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REGIMES TRIBUTÁRIOS 
DIFERENCIADOS
Professor 
• PEDRO HENRIQUE BUFFOLO JUNIOR
• EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
• Especialista em Direito Tributário, com larga experiência em projetos relativos a tributos diretos e indiretos, benefícios
fiscais e regimes especiais, preços de transferência. Foi gerente de impostos de empresa Big Four, em que liderou diversos
projetos estratégicos para grandes empresas. No FIUS há seis anos, é o responsável pela área de Consultoria Tributária,
assessorando os clientes do escritório em diversos temas fiscais.
• ÁREAS DE ATUAÇÃO
• Consultoria tributária corporativa e revisões fiscais.
• Compliance fiscal.
• Projetos estratégicos de recuperação de créditos e redução da carga fiscal.
• EDUCAÇÃO
• 2014 – Pós-graduado em Direito Tributário (especialização lato sensu) – Instituto Brasileiro de Direito Tributário – IBDT
(campus São Paulo).
• 2007 – Bacharel em Ciências Contábeis – Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
INTRODUÇÃO
Regimes Especiais
• Foram criados para incentivar
determinados setores essenciais
da economia.
• Buscam, por meio da desoneração
tributária, trazer a iniciativa
privada para projetos especiais
que demandam alto investimento.
• Tem por objetivo a modernização
do Brasil.
Introdução
• Buscando incentivar as áreas tecnológicas e de inovação no
Brasil, em 2006 foi criada a “Lei do Bem” e, com ela, dois
Regimes Especiais de Tributação.
• Repes (Regime Especial de Tributação para a Plataforma de
Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação):
inserir o Brasil no mercado internacional de serviços
tecnologia da informação, incentivando, por meio de
desonerações tributárias, as aquisições de bens e serviços.
Introdução
• Recap (Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital
para Empresas Exportadoras): objetivou incentivar as
exportações mediante correção que desonerava o custo
dos bens de capital das empresas exportadoras.
• Ambas desonerações foram direcionadas ao PIS e à Cofins
– pode alcançar uma alíquota combinada de 9,25%.
Introdução
• Em conjunto com outros incentivos da legislação do
PIS/Cofins, esses benefícios praticamente zeravam os
créditos das contribuições nas empresas.
• Em 2004, buscando o crescimento do comércio exterior
nacional, foi instituído o Reporto (Regime Tributário para
Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura
Portuária).
Introdução
• Foram desonerados diversos tributos nas aquisições de
máquinas e equipamentos destinados à execução de
serviços de carga, descarga e movimentação de
mercadorias em portos brasileiros.
• Já em 2007, com o objetivo de atrair investimentos nas
áreas de infraestrutura, foi criado o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) e com ele o Reidi
(Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da
Infraestrutura).
Introdução
• Vistos os elevados investimentos necessários para obras
de infraestrutura, o Reidi teve por objetivo trazer para
perto a iniciativa privada, desonerando tributos nas
aquisições de máquinas e equipamentos destinados a
obras de infraestrutura.
• Temendo pelo entrave no crescimento econômico em
virtude da carência da infraestrutura brasileira, houve
desoneração tributária para que os investimentos privados
tivessem seu custo inicial diminuído.
Introdução
• Ainda em 2007, foram criadas as Zonas de Processamento
de Exportação – ZPE.
• As ZPEs são consideradas zonas primárias para efeito de
controle aduaneiro (tais como portos, aeroportos e pontos
de fronteira).
Introdução
• Teve por objetivo reduzir desequilíbrios regionais,
promover a difusão tecnológica e o desenvolvimento
econômico e social do país.
• Por fim, para incentivo ao setor imobiliário brasileiro,
temos o Regime Especial de Tributação – patrimônio de
afetação.
Introdução
• O patrimônio de afetação teve o objetivo de retomar a
confiança dos consumidores no mercado imobiliário após
crise na década de 1990.
• Ele assegura que o imóvel incorporado – além dos bens e
direitos a ele vinculados – poderia ser, ao critério do
incorporador, constituído em separado do patrimônio,
tornando-se patrimônio de afetação.
REGIME ESPECIAL DE INCENTIVOS PARA 
O DESENVOLVIMENTO DA 
INFRAESTRUTURA - REIDI
Reidi
• O Reidi surgiu dentro dos
conjuntos de incentivos fiscais
trazidos no Programa de
Aceleração do Crescimento da
Economia (PAC).
• Visa a fomentar o
desenvolvimento da infraestrutura
do país, desonerando tributos em
diversos setores.
Reidi – Setores incentivados
• Setores incentivados pelo programa:
• Transporte
• rodovias e hidrovias;
• portos e instalações portuárias;
• trens; e
• sistema aeroportuário.
• Energia
• geração, cogeração, transmissão e distribuição; e
• produção e processamento de gás natural.
• Saneamento básico
• Irrigação
• Dutovias
Reidi – Benefícios fiscais
• Suspensão do PIS e PIS-Importação, Cofins e Cofins-
importação
• A suspensão é aplicável para:
• aquisição no mercado nacional e importação de máquinas e 
equipamentos novos, para utilização em obras de infraestrutura; e
• aquisição no mercado nacional e importação de material de 
construção para utilização em obras de infraestrutura.
Reidi – Benefícios fiscais
• Aquisição no mercado nacional e importação de serviços para utilização em 
obras de infraestrutura.
• Locação de máquinas e equipamentos utilizados em obras de infraestrutura.
Requisitos
• Os bens adquiridos devem ser 
destinados ao Ativo Imobilizado da 
Empresa.
• A suspensão dos tributos será 
convertida em alíquota zero após a 
utilização ou incorporação em 
obras de infraestrutura.
Reidi – Adesão ao programa
• Aspectos importantes na adesão ao programa:
• a pessoa jurídica deve estar regular perante os tributos 
administrados pela RFB (CND ou CPDEN);
• o ministério referente ao setor favorecido deverá emitir Portaria 
dispondo quais os projetos se enquadram no Reidi;
Reidi – Adesão ao programa
• contratos públicos devem considerar a suspensão de PIS/Cofins, 
sendo inadmissível projetos que não contemplem a aplicação do 
benefício;
• importação por conta e ordem ou por encomenda não são aptas à 
suspensão do PIS/Cofins;
• optantes pelo Simples estão impedidas de aderir ao programa.
Reidi – Adesão ao programa
• São necessários dois requerimentos:
• um para aprovação no Reidi: será emitido pelo ministério responsável pelo 
setor; e
• um para habilitação: após aprovação do ministério, a pessoa jurídica 
apresentará requerimento formal junto a RFB.
• Após essas duas etapas, poderão ser usufruídos os benefícios do Reidi.
Reidi – Adesão ao programa
• Basicamente, a adesão se resume no seguinte fluxo:
• APROVAÇÃO:
• HABILITAÇÃO:
Agência 
Reguladora
Ministério 
Responsável
Aprovação 
da Portaria
Receita 
Federal do 
Brasil
Ato de 
Habilitação
Benefício 
Concedido
Extraído de: http://webserver.crcrj.org.br/APOSTILAS/A1004P0415.pdf
http://webserver.crcrj.org.br/APOSTILAS/A1004P0415.pdf
Habilitação e coabilitação
• Somente poderão solicitar a habilitação ao Reidi as pessoas jurídicas
de direito privado titular de projeto para implantação de obras de
infraestrutura.
• As empresas que realizam as vendas para as empresas habilitadas no
Reidi e que queiram usufruir dos benefícios da suspensão devem ser
coabilitadas no programa.
• No caso de consórcio em que todas as empresas participantes se
habilitarem ou coabilitarem, serão admitidas aquisições/importações
por meio da empresa líder.
Titular do projeto
• O titular do projeto é a empresa
que incorporará a obra de
infraestrutura em seu ativo
imobilizado.
Cancelamento
• O cancelamento da habilitação ou da coabilitação ocorrerá:
• a pedido do habilitado ou coabilitado; e
• de ofício – caso se verifique que o beneficiário deixou de satisfazer ou não
cumpriu alguma condição do regime;
• Importante: o cancelamento da habilitada implica automaticamente o
cancelamento dos coabilitados.
• A PJ que tiver sua habilitação/coabilitação cancelada não poderá solicitar nova
habilitação durante dois anos.
Demais aspectos tributários• A suspensão do PIS/Cofins incidentes sobre as vendas para pessoas
habilitadas ou coabilitadas ao Reidi não impede a manutenção de
créditos para a pessoa jurídica tributada pelo Lucro Real.
• Por outro lado, a aquisição dos bens com suspensão dos tributos não
gera créditos para a empresa habilitada no Reidi.
• No caso de descumprimento do Reidi, as PJs habilitadas ou coabilitadas
deverão recolher os tributos com juros e multa caso:
• a PJ não incorpore o bem adquirido em seu ativo imobilizado;
• tenha sua habilitação cancelada, antes da conversão em alíquota zero.
Simulações de cálculos
LUCRO PRESUMIDO
Valor NF antes 
Reidi
1.000.000
(-) PIS (0,65%) (6.500)
(-) Cofins (3%) (30.000)
(=) Valor NF após 
Reidi
963.500
LUCRO REAL
Valor NF antes 
Reidi
1.000.000
(-) PIS (1,65%) 16.500
(-) Cofins (7,6%) 76.000
(=) Valor NF após 
Reidi
907.500
Estudo de caso
• Empresa beneficiaria do Reidi adquire
trilhos. Posteriormente, remete esse trilho
para industrialização em terceiro, que o
transforma em um equipamento de
mudança de via que será fixado ao solo
(industrialização por encomenda).
Pergunta-se: o terceiro (industrializador)
poderá aplicar a suspensão dos tributos?
Estudo de caso
• Empresa beneficiária do Reidi contrata
uma trading company para promover o
despacho aduaneiro de importação de
equipamento que será utilizado em obra
de infraestrutura. Essa importação poderá
ser beneficiária da suspensão dos tributos?
Jurisprudência
• Discussões no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) giram
em torno de autuações nas quais as empresas não comprovaram a
incorporação do bem/serviço adquirido na execução da obra de
infraestrutura:
• Necessidade de incorporação ou utilização na execução da obra:
• autuação RFB – fruição da suspensão do PIS/Cofins na aquisição de serviços de engenharia
consultiva e elaboração de projetos;
• não contabilização como ativo imobilizado.
• Carf: aquisições foram feitas mediante empreitada global, a qual a entrega é única – um bem
pronto. Portanto o valor global seria contabilizado como ativo permanente e, portanto, a
suspensão garantida.
Leitura complementar
• Sugestões de leitura complementar:
• Solução de Consulta RFB Disit n° 8044/2018;
• Solução de Consulta RFB Cosit n° 98/2016
• Solução de Consulta RFB Cosit n° 13/2019;
• Acórdão Carf nº 3201004.882 de 31/1/2019.
Regime Tributário para Incentivo à 
Modernização e à Ampliação da 
Estrutura Portuária - Reporto
Reporto
• O Reporto visa à criação de
condições para a melhoria da
infraestrutura portuária brasileira,
incentivando a modernização do
setor portuário e,
consequentemente, o crescimento
do comércio exterior nacional.
Reporto – breve contexto
• Desde 2004, quando de sua instituição, o Reporto vem
sendo prorrogado, ante a sua imprescindibilidade para evitar
a paralisação de investimentos no setor portuário.
• É um benefício fiscal subjetivo, isto é, concedido em caráter
individual, com amparo na qualidade do beneficiário.
Beneficiários
• Podem se beneficiar do Reporto:
• operador portuário;
• concessionário de porto organizado;
• arrendatário de instalação portuária;
• PJ autorizada a explorar instalação 
portuária;
• empresas de dragagem;
• concessionários ou permissionários de 
recintos alfandegados de zona 
secundária; e
• concessionário de transporte 
ferroviário.
Reporto – Beneficiários 
• As empresas fabricantes de locomotivas e locotratores
também podem usufruir do Reporto, desde que esses
produtos sejam utilizados exclusivamente na execução de
serviços de transporte de mercadorias em ferrovias.
• Assim como a maioria dos regimes especiais, os beneficiários
devem ser habilitados ou coabilitados.
Reporto – Beneficiários 
• Somente empresas com o regime de tributação do Lucro
Real podem usufruir do benefício.
• E, como todo outro regime especial, há a necessidade de
obter a CND (Certidão Negativa de Débitos) para usufruir.
• Ponto importante: a habilitação ou a coabilitação da matriz
do contribuinte beneficiário também se estende às filiais.
Reporto – Beneficiários 
• Assim foi decidido pela RFB na Solução de Consulta Disit/SRRF07
n° 7.011 de 19 de abril de 2017:
• ASSUNTO: Normas de Administração Tributária EMENTA: REPORTO.
HABILITAÇÃO. CO-HABILITAÇÃO. A habilitação ao Reporto, nos termos
da IN RFB nº 1.370, de 2013, tem como beneficiária a própria pessoa
jurídica e não mais cada estabelecimento considerado isoladamente,
conforme a regulamentação anterior. Por esse motivo, tal habilitação
formalizada pela emissão de ADE para o número do CNPJ de seu
estabelecimento matriz, implica em possibilidade de gozo do benefício
por todos os estabelecimentos da pessoa jurídica habilitada.
Benefícios fiscais
• Quais os benefícios fiscais 
aplicados ao habilitados do 
Reporto?
Reporto – Benefícios fiscais 
• Importação e aquisição no mercado interno de máquinas e
equipamentos com suspensão:
• PIS/Cofins (inclusive os vinculados à importação);
• IPI; e
• Imposto de Importação.
Reporto – Benefícios fiscais 
• Importante ressaltar que somente terão a suspensão do
Imposto de Importação as máquinas e equipamentos que
não tenham similar nacional.
• Na hipótese de suspensão de tributos, o legislador assegurou
que a suspensão do pagamento do II, do IPI e do IPI
vinculado à importação converter-se-á em isenção após o
decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da
ocorrência do respectivo fato gerador.
Reporto – Benefícios fiscais 
• Já no caso do PIS/Cofins (inclusive os devidos na
importação), serão convertidos em alíquota zero após o
prazo de cinco anos.
• Portanto, no caso de alienação dos bens adquiridos com
suspensão antes de completar cinco anos, haverá a
necessidade de pagamento dos tributos, com juros e multa
de mora.
Reporto – Benefícios fiscais 
• Mas há exceções:
• no caso de venda para outra empresa beneficiária do Reporto; e
• no caso de transferência do bem para outro local da mesma
pessoa jurídica.
• Esse entendimento vai no sentido de que todos os
estabelecimentos da pessoa jurídica são beneficiários do Reporto
(e não somente a matriz).
Reporto – Benefícios fiscais 
• Inclusive, foi objeto de solução de consulta (Cosit n° 376 de
agosto de 2017):
• ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS EMENTA: REPORTO.
TRANSFERÊNCIA DE BENS. REGRAS. PERMISSÃO. É permitida a
transferência de bens adquiridos no mercado interno ou importados
ao amparo do Reporto por um estabelecimento habilitado a esse
Regime a outro estabelecimento da mesma pessoa jurídica, desde
que o bem seja utilizado na mesma finalidade que motivou a
suspensão de que trata o caput do artigo 14 da Lei n° 11.033, de
2004.
Reporto – Benefícios fiscais 
• Veja que a legislação vetou somente a transferência da
propriedade, a qualquer título. Nesse caso exige o
pagamento dos tributos.
• No entanto, no caso de transferência de posse, a legislação
foi omissa. Portanto, no caso de locação não haveria a
necessidade de recolhimento dos tributos.
Reporto – Benefícios fiscais 
• Esse é o entendimento do Tribunal Regional Federal da 3ª
Região:
• Direito tributário e aduaneiro. Importação de guindastes por empresa
habilitada no programa "reporto". Equipamentos não liberados pela
alfândega, por se destinarem à locação a terminais alfandegados.
FUNDAMENTO DA SENTENÇA DENEGATÓRIA QUE NÃO PODE PREVALECER:
EXISTÊNICA DE DECRETO REGULAMENTADOR DO § 7º DO ART. 14 DA LEI nº
11.033/2004. Inexigência de que os bens adquiridos com amparo no regime
especial de importação sejam utilizados exclusivamente pelo beneficiário,
proibida a posterior locação. Apelação provida. (...)
Reporto – Benefícios fiscais 
• (...)
• 6. A lei que concede benefício fiscal deve ser interpretada literalmente, nos
termos do art. 111 do Código Tributário Nacional. Digo isso porque não existe
na lei de regência do Reporto qualquer exigência de que os bens adquiridos
com amparo neste regime especial de tributação sejam utilizados
exclusivamente pelo beneficiário. Também não existe nenhuma disposiçãonesta lei que impeça a locação dos equipamentos adquiridos com suspensão
da tributação. O que a lei impõe é que os bens componham o ativo fixo do
beneficiário e sejam utilizados exclusivamente em portos na execução de
serviços de carga, descarga e movimentação de mercadorias.
• TRF 3ª Região, SEXTA TURMA, AMS 0007472-78.2005.4.03.6104, Rel.
DESEMBARGADOR FEDERAL JOHONSOM DI SALVO, julgado em 10/04/2014, e-
DJF3 Judicial 1 DATA:25/04/2014
Cancelamento
• Quando ocorre o cancelamento da 
habilitação e quais são suas 
consequências.
Reporto – Cancelamento
• Há duas formas:
• a pedido do contribuinte; e
• por ofício.
• Na primeira situação, o contribuinte deverá protocolar pedido de
cancelamento junto à Delegacia da RFB.
• Já na segunda hipótese, a habilitação será cancelada quando
constatado pela Receita Federal que o beneficiário tenha deixado de
cumprir os requisitos vinculados ao regime.
Reporto – Cancelamento
• Em caso de descumprimento de quaisquer dos requisitos do
Reporto, além do cancelamento da habilitação ou
coabilitação, o beneficiário estará sujeito:
• à cobrança de multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor de
aquisição do bem no mercado interno ou do valor aduaneiro do bem
importado;
• ao recolhimento de todos os tributos suspensos, inclusive com os
acréscimos legais, multa de mora e juros, calculados a partir da data de
aquisição da mercadoria ou de registro da Declaração de Importação (DI); e
• às sanções previstas no art. 76 da Lei n° 10.833, de 2003.
Regime Especial de Trib. para a 
Plataforma de Exportação de 
Serviços de Tecnologia da 
Informação - Repes
Repes
• Repes foi instituído com o objetivo de 
estimular a exportação de serviços de 
Tecnologia da Informação (TI) com 
preços compatíveis com os 
oferecidos no mercado internacional.
• Vislumbrava o aumento de 
empregos, o suporte a programas de 
inclusão digital e a facilitação do 
acesso das pequenas e médias 
empresas.
Repes – breve contexto legislativo 
• Primeiramente foi instituído pela MP n° 252/2005, no 
entanto como não foi convertido em Lei, perdeu sua eficácia.
• Posteriormente, com a publicação da MP n° 255/2005, o 
Congresso reestabeleceu tal regime, tendo sido convertido 
na Lei n° 11.196/2005.
Beneficiários
• Assim como os demais Regimes 
Especiais, o Repes somente poderá 
ser usufruído após habilitação 
junto à Receita Federal do Brasil.
Repes – Beneficiários
• A habilitação somente poderá ser requerida por PJ que exerça 
preponderantemente as atividades de:
• desenvolvimento de software; ou
• prestação de serviço de Tecnologia da Informação.
• Compromisso de exportação
• Receita de Exportação de, no mínimo, 60% da receita bruta anual 
(excluído os tributos incidentes na venda).
Preponderância das exportações 
Quando do 
início do Repes, 
era exigido um 
percentual 
mínimo de 80% 
de exportação.
Com o advento da Lei 
n° 11.774/2008, tal 
preponderância 
reduziu para 60%.
No entanto, com o 
intuito de aumentar a 
aderência ao Regime, 
o Congresso Nacional 
diminuiu novamente a 
preponderância para 
50%.
Repes - Impedimentos
• Não poderão se habilitar ao Repes:
• pessoa jurídica optante pelo Simples;
• pessoa jurídica que não esteja regular com os tributos administrados pela 
RFB.
• Anteriormente havia vedação às pessoas jurídicas que tributavam 
parte de suas receitas pela sistemática cumulativa. Tal regra 
deixou de ser impedimento após edição da Lei n° 11.774/2008.
Repes – Regime cumulativo
• As PJs que exercem atividades de serviços de informática 
permanecem no sistema cumulativo de apuração do PIS e da 
Cofins (alíquotas menos, porém sem descontos de créditos).
• No entanto, tal regra não era aplicada aos beneficiários do Repes, 
obrigando-os à apuração não cumulativa (alíquotas maiores, mas 
com desconto de créditos).
• Tal previsão também deixou de existir, obrigando os beneficiários 
do Repes ao regime cumulativo das contribuições.
Exportação
• Apuração do percentual de 
exportação, como fazer?
Percentual de exportação
• O percentual de exportação será apurado levando em consideração:
• a média obtida durante o período de 3 anos-calendários, contados a partir do 
ano-calendário subsequente ao do início da utilização do bem adquirido pelo 
Repes; ou
• as vendas efetuadas no ano-calendário subsequente àquele em que ocorreu a 
prestação do serviço adquirido no âmbito do Repes.
Percentual de exportação
• Será considerada receita bruta total de vendas:
• a soma de todas as receitas bruta dos estabelecimentos da pessoa 
jurídica; e
• deve-se excluir o valor dos tributos incidentes na venda.
Estudo de caso
• Empresa teve operações nos três
anos conforme quadro a seguir.
• Pergunta-se: com base nos números
do quadro, a empresa atingiu os
resultados de exportação
necessários?
Estudo de caso
Matriz Filial 1 Matriz Filial 1 Matriz Filial 1
Receita de Vendas Mercado Interno 100.000,00 150.000,00 200.000,00 350.000,00 430.000,00 250.000,00 
Receita de Vendas Mercado Externo 150.000,00 580.000,00 50.000,00 180.000,00 700.000,00 200.000,00 
Receita de Venda de Serviços 180.000,00 30.000,00 400.000,00 20.000,00 230.000,00 80.000,00 
(-) PIS/Cofins 30.525,00- 56.425,00- 41.625,00- 18.500,00- 86.025,00- 25.900,00- 
(-) ISS 9.000,00- 1.500,00- 20.000,00- 1.000,00- 11.500,00- 4.000,00- 
(-) ICMS 18.000,00- 27.000,00- 36.000,00- 63.000,00- 77.400,00- 45.000,00- 
(-) Devoluções 7.000,00- 15.000,00- 17.000,00- 22.000,00- 8.000,00- 4.000,00- 
(-) Descontos Incondicionais 2.000,00- 22.000,00- 5.000,00- 8.000,00- 12.000,00- 7.000,00- 
(=) Receita Líquida 363.475,00 638.075,00 530.375,00 437.500,00 1.165.075,00 444.100,00 
ANO 1 ANO 2 ANO 3
DESCRIÇÃO
Estudo de caso – Resolução
(G+H+I)/3
Matriz Filial 1 Matriz Filial 1 Matriz Filial 1
(A) Receita de Vendas Mercado Interno 100.000,00 150.000,00 200.000,00 350.000,00 430.000,00 250.000,00 493.333,33 
(B) Receita de Vendas Mercado Externo 150.000,00 580.000,00 50.000,00 180.000,00 700.000,00 200.000,00 620.000,00 
(C) Receita de Venda de Serviços 180.000,00 30.000,00 400.000,00 20.000,00 230.000,00 80.000,00 313.333,33 
(-) PIS/Cofins 30.525,00- 56.425,00- 41.625,00- 18.500,00- 86.025,00- 25.900,00- 86.333,33- 
(-) ISS 9.000,00- 1.500,00- 20.000,00- 1.000,00- 11.500,00- 4.000,00- 15.666,67- 
(-) ICMS 18.000,00- 27.000,00- 36.000,00- 63.000,00- 77.400,00- 45.000,00- 88.800,00- 
(-) Devoluções 7.000,00- 15.000,00- 17.000,00- 22.000,00- 8.000,00- 4.000,00- 24.333,33- 
(-) Descontos Incondicionais 2.000,00- 22.000,00- 5.000,00- 8.000,00- 12.000,00- 7.000,00- 18.666,67- 
(A+B+C-D-E) (=) Receita Líquida 363.475,00 638.075,00 530.375,00 437.500,00 1.165.075,00 444.100,00 1.192.866,67 
(A+B+C-D) = (F) (=) Receita Bruta para fins de REPES 372.475,00 675.075,00 552.375,00 467.500,00 1.185.075,00 455.100,00 1.235.866,67 
(B) / (F) (%) Exportação 40,27% 85,92% 9,05% 38,50% 59,07% 43,95% 50,17%
MÉDIADESCRIÇÃO
(G) (H) (I)
(D)
(E)
ANO 1 ANO 2 ANO 3
Atingiu o 
percentual exigido
Atingiu o 
percentual exigido
Média trienal 
atingida
Cancelamento
• Quando ocorre o cancelamento da 
habilitação e quais são suas 
consequências.
Cancelamento da habilitação
• O cancelamento da habilitação poderá ocorrer de duas formas:
• a pedido do habilitado; ou
• de ofício.
• Motivos do cancelamento de ofício:
• descumprimento dos percentuais de exportação; ou
• descumprimento de outros requisitos (ausência de CND, por 
exemplo).
Cancelamento da habilitação
• No caso de cancelamento de ofício, a empresa poderá solicitar 
nova habilitação somente após dois anos contados da data da 
publicação do Ato Declaratórioque a excluiu.
Benefícios fiscais
• Quais os benefícios fiscais 
aplicados ao habilitados do Repes?
Benefícios fiscais
• Suspensão da exigência:
• do PIS e da Cofins nas aquisições no mercado interno ou nas importações 
de máquinas e equipamentos novos;
• do PIS e da Cofins nas aquisições no mercado interno ou nas importações 
de serviços; e
• do IPI nas importações de máquinas e equipamentos novos, sem similar 
nacional.
• A lista de bens passíveis de suspensão está relacionada no Decreto n°
5.713/2006.
Benefícios fiscais
• A suspensão se converte em:
• alíquota zero, no caso do PIS e da Cofins; e
• isenção, no caso do IPI.
• Em ambos os casos, a conversão se dará somente após cumprido 
os requisitos do percentual de exportação.
Benefícios fiscais
• Os tributos serão exigidos com juros e multa (mora ou ofício), 
contados do desembaraço aduaneiro ou da aquisição no mercado 
interno nos casos de:
• cancelamento da habilitação antes da conversão em alíquota zero 
e/ou isenção;
• não incorporação do bem adquirido ao seu ativo imobilizado;
• venda do bem antes da conversão em alíquota zero e/ou isenção.
Regime Especial de Aquisição de 
Bens de Capital para Empresas 
Exportadoras - Recap
Recap
• O Recap visa a incentivar o
investimento produtivo e a
ampliação das exportações
mediante correção de distorções
que oneram o custo dos bens de
capital das empresas
preponderantemente
exportadoras.
Recap – breve contexto legislativo 
• Os incentivos aos exportadores visam a eliminar o acúmulo 
de créditos de PIS/Cofins nas empresas exportadoras.
• Tal desoneração, em conjunto com o disposto na Lei n°
10.865/2004 (suspensão da incidência do PIS/Cofins nas 
aquisições de MP, PI e ME quando destinados à comercial 
exportadora) diminuem, significativamente, o acúmulo de 
créditos dessas contribuições.
Recap – breve contexto legislativo 
• Primeiramente foi instituído pela MP n° 252/2005, no 
entanto como não foi convertido em Lei, perdeu sua eficácia.
• Posteriormente, com a publicação da MP n° 255/2005, o 
Congresso reestabeleceu tal regime, tendo sido convertido 
na Lei n° 11.196/2005 – chamada “Lei do Bem”.
Beneficiários
• Podem se beneficiar do Recap as 
pessoas jurídicas 
preponderantemente 
exportadoras.
• Assim como os demais regimes 
especiais, é necessário a 
habilitação junto à RFB.
Recap – Beneficiários
• Entende-se por pessoa jurídica preponderantemente exportadora, 
para fins do Recap, aquela cuja receita bruta de exportação no ano 
imediatamente anterior à adesão ao programa seja de, no mínimo, 
50% do total de sua receita bruta.
• Ademais, é necessário que a empresa assuma o compromisso de 
manter esse percentual nos próximos dois períodos.
• No caso de início das operações (não havendo receita bruta 
pretérita), o compromisso é de manter o percentual para os 3 anos 
seguintes ao da adesão.
Recap – Beneficiários
• O percentual para cálculo da preponderância flutuou desde a edição 
da Lei até hoje.
• Iniciou em 80%, no entanto visto a baixa adesão e o não 
atingimento dos efeitos desejados, tal percentual reduziu para 70% 
em 2008.
• No entanto, demonstrando interesse em incentivar a aquisição de 
bens de capital, em 2012, novamente, o percentual foi reduzido 
para 50% e vigora até hoje.
Recap – Beneficiários
• Porém, para determinados setores que costumam ter altos índices 
de exportação e já incentivados, o percentual se manteve em 60%.
• Ocorre que, apesar de o § 4° do art. 13° da Lei n° 11.196/2005 ainda 
se encontrar em vigência, o dispositivo legal ao qual ele remetia foi 
revogado (art. 1° da Lei n° 11.529/2007).
• Desse modo, o artigo caiu em desuso, sendo aplicável somente o 
percentual de 50% de preponderância para todos os setores.
Recap - Impedimentos
• Não poderão se habilitar ao Repes:
• pessoa jurídica optante pelo Simples;
• pessoa jurídica que não esteja regular com os tributos administrados pela 
RFB; e
• pessoa jurídica que apure, no todo ou em parte, as contribuições ao 
PIS/Cofins pelo regime cumulativo.
Exportação – Parte 2
• Apuração do percentual de 
exportação: como fazer?
Percentual de exportação
• Há duas comprovações necessárias de “percentual de exportação” 
para fruição do Recap:
• 1ª comprovação – preponderância da exportação:
• Para empresas já ativas: receita bruta de exportação no ano imediatamente 
anterior ser, no mínimo, 50% do total da receita bruta.
• (Receita bruta de exportação/receita bruta total)
• Para empresas que iniciarão atividade: comprovação não aplicável.
Percentual de exportação
• 2ª Comprovação – Constância da Exportação:
• Para empresas já ativas: a média da receita bruta de exportação nos 2 (dois) 
anos seguintes ao da fruição do benefício deve ser, no mínimo, 50% do total 
da receita bruta nesse mesmo período.
• (RB ano 1 + RB ano 2) / (RBT ano 1 + RBT ano 2)
• Para empresas que iniciarão atividade ou que não comprovem 50% de 
exportação no ano anterior: a média da receita bruta de exportação nos 3 
(três) anos seguintes ao da fruição do benefício deve ser, no mínimo, 50% 
do total da receita bruta nesse mesmo período.
• (RB ano 1 + RB ano 2 + RB ano 3) / (RBT ano 1 + RBT ano 2 + RBT ano 3)
Percentual de exportação
• Será considerada receita bruta total de vendas:
• a soma de todas as receitas bruta dos estabelecimentos da pessoa jurídica; e
• deve-se excluir o valor dos tributos incidentes na venda.
Cancelamento
• Quando ocorre o cancelamento da 
habilitação e quais são suas 
consequências.
Cancelamento da habilitação
• O cancelamento da habilitação poderá ocorrer de duas formas:
• a pedido do habilitado; ou
• de ofício.
• Motivos do cancelamento de ofício:
• descumprimento dos percentuais de exportação; ou
• descumprimento de outros requisitos (ausência de CND, alteração de 
regime de tributação, etc.)
Cancelamento da habilitação
• No caso de cancelamento de ofício, a empresa poderá solicitar nova 
habilitação somente após dois anos contados da data da publicação 
do Ato Declaratório Executivo que a excluiu.
Benefícios fiscais
• Quais os benefícios fiscais 
aplicados ao habilitados do Recap?
Benefícios fiscais
• Suspensão do PIS/Cofins incidentes na aquisição de máquinas e 
equipamentos arrolados no Decreto n° 5.789/2006.
• A suspensão é aplicada tanto nas aquisições no mercado interno 
quanto importados.
• É condicionante para a fruição do benefício que os bens adquiridos 
integrem o ativo imobilizado da pessoa jurídica.
• A suspensão se converte em alíquota zero após cumpridos os 
compromissos de exportação.
Benefícios fiscais
• Veja que tal benefício é, praticamente, melhoria do fluxo de caixa da 
empresa no momento de aquisição do bem de capital.
• Atualmente o artigo 1° da Lei n° 12.546/2011 autoriza o desconto 
integral de créditos de PIS/Cofins na aquisição de ativo imobilizado.
• Empresas exportadoras podem solicitar, trimestralmente, o 
ressarcimento de créditos de PIS/Cofins.
• Assim, o programa não é muito utilizado pelas empresas brasileiras 
exportadoras.
Benefícios fiscais
• Em casos em que a pessoa jurídica revender o bem adquirido antes 
da conversão em alíquota zero ou não incorporar o bem ao seu ativo 
imobilizado, os tributos serão exigidos com juros e multa (mora ou 
ofício), contados do desembaraço aduaneiro ou da aquisição no 
mercado interno.
• O tributo, bem como a multa (mora ou ofício) e os juros serão 
devidos, também, quando do cancelamento da habilitação antes da 
conversão em alíquota zero.
Estudo de caso
• Empresa se habilitou no Recap em 
maio de 2010, quando os 
percentuais de exportação eram 
de 70%.
• Em abril de 2012 a legislação 
alterou o percentual para 50%. 
• Qual percentual aplicar para 
comprovação das médias de 
exportação?
Zona de Processamento de 
Exportação - ZPE
ZPE
• Áreas de livre comércio com o
exterior, caracterizadas como zona
primária para efeito de controle
aduaneiro.
Breve contexto
• Originalmente instituído Decreto-Lei n° 2.452/1988, coma finalidade 
de incentivar a instalação de empresas exportadoras nas áreas menos 
desenvolvidas do país, designando áreas de livre comércio com o 
exterior.
• Atualmente regulamentada pela Lei n° 11.508/2007. No país, 
existem, até o momento, 25 (vinte e cinco) ZPE autorizadas, situando-
se a maioria no Norte e Nordeste.
Beneficiários
• Empresas voltadas para a
produção de bens a serem
comercializados no exterior.
Habilitações – ZPE
• Para que uma empresa seja instalada em uma ZPE, é necessário 
autorização do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de 
Exportação (CZPE).
• Atividades não permitidas:
• produção, importação ou exportação de armas ou explosivos – salvo com 
anuência do Exército; e
• material radioativo, salvo caso haja autorização pela comissão nacional de 
energia nuclear.
Benefícios fiscais
• Além das inúmeras
particularidades, as empresas
instaladas em ZPE que realizem
importações ou aquisições no
mercado interno de bens e
serviços terão suspensão
tributária.
ZPE – Benefícios fiscais
• Suspensão dos seguintes tributos e contribuições:
• Imposto de Importação;
• IPI
• Cofins e Cofins-Importação;
• PIS e PIS-Importação; e
• AFRMM.
ZPE – Benefícios fiscais
• Apenas serão suspensos os tributos sobre os bens que forem 
integralmente utilizados no processo produtivo do produto final.
• Já na importação, é imprescindível que sejam necessários à instalação 
industrial ou destinados a integrar o processo produtivo da empresa.
• O PIS/Cofins e o IPI serão convertidos em alíquota zero após dois anos da 
ocorrência do fato gerador.
• Ademais, deverá comprovar 80% de receita bruta de exportação/ano.
ZPE – Benefícios fiscais
• Quanto ao AFRMM e o Imposto de Importação, será convertido em 
isenção após o prazo de 5 anos da ocorrência do fato gerador – quando 
para máquinas e equipamentos.
• A questão do compromisso de exportação no ano de 80% é válido para o 
AFRMM e II também.
ZPE – Benefícios fiscais
• Já para as matérias-primas, produtos intermediários e material de 
embalagem, a suspensão do AFRMM e II se cessará e se tornará isenção 
quando:
• reexportado ou destruído; e
• exportadas as mercadorias no mesmo estado ou no produto final na qual 
foram incorporados.
• No caso de venda no mercado interno, serão devidos todos os tributos, inclusive 
o II e o AFRMM (com juros e multa).
ZPE – Benefícios fiscais
• Sugestão de leitura complementar: Regime Brasileiro de Zonas de 
Processamento de Exportação (ZPE) e suas oportunidades de investimento 
emitido pelo MDIC, disponível em 
. 
http://www.mdic.gov.br/images/REPOSITORIO/czpe/Eventos/Seminario_Uberaba_MG/ZPE_-_Uberaba_-_Expozebu_-_seminario_-_Apresentacao_CZPE_-_versao_2.pdf
Regime Especial de Tributação –
RET – Patrimônio de Afetação
RET - Patr. Afetação
• O RET foi constituído com o objetivo de
retomar a confiança dos consumidores no
mercado imobiliário, após crise no setor no
final da década de 1990, assegurando que
o imóvel incorporado – além dos bens e
direitos a ele vinculados – poderia ser, ao
critério do incorporador, constituído em
separado do patrimônio, tornando-se
patrimônio de afetação.
RET – Patrimônio de Afetação
• O patrimônio de afetação, basicamente, é a segregação patrimonial de
bens do incorporador para uma atividade específica.
• Tem o objetivo de garantir a continuidade e entrega das unidades em
construção, mesmo em caso de falência ou insolvência do incorporado.
• A Lei n° 10.931/2004 estabelece, entre seus arts. 1º e 10, os critérios para
afetação, bem como a forma de tributação diferenciada sobre os direitos
de crédito ou obrigações do incorporador.
RET – Patrimônio de Afetação
• Conceito de incorporador e incorporação imobiliárias (IN n°
1.435/2013):
• incorporador, a pessoa física ou jurídica que, embora não efetuando a construção,
compromisse ou efetive a venda de frações ideais de terreno objetivando a
vinculação de tais frações a unidades autônomas, em edificações a serem
construídas ou em construção sob regime condominial, ou que meramente aceite
propostas para efetivação de tais transações, coordenando e levando a termo a
incorporação e responsabilizando-se, conforme o caso, pela entrega, a certo prazo,
preço e determinadas condições, das obras concluídas; e
• Incorporação imobiliária, a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a
construção, para alienação total ou parcial, de edificações ou conjunto de
edificações compostas de unidades autônomas.
RET – Patrimônio de Afetação
• A Lei assegurou a equiparação de incorporador aos proprietários que
contratassem a construção de edifícios destinados à constituição em
condomínio, condicionando a tributação diferenciada somente nos casos
em que as vendas iniciassem antes da conclusão das obras.
RET – Patrimônio de Afetação
• Condições para fruição do benefício:
• seja realizada a afetação do terreno e das acessões objeto da incorporação
imobiliária;
• cada incorporação afetada seja vinculada ao evento “109 - Inscrição de
Incorporação Imobiliária - Patrimônio de Afetação” no cartão CNPJ;
• o contribuinte opte pelo Domicílio Tributário Eletrônico;
• esteja regular perante a Receita Federal do Brasil (RFB) e Procuradoria-Geral da
Fazenda Nacional (PGFN);
• esteja regular perante o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); e
• apresentar formulário “Termo de Opção pelo Regime Especial de Tributação” às
autoridades fazendárias.
RET – Patrimônio de Afetação
• Benefícios: os terrenos e as ascensões objeto da incorporação não
respondem por débitos tributários (IRPJ/CSLL/PIS/Cofins) da empresa
incorporadora.
• Exceção feita no caso dos tributos relativos às receitas recebidas na própria
incorporação.
• De forma diversa, a incorporadora responderá com o próprio patrimônio
pelas dívidas tributárias da incorporação afetada em caso de
inadimplemento.
RET – Patrimônio de Afetação
• Para cada imóvel incorporado, a empresa incorporadora deverá
proceder com o recolhimento de 4% (quatro por cento) das receitas
mensais recebidas por ela.
• As vendas canceladas, as devoluções de vendas e os descontos
incondicionais concedidos quando das vendas das unidades
imobiliárias podem ser deduzidos.
RET – Patrimônio de Afetação
• Já para as incorporações destinadas ao “Minha Casa, Minha Vida”, as
incorporadoras tinham o benefício de tributar apenas 1%.
• Tal benefício vigorou até 31 de dezembro de 2014.
• Não há data limite para a opção pelo RET.
Estudo de caso
• Empresa imobiliária, no momento 1, fez a
opção pelo Lucro Real e, posteriormente,
verificou que valeria a pena optar pelo RET.
• Pode a empresa retroagir e aplicar o RET para
o passado?
• No momento 2, após a empresa optar pelo
RET, verificou-se que apurou prejuízo e,
portanto, seria mais vantagem alterar para
o Lucro Real.
• É possível essa alteração?
Estudo de caso
• Em 15 de janeiro de 2018, empresa vendeu
20 unidades.
• Empresa optou por tributar suas receitas
com base no RET em 20 de janeiro de
2018.
• O recebimento das vendas das 20 unidades
se deu em 30 de junho de 2018.
• As obras se encerraram em 30 de abril de
2018.
• Pode a empresa aplicar a alíquota de 4% referente ao
RET?
RET – Patrimônio de Afetação
• É vedada a celebração de parcelamento (seja ordinário ou especial).
• Necessário que tenha controle contábil para cada incorporação
afetada.
• Em caso de falência ou insolvência do incorporador e,
consequentemente, o inadimplemento dos débitos relativos à área
afetada (seja em relação às receitas mensais recebidas no
empreendimento imobiliário, sejam débitos previdenciários e
trabalhistas), serão perdidos os efeitos do regime de afetação.
• Leitura complementar: .
http://www.irib.org.br/obras/o-regime-da-afetacao-patrimonial-na-incorporacao-imobiliariaCréditos das imagens
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