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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ 
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE TUCURUÍ 
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL 
IMPACTOS AMBIENTAIS EM OBRAS CIVIS I 
 
 
EDUARDO MATHEUS OLIVEIRA GOMES 
IRIS TEREZA DE LEÃO RAMOS 
JAQUELINE PIRES FERREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DO IMPACTOS AMBIENTAIS PROVOCADOS PELA 
EXPANSÃO URBANA EM TUCURUÍ/PA: ANOS DE 1985, 2000 E 2020 
 
 
 
 
 
 
 
TUCURUÍ/PA 
2024
EDUARDO MATHEUS OLIVEIRA GOMES 
IRIS TEREZA DE LEÃO RAMOS 
JAQUELINE PIRES FERREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DO IMPACTOS AMBIENTAIS PROVOCADOS PELA 
EXPANSÃO URBANA EM TUCURUÍ/PA: ANOS DE 1985, 2000 E 2020 
 
 
 
Trabalho apresentado como requisito 
avaliativo na disciplina de Impactos 
Ambientais em Obras Civis I, ministrada 
pela docente Drª. Evanice Gomes, no curso 
de Bacharelado em Engenharia Civil pela 
Universidade Federal do Pará (UFPA) - 
Campus Tucuruí. 
 
 
 
 
 
 
 
 
TUCURUÍ/PA 
2024 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................4 
2. DESENVOLVIMENTO ...........................................................................................................5 
2.1 AVALIAÇÃO DO ANO DE 1985 ...................................................................................5 
2.2 AVALIAÇÃO DO ANO DE 2000 ...................................................................................7 
2.3 AVALIAÇÃO DO ANO DE 2020 ...................................................................................9 
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 12 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................. 12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
A expansão urbana é um fenômeno global que, embora promova o 
desenvolvimento econômico e social, traz consigo uma série de impactos ambientais 
significativos. À medida que as cidades se expandem, a degradação dos ecossistemas 
naturais, a perda de biodiversidade e o aumento da poluição tornam-se questões cada vez 
mais preocupantes. 
Segundo a Organização das Nações Unidas, "a urbanização é um dos fenômenos 
mais marcantes do século XXI, com previsão de que cerca de 68% da população mundial 
viverá em áreas urbanas até 2050" (ONU, 2018). Essa crescente concentração 
populacional nas cidades pressiona os recursos naturais e provoca mudanças profundas 
no uso do solo. 
Um estudo de Seto et al. (2012) destaca que "a expansão urbana não planejada 
contribui para a degradação dos habitats naturais, resultando na fragmentação de 
ecossistemas e na extinção de espécies". Isso é particularmente alarmante em regiões que 
já enfrentam altos níveis de pressão ambiental. A impermeabilização do solo e a 
construção de infraestrutura inadequada intensificam os problemas de drenagem e 
aumentam o risco de inundações urbanas. 
Além disso, a poluição do ar e da água nas áreas urbanas é frequentemente 
exacerbada pela expansão urbana. Segundo o Relatório Global sobre Poluição do Ar 
(2019), "cidades em crescimento enfrentam níveis alarmantes de poluição, que afetam a 
saúde pública e a qualidade de vida dos cidadãos", a queima de combustíveis fósseis e a 
emissão de poluentes industriais são consequências diretas desse crescimento 
desordenado. 
Portanto, a avaliação dos impactos ambientais da expansão urbana é crucial. 
Conforme aponta a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1987), 
"é essencial integrar o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental para 
garantir um futuro sustentável". Ferramentas como avaliações de impacto ambiental 
(AIA) e planejamento urbano sustentável são fundamentais para mitigar os efeitos 
negativos da urbanização. 
Dessa maneira, este trabalho tem por finalidade apresentar em diferentes tópicos 
as mudanças/impactos causadas pela expansão urbana nos anos de 1985, 2000 e 2020 na 
cidade de Tucuruí/PA. 
 
2. DESENVOLVIMENTO 
O presente trabalho desenvolveu-se a partir de estudos e análise por meio do 
Geoprocessamento da cidade de Tucuruí/PA, entre os intervalos de tempo de 1985-2000-
2010, apresentando características sociais, econômicas e ambientais dos anos citados e os 
impactos ambientais gerados a partir da expansão urbana no munícipio. 
O Geoprocessamento é um conjunto de técnicas e ferramentas utilizadas para 
coletar, armazenar, manipular, analisar e apresentar dados geoespaciais, permitindo a 
visualização e interpretação de informações relacionadas à localização e ao espaço 
geográfico. Segundo Silva e Ferreira (2020), "o geoprocessamento tem se tornado 
essencial em diversas áreas, como planejamento urbano, gestão ambiental e análise 
territorial, possibilitando uma compreensão mais profunda dos fenômenos espaciais". 
 
2.1 AVALIAÇÃO DO ANO DE 1985 
Imagem 01 – Mapa de Tucuruí/PA ano de 1985 
 
Fonte: Qgis 
Em 1985 a Economia Tucuruiense era movimentada fortemente pela influência 
da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Esse grande projeto energético, transformou a cidade, 
atraindo investimentos e uma grande quantidade de trabalhadores. Porém, esse 
desenvolvimento trouxe desafios. Durante a construção, houve um crescimento rápido e 
desorganizado, levando a problemas sociais, como o surgimento de assentamentos 
informais e aumento na demanda por saúde e educação. Além disso, muitos trabalhadores 
migraram para a cidade temporariamente e deixaram Tucuruí ao fim das obras, o que 
resultou em um impacto econômico negativo com a diminuição dos empregos. 
A economia da cidade na época ainda era majoritariamente condicionada a 
atividades primárias, como a pesca e a agricultura de subsistência, mas o setor de serviços 
e o comércio local se ampliar-se devido à presença dos trabalhadores da usina e suas 
famílias. Contudo, a concentração de investimentos e desenvolvimento em torno da usina 
também significou uma vulnerabilidade econômica para a cidade, que encarava desafios 
para diversificar sua base econômica. 
As mudanças ambientais foram extensas e intensas com o enchimento do 
reservatório da usina, que começou em 1984, foi um dos maiores eventos ambientais da 
região. Esse processo resultou na criação de um lago artificial gigantesco, inundando uma 
área de aproximadamente 2.850 km² — o que causou alterações significativas nos 
ecossistemas locais e nas dinâmicas da fauna e floras que geram impactos ambientais, 
que inclusive persistiriam por anos futuros, que incluíram: 
Inundação de Florestas e Perda de Biodiversidade: O alagamento de uma área 
extensa resultou na perda de habitats naturais para diversas espécies de plantas e animais. 
Muitas árvores e vegetação foram submersas, levando à decomposição de matéria 
orgânica que, por sua vez, liberou gases como o metano e alterou a qualidade da água. 
Deslocamento da Fauna Local: A inundação forçou a migração de várias 
espécies de animais terrestres, que tiveram de buscar refúgio em áreas elevadas ou 
próximas à região alagada. Já os animais aquáticos, como peixes, enfrentaram mudanças 
no seu habitat natural, o que também afetou a pesca local. 
Mudança no Clima Local: A criação de um lago artificial tão grande impactou o 
microclima da região, com possíveis mudanças na umidade e temperatura locais. Esse 
efeito de "ilha de calor" hídrica ocorre devido à enorme massa de água exposta, que altera 
as dinâmicas de evaporação e absorção de calor na região. 
Impactos na Qualidade da Água: A decomposição da vegetação submersa 
também afetou a qualidade da água do rio Tocantins, que passou a ter maior acidez e 
menor oxigenação. Isso impactou diretamente a biodiversidade aquática e a pesca, além 
de gerar riscos para a população ribeirinha que dependia dessa água para consumo. 
Deslocamento de PopulaçõesLocais: Muitas comunidades ribeirinhas, 
indígenas e pequenas vilas que dependiam do rio Tocantins e de atividades tradicionais, 
como a pesca e a agricultura de subsistência, foram forçadas a se realocar. Esse 
deslocamento trouxe impactos socioambientais complexos, uma vez que as pessoas 
afetadas precisaram adaptar seus modos de vida e encontrar novas formas de subsistência. 
 
2.2 AVALIAÇÃO DO ANO DE 2000 
 
Imagem 02 – Mapa de Tucuruí/PA ano de 2000 
 
Fonte: Qgis 
 
Em 2000, a cidade de Tucuruí vivia uma realidade marcada pelos impactos da 
hidrelétrica em seus aspectos sociais, ambientais e econômicos A construção da Usina 
Hidrelétrica de Tucuruí trouxe um intenso fluxo migratório para a cidade, atraindo 
trabalhadores de diversas regiões do Brasil. Esse crescimento populacional alterou a 
estrutura demográfica e gerou uma série de desafios sociais. A cidade experimentou um 
aumento significativo na demanda por serviços públicos, como saúde, educação e 
saneamento, mas a infraestrutura urbana nem sempre acompanhou esse crescimento, 
resultando em deficiências nos serviços. 
Além disso, a chegada de trabalhadores temporários e suas famílias provocou uma 
transformação cultural, com a diversidade de sotaques, costumes e tradições. As 
comunidades locais, especialmente as ribeirinhas e indígenas, também enfrentaram 
mudanças em seu modo de vida tradicional devido ao impacto da barragem. A inundação 
de grandes áreas os forçou a se adaptar a novas condições de vida, com muitos deslocados 
de seus territórios originais. 
Outro ponto importante foi a questão da segurança pública. Com o crescimento 
populacional e a rápida urbanização, problemas como violência e criminalidade 
aumentaram, colocando pressões sobre a gestão pública local. 
Do ponto de vista ambiental, a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí 
provocou um dos maiores impactos ambientais da região. A criação do reservatório, que 
é um dos maiores do Brasil, submergiu uma vasta área de floresta amazônica, resultando 
na perda de biodiversidade e na alteração dos ecossistemas locais. Em 2000, esses 
impactos ainda eram bastante visíveis e traziam consequências significativas para a fauna, 
flora e para os recursos hídricos da região. 
A fauna sofreu com a perda de habitat, e algumas espécies foram levadas ao risco 
de extinção devido à fragmentação das populações. A vegetação inundada também 
começou a decompor-se sob a água, o que, além de alterar a qualidade da água, resultou 
na emissão de gases de efeito estufa, como metano e dióxido de carbono. Este processo 
acabou contribuindo para o aquecimento global, ainda que a energia hidrelétrica seja 
considerada uma fonte de energia mais limpa em comparação com os combustíveis 
fósseis. 
A qualidade da água também foi impactada pela decomposição da matéria 
orgânica, aumentando a presença de substâncias tóxicas e metais pesados, o que 
prejudicou a pesca e afetou a subsistência das comunidades que dependiam dos recursos 
hídricos. Além disso, a floresta alagada criou condições para o aumento de doenças 
transmitidas por vetores, como a malária, representando um desafio adicional para a saúde 
pública local. 
A usina hidrelétrica impulsionou a economia de Tucuruí, tornando-se um dos 
maiores motores econômicos da cidade. A produção de energia em larga escala contribuiu 
para o desenvolvimento regional, atraindo indústrias e gerando empregos, especialmente 
durante a fase de construção. No entanto, em 2000, a economia local ainda dependia 
fortemente das atividades relacionadas à usina, o que gerava uma certa vulnerabilidade 
econômica. 
A construção da barragem trouxe emprego e movimentou o comércio local, mas 
o encerramento das obras gerou uma diminuição nas oportunidades de trabalho para os 
trabalhadores locais. Muitos dos empregos gerados pela usina eram altamente 
especializados, o que limitou as oportunidades para a população local, que em sua maioria 
carecia de formação técnica. 
Outro fator importante foi o impacto na agricultura e na pesca. Com a inundação 
de terras, muitos agricultores perderam suas áreas de plantio, e os pescadores locais 
enfrentaram dificuldades devido à diminuição da qualidade da água e à mudança nos 
ecossistemas aquáticos. A subsistência dessas populações foi diretamente afetada, 
criando desafios adicionais para a sustentabilidade econômica da região. 
Por outro lado, a geração de energia também atraiu investimentos externos para a 
cidade, o que beneficiou o comércio e os serviços locais, mas a cidade ainda enfrentava 
desafios para diversificar sua base econômica e reduzir a dependência da usina 
hidrelétrica. 
 
2.3 AVALIAÇÃO DO ANO DE 2020 
Imagem 03 – Mapa de Tucuruí/PA ano de 2020 
 
Fonte: Qgis 
 
No ano de 2020, o município de Tucuruí, apresentou dados significativos no 
Censo Demográfico realizado pelo IBGE. A população total da cidade era de 
aproximadamente 95.465 habitantes. Dentre esses, a distribuição por sexo revelou que 
havia cerca de 48.910 homens e 46.555 mulheres, evidenciando uma leve predominância 
masculina. 
Em relação à faixa etária, o Censo indicou que a população infantil, ou seja, 
crianças com até 14 anos, representava uma parte significativa do total, somando 
aproximadamente 25% da população, o que equivale a cerca de 23.700 crianças. 
No que diz respeito à escolaridade, os dados mostraram que a taxa de 
analfabetismo era de aproximadamente 6,9%, o que demonstra um avanço na educação 
em comparação com anos anteriores. A maior parte da população possui pelo menos o 
ensino fundamental completo, mas o acesso ao ensino médio e superior ainda apresenta 
desafios. 
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Tucuruí, que considera fatores 
como saúde, educação e renda, era de 0,629 em 2020, situando-se na faixa média, embora 
com espaço para melhorias, especialmente nas áreas de educação e renda. 
Em termos de infraestrutura, o município contava com serviços básicos, como 
abastecimento de água e energia elétrica, disponíveis para a maior parte da população. 
No entanto, ainda existem desafios em áreas como saneamento básico e transporte, que 
impactam a qualidade de vida dos moradores. 
A cidade apresentou características econômicas marcantes, refletindo o contexto 
de sua expansão urbana e as dinâmicas locais. O Produto Interno Bruto (PIB) do 
município foi estimado em cerca de R$ 1,3 bilhões, destacando-se principalmente nas 
atividades relacionadas à construção civil, comércio e serviços. A construção civil, em 
particular, foi um dos setores mais ativos, impulsionada pelo crescimento populacional e 
pela demanda por infraestrutura urbana. 
De acordo com os dados do IBGE, o setor da construção civil em Tucuruí registrou 
um aumento significativo em relação aos anos anteriores, o que está diretamente ligado a 
projetos de urbanização e melhorias na infraestrutura. Este crescimento gerou um impacto 
positivo na geração de empregos, com o setor empregando aproximadamente 8% da 
população economicamente ativa, que correspondia a cerca de 7.600 trabalhadores. A 
maior parte das vagas foi criada por pequenas e médias empresas, que desempenharam 
um papel crucial no desenvolvimento econômico local. 
Em termos de renda, a média salarial em Tucuruí estava em torno de R$ 1.300,00, 
o que demonstra uma disparidade em relação a outras regiões do país, mas também reflete 
os desafios econômicos enfrentados pela população. A renda per capita do município foi 
impactada pela concentração de empregos em setores menos remunerados, como o 
comércio e serviços, além da construção civil. 
A conjuntura econômica de Tucuruí em 2020 foi marcada por desafios, 
principalmente devido à pandemia da COVID-19, que afetou as atividades econômicas e 
a geração de empregos. Contudo, a construção civil se mostrou resiliente, contribuindo 
para a recuperação econômica, uma vez que projetos habitacionais e obras públicas 
continuaramem andamento. 
Os recursos hídricos em Tucuruí são majoritariamente provenientes do rio 
Tocantins e de diversos igarapés que cortam a cidade. Em 2020, a qualidade da água foi 
uma preocupação crescente, especialmente devido ao aumento da urbanização e à 
poluição causada por esgoto não tratado e despejo de resíduos sólidos. Segundo dados do 
IBGE, cerca de 30% da população não tinha acesso adequado a serviços de saneamento, 
contribuindo para a contaminação das fontes hídricas. 
A vegetação é caracterizada por áreas de floresta amazônica e vegetação de 
transição. Contudo, o desmatamento, impulsionado pela expansão urbana e pela 
agricultura, resultou na degradação de habitats naturais. Em 2020, a perda de áreas 
florestais comprometia a biodiversidade local e os serviços ecossistêmicos, como a 
regulação do clima e a proteção do solo. 
A cidade abriga uma diversidade de espécies, muitas das quais são ameaçadas, o 
IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) 
monitora a fauna local e alerta sobre a importância da preservação das espécies nativas, 
que estão ameaçadas pela perda de habitat e pela poluição. Em 2020, espécies como o 
peixe-boi da Amazônia e aves como o gavião-real foram identificadas na região, mas 
estão sob risco devido às atividades humanas. 
Já quando falamos em poluição, temos a poluição do ar exacerbada pelo 
crescimento da frota de veículos e pela atividade industrial. A qualidade do ar sofreu 
impactos com a emissão de poluentes, como material particulado e gases tóxicos, que 
afetam a saúde da população, em 2020, a cidade observou um aumento nos casos de 
doenças respiratórias, atribuídos em parte à degradação da qualidade do ar, bem como, a 
poluição da água, que através da contaminação do solo foi uma preocupação emergente, 
pois a disposição inadequada de resíduos sólidos e o uso de produtos químicos na 
agricultura afetaram a qualidade do solo, comprometendo a agricultura local e a saúde 
pública, estudos indicaram a necessidade urgente de implementar práticas de manejo 
sustentável e de aumentar a conscientização sobre a gestão de resíduos. 
Dessa forma, os impactos ambientais advindos da expansão urbana estão cada vez 
mais visíveis, o crescimento populacional e a expansão de atividades industriais e 
comerciais têm contribuído para a poluição dos corpos hídricos, a urbanização e a 
remoção de vegetação nativa podem influenciar o microclima da região, provocando 
elevações de temperatura e alterações nos padrões de precipitação. O despejo inadequado 
de resíduos, esgoto e produtos químicos afeta a qualidade da água dos rios e igarapés, 
impactando a fauna e flora aquáticas e a saúde das comunidades locais, bem como, a 
impermeabilização do solo devido à construção de edifícios e estradas aumenta a erosão 
e diminui a capacidade de infiltração de água, contribuindo para alagamentos em períodos 
de chuva intensa, a expansão de áreas urbanas resultaram na conversão de terrenos, muitas 
vezes envolvendo desmatamento de áreas naturais contribuindo para a perda de habitat e 
diminuição da biodiversidade. Além dos impactos ambientais diretos, a expansão da 
urbanização gera conflitos sociais, como a desapropriação de terras e deslocamento de 
comunidades, resultando em tensões e desigualdades. 
 
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A trajetória de Tucuruí ao longo dos anos de 1985, 2000 e 2020 mostra como o 
desenvolvimento impulsionado por um grande projeto de infraestrutura, como a Usina 
Hidrelétrica de Tucuruí, pode gerar impactos duradouros e complexos em uma região. A 
usina trouxe progresso e crescimento econômico, mas também causou profundas 
alterações ambientais e sociais que demandam atenção e planejamento contínuos. O 
futuro da cidade depende de um esforço conjunto para diversificar sua economia, diminuir 
sua dependência da usina e buscar alternativas sustentáveis que promovam o bem-estar 
social e ambiental. O desenvolvimento de políticas públicas voltadas à preservação 
ambiental, à inclusão social e à diversificação econômica será essencial para garantir um 
crescimento equilibrado e sustentável, beneficiando as gerações futuras e reduzindo os 
impactos negativos causados pelas transformações da hidrelétrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Anuário Estatístico do Brasil 2020. Brasília: Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística, 2021. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-
novoportal/sociais/populacao/30032-anuario-estatistico-do-brasil.html. Acesso em: 25 out. 2024. 
BRASIL. Relatório sobre o estado das cidades do Brasil 2020. Brasília: Ministério das 
Cidades, 2020. 
COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso Futuro 
Comum. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1987. 
IBAMA. Relatório de Monitoramento da Fauna Silvestre. Brasília: Instituto Brasileiro do 
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, 2020. 
IBGE. Censo Demográfico 2020: Resultados do Censo Demográfico 2020 - Tucuruí/PA. 
Brasília: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2021 
ONU. Relatório sobre o estado das cidades do mundo 2018. Nova Iorque: Organização das 
Nações Unidas, 2018. 
RELATÓRIO GLOBAL SOBRE POLUIÇÃO DO AR. 2019. 
SEMMA. Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente 
– EIA/RIMA de Tucuruí/PA. Tucuruí: Secretaria Municipal de Meio Ambiente, 2020. 
SEPLAD. Relatório de Desenvolvimento Econômico de Tucuruí - 2020. Tucuruí: Secretaria 
de Planejamento do Município, 2021. 
SETO, K. C.; BROWN, D. G.; DUNN, A. L.; FISCHER, J. W.; HAPPE, K. J.; HILL, A.; 
KELLER, A. A.; LANGLEY, J. I.; LOPEZ, A.; RODRIGUEZ, M.; SAENZ, R.; TANG, W. 
"Urban land teleconnections and sustainability." Global Environmental Change, v. 22, n. 3, p. 
1086-1096, 2012. 
SILVA, A. L.; FERREIRA, R. S. Geoprocessamento: fundamentos e aplicações. São 
Paulo: Editora Atlas, 2020.

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