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OAB XX EXAME DE ORDEM 
Direito Tributário – Aula 01 
Eduardo Sabbag 
1 
- A matéria está inserida na temática da sujeição 
: passiva tributária
. Sujeito passivo da obrigação princi-Art. 121, CTN
pal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou 
penalidade pecuniária. 
Parágrafo único. O da obrigação sujeito passivo
principal diz-se: 
I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e 
direta com a situação que constitua o respectivo fato 
gerador; 
, quando, sem revestir a condição de II - responsável
contribuinte, sua obrigação decorra de disposição 
expressa de lei. 
- O responsável depende de previsão em : lei
Somente pode estabelecer: (...) Art. 97, CTN. a lei III 
 a definição do fato gerador da obrigação tributária -
principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º 
do artigo 52, ; e do seu sujeito passivo
Sem prejuízo do disposto neste capí-Art. 128, CTN. 
tulo, pode atribuir de modo expresso a respon-a lei 
sabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, 
vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, 
excluindo a responsabilidade do contribuinte ou 
atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumpri-
mento total ou parcial da referida obrigação. 
. Salvo disposições de lei em contrá-Art. 123, CTN
rio, as , relativas à respon-convenções particulares
sabilidade pelo pagamento de tributos, podem não 
ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a 
 do das obrigações definição legal sujeito passivo 
tributárias correspondentes. 
 
- Classificações da Responsabilidade Tributária:
 
1. Resp. Pessoal x Resp. Solidária x Resp. Subsidi-
 ária;
; 2. Resp. dos Sucessores x Resp. de Terceiros
 3. Resp. por Transferência x 
 Resp. por Substituição (Substituição Tributária).
 
 
 
 
 
o vem e ocupa o - Resp. por Transferência: terceiro
lugar do devedor principal a ocorrência do APÓS
fato gerador ( ); arts. 130, 131, 132, 133 e 134, CTN
O e ocupa o - Resp. por Substituição: terceiro vem 
lugar do devedor principal a ocorrência do DESDE
fato gerador (“arts. 135, CTN”); 
 
Dica de terminologia (na Substituição Tributá-
 ria):
- Contribuinte = Devedor Principal = Substituído
- Responsável = Terceiro = Substituto (legal) tribu-
 tário
 
Primordialmente no , temos dois tipos de ICMS
Substituição Tributária: 
 
1. (ou Regressiva); Pra trás 
(ou Progressiva). 2. Pra frente 
Substituição Tributária (ou Regressiva): Para Trás 
: Macete "FG lá atrás"
(portanto, o pagamento pelo responsável é adiado, 
diferido; trata-se do diferimento do imposto) 
 
 
FG (ATRÁS) (SUBSTITUÍDO = CONTRIBUINTE) 
 
 
 
 
 
ADIA O PAGAMENTO = DIFERIMENTO OU 
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA PARA TRÁS 
 
 
 
 
 
 
SUBSTITUTO = RESPONSÁVEL ($) 
Exemplos: leite cru, carne animal, cana em caule 
etc. 
Substituição Tributária (ou Progressi-Para Frente
va): 
: Macete "FG lá na frente"
(portanto, o pagamento pelo responsável é anteci-
pado; refere-se ao chamado "FG Presumido") 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OAB XX EXAME DE ORDEM 
Direito Tributário – Aula 01 
Eduardo Sabbag 
2 
 
 
SUBSTITUTO = RESPONSÁVEL ($) 
 
 
ANTECIPA O PAGAMENTO = SUBSTITUIÇÃO 
TRIBUTÁRIA PARA FRENTE 
 
FG (NA FRENTE) (SUBSTITUÍDO = CONTRIBUIN-
TE) 
 
 Exemplos: veículos novos, bebidas alcoólicas (ou 
não), cigarros etc. 
 
 
 
 Principais dispositivos no CTN (arts. 130 ao 135):
Os créditos tributários relativos a impostos Art. 130. 
cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil 
ou a posse de , e bem assim os relati-bens imóveis
vos a taxas pela prestação de serviços referentes a 
tais bens, ou a contribuições de melhoria, sub-
rogam-se na pessoa dos respectivos , adquirentes
salvo quando conste do título a prova de sua quita-
ção. 
No caso de arrematação em hasta Parágrafo único. 
pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo 
preço. 
 
 
 
 
Art. 130, parágrafo único, CTN 
Contexto: 
arrematação de bens (móveis e imóveis) em leilão 
judicial/ hasta pública. 
Aqui a sub-rogação é sobre o preço, e não sobre a 
pessoa do arrematante. 
 
São responsáveis: Art. 131. pessoalmente
o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos I - 
aos bens adquiridos ou remidos; 
 
 
 
ORDEM ALTERADA DOS INCISOS II e III DO 
ART. 131: 
 
São responsáveis: Art. 131. pessoalmente
 (...)
o espólio, pelos tributos devidos pelo “de cujus” III - 
até a data da abertura da sucessão. 
 
II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, 
pelos tributos devidos pelo “de cujus” até a data da 
partilha ou adjudicação, limitada esta responsabili-
dade ao montante do quinhão do legado ou da me-
ação; 
 
 
 
E quanto aos tributos devidos pelo espólio, como 
contribuinte, ou seja, após a abertura da sucessão? 
O quadro a seguir trará a resposta. 
 
 
 
A pessoa jurídica de direito privado que Art. 132. 
resultar de ou de fusão, transformação incorporação
outra ou em outra é responsável pelos tributos devi-
dos data do ato pelas pessoas jurídicas de até à
direito privado fusionadas, transformadas ou incor-
poradas. 
 
 
 
 
 
 
 
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OAB XX EXAME DE ORDEM 
Direito Tributário – Aula 01 
Eduardo Sabbag 
3 
O disposto neste artigo aplica-se Parágrafo único. 
aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direi-
to privado, quando a exploração da respectiva ativi-
dade seja continuada por qualquer sócio remanes-
cente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão 
social, ou sob firma individual. 
 
 
 
A pessoa natural ou jurídica de direito pri-Art. 133. 
vado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo 
de comércio ou estabelecimento comercial, industri-
al ou profissional, e continuar a respectiva explora-
, sob a mesma ou outra razão social ou sob ção
firma ou nome individual, pelos tributos, responde
relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, 
devidos até à data do ato: 
 
, se o alienante cessar a exploração I - integralmente
do comércio, indústria ou atividade; 
 com o alienante, se este pros-II - subsidiariamente
seguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses 
a contar da data da alienação, nova atividade no 
mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou 
profissão. (...) 
 
 Análise:
- ; Responsabilidade por Sucessão Comercial
- PF ou PJ adquirindo... uma PJ (fundo de comércio 
ou estabelecimento comercial); 
- RESPONSÁVEL = quem adquire, ou seja, o 
; ADQUIRENTE
- Condição: deve haver a continuidade da explora-
ção comercial; 
 
1. Responsabilidade do ADQUIRENTE (art. 133, I, 
 CTN):
TIPO: integral; 
CONDIÇÃO: se o alienante cessar a prática comer-
cial. 
2. Responsabilidade do ADQUIRENTE (art. 133, II, 
 CTN):
TIPO: subsidiária (alienante/ ; adquirente/1º lugar 2º 
) lugar
 
CONDIÇÃO: se o alienante continuar a prática co-
mercial ou, interrompendo-a, retomá-la em até seis 
meses. 
 Súmula 554, STJ (decisão de 09-12-2015)
 Na hipótese de sucessão empresarial, a respon-
sabilidade da sucessora abrange não apenas os 
tributos devidos pela sucedida, mas também as 
multas moratórias ou punitivas referentes a fatos 
geradores ocorridos até a data da sucessão. 
Nos casos de impossibilidade de exigência Art. 134. 
do cumprimento da obrigação principal pelo contri-
buinte, respondem com este nos solidariamente
atos em que intervierem ou pelas omissões de que 
forem responsáveis: 
pelos tributos devidos por seus filhos I - os pais, 
menores; 
, pelos tributos devidos por II - os tutores e curadores
seus tutelados ou curatelados; 
os de terceiros, pelos III - administradores de bens 
tributos devidos por estes; 
o , pelos tributos devidos pelo es-IV - inventariante
pólio; 
o (Administrador judicial), V - síndico e o comissário 
pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo 
concordatário; 
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários 
, pelos tributos devidos sobre os atos prati-de ofício
cados por eles, ou perante eles, em razão do seu 
ofício; 
, no caso de liquidação de sociedade VII - os sócios
de pessoas. 
O disposto neste artigo só se apli-Parágrafo único. 
ca, em matéria de penalidades, às de caráter mora-. tório
 
Art. 134, I ao VII, CTN 
 
Responsabilidade de Terceiros 
Classificação: Resp. por Transferência 
Resp. de Terceiros 
Respons. solidária (literalidade do dispositivo; pre-
valece em concursos) 
 
Contexto: escolha de pessoas que têm dever de 
zelo com relação ao patrimônio do devedor principal 
 
Cuidado: como se verá no próximo “slide”, a depen-
der da ocorrência ou não do dolo (excesso de pode-
res ou infração de lei), a responsabilidade será alte-
rada. Exemplo: 
tutor age sem dolo  art.134, II  resp. “solidária” 
tutor age com dolo  art.135, I  resp. pessoal 
 
Isso vale para os demais incisos do art. 134, CTN 
 
São responsáveis pelos Art. 135. pessoalmente
créditos correspondentes a obrigações tributárias 
resultantes de atos praticados com excesso de po-
deres ou infração de lei, contrato social ou estatu-
tos: 
; I - as pessoas referidas no artigo anterior
os mandatários, prepostos e empregados; II - 
 
 
 
 
 
 
 
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Direito Tributário – Aula 01 
Eduardo Sabbag 
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os diretores, gerentes ou representantes de III - 
pessoas jurídicas de direito privado. 
 
Art. 135, III, CTN  cuidado! 
 
 
Prevê a responsabilidade pessoal de “sócios”, em-
bora esse termo não tenha sido usado no inciso III. 
A doutrina e a jurisprudência entendem que será 
alcançado apenas o sócio que administra a socie-
dade com poderes diretivos de gestão. 
E outro detalhe: o dolo é fundamental. 
 
 
SÚMULAS IMPORTANTES (E O ART. 135 DO 
 CTN)
 
O inadimplemento da obri-Súmula n. 430 do STJ: 
gação tributária pela sociedade não gera, por si só, 
a responsabilidade solidária do sócio-gerente. 
A jurisprudência tem acolhido como inequívocos 
exemplos de “infração à lei”: 
empregador que desconta o IRRF ou contribui-(I) 
ção previdenciária e não os recolhe ao Erário; 
a dissolução irregular da sociedade, deixando (II) 
débitos tributários pendentes e nenhum patrimônio 
para garantir seu pagamento (nesse sentido, é a 
: Presume-se dissolvida irre-Súmula n. 435 do STJ
gularmente a empresa que deixar de funcionar no 
seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos 
competentes, legitimando o redirecionamento da 
execução fiscal para o sócio-gerente. 
 
Denúncia Espontânea (ou Confissão Espontânea) 
 (Art. 138, CTN)
O tema situa-se dentro do Capítulo V no CTN (arts. 
128 ao 138), dedicado ao estudo da Responsabili-
dade Tributária, o que nos parece um tanto desacer-
tado. 
 
A responsabilidade é excluída pela denún-Art. 138. 
cia espontânea da infração, acompanhada, se for o 
caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de 
mora, ou do depósito da importância arbitrada pela 
autoridade administrativa, quando o montante do 
tributo dependa de apuração. (...) 
 
Não se considera espontânea a Parágrafo único. 
denúncia apresentada após o início de qualquer 
procedimento administrativo ou medida de fiscaliza-
ção, relacionados com a infração. 
 
Tal instituto tem o objetivo de afastar Detalhamento: 
a aplicação de multa ao contribuinte. “Juros” e “cor-
reção monetária” não são excluídos. 
O êxito da denúncia espontânea dar-se-á quando o 
Fisco for comunicado da infração ou receber o pa-
gamento do gravame devido antes de começado 
qualquer procedimento fiscal. (...) 
(...) 
A formalização do início do procedimento é verifica-
da pelo Termo de Início de Fiscalização, menciona-
do no art. 196 do CTN. 
 
a simples confissão de dívida acompa-Importante: 
nhada do pedido de parcelamento do débito não 
configura denúncia espontânea a dar ensejo à apli-
cação da regra do art. 138 do CTN, de modo a exi-
mir o contribuinte do pagamento de multa (ver o art. 
155-A, §1º, CTN) 
 
 Importante: 
 o benefício da denúncia espon-Súmula 360 do STJ:
tânea não se aplica aos tributos sujeitos a lança-
mento por homologação regularmente declarados, 
mas pagos a destempo. 
 
Agradeço a companhia nesta primeira Aula! Não 
deixe de conhecer as minhas 
DISCIPLINAS ISOLADAS 
aqui no CERS: 
 Direito Tributário (10 aulas); 
 Português Jurídico (5 aulas); 
 Acordo Ortográfico (2 aulas);
 Resolução de Questões Padrão CESPE (4 aulas).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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