempenho, Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 40 qualidade, disponibilidade, segurança e custo, e o gerenciamento de acordo de nível de serviço, atuando tanto com provedores internos quanto externos.Assis (2011) diz que nos estágios de provedor de serviço e provedor de tecnologia, a gestão de TI se caracteriza por: • Foco na eficiência operacional; • Possibilidade de se descolar dos negócios; • Forte disciplina de custos; • Orçamentos baseados em parâmetros de mercado. Modelos para gestão de TI São destacados dois modelos direcionados para o gerenciamento de serviços: ITIL e o padrão ISO/IEC 20000. • Modelo ITIL (Information Technology Infrastructure Library) – Fernandes e Abreu (2008) retrata que o ITIL é um modelo de referência que contém melhores práticas para o gerenciamento de serviços de TI, organizadas sob a lógica do ciclo de vida do serviço. O serviço é considerado o conceito básico do ITIL, pois é o meio de entregar valos aos clientes, atuando de forma facilitadora para que os clientes possam alcançar os resultados que almejam, não assumindo custos e riscos extras. Assis (2011) diz que o ciclo de vida do serviço proposto pelo ITIL é comporto por cinco conjuntos: estratégia de serviços, desenho de serviços, transição de serviços, operação de serviços e a melhoria continuada de serviços. • Modelo ISO/IEC 20000 (Information Technology Service Management) – esse modelo apresenta duas partes, a primeira e a ISO/IEC20000-1 que de acordo com Assis (2011) é a especificação formal e define os requisitos para as organizações prestarem serviços de qualidade aceitável aos seus clientes, compõe sem Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 41 âmbito: planejamento e implementação de serviços novos ou alterações do serviço; requisitos para um sistema de gestão; processos de prestação de serviços, relacionamento, resolução e controle; e planejamento e implementação da gestão do serviço. A segunda é a ISO/IEC20000-2 que representa o Código de Práticas que descreve as boas práticas para processos de gestão de serviços. A governança e o gerenciamento de TI De acordo com o estudado podemos concluir que a governança de TI é diferente do gerenciamento de TI. Assis (2011) trata dessa diferença dizendo que o escopo do Gerenciamento contempla a eficiência e a eficácia da provisão de serviços e produtos de TI internamente à organização, assim como no gerenciamento das operações de TI. Já a Governança é mais ampla, se concentrando na viabilização e na transformação da TI para atender às necessidades atuais e futuras do negócio e dos clientes. Ressaltando ainda mais as diferenças, Assis (2011) diz que a Governança está associada à definição “do que” fazer e o Gerenciamento está associada ao “como” a organização irá desenvolver e entregar os serviços. Figura 3: Governança e atividades de TI Governança Corporativa Atividades de Negócio Governança de TI Atividades de TI Direciona e determina Demanda informação de Fonte: elaborada pela autora com informações de Assis (2011) Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 42 RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Neste capítulo, trouxemos um assunto muito importante para o avanço das empresas: a governança corporativa que é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, tramamos dos princípios que essa governança se baseia. Em seguida, tratamos da governança de TI, trazendo as decisões essenciais em Tecnologia da Informação. Por fim, finalizamos tratando da gestão de TI, falando como é o trabalho do gestor de TI, para em seguida comparar com a governança. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 43 Compreensão do Big Data: os aspectos legais e política de uso das tecnologias da informação INTRODUÇÃO: Esse capítulo tratará primeiramente do Big Data, trazendo uma melhor compreensão do que vem a ser essa ferra- menta. Posteriormente, trataremos dos aspectos legais e da política de uso das tecnologias da informação, trazendo as leis que servem de embasamento para que esses pro- fissionais possam trabalhar de maneira correta. Vamos lá! Big Data O que vem a ser a Big data (Figura 4)? Silveira, Marcolin e Freitas (2015) retratam que a nomenclatura Big Data é um conceito abstrato que veio surgir em 2010 com o intuito de designar tendência tecnológica de gerar grandes quantidades de dados, de diferentes origens e formatos. A big data se tornou uma ferramenta emergente para a tomada de decisão corporativa, pois sua intenção é fazer com que novas informações sejam criadas, e a partir disso sejam geradas novas ideias úteis de bens e serviços de valor significativo. Figura 4: Big Data Fonte: Pixabay Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 44 O que são dados? Schroeder (2018) diz que em termos de conhecimento científico os dados possuem três características: 1. os dados pertencem ao objeto ou fenômeno sob investigação, sendo um material coletado sobre o objeto da pesquisa. 2. Os dados existem antes da análise. 3. Os dados são a unidade de análise útil mais divisível ou atomizada. Davenport (2014), trouxe dados de que no ano de 2012 foram gerados no mundo cerca de 2,8 trilhões de gigabytes em dados, é medida em bytes demonstrando a escalada da transmissão de dados pelas redes informatizadas. Todavia, o Big Data não tem como única característica o volume de dados, ele também considera a variedade e a velocidade. Silveira, Marcolin e Freitas (2015), dizem que a variedade de fontes de dados tem relação com às diversas possibilidades de equipamentos ou aplicações envolvidas na geração e captura de dados. A velocidade por sua vez, transforma os dados em informações para tomada de decisões em tempo real, sendo um desafio e uma fonte de diferencial competitivo. Complementando com mais características, Demchenko (2013) traz a veracidade e o valor. A veracidade diz respeito a necessidade dos dados coletados tenham sua origem comprovada, isto é, os dados devem ser confiáveis. Já o valor é o trabalhar com dados que sejam de fato elementos de valor para a tomada de decisões. Assim, o Big Data faz parte da terceira revolução industrial, onde diversas organizações o utilizam no processo de tomada de decisões, que tem como obrigação a obtenção de dados online com a finalidade de prestar apoio às decisões em tempo ágil. IMPORTANTE: O universo digital vem cada dia mais se reinventado, a cada ano surge uma nova ferramenta. Desta forma, as organizações devem seguir os avanços da Era Digital em que estamos vivendo, para que assim possa conseguir sobreviver no mercado que a cada dia se torna mais competitivo e complexo. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 45 Os aspectos legais e a política de uso das tecnologias da informação Devido ao avanço e o desenvolvimento tecnológico, devemos refletir sobre os aspectos legais e éticos no que se refere ao exercício profissional da área de Tecnologia da Informação. O plano de governança de tecnologia da informação em seu art. 1º considera tecnologia da informação e comunicação como ativo estratégico que suporta processos de negócios institucionais, mediante a conjugação de recursos, processos e técnicas utilizadas para obter, processar, armazenar, disseminar e fazer uso de informações. Em seu art. 3º, o plano de governança diz que o planejamento da tecnologia da informação deverá seguir as seguintes diretrizes: • Definição de indicadores e fixação de metas para avaliação do alcance dos objetivos estabelecidos; • Participação das unidades gestoras na elaboração dos planos e políticas de tecnologia da informação; • Alinhamento entre as ações de governança e a gestão de tecnologia da informação; • Transparência na execução dos planos de tecnologia da informação; • Compreensão das políticas públicas, programas, projetos e processos de trabalho do Ministério dos direitos humanos, com o objetivo de identificar oportunidades que possamser alavancadas pelo uso da tecnologia da informação; • Estabelecimento de critérios de priorização e alocação orçamentária para os programas e projetos de tecnologia da informação; • Alinhamento entre a proposta orçamentária anual e as estratégias e planos de tecnologia da informação. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 46 De acordo com Pinhão e Koiffman (2018), não existe uma lei geral que trata da tecnologia da informação no Brasil, mesmo o país fazendo parte dos 10 principais países do mundo que se refere ao faturamento do mercado dessa área. O Brasil possui várias leis que tratam da área da tecnologia. Sabe-se que a principal lei brasileira que trata da relação entre fornecedor e consumidor é o Código de Defesa do Consumidor. O Decreto 7962/13 trouxe modificações nesse código trazendo normas para os negócios online, estabelecendo que tem como obrigação para com os consumidores online: informações claras a respeito do produto, serviço e fornecedor; atendimento facilitado ao consumidor; respeito ao direito de arrependimento. No que se refere aos documentos eletrônicos, Pinhão e Koiffman (2018) diz que é o Comitê Gestor da Infraestrutura de Chaves Públicas que regula a certificação digital e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação que fiscaliza e audita os prestadores de serviço de credenciados pelo Comitê citado. Entre as formas de documentos eletrônicos reconhecidas no Brasil, podemos citar: • Assinatura eletrônica “simples”; • Assinatura eletrônica “avançada”; • Certificado digital. Ao se falar de contratos de tecnologia da informação, Pinhão e Koiffman (2018) diz que deve ser observada a Lei nº9609/1998. Os contratos de prestação de serviços geralmente são utilizados nos casos em que se encomenda um software ou quando uma solução de TI é elaborada para uma empresa em particular. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 47 Figura 5: Contratos de tecnologia da informação Fonte: Pixabay IMPORTANTE: É importante a leitura integral da Lei nº9609/1998, pois ela dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador, sua comercialização no país e dá outras providências. Os principais pontos em negociação em tecnologia da informação de um contrato são, de acordo com Veiga (2008): organizar antes de informatizar, identificar necessidades, estabelecer cronogramas, estabelecer limites claros, desenvolvimento (definir direitos autorais e ressalvar o acervo técnico), níveis de serviço, precificação, termo, responsabilidade civil e formas de rompimento. No que tange a proteção de dados pessoais, em 2008 foi aprovada a Lei nº13709/2018, sendo a Lei geral de proteção de dados pessoais. Desta forma, ao utilizar a tecnologia da informação os profissionais devem estar atentos ao que diz essa lei. Em seu art. 6º a Lei nº13709/2018 diz: Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princípios: Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 48 I - Finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades; II - Adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento; III - Necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento de dados; IV - Livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais; V - Qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento; VI - Transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e industrial; VII - Segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão; VIII - Prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais; IX - Não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos; X - Responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 49 comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas. (BRASIL, 2018, s.p.) Está Lei também traz que o tratamento de dados pessoais só poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: • Mediante o fornecimento de consentimento pelo titular; • Para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; • Pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres; • Para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais; • Quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados; • Para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral; • Para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiros; • Para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária; • Quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiros, exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais; • Para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente. Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação 50 SAIBA MAIS: Só foram citados no trabalho dois artigos da Lei em comento, todavia, é importante que o aluno leia a lei toda ter conhecimento do que a lei diz sobre a proteção de dados pessoas. Lei nº13709/2019. Clique aqui para acessar. No que se refere ao estabelecimento de princípios, garantias, deveres e direitos com relação ao uso da internet, existe o Marco Civil da internet constante na Lei nº 12965/2014. Essa lei em seu art. 9º diz que o responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação. No que tange a proteção aos registros, dados pessoais e comunicações privadas o art, 10 da mencionada lei diz: • Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações de internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do conteúdo de comunicações privadas, devem atender à preservação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas. • § 1º O provedor responsável pela guarda somente será obrigado a disponibilizar os registros mencionados no caput, de forma autônoma ou associados a dados pessoais ou a outras informações que possam contribuir para a identificação do usuário ou do terminal, mediante ordem judicial, na forma do disposto na Seção IV deste Capítulo, respeitado o disposto no art. 7º . • § 2º O conteúdo das comunicações privadas