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XX MADRUGADÃO 
NINGUÉM VAI FICAR PARA TRÁS 
 
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 @PROFERICKLIMA l (85)9.9857-3165 
 
(85)9.9857-3165 
 
PROF. ERICK LIMA 
NÓS SOMOS IMPARÁVEIS 
Instagram: @profericklima 
Canal: Professor Erick Lima 
(85) 9.9857-3165 
 
Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não 
de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro. 
(Jeremias 29:11) 
CRIMES CONTRA A PESSOA 
 
1. Assinale a alternativa que apresente circunstância que não aumenta a pena do crime de homicídio culposo. 
a) Se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. 
b) Se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. 
c) Se o agente foge para evitar prisão em flagrante. 
d) Se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 
e) Se o crime resulta de inobservância de regra técnica de ofício. 
 
2. Sandra, mãe de Enrico, de 4 anos de idade, fruto de relacionamento anterior, namorava Fábio. Após conturbado 
término do relacionamento, cujas discussões tinham como principal motivo a criança e a relação de Sandra com o ex-
companheiro, Fábio comparece à residência de Sandra, enquanto esta trabalhava, para buscar seus pertences. Na 
ocasião, ele encontrou Enrico e uma irmã de Sandra, que cuidava da criança. 
Com raiva pelo término da relação, Fábio, aproveitando-se da distração da tia, conversa com a criança sobre como 
seria legal voar do 8º andar apenas com uma pequena toalha funcionando como paraquedas. Diante do incentivo de 
Fábio, Enrico pula da varanda do apartamento com a toalha e vem a sofrer lesões corporais de natureza grave, já que 
cai em cima de uma árvore. 
Descobertos os fatos, a família de Fábio procura advogado para esclarecimentos sobre as consequências jurídicas do 
ato. 
Considerando as informações narradas, sob o ponto de vista técnico, deverá o advogado esclarecer que a conduta de 
Fábio configura: 
a) conduta atípica, já que não houve resultado de morte a partir da instigação ao suicídio. 
b) crime de instigação ao suicídio consumado, com pena inferior àquela prevista para quando há efetiva morte. 
c) crime de instigação ao suicídio na modalidade tentada. 
d) crime de homicídio na modalidade tentada. 
e) lesão corporal grave. 
 
3. João é o engenheiro civil responsável pela elaboração do projeto e pela execução da obra de construção de um 
prédio de três pavimentos. O projeto estava eivado de falhas técnicas e a execução das obras não contou com as 
cautelas previstas nas normas de regência. Assim, em razão da conduta imperita do engenheiro, no curso da obra, a 
construção entrou em colapso e desabou, ocasionando a morte do pedreiro José. 
No caso em tela, João: 
a) não pode ser responsabilizado pelo crime de homicídio, pois não teve a intenção de causar a morte do pedreiro; 
b) não pode ser responsabilizado pelo crime de homicídio, por ausência de dolo, mas responde por lesão corporal 
grave; 
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c) deve ser responsabilizado por homicídio doloso, pois sua incompetência no exercício da profissão causou a morte 
do pedreiro; 
d) deve ser responsabilizado por homicídio culposo, com aumento de pena porque o crime resultou de inobservância 
de regra técnica de profissão; 
e) deve ser responsabilizado por homicídio doloso, com diminuição de pena porque o crime resultou de inobservância 
de regra técnica de profissão. 
 
4. João Carvalho, respeitado neurocirurgião, opera a cabeça de José Pinheiro. Terminada a operação, com o paciente 
já estabilizado e colocado na Unidade de Tratamento Intensivo para observação, João Carvalho deixa o hospital e vai 
para casa assistir ao último capítulo da novela. 
Ocorre que, pelas regras do hospital, João Carvalho deveria permanecer acompanhando José Pinheiro pelas doze horas 
seguintes à operação. Como é um fanático noveleiro, João desrespeita essa regra e pede à Margarida, médica da sua 
equipe, que acompanhe o pós-operatório. Margarida é uma médica muito preparada e tão respeitada e competente 
quanto João. 
Margarida, ao ver José Pinheiro, o reconhece como sendo o assassino de seu pai. Tomada por uma intensa revolta e 
um sentimento incontrolável de vingança, Margarida decide matar aquele assassino cruel que nunca fora punido pela 
Justiça, porque é afilhado de um influente político. Margarida determina à enfermeira Hortência que troque o frasco 
de soro que alimenta José, tomando o cuidado de misturar, sem o conhecimento de Hortência, uma dose excessiva 
de anticoagulante no soro. José morre de hemorragia devido ao efeito do anticoagulante. 
Assinale a alternativa que indique o crime praticado por cada envolvido. 
a) João Carvalho: homicídio culposo – Margarida: homicídio doloso – Hortênsia: homicídio culposo. 
b) João Carvalho: homicídio culposo – Margarida: homicídio doloso – Hortênsia: não praticou crime algum. 
c) João Carvalho: homicídio preterdoloso – Margarida: homicídio culposo – Hortênsia: homicídio culposo. 
d) João Carvalho: não praticou crime algum – Margarida: homicídio doloso – Hortênsia: não praticou crime algum. 
e) João Carvalho: homicídio culposo – Margarida: homicídio preterdoloso – Hortênsia: não praticou crime algum. 
 
5. Assinale a alternativa que apresente circunstância que não qualifica o crime de homicídio doloso. 
a) Quando o homicídio é praticado mediante promessa de recompensa. 
b) Quando o homicídio é praticado mediante emprego de veneno. 
c) Quando o homicídio é praticado contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge. 
d) Quando o homicídio é praticado para assegurar a impunidade de outro crime. 
e) Quando o homicídio é praticado mediante emprego de asfixia. 
 
6. Caio dispara uma arma objetivando a morte de Tício, sendo certo que o tiro não atinge um órgão vital. Durante o 
socorro, a ambulância que levava Tício para o hospital é atingida violentamente pelo caminhão dirigido por Mévio, 
que ultrapassara o sinal vermelho. Em razão da colisão, Tício falece. 
Responda: quais os crimes imputáveis a Caio e Mévio, respectivamente? 
a) Tentativa de homicídio e homicídio doloso consumado. 
b) Lesão corporal seguida de morte e homicídio culposo. 
c) Homicídio culposo e homicídio culposo. 
d) Tentativa de homicídio e homicídio culposo. 
e) Tentativa de homicídio e lesão corporal seguida de morte. 
 
7. Grávida de nove meses, Maria se desespera e, visando evitar o nascimento de seu filho, toma um comprimido 
contendo um complexo vitamínico, achando, equivocadamente, tratar-se de uma pílula abortiva. Ao entrar em 
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trabalho de parto, poucos minutos depois, Maria dá à luz um bebê saudável. Todavia, Maria, sob a influência do estado 
puerperal, lança a criança pela janela do hospital, causando-lhe o óbito. 
Com base no relatado acima, é correto afirmar que Maria praticou 
a) crime de homicídio qualificado pela utilização de recurso que impediu a defesa da vítima. 
b) em concurso material os crimes de aborto tentado e infanticídio consumado. 
c) apenas o crime de infanticídio. 
d) em concurso formal os crimes de aborto tentado e infanticídio consumado. 
 
8. Hugo, após mais uma discussão com seu sogro João em razão de disputas desportivas, entende que não mais 
suporta viver em constante conflito com seus familiares. Por esse motivo, decide matar João, e, para tanto, desfere 
uma facada em sua perna quando os dois estavam sozinhos. Durante a execução do delito, apesar de saber que aquela 
facada ainda não seria suficiente para causar a morte do sogro, opta por não mais seguir na empreitada criminosa, 
pensando no sofrimento que sua esposa sentiria com a morte do pai. Deixa, então, o local do crime, vindo João aficar, 
em razão do ferimento causado pelo golpe, impossibilitado de exercer suas atividades habituais por 40 dias. Diante da 
situação narrada, é correto afirmar que Hugo: 
a) não responderá por qualquer crime, em razão do arrependimento eficaz; 
b) responderá pelo crime de lesão corporal grave, em razão da desistência voluntária; 
c) responderá pelo crime de tentativa de homicídio, já que agiu com dolo de matar e houve início de execução; 
d) responderá pelo crime de lesão corporal grave, em razão do arrependimento eficaz; 
e) não responderá por qualquer crime, em razão da desistência voluntária. 
 
9. Determinado Guarda Municipal, fora do exercício de sua função, mas ainda com a roupa do serviço, chega a sua 
residência cansado do trabalho e, em virtude de sua conduta descuidada, realiza um brusco movimento, que faz com 
que seu filho caia da escada e sofra lesões gravíssimas, ficando em coma por cerca de 02 meses. Após sua recuperação, 
a vítima, que ficou tetraplégica, decide representar em face do pai, demonstrando interesse em vê-lo processado 
criminalmente. O pai fica arrasado, pois, além de seu filho ter ficado tetraplégico, não o perdoou por sua imprudência. 
De acordo com a situação narrada, o crime praticado pelo funcionário foi de: 
a) lesão corporal gravíssima, podendo ser aplicada pena de 02 a 08 anos de reclusão; 
b) lesão corporal culposa, sendo que a consequência do crime para a vítima é tratada pelo Código Penal como causa 
de aumento de pena de 1/3 a 1/2; 
c) lesão corporal grave, pois resultou em debilidade permanente de membro, sentido ou função, cuja pena em 
abstrato é de 01 a 05 anos de reclusão; 
d) lesão corporal culposa, sendo possível a aplicação do perdão judicial; 
e) lesão corporal culposa, cabendo aplicação de causa de diminuição de pena em razão das consequências do crime 
para o autor do fato. 
 
CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO 
 
10. Aproveitando-se da ausência do morador, Francisco subtraiu de um sítio diversas ferramentas de valor 
considerável, conduta não assistida por quem quer que seja. No dia seguinte, o proprietário Antônio verifica a falta 
das coisas subtraídas, resolvendo se dirigir à delegacia da cidade. Após efetuar o devido registro, quando retornava 
para o sítio, Antônio avistou Francisco caminhando com diversas ferramentas em um carrinho, constatando que se 
tratavam dos bens dele subtraídos no dia anterior. Resolve fazer a abordagem, logo dizendo ser o proprietário dos 
objetos, vindo Francisco, para garantir a impunidade do crime anterior, a desferir um golpe de pá na cabeça de 
Antônio, causando-lhe as lesões que foram a causa de sua morte. Apesar de tentar fugir em seguida, Francisco foi 
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preso por policiais que passavam pelo local, sendo as coisas recuperadas, ficando constatado o falecimento do lesado. 
Revoltada, a família de Antônio o procura, demonstrando interesse em sua atuação como assistente de acusação e 
afirmando a existência de dúvidas sobre a capitulação da conduta do agente. 
Considerando o caso narrado, o advogado esclarece que a conduta de Francisco configura o(s) crime(s) de 
a) latrocínio consumado. 
b) latrocínio tentado. 
c) furto tentado e homicídio qualificado. 
d) furto consumado e homicídio qualificado. 
 
11. Flávio, com a intenção de subtrair um automóvel, desferiu facadas no pescoço de Hugo, condutor do automóvel, 
vindo a causar a morte da vítima. Ocorre que os fatos foram presenciados por policial militar que passava pelo local, 
de modo que foi realizada a prisão em flagrante de Flávio antes de ele efetivamente subtrair o veículo pretendido. 
Com base apenas nas informações expostas, Flávio, de acordo com a jurisprudência dos Tribunais Superiores, deverá 
ser responsabilizado pelo(s) crime(s) de: 
a) roubo consumado e homicídio doloso qualificado consumado, em concurso formal; 
b) roubo tentado e homicídio doloso qualificado consumado, em concurso formal; 
c) roubo tentado e homicídio doloso qualificado consumado, em concurso material; 
d) latrocínio consumado; 
e) latrocínio tentado. 
 
12. Mário, fingindo ser manobrista de um restaurante famoso, recebe de um cliente seu veículo para estacionar. Em 
seguida, sai com o veículo para local distante, vindo a oferecê-lo para terceira pessoa de boa fé. O cliente ao sair do 
restaurante não encontrou o veículo e o guardador, resolvendo registrar o fato na delegacia próxima. 
Encerrado o inquérito, identificado o autor e elaborado o relatório, os autos foram encaminhados ao Promotor de 
Justiça que deverá oferecer denúncia em face de Mário pela prática do injusto de: 
a) furto simples. 
b) furto qualificado. 
c) estelionato. 
d) apropriação indébita simples. 
e) apropriação indébita majorada. 
 
13. O crime de estelionato é praticado quando alguém: 
a) constrange outrem, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida 
vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa; 
b) subtrai, para si ou para outrem, coisa alheia móvel consistente em vantagem ilícita, em prejuízo alheio, com abuso 
de confiança, ou mediante fraude; 
c) obtém, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, 
mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento; 
d) se apropria de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção, mediante grave ameaça ou recurso 
fraudulento; 
e) se apropria de coisa alheia com valor econômico vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza, 
mediante fraude. 
 
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
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14. Analise as seguintes situações. 
I. José está exercendo função pública transitoriamente, recebendo, porém, salário oriundo da Administração Pública. 
II. João exerce cargo público, mas não recebe remuneração pelo exercício da função. 
III. Márcio trabalha em empresa contratada pela Administração para exercer atividade típica da Administração Pública. 
Considerando as situações acima, de acordo com o Código Penal, poderá(ão) ser considerado(s) funcionário(s) 
público(s) para fins de responsabilização penal: 
a) João, apenas; 
b) João e José, apenas; 
c) João, José e Márcio; 
d) João e Márcio, apenas; 
e) José e Márcio, apenas. 
 
15. A respeito dos efeitos penais a serem aplicados na Administração Pública, assinale a afirmativa incorreta. 
a) Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, 
exerce cargo, emprego ou função pública. 
b) Não é considerado funcionário público, para os efeitos penais, quem trabalha para empresa prestadora de serviço 
contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. 
c) Equipara-se a funcionário público, para os efeitos penais, quem exerce cargo, emprego ou função em entidade 
paraestatal. 
d) Terá sua pena aumentada, quando autor de crime contra a administração pública, o funcionário público que exerce 
cargo em comissão. 
e) Pode também responder por crime contra a administração pública, em casos especiais, aquele que não é funcionário 
público. 
 
16. Marlon, Oficial de Justiça, quando ía para sua residência, lembrou que havia deixado seu telefone celular em um 
cartório de Vara Criminal de determinada comarca. Diante disso, estando na posse da chave do referido cartório, 
ingressou no local que já estava vazio, pegou seu celular e foi para casa, deixando, porém, por descuido, a porta do 
local aberta. Beto, também funcionário público, ao deixar o local de trabalho, viu quando Marlon deixou a porta 
aberta, e aproveitou-se então dessa situação, subtraindo um notebook, bem público, que no cartório seencontrava. 
Descobertos os fatos, o Ministério Público oferece denúncia em face de Marlon e Beto. Mesmo com o recebimento 
da denúncia, mas antes da sentença, Marlon reparou integralmente o dano causado à Administração Pública. 
Considerando as informações narradas, é correto afirmar que: 
a) Marlon e Beto respondem pelo crime de peculato, devendo a reparação do dano funcionar como causa de redução 
de pena pelo arrependimento posterior em relação a ambos; 
b) Marlon responde pelo crime de peculato culposo, funcionando a reparação do dano, mesmo após a denúncia, como 
causa de extinção da punibilidade para este; 
c) Beto deve responder pelo crime de peculato doloso, enquanto a conduta de Marlon é atípica, já que não há previsão 
de punição do peculato causado por culpa; 
d) Beto não responderá por crime de peculato, já que não tinha posse do bem, enquanto a conduta de Marlon é atípica 
em razão do princípio da taxatividade dos crimes culposos; 
e) Marlon e Beto respondem pelo crime de peculato culposo, não gerando a reparação dos danos qualquer 
consequência na pena, já que posterior ao oferecimento da denúncia. 
 
17. Vitor atua como servidor de determinado cartório judicial de Tribunal de Justiça. Surpreso, ao verificar que o 
computador do cartório era avaliado em R$5.000,00, decide subtrair o bem, na parte da noite, utilizando-se, para 
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tanto, da chave do cartório que permanecia em sua posse. Precisando de ajuda para impedir que as câmeras de 
segurança captassem sua ação, narra o seu plano criminoso para seu vizinho Caio, e este, sabendo que Vitor, em razão 
de sua função, tinha acesso ao local, confia na empreitada delitiva e aceita dela participar. 
Após a subtração do computador da forma arquitetada, já do lado de fora do Fórum, Vitor e Caio são abordados e 
presos em flagrante. A conduta de Vitor tipifica o crime de: 
a) furto qualificado com a causa de aumento do repouso noturno, já que o delito foi praticado em concurso de pessoas, 
não podendo os agentes responderem por crimes diferentes; 
b) peculato, enquanto a conduta de Caio se ajusta ao crime de furto qualificado em situação de repouso noturno, 
tendo em vista que o peculato é crime classificado como próprio; 
c) furto qualificado, sem a causa de aumento do repouso noturno, assim como a de Caio, tendo em vista que o crime 
foi praticado por Vitor na condição de particular; 
d) peculato, assim como a de Caio, apesar de o crime contra a Administração Pública ser classificado como próprio; 
e) peculato, assim como a de Caio, tendo em vista que o crime de peculato não é classificado como próprio. 
 
 
18. O crime de peculato está disciplinado no art. 312 do Código Penal. Visa proteger, dentre outros bens jurídicos, a 
moralidade administrativa e o patrimônio. Sobre tal delito, é correto afirmar que: 
a) por ser crime classificado pela doutrina como crime próprio, em hipótese alguma poderá o particular não 
funcionário público por ele responder; 
b) exige que a subtração/desvio/apropriação seja de valor, não havendo tipicidade quando for de bem móvel; 
c) o Código Penal não criminaliza sua modalidade culposa; 
d) para tipificar, o valor subtraído deverá ser necessariamente público; 
e) exige que a posse de eventual valor subtraído decorra do cargo, emprego ou função ou ao menos que haja facilidade 
decorrente da posição de funcionário público. 
 
19. Durante uma noite de trabalho, Lucio, funcionário público, esquece, de maneira culposa, o cofre da repartição 
aberto. Thiago, também funcionário público, ao perceber aquela situação, comunica o fato ao seu melhor amigo 
Henrique, que, sabendo da função exercida por Thiago, vai ao seu encontro. Utilizando a chave de Thiago da sala em 
que se localiza o cofre, Henrique subtrai determinada quantia. Descoberto o fato, Thiago e Henrique foram 
denunciados por peculato doloso, enquanto que a Lucio foi imputada a prática do delito de peculato culposo. Após a 
denúncia, mas antes de proferida a sentença, Lucio reparou o prejuízo sofrido pela administração. 
De acordo com a narrativa, é correto afirmar que: 
a) Henrique, particular estranho ao serviço público, deve ter sua conduta desclassificada para furto qualificado, eis 
que o peculato é crime próprio que somente pode ter como sujeito ativo o funcionário público; 
b) o crime de peculato doloso não admite a redução da pena na forma do artigo 16 do Código Penal (arrependimento 
posterior), tendo em vista que também visa proteger a moralidade pública; 
c) a reparação do dano por Lucio antes da sentença condenatória funciona como causa de redução de sua sanção 
penal; 
d) o funcionário público que, valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de servidor, embora não tendo 
a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai para si ou para outrem, deve responder por peculato-apropriação; 
e) a reparação do dano por Lucio antes de eventual sentença condenatória funciona como causa de extinção da 
punibilidade. 
 
20. Dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral abaixo elencados, o único que 
admite a modalidade culposa é: 
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a) peculato; 
b) concussão; 
c) corrupção passiva; 
d) prevaricação; 
e) advocacia administrativa. 
 
21. Um servidor público, valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário da Secretaria da 
Receita, subtrai diversos objetos de uso da repartição, inclusive um microcomputador, para seu uso pessoal. 
O crime descrito configura: 
a) peculato-furto. 
b) furto qualificado. 
c) exploração de função. 
d) emprego irregular de bem público. 
e) favorecimento pessoal. 
 
22. Antônio, servidor público estadual ocupante do cargo efetivo de médico, lotado na Secretaria Estadual de Saúde, 
exigiu, para si, diretamente, a quantia de dez mil reais, a fim de elaborar laudo médico que atestasse a incapacidade 
laborativa da igualmente servidora estadual Paula. 
Por conta da narrada exigência de vantagem indevida, Antônio cometeu crime de: 
a) concussão; 
b) peculato; 
c) exercício ilegal da medicina; 
d) corrupção ativa; 
e) corrupção passiva. 
 
23. João foi aprovado em concurso público para ingresso no quadro de funcionários do Ministério Público, sendo 
nomeado e tendo tomado posse, e, apesar de não ter assumido sua função por razões burocráticas, já foi informado 
de que seria designado para atuar junto à Promotoria de Justiça Criminal de Duque de Caxias. Ciente da existência de 
investigação para apurar ilícitos fiscais que estariam sendo praticados por empresário da cidade, colega de seu pai, 
procura o advogado do investigado e narra que será designado para atuar na Promotoria com atribuição para o caso, 
passando a solicitar a quantia de 50 mil reais para, de alguma forma, influenciar naquela investigação de maneira 
favorável ao indiciado. Considerando a situação narrada, é correto afirmar que a conduta de João, em tese: 
a) configura crime de corrupção passiva; 
b) configura crime de prevaricação; 
c) configura crime de advocacia administrativa; 
d) configura crime de exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado; 
e) é atípica, já que nem mesmo havia iniciado o exercício de sua função. 
 
24. Oficial de justiça que deixa de dar cumprimento integral a mandado de penhora em razão de sentir pena do 
proprietário do bem penhorado comete, em tese, o crime de: 
a) corrupção passiva privilegiada; 
b) abandono de função; 
c) violação de sigilo profissional; 
d) corrupção passiva simples; 
e) prevaricação. 
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25. Paulo é chefe de uma repartiçãopública, onde também trabalha Julia, sob a sua supervisão e subordinação. 
Tomando conhecimento de uma falta funcional praticada por esta sua funcionária, deixa de tomar as providências 
próprias exigidas por seu cargo e de responsabilizá-la, pois sabendo que ela é mãe de três filhos, acredita que necessita 
continuar exercendo suas funções sem mácula na ficha funcional. Descoberto o fato, em tese, a conduta de Paulo: 
a) é atípica; 
b) configura crime de corrupção passiva; 
c) configura crime de prevaricação; 
d) configura crime de condescendência criminosa; 
e) configura crime de advocacia administrativa. 
 
26. Caio, funcionário da ouvidoria de determinado órgão público, no exercício de suas funções, é surpreendido por 
João, totalmente insatisfeito com a demora em seu atendimento. Quando chega a sua vez de ser atendido, João passa 
a afirmar, na frente de diversas pessoas, que Caio é um “incompetente”, que “certamente teria retardo mental” e que 
explicaria suas necessidades “com bastante calma para que até uma pessoa como Caio pudesse entender”. Caio, 
então, sentindo-se humilhado, informa o fato a Policiais Militares que faziam a segurança em frente ao órgão em que 
exercia suas funções. 
Considerando apenas as informações narradas, a conduta de João, de acordo com as previsões do Código Penal, 
configura: 
a) resistência; 
b) desobediência; 
c) desacato; 
d) violência arbitrária; 
e) atipicidade. 
 
 
 
 
 
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