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4 Na sociedade atual preconiza-se a convivência com as diferenças. Várias medidas são adotadas nas instâncias Federais, Estaduais e Municipais, asseguradas pela Constituição Brasileira, tentando assegurar a inclusão das pessoas com surdez no cotidiano familiar, coletivo e institucional. A Constituição Federal Brasileira elaborou Normas Constitucionais, Projetos, Decretos Leis e Artigos que na teoria são de grande valia para os portadores de surdez, estão descritos a seguir: Artigo 1º com o Inciso III da constituição de 1988: Artigo 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III - a dignidade da pessoa humana; Artigo 3º da Lei Federal nº 10.436/02 As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor. O Decreto de Lei nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que trata da garantia do direito à saúde das pessoas Surdas ou com deficiência auditiva, determina que, a partir de 2006: O atendimento às pessoas Surdas ou com deficiência auditiva na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como nas empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de atendimento à saúde, seja realizado por profissionais capacitados para o uso de Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS) ou para a sua tradução e interpretação. Projeto de lei nº 1.769/15, se a medida for aprovada, irá alterar a Lei nº 10.436/02, autoria do vice-líder do PSD, Deputado Rômulo Gouveia. Criou a linguagem específica para os surdos e mudos, explica: “o texto da lei não faz menção alguma aos serviços privados de saúde, o que merece reparos. Por esse motivo, tomamos a iniciativa de inserir a cláusula que estabelece o percentual de funcionários da saúde capazes de se comunicar por meio de Libras, em todas as esferas”. Mediante uma situação de atendimento, em que fazer valer a garantia dos direitos da pessoa surda mediante um atendimento em que não há um intérprete disponível seria aceitável se a inclusão social pertencente ao atendimento as pessoas com necessidades especiais, nos serviços da área de saúde, decreta-se como fator primordial de habilidade dos serviços realizados, a ausência e preparo de comunicação impossibilita um acolhimento socializado No ano de 2006 foi autorizado na Assembléia Geral da ONU a Convenção Internacional de Deficiência, tendo a mesma o status de norma constitucional, que disserta sobre o direito à inclusão social, saúde, emprego, proteção social e educação. Na prática, a sociedade brasileira infelizmente não ajusta-se com os princípios estipulados nas leis e a dignidade, igualdade da pessoa humana precisaria sempre serem respeitados. A comunicação com os surdos parece um desafio aos profissionais que lhes concedem auxílio à saúde e a preservação dos direitos da pessoa surda quando não possui um tradutor desimpedido esta relacionada no Artigo 3º da Lei Federal nº 10.436/02 e nada foi cumprido em relação ao atendimento especializado e humanizado corroborando com a sensação de impotência e indignação por fazer parte de um País injusto e desumano. O objetivo do Projeto Lei nº 1.769/15 prosseguiu em caráter decisivo e espera a decisão da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Possui a intenção de ser utilizado principalmente nos hospitais, Instituições públicas e privadas de saúde dispondo 10% dos contratados qualificados para a utilização e apreciação da Língua Brasileira de Sinais (Libras), para conversação com pessoas surdas. A assistência às pessoas Surdas ou com incapacitação auditiva na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), acompanhadas também nas empresas que apresenta autorização ou consentimento de serviços públicos de assistência à saúde, seja executado por profissionais qualificados para o uso de Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS) ou para a sua tradução e interpretação. O reconhecimento das autoridades pertencentes em relação à Comunidade Surda como minoria sócia lingüística é considerada como o lado negativo das pessoas especiais e cultural expondo como principal desafio para o SUS supracitavam essas populações aos graus secundários e terciários de atenção à saúde. As perspectivas negativas referentes ao acesso nas assistências na área de saúde quando não dispõem intérpretes disponíveis são: Barreiras Comunicacionais: dificuldades na marcação de consulta por telefone, ausência de intérprete, surdo confundido com deficiente mental, falta de língua em comum, falta de paciência. Insumos Tecnológicos: ausência de Aparelhos de Amplificação Sonoros Individuais (AASI), Telefones para surdos (TDD), poucas acomodações no uso de iluminação, celulares, e-mails e a falta de meios comunicativos visuais. Políticas Públicas: escassez de profissionais para regeneração, a Secretaria de Educação era porta de entrada para a Saúde, mas sabe-se que a grande maioria da população surda está eliminada da escola. Queixas inespecíficas: ausência da vontade do profissional, atendimento de baixa qualidade, dificuldades socioeconômicas. A comunicação estipulada com os surdos torna-se como um dos maiores obstáculos do cuidar em saúde. O impedimento de comunicação danifica a ligação entre profissionais da saúde e surdos, envolvendo o atendimento e a desempenho do intérprete, não contribuindo totalmente para a inclusão do surdo. As assimilações dos surdos em conexão aos acolhimentos no sistema de saúde, para sua inclusão social, obedecendo e reconhecendo as desigualdades e diferenças, aprimorando como resultado a habilidade da assistência em saúde. Referências FEDERAÇÃO, Nacional de Educação e Integração dos Surdos. O que é o intérprete de língua de sinais? [online] Rio de Janeiro; [s.d.] Disponível em: . Acesso em 11 de junho de 2018; LANNI, Áurea; ANDRADE Patrícia Cristina. Saúde Soc. Vol.18 Supl.2. São Paulo. 2009. Disponível em: . Acesso em 11 de junho de 2018; MATIAS Nilza Eliane Munguba. Análise Jurídica dos Direitos dos Deficientes. A Eficácia da Legislação Brasileira na Garantia dos Direitos dos Surdos. 2014. Disponível em:. Acesso em 10 de junho de 2018; SANTOS, MP. A formação de Professores no Contexto da Inclusão. In: Anais do 2º Congresso Internacional do INES; 2003; Rio de Janeiro. P.17/19/65. Disponível em: . Acesso em 10 de junho de 2018; SITES: Http://www.surdosol.com.br/projeto-obriga-hospitais-a-usar-lingua-de-sinais-para-surdos/; Http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2016/09/apesar-de-avancos-surdos-ainda-enfrentam-barreiras-de-acessibilidade; Http://www4.planalto.gov.br/legislacao.