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Inserir Título Aqui Inserir Título Aqui Excelência do Atendimento e Compliance em Saúde Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde Responsável pelo Conteúdo: Prof.ª Me. Priscila Luna Lacerda Revisão Textual: Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos: • Processo de Acreditação Hospitalar no Brasil; • Certificações; • Principais Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde no Brasil; • Principais Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde no Mundo. Objetivo • Descrever os principais programas de qualidade nos serviços de saúde no Brasil e no mundo. Caro Aluno(a)! Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o último momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas. Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns dias e determinar como o seu “momento do estudo”. No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como suges- tões de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpre- tação e auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados. Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem. Bons Estudos! Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde Fonte: Getty Im ages UNIDADE Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde Contextualização Os serviços de saúde, atualmente, sofrem rigor e exigências de mercado, assim como os demais ramos da sociedade moderna. Para tanto, você, profissional da área da saúde, deverá desenvolver conhecimentos e habilidades sobre a gestão de quali- dade, aprofundando-se em relação aos principais programas de qualidade adotados no Brasil e no mundo como referenciais às organizações desse segmento. 6 7 Processo de Acreditação Hospitalar no Brasil A organização hospitalar é considerada um sistema complexo, no qual as estrutu- ras e os processos são de tal forma interligados que o funcionamento de um compo- nente interfere em todo o conjunto e no resultado final – sendo assim, nesse proces- so, não se avalia um setor ou departamento isoladamente. O Processo de Acreditação é um método de consenso, racionalização e ordenação das Orga- nizações Prestadoras de Serviços Hospitalares e, principalmente, de educação permanente dos seus profissionais. Para avaliar a qualidade assistencial da Organização Prestadora de Serviços Hospitala- res, é utilizado um instrumento de avaliação especí- fico – Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar. Esse processo, nas instituições de saúde, deve ser pautado na apresentação dos princípios, le- vantamento de avalição das necessidades ins- titucionais, planejamento da implementação, educação do staff, treinamento, levantamento situacional da instituição por consultores e acom- panhamento de planos e políticas institucionais. Para candidatar-se ao processo de acredita- ção, as instituições hospitalares no Brasil devem seguir as seguintes diretrizes gerais: • Inscrever no processo de avaliação e contratação da instituição acreditadora; • Definir quem serão o avaliador, avaliador líder e equipes avaliadoras; • Preparar para avaliação; • Receber a visita: processo de visita, coleta de evidências objetivas, não confor- midade e observações; • Terminar o processo de avaliação; • Recursos; • Código de ética. A fase subsequente à candidatura é a aplicação dos instrumentos avaliativos, os quais são fundamentados de acordo com padrões que procuram avaliar estrutura, processo e resultado dentro de um único serviço, setor ou unidade. A aplicação prática dos instrumentos avaliativos subsidiará três níveis com princí- pios específicos: Figura 1 – Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar Fonte: bvsms.saude.gov.br 7 UNIDADE Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde Nível 1 As exigências deste nível contemplam o atendimento aos requisitos básicos da qualidade na assistência prestada ao cliente, nas especialidades e nos serviços da organização de saúde a ser avaliada, com recursos humanos compatíveis com a complexidade, qualificação adequada (habilitação) dos profissionais e responsável técnico com habilitação correspondente para as áreas de atuação institucional. • Princípio: Segurança: » Habilitação do corpo funcional; » Atendimento aos requisitos fundamentais de segurança para o cliente nas ações assistenciais e procedimentos médico-sanitários; » Estrutura básica (recursos) capaz de garantir assistência para a execução coe- rente de suas tarefas. Nível 2 As exigências deste nível contemplam evidências de adoção do planejamento na organização da assistência, referentes à documentação, corpo funcional (força de trabalho), treinamento, controle, estatísticas básicas para a tomada de decisão clínica e gerencial e práticas de auditoria interna. • Princípio: Segurança e Organização: » Existência de normas, rotinas e procedimentos documentados, atualizados e disponíveis e aplicados; » Evidências da introdução e utilização de uma lógica de melhoria de processos nas ações assistenciais e nos procedimentos médicos-sanitários; » Evidências de atuação focalizada no cliente/paciente. Nível 3 As exigências deste nível contêm evidências de políticas institucionais de melhoria contínua em termos de: estrutura, novas tecnologias, atualização técnico-profissio- nal, ações assistenciais e procedimentos médico-sanitários. Evidências objetivas de utilização da tecnologia da informação, disseminação global e sistêmica de rotinas padronizadas e avaliadas com foco na busca da excelência. • Princípio: Segurança, Organização e Práticas de Gestão e Qualidade: » Evidências de vários ciclos de melhoria em todas as áreas, atingindo a organi- zação de modo global e sistêmico; » Utilização de sistema de informação institucional consistente, baseado em ta- xas e indicadores, que permitam análises comparativas com referenciais ade- quados e a obtenção de informação estatística e sustentação de resultados; 8 9 » Utilização de sistemas de aferição da satisfação dos clientes (internos e externos) e existência de um programa institucional da qualidade e produtividade implan- tado, com evidências de impacto sistêmico. Cumpridas as etapas de aceitação da candidatura e aplicação efetiva dos instru- mentos avaliativos com determinação do nível a ser acreditado, todos os setores (internos e externos) relacionados à prestação de serviço de saúde da referida insti- tuição, bem como os segmentos de apoio indireto, como, por exemplo, pesquisa e biblioteca, entre outros, deverão seguir rigorosamente os padrões pré-estabelecidos de acordo com o nível a ser acreditado. Ressaltamos que cada nível terá diretrizes específicas, com normas e padrões destinados ao corpo funcional, administrativo e técnico com orientações relativas à especificidade de cada setor. Contudo, devemos salientar que, nos serviços de saúde, a complexidade tanto quantitativa, quanto qualitativa, são fatores desafiadores tornando-se barreiras ao pro- cesso de acreditação e, muitas vezes, comprometendo a manutenção do nível acredi- tado. Para exemplificar essa complexidade, basta citarmos a diversidade de profissio- nais, oriundos de escolas e formações divergentes, mantendo carga horária e vínculo empregatício diferentes dentro da mesma instituição – muitas vezes, em exercício da mesma função, trabalhando 24h por dia, 7 dias por semana, 365 dias no ano. Certificações International Organizations For Standardization – ISO É uma organização não governamental criada em 1946 em Londres, tendo sua sedeem Genebra – Suíça. Coordena um sistema que é uma rede de organizações de pa- dronização e normatização constituída por 164 países, tendo descritas e padronizadas mais de 19 mil normas. Delas, as mais conhecidas são relacionadas à gestão da qualida- de, como a ISO 9001 – maior referência mundial em sistemas de gestão da qualidade. As padronizações ISO 9001 são úteis a diversos segmentos, como instituições governamentais e regulatórias, indústria, diversos negócios, fornecedores e clientes, consumidores, avaliação de conformidade profissional, setores públicos e privados, entre outros. A norma de gestão da qualidade mais amplamente reconhecida no mundo, ISO 9001, passou pela quarta revisão em 2015, definindo novas formas de atingir, bem como avaliar, a consistência do desempenho de produtos e da provisão de serviços. A nova versão é composta por 7 princípios, 10 cláusulas, 6 documentos obrigatórios (não necessariamente procedimentos) e 26 requisitos obrigatórios. Destacando-se os novos requisitos: 9 UNIDADE Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde • Contexto da organização (cláusula 4); • Ações para tratar riscos e oportunidades (cláusula 6.1). A versão ISO 9001:2015 traz para o serviço de gestão em qualidade (SGQ): • Melhor integração com outras atividades do negócio; • Melhoria da abordagem de processos e ciclo do PDCA; • Descentralização do sistema e disseminação das responsabilidades pelo SGQ em toda a organização; • Maior envolvimento da alta direção no SGQ; • Maior ênfase no monitoramento do desempenho. Occupational Health and Safety Assessmentes Series – OHSAS 18001 É uma norma de sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional (SGSSO). Busca-se, a partir desta certificação, proteger e assegurar que os colaboradores de uma organização tenham um ambiente de trabalho saudável e seguro. A certificação OHSAS 18001 aplica-se a qualquer segmento que tenha como prioridade a saúde ocupacional dos seus colaboradores. Destacam-se como benefí- cios a redução de acidentes e doenças de trabalho, maior engajamento dos colabo- radores nos processos internos, estímulo às melhorias nas condições de trabalho, redução dos custos com inatividade, melhorar o atendimento, além de demonstração de conformidade perante clientes e fornecedores, resultando em maior credibilidade. Esta normatização foi usada por muito tempo, já que não havia especificidade para este escopo pela ISO. Contudo, em 2018, foi publicada a normatização ISO 45001 que aborda este tema e deve conduzir as empresas anteriormente certificadas pela OHSAS 18001 a transição para a ISO 45001. Figura 2 – ISO 45001 10 11 Principais Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde no Brasil Organização Nacional de Acreditação – ONA Desde 1999, é um órgão voltado para o desenvolvimento e a aplicação de um sistema nacional de acreditação. A avaliação da ONA é feita considerando os padrões de um modelo de avaliação da qualidade que se baseia em estrutura, processo e resultado, e fornece três níveis de certificação. Para alcançar o primeiro nível, o hospital deve estar de acordo com os critérios de segurança do paciente em todas as áreas de atividade, incluindo questões estruturais e de serviço. O segundo nível tem, além dos critérios de segurança, gerenciamento integrado com processos que se realizam fluentemente e boa comunicação entre atividades, portanto, refere-se a excelência em gestão. As certificações de nível 1 e 2 possuem validade de dois anos. No terceiro nível, o hospital é acreditado com excelência. Para o alcance desse nível, os hospitais devem atingir os níveis 1 e 2 anteriormente, além dos padrões específicos do nível 3. Para isso, a instituição já deve demonstrar uma cultura organizacional de melhoria contí- nua com a maturidade institucional. Esta certificação é válida por três anos Figura 3 – Níveis de acreditação ONA Fonte: ona.org.br Prêmio Nacional de Gestão em Saúde – PNGS Para entender a origem, princípios e critérios estabelecidos pelo Programa Na- cional de Gestão em Saúde (PNGS), é necessário compreender alguns aspectos rela- cionados à sua base estrutural. 11 UNIDADE Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde Em 1991, foi a criada a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) com o objetivo de administrar o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) no Brasil; esse prêmio passou a difundir amplamente os fundamentos da excelência em gestão para o aumento da competitividade das organizações e do Brasil. Após mais de uma década de experiência e maturidade dessa premiação, a fun- dação reuniu subsídios teóricos e práticos para o desenvolvimento do Modelo de Excelência da Gestão (MEG). O Modelo de Excelência da Gestão (MEG) é composto por: • 13 Fundamentos da Excelência: » Pensamento sistêmico; » Atuação em rede; » Aprendizado operacional; » Inovação; » Agilidade; » Liderança transformadora; » Olhar para o futuro; » Conhecimento sobre clientes e mercados; » Responsabilidade social; » Valorização das pessoas e da cultura; » Decisões fundamentadas; » Orientação dos processos; » Geração de valor. • 8 Critérios de Excelência: » Liderança; » Estratégias e planos; » Clientes; » Sociedade; » Informações e conhecimento; » Pessoas; » Processos; » Resultados. Atualmente, a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) adota como eventos se- toriais o Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH) e o Prêmio Nacional da Gestão em Saúde (PNGS), ambos inspirados na Joint Commission on Accreditation of Care Organizations (JCAHO). 12 13 O Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH) foi criado concomitante- mente à FNQ em 1991, é mantido pela Associação Paulista de Medicina (APM) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Reúne aproximadamente 150 hospitais – incluindo alguns fora de São Paulo e representa uma oportunidade para inserção aos sistemas de gestão da qualidade, uma vez refe- renciado aos padrões mundiais de qualidade através do PNQ e atrelado aos padrões de excelência através do Prêmio Nacional de Gestão em Saúde (PNGS). CQH 1991 FNQ CQH PNQ MEG PNGS Figura 4 – Origem do Programa Nacional de Gestão em Saúde Fonte: Adaptado de LACERDA, P.L. São Paulo, 2020 O PNGS é aberto a hospitais, clínicas, laboratórios de análises clínicas e serviços de atendimento hospitalar. Os critérios de avaliação do PNGS estão alinhados aos critérios de excelência do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ), sendo eles: • Liderança; • Estratégias e planos; • Clientes; • Sociedade; • Informações e conhecimento; • Pessoas; • Processos; • Resultados. Esses critérios de excelência podem ser usados para efetuar uma autoavaliação da organização e/ou elaborar um relatório de gestão, a fim de submeter a organização referida ao processo de candidatura para concorrência ao prêmio – PNGS. 13 UNIDADE Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde Figura 5 – Troféu Prêmio Nacional de Gestão em Saúde Fonte: cqh.org.br A missão do prêmio é contribuir para o aprimoramento das práticas de gestão na área da saúde, por meio da avaliação e reconhecimento das melhores práticas no setor. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade – PMAQ PMAQ, também denominado de Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), tem como intuito estimular a valorização do servidor da saúde para atuar em equipes multiprofissionais dentro da Atenção Básica e da Estratégia de Saúde da Família, através da pontuação relacionada à assistência prestada que gerará, especificamente de acordo com a realidade de cada município, um valor de reconhecimento profissional, que deverá ser dividido entre os membros da equipe – sem distinção por cargo ou categoria profissional. O repasse financeiro do PMAQ está regulamentado pela Portaria nº 2.777, de 4 de setembro de 2018, em que se definem os municípios e valores mensais referentes ao PMAQ-AB. O PMAQ-AB tem como objetivo incentivar os gestores e as equipes a melhorarem aqualidade dos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos do território. Para isso, propõe um conjunto de estratégias de qualificação, acompanhamento e avaliação do trabalho das equipes de saúde, a partir do repasse de recursos do incentivo federal para os mu- nicípios participantes que atingirem a melhoria no padrão de qualidade no atendimento. O PMAQ está organizado em quatro fases que se complementam e que confor- mam um ciclo contínuo de melhoria do acesso e da qualidade da AB: • Adesão e Contratualização; • Desenvolvimento; • Avaliação Externa; • Recontratualização. 14 15 Segundo a Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019, um novo modelo de financiamento será responsável pelo custeio da Atenção Primária de Saúde (APS), logo, trará mudanças ao modelo vigente no PMAQ-AB. O novo modelo de financiamento de custeio da APS é um modelo misto de pa- gamento que busca estimular o alcance de resultados e é composto pelos seguintes componentes: capitação ponderada, pagamento por desempenho e incentivo para ações estratégias. Para o Pagamento por Desempenho: a partir da competência financeira de janeiro de 2020 até a competência financeira de agosto de 2020, será mantido o repasse do PMAQ para as equipes certificadas pelo programa. A partir da competência fi- nanceira de setembro de 2020, o valor considerará o resultado real dos indicadores alcançados por todas as equipes de Saúde da Família e equipes de Atenção Primária do Brasil, desde que credenciadas e cadastradas. Portanto, as equipes que não par- ticiparam do PMAQ somente receberão pagamento por desempenho a partir da competência financeira de setembro de 2020. Até 2022, estão previstos 21 indicadores que combinarão as ações relativas a: • Gestantes; • Saúde da Mulher; • Saúde da Criança; • Doenças Crônicas; • Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST); • Tuberculose; • Saúde Bucal; • Saúde Mental; • Indicadores Globais. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica. Disponível em: https://bit.ly/2WKaUhV Principais Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde no Mundo Joint Commission International – JCI Joint Commission, a maior e mais antiga organização em todo o mundo no segmento, avaliou e acreditou mais de 17 mil serviços de saúde em solo americano, ganhou expansão mundial através da Joint Commission International (JCI). 15 UNIDADE Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde De acordo com a demanda recorrente em diversos países do mundo, em busca de padrões para avaliação dos serviços de saúde, a JCI passou a difundir processos objetivos para avaliação da qualidade dos serviços de saúde. O objetivo central da JCI é estimular a demonstração de uma melhoria contínua e sustentada nas instituições de saúde, através do emprego de padrões de consenso internacional, metas internacionais de segurança do paciente e de assistência ao monitoramento de indicadores. No Brasil, a JCI está representada pelo Conselho Brasileiro de Acreditação (CBA), que detém o direito sobre a utilização da metodologia JCI. Além do Brasil, apenas a Espanha, através da Fundação para Acreditação e Desenvolvimento Assistencial (FADA) ligada ao Instituto Avedis Donabedian, detém a autorização para disseminar, avaliar e oferecer a acreditação em nome da JCI. Acreditação Canadense Qmentum Acreditação Canadense QMentum é uma metodologia internacional que orienta e monitora os padrões de alta performance em qualidade e segurança na saúde, pro- movendo a melhoria contínua dos processos – desde a identificação do paciente, ad- ministração de medicamentos, higienização, protocolos, entre outros procedimentos. Considerando a segurança como primeiro domínio da qualidade na assistência à saúde, assume a excelência em assistência médico-hospitalar a partir da segurança do paciente. QMentum adota como padrões de excelência: • Assegurar a liderança dos serviços acreditados; • Instrumento estratégico para suportar a excelência; • Instrumento de alinhamento para diferentes regulamentações; • Promotores da convergência tecnológica; • Fornecedores de procedimentos e ferramentas eficientes. Apresenta como jargão: “Acreditação como ferramenta, e não como meta!”. Busca atingir como objetivo a diversificação dos métodos de avaliação, entregan- do excelência aos clientes internos e externos, além de atender às necessidades dos sistemas de saúde. Figura 6 – Qmentum 16 17 Benefícios da Acreditação Qmentum International IQG™: • Uso da Governança Clínica como princípio norteador; • Visão voltada para o cuidado centrado no paciente; • Integração de normas e melhores práticas aprovadas e adotadas internacionalmente; • Acompanhamento dos indicadores de desempenho e resultado através de uma plataforma customizada; • Orientação exclusiva de especialistas internacionais para a implementação da metodologia; • Aprimoramento contínuo de padrões de excelência e de melhores práticas; • Benchmarking global com diversos países de ações inovadoras. Assim, a metodologia QMentum International™ se diferencia pelo uso de ferra- mentas específicas de trabalho que permitem a avaliação e reestruturação também dos processos transversais à assistência. 17 UNIDADE Programas de Qualidade nos Serviços de Saúde Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Leitura Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar https://bit.ly/3cLl73b Métrica de Indicadores Assistenciais de Hospitais Certificados https://bit.ly/2zTATKK Manual Instrutivo PMAQ https://bit.ly/36csQVL Manual de Acreditação JCI https://bit.ly/3g4StMz 18 19 Referências ANDRÉ, A. M. (org). Gestão Estratégica de Clínicas e Hospitais. São Paulo: Athe- neu, 2010. BRASIL. Ministério da Saúde: Programa de Melhoria do Acesso e da Qualiadade da Atenção Básica. Disponível em: Acesso em: 04 mar. 2020. ________. Novo financiamento. Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2020. GABRIEL, S. C. et al. Perspectiva dos Enfermeiros Brasileiros sobre o Impacto da Acreditação Hospitalar. Enfermería Global, 2018. Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2020. INNOCENZO, M.; FELDMAN L. B.; FAZENDA, N. R.; HELITO. R. A. B.; RUTHES, R. M. Indicadores, Auditorias, Certificações – Ferramentas de Qualidade para a Ges- tão em Saúde. São Paulo: Martinari, 2010. INSTITUTO DE QUALIDADE DA GESTÃO. Mais sobre a metodologia Qmentum Internacional. Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2020. 19