Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
PLANO DE AULA 07 – Responsabilidade tributária I 
1. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA – ART. 133 CTN 
1.2 EXCLUSÃO DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA 
1.3 EVITAR FORMAS FRAUDULENTAS: 
2. RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS- ART 134 
3. RESPONSABILIDADE PESSOAL – ART. 135 
4. RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÃO 
5. LER ARTIGO CIENTÍFICO 
6. BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
____________________________________ 
 
1. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA – ART. 133 CTN 
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por 
qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou 
profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social 
ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou 
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: 
 I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou 
atividade; 
 II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou 
iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo 
ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. 
 
OBSERVAÇÃO: 
- No caso do inciso I, integralmente não significa exclusivamente: “Em síntese, na 
hipótese do art. 133, inciso I, o adquirente que cessou a exploração do comércio, indústria 
ou atividade”(Hugo de Brito, 2009, p. 156). 
- Fundo de comércio x ponto comercial. Exploração do negócio do alienante x exploração 
de negócio próprio. (Ler Leandro Paulsen, 2010, p. 964) 
- No caso do inciso II, a responsabilidade é subsidiária 
- Lei Complementar 118 de 2005 acrescentou três parágrafos: 
 
1.2 Exclusão de responsabilidade tributária 
 
 § 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação 
judicial: 
 I – em processo de falência; 
 II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial. 
 
1.3 Evitar formas fraudulentas: 
 
 § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for: 
 I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade 
controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial; 
 II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consangüíneo ou 
FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ 
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA 
Centro de Ciências Jurídicas – CCJ 
Curso de Direito 
Disciplina: Direito tributário II 
Professor: Francisco das Chagas Sampaio Medina 
 
 
 
 
 2 
 
afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou 
 III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial 
com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. 
 (Proteção dos valores apurados) 
 § 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial 
ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do 
juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente 
podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos 
que preferem ao tributário. (Artigos 83 e 84 de Lei 11.101/2005) 
 
 
2. RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS DEVEDORES 
 
 A responsabilidade de terceiros devedores ou, simplesmente, responsabilidade de terceiros, 
está disciplinada nos arts. 134 (responsabilidade por transferência) e 135 (responsabilidade 
por substituição) do CTN. 
“Esta responsabilidade não se prende à transmissão patrimonial, como se pôde notar na 
responsabilidade dos sucessores, mas no dever de zelo, legal ou contratual, que certas pessoas 
devem ter com relação ao patrimônio de outrem, geralmente pessoas naturais incapazes (menor, 
tutelado, curatelado) ou entes despidos de personalidade jurídica (espólio e massa falida)”. 
 
 Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da 
obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos 
em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: 
 I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores; 
 II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou 
curatelados; 
 III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes; 
 IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio; 
 V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo 
concordatário; 
 VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos 
devidos sobre os atos práticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício; 
 VII - os sócios, no caso de líquidação de sociedade de 
pessoas(Responsabilidade subsidiária e ilimitada dos sócios pelas dívidas sociais). 
 Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de 
penalidades, às de caráter moratório. 
 
OBSERVAÇÕES: 
Condições para aplicação dos dispositivos: 
 - Contribuinte não possa cumprir com a sua obrigação 
 - Nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis 
 - Responsabilidade subsidiária e não solidária (Ler Leandro Paulsen, 2010, p. 967) 
 - Líquidação de sociedade de pessoas: (Leandro Paulsen, 2010, p. 970) 
 
3. RESPONSABILIDADE PESSOAL – ART. 135 (Dolo - Responsabilidade de terceiro com 
atuação irregular). 
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a 
obrigações tributárias resultantes de atos práticados com excesso de poderes ou 
infração de lei, contrato social ou estatutos: 
 I - as pessoas referidas no artigo anterior; 
 II - os mandatários, prepostos e empregados; 
 3 
 
 III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito 
privado. 
OBSERVAÇÕES 
 
- Regra: responsabilidade tributária da pessoa jurídica 
- Cuida-se de responsabilidade pessoal e não de desconsideração da personalidade jurídica. 
- Apuração da responsabilidade. Termo de Verificação Fiscal e de Responsabilidade tributária 
 (Ler Leandro Paulsen, 2010, p. 972) 
- Para Hugo de Brito, 2009, p. 162: Responsabilidade solidária. Não exclui a responsabilidade 
da pessoa jurídica. 
 
- Súmula n. 430 do STJ: O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, 
por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente. 
- Súmula n. 435 do STJ: Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de 
funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o 
redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente. 
 
OBS.: Art. 208. A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a 
Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito 
tributário e juros de mora acrescidos. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não exclui a responsabilidade criminal e funcional 
que no caso couber. 
 
4. RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÃO: Responsabilidade por multas aplicáveis em um 
liame jurídico-tributário, não tendo nada a ver com “sujeição passiva indireta”. 
 
 Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por 
infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do 
responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. 
OBS.: 
- Art. 5º, inciso XLV CF/88 (Apenas do agente) 
- Deve ser interpretado em conjunto com artigo 137 CTN. 
- Portanto, a regra geral é considerar a infração fiscal de modo objetivo, e não 
“subjetivo”. 
 
Art. 137. A responsabilidade é pessoal ao agente: 
 
 OBS.: No Direito Tributário, como regra, as punições não são aplicadas 
pessoalmente sobre o agente da infração, mas sobre o sujeito passivo da obrigação 
tributária, principal ou acessória, que não foi adimplida. (…) o artigo ora analisado 
traz importantes exceções a esta regra, determinando punição pessoal, com o 
afastamento do sujeito passivo da infração. 
 
I - quanto às infraçõesconceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo 
quando praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou 
emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito; 
II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja elementar 
(infrações administrativas; Ex.: extravio de documento fiscal, com o fim de ocultar do 
Fisco uma situação tributável; Intuito especial do agente na prática do ilícito); 
III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo específico 
 a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas por quem respondem; 
 b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus mandantes, 
 4 
 
preponentes ou empregadores; 
 c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito 
privado, contra estas. 
 
Exemplo: um diretor de empresa que pratica ato ilícito contrário ao Fisco e à pessoa 
jurídica para a qual trabalha poderá ser responsabilizado pelos tributos devidos pela 
sociedade (art. 135, III, CTN), sendo responsabilizado pessoalmente pelas multas 
correspondentes (art. 137, III, CTN) 
 
Denúncia espontânea: 
Obs.: O instituto da denúncia espontânea, confissão espontânea ou autodenúncia, 
prevista no art. 138, permite que o devedor compareça à repartição fiscal, opportuno 
tempore, a fim de noticiar a ocorrência da infração e pagar os tributos em atraso, se 
existirem, em um voluntário saneamento da falta. 
 
 Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, 
acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, 
ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o 
montante do tributo dependa de apuração. 
 Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o 
início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, 
relacionados com a infração. 
 
- A moratória ou a punitiva? A doutrina, a par da jurisprudência do STJ (ainda não 
totalmente consolidada), preconiza a exclusão de toda e qualquer penalidade sobre 
a irregularidade autodenunciada. 
 
- Súmula n. 208 do antigo TFR (A simples confissão da dívida, acompanhada do seu 
pedido de parcelamento, não configura denúncia espontânea). 
 
- “o parcelamento, para o STJ, atualmente, não é considerado pagamento integral. 
Assim, é devida a multa de mora na confissão da dívida acompanhada de pedido de 
parcelamento, ainda que se antecipando a qualquer ação fiscalizatória da Fazenda 
Pública”. 
 
- Segundo o STJ, não se aplica o art. 138 do CTN às obrigações acessórias, ou seja, 
mesmo confessado espontaneamente o não cumprimento de obrigação acessória, 
deve ser pago o valor da penalidade correspondente – multas de mora e multas de 
ofício, decorrentes da infração perpetrada. 
 
-É importante ressaltar, ainda, que a jurisprudência tem resistido em aceitar a 
denúncia espontânea no caso de tributo lançado por homologação, pago a destempo, 
mesmo ocorrendo o pagamento integral do débito. A explicação é simples: é 
pressuposto essencial da denúncia espontânea o total desconhecimento do Fisco 
quanto à existência do tributo denunciado. Nesse passo, ao se apresentar uma 
declaração ao Fisco, formaliza-se, para o STJ, a existência do crédito tributário, 
permitindo-se até que se inscreva o valor não pago em dívida ativa. 
 
-Súmula n. 360 do STJ: “O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos 
tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas 
pagos a destempo”. 
 
 5 
 
- Obrigações principais e acessórias; 
- E a denuncia espontânea seguida de parcelamento tributário?; 
 (Ler Leandro Paulsen 2010, p. 991) 
- Antes da lavratura do termo de início de fiscalização: 
 (Ler Leandro Paulsen 2010, p. 994) 
 
5. EXERCÍCIOS 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela FGV Projetos, para o cargo de 
Fiscal de Rendas do Estado do Rio de Janeiro, em 1º/02-08-2009: “A respeito da aquisição, a 
qualquer título, de fundo de comércio, estabelecimento comercial, industrial ou profissional, 
para fins de responsabilidade tributária, é possível afirmar que a extensão da 
responsabilidade do adquirente não se altera em função do fato de o alienante (do 
estabelecimento) cessar a exploração de comércio, indústria ou atividade”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de Agente Fiscal 
de Rendas do Estado de São Paulo, em agosto de 2009: “Considere a seguinte situação: 
diretores de uma empresa, que está sendo adquirida por outra, pactuaram com a adquirente 
que suportarão o pagamento do ICMS devido até a data do ato da aquisição. Neste caso, a 
Fazenda poderá cobrar o ICMS da empresa adquirente, uma vez que as convenções 
particulares não podem ser opostas à Fazenda Pública”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de Agente Fiscal 
de Rendas do Estado de São Paulo, em agosto de 2009: “A responsabilidade tributária deve 
vir prevista em lei, como decorrência dos princípios da legalidade e da tipicidade. Com 
previsão no CTN, é responsável tributário o adquirente de estabelecimento comercial, pelos 
tributos cujos fatos geradores sejam anteriores à alienação, quando ele só retomar a 
exploração de comércio, indústria ou atividade seis meses após a alienação”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pelo Tribunal de Justiça de Santa 
Catarina (TJ/SC), para o cargo de Juiz de Direito Substituto de Santa Catarina, em 2009: “A 
pessoa jurídica que adquirir estabelecimento comercial e continuar a exploração da mesma 
atividade responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até à data 
do ato da alienação, salvo no caso de alienação judicial de filial ou unidade produtiva isolada, 
em processo de recuperação judicial”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pelo Ministério Público do Paraná, para 
o cargo de Promotor de Justiça Substituto do Paraná, em 26-07-2009: “Sobre a 
responsabilidade tributária, é possível afirmar que, no caso de impossibilidade de exigência do 
cumprimento da obrigação tributária do contribuinte, respondem solidariamente com este 
nos atos em que intervierem, ou pelas omissões de que forem responsáveis, os pais pelos 
tributos devidos por seus filhos menores”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pelo Cespe/UnB, para o cargo de 
Advogado Geral da União, em 2004: “Caso o contribuinte necessite de curador para alguma 
atividade, este curador somente será pessoalmente responsável nas situações em que não se 
possa exigir do curatelado o pagamento do tributo”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela Universidade de Pernambuco 
(UPE/CONUPE), para o cargo de Auditor Fiscal da Prefeitura Municipal de Abreu e Lima/PE, 
em 2008: “Os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado não 
são responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos 
praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos, porquanto 
 6 
 
não se confunde a personalidade jurídica da pessoa jurídica com a da pessoa física”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Esaf, para o cargo de Auditor Fiscal 
do Tesouro Nacional, em 1998: “Responsabilidade tributária decorrente de ato do procurador, 
praticado extra vires, isto é, além dos poderes que lhe foram conferidos é caso de 
responsabilidade pessoal”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC (concurso anulado), para o 
cargo de Procurador do Estado de São Paulo – Nível I (PGE/SP), em agosto de 2009: “Na 
hipótese de encerramento irregular de sociedade limitada, é possível redirecionar a execução 
fiscal em face dos sócios que exerciam a gerência à época em que esse fato ocorreu”. 
OBS.: Súmula n. 435 do STJ: Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de 
funcionarno seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o 
redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Cesgranrio, para o cargo de 
profissional Jr. da Petrobras (Formação: Direito), em setembro de 2008: “Na hipótese de 
crédito tributário resultante de ato praticado com excesso de poderes por diretor de pessoa 
jurídica de direito privado, este responde pessoalmente”. 
OBS.: Súmula n. 430 do STJ. O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não 
gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente. 
 
O item considerado CORRETO, na prova realizada pela FCC, para o cargo de Promotor de 
Justiça/PE, em 2002: “A prática de ato com excesso de poderes ou infração de lei também 
resulta em responsabilidade por substituição”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela PUC/PR, para o cargo de 
Procurador Municipal de Curitiba/PR, em 2007: “A responsabilidade é pessoal ao agente 
quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo quando 
praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no 
cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito”. 
 
O item (adaptado) considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de 
Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo, em agosto de 2009: “Dispõe o CTN, no art. 
135, inciso II, que são pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações 
tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato 
ou estatuto os mandatários, prepostos e empregados. Por sua vez, o mesmo diploma dispõe no 
art. 137, inciso III, alínea ‘b’, que a responsabilidade é pessoal do agente quanto às infrações 
que decorrem direta e exclusivamente de dolo específico dos mandatários, prepostos ou 
empregados, contra seus mandantes, preponentes ou empregadores. Já o Código Civil, 
parágrafo único do art. 1.177, dispõe que os prepostos, no exercício de suas funções, são 
pessoalmente responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos, e, perante terceiros, 
solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos. Da conjugação destes dispositivos é 
possível concluir que o preposto responde pessoalmente pelos tributos cujos fatos geradores 
decorreram exclusivamente do excesso de poderes ou infração de lei, contrato ou estatuto. 
Ademais, não existe um conflito entre as regras dos art. 135, II e 137, III, b, do CTN”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela Procuradoria Geral do Estado do 
Pará (PGE/PA), para o cargo de Procurador do Estado do Pará, em 25-01-2009: “A mera 
declaração da prática do ilícito pelo contribuinte, ou seja, confissão da dívida, exclui a 
responsabilidade pela infração, vez que caracterizada fica a denúncia espontânea prevista no 
CTN”. 
 7 
 
 
O item considerado INCORRETA, em prova realizada pela FGV Projetos para o cargo de 
Juiz de Direito Substituto/MS, em 04-05-2008. “Segundo o CTN, a responsabilidade pela 
infração tributária, bem como os juros de mora são afastados pela denúncia espontânea, 
desde que esta seja acompanhado de pagamento ou parcelamento do crédito tributário pelo 
sujeito passivo”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de Agente 
Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo, em agosto de 2009: “Na realização de atividade 
fiscalizatória, os agentes fiscais podem entrar nos estabelecimentos dos contribuintes. Sobre o 
procedimento de fiscalização, é possível afirmar que é viável ao sujeito passivo, até sua 
conclusão, valer-se da denúncia espontânea em relação às infrações praticadas, beneficiando-
se do pagamento sem imposição de multas”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pelo Cespe/UnB, para o cargo de 
Assessor Jurídico da Prefeitura Municipal de Natal/RN, em 17-08-2008: “A SF Serviços 
Gerais Ltda. recebeu em seu domicílio cobrança relativa ao IPTU. Por considerar indevida a 
cobrança, a SF Serviços Gerais Ltda. formulou consulta à administração tributária 
competente, dentro do prazo de pagamento do tributo, e, após sanada a dúvida, pagou o 
imposto mediante uma cártula de cheque. Enquanto estiver pendente resposta da 
administração tributária, quanto à consulta formulada pela SF Serviços Gerais Ltda., não 
incidirão multa, juros de mora e atualização monetária de eventual débito existente”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Esaf, para o cargo de Procurador do 
Distrito Federal (PGE/DF), em 25-03-2007: “Após a resposta à consulta, a Administração 
pode alterar o entendimento nela expresso, sendo que a nova orientação atingirá, apenas, os 
fatos geradores que ocorram após dada ciência ao consulente ou após a sua publicação pela 
Imprensa Oficial”. 
OBS.: Segue abaixo interessante julgado do STJ: 
EMENTA: TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ENTREGA COM ATRASO DE 
DECLARAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES E TRIBUTOS FEDERAIS (DCTF). MULTA. 
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. 1. A denúncia espontânea não tem o 
condão de afastar a multa decorrente do atraso na entrega da Declaração de Contribuições e 
Tributos Federais (DCTF). 2. As obrigações acessórias autônomas não têm relação alguma 
com o fato gerador do tributo, não estando alcançadas pelo art. 138 do CTN. 3. Recurso 
provido. (REsp 591.579/RJ, 2ª T., rel. Min. João Otávio de Noronha, j. 07-10-2004) 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pelo Tribunal de Justiça de Santa 
Catarina (TJ/SC), para o cargo de Juiz de Direito Substituto de Santa Catarina, em 2009: 
“Segundo orientação dominante do STJ, o benefício da denúncia espontânea não se aplica a 
tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a 
destempo. 
 
6. LER ARTIGO CIENTÍFICO: “A sumula nº 392 do Superior Tribunal de Justiça e a 
responsabilidade fiscal dos sócios da sociedade limitada em caso de dissolução irregular da pessoa 
jurídica. Corália Thalita Viana, revista IOB, nº 73, mai.-jun. 2010. 
 
7. Bibliografia básica 
MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito tributário. 30 ed. São Paulo: Malheiros, 2009. 
PAULSEN, Leandro. Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência, 
Porto Alegre: Esmafe, 2010.

Mais conteúdos dessa disciplina