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Resumo 
ODONTOPEDIATRIA 
 
Ana Júlia Gomes 
 
Popularmente conhecido como “dente de leite” 
devido a sua coloração mais branca. Isso acontece 
devido: 
 Esmalte mais fino, menos mineralizado e mais 
permeável. Isso gera uma maior vulnerabilidade à 
cárie. 
 Maior volume pulpar. 
 Porosidade da região do assoalho. Caso o dente 
decíduo seja acometido pela cárie, há a 
possibilidade de atingir o dente permanente. 
 Raízes curvas e delgadas. 
 
 
 
 
 
 
Os dentes decíduos começam a se formar a partir da 6ª 
semana, e os dentes permanentes, a partir do 3º mês de 
vida intra-uterina. Dessa forma, condições 
desfavoráveis durante a gestação (uso de 
medicamentos, infecções, carências nutricionais) 
podem trazer problemas nos dentes em fase de 
formação e mineralização. 
Erupção / Irrupção: Processo pelo qual o dente se 
desloca do local onde inicia-se seu desenvolvimento (a 
cripta óssea) até alcançar o plano oclusal. 
 Cronologia eruptiva: É o tempo médio em que os 
dentes devem irromper. 
 Sequência eruptiva: É a ordem em que os dentes 
aparecem na cavidade bucal. 
Esta ordem oferecerá oportunidade ideal para os 
dentes ocuparem seu devido lugar no arco. 
A erupção, tanto de dentes decíduos, quanto de 
permanentes, passa por 3 fases distintas: 
1- Pré-eruptiva. 
2- Eruptiva ou pré-funcional. 
3- Pós-eruptiva ou funcional. 
A erupção pode se dar de forma variável, mas não 
antes de iniciada a formação radicular. 
Todas essas teorias possuem valor relativo, pois estão 
subordinadas ao código genético. Porém, condições 
locais, fatores sistêmicos e endócrinos-nutricionais, 
afetam o processo eruptivo, acelerando-o ou 
atrasando-o. 
Início da formação dos germes dos decíduos e 
permanentes: 
 
 
 
 
 
 
Mineralização dos germes dos decíduos: 
 
 
 
 
 
 
 
Portanto, os dentes decíduos iniciam a calcificação por 
volta da 14ª SVIU e a erupção inicia +- no 7º mês de vida 
e termina quando a criança tem +- 2 anos e meio. 
 
 
 
 
 
 
Alguns fatores locais podem causar variações na 
cronologia de erupção, como: 
 Hematoma de erupção. 
 Cistos de erupção. 
 Anquilose dento-alveolar. 
 Dentes inclusos ou impactados. 
 Perdas precoces. 
 Falta de espaço. 
 Traumatismos. 
 Hábitos. 
A primeira dentição não possui pré-molares nem 
terceiros molares e é composta por 20 dentes: 10 na 
maxila e 10 na mandíbula. 
 
 
Cronologia e Sequência de Erupção: Decíduo 
 
 
 
 
 
Na fase em que os dentes estão chegando, é normal 
ocorrer odontíases: 
 Salivação aumentada. 
 Hematomas de erupção. 
 Irritabilidade. 
 Dificuldade para dormir. 
 Diarreia leve e inconstante. 
 Assaduras. 
 Febrículas. 
Para tentar diminuir o desconforto indica-se apenas 
massagem gengival com uso de uma gaze enrolada ao 
dedo, ou mordedores de borracha. 
Desenvolvimento da mandíbula: 
Quando o bebê nasce, ele possui a mandíbula muito 
pequena e retraída em relação a maxila (retrognatismo 
mandibular de 5 a 8mm). À medida em que a 
amamentação exclusiva é realizada, ocorre intenso 
exercício muscular, responsável pelo crescimento da 
face. 
A estimulação durante a amamentação e, 
posteriormente, a mastigação, levam ao crescimento 
mandibular adequado, estabelecendo uma relação 
harmônica com a maxila. 
Do nascimento até os 6 meses de vida, deve-se 
concentrar a atenção em três funções importantes 
para o desenvolvimento: sucção, respiração e 
deglutição - que, quando estimuladas e realizadas 
adequadamente, contribuem para o bom 
desenvolvimento do sistema estomatognático. 
Desenvolvimento da língua: 
Os movimentos da língua, no recém-nascido, são no 
sentido ânteroposterior e esses movimentos são 
realizados nos processos de sucção e deglutição. 
Somente mais tarde, com a presença dos incisivos 
estabelecendo a guia Incisal, quando os movimentos e 
posições mandibulares são mais exatos, é que a língua 
começa a desenvolver movimentos mistos (momento 
em que permanece confinada na cavidade bucal), 
coincidindo também com o início dos movimentos 
mastigatórios - para a aprendizagem da mastigação. 
O toque incisal é um valioso guia do desenvolvimento 
da oclusão, transmitindo importantes estímulos de 
crescimento às bases ósseas. 
FASES DA ERUPÇÃO DENTÁRIA 
1ª fase (até 1 ano): Erupção dos incisivos. 
1. Excursão da mandíbula no sentido ântero-
posterior. 
2. Reposicionamento da língua com interposição 
entre as arcada (padrão de deglutição infantil 
para molares). 
3. Remodelação óssea. 
4. Guia incisal. 
5. Desenvolvimento da ATM. 
 
 
 
 
 
 
2ª fase (12 a 16 meses): Erupção dos 1º molares 
decíduos, gerando um ganho de dimensão vertical. 
Nesta fase, a criança já possui um padrão de 
deglutição “maduro”, portanto ela já consegue se 
alimentar de alimentos mais sólidos. Também ocorre a 
interposição da língua entre as arcadas e estreita 
relação com a superfície lingual dos lábios, criando um 
selamento durante a deglutição para vácuo e 
participação dos músculos da mastigação. 
3ª fase (16 a 20 meses): Erupção dos caninos inferiores e 
superiores. É estabelecida a guia canina, que é 
importante no estabelecimento e manutenção dos 
espaços primatas (espaço entre os caninos e laterais 
decíduos superiores e primeiros molares e caninos 
decíduos inferiores). 
 
 
 
 
Este espaço é muito desejado e importante, pois a falta 
dele provavelmente resultará em apinhamento dos 
dentes permanentes. 
4ª Fase (20 a 28 meses): Inicia-se a erupção dos 
segundos molares inferiores e superiores decíduos. 
Ocorre a estabilização do ganho de dimensão vertical. 
As relações distais destes atuarão como guia na 
erupção dos 1º molares permanentes. 
Outra característica, também muito bem vinda, na 
arcada decídua é o Leeway Space (espaço livre de 
nance): diferença entre a soma das distâncias mésio-
distais de canino, 1ºM e 2º molar decíduo com caninos 
permanentes, 1ºPM e 2ºPM. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por volta dos 30 meses, a dentição decídua se 
completa, e o desenvolvimento da oclusão dos dentes 
permanentes poderá ser diretamente influenciada por 
algumas características: 
1- Arco de Baume: tipo I é mais favorável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2- Inclinação axial dos dentes decíduos: Suas raízes são 
paralelas, evidenciando ausência de inclinação axial, 
formando um ângulo de quase 180° entre si. Observa-se 
a ausência da curva de Spee e da curva de Wilson 
(paralelismo no longo eixo dos dentes superiores e 
inferiores). 
 
 
 
3- Relação terminal segundos molares decíduos: 
Extrema importância em relação a erupção dos 1º 
molares permanentes, pois suas raízes agem como guia 
de erupção. As relações distais destes atuarão como 
guia na erupção dos 1º molares permanentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A posição mais desejada é a classe I de Angle, quando 
a ponta da cúspide mésio-vestibular do 1ºMS oclui no 
sulco vestibular do 1ºMI. 
 
 
 
 
4- Trespasse horizontal ou sobressaliência: (overjet) é a 
medida horizontal que se refere à distância entre as 
bordas incisais dos incisivos centrais superiores à face 
vestibular dos incisivos centrais inferiores. 
 
 
 
 
 
 
Será normal quando os incisivos superiores estiverem a 
frente dos inferiores entre 1 e 2mm, aumentado quando 
o trespasse exceder 2mm, inexistente quando bordos 
incisais dos superiores tocarem nos inferiores e negativo 
quando um ou mais incisivos superiores estiverem 
posicionados atrás dos inferiores. 
5- Trespasse vertical ou sobremordida: (overbite) é a 
medida vertical que se refere à distância que a borda 
incisal dos incisivos centrais decíduos superiores 
sobrepassa a borda incisal dos incisivos centrais 
decíduos inferiores é assim classificada: 
 Grau 0: topo a topo. 
 Grau 1: normal (até 1mm). 
 Grau 3: moderada (até 2mm). 
 Grau 4: exagerada (mais de 2mm). 
DENTADURA DECÍDUA 
Com a dentição decídua completa, deve-se ter:associado à codeína. 
2. ANESTÉSICO LOCAL 
 Lidocaína. 
 Mepivacaína. 
 Prilocaína. 
 Articaína. 
Contra-indicações para os vasoconstritores em ODP: 
 
 
 
 
 
Se a criança estiver compensada, podemos utilizar os 
vasoconstritores sem problemas, respeitando a dose. 
Fórmula para descobrir o peso da criança: 
 Peso = (idade x 2) + 9. 
Cálculo para o máximo de tubetes: 
 (Peso x Dose de adulto) / 70 
 
 
 
 
 
Mg/tubete: 
 2% = 2g de anestésico/100ml de solução. 
 2000mg/100ml = 20mg/ml. 
Tubete = 1,8ml 
 20mg  1 ml 
 X  1,8 ml 
 X = 36 mg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
*OBS: Se a criança tiver propensão à anemia, ela pode 
desenvolver metemoglobinemia com o uso da 
Prilocaína. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica pterigomandibular: 
Em crianças que ainda não possuem o 1MP, geralmente 
o nervo alveolar inferior costuma ficar um pouco mais 
abaixo que normal. 
3- ANESTÉSICO TÓPICO 
Deve ser bem aplicado para apresentar efeito. 
CONTROLE DA ANSIEDADE E MEDO 
 Hidrato de cloral (farmácia de manipulação). 
 Anti-histamínicos sedativos (fenegan, loratadina). 
 Dramin. 
 Derivados benzodiazepínicos (dormonid – pode 
causar efeito rebote); 
 Sedação consciente por meio de óxido nitroso 
(via inalatória). A criança precisa saber respirar 
bem. 
1 gota por kg, de 6/6 hrs, se 
houver dor, não mais que 2 dias. 
 
OBS: Só utilizaremos as medicações quando todos os 
outros meios de controle de comportamento não forem 
eficientes. 
RECEITUÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
COMO PRESCREVER? 
Escolhemos 30 mg/kg/dia (a escolha depende da 
gravidade da infecção). 
 30 mg  1 kg 
 X  20 kg 
 X= 600mg (dose diária) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: 600mg devem ser divididos em 3 doses, portanto, 
200mg a cada 8 horas. 
 
 
 
 
 
 
 
Em um frasco de 250mg/5ml: 
 250 mg  5 ml 
 200 mg  X 
 X =4 ml 
O paciente deve tomar 4ml a cada 8 horas. 
OBS: Para a concentração de 60 mg/kg/dia de 
Amoxicilina 250mg/5ml há uma regra prática: 
 (Peso/5) x 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Observações Funções estomatognáticas estabelecidas. 
 Lateralidade mandibular. 
 Mastigação bilateral. 
 Produção de fonemas linguo-dentais e linguo-
alveolares como o pseudo-ceceio anterior dos 
fonemas (o/s/z). 
 
 
 
 
 
Desenvolvimento dos Dentes Permanentes: 
1- Calcificação: ao nascimento. 
2- Erupção: início ± 6 anos - término ± 12anos. 
 
 
 
 
 
 
O início da dentição mista ocorre com a erupção dos 
primeiros molares permanentes, e os incisivos centrais e 
laterais, começam a serem substituídos pelos 
permanentes. 
Neste processo ocorre a reabsorção da raiz decídua + 
raiz permanente aumentando + crescimento em altura 
no processo alveolar + movimentação do permanente 
através do osso. 
 
 
 
 
Fatores que determinam a posição do dente durante a 
erupção: 
1- Pré-eruptivo: genético, traumas. 
2- Intra-alveolar: presença ou ausência do dente, 
velocidade de reabsorção, perda precoce ou 
retenção prolongada e presença de processos 
patológicos. 
3- Intra-bucal: ausência do antogonista e do 
adjacente, forças musculares, força da 
mastigação, hábitos. 
4- Oclusal: equilíbrio de forças musculares. 
Sequência ideal de erupção segundo Moyers: 
 Na maxila: 6 – 1 – 2 – 4 – 5 – 3 – 7 
 Na mandíbula: 6 – 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 7 
 
 
 
 
 
Estágio de calcificação de Nolla: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Normalmente, o dente leva 6 anos para ele se instalar 
no ambiente bucal e mais 3 anos para a raiz se fechar 
totalmente. 
CLASSIFICAÇÃO DA DENTADURA MISTA 
1- 1º Período transitório: Ocorre por volta dos 6 aos 8 
anos de idade. Nesta fase ocorre a chegada do 1ºM 
permanente e a erupção dos incisivos permanentes. 
O 1ºMPI possui uma inclinação axio-mesial / lingual; e o 
1ºMPS possui uma inclinação axio-mesial / vestibular. 
Com isso há a formação da curva de spee e da curva 
de wilson. 
 Curva de Spee: A Curva de Spee é uma linha 
curva no sentido ântero-posterior que tangencia 
as pontas de cúspides vestibulares dos dentes 
posteriores e as bordas incisais dos incisivos. Ela é 
côncava, no nível dos dentes inferiores, e 
convexa, no nível dos dentes superiores, sendo o 
ponto mais inferior a ponta da cúspide mésio-
vestibular do primeiro molar inferior. 
 
 
 
 
 
 Curva de Wilson: Wilson G. H. verificou que os 
dentes inferiores posteriores apresentavam 
inclinação para lingual, observada como sendo 
uma linha que tangencia a curvatura oclusal 
através das pontas das cúspides vestibulares e 
linguais dos dentes inferiores posteriores no sentido 
transversal. 
 
 
 
 
 
Cronologia e Sequência de Erupção: Permanente 
2- Período intertransitório: Se caracteriza pela presença 
de dentes decíduos e permanentes nos arcos dentários 
superior e inferior. É conhecida como a fase do “patinho 
feio”. Acontece o primeiro aumento da distância inter-
caninos e a relação incisivos. 
Nesta fase estão presentes os incisivos e 1º molares 
permanentes e caninos e molares decíduos. Aqui ocorre 
apenas as reabsorções das raízes dos molares e caninos, 
além do crescimento dos pré-molares e 2º molares. 
 
 
 
 
3- 2º Período transitório: Este período apresenta grande 
variação na ordem de irrupção e geralmente 
apresenta seu final por volta de 12 anos. 
Nesta fase acontece a esfoliação de caninos e molares 
decíduos, bem como a erupção de caninos 
permanentes e pré-molares. Também ocorre o segundo 
aumento da distância intercanina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dos 11 aos 14 anos, há um surto de crescimento puberal. 
É importante que seja feito um planejamento clínico 
(fonoaudiólogo / ortodôntico). 
DENTADURA PERMANENTE 
 13 – 14 anos de idade. 
 Estabelecimento da forma. 
 Remodelação da ATM. 
 Maturidade das funções estomatognáticas. 
 Língua encontra-se em posição habitual. 
 Vedamento labial sem pressão. 
 Mastigação bilateral. 
 Produção adequada de todos os fonemas. 
 Estabilização da curva de Spee. 
 Estabilização da curva Wilson. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PERÍODO PRÉ-NATAL 
1ª semana de VIU: Há a fecundação do óvulo pelo 
espermatozóide, dando origem à mórula (estrutura de 
64 células) que se diferenciará em blastocisto. Uma 
parte do blastocisto dará origem ao embrião e a outra 
parte dará origem à placenta. 
 
 
 
 
 
 
2ª semana de VIU: No blastocisto haverá a formação do 
disco embrionário bilaminar, composto por: 
 Ectoderma: Dará origem aos dentes, unhas. 
 Endoderma. 
 
 
 
 
 
3ª semana de VIU: Formação do disco embrionário 
trilaminar. As células migram entre o ecto e o 
endoderma, formando uma camada intermediária: 
mesoderma. 
 
 
 
 
4ª semana de VIU: Há o dobramento 
do embrião, separando a estrutura 
da cabeça do restante do corpo. 
Neste dobramento há uma estrutura 
denominada estomódeo, que é 
uma cavidade oral primitiva. 
 
5ª a 8ª semana de VIU: Início da 
formação da face. Aqui há a 
formação de 4 arcos branquiais. O 
primeiro deles é que dará origem 
ao processo maxilar e mandibular. 
Neste período ocorre a união dos processos formadores 
da face e a formação do palato definitivo. 
 
 
 
 
7ª a 8ª semana de VIU: Início da formação dos dentes, 
ou seja, início da odontogênese. Ela permanece até o 
4º/5º ano de vida. 
ODONTOGÊNESE 
É o processo de formação dos elementos dentários. Este 
processo é fisiológico de evolução contínua, no qual as 
modificações histológicas, fisiológicas e bioquímicas são 
progressivas e simultâneas. 
Dentro deste processo, haverá 5 etapas: 
1- Lâmina dental: A fase de lâmina dental é a primeira 
no processo de formação dos dentes. Nessa fase, o 
tecido bucal começa a se preparar para a formação 
dos dentes. A lâmina dental é a primeira constatação 
da formação de um dente. 
Ela se separa em duas lâminas vestibulares, que darão 
origem ao fundo de sulco vestibular e a lâmina dentária, 
que dará origem ao elemento dentário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2- Botão: Nesta fase não há diferenciação celular, mas 
apenas crescimento e multiplicação. Portanto, não há 
forma nem função específica. 
3- Capuz: Aqui já podemos observar as células 
ectomesenquimais, que no futuro darão origem à 
polpa. Ela é responsável pela formação de elementos 
importantes. É nessa fase que acontece a formação da 
papila dentária (origem a dentina e polpa), do folículo 
dental (origem aos tecidos de suporte) e do órgão do 
esmalte – a este conjunto dá-se o nome de germe 
dental. 
Odontogênese 
Nestas 2 primeiras fases, as células estão crescendo e se 
multiplicando, mas ainda não há desempenho de 
função. 
4- Campânula: Nesta fase ocorre histodiferenciação e 
morfodiferenciação. Há um conjunto de células 
semelhantes que tornan-se distintas morfológica e 
funcionalmente. As células se dividem em 4 grupos: 
1. Epitélio externo do órgão do esmalte; 
2. Epitélio interno do órgão do esmalte; 
3. Estrato intermediário (participa na formação do 
dente); e 
4. Retículo estrelado. 
As células formam a bainha radicular de Hertwig, que 
participa na formação da raiz do dente. 
5- Campânula avançada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qualquer alteração nestas fases de botão e de 
capuz, haverá uma implicação clínica de menor 
ou maior número de dentes. Além disso, também 
pode ocorrer geminação, fusão ou odontomas. 
Qualquer alteração na histodiferenciação, haverá 
uma implicação clínica. Pode ocorrer 
amelogênese imperfeita ou dentinogênese 
imperfeita. Elas possuem íntima relação genética e 
afetam todos os dentes. 
Alterações na morfodiferenciação, pode gerar: 
 Micro ou macrodontia. 
 Dens in dente: é uma anomalia de 
desenvolvimento caracterizada pela 
presença de tecidos calcificados, como 
esmalte e dentina, no espaço da cavidade 
pulpar. 
 Taurodontia: dentes semelhantes ao de 
animais ruminantes (coroas alongadas no 
sentido apical, câmaracom altura ocluso-
apical aumentada). 
 Dilaceração. 
 Cúspides acessórias: estrutura anômala que 
se projeta na superfície palatina, na área de 
cíngulo dos incisivos. 
Hipomineralização: Calcificação imperfeita do 
esmalte dentário. Possui como característica a 
presença de manchas como “núvens”. 
Eliologia: Fatores ambientais (sistêmico ou local), 
como trauma ao nascimento, infecção ou 
traumatismo local, irradiação, desordens 
nutricionais, doenças metabólicas, sífilis congênica. 
 
Fluorose: É um tipo de hipocalcificação. É causada 
pelo excesso de fluor, repetidamente. 
 Manchas brancas em estrias. 
 Esmalte opaco e poroso. 
 
Hipomineralização de incisivo molar: A causa não 
é definida. Para ser classificado como HIM um 
molar deve estar envolvido necessadiramente. 
 
 
O atendimento às crianças inicia-se com durante a 
gestação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRÉ-NATAL 
Feito pelo obstetra para acompanhar o peso da 
gestante por data, batimento cardíaco do bebê, 
exames diversos, vacinas, condições sistêmicas, etc. O 
dentista precisa estar inserido neste contexto, pois a 
boca está inserida no nosso organismo: uma infecção 
na boca pode ser disseminada para outras partes do 
corpo. 
Hoje, a carteirinha do Pré-Natal acompanha o pai 
também – diminui transmissão vertical da sífilis, que 
altera a forma dentária – incisivo de chave de fenda e 
posterior em amora; de HIV, e consulta odontológica – 
doença periodontal relacionada ao nascimento 
prematuro e/ou baixo peso. 
 
Pré-Natal Odontológico: recomendação do Ministério 
da Saúde desde 2000. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Deve ser feita a orientação correta desde antes de se 
inserir um hábito, como açúcar no leite. Mudar um 
hábito estabelecido é muito complicado. 
 
GESTANTE PODE SER EXPOSTA A RAIO X? 
 
 
 
 
 
 
 
O RX é muito seguro desde que bem indicado. Se tem 
uma dor de dente que necessite de uma periapical, 
não há problema. Vale bom senso. 
 
PROBLEMAS ODONTOLÓGICOS RELACIONADOS À 
GESTAÇÃO 
1. Maior índice de cárie: Está relacionado à alterações 
na alimentação, que é feita em maior frequência e em 
menor quantidade, porque o estômago está com 
capacidade diminuída. Além disso, o mal-estar típico 
também interfere na dieta. 
2. Gengivite gravídica: A progesterona está 
relacionada à vasodilatação e à permeabilidade 
vascular, portanto há maior exudato e resposta 
inflamatória, o que agrava a gengivite e a periodontite, 
além da formação do granuloma gravídico. 
3. Granuloma gravídico: 
Desaparece naturalmente 
com o final da gestação. 
Se incomodar 
esteticamente, pode ser 
removido cirurgicamente, 
mas pode voltar se a 
higiene oral não for 
adequada. 
 
AINES NA GESTAÇÃO 
Está relacionado ao fechamento prematuro do canal 
arterial. Então, melhor período pra tratamento da mãe 
é no segundo trimestre. 
 
FLÚOR NA GESTAÇÃO 
Não previne cárie. O flúor eficaz é o disponível com 
frequência na cavidade oral em pequenas 
quantidades, pra substituir a hidroxiapatita do dente 
pela flúorapatita que é mais resistente. 
 
SAÚDE BUCAL DO BEBÊ: PRIMEIROS CUIDADOS 
Bebês são muito inteligentes: “Hoje, sabemos que o 
cérebro dos bebês já vem com sistemas que dão a eles 
predisposições importantes para conhecer o mundo”. 
Maria lúcia Seidl de moura, 2009. Manejo da criança: 
1. De 0 a 3 anos: O odontopediatra deve se acostumar 
a conviver com o choro, pois é uma reação normal e 
uma forma de comunicação. Pode expressar: medo, 
ressentimento, ansiedade, tentativa de manipulação, 
fome, sono, dor, birra, cansaço, raiva, relaxamento e 
tensão. 
 
A criança pode tentar evitar o tratamento por meio de 
vômito, tosse, conversa, idas ao banheiro, etc. Por isso, 
Odontologia para Bebês e Pré-Natal 
o odontopediatra precisa manter a calma e realizar o 
procedimento até o final. Aguardar a criança se 
acalmar é postergar o atendimento. Ela não fica 
traumatizada após o tratamento – pode chegar ao fim 
já amistosa ou ainda sem querer conversa. (Corrêa e 
Maia 1998) 
 
A segurança do profissional transparece para a criança, 
que é muito sensitiva. A organização para o 
atendimento gera um ambiente mais favorável ao 
atendimento. 
 
O QUE ACOMPANHAR - NORMALIDADES 
1. Calo de sucção: 
 
 
 
 
 
 
 
2. Freio labial superior: 
 
 
 
 
 
 
 
3. Freio labial inferior: 
 
 
Mais delgado e pode ser 
quase imperceptível. 
 
 
 
5. Rodetes lobulados: 
 
 
Arco superior e inferior, 
com segmentações 
verticais. 
 
 
 
6. Cordão fibroso de Robin e Margot: 
 
 
Região de incisivos e 
caninos. Cordão 
desaparece com a 
erupção dos dentes. 
 
 
 
 
AMAMENTAÇÃO 
O mamilo da mãe é comprimido e achatado pela 
língua do bebê contra a parede palatina. 
 
 Estimula o crescimento mandibular pelo 
movimento de ordenha. 
 Estimula respiração nasal. Quando uso de 
mamadeira, bebê solta o ar pela boca. 
 
CHUPETA / MAMADEIRA 
Extremos não são bons. Aos 18 meses, com o 
nascimento dos 1os molares, a criança passa a morder e 
há o engrenamento dos dentes. Quando a criança 
ainda não os tem e não morde, não há prejuízo no uso 
da chupeta. A sucção ajuda a acalmar o bebê 
pequeno quando tem cólica. 
Se a chupeta for ortodôntica, há alívio da língua, 
portanto é mais adequada. Se for toda redonda, causa 
maior pressão sobre o palato. 
 
 
 
 
 
 
 
O ideal é que se use a chupeta apenas em períodos 
necessários, para acalmar, e não durante o dia todo. 
A mordida aberta, quando o hábito é retirado, ela 
fecha. Mas se ocorrer o cruzamento da mordida, será 
necessário um dispositivo para corrigir. 
Chupar dedo traz um problema muito maior. É melhor 
tirar o dedo introduzindo a chupeta. 
PODEMOS ENCONTRAR NA BOCA DO BEBÊ 
 
1. Pérolas de Epstein: 
 
Remanescentes de 
estruturas 
embrionárias 
epiteliais, localizadas 
na Rafe Palatina. 
Conduta: observar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comum em bebês que 
mamam no peito. É da 
natureza dos bebês 
amamentados no 
peito. 
 
Tecido bem espesso. 
2. Cistos da Lâmina Dentária: 
Também é um 
remanescente de 
estruturas embrionárias, 
mas localizado na crista 
alveolar do rebordo 
gengival (maior 
frequência na região 
posterior). Conduta: 
observar. 
3. Nódulos de Bohn: 
 
Porção vestibular / 
palatina ou lingual. 
Origem no tecido de 
glândulas mucosas. 
Conduta: observação. 
 
4. Anquiloglossia Severa: 
 
“Língua Presa”: É 
percebido no 
teste da linguinha 
realizado ao 
nascimento, pela 
fono. O freio 
lingual inferior 
pode ser visto 
facilmente 
quando bebê 
chora. Ao colocar língua pra fora, possui um formato de 
“coração”. Pode interferir na amamentação, 
alimentação e fala. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Intervenção cirúrgica: 
Aplica-se anestesia tópica e realiza a frenotomia, bem 
no meio do freio. Cuidado com base de língua. Se 
criança chupa chupeta, pode entregar depois do 
procedimento para acalmá-la. 
É uma cirurgia simples, porém, como pouco se conhece 
da saúde do bebê, é necessário tomar cuidado com a 
possibilidade de alergia ao anestésico tópico. 
 Gravidade: Metaeglobulinemia – dificuldade de 
transporte de oxigênio, edema de glote, 
encaminhamento imediato ao hospital. 
Se criança é um pouco maior, anestesia com 
agulha, corta, divulsiona e sutura. 
 
HIGIENE BUCAL ANTES DO NASCIMENTO DOS 
DENTES 
Não há comprovação científica que indique a 
realização, pois a boca do bebê antes da erupção 
dentária não tem acúmulo de biofilme (adere apenas 
em superfícies rígidas), portanto: 
 Sem hospedeiro (dentes). 
 Sem colonização efetiva de microrganismos. 
 Imunoglobulinas do leite - barreira protetora. 
 Língua e mucosa não retém biofilme. 
Quando nascem os primeiros dentes, é necessário 
desorganizar o biofilme. 
ERUPÇÃO DENTÁRIA 
Há estudos mostrando sintomas relacionados à erupção 
dentária,previsa por volta dos 6 meses de idade. São 
eles: Irritabilidade, aumento da salivação, nariz 
escorrendo, perda de apetite, diarreia e alteração no 
sono. 
 
RECOMENDAÇÕES PARA A SAÚDE ORAL DO BEBÊ 
1. Aos 6 meses de idade: 
 Avaliação do risco: Se há possibilidade de 
desenvolver doenças do tecido mole ou duro, 
incluindo risco da doença cárie. 
 Instrução aos pais de higiene bucal: Uso de pasta 
fluoretada – menos que um grão de arroz. 
 Avaliação e otimização da exposição ao flúor. 
2. No Máximo 1 ano de idade: 
 Visita ao dentista. 
 Histórico médico. 
 Histórico dentário (bebês e pais). 
 Exame bucal. 
 Demonstração de escovação. 
 Profilaxia + aplicação de flúor se indicado. 
 Informar: higiene oral, flúor, erupção e 
desenvolvimento dentário, orientação de dieta, 
sucção não nutritiva, cárie. 
Maior chance de gostar comer de tudo. Criança que 
mastiga tem desenvolvimento fisiológico mais 
adequado. Técnica BLW – dar para a criança o 
alimento para que ela coma sozinha. 
ORIENTAÇÃO DE HIGIENE BUCAL 
 Uso de escova macia e de cabeça pequena; 
 Dentifrício com no mínimo 1000 ppm de flúor; 
 Pasta precisa ser supervisionada para criança não 
comer; 
 Escovação de responsabilidade do adulto – 
intrudução do hábito; 
 Observar pasta infantil zero: zero corante, zero 
sabor, zero flúor – ideal levar pra escola, quando 
escovação pode ser menos supervisionada; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fio dental – introduzido quando há contato 
proximal entre os dentes; 
 Ideal relacionar o momento do banho ao da 
escovação para criar hábito. 
FLUOROSE 
É uma hipomineralização, decorrente da ingestão de 
grandes quantidades de flúor por repetidas vezes. 
Se criança ainda não sabe cuspir e engole uma 
pequena quantidade de pasta, mesmo que 
frequentemente, há um baixo risco de fluorose, 
especialmente se a escovação for realizada com 
estômago cheio , pois isso reduz absorção do flúor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando radiografar? 
 Evidências clínicas de injúrias. 
 Lesões de cárie. 
 Patologia pulpar. 
 Erupção precoce ou tardia. 
 Esfoliação atípica. 
 Tumefações, ulcerações. 
 Dor. 
 Controle. 
Em clínica devemos considerar 2 critérios importantes: 
risco de cárie e estágio de desenvolvimento da 
dentição. 
Quando radiografamos um dente decíduo, devemos 
visualizar tanto ele por completo, quanto o permanente 
ainda não erupcionado. 
Principais cuidados: 
 Utilizar filmes ultra-rápidos. 
 Tomadas com boa técnica. 
 Usar avental plumbífero. 
 Selecionar radiografias necessárias. 
 Fazer tomadas das regiões suspeitas. 
Portanto, uma tomada radiográfica ideal expõe a 
criança a uma quantidade mínima de radiação, com 
tempo operatório rápido, permitindo o menor número 
de tomadas e possibilitando a análise adequada das 
dentições e das estruturas de suporte. 
A seleção de radiografias apropriadas depende: 
 Idade da criança. 
 Tamanho da cavidade bucal. 
 Nível de colaboração. 
A partir disto, elegemos algumas técnicas de tomadas 
radiográficas. 
TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS 
 
 
 
 
 
1- Oclusal modificada: Indicada para dentes anteriores 
superiores e inferiores. É feito com filme periapical 
adulto. 
 Posição: plano oclusal em 30º com o solo. 
 Angulação do cone: maxila = +75º; mandíbula = 
-35º. 
 Incidência do feixe: maxila = ápice do nariz; 
mandíbula = mento. 
 Primeiro posicionamos o cone, depois o filme. 
 
 
 
 
2- Bissetriz modificada: Indicada para dentes posteriores 
superiores e inferiores. 
Utilizamos um filme periapical adulto dobrado em “L” na 
ranhura. Colocamos um rolete de algodão e 
prendemos com fita crepe no braço menor do “L”, 
sendo que a parte que será exposta é a do braço maior. 
 Posição da cabeça: plano sagital mediano 
perpendicular ao solo e plano de camper 
paralelo ao solo. 
 Angulação do cone: maxila = +30º; mandíbula = 
-15º. 
 Incidência do feixe: Perpendicular à bissetriz do 
ângulo dente-filme. 
 
 
 
 
 
3- Paralelismo: É feita igual ao paralelismo com os 
adultos, mas com filme infantil. 
 
 
 
 
 
4- Interproximal: Indicada para pesquisa de cáries. Ela 
é feita com o uso de posicionadores e filme infantil ou 
adulto. 
 Posição da cabeça: plano sagital mediano 
perpendicular ao solo e plano de camper 
paralelo ao solo. 
 Angulação do cone: +8º. 
 Incidência do feixe: plano oclusal. 
5- Panorâmica: Indicada para avaliar os estágios de 
desenvolvimento da dentição. 
Radiologia em Odontopediatria 
A partir do momento em que o dente nasce, leva mais 
3 anos em média para que ele termine a formação da 
raiz. 
Durante a erupção, ocorre atividade simultâneas: 
reabsorção da raiz decídua, raiz permanente 
aumentando, crescimento em altua do processo 
alveolar e movimentação através do osso. 
Há 11 estágio relatados por Nolla: 
0- Ausência da cripta. 
1- Presença da cripta. 
2- Inicio da calcificação. 
3- 1/3 da coroa completa. 
4- 2/3 da coroa completa. 
5- Coroa quase completa. 
6- Coroa completa. 
7- 1/3 da raiz completa. É a partir daqui que a 
erupção é desejada. 
8- 2/3 da raiz completa. 
9- Raiz quase completa – ápice aberto. 
10- Raiz completa – ápice formado. 
Se um dente está prestes a cair, e o permanente está 
no estágio 7, perfeito. Entretanto, se o dente estiver 
prestes a cair, e o permanente estiver no estágio 3, por 
exemplo, deverá ser feita uma intervenção, como um 
mantenedor de espaço. 
Segundo Dermerjian, para um dente erupcionar, o ideal 
é que ele tenha um comprimento de raiz igual ou maior 
que a altura da coroa. 
A mudança de um estágio para o outro dura mais ou 
menos 10 meses. 
Quando falamos de dentística em odontopediatria, 
sempre pensamos em procedidmentos o máximo 
conservadores possíveis. 
A mínima intervenção é a filosofia profissional de 
interesse pelos primeiros sinais da doença, ou seja, a 
busca pela detecção precoce, com o objetivo de 
possibilitar a cura em microníveis, por meio da 
intervenção mínima, no tratamento de lesões 
irreversíveis. 
Ela possui três aspectos fundamentais: 
1- Melhor entendimento da etiologia da doença e 
do prognóstico. 
2- Prevenção pelo dentista e pelo paciente: ele 
mesmo toma a responsabilidade do cuidado de 
sua própria HB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É importante enterdermos estes estágios de 
desenvolvimento, pois devemos: 
 Analisar o desenvolvimento dentário 
propriamente dito. 
 Eleger tratamentos. 
 Analisar idade. 
 Comparar idade dentária x idade biológica x 
idade cronológica. 
 Analisar a cronologia e sequência de erupção. 
 Outros. 
3- Tratamentos que preservem ao máximo as 
estruturas dentárias, especialmente as cavidades. 
Isso implica em traçarmos estratégias preventivas, 
realizar o reparo de restaurações defeituosas ao invés 
de trocá-las, realizar um tratamento minimamente 
invasivo, promover a remineralização de lesões não 
cavitadas, por meio do fluor, por exemplo. 
Muitas vezes, as lesões de cáries estão inativas. Nestes 
casos podemos simplismente acompanhar o caso, ou 
aplicar um selante, sem a necessidade de se remover 
tecido. Em outros casos, se a lesão for rasa, também 
pode ser aplicados selantes, fluor e vernizes. 
 
 
Estágios de Desenvolvimento 
Dentística 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há dois tipos de terapias pulpares na dentição decídua: 
a pulpotomia e a pulpectomia. 
O desenvolvimento da cárie está relacionado com a 
anatomia dental: 
 Espessura do esmalte: menos mineralizados e mais 
permeável. 
 Volume pulpar: cornos pulpares maiores e mais 
proeminentes e menor quantidade de estrutura 
protegendo a polpa. 
 Curvatura das raízes. 
 Porosidade região do assoalho. 
 Raízes delgadas (não se faz o alargamentodo 
canal como no permanente). 
O dente decíduo é considerado um dente senil, pois é 
desenvolvido em fase uterina. Portanto, sua 
capacidade de resposta não é igual ao do dente 
permanente. É por este motivo que não se realiza 
capeamento pulpar direto em dente decíduos, pois ele 
não reagirá adequadamente. 
Além disso, muitas vezes o dente decíduo caminha para 
o processo de necrose sem passar pelo processo de 
pulpite, pois a resposta dele é diferente. 
O tempo vida da polpa é dividido em 3 períodos: 
 Crescimento do órgão pulpar: desenvolvimento 
da coroa e raiz. 
 Maturação pulpar: formação completa da raiz e 
início da reabsorção. 
 Regressão pulpar: início da reabsorção radicular e 
esfoliação. 
DIAGNÓSTICO 
No dente decíduo nem sempre há uma correlação do 
tamanho da lesão de cárie com o grau de dor e a 
magnitude do envolvimento pulpar. Portanto, devemos 
nos atentar às seguintes situações: 
 História médica. 
 Característica da dor. 
 Exame clínico: levar em consideração a idade em 
que o dente esfoliará. 
 Exame radiográfico: além de se identificar a lesão 
cariosa contaminando a polpa, devemos analisar 
se a cripta óssea está íntegra, pois somente assim 
o tratamento endodôntico pode ser realizado. 
 Em crianças, não realizamos os testes térmicos, 
pois são extremamente desagradáveis. 
Muitas vezes, o diagnóstico é determinado somente 
durante o ato operatório, quando se avalia o estado do 
tecido pulpar. A partir disto, temos 3 possibilidades de 
terapia: 
 Capeamento pulpar indireto (tratamento 
conversador). 
 Pulpotomia (endodontia conservadora). 
 Pulpectomia (endodontia radical). 
CAPEAMENTO PULPAR INDIRETO 
Consiste em prevenir uma exposição acidental ou 
mecânica da polpa durante a remoção da cárie. É 
indicado para dentes jovens e com lesão profunda, que 
não tenha atingido a polpa. Técnica: 
 Anestesia. 
 Isolamento. 
 Remoção parcial do tecido cariado. 
 Hidróxido de cálcio, CIV, adesivos. 
 Observar de 40 a 60 dias. 
PULPOTOMIA 
Sempre tentamos ser conversadores, mas se durante a 
remoção do tecido cariado, chegarmos na polpa, 
podemos partir para uma pulpotomia. Antes de 
começar a curetagem, o dente já deve ter sido 
radiografado e isolado. 
A pulpotomia é uma técnica de remoção da polpa 
coronária, seguida do uso de medicamentos que 
procuram manter a polpa radicular em condições de 
saúde, permitindo que o ciclo biológico de reabsorção 
radicular se processe naturalmente. 
Tratamento Endodôntico 
Antes da opção pelo medicamento a ser utilizado na 
pulpotomia, é importante a análise e o diagnóstico das 
condições pulpares. 
Indicações: 
 Dentes decíduos com vitalidade. 
 Exposição acidental da polpa. 
 Dente decíduo jovem. 
 Sem sintomatologia e sem sinais de inflamação 
como fístula, mobilidade, edema, alteração de 
cor e lesões nos tecidos periapicais ou na bi ou 
trifurcação das raízes dos molares. 
O tratamento endodôntico é igual ao de dente 
permanente. A diferença está quando caímos na 
câmara pulpar: deve-se pegar uma cureta estéril com 
bom corte e cortar a polpar coronária. 
 
 
 
 
 
Depois disso, colocamos uma bolinha de algodão estéril 
por 3 a 5 minutos, até estancar o sangue. 
Medicamentos que podem ser utilizados: 
 Pasta Guedes Pinto (“pasta 3”: Iodofórmio + 
PMCC + Rifocort). 
 Formocresol: medicamento irritante – não 
indicado. 
 Hidróxido de cálcio. 
 Glutaraldeído. 
 OZE. 
 MTA. 
Contra-indicações: 
 Rarefações ósseas. 
 Sinais de necrose. 
 Estágio de desenvolvimento do dente 
permanente avançado. 
 Saúde geral do paciente. 
PULPECTOMIA 
É realizada quando há sintomatologia dolorosa, 
presença de fístula, ou edema na região, somada ao 
exame radiográfico onde observa-se espessamento ou 
rarefação óssea (sem rompimento da cripta óssea do 
sucessor). Portanto, é indicada quando há: 
 Evidências clínicas de hiperemia ou alterações 
degenerativas. 
 Evidências clínicas e/ou radiográficas de necrose 
pulpar. 
A degeneração pulpar, frequentemente, não é 
acompanhada por sintomatologia claramente 
definida. 
O início do tratamento endodôntico é igual ao de 
adultos. Realizamos a remoção do conteúdo pulpar 
coronário e de porção da polpa radicular (PQC). 
Técnica: 
 Anestesia. 
 Isolamento absoluto. 
 Cirurgia acesso. 
 Irrigação e aspiração. 
 Localização entradas condutos. 
 PQC sempre irrigando e aspirando. 
 Instrumentar o conduto, com a lima inicial + duas 
ou três limas. 
 Irrigar e secar com cones papel. 
 Obturar os condutos. 
 Radiografar, selar, restaurar. 
ODONTOMETRIA 
As medidas do comprimento total dos dentes decíduos, 
de importância para a odontometria são: 
 Incisivos entre 14 e 19 mm. 
 Caninos 17,5-22m. 
 1ºs molares 14-17mm. 
 2ºs molares 17,5-19,5mm. 
Na odontometria convencional, a radiografia inicial é 
usada para medir o comprimento total até o ápice 
radiográfico do qual se reduz 1mm. Os localizadores 
eletrônicos apicais também podem ser utilizados. 
 
 
 
 
OBTURAÇÃO 
A terapia endodôntica de dentes decíduos com 
mortificação pulpar, tem-se baseado quase que 
exclusivamente na ação dos medicamentos 
intracanais, com o objetivo de promover desejada 
desinfecção dos mesmos. Não podemos usar a 
gutapercha pois ela não é reabsorvível. 
O material obturador deve ter ação: 
 Bacteriostática. 
 Bactericida. 
 Aintinflamatória. 
 Inertes ao tecido periapical. 
 Reabsorsível. 
 Radiopacidade. 
Medicamentos que podem ser utilizados: 
 Pasta Guedes Pinto. 
 Pasta Calen PMCC (à base de Hidróxido de 
Cálcio) + iodofórmio. 
 Pastas à base de OZE. 
 Etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introduzimos a pasta Calen no interior do canal com o 
auxílio de limas estéreis. Devemos tomar o cuidado de 
manter este medicamento apenas no interior dos 
canais, pois pode manchar os dentes. 
Feito isso, colocamos um pedaço de gutapercha em 
bastão na altura da câmara pulpar, com o auxílio de 
calcadores. Depois podemos preencher a cavidade 
com CIV. 
Contra-indicações: 
 Perda acentuada de estrutura radicular (2/3). 
 Reabsorção interna ou externa. 
 Rompimento da cripta do permanente. 
 Canais atresiados. 
 Saúde geral com baixa resistência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os elementos 84 e 85 foram restaurados com CIV. O 
halo escurescido ao redor demonstra reparação, em 
resposta a liberação de fluor do ionômero de vidro. 
Entretanto, diante do edema observado, podemos 
pensar em 2 possibilidades: 
1- O paciente relatava dor provocada e foi 
realizado um capeamento indireto, em que a 
resposta não foi positiva. 
2- O paciente possuia dor espontânea, mas a 
ananmese não foi bem realizada e, ao invés de se 
realizar o tratamento endodôntico, foi realizado o 
capeamento indireto. 
CONDUTA TERAPÊUTICA 
Inicialmente o paciente deve ser submetido à 
antibioticoterapia, para conter a infecção. A dose a ser 
utilizada será a dose de ataque, 45 minutos antes do 
procedimento odontológico. 
 
 
 
 
 
 
Se a cripta óssea estivesse intacta, o tratamento 
poderia ser a endodontia. Porém, como foi ela foi 
rompida, devemos partir para a exodontia. 
Após a exo, deve ser colocado um mantenedor de 
espaço, até que o dente 44 erupcione. 
TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA 
Para se obter um bom controle da dor, é necessário: 
 Manejo do comportamento, pois a dor também 
está relacionada com a parte psicológica. 
 Anestesia tópica e infiltativa/troncular. 
 Medicamentos – coadjuvantes. 
1- ANTI-INFLAMATÓRIO 
O anti-inflamatório de escolha na odontopediatria é o 
Ibuprofeno (100 ou 50 mg/ml). 
 100 mg/ml = 1 gota por kg. 
 50 mg/ml = 2 gotas por kg. 
 8 em 8 horas por 48 horas. 
Em odontopediatria evitamos utilizar a Nimesulida, 
porqueela pode causar Síndrome de Reye (toxicidade 
cerebral e hepática em função do medicamento). 
2- ANALGÉSICO 
Os dois mais utilizados são: 
1- Dipirona sódica (500 mg/ml): 
 1 gota para cada 2 kgs. 
 6 em 6 horas por 24h. 
A desvantagem da dipirona é o gosto amargo, o que 
não é bem aceito pelas crianças. 
2- Paracetamol (200 mg/ml): 
 1 gota por kg. 
 6 em 6 hotas por 24h. 
3- ANTIBIÓTICO 
Infecção: Coleção purulenta circunscrita por 
membrana nos tecidos moles. 
1- Amoxicilina (250/5ml): É apresentado em suspenção, 
pois o comprimido é difícil de ser tomado pelas 
crianças. 
 20 mg/kg/dose ou 60 mg/kg/dia (visto que se trata 
de 3 doses ao dia). 
 Fórmula prática: (peso/5) x 2 
 8 em 8 horas por 7 dias. 
 
 
Cariologia e Terapêutica Medicamentosa 
Dose de ataque: Para uma criança de 15 kg, em que a 
dose normal seria 6ml, a dose de ataque será 12ml (o 
dobro), 45 minutos antes do procedimento. 
Quando o abescesso é grande, como no caso do João, 
associamos à Amoxicilina, o Metronidazol ou o Clavulin. 
Em um caso mais leve, não há necessidade. 
2- Metronidazol (40 mg/ml) – Flagyl pediátrico: 
 7,5 mg por Kg por dose. 
 8 em 8 horas por 7 dias. 
3- Azitromicina (200 mg/ 5ml): Utilizada em casos de 
alergia à amoxi. 
 10 mg por kg por dose. 
 1 vez ao dia. 
 Não precisa ser completada com água. 
 
ABSCESSO x FÍSTULA 
Abscesso não drena e é agudo. A fístula drena e é 
crônico. 
Em casos de abscessos localizados, não há 
nescessidade de prescrever antibiótico. Só 
prescrevemos se for um abscesso difuso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para se trabalhar com cirurgia em odontopediatria, um 
bom planejamento cirúrgico é necessário, e para isso o 
dignóstico deve ser bem feito. 
 Anamnese: História médica passada, atual e 
odontológica, antecedentes hereditários, hábitos 
e comportamento psicológico. 
 Exame físico: Inspeção, palpação, percussão, 
exame extra e intra-oral. 
 Exames complementares: Radiografias. 
 Pré-operatório. 
 Trans-operatório. 
 Pós-operatório. 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de cirurgia em ODP: 
 Exodontia de dentes decíduos. 
 Supranumerários. 
 Ulectomia. 
 Cisto de erupção. 
 Freios. 
 Mucocele. 
ANESTESIA 
Sempre utilizamos um bom anestésico tópico antes: 
 Secar a região com gaze estéril. 
 Colocar anestésico no conotene. 
 Aplicar durante 2 minutos (uso do sugador durante 
todo o tempo). 
 Remover o excesso da pomada no local. 
Em maxilia utilizamos a anestesia infiltrativa, e em 
mandíbula, a anestesia troncular. 
 
 
 
 
 
 
 
O manuseio da carpule deve ser discreto, para não 
assustar a criança. E durante todo o procedimento a 
distração também deve ser realizada. 
Podemos e devemos dar explicações diretas, sem 
mentir para a criança. 
Vantagens da anestesia local: 
 Paciente desperto e colaborador. 
 Pouca interferência na fisiologia normal. 
 Fácil execução. 
 Sem despesa adicional para o paciente. 
 Alimentação normal antes da intervenção. 
 Uso em crianças jovens. 
A duração da anestesia depende: 
 Variação individual à droga. 
 Competência na administração. 
 Estado do tecido. 
 Variação anatômica. 
 Tipo de anestesia (infiltração ou bloqueio). 
 
 
 
 
 
 
 
lidocaína 2% = 2g de anestésico em 100ml (20 mg/ml). 
Como o tubete possui 1,8 ml, há 36 mg de anestésico 
nele. A dose máxima é 4,4 mg/kg. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anestesia e Cirurgia 
EXODONTIA 
Indicações: 
 Grandes destruições coronárias sem chance de 
restauração. 
 Comprometimento pulpar com rompimento da 
cripta óssea do germe permanente. 
 Trepanação da região de furca. 
 Alveólise. 
 Anquilose. 
 Erupção ectópica. 
 Retenção prolongada. 
 Dente supranumerário (removido quando há 
rizogênese completa dos dentes adjacentes e 
está na época dele erupcionar). 
Contra-indicações: 
 Dentes com abscesso em fase aguda. 
 Agenesia do sucessor permanente. 
ULECTOMIA 
É um procedimento realizado quando há cisto de 
erupção, em que há uma dificuldade do dente vencer 
resistências ao seu irrompimento. A face incisal/oclusal 
está recoberta por capuz de mucosa gengival. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 Anestésico tópico. 
 Anestesia infiltrativa. 
 2 incisões em meia-lua, removendo uma 
pequena porção de tecido. 
 OBS: A ulotomia faz apenas 1 incisão e não 
remove tecido, apenas expõe o dente. 
 
 
 
 
 
 
 
FRENECTOMIA 
Remoção cirúrgica dos freios dos lábios superior ou 
inferior e freio lingual. OBS: No recém-nascido o freio 
labial superior se estende até a papila incisiva. 
Frenectomia labial: Em crianças pequenas, a primeira 
opção é proservar: removeremos apenas se o freio 
estiver dificultando a higienização e causando cárie. 
Caso contrário, proservamos, pois é possível que com a 
dentição permanente o espaço se feche. Entretanto, se 
isso não acontecer, ai sim removemos o freio. 
 
 
 
 
 
 
Frenectomia lingual: No recém nascido, o freio se 
estende do ápice da língua até a base do processo 
alveolar da mandíbula. 
No bebê, apenas o anestésico tópico é suficiente, pois 
o freio é mais delgado. Já em crianças mais velhas, é 
necessário anestesia infiltrativa. O corte deve ser 
realizado bem no meio do freio, pois se for um pouco a 
baixo pode lesionar as carúnculas sublinguais (saída de 
glândulas salivares). 
O nome correto para a “língua presa” é anquiloglossia. 
MUCOCELE 
É um nódulo benigno, bem definido. Ele envolve as 
glândulas salivares menores e possui maior prevalência 
no lábio inferior (grânulos de fordyce). 
 Anestesia tópica. 
 Anestesia infiltrativa. 
 Remove com cuidado para não estourar a bolha 
(é preciso remover a glândula inteira, para que 
não ocorra recidiva). 
 
 
 
 
 
 
 
 
A introdução da criança ao mundo dos cuidados com 
a saúde bucal deve ser feita de maneira cautelosa, 
baseada em princípios não somente de técnica 
odontológica, como também em conhecimentos sobre 
psicologia e comportamento humano. 
O paciente infantil é o que mais exige preparo por parte 
do profissional, pois o desenrolar do tratamento 
dependedos primeiros contatos. Reações comuns: 
 MEDO: Sensação natural que os indivíduos 
apresentam como resposta a situações 
percebidas como estressantes ou aversivas e 
sobre as quais se sentem impotentes. 
 ANSIEDADE: Experiência consciente, de intenso 
medo e expectativa de algo não agradável - 
pode mudar o limiar da dor. 
Diante de uma situação que tenha gerado medo na 
criança, ela pode apresentar: 
 Comportamento de fuga. 
 Comportamentos em que evitam submeter-se à 
condição ou a uma situaçãoespecífica da 
condição (designados como comportamentos de 
esquiva, como serecusar a sentar na cadeira ou 
abrir a boca para um exame clínico). 
 Comportamento de imobilização motora (ficar 
inerte). 
 Agressividade. 
 Choro. 
Importância dos conhecimentos psicológicos: 
 Evitar traumas emocionais. 
 Melhorar a relação de atendimento. 
 Interessar e educar a criança para saúde. 
 Aceitação do tratamento. 
O profissional deve: 
 Não perder de vista o objetivo principal (saúde 
bucal). 
 Evitar demonstração de insegurança. 
 Saber quando indicar para o especialista. 
 Ter em mente que não será fácil sua tarefa. 
 Adquirir conhecimento sobre Psicologia Infantil. 
 Quanto mais prática for a abordagem dos pais 
em relação à visita, provavelmente a criança 
sentirá menos ansiedade e irá cooperar mais. 
 Educar para os cuidados de higiene bucal e 
tratamento periódico. 
A PRIMEIRA CONSULTA 
A primeira visita de uma criança ao dentista deve ser 
uma experiência agradável, para que se estabeleça 
uma relação de afeto e confiança e crie uma atitude 
favorável ao tratamento dentário durante toda a sua 
vida. 
As impressões dessa primeira consulta são desuma 
importância para que todo o tratamento posterior 
transcorra num clima de tranquilidade. 
Abordar questões relativas: 
 À experiência anterior do paciente com outras 
situações de tratamento odontológico. 
 História de interrupção de tratamento da criança 
(às vezes motivada pelos próprios pais). 
 Identificação de crenças e expectativas do 
paciente. 
 Avaliação de habilidades e recursos pessoais da 
criança para o enfrentamento de situações 
adversas. 
Medidas eficazes para adaptação ao tratamento: 
 Contato gradativo com a situação fóbica. 
 Conhecimento dos instrumentais. 
 Manter conversação constante. 
 Condicionamento positivo e equilibrado. 
TÉCNICAS DE MANEJO 
A aplicação de técnicas adequadas para o controle 
do comportamento da criança são importantes e 
necessários para o sucesso na relação dentista-pais-
pacientes no tratamento odontopediátrico. 
Possui como objetivos: 
 Estabelecer uma boa comunicação com a 
criança. 
 Educar o paciente, orientando-o a cooperar 
durante o tratamento odontológico. 
 Construir uma relação de confiança: respeitar a 
criança em sua integridade e individualidade; 
familiarização com o profissional e com o 
ambiente odontológico. 
 Prevenir e avaliar o medo e ansiedade da 
criança: conhecer os medos comuns da infância, 
bem como conhecer a criança e suas diferentes 
capacidades em seus diferentes estágios de 
desenvolvimento. 
1- COMUNICAÇÃO VERBAL: O profissional deve 
expressar verbalmente os procedimentos, dizendo ao 
paciente o que será realizado em seu tratamento. 
2- COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL: Tem como base o 
contato, a postura, a expressão facial e a linguagem 
corporal para orientar o comportamento do paciente, 
reforçando o que foi dito verbalmente. 
3- CONTROLE DE VOZ: Trata-se de uma técnica na qual 
o volume e o tom da voz deverão ser adaptados 
Psicologia Infantil e Técnicas de Manejo 
conforme a necessidade, de modo a influenciarem 
ou direcionarem o comportamento da criança. É 
indicado que o profissional fale baixo continuamente. 
A entonação é um fator importante, devendo ser 
utilizada com o intuito de atrair a atenção da 
criança. Com a existência de um comportamento 
perturbador por parte da criança, o controle de voz 
poderá restabelecer rapidamente uma relação entre 
dentista e paciente. O controle da voz tem o intuito 
de captar a atenção e a cooperação da criança, 
podendo, assim, evitar comportamentos negativos. 
4- DISTRAÇÃO: Essa é uma técnica que tem como 
principal objetivo desviar a atenção da criança para 
evitar um possível desconforto com algo do qual ela 
possa vir a ter receio. Podem ser utilizadas músicas, 
vídeos e histórias infantis. A música é a mais importante 
para auxiliar no tratamento odontopediátrico, pois ela 
pode diminuir o nervosismo e aliviar os sons de alguns 
aparelhos. 
5- REFORÇO POSITIVO: É um processo de motivação do 
comportamento positivo da criança através de elogios, 
gestos positivos, expressão facial etc. Essa técnica visa 
recompensar comportamentos desejados, tendo 
como principal objetivo o retorno desse bom 
comportamento. Podem ser utilizados reforçadores 
como lembrancinhas, brinquedos ou até mesmo um 
simples balão com a luva de procedimento limpa 
que geralmente é utilizada pelo dentista. 
6- FALAR – MOSTRAR – FAZER: Essa técnica é uma das 
mais utilizadas na odontopediatria, pois ela envolve 
explicações verbais dos procedimentos, utilizando 
frases/palavras adequadas ao nível de 
desenvolvimento do paciente (diga); sendo feita em 
seguida uma demonstração visual e tátil, buscando 
tranquilizar o paciente infantil (mostre); e a partir da 
utilização dessa explicação e demonstração, deve-se 
concluir o procedimento (faça). 
7- MODELO: Essa é uma técnica na qual o clínico 
utiliza vídeos ou outra criança, que já está 
condicionada e adequada ao tratamento, servindo 
de modelo para o paciente que está tendo o 
primeiro contato com o dentista ou já teve alguma 
experiência não tão interessante. Pais, irmãos, 
colegas e o próprio dentista também podem servir 
de modelos, porém podem influenciar negativamente 
caso expressem expectativas negativas para a 
criança ou, no caso dos pais, estejam muito ansiosos. 
 
 
 
 
 
Nessas situações é melhor que os pais permaneçam 
fora da sala de atendimento, porque para o paciente 
observador é interessante ter como modelo uma 
pessoa com calma e confiança. Essa técnica é mais 
efetiva em crianças abaixo dos 7 anos. 
8- MÃO SOBRE A BOCA: É uma técnica de manejo 
físico que tem por objetivo a obtenção da atenção 
e da colaboração da criança durante o atendimento 
odontológico, para que esta ouça o que o dentista tem 
a dizer. É uma técnica empregada nos momentos de 
birra, de choro incontrolável, ataques de ira, quando 
for impossível manter um diálogo com a criança, 
devendo ser empregada juntamente com o controle 
de voz, buscando estabelecer assim uma comunicação 
favorável com o paciente e a promoção de um 
atendimento seguro. O método em questão funciona 
com o profissional posicionando as suas mãos sobre a 
boca do paciente infantil, com o intuito de abafar 
qualquer som, ao mesmo tempo que promove a 
aproximação no ouvido da criança buscando uma 
comunicação favorável, com uma entonação 
adequada. É indicada para crianças com grau de 
entendimento de 3 anos ou mais, livres de problemas 
mentais, auditivos e que sejam maduras o suficiente 
para corresponderem aos comandos do 
odontopediatra. 
9- CONTENÇÃO FÍSICA: Trata-se de uma técnica que 
conta com o manejo de restringir fisicamente os 
movimentos impróprios do paciente infantil na intenção 
de viabilizar o tratamento odontológico e impedir 
acidentes. Pode se dar por meio de mãos, cintos, fitas e 
envoltórios de tecidos. A técnica em questão é uma 
das últimas opções de escolhas dos odontopediatras, 
pois não se aplica a todos os tipos de crianças, 
devendo ser empregada apenas naquelas menores 
de 3 anos de idade que não cooperam, naquelas com 
algum tipo de deficiência mental que não colaboram 
ou com alguma deficiência física que impossibilite o 
manuseio. A utilização desse manejo comportamental 
deverá ser feita juntamente com o consentimento por 
escrito detalhado dos pais, devendo ser explicado a 
eles o método de escolha para que não enxerguem o 
uso da técnica como uma forma de punição ou 
agressão pelo fato da criança apresentar um 
comportamento não cooperativo, reduzindo, então, a 
possível existência de queixas clínicas, problemas 
éticos e legais. 
 
 
 
 
 
 
O trauma em ODP é uma situação de emergência e 
exige uma intervenção imediata. 
 A emergência é uma situação crítica ou algo 
iminente, com ocorrência de perigo. 
 É muito comum em crianças. 
 Envolve muita dor e ansiedade (dos pais e da 
criança). 
Crianças que fazem uso de chupeta ou dedo, possuem 
protusão, favorecendo o trauma dentário. O trauma 
envolve: 
 Uma lesão de extensão, intensidade e gravidade 
variáveis. 
 Origem acidental ou intencional. 
 Tecidos duros e moles. 
3 perguntas básicas devem ser feitas quando há um 
trauma: quando, como e onde? Também é papel do 
odontopediatra: 
 Tomar ciência do ocorrido – tranquilizar os pais. 
 Realizar um exame visual e radiográfico. 
 Limpar e examinar os tecidos moles (ver se não há 
artefatos ou o próprio dente preso no tecido 
mole): a limpeza deve ser feita com gaze e 
clorexidina. 
 Avaliar a extenção do traumatismo. 
 Realizar o tratamento imediato: limpeza, 
medicação, orientação de dieta pastosa, 
radiografia se possível. 
 Conscientizar os pais sobre as implicações do 
traumatismo. 
 Proservação + registro no prontuário.CLASSIFICAÇÕES 
1- Lesão em tecidos moles: 
1. Contusão: Hemorragia submucosa por impacto 
(batida), gerando um arroxeamento. O tratamento é 
por reabsorção natural. 
2. Abrasão: Raspagem da mucosa – superfície 
hemorrágica e escoriada (esfolado). 
3. Laceração: Dilaceração de tecido (corte). Utiliza-se 
fio de seda em intrabucal, e nylon em extrabucal. 
Quando for extrabucal, quem faz a sutura é o cirurgião 
plástico, pois o anestésico que o dentista usa possui 
vasoconstritor (causa necrose na pele). 
2- Fraturas dentárias: 
1. Fratura em esmalte: Realiza-se a restauração. 
2. Fratura em esmalte e dentina: Realiza-se a 
restauração. 
Por que o dente dói? Mesmo sem exposião pulpar, dói 
porque há prolongamentos de odontoblastos na 
dentina. 
 Se dói, devemos saber qual o tipo de dor, para 
analisarmos a condição endodôntica. 
 Dor provocada: Capeamento indireto. 
Dor espontânea: Pulpectomia. 
 Hoje em dia não se faz mais a pulpotomia. Era 
feita quando havia exposição pulpar acidental, 
mas com a odontologia minimamente invasiva, 
quase não se acontece mais. 
3. Fratura em esmalte, dentina e polpa: O tratamento é 
endodôntico + restauração. 
Se a rizogênese ainda não estiver completa, será 
induzida por medicamentos (processo chamado de 
apicificação – feito com Hidróxido de Cálcio) e 
posteriormente será obturado. 
4. Fratura de coroa / raiz não complicada. 
5. Fratura de coroa / raiz complicada. 
6. Fratura radicular: Exodontia. Se o fragmento radicular 
do decíduo não saiu com facilidade, não tentaremos 
tirá-lo. Avisaremos os pais e proservaremos. 
7. Fratura do osso alveolar: É feita a esplintagem: 
Redução do osso + contenção para manter os dentes 
em posição. 
 O fio não pode nem ser mole, pois não manteria 
os dentes em posição; nem duro, pois causaria 
anquilose. 
3- Traumatismo de luxação: 
1. Concussão: É o tipo mais comum de luxação. Não é 
percebido visualmente, mas pode causar necrose. 
 Sem deslocamento e sem mobilidade. 
 Sem sangramento. 
 Sensível a percussão. 
2. Subluxação: Dente se desloca no alvéolo. 
 Sem mobilidade, mas com deslocamento 
(imperceptível). 
 Sangramento via sulco. 
 Dieta leve, clorexidina e ajuste oclusal. 
3. Luxação extrusiva: Dente se extrui do alvéolo. É 
pouco comum em decíduos. 
 Sangramento presente. 
 Deslocamento do dente. 
4. Luxação lateral: Dente se desloca V-L-M-D. 
Normalmente envolve fratura do alvéolo e raiz. 
Trauma Dental em Pediatria 
5. Luxação intrusiva: É o pior tipo, pois pode lesar o 
permanente. É feita a proservação: Se em 6 meses o 
dente não extruiu sozinho, realizamos a remoção 
cirúrgica. 
6. Avulsão: Dentes decíduos não são reimplantados, 
pois pode lesar o germe do permanente. 
CONSEQUÊNCIAS DO TRAUMA EM DENTE DECÍDUO 
Para o decíduo: 
 Alteração de cor. 
 Fístula: Drena – crônica. 
 Abscesso: Não drena – aguda. 
São materiais plásticos transparentes, brancos ou 
matizados que são usados para “pintar” as superfícies 
rugosas dos dentes posteriores, como fóssulas e fissuras, 
promovendo sua proteção. 
Eles agem como barreira, que facilita a limpeza dos 
restos alimentares e o controle da placa bacteriana. 
Entretanto, não pode ser muito espessa para que não 
interfira na oclusão. 
É uma aplicação simples, mas deve ser bem indicada, 
pois há dentes que não devem ser selados. 
INDICAÇÕES 
 Dentes livres de cárie. 
 Dentes com defeito de esmalte. 
 Dentes susceptíveis à lesões de cárie: Superfícies 
oclusais de molares, pré-molares, fossas palatinas 
de molares superiores, fossa palatina de incisivos, 
fossas vestibulares de molares inferiores. 
 1ºM permanente em fase eruptiva, pois 
normalmente não é alcançado na escovação. 
 Dentes com opérculo gengival. 
Portanto, para indicarmos o selante, devemos 
considerar: 
 Morfologia dental. 
 Idade dental (fase de janela de infectividade: 
mais ou menos até 3 anos a partir da erupção 
para que o esmalte fique maduro – isso acontece 
através dos banhos de saliva). 
 Higiene bucal. 
 Hábitos alimentares. 
 História familiar. 
 Fluxo salivar. 
CONTRA-INDICAÇÕES 
 Baixo risco. 
 
 
 
 Aumento de mobilidade. 
 Reabsorção patológica da raiz. 
Para o permanente: 
 Alterações de esmalte. 
 Dilaceração coronária ou radicular. 
 Distúrbios na erupção. 
 Duplicação radicular. 
 Suspenção da formação radicular. 
MEDICAÇÃO 
 Dipirona ou paracetamol. 
 Em casos mais severos: Ibuprofeno. 
 Paciente colaborador. 
 Sulcos e fóssulas rasos. 
Exemplo: uma criança de 13 anos, que já passou da 
janela de infectividade, não é necessário que o 1ºM seja 
selado, a não ser que os outros fatores estejam 
deficientes. 
TÉCNICAS DE APLICAÇÃO 
Com ionômero de vidro (será utilizado em clínica): 
É indicado para dentes que ainda estão erupcionando, 
em que não é possível fazer o isolamento absoluto. Sua 
técnica é simples e possui um bom escoamento. 
1. Profilaxia bem feita. 
2. Isolamento absoluto sempre que possível. 
3. Condicionamento ácido com o próprio líquido do 
CIV (15 segundos). 
4. Lava e seca bem. 
5. Aplicação do CIV – pode ser feita uma pressão 
com a digital, para facilitar o escoamento. 
6. Aplicar vaselina durante o processo, para evitar a 
sinérise e embebição. 
7. Carbono + ajuste oclusal. 
O CIV é muito indicado, pois além de selar, também 
atua como um reservatório de flúor. 
Selantes convencionais: 
1. Profilaxia bem feita. 
2. Isolamento absoluto sempre que possível. 
3. Condicionamento ácido (15 segundos). 
4. Lava e seca bem. 
5. Aplicação do selante + fotopolimerização. 
6. Carbono + ajuste oclusal. 
Portanto, a somatória de todos os métodos de 
prevenção apresenta bons resultados contra a cárie. 
 
Selantes 
Consiste em uma ligação direta entre o osso alveolar e 
o dente. 
É necessário estarmos atentos aos distúrbios na dentição 
decídua para que possamos minimizá-los ou resolvê-los. 
Ao mesmo tempo que ocorre o desenvolvimento 
dentário, também ocorre o desenvolvimento de várias 
outras funções e estruturas. 
Quando todos os decíduos estiverem na boca, eles 
devem estar em oclusão, tocando no antagonista. 
RIZÓLISE 
À medida que o permanente vai desenvolvendo, o 
decíduo vai sofrendo rizólise. 
A rizólise, uma vez iniciada, não ocorre de forma 
homogênea e contínua, ou seja, é interrompida por 
períodos de deposição óssea na superfície reabsorvida. 
Quando há normalidade, a reabsorção predomina e 
resulta na esfoliação do decíduo. 
Entretando, nesta fase pode ocorrer um excesso de 
deposição óssea, formando uma ligação sólida entre o 
dente e o osso. Este processo ocasiona a anquilose 
dento alveolar. 
Portanto, anquilose é uma anomalia eruptiva onde 
ocorre a fusão de cemento e osso alveolar. Ela pode 
ocorrer em qualquer fase eruptiva, antecedendo ou 
sucedendo a erupção do dente na cavidade bucal, 
fazendo com que ele permaneça em infra-oclusão. 
 É um dos principais fatores etiológicos da má-
oclusão. 
ETIOLOGIA 
 Trauma mecânico local. 
 Genética. 
 Disúrbios no metabolismo local. 
 Infecção localizada. 
 Força eruptiva deficiente. 
 Morfologia facial. 
 Pressão anormal nos elementos dentários. 
PREVALÊNCIA 
A anquilose dento alveolar é mais comum nos primeiros 
e segundos molares decíduos inferiores. Também é 
comum quando a maxila progride mais rapidamente e 
causa problemas de oclusão mais severos. 
 Cerca de 1,3% a 38% das crianças podem 
desenvolver anquilose. 
Qual o problema gerado? 
 O sucessor não consegue erupcionar. 
 O antagonista extrui, buscando hormonizar a 
oclusão. 
DIAGNÓSTICO 
1- Exame visual: Até aos 4 anos, todos os dentes devem 
estar em oclusão. Se algum deles estiver acima ou 
abaixo, devemos suspeitar. É muito comum estar em 
infra-oclusão. 
2- Exame de mobilidade: O dente não apresenta 
nenhuma mobilidade. 
3- Percussão: O dente anquilosado apresenta um som 
diferente dos demais (mais metálico).4- Exame radiográfico: Na 
radiografia o espaço do 
ligamento periodontal fica 
menor ou inexistente. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
Baseado no grau de submerssão, a anquilose pode ser: 
1- Leve: Quando a superfície oclusal está 1mm aquém 
do plano oclusal. 
2- Moderado: Superfície oclusal no nível do ponto de 
contato com o vizinho. 
3- Severo: No nível ou abaixo do nível gengival. 
TRATAMENTO 
O tratamento depende da severidade do caso (se for 
leve e moderado tentaremos não extrair). 
Podemos adotar como conduta, a restauração com 
resina para daixá-lo em oclusão. Caso chegue a época 
da troca e ele não esfolie, fazemos a exodontia. 
 Um pouco antes da cirurgia, é interessante 
colocar ainda mais resina no elemento dental, 
para gerar um processo infeccioso e facilitar a 
extração. 
 Após a cirurgia será necessário medicar, pois não 
é uma cirurgia simples. 
Independente do grau, mas principalmente no 
moderado e severo, sempre haverá consequências 
para o osso alveolar. 
Em aquiloses severas, podemos: 
 Movimentar ortodonticamente os vizinhos. 
 Exodontia do dente com anquilose. 
 Mantenedor de espaço se necessário. 
Anquilose Dento-Alveolar 
Repetição de atos que não se relacionam às funções 
normais do sistema estomatognático. 
 Prevalência de 42% nas crianças brasileiras. 
 Sucção não nutritiva, onicofagia, bruxismo, 
morder caneta, respiração bucal, deglutição 
atípica, interposição lingual. 
Se a oclusão não estiver satisfatória, em função de 
hábitos parafuncionais, ela estará ligada à outras 
funções que também estarão desequilibradas. 
SUCÇÃO NÃO NUTRITIVA 
É a sucção de dedo ou de chupeta. 
 Está relacionada à mordida aberta. 
 Na mordida aberta, o palato fica mais ogival, o 
que pode levar à uma mordida cruzada. 
 Na mordida cruzada, o paciente desenvolve um 
lado preferido de mastigação. 
Por que as crianças gostam de sugar? 
De 0 a 18 meses elas se encontram numa fase chamada 
de fase oral. 
 A sucção é prazerosa e traz calmaria para a 
criança. 
 A partir dos 18 meses, com a erupção dos molares 
(proporciona encaixe da mordida), a sucção não 
nutritiva pode trazer prejuízos. 
Amamentação materna: 
A amamentação no peito diminui as chances de uma 
sucção não nutritiva. 
Neste ato (movimento de ordenha), há inúmeros 
músculos que se ativam. Durante a amamentação, 
ocorre 4 movimentos coordenados: 
1. Abertura de boca. 
2. Projeção da mandíbula. 
3. Elevação. 
4. Retração da mandíbula. 
Além disso, durante a amamentação a boca da 
criança fica vedada, favorecendo a respiração nasal. 
Mamadeira: 
Também é um movimento de sucção, mas não por 
ordenha, e sim por pressão negativa. 
Neste ato, o músculo bucinador fica extremamente 
forte. Ao aumentar sua tonicidade, pode exercer uma 
pressão na maxila, alterando a oclusão. 
Chupeta: 
Pontos importantes para se observar: 
 Duração: Há quanto tempo ela chupa chupeta. 
 Frequência durante o dia. 
 Intensidade. 
*OBS: É melhor oferecer a chupeta para a criança do 
que deixá-la chupar o dedo. 
DEGLUTIÇÃO ATÍPICA 
Em função da mordida aberta, para realizar a 
deglutição, a criança coloca a língua no espaço entre 
os dentes. Esta situação é denominada deglutição 
atípica. 
RESPIRAÇÃO BUCAL 
É favorecida pela mordida aberta: 
 O espaço entre os dentes favorece a respiração 
bucal. 
 O espaço entre os dentes dificulta o selamento 
dos lábios. 
 O palato ogival dificulta a respiração nasal. 
PERFIL DA FACE 
 Braquifacial: Possui força muscular, dificultanto a 
abertura da mordida pela chupeta. 
 Mesiofacial: Forças equilibradas. 
 Dólicofacial: Possui menor força muscular, sendo 
mais propenso a ter mordida aberta. 
A dimensão transversal da maxila diminuída alterará a 
oclusão (tampa da panela que não fecha). Ela possui 
cerca de 96% de sua dimensão total aos 12 anos. 
Isso pode causar: 
 Problemas respiratórios. 
 Má-oclusão. 
 Falta de espaço para a erupção dos anteriores. 
ONICOFAGIA 
Hábito parafuncional com maior prevalência na 
puberdade. Pode causar: 
 Desgaste dentário. 
 Sobregarca na ATM. 
 Infecção cruzada. 
 Danos na pele ou unha. 
BRUXISMO 
O bruxismo pode ser classificado em bruxismo do sono 
ou bruxismo da vigília. Ambos não são fisiológicos e 
podem causar desgaste e dor. 
O bruxismo do sono se inicia por um comando do SNC 
e os dentes não participam em nenhum momento da 
fisiopatologia. 
O bruxismo pode ser: 
 Primário: Sem causas prévias. 
 Secundário: Causado por motivos sistêmicos ou 
por medicamento. 
O tratamento pode ser: 
 Psicológico: Higiene do sono, terapia. 
 Medicamentoso: Relaxantes musculares, 
benzodiazepínicos. 
 Odontológico: Placas miorelaxantes. 
 
Hábitos Parafuncionais 
A via mais utilizada de adm é a via oral. pode ser 
administrada em gotas, em suspensão ou em xarope. 
FASES DA INFÂNCIA 
 
 
 
 
 
 Nos primeiros meses de vida a imunidade da 
criança ainda está sendo formada. Se realizarmos 
a higiene dela, a imunidade da criança ficará 
deficiente. 
 Durante a fase lactente é importante ensinar a 
mãe como realizar a higiene bucal da criança e 
incentivar a mastigação. 
 Na segunda infância a mastigação já está 
estabelecida. 
 Na fase escolar, os permanentes começam a 
aparecer. É importante que a higiene esteja 
sendo bem realizada. 
O médoto mais utilizado para o cálculo da posologia 
infantil é o método de Clark. 
 (peso/70) x 100. 
CONTROLE DAS INFECÇÕES EM ODP 
1. ANTIBIÓTICOS 
 Penicilinas: Penicilina G e V, amoxicilina, amox + 
clavulin. 
 Macrolídeos: Eritromicina, Claritromicina, 
azitromicina. 
São utilizados quando o paciente é alérgico às 
penicilinas. 
 Clindamicina. Muito utilizado na periodontia. 
Indicações: 
 Sinais de infecção (linfonodos palpáveis, trismo, 
dispineia) ou sinais de ordem sistêmica (febre, falta 
de apetite, mal estar, etc). 
 Pacientes com leucemia, diabetes 
descompensada, agranulocitose, bronquite, etc. 
 Pacientes com risco de endocardite bacteriana 
(deve ser realizada a profilaxia). 
Profilaxia: 
É utilizada para o controle de infecções. Inicia a 
profilaxia 3 dias antes do procedimento em casos de 
doenças crônicas. 
Em geral, não é necessário fazer medicação pré-
operatória em crianças sadias, pois não removeremos 
osso. Exceção: remoção de supranumerários. 
 
 
 
 
 
 
 
 Amoxicilina: 
 Crianças com menos de 20 kg: 20 a 50 mg/kg/dia 
de 8/8 hrs. 
 Mais de 20 kg: 250 a 500 mg/kg/dia de 8/8 hrs. 
 Mais de 40 kg: adulto. 
Cefalexina: 
 25 a 50mg/kg/dia de 8/8 horas. 
Estearato de Eritromicina: 
 30 a 50mg/kg/dia de 6 em 6 horas (no máximo 4g 
por dia) 
Clindamicina: 
 20 a 40mg/kg/dia de 8/8 horas. 
Amoxicilina + Clavulanato de Potássio: 
Esse tipo de associação é feita quando há um edema 
ou celulite muito grande, febre, etc. Porém, na maioria 
dos casos, conseguimos fazer a drenagem na própria 
consulta. 
 Crianças com menos de 20kg: 20 a 40mg/kg/dia 
de 8/8 horas. 
 Crianças com mais de 20kg: 250 a 500mg/kg/dia 
de 8/8 horas. 
Metronidazol: 
 20mg/kg/dia de 6 em 6 horas. 
Azitromicina: 
 30mg/kg/dia dividido em 3 dias, portanto, 
10mg/Kg/dia durante 3 dias (uma dose por dia). 
Não indicados: 
 Tetraciclinas (altera a cor dos permanentes). 
 Cloranfenicol (cancerígeno). 
 Aminoglicosídeos (aumenta a glicose). 
Medicação em Odontopediatria 
2. ANTIFÚNGICOS 
 Poliênicos (nistatina): Bochecho + engole. 
Crianças pequenas - gaze. 
 Azóis: Fluconazol e micozanol. 
As crianças imunodeprimidas tem maior risco de 
desenvolverem candidíase, estomatite herpética, etc. 
crianças que fazem uso constante de antibióticos 
também são mais propensas. 
3. ANTI-VIRAIS 
 Aciclovir (pomada – aplicar na lesão 4 a 5 vezes 
no dia); 
 Penciclovir. 
Laser ajuda muito no caso da herpes. 
CONTROLE DA DOR EM ODP 
1. ANALGÉSICO E ANTI-INFLAMATÓRIO 
Paracetamol. 
Ibuprofeno. 
Tramadol. 
Acetaminofeno