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PROFESSOR: RICARDO N. DE SOUZA.
BELÉM-PA.
LOUVADO SEJA O NOME DO SENHOR.
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CONCEITOS GERAIS SOBRE RADIOLOGIA E FORMAÇÃO DE IMAGENS.
Termos Gerais.
Radiografia: Uma radiografia é um filme ou outro material de base que possui uma imagem processada de uma determinada região anatômica do paciente (produzida pela ação dos raios X no filme).
Radiografar: É a produção de radiografias e/ou outras formas de imagens radiográficas.
Radiografia vs. filme de raios X: Na prática, os termos radiografia e filme de raios X (ou apenas filme) são frequentemente usados sem distinção entre si. O filme de raios X refere-se especificamente à parte física do material onde a imagem radiográfica será exposta. O termo radiografia inclui o filme e a imagem.
Imagens radiográficas: As imagens radiográficas podem ser obtidas, vistas e armazenadas como cópias físicas (radiografias) ou como imagens digitais, que podem ser manipuladas, vistas e armazenadas digitalmente.
IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE E DATA (SISTEMAS CONVENCIONAIS DE FILME/CHASSI).
Geralmente essa informação do paciente, que inclui informações como nome, data, número do caso e instituição, é feita através de um cartão identificador e então lampejada no filme em um espaço reservado para o bloco de chumbo no porta-filme. Cada chassi ou porta-filme deve ter um marcador em seu exterior indicando a área onde a identificação do paciente, incluindo a data, será fotografada. É preciso cuidado para que essa área não cubra a anatomia essencial a ser evidenciada.
Ao longo deste texto, a localização preferida desse marcador de identificação do paciente é mostrada em relação à parte do corpo. Uma regra geral para radiografias de tórax e abdome é colocar os dados de identificação do paciente na margem superior do filme quando for de tórax e na margem inferior quando for de abdome. Esse marcador deve ser sempre colocado onde for menos provável a cobertura de uma estrutura anatômica essencial.
MARCADOR DO LADO ANATÓMICO.
Um marcador radiopaco à direita (D) ou à esquerda (E) tem de aparecer sempre em todas as radiografias, indicando apropriadamente o lado direito e o lado esquerdo do paciente ou qual membro está sendo radiografado, se o direito ou o esquerdo. Isso pode ser feito tanto escrevendo literalmente "Direito" ou "Esquerdo" ou apenas pelas iniciais "D" ou "E". Esse marcador de lado deve preferencialmente ser posicionado diretamente no filme, dentro da porção colimada do lado que está sendo identificado, de forma que o marcador não fique superposto sobre uma anatomia essencial.
Lembre-se de que esses são marcadores radiopacos e, portanto, têm de ser colocados dentro do campo de colimação, de forma que serão expostos ao feixe de raios X e incluídos na imagem. Os dois marcadores, a identificação do paciente e o marcador do lado anatômico, devem estar corretamente posicionados em TODAS as radiografias. Geralmente, não é uma prática aceitável escrever tais informações na imagem após o seu processamento por causa de problemas legais e de responsabilidade de possíveis erros de marcações. Uma radiografia feita sem esses dois marcadores teria de ser repetido, o que obviamente resulta em exposição desnecessária do paciente à radiação, sendo isso, portanto um sério erro.
OUTROS MARCADORES OU IDENTIFICAÇÃO.
Alguns outros marcadores ou identificadores podem ser também usados, como as iniciais do técnico / radiologista, que são geralmente posicionadas no marcador à direita ou à esquerda para identificar o profissional responsável pelo exame. Às vezes, o número da sala de exame pode também ser incluído.
Indicadores de tempo são também comumente usados para anotar os minutos transcorridos em uma série, como 1 min, 5 min, 15 min e 20 min, como ocorre na urografia excretara.
Outro importante marcador em todas as posições de decúbito é um marcador de decúbito ou algum tipo de indicador como uma seta que identifique o lado de cima. Um marcador "vertical" ou "ereto" também tem de ser usado para identificar as posições eretas de tórax e de abdome comparadas com a posição deitada, além de ter uma seta indicando qual o lado voltado para cima.
Os marcadores de inspiração (INSP) e expiração (EXP) são usados para comparações especiais em incidências em PA do tórax. Marcadores indicando interno (INT) e externo (EXT) podem ser usados para incidências de rotação, tais como para a porção proximal do úmero e do ombro.
Técnica Radiográfica e Qualidade da Imagem.
Um estudo de técnicas radiográficas e de qualidade da imagem inclui todos os fatores ou variáveis relacionadas à precisão ou acurada com que as estruturas e tecidos a serem radiografados são reproduzidos em filmes radiográficos ou outros receptores de imagem. Alguns desses fatores ou variáveis relacionam-se mais diretamente ao posicionamento radiográfico, e uma discussão dos aspectos aplicados a esses fatores será apresentada a seguir.
FATORES DE EXPOSIÇÃO (TÉCNICA).
O técnico/radiologista ajusta três variáveis ou fatores de exposição no painel de controle do aparelho de raios X sempre que uma radiografia é feita. Essas três variáveis ou fatores de exposição, por vezes referidos como fatores de exposição ou de técnica, são os seguintes:
1. Pico de quilovoltagem (kVp).
2. Miliamperagem (mA).
3. Tempo de exposição (s).
A miliamperagem (mA) e o tempo (s) (tempo de exposição em segundos) são geralmente combinados em miliampére por segundo (mAs), o que determina a quantidade de raios X emitidos pelo tubo de raios X a cada tempo de exposição.
Cada um desses fatores de exposição possui um efeito específico de controle sobre a qualidade da imagem radiográfica. Além de ser capaz de posicionar corretamente o paciente, o técnico/radiologista precisa conhecer certos fatores que influenciam a qualidade de imagem e sua relação com esses fatores ou variáveis de exposição.
Exceção: Quando ativados, os sistemas de controle automático de exposição (CAE) promovem o fim automático do tempo de exposição quando exposição suficiente foi recebida pela célula da câmara de ionização.
FATORES DE QUALIDADE DA IMAGEM
Certos fatores que avaliam a qualidade de uma imagem radiográfica são chamados de fatores de qualidade da imagem. Os quatro fatores primários de qualidade da imagem são os seguintes:
1. Densidade
2. Contraste
3. Detalhe
4. Distorção 
Esses quatro fatores podem ser regulados conforme descrito a seguir:
DENSIDADE
DEFINIÇÃO
A densidade radiográfica pode ser descrita como o grau de enegrecimento da imagem processada. Quanto maior a densidade, menos luz atravessará a imagem.
FATORES DE CONTROLE.
O fator primário de controle de densidade é o mAs, que controla a densidade diretamente pela quantidade de raios X emitidos pelo tubo de raios X durante uma exposição. Assim, um valor duas vezes maior de mAs dobra a quantidade de raios X emitidos e dobra a densidade.
Além do mAs como fator de controle, a distância do tubo de raios X ao filme, a distância foco-filme (DFoFi), possui também efeito na densidade radiográfica de acordo com a lei do quadrado inverso. Por exemplo, uma distância duas vezes maior reduzirá a intensidade da fonte de raios X a um quarto, o que reduz quatro vezes a densidade radiográfica. A distância, dessa forma, tem uma influência importante na densidade, mas, como é usada uma distância padrão, o mAs torna-se uma variável usada tanto para aumentar como para reduzir a densidade radiográfica.
REGRA DA TROCA DE DENSIDADE.
Uma regra geral prevalece quando se usam os ajustes técnicos manuais com chassis convencionais de filme/écran. Geralmente, a alteração mínima em mAs exigida para se corrigir uma radiografia pouco exposta é dobrar (se ficou muito "branca", é necessário repetir).
CONTRASTE.
DEFINIÇÃO
O contraste radiológico é definido como a diferença de densidade nas áreas adjacentes da imagem radiográfica. Quanto maior essa diferença, maior será o contraste. Quanto menor a diferença entre a densidade nas áreas adjacentes, menor será o contraste. Isso é demonstrado pela escala graduada e pela radiografia de tórax, que mostra diferenças maioresnas densidades entre as áreas adjacentes, portanto, alto contraste. 
O contraste pode ser também descrito como uma escala longa ou uma escala curta, referindo-se à faixa de todas as densidades ópticas, das partes mais claras até as mais escuras na radiografia. 
OBJETIVO OU FUNÇÃO.
O objetivo ou a função do contraste é tornar os detalhes anatômicos de uma radiografia mais visíveis. Por esse motivo, é importante ter um ótimo contraste radiográfico e saber que o contraste é essencial na avaliação da qualidade radiográfica.
Contrastes maiores ou menores não são necessariamente bons ou ruins por si sós. Por exemplo, baixo contraste com pouca diferença entre densidades adjacentes (contraste de longa escala) é mais desejável em certos exames, como nas imagens de tórax, em que as muitas diferenças na gradação de cinza são necessárias para visualizar os tênues traçados pulmonares. Isso pode ser demonstrado pela comparação das duas radiografias de tórax. 0 baixo contraste (escala longa) de tórax mostra mais escalas de cinza, evidentes pelos tênues contornos das vértebras visíveis através do coração e das estruturas mediastinais. Essas escalas de cinza que delimitam as vértebras são menos visíveis através do coração e dó mediastino na radiografia de tórax de alto contraste.
O limite de kVp preferido e a escala de contraste resultante podem variar, dependendo da preferência do radiologista. Como o contraste é controlado pela kVp conforme a descrição a seguir, o limite preferido para a kVp como indicado pelos protocolos e rotinas departamentais pode variar em relação àqueles listados nas páginas de posicionamento deste livro.
FATORES DE CONTROLE.
O fator primário de controle para o contraste é a kVp. Ela controla a energia ou o poder de penetração da fonte primária de raios X. Quanto maior a kVp, maior será a energia e maior será a uniformidade dos feixes penetrantes de raios X nas várias densidades de massa de todos os tecidos. Assim, elevadas kVp produzem menos variação na atenuação (absorção diferencial), resultando em mais baixo contraste.
A quilovoltagem (kVp) é também um fator secundário de controle da densidade. Altas kVp resultam tanto em mais raios X como em raios X de mais energia, proporcionando raios X de mais energia para alcançar o filme, com um aumento correspondente em toda a densidade. Como regra geral, um aumento de 15% na kVp aumenta a densidade da mesma forma que dobra o mAs. Assim, no limite inferior da kVp, como em 50 a 70 kVp, um aumento de 8 a 10 kVp dobrará a densidade (equivale a dobrar o mAs). Na faixa de 80 a 100 kVp, é preciso um aumento de 12 a 15 kVp para ter a densidade dobrada. A importância disso baseia-se na proteção contra a radiação, porque, com o aumento da kVp, o mAs pode ser significativamente reduzido, resultando em menos radiação para o paciente.
Resumindo: Uma regra geral estabelece que altas kVp e baixos mAs que proporcionam informações diagnosticas suficientes devem ser usados em cada exame radiográfico. Isso pode tanto reduzir a exposição do paciente como em geral resulta em radiografias com melhores informações diagnosticas.
DETALHES
DEFINIÇÃO
Detalhe, às vezes referido como detalhe registrado, pode ser definido como a nitidez das estruturas na imagem. Essa definição dos detalhes das imagens é demonstrada pela clareza ou precisão de tênues estruturas lineares e bordas de tecidos ou estruturas visíveis nas imagens radiográficas. A falta de detalhes visíveis é conhecida como Borramento ou ausência de nitidez.
FATORES DE CONTROLE.
Uma ótima imagem radiográfica mostra uma imagem com boa definição de detalhes, como já descrito para cada exame no texto "Critérios Radiográficos". Os detalhes são controlados por fatores geométricos e movimento, como visto a seguir:
Fatores Geométricos Três fatores geométricos que controlam ou influenciam os detalhes são (1) tamanho do ponto focal, (2) DFoFi (distância foco-filme) e (3) DOF (distância objeto-filme).
O uso de ponto focal menor resulta em menor Borramento geométrico, fornecendo assim uma imagem mais precisa ou com melhores detalhes. Além disso, um ponto focal pequeno, como selecionado no painel de controle, deve ser usado sempre que possível.
A combinação de um ponto focal pequeno, um aumento na DFoFi e a diminuição na DOF resulta em menos imprecisão geométrica, o que aumentará os detalhes como descrito na seção de distorção que se segue, na próxima página.
Velocidade Filme/Écran A velocidade filme/écran afeta os detalhes por permitir períodos de exposição mais curtos para prevenir a movimentação, como descrito mais adiante neste capítulo, em proteção contra radiação.
Movimento O único grande impedimento para a precisão da imagem relacionado ao posicionamento é o movimento. Dois tipos de movimentos influenciam os detalhes radiográficos. São eles os movimentos voluntários e os movimentos involuntários.
O movimento voluntário, seja da respiração ou do movimento de partes do corpo durante a exposição, pode ser prevenido ou pelo menos minimizado pelo controle da respiração e pela imobilização. Blocos de apoio, sacos de areia ou outros dispositivos para imobilização podem ser usados com eficácia para reduzir a movimentação. Isso é mais efetivo para os exames dos membros superiores ou inferiores, como será demonstrado ao longo deste texto.
O movimento involuntário não pode ser controlado pela vontade do paciente. Por esse motivo, movimentos como os peristálticos dos órgãos abdominais são mais difíceis, se não impossíveis, de serem controlados completamente. Se a imagem ficar borrada por causa dos movimentos, o técnico/radiologista deve identificar através da radiografia se o Borramento ou imprecisão da imagem se deve a um movimento voluntário ou involuntário. Essa identificação é importante porque existem formas diferentes de controlar esses dois tipos de movimentos.
DIFERENÇA ENTRE MOVIMENTO VOLUNTÁRIO E INVOLUNTÁRIO.
O movimento voluntário, que é muito mais fácil de ser prevenido, é caracterizado pelo Borramento generalizado de estruturas adjacentes, como o Borramento do diafragma e dos órgãos abdominais superiores.
O movimento involuntário pode ser identificado pela imprecisão ou Borramento localizado. Esse tipo de movimento é menos óbvio, mas pode ser visto nas imagens de abdome pela identificação do borramento dos limites padrões dos intestinos apenas em pequenas regiões entre outras imagens do mesmo órgão com imagens precisas. (O gás nos intestinos aparece como áreas escuras. Às vezes, certas técnicas de relaxamento ou a instrução para uma respiração cuidadosa podem ajudar a reduzir os movimentos involuntários. Entretanto, um curto tempo de exposição é a melhor e, às vezes, a única forma de minimizar a imprecisão da imagem causada pelos movimentos involuntários.
DIVERGÊNCIA DO FEIXE DE RAIOS X.
A divergência dos feixes de raios X é um conceito básico porém importante para se compreender o posicionamento radiográfico em um estudo. Isso ocorre porque os raios X se originam em uma fonte estreita no tubo de raios X e divergem ou se espalham no filme.
O tamanho da fonte de raios X é limitado pelo ajuste dos colimadores, que absorvem os raios X em quatro cantos, controlando dessa forma o tamanho do campo de colimação. Quanto maior o campo de colimação e menor a distância foco-filme, maior será o ângulo de divergência nas margens externas, o que aumenta o potencial de distorção.
Em geral, apenas o ponto central da fonte emissora de raios X, o raio central (RC), não apresenta divergência e penetra na parte do corpo, atingindo o filme em um ângulo de 90 graus, ou perpendicular ao plano do filme. Isso acarreta a menor distorção possível nesse ponto. Todos os outros aspectos do feixe de raios X que atingem o filme em algum outro ângulo que não o de 90 graus aumentam o ângulo de divergência nas porções mais externas ao feixe de raios X.
mostra três pontos em uma parte do corpo (destacados como A, B e C) projetados no filme, demonstrando algumas magnificações, exceto no ponto do RC. Por esse motivo, devido ao efeito divergente do feixede raios X, combinado pelo menos com alguma distância objeto-filme, esse tipo de distorção de tamanho é inevitável, e seu efeito, bem como outros tipos de distorção de forma, deve ser controlado.
FATORES DE CONTROLE.
Quatro fatores primários de controle da distorção são (1) DFoFi (distância foco-filme), (2) DOF (distância objeto-filme), (3) alinhamento do objeto com o filme e (4) alinhamento/centralização do RC (raio central).
1. DFoFi: O efeito da DFoFi na distorção do tamanho, Note que, quanto maior a DFoFi, menor será a ampliação. Essa é a primeira razão pela qual as radiografias de tórax são feitas com um mínimo de 72 polegadas (180 cm), em vez do mínimo mais comum, que são 40 polegadas (100 cm). Uma DFoFi de 72 polegadas (180 cm) resulta em menor ampliação do coração e de outras estruturas torácicas.
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm): Por muitos anos, usou-se a DFoFi de 40 polegadas (100 cm) como padrão para a maioria dos exames radiográficos. Entretanto, com o interesse de diminuir a exposição do paciente e aumentar os detalhes registrados, aumentar a DFoFi para 44 ou mesmo 48 polegadas (110 ou 120 cm) está se tornando uma prática cada vez mais comum. Estudos mostraram, por exemplo, que aumentar a DFoFi de 44 polegadas (100 cm) para 48 polegadas (120 cm) reduz a dose de radiação em 12,5%.
Também pelo princípio da divergência da fonte de raios X descrito antes, esse aumento da DFoFi possui o benefício adicional de diminuir a ampliação e a distorção, reduzindo assim o borramento geométrico, fato que aumenta o detalhe ou definição registrados no filme.
2. Distância objeto-filme: O efeito da DOF na ampliação ou na distorção do tamanho, quanto mais próximo o objeto a ser radiografado estiver do filme, menores serão a ampliação ou distorção e melhores serão o detalhamento e a definição.
Essa é uma das vantagens na obtenção de radiografias dos membros superiores e inferiores sobre a mesa em vez do Bucky. O chassi é colocado sob o paciente, na mesa, em vez da bandeja Bucky. Essa bandeja, nas mesas móveis, é posicionada de 8 a 10 cm abaixo da superfície da mesa, o que aumenta a DOF. Isso não só aumenta a ampliação e a distorção da imagem como também diminui a precisão da imagem.
Tamanho do ponto focal e imprecisão: Com o propósito de descrever o princípio da divergência da fonte de raios X e os fatores de controle da distorção, um ponto de origem é usado na figura como fonte de raios X no próprio tubo emissor. Na verdade, a fonte de raios X é emitida a partir de uma região do ânodo conhecida como ponto focal. A seleção de um ponto focal pequeno em um tubo de raios X de duplo foco resultará em menos Borramento ou imprecisão da imagem por causa do efeito de penumbra da imprecisão geométrica. A penumbra refere-se ao "Borramento" ou aos limites imprecisos da imagem projetada.
A seleção de um pequeno ponto focal em um tubo de raios X de duplo foco é uma variável controlada pelo técnico. Entretanto, mesmo com o menor ponto focal possível, ainda assim haverá alguma penumbra.
3. Alinhamento do objeto com o filme: O terceiro fator importante de controle da distorção está relacionado ao alinhamento do objeto com o RC. Isso se refere ao alinhamento ou plano do objeto a ser radiografado em relação ao plano do filme. Se o plano do objeto não estiver paralelo ao do filme, ocorre distorção. Quanto maior o ângulo de inclinação do objeto, maior será a distorção da imagem.
O efeito do alinhamento inadequado do objeto é mais evidente nas articulações e estruturas ósseas terminais. Isso é mais bem observado nas articulações dos membros superiores e inferiores. Por exemplo, se um dedo a ser radiografado não estiver paralelo ao filme, os espaços articulares entre as falanges não será visualizado como abertos devido à sobreposição das terminações ósseas.
Efeito do alinhamento inadequado do objeto com o RC: Os dedos estão alinhados e apoiados de forma paralela ao filme, resultando na abertura das articulações Inter falangianas onde os dedos não estão paralelos ao RC, as articulações Inter falangianas não estão abertas, e possíveis fraturas nessas regiões articulares (onde fraturas geralmente ocorrem) podem passar despercebidas no filme.
Esses exemplos demonstram o quão importante é o efeito do posicionamento. O alinhamento adequado do objeto é fundamental, e o plano da parte do corpo que está sendo radiografado deve estar o mais paralelo possível ao filme. Isso resulta em menos distorção e espaços articulares mais abertos.
4. Alinhamento do raio central (RC): Outro importante princípio no posicionamento e o quarto fator de distorção é o correio alinhamento do RC. Como já foi exposto, em geral apenas o centro do feixe de raios X, o RC, não apresenta divergência quando projetado a 90° ou perpendicular ao filme. Dessa forma, ocorre mínima distorção quando o RC atravessa um espaço articular nesse ponto livre de superposição. A distorção aumenta quando o ângulo de divergência do centro do feixe de raios X aumenta na periferia. Por essa razão, a centralização correia ou o alinhamento e posicionamento correios do RC são importantes para minimizar a distorção das imagens.
Um exemplo de correto posicionamento do RC para uma AP atravessa o espaço articular do joelho com mínima distorção, e o espaço articular deve aparecer aberto. A centralização correta para um AP de fêmur onde o RC está adequadamente perpendicular ao filme e centrado na região média do fêmur. Entretanto, a articulação do joelho está agora exposta aos raios divergentes (como mostrado pela seta), o que criará uma distorção nas estruturas do joelho. Por esse motivo, o espaço articular não aparecerá aberto nessa incidência, e uma segunda incidência de AP de joelho deve ser solicitada com o RC centrado no joelho para maiores detalhes da articulação.
Ângulo do RC: Em muitos casos, o RC é posicionado perpendicularmente, ou a 90°, ao plano do filme. Para algumas partes do corpo, entretanto, é necessário que o RC seja posicionado em um ângulo específico; isso se destaca na descrição de posicionamento como ângulo do RC, indicando um ângulo menor que 90°.
EFEITO ANÓDICO.
O efeito anódico descreve um fenômeno em que a intensidade da radiação emitida pelo cátodo do emissor de raios X é maior do que a do ânodo. Isso se deve ao fato de o ângulo da face do ânodo sofrer grande atenuação ou absorção de raios X pelo terminal do ânodo. A razão disso é que os raios X emitidos da parte mais interna do ânodo devem percorrer uma área anódica maior antes de saírem do terminal do ânodo e serem emitidos em direção ao cátodo.
Estudos mostram que a diferença de intensidade do cátodo para o ânodo no feixe de raios X pode variar de 30% a 50%, dependendo do ângulo alvo e usando um filme de 17 polegadas (43 cm) a 40 polegadas (100 cm) de DFoFi.
Em geral, quanto menor o ponto focal, maior o efeito anódico. Esse efeito é também mais pronunciado em pequenas DFoFi porque, com a sua diminuição, o ângulo ou espalhamento do feixe deve ser usado para cobrir um campo maior, como mostrado. Dessa maneira, o efeito anódico é mais pronunciado em filmes maiores usando pontos focais menores.
Observação: Um ângulo anódico mais preciso (menor que 12°) também aumenta o efeito anódico, mas isso é determinado pelo fabricante, e não pelo técnico / radiologista.
Primeiros passos: POSICIONAMENTO Vs. INCIDÊNCIA.
Posicionamento: É o ato de posicionar o corpo ou estrutura de interesse de um paciente na hora do exame.
Posições do corpo:
Considerações: A palavra decúbito equivale ao ato de estar deitado com as porções ou laterais do corpo voltadas para a superfície da mesa. Agora, a palavra semidecúbito, significa “meio deitado” (semi = meio / parcialmente; decúbito = deitado), ou seja o paciente vai estar em uma posição entre deitar de lado e deitar de peito para cima ou de peito para baixo (meio inclinado).
1) Posição de decúbito dorsal: É o ato de estar deitado com o dorso voltado para a superfície da mesa de exames (de peito para cima).
2) Posição de decúbito ventral: É o ato de estar deitado com o ventre paraa superfície da mesa de exames (de peito para baixo).
3) Decúbito lateral: É o ato de estar deitado com a lateral “direita ou esquerda” voltadas para a superfície da mesa de exames. Quando o paciente estiver deitado com o lado esquerdo voltado para o tampo da mesa, dizemos que o mesmo encontra-se em decúbito lateral esquerdo.
4) Semidecúbito ventral “direito ou esquerdo”: É quando o paciente encontra-se com a porção anterior voltada para a superfície da mesa, mas somente com um dos lados encostados.
5) Ortostase: É quando o paciente encontra-se de pé para a realização de determinados exames.
 5.A) OAD ou E (Oblíqua Anterior Direita ou Esquerda em Ortostase): é quando o paciente encontra-se de pé e com a porção anterior do corpo voltada para a superfície do Bucky, porém com um dos lados (“D” ou “E”) mais encostados no Bucky. Na maioria das situações o paciente fica em uma angulação de 45° em relação ao plano do Bucky, sendo que em outras, podemos diminuir ou aumentar mais ainda tal angulação, de acordo com o tipo de exame solicitado.
 5.B) OPD ou E (Oblíqua Posterior Direita ou Esquerda em ortostase): é quando o paciente encontra-se de pé e com a porção posterior do corpo voltada para a superfície do Bucky, porém com um dos lados (“D” ou “E”) mais encostados no Bucky.
Incidência: Refere-se a trajetória dos raios-x em relação a determinada porção ou estrutura do corpo do paciente.
Incidência AP (Antero-posterior): É quando o Raio Central incide primeiramente na porção Anterior do corpo ou área a ser radiografada, saindo na porção 
Posterior do mesmo.
Incidência PA (Póstero-anterior): É quando o Raio central incide primeiramente na porção posterior do corpo ou área a ser radiografada, saindo na porção Anterior do mesmo.
Incidência AP ou PA com Raio Central perpendicular: É quando o Raio Central (RC) faz uma angulação de 90° com a superfície do tampo da mesa ou do Bucky de parede.
RC = RAIO CENTRAL
90º
Incidência AP ou PA com Raio central com angulação Cefálica: É quando o Raio Central está direcionado para a porção mais superior do corpo ou estrutura a ser radiografada.
 Incidência AP ou PA com Raio central com angulação Podálica ou Caudal: É quando o Raio Central está direcionado para a porção mais baixa do corpo ou estrutura a ser radiografada.
ANGULAÇÃO CEFÁLICA
ANGULAÇÃO PODÁLICA
Outros termos usados em posicionamento radiológico.
Decúbito dorsal em Trendelenburg: Posição na qual o paciente fica com a cabeça em um plano mais baixo em relação aos pés, devido a inclinação da mesa de exames, sendo utilizada algumas vezes nos exames de Urografia intravenosa e TGI-ALTO (estômago e duodeno).
Decúbito dorsal na posição de FOWLER: Descreve o inverso da posição de Trendelenburg, ou seja, desta vez o paciente vai estar com a cabeça em um nível mais alto em relação aos pés, devido a inclinação da mesa.
Posição de SIM: Paciente em Semidecúbito ventral, com a perna do lado encostado na mesa esticada e a outra com o joelho fletido. Tal posição está indicada para o procedimento de aplicação de meio de contraste nos exames de ENEMA BARITADO por exemplo.
Posição ginecológica: Paciente em decúbito dorsal, quadris abduzidos, joelhos fletidos e colocados sobre um apóio. Geralmente usada nos exames ginecológicos e nos exames de HISTEROSSALPINGOGRAFIA por exemplo.
FORMAÇÃO DA IMAGEM RADIOLÓGICA E PROCEDIMENTOS DE REVELAÇÃO.
Depois de realizada determinada incidência, o procedimento seguinte é a revelação do filme radiográfico, sendo esta etapa realizada na câmara escura, pois a incidência direta de luz branca sobre a película radiográfica logo após ter sido exposta aos raios-x, pode comprometer de forma negativa a sua revelação e causar a perda da imagem latente.
Imagem latente: é a imagem formada logo após o filme radiográfico ter sido exposto à radiação.
LEMBRE SEMPRE! “Nunca abra chassis ou caixa de filmes na presença de luz branca”. Este procedimento só pode ser realizado na ausência total de luz. Exceção: a luz vermelha pode ser utilizada nos ambientes de câmara escura.
Imagem revelada ou radiológica: é aquela que se apresenta fixa e visível na película de raios-x, depois de ter passado pelas etapas de revelação.
Nota! Revelação: é o conjunto de procedimentos químicos que transformam a imagem latente em imagem revelada.
A revelação pode ser de dois tipos:
Revelação manual, que consiste em primeiramente mergulhar a película de raios-x na solução química reveladora, depois, mergulhar na água e em seguida, mergulhar novamente a película de raios-x agora na solução fixadora.
REVELADOR
ÁGUA
FIXADOR
REVELAÇÃO MANUAL
Nota: O nome do acessório utilizado para mergulhar os filmes radiográficos nas soluções químicas é COLGADURA.
Revelação automática ou mecanizada consiste no uso de um sistema mecanizado de revelação (processadoras de filmes).
REVELAÇÃO AUTOMÁTICA.
O filme radiográfico possui em suas superfícies uma cobertura de um material gelatinoso, denominado emulsão que possui cristais de aletos de prata que ao reagir com as soluções químicas (revelador e fixador) formam a imagem radiográfica.
Alguns fatores que podem prejudicar a qualidade da imagem revelada.
O químico que pode não estar nas condições ideais de diluição, químico muito diluído = imagem fica mais clara, químico saturado = imagem mais escura;
A patologia, por exemplo: para uma técnica normal (quantidade de kV, mA e t) para um paciente enfisemático, a imagem do tórax vai parecer estar muito penetrada (muito preta na área pulmonar), devido a hiper transparência causada pela própria patologia;
 Tipo de écran, filme, temperatura do químico etc.
OUTROS TIPOS DE REVELAÇÃO:
REVELAÇÃO À SECO OU SISTEMA “DRY”.
O sistema de processamento de imagem “DRY laser” não necessita de água, revelador, fixador ou quaisquer outros produtos químicos
CHASSIS E ÉCRANS.
Chassis é o dispositivo que protege o filme de raios-x contra a exposição de luz branca e possibilita o técnico em radiologia transportá-lo em ambientes iluminados. Podem ou não ter janelas de identificação.
Écran: São cristais de elementos químicos, denominados “terras raras” que na presença de raios-x, emite luz (fluorescência), podendo ser de grão fino, grão grosso, de velocidade ou não, de luz verde e de luz azul.
CASSETE DE UM SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE IMAGENS DIGITAIS.
OS FATORES FORMADORES DA TÉCNICA RADIOLÓGICA E O CÁLCULO DA TÉCNICA RADIOLÓGICA.
GENERALIDADES: 
 Para se obter uma boa imagem no filme radiográfico, além de um bom posicionamento do paciente ou estrutura a ser radiografada, devemos saber utilizar corretamente os “Fatores radiográficos ou elementos formadores da TECNICA” utilizada para determinado caso, de forma equilibrada e que esteja dentro dos padrões de segurança e tolerância do organismo. Tais elementos são : o kV (kilovolt), a mA (mili amperagem), o t (tempo de exposição em seg.), a “D” (distância em cm) e a constante do aparelho (K). Existem também outros fatores, como por exemplo: o uso ou não de grades, o tipo de Écran (grão fino, médio ou grosso), o EFEITO ANÓDICO e as condições do químico usado para a revelação do filme.
Painel ou mesa de comando mostrando os fatores radiográficos, botões seletores de voltagem e Bucky, de preparo e disparo, Leds indicadores e Agulhas com escala de leitura.
*O QUE SIGNIFICA :
A) A tensão (kV): Fator radiográfico que representa a qualidade dos raios-x, sendo também responsável pelo poder de penetração dos raios-x e pelos contrastes intermediários entre o PRETO e o BRANCO (tons de Cinza). OBS: Quanto mais kV empregado, maior será o poder de penetração, ou seja, nos exames de maior espessura a radiação secundária produzida é proporcional a quilovoltagem empregada.
OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE KV.
O KV está relacionado com a energia do feixe de raios-x;
Quanto maior o valor do KV aplicado, maiorserá a força de penetração dos fótons;
Em grande parte dos aparelhos de raios-x os valores de KV estão disponíveis em uma escala que varia entre 40 e 120KV;
O KV é o principal fator de controle da imagem.
Outra expressão usada para o cálculo do KV, descrita em algumas literaturas é:
ESP x 2 + CA=KV, onde:
ESP = espessura da área em cm;
CA = Constante do Aparelho;
KV = o que se quer saber.
Como calcular o kV? – Através da fórmula:
kV = 2 x e + K, onde:
kV é a quilovoltagem que se deseja, multiplica-se a “e” (espessura) por 2 e soma-se com a “K” (constante do aparelho). 
EX: kV = ? kV = 2 x e + K Resposta: kV = 70.
 e = 20 cm kV = 2 x 20 + 30
 K = 30 kV = 40 + 30
OBS: para encontrar a espessura da região a ser radiografada “e”, utilizamos um instrumento denominado “ESPESSÔMETRO”, que nada mais é que um tipo de régua ou escala graduada em “cm”. Caso não disponha deste instrumento, utilize uma fita ou régua para obter a medida.
B) A corrente mAs: Fator radiográfico que representa a quantidade de raios-x, sendo também responsável pelos contrastes fortes (PRETO e BRANCO). Essa quantidade depende do Tempo usado, pois o aumento de um pode ser compensado com a diminuição do outro, daí o termo mAs (mA x tempo). O mA depende do aquecimento fornecido ao CATÓDIO (-), pois quanto maior for o aquecimento, maior será a quantidade de elétrons flutuando sobre o catódio, ou seja, maior será a nuvem eletrônica que será projetada para a superfície do ANÓDIO, produzindo assim maior quantidade de raios-x.
A corrente não é calculada e sim calibrada na mesa de comando.
OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE mAs.
O mAs é o produto (multiplicação) da corrente do tubo (mA) pelo tempo de exposição (t) em segundos;
O mAs define a quantidade de fótons de raios-x aplicados em uma exposição radiográfica;
Quanto maior o mAs, maior a quantidade de fótons de raios-x no feixe e, consequentemente, maior o grau de enegrecimento (densidade) da imagem.
Como calcular o mAs ? – Através da fórmula: mAs = mA x t, onde:
mAs = é o que se deseja, o mA( miliampére) multiplica-se pelo t (tempo).
EX: mAs = ? mAs = mA x t 
 mA = 300 mAs = 300 x 0,5
 t = 0,5 s Resposta : mAs = 150.
Outra expressão matemática descritas em algumas literaturas:
mAs / s = mA
mAs / mA = s
O cálculo do mAs pode ser obtido através da expressão matemática:
KV x CMR = mAs, onde:
CMR = Constante Miliamperimétrica Regional.
A CMR é atribuída aos diferentes tecidos e órgãos do corpo humano.
	TECIDOS / ÓRGÃOS
	CMR
	OSSOS
	1.0
	PARTES MOLES
	0.8
	PULMÕES
	0.03
C) t: Fator radiográfico que caracteriza o “Tempo de exposição em segundos”, está intimamente ligado com a mA, pois é o tempo de aquecimento do CATÓDIO (-), lembre-se ! quanto maior for o aquecimento, maior será a quantidade de elétrons produzidos (nuvem eletrônica), ou seja maior será a quantidade de raios-x que é empregada. O tempo (t) é a duração da emissão dos raios-x e deve ser curto nas radiografias de órgãos em movimento, com por exemplo: Coração, intestino (peristalse), pulmões etc. 
D) K: Fator radiográfico que caracteriza a constante do aparelho, ou seja, são padrões técnicos dos componentes eletrônicos, de acordo com sua potência (padrões do fabricante). Geralmente, utilizamos um K=30 (de 20~30*)
Como calcular a K ? – Através da fórmula usada para calcular o kV:
kV = 2 x e + K, por exemplo:
kV = 80 kV = 2 x e + K 80 – 50 = K
e = 25 cm 80 = 2 . 25 + K		 
K = ? 80 = 50 + K
Resposta: K = 30
OBS: Quando a grade usada for da proporção 8:1, a constante do aparelho é = a 30;
Se for de 12:1, a constante será = 40.
A grade antidifusora, criada pelo Dr. Gustav Bucky, consiste em um conjunto de finas lâminas de chumbo separadas por um material radio transparente muito leve e possui a função de absorver radiação espalhada (secundária) originada a partir da interação do feixe de raios-x primário de radiação com a área de interesse / ou parte do corpo do paciente. Deve ser usada quando a quilovoltagem for superior a 70KV. Existem grades fixas (Dr. Gustav Bucky) e móveis (Dr. Hollis E. Potter e Dr. Gustav Bucky – sistema POTTER-BUCKY).
E) D: fator radiográfico que caracteriza a distância do foco até o filme (DFoFi), ou seja, relaciona-se com a quantidade de raios-x que saindo do foco chega até o objeto. 
Essa quantidade é inversamente proporcional ao quadrado da distância e é um fator que não está relacionado diretamente com a mesa de comando. 
De acordo com a Lei de Kepler, ao dobrarmos a distância foco-filme (DFoFi), teremos que quadruplicar a intensidade da radiação, para que possamos obter uma radiografia de padrões semelhantes. 
Lembre-se, a distância é medida em cm ou m, sendo mais comumente usada a distância de 100 cm ou 1 m.
F) Efeito Anódico: Fenômeno que explica a quantidade a mais de radiação no lado do CATÓDIO (-). Relaciona-se com o ângulo de inclinação do alvo ou pista de choque dos elétrons no ANÓDIO (+). Portanto, o CATÓDIO (-) sempre deve estar voltado para a região de maior densidade, por exemplo: 
Em uma radiografia da coluna toracolombar em AP, o CATÓDIO deve estar voltado para a região lombar, radiografia do joelho em AP, o CATÓDIO voltado para o lado da coxa e etc.
OUTRAS CONSIDERAÇÕES:
Efeito Anódico: O efeito anódico descreve um fenômeno em que a intensidade da radiação emitida pelo catodo do emissor de raios X é maior do que a do anodo. 
Isso se deve ao fato de o ângulo da face do anodo sofrer grande atenuação ou absorção de raios X pelo terminal do anodo.
Estudos mostram que a diferença de intensidade do catodo para o anodo no feixe de raios X pode variar de 30% a 50%, dependendo do ângulo alvo. 
Em geral, quanto menor o ponto focal, maior o efeito anódico. 
Observação: Um ângulo anódico mais preciso (menor que 12°) também aumenta o efeito anódico, mas isso é determinado pelo fabricante, e não pelo técnico / tecnólogo / radiologista.
· FÍSICA PARA CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E BIOMÉDICAS – OKUNO, CALDAS e CHOW – ED. HARBRA, 1982, SÃO PAULO – SP.
· MANUAL DE POSICIONAMENTO RADIOGRÁFICO – A. BIASOLI Jr. – ED. RUBIO, 2007, RIO DE JANEIRO – RJ.
· MANUAL DE POSICIONAMENTO PARA ESTÁGIO EM RADIOLOGIA – N. P. FONSECA e S. SAVAREGO – ED. YENDIS, 2007, SÃO CAETANO DO SUL – SP.
· NOÇÕES BÁSICAS DE RADIOLOGIA – WILMAR TORRANO – PUBLI EDITORA E GRÁFICA, 2002, CAMPINAS – SP.
· RADIOLOGIA MÉDICA / FÍSICA, PROCESSAMENTO DE FILMES, TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA – D. HONORATO (Org.) e E. CORRÊA Jr, I. A. NOGUEIRA e J. C. B. LUCAS – ED. MARTINARI, 2007, SÃO PAULO – SP.
· RADIAÇÃO: EFEITOS, RISCOS E BENEFÍCIOS – E. OKUNO – ED. HARBRA, 1998, SÃO PAULO – SP.
· RADIOLOGIA / DICIONÁRIO DE TERMOS – PROFº. A. SANTOS e PROFº. F. MERIJ – ED. ESCOLAR, 2006, SÃO PAULO – SP.
· TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS: PRINCÍPIOS FÍSICOS, ANATOMIA BÁSICA e POSICIONAMENTO – A. BIASOLI Jr – ED. RUBIO, 2006, RIO DE JANEIRO – RJ.
· TECNOLOGIA DA RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM VOL 02 E 03, 2ª EDIÇÃO – A. I. DA NÓBREGA (Org.) – ED. DIFUSÃO, 2007, SÃO CAETANO DO SUL – SP.
SITES VISITADOS:
http://www.if.ufrgs.br
http://br.geocities.com/saladefisica
© Revista Eletrônica de Ciências - Número 5 - Março de 2002. 
www.radiology.com.br
estudoxradmed.blogspot.com
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