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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL CURSO DE ENFERMAGEM MAYNARA MESQUITA DOS SANTOS USF SUDAM 2 Preceptora: ENFERMEIRA FABIA CASO CLÍNICO – Hanseníase Altamira - PA 2024 CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL CURSO DE ENFERMAGEM MAYNARA MESQUITA DOS SANTOS USF SUDAM 2 Preceptora: ENFERMEIRA FABIA CASO CLÍNICO – Hanseníase Altamira - PA 2024 1 INTRODUÇÃO A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada por Mycobacterium leprae essa patologia possui características peculiares e pode resultar em alterações na pele e nos nervos periféricos, provocando, dessa forma, alteração de sensibilidade da pele. Na maior parte dos casos, o diagnóstico é simples pela sua apresentação clínica. É curável, mas, se não tratada, evolui, causando danos importantes para diversos outros órgãos além da pele. Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro). O paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite. A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a doença. Somente um pequeno percentual, em torno de 5% de pessoas, adoecem. Fatores ligados à genética humana são responsáveis pela resistência (não adoecem) ou suscetibilidade (adoecem). O período de incubação da doença é bastante longo, variando de três a cinco anos. (ARAÚJO, 2023). • sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; • manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; • áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor; • caroços e placas em qualquer local do corpo; • diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos). A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia. É importante que se divulgue junto à população os sinais e sintomas da doença e a existência de tratamento e cura, através de todos os meios de comunicação. A prevenção baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.( FundaçãoOswaldoCruz.GlossáriodeDoençasMinistério da Saúde. Saúde de A a Z,2022). http://www.agencia.fiocruz.br/hanseniase http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/hanseniase http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/hanseniase 2 ESTUDO DE CASO 2.1 QUESTÕES NORTEADORAS • Qual o agente etiológico da Hanseníase? • Qual a patogênese dessa patologia? 2.2 IDENTIFICAÇÃO (LOCAL E PACIENTE) A Unidade deste referente estudo de caso foi no bairro Sudam 1, Unidade Básica de Saúde e chamada de sudam 2. M.R.S, sexo masculino, 80 anos, natural de Altamira – Pará, residente em altamira há mais de 30 anos, aposentado, divorciado e se autodeclara como pardo e de baixo grau de escolaridade. RESUMO DOS PROBLEMAS E ALTERAÇÕES IDENTIFICADAS O paciente relata “Ferida no pé” que se iniciou com um “nó” parecido com furúnculo e em seguida se tornou uma “casquinha”. As lesões tiveram início há um ano. O mesmo ate a unidade de saúde queixando-se de lesões nos pés que apresentaram início súbito há um ano. Tais lesões seguiam padrões ulcerativos, sem sensibilidade ao toque ou estímulo de dor. Paciente apresentava membros inferiores com edema 3+/4+, falta de sensibilidade nas extremidades superiores e inferiores do corpo e parestesia nos dedos dos pés. Relata uso de cefalexina há duas semanas e uso de pomada na região lesada, mas não houve fator de melhora do quadro clínico. Paciente apresentava-se orientado em tempo e espaço, sem distúrbios na fala, hidratado, anictérico, acianótico e em ótimo estado nutricional. Apresentava edema importante na região dos membros inferiores, sem sensibilidade ao toque e ao estímulo moderado de dor nas extremidades dos pés e mãos. Na região queixosa não apresentava sensibilidade alguma. 2.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfico, no qual será abordado a proposta de uma acadêmica de enfermagem em seu último semestre, onde utilizaram os dados qualitativos e quantitativos referente a demanda do local da unidade juntamente com achados bibliográficos. A pesquisa bibliográfica é um levantamento de toda a bibliografia já publicada, em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita sobre determinado tema. Este tipo de pesquisa compreende oito fases distintas: escolha do tema, elaboração do plano de trabalho, identificação, localização, compilação, fichamento, análise e interpretação e por último a redação. Marconi e Lakatos (2003) Para atingir os objetivos propostos, foi realizado uma busca no Banco de dados SCIELO, Google Acadêmico, Biblioteca Virtual em Saúde. Os métodos a serem utilizados na análise dos dados serão através de pesquisa qualitativa, pois se darão por meio da interpretação de dados documentados em livros, artigos científicos, bases de dados das ciências médicas e biológicas Segundo Gil (2009) o desenvolvimento de uma pesquisa bibliográfica varia em função de seus objetivos, ou seja, como os demais tipos de pesquisas, esta é norteada pelos seus objetivos procurando dar conta, através da literatura pesquisada e, posteriormente analisada, de respostas que venham a contribuir com a realidade da problemática enfocada. 2.4 ALTERNATIVAS OU PROPOSTAS O exame complementar mais indicado para diagnóstico é a baciloscopia, em alguns casos outros exames podem ser necessários, sendo eles: exame histopatológico da pele nos casos em que há dúvidas diagnósticas ou na classificação, biópsia do nervo em casos que há dúvida no diagnóstico diferencial com outras neuropatias 2.6 AÇÕES IMPLEMENTADAS OU RECOMENDADAS O tratamento da hanseníase se dá por meio de quimioterapia específica, supressão dos surtos reacionais, prevenção de incapacidades físicas, reabilitação física e psicossocial (ARAÚJO, 2003). Em casos do tipo 1 ou reversa que apresenta um quadro clínico discreto sem neurite que pode ser tratada com analgésicos ou anti-inflamatórios não hormonais. Em casos que apresentam neurites, placas reacionais extensas sobre trajeto nervoso ou com risco para ulceração são tratadas com prednisona na dose de 1 a 2mg/kg/dia até a regressão do quadro, a dose de manutenção deve ser feita por período mínimo de 2 meses. 2.7 DISCUSSÃO O diagnóstico correto de hanseníase é realizado de acordo com a história de evolução da lesão, epidemiologia e no exame físico, ou seja, uma investigação clínica completa. Nesse paciente a descrição levou para a hipótese de hanseníase multibacilar (MB). O agente etiológico causador da hanseníase é a M. leprae, uma bactéria intracelular obrigatória. Sua característica microscópica é imobilidade, apresentação gram positiva e álcool-ácido resistente, em forma de bastonete, sendo que possui afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos. A hanseníase acomete todas as faixas etárias, em ambos os sexos, porém dados da OMS refere uma proporção de 2:1 homens para mulheres, mas ressalva que esse dado não é universal e sim, regional. A forma de transmissão se dá através do contato entre indivíduos infectados com o M. leprae e indivíduos sadios, por meio do convívio, além da susceptibilidade genética. Para concluir o diagnóstico clínico de hanseníase, deve-se obter dados interligadoscom a apresentação de uma ou mais das seguintes características: • Lesões de pele com alteração de sensibilidade; • Acometimento de nervo, com espessamento neural; • Baciloscopia positiva. Paucibacilar (PB) Multibacilar (MB) * Provável baciloscopia negativa. * Provável baciloscopia positiva. Hanseníase indeterminada: Constitui - se no estágio inicial da doença, com um número de até cinco manchas de Hanseníase dimorfa: Apresenta manchas e placas, acima de cinco lesões, com bordas às vezes bem ou pouco definidos, com comprometimento de dois contornos mal definidos e sem comprometimento neural. ou mais nervos, e ocorrência de quadros reacionais com maior frequência. Hanseníase tuberculóide: Manchas ou placas de até cinco lesões, bem definidas, com um nervo comprometido. Podendo ocorrer neurite (inflamação do nervo). Hanseníase virchowiana: Corresponde a forma mais disseminada da doença. Há dificuldade para separar a pele normal da danificada, podendo comprometer nariz, rins e órgãos reprodutivos masculinos. Pode haver a ocorrência de neurite e eritema nodoso (nódulos dolorosos) na pele. Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia *OBS.: O resultado positivo de uma baciloscopia classifica o caso como MB, porém o resultado negativo não exclui o diagnóstico clínico da hanseníase, e nem classifica o doente obrigatoriamente como PB. Após exames, o diagnóstico foi de Hanseníase dimorfa e a equipe médica decidiu seguir um tratamento de poliquimioterapia obtendo melhora significativa. 3. CONCLUSÃO No decorrer dos estágios aprimoramos nossa capacidade técnica e conhecimento científico, o aspecto facilitador que mais contribuiu para esse aprimoramento foi o domínio do conhecimento e autonomia dos programas que nos foram apresentados nas unidades por parte das supervisoras Para uma melhor qualificação do enfermeiro gestor do local da unidade de saúde básica da região, deve-se haver uma proposta de manutenção em relação as políticas ambientes referentes as normativas proveniente em cada unidade. Conclui-se assim que através da aplicação do processo de enfermagem a este paciente é esperado os seguintes resultados: Demonstra sono tranquilo e despertar calmo e quieto. REFERÊNCIA • GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4˚ed. São Paulo: Atlas, 2002. • MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 6 ed. São Paulo: Editora Atlas, 2003. • ARAÚJO, Marcelo Grossi. Hanseníase no Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, [S.L.], v. 36, n. 3, p. 373-382, jun. 2013. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0037-86822003000300010. • Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). HANSENÍASE. https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-problemas/hanseniase • Ministério da Saúde. GUIA PRÁTICO SOBRE A HANSENÍASE. Brasília, 2017. https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/novembro/22/Guia-Pratico-de-Hanseniase- WEB.pdf • Ministério da Saúde. DIRETRIZES PARA VIGILÂNCIA, ATENÇÃO E ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE COMO PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA. Brasília, 2016. https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/fevereiro/04/diretrizes-eliminacao-hanseniase- 4fev16-web.pdf http://dx.doi.org/10.1590/s0037-86822003000300010 https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-problemas/hanseniase https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/novembro/22/Guia-Pratico-de-Hanseniase-WEB.pdf https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/novembro/22/Guia-Pratico-de-Hanseniase-WEB.pdf https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/fevereiro/04/diretrizes-eliminacao-hanseniase-4fev16-web.pdf https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/fevereiro/04/diretrizes-eliminacao-hanseniase-4fev16-web.pdf