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REGIMES TRIBUTÁRIOS DIFERENCIADOS Professor • PEDRO HENRIQUE BUFFOLO JUNIOR • EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL • Especialista em Direito Tributário, com larga experiência em projetos relativos a tributos diretos e indiretos, benefícios fiscais e regimes especiais, preços de transferência. Foi gerente de impostos de empresa Big Four, em que liderou diversos projetos estratégicos para grandes empresas. No FIUS há seis anos, é o responsável pela área de Consultoria Tributária, assessorando os clientes do escritório em diversos temas fiscais. • ÁREAS DE ATUAÇÃO • Consultoria tributária corporativa e revisões fiscais. • Compliance fiscal. • Projetos estratégicos de recuperação de créditos e redução da carga fiscal. • EDUCAÇÃO • 2014 – Pós-graduado em Direito Tributário (especialização lato sensu) – Instituto Brasileiro de Direito Tributário – IBDT (campus São Paulo). • 2007 – Bacharel em Ciências Contábeis – Pontifícia Universidade Católica de Campinas. INTRODUÇÃO Regimes Especiais • Foram criados para incentivar determinados setores essenciais da economia. • Buscam, por meio da desoneração tributária, trazer a iniciativa privada para projetos especiais que demandam alto investimento. • Tem por objetivo a modernização do Brasil. Introdução • Buscando incentivar as áreas tecnológicas e de inovação no Brasil, em 2006 foi criada a “Lei do Bem” e, com ela, dois Regimes Especiais de Tributação. • Repes (Regime Especial de Tributação para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação): inserir o Brasil no mercado internacional de serviços tecnologia da informação, incentivando, por meio de desonerações tributárias, as aquisições de bens e serviços. Introdução • Recap (Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras): objetivou incentivar as exportações mediante correção que desonerava o custo dos bens de capital das empresas exportadoras. • Ambas desonerações foram direcionadas ao PIS e à Cofins – pode alcançar uma alíquota combinada de 9,25%. Introdução • Em conjunto com outros incentivos da legislação do PIS/Cofins, esses benefícios praticamente zeravam os créditos das contribuições nas empresas. • Em 2004, buscando o crescimento do comércio exterior nacional, foi instituído o Reporto (Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária). Introdução • Foram desonerados diversos tributos nas aquisições de máquinas e equipamentos destinados à execução de serviços de carga, descarga e movimentação de mercadorias em portos brasileiros. • Já em 2007, com o objetivo de atrair investimentos nas áreas de infraestrutura, foi criado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com ele o Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura). Introdução • Vistos os elevados investimentos necessários para obras de infraestrutura, o Reidi teve por objetivo trazer para perto a iniciativa privada, desonerando tributos nas aquisições de máquinas e equipamentos destinados a obras de infraestrutura. • Temendo pelo entrave no crescimento econômico em virtude da carência da infraestrutura brasileira, houve desoneração tributária para que os investimentos privados tivessem seu custo inicial diminuído. Introdução • Ainda em 2007, foram criadas as Zonas de Processamento de Exportação – ZPE. • As ZPEs são consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro (tais como portos, aeroportos e pontos de fronteira). Introdução • Teve por objetivo reduzir desequilíbrios regionais, promover a difusão tecnológica e o desenvolvimento econômico e social do país. • Por fim, para incentivo ao setor imobiliário brasileiro, temos o Regime Especial de Tributação – patrimônio de afetação. Introdução • O patrimônio de afetação teve o objetivo de retomar a confiança dos consumidores no mercado imobiliário após crise na década de 1990. • Ele assegura que o imóvel incorporado – além dos bens e direitos a ele vinculados – poderia ser, ao critério do incorporador, constituído em separado do patrimônio, tornando-se patrimônio de afetação. REGIME ESPECIAL DE INCENTIVOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA INFRAESTRUTURA - REIDI Reidi • O Reidi surgiu dentro dos conjuntos de incentivos fiscais trazidos no Programa de Aceleração do Crescimento da Economia (PAC). • Visa a fomentar o desenvolvimento da infraestrutura do país, desonerando tributos em diversos setores. Reidi – Setores incentivados • Setores incentivados pelo programa: • Transporte • rodovias e hidrovias; • portos e instalações portuárias; • trens; e • sistema aeroportuário. • Energia • geração, cogeração, transmissão e distribuição; e • produção e processamento de gás natural. • Saneamento básico • Irrigação • Dutovias Reidi – Benefícios fiscais • Suspensão do PIS e PIS-Importação, Cofins e Cofins- importação • A suspensão é aplicável para: • aquisição no mercado nacional e importação de máquinas e equipamentos novos, para utilização em obras de infraestrutura; e • aquisição no mercado nacional e importação de material de construção para utilização em obras de infraestrutura. Reidi – Benefícios fiscais • Aquisição no mercado nacional e importação de serviços para utilização em obras de infraestrutura. • Locação de máquinas e equipamentos utilizados em obras de infraestrutura. Requisitos • Os bens adquiridos devem ser destinados ao Ativo Imobilizado da Empresa. • A suspensão dos tributos será convertida em alíquota zero após a utilização ou incorporação em obras de infraestrutura. Reidi – Adesão ao programa • Aspectos importantes na adesão ao programa: • a pessoa jurídica deve estar regular perante os tributos administrados pela RFB (CND ou CPDEN); • o ministério referente ao setor favorecido deverá emitir Portaria dispondo quais os projetos se enquadram no Reidi; Reidi – Adesão ao programa • contratos públicos devem considerar a suspensão de PIS/Cofins, sendo inadmissível projetos que não contemplem a aplicação do benefício; • importação por conta e ordem ou por encomenda não são aptas à suspensão do PIS/Cofins; • optantes pelo Simples estão impedidas de aderir ao programa. Reidi – Adesão ao programa • São necessários dois requerimentos: • um para aprovação no Reidi: será emitido pelo ministério responsável pelo setor; e • um para habilitação: após aprovação do ministério, a pessoa jurídica apresentará requerimento formal junto a RFB. • Após essas duas etapas, poderão ser usufruídos os benefícios do Reidi. Reidi – Adesão ao programa • Basicamente, a adesão se resume no seguinte fluxo: • APROVAÇÃO: • HABILITAÇÃO: Agência Reguladora Ministério Responsável Aprovação da Portaria Receita Federal do Brasil Ato de Habilitação Benefício Concedido Extraído de: http://webserver.crcrj.org.br/APOSTILAS/A1004P0415.pdf http://webserver.crcrj.org.br/APOSTILAS/A1004P0415.pdf Habilitação e coabilitação • Somente poderão solicitar a habilitação ao Reidi as pessoas jurídicas de direito privado titular de projeto para implantação de obras de infraestrutura. • As empresas que realizam as vendas para as empresas habilitadas no Reidi e que queiram usufruir dos benefícios da suspensão devem ser coabilitadas no programa. • No caso de consórcio em que todas as empresas participantes se habilitarem ou coabilitarem, serão admitidas aquisições/importações por meio da empresa líder. Titular do projeto • O titular do projeto é a empresa que incorporará a obra de infraestrutura em seu ativo imobilizado. Cancelamento • O cancelamento da habilitação ou da coabilitação ocorrerá: • a pedido do habilitado ou coabilitado; e • de ofício – caso se verifique que o beneficiário deixou de satisfazer ou não cumpriu alguma condição do regime; • Importante: o cancelamento da habilitada implica automaticamente o cancelamento dos coabilitados. • A PJ que tiver sua habilitação/coabilitação cancelada não poderá solicitar nova habilitação durante dois anos. Demais aspectos tributários• A suspensão do PIS/Cofins incidentes sobre as vendas para pessoas habilitadas ou coabilitadas ao Reidi não impede a manutenção de créditos para a pessoa jurídica tributada pelo Lucro Real. • Por outro lado, a aquisição dos bens com suspensão dos tributos não gera créditos para a empresa habilitada no Reidi. • No caso de descumprimento do Reidi, as PJs habilitadas ou coabilitadas deverão recolher os tributos com juros e multa caso: • a PJ não incorpore o bem adquirido em seu ativo imobilizado; • tenha sua habilitação cancelada, antes da conversão em alíquota zero. Simulações de cálculos LUCRO PRESUMIDO Valor NF antes Reidi 1.000.000 (-) PIS (0,65%) (6.500) (-) Cofins (3%) (30.000) (=) Valor NF após Reidi 963.500 LUCRO REAL Valor NF antes Reidi 1.000.000 (-) PIS (1,65%) 16.500 (-) Cofins (7,6%) 76.000 (=) Valor NF após Reidi 907.500 Estudo de caso • Empresa beneficiaria do Reidi adquire trilhos. Posteriormente, remete esse trilho para industrialização em terceiro, que o transforma em um equipamento de mudança de via que será fixado ao solo (industrialização por encomenda). Pergunta-se: o terceiro (industrializador) poderá aplicar a suspensão dos tributos? Estudo de caso • Empresa beneficiária do Reidi contrata uma trading company para promover o despacho aduaneiro de importação de equipamento que será utilizado em obra de infraestrutura. Essa importação poderá ser beneficiária da suspensão dos tributos? Jurisprudência • Discussões no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) giram em torno de autuações nas quais as empresas não comprovaram a incorporação do bem/serviço adquirido na execução da obra de infraestrutura: • Necessidade de incorporação ou utilização na execução da obra: • autuação RFB – fruição da suspensão do PIS/Cofins na aquisição de serviços de engenharia consultiva e elaboração de projetos; • não contabilização como ativo imobilizado. • Carf: aquisições foram feitas mediante empreitada global, a qual a entrega é única – um bem pronto. Portanto o valor global seria contabilizado como ativo permanente e, portanto, a suspensão garantida. Leitura complementar • Sugestões de leitura complementar: • Solução de Consulta RFB Disit n° 8044/2018; • Solução de Consulta RFB Cosit n° 98/2016 • Solução de Consulta RFB Cosit n° 13/2019; • Acórdão Carf nº 3201004.882 de 31/1/2019. Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária - Reporto Reporto • O Reporto visa à criação de condições para a melhoria da infraestrutura portuária brasileira, incentivando a modernização do setor portuário e, consequentemente, o crescimento do comércio exterior nacional. Reporto – breve contexto • Desde 2004, quando de sua instituição, o Reporto vem sendo prorrogado, ante a sua imprescindibilidade para evitar a paralisação de investimentos no setor portuário. • É um benefício fiscal subjetivo, isto é, concedido em caráter individual, com amparo na qualidade do beneficiário. Beneficiários • Podem se beneficiar do Reporto: • operador portuário; • concessionário de porto organizado; • arrendatário de instalação portuária; • PJ autorizada a explorar instalação portuária; • empresas de dragagem; • concessionários ou permissionários de recintos alfandegados de zona secundária; e • concessionário de transporte ferroviário. Reporto – Beneficiários • As empresas fabricantes de locomotivas e locotratores também podem usufruir do Reporto, desde que esses produtos sejam utilizados exclusivamente na execução de serviços de transporte de mercadorias em ferrovias. • Assim como a maioria dos regimes especiais, os beneficiários devem ser habilitados ou coabilitados. Reporto – Beneficiários • Somente empresas com o regime de tributação do Lucro Real podem usufruir do benefício. • E, como todo outro regime especial, há a necessidade de obter a CND (Certidão Negativa de Débitos) para usufruir. • Ponto importante: a habilitação ou a coabilitação da matriz do contribuinte beneficiário também se estende às filiais. Reporto – Beneficiários • Assim foi decidido pela RFB na Solução de Consulta Disit/SRRF07 n° 7.011 de 19 de abril de 2017: • ASSUNTO: Normas de Administração Tributária EMENTA: REPORTO. HABILITAÇÃO. CO-HABILITAÇÃO. A habilitação ao Reporto, nos termos da IN RFB nº 1.370, de 2013, tem como beneficiária a própria pessoa jurídica e não mais cada estabelecimento considerado isoladamente, conforme a regulamentação anterior. Por esse motivo, tal habilitação formalizada pela emissão de ADE para o número do CNPJ de seu estabelecimento matriz, implica em possibilidade de gozo do benefício por todos os estabelecimentos da pessoa jurídica habilitada. Benefícios fiscais • Quais os benefícios fiscais aplicados ao habilitados do Reporto? Reporto – Benefícios fiscais • Importação e aquisição no mercado interno de máquinas e equipamentos com suspensão: • PIS/Cofins (inclusive os vinculados à importação); • IPI; e • Imposto de Importação. Reporto – Benefícios fiscais • Importante ressaltar que somente terão a suspensão do Imposto de Importação as máquinas e equipamentos que não tenham similar nacional. • Na hipótese de suspensão de tributos, o legislador assegurou que a suspensão do pagamento do II, do IPI e do IPI vinculado à importação converter-se-á em isenção após o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da ocorrência do respectivo fato gerador. Reporto – Benefícios fiscais • Já no caso do PIS/Cofins (inclusive os devidos na importação), serão convertidos em alíquota zero após o prazo de cinco anos. • Portanto, no caso de alienação dos bens adquiridos com suspensão antes de completar cinco anos, haverá a necessidade de pagamento dos tributos, com juros e multa de mora. Reporto – Benefícios fiscais • Mas há exceções: • no caso de venda para outra empresa beneficiária do Reporto; e • no caso de transferência do bem para outro local da mesma pessoa jurídica. • Esse entendimento vai no sentido de que todos os estabelecimentos da pessoa jurídica são beneficiários do Reporto (e não somente a matriz). Reporto – Benefícios fiscais • Inclusive, foi objeto de solução de consulta (Cosit n° 376 de agosto de 2017): • ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS EMENTA: REPORTO. TRANSFERÊNCIA DE BENS. REGRAS. PERMISSÃO. É permitida a transferência de bens adquiridos no mercado interno ou importados ao amparo do Reporto por um estabelecimento habilitado a esse Regime a outro estabelecimento da mesma pessoa jurídica, desde que o bem seja utilizado na mesma finalidade que motivou a suspensão de que trata o caput do artigo 14 da Lei n° 11.033, de 2004. Reporto – Benefícios fiscais • Veja que a legislação vetou somente a transferência da propriedade, a qualquer título. Nesse caso exige o pagamento dos tributos. • No entanto, no caso de transferência de posse, a legislação foi omissa. Portanto, no caso de locação não haveria a necessidade de recolhimento dos tributos. Reporto – Benefícios fiscais • Esse é o entendimento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região: • Direito tributário e aduaneiro. Importação de guindastes por empresa habilitada no programa "reporto". Equipamentos não liberados pela alfândega, por se destinarem à locação a terminais alfandegados. FUNDAMENTO DA SENTENÇA DENEGATÓRIA QUE NÃO PODE PREVALECER: EXISTÊNICA DE DECRETO REGULAMENTADOR DO § 7º DO ART. 14 DA LEI nº 11.033/2004. Inexigência de que os bens adquiridos com amparo no regime especial de importação sejam utilizados exclusivamente pelo beneficiário, proibida a posterior locação. Apelação provida. (...) Reporto – Benefícios fiscais • (...) • 6. A lei que concede benefício fiscal deve ser interpretada literalmente, nos termos do art. 111 do Código Tributário Nacional. Digo isso porque não existe na lei de regência do Reporto qualquer exigência de que os bens adquiridos com amparo neste regime especial de tributação sejam utilizados exclusivamente pelo beneficiário. Também não existe nenhuma disposiçãonesta lei que impeça a locação dos equipamentos adquiridos com suspensão da tributação. O que a lei impõe é que os bens componham o ativo fixo do beneficiário e sejam utilizados exclusivamente em portos na execução de serviços de carga, descarga e movimentação de mercadorias. • TRF 3ª Região, SEXTA TURMA, AMS 0007472-78.2005.4.03.6104, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL JOHONSOM DI SALVO, julgado em 10/04/2014, e- DJF3 Judicial 1 DATA:25/04/2014 Cancelamento • Quando ocorre o cancelamento da habilitação e quais são suas consequências. Reporto – Cancelamento • Há duas formas: • a pedido do contribuinte; e • por ofício. • Na primeira situação, o contribuinte deverá protocolar pedido de cancelamento junto à Delegacia da RFB. • Já na segunda hipótese, a habilitação será cancelada quando constatado pela Receita Federal que o beneficiário tenha deixado de cumprir os requisitos vinculados ao regime. Reporto – Cancelamento • Em caso de descumprimento de quaisquer dos requisitos do Reporto, além do cancelamento da habilitação ou coabilitação, o beneficiário estará sujeito: • à cobrança de multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do valor aduaneiro do bem importado; • ao recolhimento de todos os tributos suspensos, inclusive com os acréscimos legais, multa de mora e juros, calculados a partir da data de aquisição da mercadoria ou de registro da Declaração de Importação (DI); e • às sanções previstas no art. 76 da Lei n° 10.833, de 2003. Regime Especial de Trib. para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação - Repes Repes • Repes foi instituído com o objetivo de estimular a exportação de serviços de Tecnologia da Informação (TI) com preços compatíveis com os oferecidos no mercado internacional. • Vislumbrava o aumento de empregos, o suporte a programas de inclusão digital e a facilitação do acesso das pequenas e médias empresas. Repes – breve contexto legislativo • Primeiramente foi instituído pela MP n° 252/2005, no entanto como não foi convertido em Lei, perdeu sua eficácia. • Posteriormente, com a publicação da MP n° 255/2005, o Congresso reestabeleceu tal regime, tendo sido convertido na Lei n° 11.196/2005. Beneficiários • Assim como os demais Regimes Especiais, o Repes somente poderá ser usufruído após habilitação junto à Receita Federal do Brasil. Repes – Beneficiários • A habilitação somente poderá ser requerida por PJ que exerça preponderantemente as atividades de: • desenvolvimento de software; ou • prestação de serviço de Tecnologia da Informação. • Compromisso de exportação • Receita de Exportação de, no mínimo, 60% da receita bruta anual (excluído os tributos incidentes na venda). Preponderância das exportações Quando do início do Repes, era exigido um percentual mínimo de 80% de exportação. Com o advento da Lei n° 11.774/2008, tal preponderância reduziu para 60%. No entanto, com o intuito de aumentar a aderência ao Regime, o Congresso Nacional diminuiu novamente a preponderância para 50%. Repes - Impedimentos • Não poderão se habilitar ao Repes: • pessoa jurídica optante pelo Simples; • pessoa jurídica que não esteja regular com os tributos administrados pela RFB. • Anteriormente havia vedação às pessoas jurídicas que tributavam parte de suas receitas pela sistemática cumulativa. Tal regra deixou de ser impedimento após edição da Lei n° 11.774/2008. Repes – Regime cumulativo • As PJs que exercem atividades de serviços de informática permanecem no sistema cumulativo de apuração do PIS e da Cofins (alíquotas menos, porém sem descontos de créditos). • No entanto, tal regra não era aplicada aos beneficiários do Repes, obrigando-os à apuração não cumulativa (alíquotas maiores, mas com desconto de créditos). • Tal previsão também deixou de existir, obrigando os beneficiários do Repes ao regime cumulativo das contribuições. Exportação • Apuração do percentual de exportação, como fazer? Percentual de exportação • O percentual de exportação será apurado levando em consideração: • a média obtida durante o período de 3 anos-calendários, contados a partir do ano-calendário subsequente ao do início da utilização do bem adquirido pelo Repes; ou • as vendas efetuadas no ano-calendário subsequente àquele em que ocorreu a prestação do serviço adquirido no âmbito do Repes. Percentual de exportação • Será considerada receita bruta total de vendas: • a soma de todas as receitas bruta dos estabelecimentos da pessoa jurídica; e • deve-se excluir o valor dos tributos incidentes na venda. Estudo de caso • Empresa teve operações nos três anos conforme quadro a seguir. • Pergunta-se: com base nos números do quadro, a empresa atingiu os resultados de exportação necessários? Estudo de caso Matriz Filial 1 Matriz Filial 1 Matriz Filial 1 Receita de Vendas Mercado Interno 100.000,00 150.000,00 200.000,00 350.000,00 430.000,00 250.000,00 Receita de Vendas Mercado Externo 150.000,00 580.000,00 50.000,00 180.000,00 700.000,00 200.000,00 Receita de Venda de Serviços 180.000,00 30.000,00 400.000,00 20.000,00 230.000,00 80.000,00 (-) PIS/Cofins 30.525,00- 56.425,00- 41.625,00- 18.500,00- 86.025,00- 25.900,00- (-) ISS 9.000,00- 1.500,00- 20.000,00- 1.000,00- 11.500,00- 4.000,00- (-) ICMS 18.000,00- 27.000,00- 36.000,00- 63.000,00- 77.400,00- 45.000,00- (-) Devoluções 7.000,00- 15.000,00- 17.000,00- 22.000,00- 8.000,00- 4.000,00- (-) Descontos Incondicionais 2.000,00- 22.000,00- 5.000,00- 8.000,00- 12.000,00- 7.000,00- (=) Receita Líquida 363.475,00 638.075,00 530.375,00 437.500,00 1.165.075,00 444.100,00 ANO 1 ANO 2 ANO 3 DESCRIÇÃO Estudo de caso – Resolução (G+H+I)/3 Matriz Filial 1 Matriz Filial 1 Matriz Filial 1 (A) Receita de Vendas Mercado Interno 100.000,00 150.000,00 200.000,00 350.000,00 430.000,00 250.000,00 493.333,33 (B) Receita de Vendas Mercado Externo 150.000,00 580.000,00 50.000,00 180.000,00 700.000,00 200.000,00 620.000,00 (C) Receita de Venda de Serviços 180.000,00 30.000,00 400.000,00 20.000,00 230.000,00 80.000,00 313.333,33 (-) PIS/Cofins 30.525,00- 56.425,00- 41.625,00- 18.500,00- 86.025,00- 25.900,00- 86.333,33- (-) ISS 9.000,00- 1.500,00- 20.000,00- 1.000,00- 11.500,00- 4.000,00- 15.666,67- (-) ICMS 18.000,00- 27.000,00- 36.000,00- 63.000,00- 77.400,00- 45.000,00- 88.800,00- (-) Devoluções 7.000,00- 15.000,00- 17.000,00- 22.000,00- 8.000,00- 4.000,00- 24.333,33- (-) Descontos Incondicionais 2.000,00- 22.000,00- 5.000,00- 8.000,00- 12.000,00- 7.000,00- 18.666,67- (A+B+C-D-E) (=) Receita Líquida 363.475,00 638.075,00 530.375,00 437.500,00 1.165.075,00 444.100,00 1.192.866,67 (A+B+C-D) = (F) (=) Receita Bruta para fins de REPES 372.475,00 675.075,00 552.375,00 467.500,00 1.185.075,00 455.100,00 1.235.866,67 (B) / (F) (%) Exportação 40,27% 85,92% 9,05% 38,50% 59,07% 43,95% 50,17% MÉDIADESCRIÇÃO (G) (H) (I) (D) (E) ANO 1 ANO 2 ANO 3 Atingiu o percentual exigido Atingiu o percentual exigido Média trienal atingida Cancelamento • Quando ocorre o cancelamento da habilitação e quais são suas consequências. Cancelamento da habilitação • O cancelamento da habilitação poderá ocorrer de duas formas: • a pedido do habilitado; ou • de ofício. • Motivos do cancelamento de ofício: • descumprimento dos percentuais de exportação; ou • descumprimento de outros requisitos (ausência de CND, por exemplo). Cancelamento da habilitação • No caso de cancelamento de ofício, a empresa poderá solicitar nova habilitação somente após dois anos contados da data da publicação do Ato Declaratórioque a excluiu. Benefícios fiscais • Quais os benefícios fiscais aplicados ao habilitados do Repes? Benefícios fiscais • Suspensão da exigência: • do PIS e da Cofins nas aquisições no mercado interno ou nas importações de máquinas e equipamentos novos; • do PIS e da Cofins nas aquisições no mercado interno ou nas importações de serviços; e • do IPI nas importações de máquinas e equipamentos novos, sem similar nacional. • A lista de bens passíveis de suspensão está relacionada no Decreto n° 5.713/2006. Benefícios fiscais • A suspensão se converte em: • alíquota zero, no caso do PIS e da Cofins; e • isenção, no caso do IPI. • Em ambos os casos, a conversão se dará somente após cumprido os requisitos do percentual de exportação. Benefícios fiscais • Os tributos serão exigidos com juros e multa (mora ou ofício), contados do desembaraço aduaneiro ou da aquisição no mercado interno nos casos de: • cancelamento da habilitação antes da conversão em alíquota zero e/ou isenção; • não incorporação do bem adquirido ao seu ativo imobilizado; • venda do bem antes da conversão em alíquota zero e/ou isenção. Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras - Recap Recap • O Recap visa a incentivar o investimento produtivo e a ampliação das exportações mediante correção de distorções que oneram o custo dos bens de capital das empresas preponderantemente exportadoras. Recap – breve contexto legislativo • Os incentivos aos exportadores visam a eliminar o acúmulo de créditos de PIS/Cofins nas empresas exportadoras. • Tal desoneração, em conjunto com o disposto na Lei n° 10.865/2004 (suspensão da incidência do PIS/Cofins nas aquisições de MP, PI e ME quando destinados à comercial exportadora) diminuem, significativamente, o acúmulo de créditos dessas contribuições. Recap – breve contexto legislativo • Primeiramente foi instituído pela MP n° 252/2005, no entanto como não foi convertido em Lei, perdeu sua eficácia. • Posteriormente, com a publicação da MP n° 255/2005, o Congresso reestabeleceu tal regime, tendo sido convertido na Lei n° 11.196/2005 – chamada “Lei do Bem”. Beneficiários • Podem se beneficiar do Recap as pessoas jurídicas preponderantemente exportadoras. • Assim como os demais regimes especiais, é necessário a habilitação junto à RFB. Recap – Beneficiários • Entende-se por pessoa jurídica preponderantemente exportadora, para fins do Recap, aquela cuja receita bruta de exportação no ano imediatamente anterior à adesão ao programa seja de, no mínimo, 50% do total de sua receita bruta. • Ademais, é necessário que a empresa assuma o compromisso de manter esse percentual nos próximos dois períodos. • No caso de início das operações (não havendo receita bruta pretérita), o compromisso é de manter o percentual para os 3 anos seguintes ao da adesão. Recap – Beneficiários • O percentual para cálculo da preponderância flutuou desde a edição da Lei até hoje. • Iniciou em 80%, no entanto visto a baixa adesão e o não atingimento dos efeitos desejados, tal percentual reduziu para 70% em 2008. • No entanto, demonstrando interesse em incentivar a aquisição de bens de capital, em 2012, novamente, o percentual foi reduzido para 50% e vigora até hoje. Recap – Beneficiários • Porém, para determinados setores que costumam ter altos índices de exportação e já incentivados, o percentual se manteve em 60%. • Ocorre que, apesar de o § 4° do art. 13° da Lei n° 11.196/2005 ainda se encontrar em vigência, o dispositivo legal ao qual ele remetia foi revogado (art. 1° da Lei n° 11.529/2007). • Desse modo, o artigo caiu em desuso, sendo aplicável somente o percentual de 50% de preponderância para todos os setores. Recap - Impedimentos • Não poderão se habilitar ao Repes: • pessoa jurídica optante pelo Simples; • pessoa jurídica que não esteja regular com os tributos administrados pela RFB; e • pessoa jurídica que apure, no todo ou em parte, as contribuições ao PIS/Cofins pelo regime cumulativo. Exportação – Parte 2 • Apuração do percentual de exportação: como fazer? Percentual de exportação • Há duas comprovações necessárias de “percentual de exportação” para fruição do Recap: • 1ª comprovação – preponderância da exportação: • Para empresas já ativas: receita bruta de exportação no ano imediatamente anterior ser, no mínimo, 50% do total da receita bruta. • (Receita bruta de exportação/receita bruta total) • Para empresas que iniciarão atividade: comprovação não aplicável. Percentual de exportação • 2ª Comprovação – Constância da Exportação: • Para empresas já ativas: a média da receita bruta de exportação nos 2 (dois) anos seguintes ao da fruição do benefício deve ser, no mínimo, 50% do total da receita bruta nesse mesmo período. • (RB ano 1 + RB ano 2) / (RBT ano 1 + RBT ano 2) • Para empresas que iniciarão atividade ou que não comprovem 50% de exportação no ano anterior: a média da receita bruta de exportação nos 3 (três) anos seguintes ao da fruição do benefício deve ser, no mínimo, 50% do total da receita bruta nesse mesmo período. • (RB ano 1 + RB ano 2 + RB ano 3) / (RBT ano 1 + RBT ano 2 + RBT ano 3) Percentual de exportação • Será considerada receita bruta total de vendas: • a soma de todas as receitas bruta dos estabelecimentos da pessoa jurídica; e • deve-se excluir o valor dos tributos incidentes na venda. Cancelamento • Quando ocorre o cancelamento da habilitação e quais são suas consequências. Cancelamento da habilitação • O cancelamento da habilitação poderá ocorrer de duas formas: • a pedido do habilitado; ou • de ofício. • Motivos do cancelamento de ofício: • descumprimento dos percentuais de exportação; ou • descumprimento de outros requisitos (ausência de CND, alteração de regime de tributação, etc.) Cancelamento da habilitação • No caso de cancelamento de ofício, a empresa poderá solicitar nova habilitação somente após dois anos contados da data da publicação do Ato Declaratório Executivo que a excluiu. Benefícios fiscais • Quais os benefícios fiscais aplicados ao habilitados do Recap? Benefícios fiscais • Suspensão do PIS/Cofins incidentes na aquisição de máquinas e equipamentos arrolados no Decreto n° 5.789/2006. • A suspensão é aplicada tanto nas aquisições no mercado interno quanto importados. • É condicionante para a fruição do benefício que os bens adquiridos integrem o ativo imobilizado da pessoa jurídica. • A suspensão se converte em alíquota zero após cumpridos os compromissos de exportação. Benefícios fiscais • Veja que tal benefício é, praticamente, melhoria do fluxo de caixa da empresa no momento de aquisição do bem de capital. • Atualmente o artigo 1° da Lei n° 12.546/2011 autoriza o desconto integral de créditos de PIS/Cofins na aquisição de ativo imobilizado. • Empresas exportadoras podem solicitar, trimestralmente, o ressarcimento de créditos de PIS/Cofins. • Assim, o programa não é muito utilizado pelas empresas brasileiras exportadoras. Benefícios fiscais • Em casos em que a pessoa jurídica revender o bem adquirido antes da conversão em alíquota zero ou não incorporar o bem ao seu ativo imobilizado, os tributos serão exigidos com juros e multa (mora ou ofício), contados do desembaraço aduaneiro ou da aquisição no mercado interno. • O tributo, bem como a multa (mora ou ofício) e os juros serão devidos, também, quando do cancelamento da habilitação antes da conversão em alíquota zero. Estudo de caso • Empresa se habilitou no Recap em maio de 2010, quando os percentuais de exportação eram de 70%. • Em abril de 2012 a legislação alterou o percentual para 50%. • Qual percentual aplicar para comprovação das médias de exportação? Zona de Processamento de Exportação - ZPE ZPE • Áreas de livre comércio com o exterior, caracterizadas como zona primária para efeito de controle aduaneiro. Breve contexto • Originalmente instituído Decreto-Lei n° 2.452/1988, coma finalidade de incentivar a instalação de empresas exportadoras nas áreas menos desenvolvidas do país, designando áreas de livre comércio com o exterior. • Atualmente regulamentada pela Lei n° 11.508/2007. No país, existem, até o momento, 25 (vinte e cinco) ZPE autorizadas, situando- se a maioria no Norte e Nordeste. Beneficiários • Empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados no exterior. Habilitações – ZPE • Para que uma empresa seja instalada em uma ZPE, é necessário autorização do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE). • Atividades não permitidas: • produção, importação ou exportação de armas ou explosivos – salvo com anuência do Exército; e • material radioativo, salvo caso haja autorização pela comissão nacional de energia nuclear. Benefícios fiscais • Além das inúmeras particularidades, as empresas instaladas em ZPE que realizem importações ou aquisições no mercado interno de bens e serviços terão suspensão tributária. ZPE – Benefícios fiscais • Suspensão dos seguintes tributos e contribuições: • Imposto de Importação; • IPI • Cofins e Cofins-Importação; • PIS e PIS-Importação; e • AFRMM. ZPE – Benefícios fiscais • Apenas serão suspensos os tributos sobre os bens que forem integralmente utilizados no processo produtivo do produto final. • Já na importação, é imprescindível que sejam necessários à instalação industrial ou destinados a integrar o processo produtivo da empresa. • O PIS/Cofins e o IPI serão convertidos em alíquota zero após dois anos da ocorrência do fato gerador. • Ademais, deverá comprovar 80% de receita bruta de exportação/ano. ZPE – Benefícios fiscais • Quanto ao AFRMM e o Imposto de Importação, será convertido em isenção após o prazo de 5 anos da ocorrência do fato gerador – quando para máquinas e equipamentos. • A questão do compromisso de exportação no ano de 80% é válido para o AFRMM e II também. ZPE – Benefícios fiscais • Já para as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, a suspensão do AFRMM e II se cessará e se tornará isenção quando: • reexportado ou destruído; e • exportadas as mercadorias no mesmo estado ou no produto final na qual foram incorporados. • No caso de venda no mercado interno, serão devidos todos os tributos, inclusive o II e o AFRMM (com juros e multa). ZPE – Benefícios fiscais • Sugestão de leitura complementar: Regime Brasileiro de Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) e suas oportunidades de investimento emitido pelo MDIC, disponível em . http://www.mdic.gov.br/images/REPOSITORIO/czpe/Eventos/Seminario_Uberaba_MG/ZPE_-_Uberaba_-_Expozebu_-_seminario_-_Apresentacao_CZPE_-_versao_2.pdf Regime Especial de Tributação – RET – Patrimônio de Afetação RET - Patr. Afetação • O RET foi constituído com o objetivo de retomar a confiança dos consumidores no mercado imobiliário, após crise no setor no final da década de 1990, assegurando que o imóvel incorporado – além dos bens e direitos a ele vinculados – poderia ser, ao critério do incorporador, constituído em separado do patrimônio, tornando-se patrimônio de afetação. RET – Patrimônio de Afetação • O patrimônio de afetação, basicamente, é a segregação patrimonial de bens do incorporador para uma atividade específica. • Tem o objetivo de garantir a continuidade e entrega das unidades em construção, mesmo em caso de falência ou insolvência do incorporado. • A Lei n° 10.931/2004 estabelece, entre seus arts. 1º e 10, os critérios para afetação, bem como a forma de tributação diferenciada sobre os direitos de crédito ou obrigações do incorporador. RET – Patrimônio de Afetação • Conceito de incorporador e incorporação imobiliárias (IN n° 1.435/2013): • incorporador, a pessoa física ou jurídica que, embora não efetuando a construção, compromisse ou efetive a venda de frações ideais de terreno objetivando a vinculação de tais frações a unidades autônomas, em edificações a serem construídas ou em construção sob regime condominial, ou que meramente aceite propostas para efetivação de tais transações, coordenando e levando a termo a incorporação e responsabilizando-se, conforme o caso, pela entrega, a certo prazo, preço e determinadas condições, das obras concluídas; e • Incorporação imobiliária, a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a construção, para alienação total ou parcial, de edificações ou conjunto de edificações compostas de unidades autônomas. RET – Patrimônio de Afetação • A Lei assegurou a equiparação de incorporador aos proprietários que contratassem a construção de edifícios destinados à constituição em condomínio, condicionando a tributação diferenciada somente nos casos em que as vendas iniciassem antes da conclusão das obras. RET – Patrimônio de Afetação • Condições para fruição do benefício: • seja realizada a afetação do terreno e das acessões objeto da incorporação imobiliária; • cada incorporação afetada seja vinculada ao evento “109 - Inscrição de Incorporação Imobiliária - Patrimônio de Afetação” no cartão CNPJ; • o contribuinte opte pelo Domicílio Tributário Eletrônico; • esteja regular perante a Receita Federal do Brasil (RFB) e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN); • esteja regular perante o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); e • apresentar formulário “Termo de Opção pelo Regime Especial de Tributação” às autoridades fazendárias. RET – Patrimônio de Afetação • Benefícios: os terrenos e as ascensões objeto da incorporação não respondem por débitos tributários (IRPJ/CSLL/PIS/Cofins) da empresa incorporadora. • Exceção feita no caso dos tributos relativos às receitas recebidas na própria incorporação. • De forma diversa, a incorporadora responderá com o próprio patrimônio pelas dívidas tributárias da incorporação afetada em caso de inadimplemento. RET – Patrimônio de Afetação • Para cada imóvel incorporado, a empresa incorporadora deverá proceder com o recolhimento de 4% (quatro por cento) das receitas mensais recebidas por ela. • As vendas canceladas, as devoluções de vendas e os descontos incondicionais concedidos quando das vendas das unidades imobiliárias podem ser deduzidos. RET – Patrimônio de Afetação • Já para as incorporações destinadas ao “Minha Casa, Minha Vida”, as incorporadoras tinham o benefício de tributar apenas 1%. • Tal benefício vigorou até 31 de dezembro de 2014. • Não há data limite para a opção pelo RET. Estudo de caso • Empresa imobiliária, no momento 1, fez a opção pelo Lucro Real e, posteriormente, verificou que valeria a pena optar pelo RET. • Pode a empresa retroagir e aplicar o RET para o passado? • No momento 2, após a empresa optar pelo RET, verificou-se que apurou prejuízo e, portanto, seria mais vantagem alterar para o Lucro Real. • É possível essa alteração? Estudo de caso • Em 15 de janeiro de 2018, empresa vendeu 20 unidades. • Empresa optou por tributar suas receitas com base no RET em 20 de janeiro de 2018. • O recebimento das vendas das 20 unidades se deu em 30 de junho de 2018. • As obras se encerraram em 30 de abril de 2018. • Pode a empresa aplicar a alíquota de 4% referente ao RET? RET – Patrimônio de Afetação • É vedada a celebração de parcelamento (seja ordinário ou especial). • Necessário que tenha controle contábil para cada incorporação afetada. • Em caso de falência ou insolvência do incorporador e, consequentemente, o inadimplemento dos débitos relativos à área afetada (seja em relação às receitas mensais recebidas no empreendimento imobiliário, sejam débitos previdenciários e trabalhistas), serão perdidos os efeitos do regime de afetação. • Leitura complementar: . http://www.irib.org.br/obras/o-regime-da-afetacao-patrimonial-na-incorporacao-imobiliariaCréditos das imagens Slide 1: ohioduidefense/pixabay.com Slide 4: Simon Zhu/unsplash.com Slide 14: Jared Murray/unsplash.com Slide 18: Luca Bravo/unsplash.com Slide 24: Jacek Dylag/unsplash.com Slide 28: Michael Longmire/unsplash.com Slide 29: Michael Longmire/unsplash.com Slide 33: chuttersnap/unsplash.com Slide 35: Jason Goh/pixabay.com Slide 39: Michael Longmire/unsplash.com Slide 48: Kai Pilger/unsplash.com Slide 52: imgix/unsplash.com Slide 54: Foundry Co/pixabay.com Slide 59: Kelsey Knight/unsplash.com Slide 62: Michael Longmire/unsplash.com Slide 65: Kai Pilger/unsplash.com Slide 68: Michael Longmire/unsplash.com Slide 73: Carlos Daniel/unsplash.com Slide 76: Crystal Kwok/unsplash.com Slide 81: Kelsey Knight/unsplash.com Slide 85: Kai Pilger/unsplash.com Slide 88: Michael Longmire/unsplash.com Slide 92: Michael Longmire/unsplash.com Slide 94: Carlos Daniel/unsplash.com Slide 96: Jaroslaw Bialik/unsplash.com Slide 98: Michael Longmire/unsplash.com Slide 105: Jacek Dylag/unsplash.com Slide 113: Michael Longmire/unsplash.com Slide 114: Michael Longmire/unsplash.com