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Alterações Pulpares É um tecido conjuntivo delicado que contém vasos sanguíneos, linfáticos e nervos. Ela reage a estímulos agressivos promovendo bloqueios a essas agressões por três mecanismos: esclerose dentinária, formação de dentina terciária e inflamação pulpar. Esses processos podem causar alterações pulpares e dor Polpa Dentária Ocorre durante toda a vida dentária e é a formação de dentina Por ser rica em vasos sanguíneos, auxilia na entrada de nutrientes e oxigênio e saída de restos metabólitos residuais É a capacidade da polpa de responder a dor e aos diferentes agressores por meio de fibras nervosas: mielínicas e amielínicas Defende-se dos estímulos agressores formando dentina de esclerose e dentina reparativa Funções da Polpa Formativa Nervosa Nutritiva Defensiva Pulpite A polpa dental está confinada em tecido duro que pode alterar a resposta às agressões locais. A dentina circundante proporciona suporte mecânico rígido e proteção contra a cavidade oral rica em bactérias. Uma violação desta barreira pode afetar a saúde da polpa dental. As alterações vasculares inflamatórias aumentam o volume da polpa, mas o inchaço é restrito devido às paredes dentinárias circundantes, consequentemente desencadeando dor Mecânicos: Traumáticos Iatrogênicos Patológicos Atrição Fraturas coronárias Preparo de cavidades Abrasão Erosão Raspagem periodontal Principais Estímulos Nocivos que Causam Inflamações - Pulpites https://www.freepik.com/free-vector/teeth-anatomy-infographics-with-editable-text-captions-pointing-sectional-tooth-with-veins-dentin-enamel-vector-illustration_38754639.htm/?utm_source=slidesgo_template&utm_medium=referral-link&utm_campaign=sg_resources&utm_content=freepik Principais Estímulos Nocivos que Causam Inflamações - Pulpites Térmicos: Calor decorrente de preparos cavitários e do uso de materiais restauradores (caneta de alta rotação) Material restauradorPreparo cavitário Principais Estímulos Nocivos que Causam Inflamações - Pulpites Químicos: Agentes do sistema adesivo (primes), materiais oriundos de restaurações de resinas compostas Substâncias químicas irrigadoras empregadas para lavar o tecido pulpar Primes Material restaurador Principais Estímulos Nocivos que Causam Inflamações - Pulpites Bacterianos: As bactérias podem danificar a polpa através de toxinas ou diretamente após a extensão das cáries Pulpite reversível Pulpite irreversível sintomática Pulpite hiperplásica Pulpite irreversível assintomática Necrose pulpar Pulpite Hiperplasica Necrose Pulpar Principais Estímulos Nocivos que Causam Inflamações - Pulpites P.I.S. Aguda P.I.S. Avançada Bacterianos: As bactérias podem danificar a polpa através de toxinas ou diretamente após a extensão das cáries Pulpite reversível Pulpite irreversível sintomática Pulpite irreversível assintomática Pulpite Reversível Conhecida comumente como "dor de dente¨, é uma inflamação da polpa dental que pode ser revertida. Isso significa que, se a causa da inflamação for eliminada, a polpa pode voltar ao seu estado normal Pulpite Reversível Aguda Inflamação na fase inicial, geralmente causada por cárie superficial ou irritações temporárias. É uma resposta hiperêmica em uma área localizada da polpa e pode ser acompanhada de um infiltrado leve a moderado de células inflamatórias na polpa Sinais e Sintomas: Dor leve a moderada que ocorre em resposta a estímulos (como contato, frio ou calor), mas que alivia rapidamente após a remoção do agente irritante Formação de edema discreto nessa fase inicial inflamatória da polpa Aumento de pressão na polpa vai aumentar a sensibilidade da dentina e a dor Sobre: Pulpite Reversível Crônica Inflamação que persiste por um período mais longo, mas ainda é tratável. Pode ser resultado de irritações contínuas, um estado de transição antes de chegar a pulpite irreversivel, até 2 mm antes de chegar na polpa dentária Sinais e Sintomas: Dor mais intensa que ainda pode ser aliviada com tratamento, podendo melhorar com a remoção do agente irritante. Lesões cariosas mais externsas, mas sem exposição pulpar e de vasos pulpares Formação de edemas pela inflamação da polpa Pressão já aumentada eleva mais a dor mas ainda passa rápido Sobre: Não há dor expontânea, dor ao comer doce e frio Observar recessões gengivais, restautações insatisfátoria, cáries, recidivas, lesões, edemas, coloração e etc Radiograficamente, a cárie precisa estar a pelo menos 2 mm da câmara pulpar; então, deve-se observar a integridade das restaurações e as cáries interproximais Anamnese Exame Clinico Testes Radiográfico Exame Teste de vitalidade pulpar positivo; teste de temperatura ao frio com dor, semelhante ao dente normal; sem dor no teste ao quente; sem dor na percussão Diagnóstico Prognóstico e Tratamento Remoção da cárie Restauração do dente Não é considerado uma urgência; prognóstico favorável, pois uma vez que a polpa se recupera, não são necessárias intervenções adicionais Pulpite Irreverssível Sintomática É uma inflamação da polpa que não pode ser revertida. Nesse caso, a polpa já está danificada, a remoção da irritação não resultará na recuperação e ocorrerá pulpotomia ou pulpectomia. Pulpite Irreversível Sintomática Aguda Inflamação severa e súbita da polpa, de caráter irreversível, geralmente resultante de cáries profundas, trauma intenso ou infecções, onde a polpa irá progredir invariavelmente para necrose e pode ocorrer mesmo sem exposição da polpa à cavidade oral Sinais e Sintomas: Dor pulsátil, excruciante, lenta, lancinante e espontânea aumentada ao esforço fisico e ao deitar Dor referida para outras partes da face Inicio de degeneração pulpar por falta de oxigênio Sobre: Dor expontânea e pulsátil Observar cáries profundas e extensas, sem exposição pulpar, restaurações infiltradas e etc Radiograficamente, há presença de lesão radiolúcida; a cárie está a menos de 2 mm da câmara pulpar, observando a integridade das restaurações, as cáries interproximais etc Anamnese Exame Clinico Testes Radiográfico Exame Teste de vitalidade pulpar negativo; teste de temperatura ao frio com dor acentuada, que deve ser feito com cuidado; teste ao quente sem dor; teste de percussão também sem dor, pois os canais ainda estão normais Diagnóstico Prognóstico e Tratamento Anestesiar, remoção da polpa, pulpotomia e hemostasia Restauração do dente É considerada uma urgência; o prognóstico é tratamento endodôntico, apesar de a polpa parecer normal, pois a mesma já se encontra infectada por bactérias Pulpite Irreversível Sintomática Avançada Inflamação persistente da polpa que pode ter períodos de remissão e exacerbação. Frequentemente associada a cáries que não foram tratadas por um longo período de tempo Sinais e Sintomas: Dor intermitente, que pode ser severa em episódios agudos Dor com estimulos ao quente Pode haver presença de fístulas ou abscessos associando-se com uma inflamação mais crônica Polpa com necroses pontuais Sobre: Dor espontânea difusa Observar cáries extensas proxima a polpa mas sem exposição pulpar, restaurações infiltradas e etc Radiograficamente há presença de lesão radiolúcida, a cárie está a menos de 2 mm da câmara pulpar; observação da integridade das restaurações anteriores, das cáries interproximais, além de outras lesões Anamnese Exame Clinico Testes Radiográfico Exame Teste de vitalidades pulpar negativo; teste de temperatura ao frio sem dor ele alivia; teste ao quente com dor porque na câmara pulpar tera areas com necrose pontuais e sem dor de percusão, mas os canais estão inflamados Diagnóstico Prognóstico e Tratamento Anestesiar, remoção da polpa, pulpotomia e hemostasia Restauração do dente É considerado uma urgência, prognóstico é tratamento endodôntico até terço médio do dente, pois já há bacterias e necroses pontuais na polpa. Pultite Irreverssivel Assintomática É uma inflamação crônica no tecido pulpar associada a uma câmara pulpar aberta, o que permite a drenageme, consequentemente, a ausência de sintomas. Pulpite Irreversível Assintomática É uma inflamação crônica de câmara pulpar aberta, o que permite a drenagem e, consequentemente, a ausência de sintomas, que pode ter sido causada por trauma dentário, acidente ou iatrogênia odontologica. Sinais e Sintomas: Diminuição da translucidez e alteração da cor do dente Cavidade pulpar aberta Drenagens na cavidade Pode se tornar sintomática se não for tratada Sobre: Não há dor mas a polpa está exposta Observar uma diminuição da translucidez e uma alteração da cor do dente, observar a exposição da polpa Radiograficamente obliteração total ou parcial do espaço pulpar, uma diminuição do volume da câmara ou do espaço radicular, observando patoligias pequena a grandes expanções que podem ocupar toda a câmara pulpar. Anamnese Exame Clinico Testes Radiográfico Exame Teste de vitalidades pulpar negativo ou positivo dependendo do estado pulpar; teste de temperatura ao frio negativo; teste ao quente negativo e sem dor de percusão, Diagnóstico Prognóstico e Tratamento Tratamento endodôntico para evitar necrose pulpar Restauração do dente É considerado uma urgência, prognóstico é tratamento endodôntico pois a polpa esta exposta na cavidade oral . Necrose Pulpar É a necrose completa da polpa, devido à isquemia provocada pelas toxinas bacterianas. Esta condição é subsequente à pulpite irreversível sintomática ou assintomática Necrose Pulpar É caracterizada pelo somatório de alterações morfológicas que acompanham a morte celular da polpa: Necrose de liquefação de origem bacteriana ou endogêna e promovem a destruição tecidual. Necrose de coagulação é causada por uma lesão traumática, sem suprimento sanguíneo pulpar, ocasionando isquemia tecidual. Necrose gangrenosa necrose de coagulação feita por bactérias que promovem a liquefação Sinais e Sintomas: Os dentes com polpas necróticas apresentam sintomas que variam de nenhuma dor até uma dor aguda, com ou sem sensibilidade na mordida e hiperoclusão, a depender do nivel de necrose que pode ser parcial ou total Sobre: Não há dor ou dores agudas se for parcial Detecta-se a presença de cáries ou restaurações extensas que alcançaram a polpa. Em outras situações, quando a causa de necrose foi traumática, a coroa dentária pode estar hígida. A necrose pulpar também pode promover o escurecimento da coroa Pela radiografia observa-se a presença de cárie, coroa fraturada ou restaurações extensas. Se a causa de necrose foi traumática, a coroa dentária podeapresentar-se hígida ou com pequenas restaurações. Pode apresentar uma lesão perirradicular caracterizada por reabsorção óssea pode estar presente Anamnese Exame Clinico Testes Radiográfico Exame Teste de vitalidades pulpar negativo; teste de temperatura ao frio negativo; teste ao quente negativo e sem dor de percusão Diagnóstico Prognóstico e Tratamento Tratamento da necrose pulpar consiste na remoção de todo o tecido necrosado e infectado, tratamento endodôntico. Restauração do dente o dos canais radiculares É não considerado uma urgência, pois geralmente não há dor. Prognóstico é tratamento endodôntico do tecido necrosado Conclusão Enquanto a pulpite reversível pode ser recuperada por meio de intervenções menos invasivas, a pulpite irreversível requer maior atenção, pois necessita de tratamentos mais complexos e invasivos para evitar a necrose e, posteriormente, a perda dentária Em suma, a avaliação clínica e radiográfica é essencial, assim como o conhecimento das diferenças entre os tipos de pulpites, para que possamos determinar o diagnóstico com exatidão e, assim, o melhor tratamento para cada alteração pulpar. Portanto, se não houver um tratamento adequado, o resultado será o surgimento de doenças periapicais, como periodontite, pericementite apical e granuloma apical, entre outras. Componentes: Ana Clara Almeida Carolina Melo Eduarda Rodrigues Isadora Mousinho Islany Paiva Lucas Vinicius Feitosa Raísa Sol Rodrigues Thanks! Referencias Bibliograficas COHEN, S. & HARGREAVES, K. M. Caminhos da Polpa. 9ª. ed. (Português), Ed. Elsevier Editora Ltda, Rio de Janeiro, 2007. LOPES, H. P. & SIQUEIRA, J. F. Endodontia: Biologia e Técnica. 2ª. ed. Rio de Janeiro. Ed. Medsi-Guanabara Koogan S. A. 2004. NEVILLE, Brad W.; DAMM, Douglas D.; ALLEN, Carl M.; CHI, Angela C. Patologia Oral e Maxilofacial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. ESTRELA, Carlos. Dor Odontogênica. São Paulo: Artes Médicas, 2008 SHAFER, WG; HINE, MK; LEVY, BM Patologia Bucal. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1985.