Prévia do material em texto
1 Segurança da Informação: 1 Políticas de segurança da informação; 2 Segurança de redes de computadores, inclusive redes sem fio; 3 Vulnerabilidades e ataques a sistemas computacionais: prevenção e tratamento de incidentes; 4 Ataques e proteções relativos a hardware, software, sistemas operacionais, aplicações, bancos de dados, redes, inclusive firewalls e proxies; 5 Gestão de segurança da informação; 6 Normas NBR ISO/IEC 27.001 e 27.002; 7 Classificação e controle de ativos de informação, segurança de ambientes físicos e lógicos, controles de acesso; 8 Definição, implantação e gestão de políticas de segurança e auditoria; 9 Gestão de riscos; 10 Normas NBR ISSO/IEC 15.999 e 27.005; 11 Planejamento, identificação e análise de riscos; 12 Plano de continuidade de negócio; Segurança da Informação: Uma fonte primária para a definição dos requisitos de segurança consiste na avaliação de riscos dos ativos de informação. Essa análise permite ainda equilibrar os gastos com os controles de segurança de acordo com os danos causados aos negócios gerados pelas potenciais falhas na segurança; Segundo a norma NBR ISO/IEC 27001, a definição de Segurança da Informação é preservação da confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação e podem envolver também autenticidade, responsabilidade, não repúdio e confiabilidade. OWASP: O Open Web Application Security Project (OWASP) é uma associação profissional de membros globais aberta às pessoas interessadas em aprender sobre segurança de software; O OWASP, ou Projeto Aberto de Segurança em Aplicações Web, é uma comunidade online que cria e disponibiliza de forma gratuita artigos, metodologias, documentação, ferramentas e tecnologias no campo da segurança de aplicações web. Classificação da Informação: Os níveis de classificação da informação, segundo sua confidencialidade, são definidos como: Confidencial (o mais alto nível de confidencialidade); Restrita (médio nível de confidencialidade); Uso interno (o mais baixo nível de confidencialidade); Pública (todos podem ver a informação). Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI): Um SGSI estabelece, implementa, opera, monitora, mantém e melhora a segurança da informação da organização, além de estar voltado para aspectos como estrutura organizacional, políticas, procedimentos, processos e recursos. Políticas de Segurança da Informação: Uma PSI precisa das seguintes informações mínimas para ser desenvolvida: Controle de acesso à informação; Gestão de ativos: internet, equipamentos inteligentes, e-mail e outros; Classificação da informação; Cópias de segurança; Monitoramento de uso de sistema; Política de segurança da informação; Conscientização, educação e treinamento; Encerramento de atividades: corte de acesso à informação; Trabalho remoto; Aquisição, desenvolvimento e manutenção de sistemas; Processo disciplinar. Norma contém definições técnicas sobre determinado assunto; Regulamentação determina obrigações que devem ser respeitadas, cujo descumprimento acarreta penalidades e multas; São consideradas boas senhas aquelas que incluem, na composição, letras (maiúsculas e minúsculas), números e símbolos embaralhados, totalizando de preferência seis ou mais caracteres; A Lei Sarbanes-Oxley, conhecida também como SOX, visa garantir a transparência na gestão financeira das organizações, incluindo a auditoria e a segurança das informações para que sejam realmente confiáveis. Devem estar dentro do documento (ou conjunto de documentos) que descreve a Política de Segurança de uma organização; Descrição do seu escopo e finalidade; Abordagem adotada para gerenciamento de riscos; Detalhes sobre o processo de revisão da política; Tratamento de incidentes. Governança de TI: ITIL é um padrão de governança de TI que estabelece políticas, processos e procedimentos para garantir a disponibilidade e continuidade de serviço que se relacionam diretamente com a segurança. Normas NBR ISO/IEC 27.001 e 27.002: As normas da família ISO 27000 estabelecem padrões para a Gestão da Segurança da Informação. Uma das recomendações é que a informação seja classificada em vários níveis de proteção, além de determinar os controles necessários para cada nível; A norma não obriga a fazer uso de um modelo específico de classificação da informação que deve ser utilizado estritamente, ou seja, cada organização pode utilizar um modelo de classificação e nomenclatura que mais se adéqua à sua realidade. A norma ISO/IEC 27001 foi elaborada para prover um modelo (baseado no PDCA) de sistema de gestão de segurança da informação (SGSI) e também para avaliar a conformidade deste pelas partes interessadas internas e externas; Especifica os requisitos para o provedor de serviço planejar, estabelece, implementa, operar, monitora, analisar criticamente, manter e melhorar um sistema de gestão de serviços (SGS); De acordo com NBR ISO/IEC 27001, para uma organização estabelecer um SGSI (Sistema de Gestão de Segurança da Informação), ela deve selecionar objetivos de controle e controles para o tratamento de riscos; Os objetivos de controle e controles listados da NBR ISO/IEC 27001 são apresentados em uma tabela do anexo A e são derivados diretamente daqueles listados na NBR ISO/IEC 17799. Assim, o objetivo de controle da Responsabilidade pelos Ativos na Gestão de Ativos é alcançar e manter a proteção adequada dos ativos da organização. A norma NBR ISO/IEC 27002 sugere métricas e relatórios para um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI). Estabelece as diretrizes e princípios gerais para iniciar, implementar, manter e melhorar a gestão de segurança da informação em uma organização. Estrutura de proteção: Adota-se, para o controle de acesso em ambientes protegidos, a estrutura do tipo que se denomina camada de cebola, por meio da qual se delimitam várias camadas de proteção, entre as quais a camada central é a mais protegida, procurando-se, ainda, manter em locais com acesso restrito a poucas pessoas as máquinas que não precisem de operador para funcionar. Protocolos de segurança de redes sem fio: WEP (Wired Equivalent Privacy): Foi o pioneiro no assunto de proteção de redes sem fio, tendo sido lançado como um padrão de segurança neste tipo de rede em 1997; Utiliza o algoritmo de criptografia RC4; Obsoleto no quesito segurança; WPA (Wi-Fi Protected Access): Foi criado em 2002 como postulante a substituto do WEP; Dentre as melhorias propostas, a mais significativa foi a utilização do algoritmo RC4 de uma forma mais segura, dentro do protocolo TKIP; Também utiliza o algoritmo RC4, mas toma algumas precauções para evitar ataques, como não enviar a chave secreta “em claro” e trabalhar com uma política de vetores de inicialização mais inteligente. WPA2 (Wi-Fi Protected Access II): É o sistema-padrão atual e também o mais seguro, implementado em 2006; Exclui completamente a possibilidade de um ataque de força bruta. EAP (Extensible Authentication Protocol): É um arcabouço que permite que um usuário se autentique em um servidor específico afim de receber mensagens provenientes do ponto de acesso. Trabalha com o uso do protocolo RADIUS (Serviço de Autenticação Remota de Chamada de Usuário) e tanto pode ser representado pelo ponto de acesso quanto por outra máquina dedicada a este fim. Hierarquia de proteção: WPA2 com AES habilitado (mais seguro); WPA com AES habilitado; WPA com AES e TKIP habilitado; WPA apenas com TKIP habilitado; WEP; Rede aberta (menos seguro). Vulnerabilidade: Característica ou falha no projeto, implementação ou configuração de um software ou sistema operacional que, quando explorada por um atacante, resulta na violação da segurança de um computador. Identificação de vulnerabilidades: Testese simulações; Testes de invasão de sistemas; Auditorias em códigos-fonte. Malwares (Malicious + Software): Malware é a palavra que engloba programas perigosos, invasivos e mal intencionados que podem atingir um computador; Possui diferentes propósitos: infiltrar um sistema, roubar informações, causar dados, apagar dados etc. Pragas virtuais: Vírus: São os programas mais utilizados para causar danos dados, roubar informações etc.; Se diferenciam dos outros malwares por sua capacidade de infectar um sistema, fazer cópias de si mesmo e tentar se espalhar para outros computadores, da mesma forma que um vírus biológico faz; Na maioria das vezes são enviados através de e-mails e mídias removíveis (pen-drives). Worms: Se utiliza de uma rede para enviar cópias de si mesmo e se espalhar por vários computadores sem que nenhum usuário interfira neste processo; São perigosos pois podem ser disparados, aplicados e espalhados em um processo totalmente automático e não precisar se anexar a nenhum arquivo para isso. Não se propaga por meio da inclusão de cópias de si mesmo em outros programas ou arquivos. Trojan Horse (Cavalo de Troia): Programa normalmente recebido como um "presente" (por exemplo, cartão virtual, álbum de fotos, protetor de tela, jogo, etc.) quando do download de um arquivo e que, além de executar as funções para as quais foi aparentemente projetado, também executa outras funções, normalmente maliciosas e sem o conhecimento do usuário (escondidas). Bot: Dispõe de mecanismos de comunicações com o invasor que permitem que ele seja controlado remotamente; O computador infectado por um bot é chamado de zumbi; Se propaga automaticamente, explorando vulnerabilidades; Botnet: É uma rede formada por muitos computadores zumbis e que permite aumentar a capacidade de ações danosas executadas pelos bots. Backdoor: Programa que permite o retorno de um invasor a um computador comprometido, por meio da inclusão de serviços criados ou modificados para esse fim; Normalmente esse programa é colocado de forma a não a ser notado. Spyware: São programas que "espionam" as atividades dos usuários ou capturam informações sobre eles; Para contaminar um computador, os spywares geralmente são "embutidos" em softwares de procedência duvidosa, quase sempre oferecidos como freeware ou shareware (nomes pouco usados atualmente); Os dados capturados são posteriormente transmitidos pela internet para terceiros. Essas informações podem conter desde hábitos de navegação do usuário até senhas. Adware: Do inglês Advertising Software, é um tipo específico de spyware; Programa projetado especificamente para apresentar propagandas; Pode ser usado de forma legítima, quando incorporado a programas e serviços, como forma de patrocínio ou retorno financeiro para quem desenvolve programas livres ou presta serviços gratuitos; Também pode ser usado para fins maliciosos quando as propagandas apresentadas são direcionadas, de acordo com a navegação do usuário e sem que este saiba que tal monitoramento está sendo feito. Ransomware: Programa que torna inacessíveis os dados armazenados em um equipamento, geralmente usando criptografia, e que exige pagamento de resgate para restabelecer o acesso ao usuário; É como se o computador tivesse sido sequestrado. Keylogger: Keyloggers são pequenos aplicativos que podem vir embutidos em vírus, spywares ou softwares de procedência duvidosa; Sua função é a de capturar tudo o que é digitado pelo usuário; É uma das formas utilizadas para a captura de senhas. Screenloger: Armazena a posição do cursor e a tela apresentada no monitor, nos momentos em que o mouse é clicado. Rootkit: Conjunto de programas e técnicas que permite esconder e assegurar a presença de um invasor ou de outro código malicioso em um computador comprometido; Importante ressaltar que o nome rootkit não indica que as ferramentas que o compõem são usadas para obter acesso privilegiado (root ou Administrator) em um computador, mas, sim, para manter o acesso privilegiado em um computador previamente comprometido; Desenvolvedores de rootkits podem fazer uso de várias técnicas avançadas, como infiltrar o malware em processos ativos na memória; Além de difícil detecção, os rootkits também são de difícil remoção. Se esconde tão bem que até para antivírus é difícil encontrar; Felizmente, sua complexidade de desenvolvimento faz esses invasores não serem numerosos. Hijacker: Hijackers são programas ou scripts que "sequestram" navegadores de internet. As principais vítimas eram as versões mais antigas do Internet Explorer; Um hijacker pode, por exemplo,alterar a página inicial do browser e impedir o usuário de mudá-la, exibir anúncios em janelas novas, instalar barras de ferramentas e bloquear o acesso a determinados sites (páginas de empresas de antivírus, por exemplo). Digmine: Usa sistemas infectados para extrair a criptomoeda Monero; Esse malware é enviado às vítimas como um link para um arquivo de vídeo, quando na verdade é um script executável que afeta as versões desktop e web do Facebook Messenger, usando o navegador Google Chrome para minerar a moeda Monero no computador. Exploits: São pequenos códigos de programas desenvolvidos para explorar falhas introduzidas em aplicativos por erros involuntários de programação; Normalmente, são programas maliciosos com dados ou códigos executáveis capazes de aproveitar as vulnerabilidades de sistemas em um computador local ou remoto. Golpes na Internet: Phishing: Site ou e-mail falso, parecido com o verdadeiro, com a intenção de capturar dados pessoais e financeiros de um usuário, pela utilização combinada de meios técnicos e engenharia social. Pharming: Redireção da navegação do usuário para sites falsos, por meio de alterações no serviço de DNS (Domain Name System); Quando o usuário tenta acessar um site legítimo, o seu navegador Web é redirecionado para uma página falsa. Hoax (boato): Mensagem que possui conteúdo alarmante ou falso e aponta como autora alguma organização importante. Advance Fee Fraud: É um tipo de fraude na qual o golpista procura induzir uma pessoa a fornecer informações confidenciais ou a realizar um pagamento adiantado, com a promessa de futuramente receber algum tipo de benefício. Ataques: Ataque ativo: modificação do fluxo de dados; Ataque passivo: natureza de bisbilhotar/monitorar informações; Scan: Efetua buscas em redes, verificando computadores ativos e coletando informações sobre eles. Sniffing (farejador): Interceptação no tráfego das informações das redes de computadores. Spoofing: E-mail spoofing: Mascarar ou alterar campos do cabeçalho de um e-mail; Aparenta que foi enviado de uma origem quando, na verdade, foi enviado por outra. IP spoofing: Mascarar o IP utilizando endereço de remetente falso. Harvesting: Realiza varredura em páginas Web, arquivos de listas de discussão etc. Em busca de endereços de e-mail. Uma forma de prevenção é trocar @ por (at) e ponto por “dot”. Brute force (Força bruta): Descobrir um nome de usuário e senha por tentativa e erro. Defacement (pichação): Desfigurar ou alterar o conteúdo das páginas da Web. DoS ou DDoS (ataque (distribuído) de negação de serviço): Atacar sistemas servidores e tornar seus serviços indisponíveis. Esse ataque é distribuído quando um intruso tem sob seu comando centenas de computadores (bots), e comanda um ataque ao mesmo alvo e ao mesmo instante, por meio de uma rede chamada botnet. Conhecidos como ataques flood. Engenharia social: Utilização de práticas para obter acesso a informações sigilosas em organizaçõese sistemas computacionais, por meio da exploração de confiança das pessoas com habilidades de persuasão. MITM (Man-in-the-middle): Dados trocados entre duas partes são interceptados e possivelmente alterados ou até registrados pelo atacante sem que as vítimas percebam. O atacante pode interceptar e modificar seletivamente dados comunicados para se passar por uma ou mais das entidades envolvidas em uma comunicação. Zero Day Attack (Ataque do Dia Zero): Ataque que ocorre no mesmo dia em que uma vulnerabilidade do software é descoberta, sendo explorado antes que o fornecedor do software disponibilize uma correção. Exploit: parte de software ou uma sequência de comandos utilizado, que encontra vantagem de uma falha ou vulnerabilidade a fim de causar um comportamento acidental ou imprevisto em outro software ou hardware. Permanece funcionando até que a correção do software seja produzida, distribuída e aplicada. Para combater a disseminação de Zero Day Attacks, as organizações podem publicar um processo de vulnerabilidades, mantendo relatórios de segurança e triagem dos problemas reportados internamente. CSRF (Cross-Site Request Forgery): Consiste em inserir requisições em uma sessão aberta pelo usuário; É um tipo de ataque informático malicioso a um website no qual comandos não autorizados são transmitidos através de um utilizador em quem o website confia; Em contraste com o Cross-Site Scripting (XSS), que explora a confiança de um utilizador para um site particular, o CSRF explora a confiança que um website tem do navegador do usuário. XSS (Cross-Site Scripting): É um tipo de vulnerabilidade encontrado em aplicações web que ativa ataques maliciosos por meio da injeção de scripts nas páginas web vistas por outros usuários; Um script de exploração de vulnerabilidade cross-site pode ser usado pelos atacantes para escapar aos controles de acesso que usam a política de mesma origem. Trashing: Revirar lixo em busca de informações. War dialing: Liga para vários números de telefone para identificar os que têm modem instalado. Atacantes: Hacker: busca constante por novos conhecimentos; Cracker: invade ou viola sistemas com má intenção; Phreaking: invasão aos sistemas telefônicos. Boxes são circuitos eletrônicos cuja finalidade é alterar o funcionamento normal da linha telefônica. Sistema PABX é comum em empresas. Lammer: utilizam receitas de bolo para crackear. Spam: E-mails não solicitados enviados para um grande número de destinatários; Nem sempre estão acompanhados de malwares ou ataques, porém é uma técnica para propagação de atividades maliciosas. Prevenção e Proteção: Antivírus/Antimalware: Algumas ferramentas de antivírus procedem à detecção por heurística, técnica de detecção de vírus baseada no comportamento anômalo ou malicioso de um software. Windows Defender é antispyware (no Windows 7) ou antispyware e antivírus (no Windows 8 e 10); Microsoft Security Essentials é antivírus (no Windows 7). Firewall: É um processo de prevenção de falhas. Protege uma rede local de ameaças provenientes de uma rede externa (internet) e de hosts na própria rede, diminuindo a incidência de programas e ações maliciosas ao sistema. Controle tanto os pacotes que entram em uma rede privada quanto aqueles que saem da rede para a internet. Pré-configurado para permitir/bloquear entradas e saídas (portas e janelas) através do controle do tráfego de dados e aplicando uma política de regras customizáveis de segurança, atuando como um filtro de pacote de dados. Permite o controle, a autenticação e os registros de todo o tráfego. Pode ser software (no Windows), hardware ou ambos. Software: ZoneAlarm e TinyWall. Hardware: Watchguard e Netgear. Ponto de instalação semelhante ao roteador. Não protege contra ataques que o atravessem, ameaças internas (funcionários), protocolos inseguros e infecção de vírus e outros malwares (principalmente entre máquinas na rede). Não verifica a existência de vírus e nem os remove. Mas permite bloquear acessos externos de vírus, worms, ping of dead e pessoas não autorizadas. Os firewalls não precisam ter interfaces gráficas detalhadas. Podem se apresentar sob a forma de software e hardware. Software: são programas que o usuário instala na máquina para realizar o controle das conexões (entrada e saída). Hardware: equipamentos específicos geralmente empregados em redes de grande porte, principalmente em empresas. Tipos de firewall: Filtro de pacotes (estático/stateless): regras são aplicadas a cada pacote IP que chega, e então é encaminhado ou descartado. Regras de filtragem: IPs de origem e destino (camada de rede), número das portas de comunicação (camada de transporte), tipo de protocolo, interface de rede. Deficiência em examinar dados das camadas superiores, não sendo efetivos contra ataques que explorem vulnerabilidades das aplicações. Geralmente não suportam esquemas de autenticação de usuários. Não checa/controla estados de conexões. Preocupa-se com o cabeçalho (header) do pacote de dados dos protocolos das camadas de Rede (IP) e Transporte (portas). Filtro de controle de estado (dinâmico/statefull): mantém o controle sobre o estado de cada conexão. Aprimora o filtro de pacotes, examinando também o status das conexões de rede ativas, monitorando a atividade a partir do momento em que uma conexão é aberta até o momento em que é fechada e determinando quais pacotes aceitar. Mantém a liberação apenas de pacotes relacionados a conexões existentes. Podem atuar em todas as camadas TCP/IP. Firewall pessoal: pode ser instalado no sistema da máquina do usuário (host) e/ou nos próprios servidores. Regras de bloqueio/liberação podem ser baseadas em informações não convencionais (não necessariamente pacotes de rede) e específicas do serviço do próprio host. Antivírus podem ser considerados um firewall pessoal. UTM (Unified Threat Management): une a execução de várias funções de segurança em um único dispositivo: firewall, prevenção de intrusões de rede (IPS), antivírus, VPN, filtragem de conteúdo, balanceamento de carga e geração de relatórios informativos e gerenciais sobre a rede. O netfilter é um módulo que fornece ao sistema operacional Linux as funções de firewall, NAT e log dos dados que trafegam por rede de computadores. Todo sistema Linux recente tem o recurso de Firewall disponível porque eles são construídos no núcleo de Linux em uma estrutura chamada Iptables. Iptables é o nome da ferramenta do espaço do usuário que permite a criação de regras de firewall e NATs. Apesar de, tecnicamente, o iptables ser apenas uma ferramenta que controla o módulo netfilter, o nome "iptables" é frequentemente utilizado como referência ao conjunto completo de funcionalidades do netfilter. O iptables é parte de todas as distribuições modernas do Linux. Proxy: É um servidor intermediário entre o usuário e o servidor destinatário que recebe requisições (sites, buscas, palavras-chaves, programas etc.) de computadores clientes e solicita acesso a estes recursos em outros servidores. Pode armazenar os dados que são solicitados pelos computadores clientes na memória cache, de forma que quando há uma nova solicitação do mesmo dado, já está disponível localmente, melhorando assim o desempenho. Pode impedir o acesso de determinados conteúdos e/ou em determinados horários (em empresas, por exemplo). Não tem a finalidade de proteger a máquina, e sim melhorar a eficiência do tráfego de dados. Pode, no entanto, mascarar o número de IP recebido do usuário e enviar ao servidor, diminuindo assim a possibilidade de ataques. Também chamado de gateway. Gateway de circuito. Gateway de aplicação:realizam filtragem até o nível de aplicação. Intermediários entre conexões em nível de aplicação. Senhas fortes: Números aleatórios. Grande quantidade de caracteres. Diferentes tipos de caracteres. Antispam. Assinatura digital. Criptografia. Backup: É uma cópia (arquivos pessoais e configurações do sistema) de segurança; O Windows pode fazer o backup dos arquivos no horário que o usuário escolher (basta fazer as configurações); O Windows possui quatro ferramentas de backup - do arquivo; da imagem do sistema; versões anteriores; restauração do sistema; Backup em nuvem: cópia de segurança dos dados em servidores de nuvem (conectados à internet constantemente); Backup parcial: backup de todos os dados do grupo de arquivos principal, de todos os grupos de arquivos de leitura e gravação e, ainda, de qualquer arquivo somente leitura ou grupos de arquivos especificados opcionalmente; Backup normal: copia e marca os arquivos selecionados; Backup de cópia: copia e não marca os arquivos selecionados; Backup incremental: copia e marca os arquivos criados ou modificados; Um backup incremental copia somente os arquivos criados ou alterados desde o último backup normal ou incremental, e os marca como arquivos que passaram por backup (o atributo de arquivo é desmarcado). Backup diferencial: copia e não marca os arquivos criados ou modificados; Backup diário: copia e não marca os arquivos criados ou modificados no dia. Intrusion Detection System (IDS): Solução passiva que opera de maneira não inline (não está no fluxo, e sim conectado ao switch), sendo capaz de monitorar e identificar um comportamento que sugira a presença de um malware no sistema. Um IDS baseado em anomalia poderia detectar um ataque de negação de serviço (DoS) após perceber um aumento significativo no tráfego de pacotes ou de tentativas de conexão a um sistema. Preocupa-se tanto com o cabeçalho (header) quanto com o conteúdo (payload) do pacote de dados. Vantagem de não interferir no fluxo de tráfego de rede. Possui menos latência (delay) do que o IPS. A finalidade do IDS é descobrir quando uma rede está tendo acessos não autorizados. Em um sistema passivo, o IDS detecta uma potencial violação da segurança, registra a informação (log) e dispara um alerta. Em um sistema reativo, o IDS responde à atividade suspeita finalizando a sessão de usuário ou reprogramando o firewall para bloquear o tráfego de rede da fonte suspeita. O uso de Port Span consiste na utilização de switches com IDS embutidos. O uso de Port Mirror consiste em fazer no switch o espelhamento do tráfego de uma única porta para outra usada para o monitoramento. Em um IDS baseado em rede (NIDS), o tráfego monitorado (pacote) em um ou mais segmentos de rede é uma cópia do tráfego de rede. Isto é, o tráfego real não passa pelo sensor. Interface de rede atuando no modo promíscuo (sniffer). Em um IDS baseado em host (HIDS), o IDS é instalado em cada máquina monitorada, analisando os eventos gravados nos arquivos de log ou pelos agentes de autoria, funcionando como última linha de defesa, caso o ataque tenha passado pelo firewall e NIDS. Dados coletados no próprio host. Foco na integridade de arquivos, análise de logs e padrões de comportamento. Checa uso, aplicações e tráfego local. IDS baseado em assinatura: Comparação de dados capturados com assinaturas da base. Base de assinaturas característica de incidentes. Só reconhece ataques que estejam na base. Necessidade de constante atualização. Baixo número de falso-positivos. IDS baseado em comportamento: Comportamento anômalo de tráfego ou processos. Comparação com padrões de comportamento normais. Descoberta de novos padrões de ataques. Alto número de falso-positivos. Intrusion Prevention System (IPS): Solução ativa que opera de maneira inline (no meio da rede, em linha, com os pacotes de dados passando através dele) na rede, adotando medidas adicionais para bloquear as intrusões em tempo real. Utiliza de detecção (como o IDS) junto de bloqueio (como o firewall). Fornece segurança em todos os níveis de sistemas, desde o núcleo do sistema operacional até os pacotes de dados da rede, provendo políticas e regras para o tráfego de rede. Possui ações como enviar um alarme ao administrador, derrubar pacotes maliciosos, bloquear o tráfego a partir do endereço de origem e redefinir a conexão. Preocupa-se tanto com o cabeçalho (header) quanto com o conteúdo (payload) do pacote de dados. Implementação na borda com internet e no Data Center. Possui mais latência (delay) do que o IDS. IDS e IPS podem funcionar de forma híbrida. Em um IPS baseado em rede (NIPS), que é instalado no barramento da rede, baseia-se em um dispositivo inline (roteador ou switch, por exemplo), pois repassam os pacotes entre as redes e sempre que um ataque ocorre, são tomadas decisões baseadas em regras pré-definidas que impedirão o ataque suspeito. Efetua drop na conexão, impedindo que os pacotes cheguem ao destino (semelhante ao firewall). Em um IPS baseado em host (HIPS), o funcionamento é semelhante ao HIDS, com as verificações sobre a máquina onde está instalado, com o adicional de tomar decisões a respeito das análises efetuadas, com acesso direto ao sistema operacional e ao kernel, podendo controlar os acessos do sistema de arquivo (configuração e registro). NAC: O NAC pode ser dividido em três fases macro: avaliação, isolamento e reparo; Quando um equipamento entra na rede, ele passa, no mínimo, pela fase de avaliação que é composta pelas funções de autenticação, autorização e validação. As outras fases (isolamento e reparo) são desempenhadas a depender da política do NAC e se o dispositivo está comprometido. NAT (Network Address Translator): Tecnologia surgida para ajudar na escassez esperada do IPv4. Geralmente é instalado no firewall, mas não faz parte efetiva dele. Permite que um único dispositivo atua como gateway de internet para clientes LAN internos, traduzindo os endereços IP da rede interna dos clientes para o endereço de IP do dispositivo gateway habilitado para NAT. O NAT é executado no dispositivo conectado à internet e oculta o restante da rede ao público. • Faz com que toda a rede apareça como um único dispositivo para o resto do mundo. Reescreve os endereços IP e porta de origem de um pacote que passam por um roteador (router) ou firewall de maneira que um computador de uma rede interna tenha acesso ao exterior (rede pública). Todos os dispositivos da rede local compartilham o mesmo IP na internet. IP privado não se comunica com IP público. É necessária uma conversão/tradução. Visa economizar endereços IP registrados em grandes redes e simplificar as tarefas de gerenciamento do endereçamento IP. Geralmente só traduz endereços IP em uma correspondência de 1:1. Técnica comumente utilizada para tornar uma máquina da rede interna (com endereço privado) acessível a partir da rede externa (endereço público destinado para essa finalidade). Roteia os pacotes de entrada para seus destinos internos recorrendo ao endereço IP de origem de entrada dado pelo host na rede pública. Atua na camada 3 (de Rede). Economia de IP válidos (quando a rede possuir uma quantidade maior de computadores do que a quantidade de endereços disponíveis) e mais segurança para a rede (impedimento de invasões nas máquinas da rede privada). Problemas com servidor VPN e sites seguros. NAT estático: usa um mapeamento exclusivo de endereços globais e locais, e tais mapeamentos permanecem fixos/constantes. É particularmente útil para servidores web ou hosts que devam ter um endereço consistente que possa ser acesso da internet. Esses hosts internos podem ser servidores corporativosou dispositivos de redes interconectadas. NAT dinâmico: utiliza um conjunto de endereços públicos e os atribui por ordem de chegada. A operadora fornece um pool de endereços roteáveis. Quando um host com um endereço IP privado solicitar acesso à internet, a NAT dinâmica escolherá um endereço IP do conjunto que não estiver sendo usado por outro host. O mesmo dispositivo local pode receber IPs diferentes em acessos diferentes (o anterior já pode estar sendo usado por outro dispositivo). NAT Overlard (PAT): tradução de endereço de porta. Mapeia diversos endereços IP privados para um único endereço IP público ou para alguns endereços. Vários endereços internos podem ser mapeados para um ou alguns endereços (externos), pois para cada endereço privado também é acompanhado por um número de porta. Modifica o endereço IP privado e o número de porta do remetente. Geralmente existe somente um ou muito poucos endereços IP publicamente expostos. Os pacotes de entrada da rede pública são roteados aos seus destinos na rede privada por meio da consulta na tabela no dispositivo da NAT Overload que monitora os pares de portas públicas e privadas. Utiliza a camada 4 (portas TCP/UDP). Mascaramento de N endereços (geralmente rede interna) para 1 endereço (geralmente de rede externa). N:1 (masquerade). Técnica comumente utilizada para converter os endereços privados de várias máquinas para um único endereço público. • Comum em redes domésticas: câmeras de CFTV, servidores de jogos etc. • Rede stub corporativa: somente uma saída. DNAT: processo inverso (NAT do destino). Possibilita o acesso remoto em uma estação na rede privada. Forwarding (encaminhamento)/servidor virtual do roteador: escolha correta da estação privada para encaminhamento do pacote. DMZ (DeMilitarized Zone): É uma área (rede) de serviço comum, independente para instalação dos servidores da instituição. Não é rede interna nem externa. O principal objetivo é manter os serviços que possuem acesso externo separados da rede local, dessa forma, caso a DMZ sofra um ataque, não afetará, de imediato, a rede local. É uma rede anexada ao firewall e específica para servidores com acesso externo. Os servidores contidos nessa área podem ser acessados por usuários internos e externos. Usuários internos e externos, para acessar essa rede, precisariam passar pelo firewall. DMZ + Bastion Host: proxy adicional colocado entre o firewall e a rede externa para diminuir a sobrecarga do firewall principal da rede. Uso de servidor intermediário para acesso à rede externa. Hardening: É um processo de mapeamento das ameaças, mitigação dos riscos e execução das atividades corretivas, com foco na infraestrutura e objetivo principal de torná-la preparada para enfrentar tentativas de ataque. Nessus: É um software distribuído sob GNU para a verificação de falhas ou vulnerabilidades de segurança, composto por um cliente e servidor que faz um port scan no computador alvo e gera vários scripts que ligam-se a cada porta aberta para verificar problemas de segurança. VPN: É uma rede privada que provê a comunicação entre um conjunto de empresas construídas sobre uma rede de comunicação pública. SSL (Secure Socket Layer): Sua função é a de prover a comunicação segura na Internet para serviços de transferência de dados, por exemplo; Permite que aplicativos cliente/servidor possam trocar informações em total segurança, protegendo a integridade e a veracidade do conteúdo que trafega na Internet. Tal segurança só é possível através da autenticação das partes envolvidas na troca de informações. Zero Trust Model: Princípio de que existem invasores dentro e fora da rede, por isso nenhum usuário ou máquina deve ser automaticamente confiável. Em vez de presumir que tudo que está dentro do ambiente corporativo é seguro, pressupõe violação e verifica cada solicitação como se fosse originada de uma rede aberta. Os princípios de acesso menos privilegiados são aplicados para minimizar o movimento lateral (acesso às áreas diferentes da mesma rede corporativa). Honeypot: Armadilha que simula falhas de segurança e atrai o atacante para um ambiente onde há informações falsas e aparentemente valiosas. Pode ser um servidor, por exemplo. Encoraja o atacante a permanecer nesse ambiente o tempo suficiente para que os administradores possam registrar e rastrear seu comportamento. Auditoria: Syslog: O protocolo Syslog é tipicamente usado no gerenciamento de computadores e na auditoria de segurança de sistemas. Por ser suportado por uma grande variedade de dispositivos em diversas plataformas, o protocolo pode ser usado para integrar diferentes sistemas em um só repositório de dados; Syslog é um padrão criado pela IETF para a transmissão de mensagens de log em redes IP. O termo é geralmente usado para identificar tanto o protocolo de rede quanto para a aplicação ou biblioteca de envio de mensagens no protocolo syslog. Nmap: O Nmap (“Network Mapper”) é uma ferramenta de código aberto para exploração de rede e auditoria de segurança. Ela foi desenhada para escanear rapidamente redes amplas, embora também funcione muito bem contra hosts individuais; O Nmap utiliza pacotes IP em estado bruto (raw) de maneira inovadora para determinar quais hosts estão disponíveis na rede, quais serviços (nome da aplicação e versão) os hosts oferecem, quais sistemas operacionais (e versões de SO) eles estão executando, que tipos de filtro de pacotes/firewalls estão em uso, e dezenas de outras características; Embora o Nmap seja normalmente utilizado para auditorias de segurança, muitos administradores de sistemas e rede consideram-no útil para tarefas rotineiras tais como inventário de rede, gerenciamento de serviços de atualização agendados, e monitoramento de host ou disponibilidade de serviço. TACACS: O Terminal Access Controller Access-Control System (TACACS) é um protocolo de autenticação remota utilizado para a comunicação com servidores de autenticação. Normas NBR ISO/IEC 15.999 e 27.005: A norma ISO 15999-1 foi desenvolvida por especialistas da comunidade de continuidade de negócios, tendo como base suas experiências acadêmicas, técnicas e práticas da gestão da continuidade de negócios (GCN); Foi elaborada para fornecer um sistema baseado nas boas práticas de gestão da continuidade de negócios. Seu propósito é servir como um único ponto de referência para a maior parte das situações em que a gestão da continuidade de negócios é praticada e ser usada por organizações de grande, médio e pequeno portes, nos setores industriais, comerciais, públicos e de caráter voluntário; Por meio da NBR 15999-1, é possível conhecer o objetivo, o negócio, as partes interessadas e as regulamentações envolvidas da organização. A ferramenta que dá subsídios para isso é a BIA (Business Impact Analisys). Análise de Impacto do Negócio (BIA) é uma ferramenta utilizada para identificar os processos mais críticos no contexto empresarial, sejam eles de uma determinada área, setor, unidade, ou mesmo da organização como um todo. A norma ISO/IEC 27.005: É voltada para a gestão de riscos de segurança da Informação. Plano de Continuidade de Negócios (PCN): Tem como objetivos: disponibilidade, segurança e confiabilidade; Feito a partir de informações da própria organização: Composto por cinco fases: Conhecer as operações do negócio; Analisar o ambiente de TI, criando uma matriz de risco para localizar os mais críticos tanto no ambiente físico quanto no ambiente lógico; Análise de impacto de negócio; Definição de como a organização vai tratar a continuidade dos seus negócios; Elaboração dos documentos do PCN.