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PROCESSO PENAL II 
4ª SEMANA
PROFESSOR: WAGNO DE SOUZA
EMAIL: prof.wagnodesouza@gmail.com
PROCESSO PENAL II 
ATOS JURISDICIONAIS
Noções Gerais: Ao contrário do que ocorre no âmbito do processo civil, o Código de Processo Penal não foi sistemático ao regular os atos de provimentos judiciais, sendo que regulou a sentença nos arts. 381 a 392, do CPP. Não obstante isso, para fins didático, adotamos a classificação acolhida pela maioria da doutrina.
Classificação: A doutrina majoritária considera atos de provimentos judiciais o despacho de mero expediente, decisões interlocutória e sentença.
Despachos de Mero Expediente: São aqueles destinados ao impulso do processo, desprovidos de qualquer carga decisória.
PROCESSO PENAL II 
ATOS JURISDICIONAIS
Decisões Interlocutórias: São provimentos que consubstanciam soluções dadas pelo Magistrado, acerca de qualquer questão controversa existente no curso do processo, podendo ou não colocar fim na demanda.
Simples: São aquelas que resolvem incidentes processuais ou questões atinentes à regularidade formal do processo, sem extinguir o procedimento ou uma de suas etapas. Ex. Decisão de recebimento da denúncia.
Mista: São aquelas que extinguem o processo, sem julgamento de mérito, bem como as que determinam o fim de uma etapa do procedimento, além das que resolvem procedimentos incidentais de maneira definitiva. Por sua vez, esta se subdivide em terminativa e não terminativa.
Terminativa: São aquelas que extinguem o processo, sem julgamento do mérito, bem como as que resolvem um procedimento incidental de maneira definitiva. Ex. Impronúncia.
Não Terminativa: São aquelas que põe fim a uma etapa do procedimento, tangenciando o mérito, porém sem provocar a extinção do processo. Ex. Pronúncia.
PROCESSO PENAL II 
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PROCESSO PENAL II 
SENTENÇA
Conceito: É o ato judicial pelo qual o juiz julga os pedidos formulados pelas partes, analisando o mérito, condenando ou absolvendo o acusado.
Requisitos Formais: A sentença para ter existência como pronunciamento da vontade emitida pelo juiz, deve ser formulada de modo a respeitar os requisitos formais estabelecidos pela lei. Assim, a sentença deve conter os seguintes requisitos:
a) Relatório: Consiste ele no histórico do processo com o resumo da marcha do procedimento e seus incidentes mais importantes. Nele o juiz consigna os nomes das partes, resumo do pedido inicial e da contestação e as principais ocorrências no feito – art. 381, I e II, do CPP. Por disposição expressa, dispensa-se o relatório no rito traçado pela lei 9.099/95 – art. 81, § 3°.
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PROCESSO PENAL II 
SENTENÇA
Requisitos Formais: 
b) Motivação ou fundamentação: Após o relatório, o juiz exterioriza o desenvolvimento do seu raciocínio para chegar à conclusão – art. 381, inc. III, CPP. Dessa forma, o juiz está obrigado em demonstrar o seu convencimento, mediante análise da prova constantes dos autos, até porque o art. 91, IX, da Constituição Federal afirma que todas as decisões judiciais devem ser fundamentadas. A motivação engloba as matérias jurídicas e de fato. O juiz deve apreciar quaisquer circunstâncias juridicamente relevantes alegadas pelas partes.
c) Conclusão: expostos os motivos, o juiz deve passar à conclusão, que é a decisão propriamente dita, na qual o juiz julga o acusado em decorrência do raciocínio lógico desenvolvido durante a motivação. Segundo o art. 381, IV e V o juiz deve indicar os artigos da lei aplicados e o dispositivo. 
d) Data e Assinatura do Juiz.
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PROCESSO PENAL II 
SENTENÇA
Princípio da Correlação: 
A sentença deve guardar com a denúncia ou queixa uma relação. Deve haver uma correlação entre os fatos descritos na peça acusatória e aquele pelo qual o réu foi condenado. Assim, o juiz está vinculado à denúncia ou queixa, não podendo julgar o réu por fato de que não foi acusado (extra petita ou ultra petita). Salienta-se, por oportuno, que no processo penal vigora o princípio do jura novit cúria, isto é, o princípio da livre dicção do direito, aplicando-se a regra do brocado narra mihi factum dabo tibi jus (narra-me o fato e te darei o direito). Isso significa que o réu não se defende da capitulação dada ao crime na denúncia e sim de sua descrição fática. Com efeito, a errada classificação do crime não impede a prolação de sentença condenatória, podendo ocorrer o “emendatio libelli” e o “mutátio libelli”. 
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PROCESSO PENAL II 
SENTENÇA
Princípio da Correlação: 
Emendatio Libelli: Signfifica que juiz dará a classificação jurídica ao fato diversamente do que constar da exordial, ainda que, em conseqüência, tenha de aplicar pena mais grave. Assim, Estando descritos os fatos e circunstâncias, podem ser reconhecidas, embora não articulados na denúncia ou queixa, as qualificadoras e causa de aumento de pena. O juiz pode, inclusive, condenar por outro criem descrito, sem que tenha sido capitulado na inicial. Tais regras, tem aplicação em julgamento do recurso em instâncias superior; Art. 383, do CPP.
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PROCESSO PENAL II 
SENTENÇA
Princípio da Correlação: 
Mutatio Libelli: Já no “mutatio libelli”, encerrada a instrução, havendo a possibilidade de nova definição jurídica do fato, em conseqüência de provas existentes nos autos de circunstâncias ou elementar não contida, explícita ou implicitamente, na denúncia ou queixa , o juiz não deverá proferir a decisão, mas sim tomar as providências do art. 384 , do Código de Processo Penal. Assim, o juiz deverá enviar os autos ao Ministério Público para que, no prazo de 05 dias adite a denúncia, independentemente se a nova definição jurídica do fato agrave ou não a sanção penal. Em seguida o Juiz dará vista dos autos à Defesa para se manifestar em 05 dias e na seqüencia o magistrado recebe ou não o aditamento da denúncia. Caso o aditamento seja recebido e haja requerimento das partes o juiz designará audiência para oitiva das testemunhas indicadas, no máximo três para cada parte, procedendo na seqüencia ao interrogatório do réu, aos debates e por fim proferindo a sentença. Ressalta-se que, neste caso, o juiz fica adstrito ao fato articulado no aditamento. Art. 384, do CPP.
Se o Ministério Público não oferecer o aditamento, deve-se aplicar a regra do art. 28, do CPP, por expressa disposição do art. 384, § 1º, do CPP.
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SENTENÇA
Absolutória: 
A sentença absolutória ocorre quando o Juiz penal rechaça a pretensão punitiva. O nosso Código trata no art. 386 todas as hipóteses que podem servir de lastro a uma sentença absolutória.
 I - estar provada a inexistência do fato; Neste caso, no decorrer da instrução criminal prova-se que o fato imputado NÃO ocorreu. Ex. Estão acusando o réu do cometimento do crime de aborto, porém no curso da ação se comprova que a mulher não estava grávida.
 II - não haver prova da existência do fato; Neste caso o Ministério Público não tem elementos de materialidade para provar que o fato existiu. Ex. Vítima afirma que foi furtado pelo réu. Mas no decorrer do processo a acusação NÃO consegue provar que houve efetivamente um furto. 
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SENTENÇA
Absolutória: III - não constituir o fato infração penal; Ocorre quando o fato é atípico, não sendo previsto como crime pela legislação pátria. Ou seja, não existe um tipo penal para a conduta narrada nos autos. Até pode ter ocorrido o fato, entretanto, ele não constitui crime. Ex. Ocorrência de induzimento ao suicídio em que resultam apenas lesões leves, neste caso a conduta é atípica, tendo em vista que o crime de induzimento ao suicídio somente pode ser punido no caso de existir lesão corporal grave ou morte, este crime somente existe se houver estes dois resultados. Também nas hipóteses de crime impossível.
 IV – estar provado que o réu não concorreu para a infração penal; Neste caso, no decorrer da instrução criminal fica claro que houve o crime, mas está provado que o acusado NÃO concorreu para o cometimento do crime. Ex. O réu foi acusado de praticar o crime de homicídio ocorrido no dia 12/06/2020, mas neste mesmo dia o réu não estava nolocal do crime, restando provado este fato. 
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SENTENÇA
Absolutória: 
V – não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal; No decorrer da instrução criminal fica reconhecido que o crime ocorreu, mas neste caso a acusação NÃO consegue demonstrar que o réu cometeu o crime como autor ou partícipe. Ou seja a acusação não consegue provar de forma inequívoca o vinculo de autoria ou participação do réu com o fato criminoso. 
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SENTENÇA
Absolutória: 
VI – existirem circunstâncias que excluam o crime ou isentem o réu de pena (arts. 20, 21, 22, 23, 26 e § 1o do art. 28, todos do Código Penal), ou mesmo se houver fundada dúvida sobre sua existência; (Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) Se tiver tratando de qualquer circunstância que exclui o crime ou isenta de pena será este o inciso a ser embasado. Neste caso o próprio inciso traz as hipóteses de exclusão do crime ou de isenção de pena, que são as seguintes: Erro de Tipo (Art. 20 do CP) – exclui o crime. Descriminante putativa por Erro de tipo (Art. 20, § 1º, do CP) – menciona isenção de pena, mas na realidade exclui o fato típico. Erro de proibição (Art. 21 do CP) – isenta de pena. Coação irresistível e obediência hierárquica (Art. 22 do CP) – isenta de pena. Excludentes da ilicitude do fato (Art. 23 do CP) - exclui o crime. Inimputabilidade (Art. 26 do CP) - isenta de pena; Embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, quando o sujeito era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento (Art. 28, § 1o , do CP) - isento de pena. 
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SENTENÇA
Absolutória: 
VII – não existir prova suficiente para a condenação. (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) Esta é uma manifestação do in dúbio pro réu, no caso, a acusação não consegue demonstrar peremptoriamente que o réu cometeu crime. Ela tem uma natureza residual. 
Efeitos da Sentença Absolutória:
Imediata colocação do réu em liberdade, caso esteja respondendo o processo preso (art. 386, § único e 596, caput, ambos do CPP). 
Restituição integral da fiança (art. 337, do CPP);
Levantamento do sequestro, arresto ou cancelamento da hipoteca (arts. 131, III e 141, ambos do CPP);
- Impossibilidade de novo processo em face da mesma imputação
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PROCESSO PENAL II 
SENTENÇA
Reflexo da Sentença Absolutória na Esfera Civil: 
Via de regra a responsabilidade civil é independente da responsabilidade penal. Não obstante isso, algumas questões decididas na esfera penal não pode mais ser discutida no civil. Com efeito, o art. 935, do CC preceitua: “A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. No mesmo sentido é o disposto no art. 66, do Código de Processo Penal. Também faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado mediante uma causa excludente de ilicitude (estado de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento do dever legal e exercício regular do direito) – art. 65, do CPP. Diante dessa sistemática podemos afirmar que a fundamentação da sentença absolutória no art. 386, I, IV e VI, do CPP, tem reflexo na esfera civil, não podendo mais ser discutida.
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SENTENÇA
Absolutória Imprópria: 
É aquela que, embora reconheça a prática de um fato típico e ilícito, conclui que ao tempo da ação ou omissão o agente era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento em virtude de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado – art. 386. § único, III, do CPP c/c art. 26, do Código Penal. Neste caso aplica-se medida de segurança ao acusado.
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SENTENÇA
Condenatória: 
Fala-se em sentença condenatória, ou seja, o juiz julga procedente o jus puniendi, afirmando a responsabilidade do acusado e impondo-lhe a respectiva sanção. Deve-se salientar que o Juiz pode proferir sentença condenatória, mesmo que haja pedido de absolvição por parte do Ministério Público – art. 385, do CPP. 
 Para a aplicação da pena, o art. 387, do CPP e o art. 59, do CP fornecem as regras indispensáveis. O nosso Código Penal adotou o método trifásico para a fixação da pena (art. 68, do CP). Primeiro o juiz fixará a denominada pena base, tendo em vistas as circunstâncias judiciais (art. 59 CP). Em seguida, o juiz deve levar em conta as circunstâncias atenuantes e agravantes, diminuindo ou aumentando a pena em quantidade que fica ao seu prudente arbítrio . Por fim, sobre o resultado da segunda fase, o juiz faz incidir as causas de aumento e de diminuição de pena previstas na parte geral e na parte especial do Código.
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PROCESSO PENAL II 
SENTENÇA
Condenatória: 
Fixação da Pena: 
Nos termos do art. 59, o juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; IV - a substituição da pena privativa de liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível. O art. 77, do CP prevê a possibilidade da suspensão condicional da pena.
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SENTENÇA
Condenatória: 
Fases da fixação da pena privativa de liberdade: na opinião de Nelson Hungria: para a fixação da pena, o juiz deve considerar inicialmente as circunstâncias judiciais do art. 59, caput, para depois levar em consideraçãoas circunstâncias legais genéricas agravantes e atenuantes (61, 62, 65 e 66), e finalmente aplicar as causas de aumento e diminuição da pena, previstas na Parte Geral ou Especial do CP; assim, para ele, são 3 as fases de fixação da pena: 1ª) o juiz fixa a pena-base, levando em conta as circunstâncias judiciais do art. 59, caput; 2ª) encontrada a pena-base, o juiz aplica as agravantes e atenuantes dos arts. 61, 62 e 65; 3ª) sobre a pena fixada na segunda fase, o juiz faz incidir as causas de aumento ou de diminuição; é claro que só existe a terceira fase quando houver causa de aumento ou de diminuição aplicável ao caso concreto.
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SENTENÇA
Condenatória: 
Regimes Prisionais:
Após a fixação da pena privativa de liberdade, o Magistrado deverá estipular o regime prisional para início de cumprimento da pena. O Código Penal (art. 34 a 36) e a Lei de Execução Penal (arts. 110 a 119) preveem três regimes de cumprimento de pena: Fechado, semiaberto e aberto. Por sua vez, o art. 33, do Código Penal fornece as diretrizes para a adoção de cada um dos regimes. 
Regime Fechado: quando o crime for punido com reclusão e a pena imposta for superior a 08 anos o regime para início de cumprimento de pena será obrigatoriamente o fechado (art. 33, § 2º, “a”, do CP). Em se tratando de réu reincidente esse regime também será adotado quando a pena imposta for superior a 04 anos. 
Caso o crime seja punido com detenção, o réu jamais iniciará cumprimento da pena em regime fechado.
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SENTENÇA
Condenatória: 
Regimes Prisionais:
Regime Semiaberto: Este regime é destinado para condenações superiores a 04 anos e que não ultrapasse 08 anos, desde que o réu seja primário. Caso o réu seja reincidente, o regime semiaberto pode ser adotado quando a pena imposta não ultrapassar 04 anos e as circunstâncias judiciais do art. 59, do CP sejam favoráveis ao réu.
Regime aberto: O regime aberto é aplicado quando a pena imposta não é superior a 04 anos, desde que o réu não seja reincidente.
Fixação do regime inicial de cumprimento de pena e detração: Segundo o art. 387, § 2º, do CPP, “o tempo de prisão provisória, prisão administrativaou de internação, no Brasil ou no Estrangeiro, será computado para fins de determinação do regime inicial de pena privativa de liberdade”. Esse dispositivo vai ao encontro do que dispõe o art. 42, do CP. Ver também art. 66, III, da LEP.
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SENTENÇA
Condenatória: 
Fixação do valor mínimo de indenização – A jurisprudência exige que haja pedido expresso na peça acusatória e também somente se aplica aos fatos ocorridos posteriormente a nova redação do art. 387, IV, do CPP, que se deu em 20/06/2008.
Substituição da Pena Privativa de Liberdade por Restritivas de Direitos: 
O art. 44, do CP traz os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos: 
a) a pena aplicada não pode ser superior a 04 anos, com exceção dos crimes ambientais que a pena deve ser inferior a 04 anos (art. 7, da Lei 9.605/98) e nos crimes culposos, cuja substituição se dá independentemente da pena aplicada.
b) o crime não pode ter sido cometido com violência ou grave ameaça;
c) não ser o condenado reincidente em crime doloso; permite-se a substituição da pena se o condenado não for reincidente específico, desde que a medida seja socialmente recomendável;
d) seja indicada e suficiente a substituição da pena. 
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SENTENÇA
Condenatória: 
Suspensão condicional da pena: A suspensão condicional da pena deve ser concedida ao réu quando presentes os requisitos previstos no art. 77, do CP.
Publicação da Sentença: A publicação é o ato processual que formaliza a sentença, traduzindo sua existência. Está prevista no art. 389, do Código de Processo Penal.
Intimação da Sentença: A intimação da sentença, dada a importância desse ato processual, tem um regramento próprio (no art. 392) que complementa a disciplina geral constante dos artigos 370, 371 e 372 do Código de Processo Penal. 
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EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Analise os itens abaixo e a seguir assinale V para Verdadeiro e F para Falso  
1 – ( ) De acordo com o princípio da correlação entre imputação e sentença, a decisão do Magistrado deve-se amoldar aos fatos descritos na peça acusatória. Dessa forma, ao proferir a sentença, o Juiz pode alterar a definição jurídica do fato utilizando da emendatio libelli e do mutatio libelli.
2 – ( ) A sentença absolutória imprópria é assim conceituada pela doutrina por o Juiz, ao prolata-la, apesar de absolver o réu, impõe-lhe o cumprimento de medida de segurança, que é, em sentido amplo, uma sanção penal.
PROCESSO PENAL II 
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Analise os itens abaixo e a seguir assinale V para Verdadeiro e F para Falso  
3 – ( ) Ainda que tenham sido identificados no curso do processo penal os prejuízos sofridos pela vítima da infração penal, a sentença condenatória não poderá fixar valores mínimos a título de reparação do dano, pois essa atribuição é de competência exclusiva da jurisdição cível no âmbito da ação civil ex-delicto.
4 – ( ) Na sentença condenatória o Magistrado ao fixar a pena deverá observar o critério trifásico. Assim, na primeira fase deverá levar em consideração as agravantes e atenuantes.
PROCESSO PENAL II 
DIREITO PROCESSUAL PENAL. POSSIBILIDADE DE RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO DE RECEBIMENTO DA DENÚNCIA APÓS A DEFESA PRÉVIA DO RÉU.
O fato de a denúncia já ter sido recebida não impede o juízo de primeiro grau de, logo após o oferecimento da resposta do acusado, prevista nos arts. 396 e 396-A do CPP, reconsiderar a anterior decisão e rejeitar a peça acusatória, ao constatar a presença de uma das hipóteses elencadas nos incisos do art. 395 do CPP, suscitada pela defesa. Nos termos do art. 396, se não for verificada de plano a ocorrência de alguma das hipóteses do art. 395, a peça acusatória deve ser recebida e determinada a citação do acusado para responder por escrito à acusação. Em seguida, na apreciação da defesa preliminar, segundo o art. 397, o juiz deve absolver sumariamente o acusado quando verificar uma das quatro hipóteses descritas no dispositivo. Contudo, nessa fase, a cognição não pode ficar limitada às hipóteses mencionadas, pois a melhor interpretação do art. 397, considerando a reforma feita pela Lei 11.719/2008, leva à possibilidade não apenas de o juiz absolver sumariamente o acusado, mas também de fazer novo juízo de recebimento da peça acusatória. Isso porque, se a parte pode arguir questões preliminares na defesa prévia, cai por terra o argumento de que o anterior recebimento da denúncia tornaria sua análise preclusa para o Juiz de primeiro grau. Ademais, não há porque dar início à instrução processual, se o magistrado verifica que não lhe será possível analisar o mérito da ação penal, em razão de defeito que macula o processo. Além de ser desarrazoada essa solução, ela também não se coaduna com os princípios da economia e celeridade processuais. Sob outro aspecto, se é admitido o afastamento das questões preliminares suscitadas na defesa prévia, no momento processual definido no art. 397 do CPP, também deve ser considerado admissível o seu acolhimento, com a extinção do processo sem julgamento do mérito por aplicação analógica do art. 267, § 3º, CPC. Precedentes citados: HC 150.925-PE, Quinta Turma, DJe 17/5/2010; HC 232.842-RJ, Sexta Turma, DJe 30/10/2012. REsp 1.318.180-DF, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 16/5/2013.
PROCESSO PENAL II 
BIBLIOGRAFIA
Processo Penal, Norberto Avena, pag. 1159 a 1226.
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