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Elementos e fatores na produção do espaço que influenciam na 
compra de produtos 
 
Kátia SagriloMarim–katiasagrilomarim@gmail.com 
Design de Interiores: Ambientação e Produção do Espaço 
Instituto de Pós-Graduação - IPOG 
Vitória, ES, 26 de maio de 2017 
 
Resumo 
A produção do espaço realizada por especialistas da área, têm se tornado cada vez mais 
importante para determinar a compra final de um produto em um ambiente comercial. Os 
empresários entendem que há várias formas de atrair clientes para suas lojas, desde um espaço 
comercial planejado corretamente à um ótimo atendimento. A relação entre cliente e 
loja/espaço deve ser fundamental e profunda para garantir sucesso no processo final de 
compra, a qual o cliente fique satisfeito e ainda indique seu produto/loja para outras pessoas. 
Este artigo analizará as sensações que um ambiente bem planejado pode proporcionar na 
compra final de um produto; elementos que podem influenciar diretamente às pessoas, a qual 
podem ser seus futuros clientes. O Objetivo da pesquisa é apresentar que é fundamental 
pesquisar elementos que proporcionem ambientes estimulantes à fechamento de vendas de 
seus clientes e fidelizá-los, através de um espaço bem planejado. A metodologia aplicada 
foram pesquisas em livros, artigos e visitas in loco em lojas, para compreensão dos conceitos 
apresentados nos livros pesquisados. Conclui-se que é fundamental o estudo de cada elemento 
que compõe o espaço comerical, pois sua forma, cor, tamanho e o local a qual está inserido 
influenciará diretamente no cliente. 
 
Palavras-chave: Espaço. Sensações.Comércio, Clientes. 
 
1. Introdução 
O consumo tem se tornado cada vez maior, devido diversos consumidores criarem a ‘paixão’ 
se assim podemos dizer, por compras, como é possivel presenciar no decorrer do ano, seja em 
épocas de datas festivas ou não. As compras de produtos passaram da ideia de: “comprar 
quando necessito de algo”, para: “que lindo preciso disso, quero aquilo”. Atualmente os 
consumidores realizam o ato de comprar para proporcionarem a si mesmo uma sensação de 
poder, porteção, alegria e satisfação prazerosa que o ato de comprar pode transmitir ao 
comprador. Em sua maioria os consumidores não estão precisando de determinado objeto ou 
produto, mas sua mente e o ambiente em que ele se encontra realizam um trabalho psicológico 
que transmitem e conectam o consumidor com o desejo de comprar. Comprar torna tudo mais 
bonito, leve, fazendo o indivíduo sentir-se bem consigo mesmo. 
A arquitetura de Interiores tem como base estudar as necessidades de um indivíduo ou 
população para que suas características e detalhes sejam totalmente abordados no processo de 
pesquisa deste grupo. O design contribui para que, os ambientes e os espaços, que serão 
vivenciados pelos usuários, estejam relacionados e gerando uma conecção com o espaço 
projetado, é necessário que levemos em conta fatores objetivos e subjetivos para a projeção do 
mesmo, desde que o indivíduo permaneça por um tempo limitado ou uma predominância maior 
neste ambiente. 
É importante ressaltar que quando reunimos a Arquitetura de Interiores com a estratégia em 
atendimento ao cliente para direcioná-lo ao ato final da compra, tem-se um ambiente propício 
de facilidade em vender o produto e conquiestar seu cliente, para que este possa contribuir na 
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divulgação do seu local de venda. Sabemos que atualemnte, as pessoas não tem se apegando 
apenas no valor que o produto traz na etiqueta, mas também ao atendimento, a conceito da loja, 
as sensações que um abniente pode proporcionar a ele no momento em escolher uma peça para 
provar ou ao comprar e degustar algum café tranquilamente, propiciando um ambiente 
acolhedor e que torne um espaço convidativo para novos cliente e compras. 
A condição que muitas lojas tem utilizado para captar clientes fiéis é proporcionar a este uma 
experiencia incrivel desde a chegada na fachada de seu empreendimento até o interior do 
mesmo. Essa experiencia de viver o espaço, conctar o cliente ao local é que determinará o 
sucesso do processo final da compra, o pagamento, o retorno e a divulgação da marca. 
 
2. O Design e a Funcionalidade do ambiente 
De acordo com Mirian Gurgel (2007), o projeto de Design de interiores perfeito é possuir 
harmonia e criatividade na utilização na organização de vários elementos, como as texturas, 
cores, linhas, luz, formas e o próprio espaço. Porém, é importante ressaltar que o ambiente não 
deve ser apenas para fins estéticos, é essencial lembrar que o usuário irá utilizá-lo de alguma 
forma, desde pegar o produto do expositor e prová-lo, até devolve-lo ao atendente, ou seja, o 
ambiente deve ser mais do que beleza, deve também alcançar a funcionalidade. Um espaço 
comercial que atenda esses dois itens afetará positivamente em seu usuário propiciando com 
que seu cliente sinta-se satisfeito em um ambiente físico e visualmente correto. 
Ao iniciar um projeto de designer especialmente voltados para o comércio, deve-se ser 
facilmente compreendido a mensagem que o ambiente quer transmitir ao cliente, sua 
funcionalidade e a facilidade no manuseio do mesmo. Logo, devemos questionar: O usuário 
que entrar pela primeira vez saberá como perceber o conceito da marca no ambiente? O 
ambiente será funcional ao cliente? 
As questões acima nos leva a pensar sobre os Designs incompreensíveis, não basta que o 
produto ou ambiente elaborado seja sofisticado, moderno e possuir um design incomparável, é 
necessário que o mesmo seja compreensível para todos os tipos de usuários. 
Segundo Donald Norman, projetar um objeto ou ambiente apenas voltados apenas para um 
design moderno e elegante, ocasionará problemas futuros. Ao criar ou recriar deve-se pensar 
em todas as situações que estes poderão passar futuramente, principalmente quando o objeto ou 
o espaço for de utilização de um público variado. Dentre os problemas principais que pode-se 
ter é a falta e má instruções dos mesmos, proporcionando uma interpretação confusa no 
momento de utiliza-los e vivenciá-los. O projetista deve deixar bem claro a forma de como 
utilizá-los sem ter a necessidade instruir o utilizador com palavras ou símbolos, mas sim na fora 
de criação do objeto e espaço em questão, essas situações devem estar bem claras e 
simplificadas para os usuários. 
Para melhor interpretação desta situação, Donal Norman cita uma ocasião semelhante a 
abordagem anterior: 
Um amigo me contou sobre uma ocasião em que ficou preso nas portas de um posto de 
correio numa cidade europeia. A entrada erauma fieira imponente de talvez seis portas 
vaivém de vidro, seguida imediatamente por uma segunda fileira, idêntica. Esse é um 
design padrão: ajuda a reduzir o fluxo de ar e assim mantem a temperatura no interior 
do prédio. Meu amigo empurrou do lado do par de portas externas mas à esquerda; elas 
balançaram para dentro, e ele entrou no prédio. Então, antes que pudesse alcançar a 
fileira seguinte, foi distraído e se virou paratraz por um instante para a direita. De modo 
que quando chegou à ´porta seguinte e a empurrou nada aconteceu. "Humm", pensou 
ele, "deve estar trancada. De modo que empurrou o lado da porta adjacente. Nada. 
Perplexo, meu amigo decidiu sair de novo. Fez meia-volta e empurrou, 
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fazendopressãocontra a face da porta. Nada. Empurrou a porta mais, Ele fez meia-volta 
de novo e tentou as portar internas mais uma vez. Nada. Preocupação, depois um leve 
pânico. Estava preso! Bem naquele instante, um grupo de pessoas do outro lado da 
entrada (à direita de meu amigo) passou sem nenhuma dificuldade por ambos os 
conjuntos de portas. Meu amigo se apressou até aquele ponto, para seguir o caminho 
delas. Como uma coisa semelhante pôde acontecer? Uma porta vaivém tem dois lados. 
Um contém o pilar de suporte e o gonzo, o outro lado não tem suporte Para abrir a porta 
você precisa empurrar o lado sem suporte. Sevocê empurra do lado do gonzo, nada 
acontece. Nesse caso o projetista visou à beleza, não à utilidade. Nenhuma linha para 
distrais a visão, nada de pilares visíveis, nada de gonzosvisíveis. De modo que como 
pode o usuário comum saber de que lado empurrar? Enquanto se distraiu meu amigo 
havia se movido em direção ao pilar de sustentação (invisível), de modo que estava 
empurrando as portas do lado onde estavam fixados os gonzos. Não é de espantar que 
nada acontecesse. Portas bonitas. Elegantes. Provavelmente ganharam um prêmio de 
design. (NORMAN,2006:27) 
São situações como citadas por Normam (2006), que levam ao desastres em projetos de 
interiores, quando o espaço não é pensado como uma união de fatores, pode ocasionar o desastre 
do mesmo. 
Os Designers, arquitetos e fabricantes devem lembrar que a maior parte dos usuários necessitam 
de ajuda. O produto final deve ser fácil de interpretá-lo, de manuseio, pois é a falta da melhor 
visibilidade que o produto pode proporcionar ao usuário frustação no momento em que utiliza 
algo complicado em interpretar. É essencial que se haja diversas pesquisas de mercado, reuniões 
com os representantes da loja, pra levar o projeto final ao sucesso. 
 
3. O consumidor 
O mundo moderno vive a era do cliente, mantê-lo fiel é a chave para a sustentação de bons e 
lucrativos negócios. Com a globalização, a oferta de produtos e serviços cresce cada vez mais 
e manter satisfeitos os clientes - cada vez mais exigentes é fundamental para o sucesso da 
organização. 
Na busca da fidelização do cliente, as empresas precisam encontrar alternativas criativas que 
possibilitem a melhoria constante da qualidade e inovação de seus serviços ou produtos para 
garantir vantagens competitivas com seus concorrentes. 
Com base nessas alternativas a empresa pode encontrar os fatores condicionantes, para 
conquistar clientes fiéis aos produtos e serviços oferecidos. Dentre estes fatores podemos citar 
a produção do espaço como influenciadora na compra de produtos, tema desta pesquisa. 
De acordo com Las Casas (1987) “desde a Era medieval a qualidade é um importante elemento 
que podia definir as relações sociais entre ofertantes e clientes”. O fabricante fazia um trabalho 
artesanal utilizando seu material para produzir aquilo que lhe encomendavam, assim 
fabricavam ao gosto que pediam, pois eram produtos individualizados e personalizados. Desta 
forma, todos os pré-requisitos que o cliente queria eram preenchidos pelo fabricante antes do 
produto começar a ser produzido, ficando mais fácil a fidelização do cliente. Essas situações 
não são diferentes da nossa realidade, os clientes estão mais exigentes, produtos sofisticados e 
personalizados estão fazendo a diferença para cada um, torná-lo especial e importante com o 
atendimento e o ambiente que a empresa pode proporcioná-lo é a vantagem que a empresa terá 
com seus concorrentes. 
O mercado está bem competitivo, é importante sair do comodismo, e pesquisar as tendências e 
estratégias para a captação e satisfação do seu cliente, para que assim possa fideliza-lo e através 
destes conquistar consumidores fiéis. 
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3.1 Fatores que influenciam na fidelização de clientes 
Para alcançar a fidelidade dos clientes é preciso antes de tudo satisfazê-los. Para Kotler (1998, 
p. 101), “[...] a satisfação do cliente é o estágio terminal e a consequência última do processo 
de decisão do cliente. Essa tão falada satisfação é que pode ser o fator determinante para a 
fidelização do cliente”. Isso significa que a empresa precisa estar comprometida em auxiliar 
seus clientes na resolução de problemas, na conquista de suas necessidades e desejos gerando 
um nível de satisfação que pode ou não determinar a fidelidade do mesmo. 
Kotler (2000, p. 58) afirma que “satisfação consiste na sensação de prazer ou desapontamento 
resultante da comparação do desempenho (ou resultado) percebido de um produto em relação 
às expectativas do comprador”. 
Portanto, para que o cliente fique satisfeito é preciso alcançar suas expectativas. Essas 
expectativas têm como influência outras experiências de compras, indicações de amigos e 
familiares, promessas e informações da empresa e dos concorrentes. Por isso, quanto maior a 
expectativa de um cliente, maior vai ser seu rigor para avaliar sua satisfação com os produtos 
adquiridos e serviços prestados. 
Segundo Engel (2000, p. 778) a satisfação dos clientes “(...) é definida como uma avaliação 
pós-consumo de que a alternativa escolhida, pelo menos, atende ou excede às expectativas”. 
Percebe-se assim a importância de se primar pelo bom relacionamento com o cliente, 
atendendo-o bem, satisfazendo suas necessidades e desejos para que a avaliação pós-consumo 
do cliente seja positiva podendo gerar sua fidelização. 
Neste sentido, compreende-se que nem sempre satisfazer os clientes é sinal de que estes estejam 
fidelizados à empresa, pois alguns destes podem comprar produtos de outras organizações ou 
marcas, por acharem que nestas encontra-se maior valor agregado. 
Em um relatório realizado pela Salesforce, empresa especializada em gestão de relacionamento 
com clientes, o relatório possui o tema de “Bens de Consumo Conectados de 2016”. Este se 
refere sobre as novas gerações, principalmente a Geração Y (18 a 34anos), que se destaca por 
ser mais conectada com as redes sociais, compras online, tudo que seja voltado a temas 
tecnológicos. É importante destacar que nesse relatório também percebeu-se que a Geração 
Baby Boomers (+ de 55 anos) também são conectados a esta rede, porém percebe-se que apesar 
de toda essa tecnologia a maioria do Baby Boomers ainda preferem utilizar a compra em lojas 
físicas, pelo atendimento personalizado e vivenciar a experiência do ambiente da loja. Segue 
abaixo um gráfico para compreendermos em valores o relatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39%
61%
Geração Y
Geração Baby Boomers
Gráfico 1: Compras em Lojas Físicas quando os preços forem semlhantes ao da internet. 
Fonte: Autor (2017) 
 
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No gráfico a seguir, é perceptível que a tendência da tecnologia têm influenciado no 
consumidor, geralmente pelos preços serem mais atraentes, parcelas fáceis a se adaptar. Ou 
seja, fica tudo mais fácil quando o consumidor tem preços ao seu alcance e facilidade em 
comprar a hora que quiser. Como a tecnologia se encontra mais conectada com a Geração Y, 
são os mesmos que mais utilizam a banda larga, para realizarem a função de consumidor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dessa maneira é de grande importância que os lojistas, empresários de lojas tradicionalmente 
físicas, sempre procurem inovar na estrutura que a loja pode proporcionar ao seu cliente, desde 
um ambiente sonoro à texturas e iluminação do ambiente. A palavra central para melhor 
envolve-los em seu espaço é a: Experiência. 
A partir desses argumentos, deve-se compreender outros fatores que influenciam os clientes ao 
ato da compra, um deles é induzi-lo à compra através do projeto de Design de Interiores. 
 
4 As técnicas de projeto de Design de Interiores 
Uma das técnicas utilizadas para a criação de um espaço comercial que contribua no resultado 
em capitalizar mais clientes para o ambiente e induzi-lo à compra é a Técnica de Cognição. 
Os projetos cognitivos, projetam qual é a intenção do usuário naquele espaço, qual a ação que 
ela terá ao entrar em uma loja e é importante lembrar que não se pode projetar para apenas um 
usuário mas sim vários. 
Segundo o dicionário Melhoramentos da Língua Portuguesa (1997), Cognição está voltado à 
aquisição de um conhecimento, a percepção que deve-se ter em algum espaço, indivíduo e 
situação. 
Para a conceituação do projeto é necessário estudar antropologia do mesmo, ou seja, o estudo 
do homem e do espaço que fará parte da vivencia do mesmo. As dimensões do espaço vão além 
da altura, comprimento e largura, ela devem alcançar a quarta dimensão, os sentidosdo usuário. 
Em grande parte dos projetos comerciais projetados por especialistas da área, pode-se afirmar 
que 95% deve ser voltado para a indução aos sentidos do consumidor e 5% será voltado para o 
projeto. Ou seja, a nossa maior atenção deve-se voltar ao que o usuário irá sentir e viver no 
espaço projetado. 
55%
45% Lojas Online
Lojas físicas
Gráfico 2: Compras Online 
Fonte: Autor (2017) 
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De acordo com FUSCO (1984) a Teoria de Einfühlung traz a empatia pelas coisas, na 
arquitetura ele funciona como um movimento de cognição, isto é, a relação do ambiente com 
o usuário. A dimensão da cognição do espaço possui uma enorme contribuição para a 
aplicação da teoria em questão. A seguir veja uma interpretação da relação do espaço com o 
usuário. 
 
Os elementos acima são as percepções que o usuário pode possuir quando estiver no interior da 
loja. O estímulo do usúario em senti vontade de frequetar àquela loja, a fachada deve ter algo 
que possa estimula-lo a querer conhecer mais sobre os produtos e o ambiente. A experiência 
vêm com o intuito do cliente sentir todos os sentimento que aquele ambinete projetado quis 
proporcionar a ele no momento de esoclha do produto, como por exmeplo uma iluminação mais 
baixa e nas cores quentes, alguns móveis que permitem você descansar e aproveitar mais o 
ambiente, ocasionará um sentimento de aconchego e acolhimento e permitirá que o cliente 
permaneça mais na loja, essa é considerada uma experiência vivenciada pelo consumidor no 
interior da loja. A modulação é a organização dos produtos, as fomas como eles são expostos 
juntamente com os móveis e araras, influenciandoa percepção da composição dos elementos. 
A reação é como o cliente poderá reaiar diante deste espaço, ela pode morrer ou nascer, isso 
dependerá de como a loja quer que ele reaja a seu ambiente e por fim a subjetividade que seria 
como o Design Arte, a junção de todos os elementos, principalemnte o meio físico (arquitetura) 
com a indução dos sentindo do usuário. 
Conhecer o espaço que será projetado, a função que ele terá, os materiais que serao utilizados, 
a tecnologia que será aplicada e o estilo fazem a concepção de um ambientede de sucesso. 
 
4.1 Elementos que propiciam o projeto de Design de Interiores 
O Designer de interiores deve atingir as necessidades exigidas pelo ramo do produto, o qual 
será criado um espaço direcionado a ele. Alguns elementos são fundamentais para que o projeto 
comercial seja diferente de qualquer concorrente, porém devem atingir as mesmas funções, 
apenas em um novo conceito e formato, utilizando as algumas técnicas mencionadas 
anteriormente, em conjunto com os elementos que serão apresentados. 
Segundo Gurgel (2002), a linha entra como uma dos principais elementos para início da 
confecção do projeto, podendo ser curva, reta, fina ou grossa. 
4.1.1 A Linha 
A linha retas trazem cognição de retidão caráter, confiança e credibilidade ao local (muito 
utilizada nos balcões de pagamento das lojas). 
Figura 1: Relação usuário e cognição 
Fonte: Autor (2017) 
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As linhas no sentido vertical, segundo Gurgel (2002, pag.25) “tende a aumentar a altura e dar 
mais dignidade e formalidade ao espaço”, pode-se encontra-la no pé-direito, pilares aparentes, 
além disso, no sentido de ascensão (para cima) ela provoca o “sentir-se bem” que é muito 
indicado utilizar, já no sentido de descendente (para baixo) propicia o usuário a sentir-se 
introspecto, a qual não é indicado utilizar à ambiente comerciais. 
A linha horizontal quando utilizada no ambiente, proporciona o aumento da largura do 
ambiente, propiciando um espaço mais relaxante, assim como credibilidade, confiança e crença 
absoluta no produto, na marca que o cliente esteja comprando, os balcões do caixa da loja (ver 
figura 2) são os mais indicados a utilizar esses elementos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando estas estão na diagonal (ver figura 3) a linha traz mais dinâmica a proposta do projeto, 
se utiliza-la em grandes quantidades pode ocasionar inquietação ao usuários, segundo Gurgel 
(2002) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As linhas sinuosas quando utilizadas permite que o usuário perca o foco de atenção, pois ela 
transmite a sensação de flexibilidade, suavidade ao ambiente, esse tipo de linha pode ser 
utilizada nas exposições dos produtos, como por exemplos em araras com o formatos sinuosos, 
Figura 3:Linhas na diagonal 
Fonte: Pinterest 
Figura 2: Balcão Linhas horizontais- ZARA (London) 
Fonte: http://www.vmsd.com/content/zara-new-york 
 
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mostra movimento, ou seja, o foco do cliente se direcionada para lá, ele se direciona por 
instantes àquele espaço. A seguir um exemplo da aplicação da linha sinuosa em araras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.1.2 A Forma 
O Círculo assim como a esfera, envolvem a atenção do usuário, transmite posse, o usuário sente 
poder absoluto. 
O Cubo proporciona uma compreensão rápida do design proposto, é uma aceitação mais rápida 
para o cliente. Como exemplo podemos citar a loja da Apple (ver figura 5), em formato de um 
cubo transparente, fácil de interpretar o design com a marca, quando presencia-se a loja, 
automaticamente as palavras que nos surgem em mente são: tecnologia, segurança, 
formalidade, transparência e modernidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.1.3 A Cor 
Outros elementos que podem contribuir na criação de espaço harmonioso e convidativo para os 
clientes, é a utilização das luzes e cores. 
Figura 4: Araras Dreess To 
Fonte: http://www.mirianroza.com.br 
Figura 5: Loja Apple em New York 
Fonte: http://www.dicasnewyork.com.br/2015/02/loja-apple-store-
quinta-avenida-em-nova-york.html# 
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De acordo com Gurgel (2002),a luz pode criar ambientes jasmim imaginados apenas com seus 
efeitos de sombras, tonalidades e sua temperaturas. Ela ainda afirma, que cada luz natural ou 
artificial possuem particularidades e propriedades distintas, mas que podem criar ambientes 
criativos, personalizados e originais. 
Segundo Farina (2006), a cor pode criar todo um espaço, ela permite criar efeitos desde 
monocromáticos à totalmente coloridos. Quando sabermos trabalhar com as cores, ela se tonar 
uma aliada na composição de equilibro do ambiente ou ocasionar total desequilíbrio quando 
esta não está dimensionada corretamente no espaço a qual atuará. O equilíbrio mencionado é 
voltado para as sensações que cada cor pode proporcionar ao ocupar um espaço. Por exemplo: 
Toda cor possui uma ação móvel. As distancias visuais tornam-se crelativas. O campo 
tona-se elastico. Uma parede preta parece aproximar-se. Em decoração, usava-se no 
passado, por exmeplo, pintar de preto o forro de uma sala. Ele parece mais baixo e a 
sala mais acolhedora, pois se pintarmos as paredes de cores claras, elas “recuarão”, 
ficando o ambinete mais amplo. (FARINA,2009:16) 
Diante dsse argumento percebe-se que a forma como aplicamos a cor no ambinete é total 
influenciadora para gerar sensações no usuário que frequentará o espaço projetado. As cores 
podem estimular o psicológico humano, influênciando o individuo a nao gostar ou amar o 
ambinete proposto. Como exemplo, Farina (2006) apresenta os significados e as sensações que 
as cores podem ocasionar desde que sejam acromáticas ou cromáticas. 
O branco é o excesso de luz, segundo Farina (2006) faz memória a neve, a cor do leite, 
neutralidade e pureza, é a cor do vazio, carência afetiva e da até mesmo da solidão. Pode-se 
associá-lo a nuvens, tempo claro, areia branca, cisne, casamento que são elementos materiais, 
contudo, pode-se associá-lo as sensções como limpeza, pureza, luz,alma, paz, inocencia, 
dignidade, simplicidade , ordem e dentre outros não citados. 
Em contra partida, o preto é a ausência da luz, uma cor nem depressiva, lembra a escuridão. 
Associando a cor a elementos materiais, pode-se citar: funeral, noite, morte, sujeira, e se 
associando à emoção, ao que faz sentir:elegância, nobreza, seriedade, angústia, medo, terror, 
mal, tristeza, dor, negação, pessimismo e outros aqui não utilizado. A cor preta, em determinado 
caso pode-se tornar uma cor alegre quando combinado com outras cores. 
As cores cromáticas são as mais vibrantes, como exemplo o vermelho que remete a alimentação, 
sangue, além de acolhimento, é uma cor bem quente que prende o olhar e a atenção, 
proporcionado maior adesão aos objetos ou elementos que estão evidenciados pelo vermelho. 
A cor vermelha faz referências mateiras como: o rubi, guerra, luta, perigo, sangue, chama, 
mulher, sol e referencias afetivas, como: coragem, energia, vigor, poder, excitação emoção, 
ação, sensualidade, movimento, calor e violência. 
A cor amarela adquire luminosidade maior que o vermelho, em comparação a este ele se torna 
uma cor mas fria, remetendo à alegria, espontaneidade, potencial, covardia irritação. O amarelo 
é aplicado quando se quer chamar atenção em determinado elemento, espaço ou produto, 
despertando o impulsão de adesão. 
Misturando o amarelo e o azul podemos, surge a cor verde, propiciando à tranquilidade e o 
relaxamento, ideal para hospitais quando em menores tonalidades. A cor verde pode 
proporcionar a redução de reações alérgicas à alimentação e a pressão sanguínea, ele é 
bactericida, estimula a musculatura, antisséptico, além de remeter ao frescor, floresta, umidade, 
folhagens, natureza e ecologia, mar, verão. As associações afetivas que pode-se citar são: paz, 
abundancia, saúde, coragem, suavidade, liberdade, juventude, descanso, tranquilidade e bem-
estar. 
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O azul possui algumas características semelhante ao verde, como a leveza que ele pode 
proporcionar, remete ao mar, verão e meditação. De acordo com Farina (20006), a cor possui 
também outras vertentes, a qual é remeter-se à origens nobres, como é constatado na expressão: 
sangue azul, que sempre foi utilizada a referenciar pessoas de origens nobres. Ocasionando de 
tal maneira uma interpretação de sofisticação, infinito, eterno, divino e o horizonte. A cor 
consegue trazer um desemprenho de empurrar elementos principais para frente, se for o caso. 
O azul remete à: frio, gelo, mar, céu, infinito, águas tranquilas, intelectual, modernidade, 
tecnologia, finalidade, amizade, confiança, meditação, espaço, viagem e paz. 
As cores Lilás, violeta e roxo trazem a sensação de calmante, podem possuir um efeito sonífero, 
é muito indica para quartos e locais de descanso. Elas fazem referência à religiosidade, igreja, 
mar profundo, enterro, luto, agressão, calma, sonho e valor. 
E por fim, porém não menos importante, o marrom ajuda a reduzir a irritabilidade, elimina a 
fadiga crônica e promove a sintaxe de serotonina. Ele pode representar e remeter-se a pele 
morena, terra, outono, sensualidade, desconforto, melancolia, sujeira, pobreza e miséria. 
Diante do exposto, é perceptível que as cores, causam efeitos fisiológicos sobre o organismo 
humano, assim como nos sentimentos. Saber pesar as cores e sua luminosidade em cada produto 
exposto é essencial para um projeto comercial, pois quando o consumidor estiver olhando para 
ela, esta deve ocasionar o valor de peso exato sobre o mesmo, sem atrapalhá-lo a enxergar o 
produto, mas pelo contrário, o peso da cor deve ajudar a influenciá-lo à compra (Farina, 2006). 
 
4.1.4 A iluminação do ambiente e a sonorização 
Ao criar um espaço comercial que possa induzir o consumidor a leva-lo à compra final do 
produto, deve-se criar um ambiente em que o mesmo se sinta vontade de permanecer por 
bastante tempo no ambiente, propiciando a visualização de todos os elementos que ele esteja 
buscando. 
Atualmente a iluminação e a sonorização se tornaram elementos fundamentais para ocasionar 
à indução de permanência no local. Lojas comerciais que possuem iluminação mais acolhedora 
com baixa luminosidade em pontos focais, são fatores que ajudam ao consumidor permanecer 
por mais tempo, quando bem aplicadas, ou seja, um ambiente equilibrado. 
Atualmente a utilização de cores quentes e frias no ambiente comercial tem tornado o comércio 
mais competitivo. Cada loja possui sua marca, personalidade e peculiaridades. Logo, a 
utilização de Leds (cores mais frias) e lâmpadas incandescentes (cores quentes) será de acordo 
com a proposta de cada loja. Elas podem serem encontradas no mercado, com várias 
temperaturas, tonalidades, cores, tamanhos e modelos. O conceito do projeto e da marca que 
definirão qual o item correto a ser utilizado. 
A sonorização proporciona uma ambiente bem acolhedor, moderno, sofisticado e elegante. 
Cada ambiente comercial possui seu estilo e certo que a trilha sonora siga a mesma linha de 
conceito do Design da loja e da Marca. 
 
5 Avaliação do ambiente da Loja Animalle 
Realizando uma avaliação da loja Animalle é perceptível que o ambiente que quiserem criar, é 
um espaço acolhedor, sofisticado, moderno. O interior é visível externamente, a loja é ampla, 
o que amplifica essa sensação é seu pé direito alto, as texturas, materiais e cores aplicadas na 
loja, proporcionaram o ambiente confortável e hospitaleiro (ver figura 6). 
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A textura da madeira remete ao calor, e calor lembra de aconchego, quando vemos uma casa 
de madeira, a primeira sensação que se têm é o acolhimento, quente. Na loja, a textura foi 
aplicada, nos móveis e replicada na fachada na cor marrom. Todo o interior da loja, segue o 
tom marrom, que lembra terra, animal, remetendo dessa maneira à Marca. A cor do teto, 
marrom escuro trouxe imponência, poder e sofisticação à loja, fazendo com que ela ganhe mais 
credibilidade. 
A iluminação utilizada no interior da loja são cores quentes, com tonalidade amareladas e 
alaranjadas. Os designers aproveitaram bastante a iluminação para destacar os produtos, como 
pode-se visualizar nas araras ou nas paredes que contenham produtos há iluminação diretas 
sobre eles. É aproveitado também o teto, para criar a iluminação superior ambiente como 
também focal sobre os manequins e araras. 
Percebe-se que em toda a loja, são utilizadas linhas retas, horizontais e verticais ascensão (para 
cima), gerando bem-estar e conforto. O balcão recebe linhas horizontais, trazendo a sensação 
de segurança, confiabilidade e organização. 
 
 
Por fim, a Loja Animalle, foi projetada para que seus clientes possam se sentir confortáveis e 
bem acolhidos, os produtos estão organizados e cada espaço da loja possui um ambiente 
destinado a apresentação de cada peça, seja em um móvel mais baixo ou mais alto e com 
tonalidades de marrons diferenciadas. A iluminação e a cor da loja são seu ponto forte. As 
cores foram muito bem aplicadas para a apresentação do seu produto. O que propicia melhor 
visibilidade dos elementos a serem vendidos, gerando a compra final. 
 
 
6. Conclusão 
O atual cenário econômico caracteriza-se pela forte concorrência e clientes cada vez mais 
exigentes quanto à qualidade dos produtos e serviços que desejam. Os clientes têm cada vez 
mais opções de escolha no momento da compra, cabe às empresas buscar pelo diferencial que 
vai conquistar este cliente. 
Este estudo também mostrou que, a fidelização de clientes consiste na busca de tornar os 
clientes já existentes em clientes fiéis, ou seja, os esforços da empresa para oferecer o que o 
cliente busca, levando em consideração suas necessidades e expectativas, é recompensado pela 
opção deste cliente em comprar sempre nessa empresa. Percebeu-se também que a disputa entre 
Figura 6: Loja Animalle 
Fonte: http://www.shoppingvitoria.com.br/loja/animale/ 
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lojas online e físicas tem se tornado cada vez mais frequente, ter um diferencial é o que fará a 
diferença na escolha da loja e no final da compra. 
Para conquistar de vez o cliente e aproveitar as significativas vantagens que ele pode 
proporcionar ao longo do tempo à empresa é preciso conhecer os fatores que influenciam neste 
processo defidelização. A fidelização de clientes também pode ser fortalecida com uso de 
técnicas como o conhecimento do cliente, através de bancos de dados, avaliação da satisfação 
dos clientes com relação aos produtos e serviços oferecidos, facilitação do processo de 
reclamação, através de ouvidorias e os programas de fidelidade. 
Outro grande influenciador no processo de fidelização do cliente à loja é o atendimento que é 
oferecido ao mesmo e claro um ambiente projetado com fatores psicológicos e físicos com 
teorias aplicadas no ambiente em que o produto se encontra exposto. 
É necessário possuir a atenção do consumidor no momento que ele se encontra na fachada da 
loja e induzi-lo até o final da loja com o produto em mãos para realizar o pagamento do produto. 
Assim, os fatores do projeto de Interiores em um ambiente comercial que podem induzir o 
cliente na compra do produto são os citados neste artigo. 
Uma iluminação bem planejada e adequada à proposta do espaço materiais e texturas 
condizentes ao estilo da marca pode trazer, o aconchego é bem estar ao cliente, pro picotando 
que o mesmo permaneça por maior tempo no local, gerando mais visibilidade aos produtos 
expostos. Como podemos perceber com os argumentos dos autores pesquisados, as linhas, 
formas e as cores têm total domínio sobre o psicológico do indivíduo quando aplicados 
harmoniosamente. Conclui-se que as linhas verticais em ascensão trazem bem estar e 
sentimento de poder aos indivíduos, cores também podem induzir os consumidores ao ato da 
compra, quando distribuí-las corretamente em parceria com o local. Pois um ambiente bem 
pequeno, não é adequado pintar o teto de preto, causará enclausuramento, um espaço fechado. 
Para atrair destaque à algum produto de grande valor na loja o recomendado é utilizar cores 
vibrantes, ou formar circulares, esferas ou cubos. A iluminação direta no produto, seja superior, 
frontal, posterior ou inferior é outro fator que gera destaque aos produtos de maior preferência 
pelo consumidor. 
Aplicando esses fagotes cuidadosamente sem desrespeitar a marcar e o público desejado, a loja 
terá total satisfação para seu financeiro e possuirá um cliente satisfeito e fidelizado. 
 
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