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Membran� celular: Transport� O interior da membrana plasmática é hidrofóbico, por isso, moléculas polares, solúveis em água, tendem a ser bloqueadas. - Células possuem proteínas transportadoras e canais na membrana (transportam moléculas específicas de um lado ao outro) - Há uma diferença nas concentrações de íons dentro e fora das células e entre o citoplasma e compartimentos intracelulares. O movimento desses íons através da membrana é crucial para o funcionamento da célula, como nos impulsos nervosos, contração muscular e produção de ATP . - O transporte pode ser mediado por proteínas transportadoras que permitem passagem somente se a molécula se encaixa no sítio de ligação (com mudança conformacional), com o transporte podendo ser passivo ou ativo; ou pode ser mediado por canais com distinção com base no tamanho e carga elétrica (poros hidrofílicos), sendo o transporte dos canais sempre passivo Transportadores de Membrana - Característica principal: são altamente seletivos (transfere somente um tipo de molécula) - Cada membrana celular contém um conjunto distinto de transportadores Transporte Passivo: Mudança de conformação: proteína altera estado dependendo do gradiente de concentração. Ex: transportador da glicose (GLUT1, GLUT 2, GLUT3, GLUT5; Quando a glicose é abundante fora das células, como depois de uma refeição, o açúcar ligado se liga aos sítios de ligação do transportador dispostos externamente; quando a proteína alterna a conformação – de modo espontâneo e aleatório –, ela carrega o açúcar para dentro e o libera no citosol, onde a concentração de glicose é baixa. Quando os níveis sanguíneos de glicose estão baixos, como quando você está com fome, o hormônio glucagon estimula as células do fígado a produzir grandes quantidades de glicose pela degradação de glicogênio. Em consequência, a concentração de glicose é mais alta dentro das células do fígado do que fora. Essa glicose se liga aos sítios de ligação do transportador dispostos internamente. Quando a proteína alterna a conformação na direção oposta, a glicose é transportada para fora das células, onde se torna disponível para outros a importarem. Ex: transportador de glicose dependente de insulina (GLUT4): A insulina se liga ao receptor → cascata de transdução de sinal → exocitose (GLUT4) —> glicose entra na célula Transporte Ativo: movimentação de solutos contra seus gradientes de concentração. Essencial para manter a composição iônica intracelular Importante para importar solutos que estão em uma concentração menor fora da célula 3 principais maneiras: Bomba de Sódio e Potássio: ATPase → hidrólise de ATP - mover Na+ para meio extracelular (K+ é transportado no sentido inverso) Bomba de cálcio: concentração intracelular de Ca+ é baixa - mantida por bomba de cálcio. Um influxo de Ca+ para dentro da célula é utilizado como sinalizador intracelular para desencadear diversos processos celulares como a contração muscular, fertilização e a comunicação das células nervosas. Membrana plasmática e membrana do retículo Transportadores acoplados: Um gradiente de qualquer soluto através de uma membrana pode ser utilizado para abastecer o transporte ativo de uma segunda molécula. O movimento favorável do primeiro soluto ao longo de seu gradiente fornece energia para direcionar o transporte desfavorável do segundo. Mamíferos: uso do gradiente de Na+ para movimentar transporte acoplado Ex: Células epiteliais do intestino → Transferem glicose do lúmen para camada basal (vasos) Se estas células tivessem apenas os transportadores uniportes - passivos - glicose seria liberada após refeição Canais de membrana Aquaporina - Osmose: é o movimento de água através de uma membrana semipermeável → as moléculas de água tendem a se mover de uma região de menor concentração de soluto para uma de maior concentração; - Fluxo de água por osmose é importante em diversas funções fisiológicas (aquaporinas presentes em todas as membrana celulares); - Importantes na função renal; - Reabsorção de água Vasopressina: hormônio antidiurético (ADH) Produzido no hipotálamo e secretado pela neurohipófise Secretado em casos de desidratação e queda de pressão arterial . Vasoconstrição de arteríolas (aumento da pressão arterial) – receptores no músculo liso dos vasos Permite retenção de água no corpo (reduz volume de urina) aumenta a permeabilidade das células dos túbulos renais à água aumentando a reabsorção renal de água. Se pudesse ser manipulada geneticamente poderia resolver problemas (retenção de fluidos, doenças cardíacas, edema pós derrame); Mutações em aquaporina: diabetes insípida nefrogénica → Sede excessiva e excreção de grande quantidade de urina diluída (desidratação nos lactentes – grave) Canais Iônicos de Membrana São muito diferente de simples orifícios na membrana, exibem seletividade iônica (depende do diâmetro, forma do canal e distribuição dos aminoácidos) Exibem abertura controlada (controle do fluxo - abrem brevemente e se fecham); abertura dependente de um estímulo Vantagens em relação a transportadores: milhões de íons podem passar pela abertura a cada segundo Desvantagem: Não podem acoplar o fluxo de íons a uma fonte de energia (fluxo sempre a favor do gradiente) Diferentes estímulos regulam abertura dos canais Controladas mecanicamente: células auditivas Potencial elétrico de uma membrana em repouso Principais íons: Na+ e K+ → diferentes concentrações Depende de Transporte ativo (Bomba de Sódio e Potássio) ATPase: hidrólise de ATP - mover Na+ para meio extracelular é transportado no sentido inverso) s. Em uma célula animal que está no estado não estimulado, ou em “repouso”, as cargas negativas nas moléculas orgânicas dentro da célula estão, em grande parte, balanceadas pelo K+ , o íon intracelular predominante O K+ é ativamente importado para dentro da célula pela bomba de Na+ que gera um gradiente de K+ através da membrana plasmática. Contudo, a membrana plasmática também contém um conjunto de canais de K+ conhecidos como canais de vazamento (ou de escape) de K+ . Esses canais oscilam de forma aleatória entre os estados aberto e fechado, independentemente das condições presentes no interior ou no exterior celular; quando estão abertos, permitem que o K+ se mova livremente. Quando os canais estão abertos, o K+ tem a tendência de fluir para fora da célula a favor do seu acentuado gradiente de concentração. Essa transferência de K+ através da membrana plasmática deixa para trás, no outro lado, cargas negativas não balanceadas, criando uma diferença de voltagem, ou potencial de membrana. Como tal desequilíbrio de cargas fará oposição a qualquer movimento adicional do K+ para fora da célula, uma condição de equilíbrio é estabelecida, na qual o potencial de membrana mantendo o K+ dentro da célula é justamente forte o suficiente para neutralizar a tendência do K+ de se mover a favor do seu gradiente de concentração e para fora da célula. O potencial de membrana nesse estado estacionário – em que o fluxo de íons positivos e negativos através da membrana está precisamente equilibrado, de modo que nenhuma diferença de carga adicional se acumula através da membrana – é chamado de potencial de repouso da membrana. As células nervosas possuem a capacidade de utilizar esse potencial de membrana para a transmissão intercelular de sinais elétricos (estímulos / informações) Potencial de repouso = -60 a -90mV ( o valor é negativo porque o interior da célula é negativo em relação ao exterior Como é gerado o impulso nervoso? Impulso nervoso: diminuto sinal elétrico rápido e invariável, gerado e veiculado com enorme velocidade pela própria célula nervosa, que é capaz de codificar tudo o que sentimos a partir do ambiente externo e interno, e tudo o que pensamos a partir de nossa própria consciência. Neurônio: receber, integrar e transmitir sinais; corpo celular que contém o núcleo; axônio, que conduz sinais elétricos para fora do corpo celular; dendritos que irradiam do corpo celular como antenas e fornecem uma área de superfícieaumentada para receber os sinais dos axônios de outros neurônios; o axônio costuma acabar em um terminal nervoso Estimulado por um sinal: proveniente de outro neurônio ou algum receptor Sinal: inicia uma mudança no potencial de membrana em um determinado local Transmissão do sinal: requer que a alteração do potencial de membrana seja propagada. Quanto um neurônio é estimulado, o potencial de membrana da membrana plasmática alterna para um valor menos negativo. Se essa despolarização for grande o suficiente, ela fará com que canais de Na+ controlados por voltagem se abrem na membrana transitoriamente nesse local. Quando esses canais abrem-se rapidamente, eles permitem que uma pequena quantidade de Na6 entre na célula de acordo com o seu acentuado gradiente eletroquímico. O influxo de carga positiva despolariza mais a membrana, abrindo canais de Na+ controlados por voltagem adicionais e causando ainda mais despolarização. Esse processo continua de forma explosiva a autoamplificadora até que o potencial de membrana na região localizada do neurônio tenha alternado seu valor de repouso de -60 mV para +40 mV A voltagem de +40 mV é próxima do potencial de membrana no qual a força motriz eletroquímica para a movimentação do Na+ através da membrana é zero – ou seja, na qual os efeitos do potencial de membrana e o gradiente de concentração do Na+ são iguais e opostos, de modo que o Na+ não possui mais tendência a entrar na célula ou sair dela. Se os canais continuassem a responder ao potencial de membrana alterado, a célula ficaria trancada com a maioria dos canais de Na+ controlados por voltagem abertos. A célula é salva desse destino porque os canais de Na+ possuem um mecanismo de inativação automático – uma espécie de “cronômetro” que os leva a rapidamente adotar (em cerca de um milissegundo) uma conformação inativada especial, na qual o canal é fechado, mesmo que a membrana ainda esteja despolarizada. Os canais de Na+ permanecem nesse estado inativado até que o potencial de membrana retorne ao seu valor negativo inicial - estímulo migra em uma única direção. Canais de K+ também auxiliam a retornar o potencial de membrana ao valor de repouso; os canais K+ controlados por voltagem se abrem em resposta à despolarização ( mas não tão prontamente como os Na+); ficam abertos enquanto a membrana está despolarizada esses canais de K+ de são de cinética lenta, então eles demoram a se fechar, e a célula hiperpolariza, ou seja, fica mais negativa do que em seu potencial de repouso. Ao chegar nessa fase de hiperpolarização, os canais de se fecham, e começa atuar a bomba de Na+/ / K+ ATPase, uma bomba que atua contra o gradiente de concentração, é um transporte ativo e com gasto de ATP, e assim faz com que a célula retorne a sua eletronegatividade normal, ao seu potencial de repouso. CONDUÇÃO SALTATÓRIA Bainha de Mielina (isolamento) Nódulo de Ranvier Oligodendrócitos(sistema nervoso central): seus prolongamentos envolvem axônios (bainha de mielina) Células de Schwann (sistema nervoso periférico): envolvem-se nos axônios (bainha de mielina) Sinapses O sinal deve ser transmitido para as células-alvo com as quais os terminais estão em contato. Nas maioria das sinapses, as membranas plasmáticas das células que transmitem e recebem a mensagem (células pré-sinápticas e pós-sinápticas) são separadas uma da outra por uma estreita fenda sináptica. O sinal elétrico é transformado em um sinal químico, na forma de uma pequena molécula sinalizadora secretada, conhecida como neurotransmissor, que são inicialmente armazenados nos terminais nervosos dentro de vesículas sinápticas envolta por membranas A despolarização da membrana plasmática do terminal nervoso, causada pela chegada do potencial de ação, abre transitoriamente os canais de Ca+ controlados por voltagem que estão concentrados na membrana plasmática do terminal nervoso pré-sináptico. O aumento resultante na concentração de Ca+ no citosol do terminal imediatamente desencadeia a fusão de membrana que libera o neurotransmissor por exocitose. O neurotransmissor liberado se difunde rapidamente pela fenda sináptica e se liga aos receptores do neurotransmissor concentrados na membrana plasmática pós-sináptica da célula-alvo. A ligação do neurotransmissor aos seus receptores produz uma mudança no potencial de membrana da célula-alvo, que, se grande o suficiente, leva a célula a disparar um potencial de ação. Os receptores de neurotransmissores podem ser de vários tipos; alguns promovem efeitos relativamente lentos na célula alvo, ao passo que outros desencadeiam respostas mais rápidas. As respostas rápidas dependem de receptores que são canais iônicos controlados por transmissor, em que sua função é transformar o sinal químico carregado por um neurotransmissor novamente em um sinal elétrico. Os canais se abrem transitoriamente em resposta à ligação do neurotransmissor, alterando, assim, a permeabilidade iônica da membrana pós-sináptica e desencadeará um potencial de ação na célula pós-sináptica Os neurotransmissores podem tanto excitar quanto inibir uma célula pós-sináptica, e é o caráter do receptor que reconhece o neurotransmissor que determina como a célula pós-sináptica irá responder. Quando um neurotransmissor se liga, esses canais se abrem para permitir um influxo de Na+ , que despolariza a membrana plasmática e, assim, tende a ativar a célula pós-sináptica, encorajando-a a disparar um potencial de ação. Já os principais receptores para os neurotransmissores inibitórios, como o ácido γ-aminobutírico (GABA) e a glicina, são canais de Cl– controlados por ligante. Quando os neurotransmissores se ligam, esses canais se abrem, aumentando a permeabilidade da membrana ao Cl– ; essa mudança na permeabilidade inibe a célula pós-sináptica por dificultar a despolarização da membrana plasmática.