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2
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL - UNIPLAN
CURSO SUPERIOR DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
A PARTICIPAÇÃO EFETIVA DA FAMÍLIA NA ESCOLA COMO GRANDE ALIADA NO ENSINO/APRENDIZAGEM
ELLEN DE CÁSSIA DA SILVA MATOS MORAES – UL21202339
ERICA DO SOCORRO AIRIS DE JESUS – UL21202696
LUCIVALDO DOS REIS FERREIRA – UL 21204118
SOLANGE ASSUNÇÃO DE SOUZA – UL21201805
THYAGO DENISON PASTANA DE BARROS – UL21209072
MARITUBA – PA
2024
ELLEN DE CÁSSIA DA SILVA MATOS MORAES – UL21202339
ERICA DO SOCORRO AIRIS DE JESUS – UL21202696
LUCIVALDO DOS REIS FERREIRA – UL21204118
SOLANGE ASSUNÇÃO DE SOUZA – UL21201805
THYAGO DENISON PASTANA DE BARROS – UL21209072
A PARTICIPAÇÃO EFETIVA DA FAMÍLIA NA ESCOLA COMO GRANDE ALIADA NO ENSINO/APRENDIZAGEM
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Licenciatura em Pedagogia, do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN, como requisito parcial para a obtenção do título de pedagogo.
Orientador (a): Prof. Esp. Francisco Meneses
MARITUBA – PA
2024
CIP - Catalogação na Publicação
A participação efetiva da família na escola coomo grande aliada no ensino/aprendizagem / Lucivaldo Ferreira...[et al.]. - 2024. 35 f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) apresentado ao Instituto de Ciência Humanas do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal - UNIPLAN, Marituba, 2024.
Área de Concentração: Ciências da Educação. Orientador: Prof. Esp. Francisco Meneses.
1. Família. 2. Escolas. 3. Ensino. I. Ferreira, Lucivaldo. II. Meneses, Francisco.
Elaborada pelo Sistema de Geração Automática de Ficha Catalográfica da Centro Universitário Planalto do Distrito Federal - UNIPLAN com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
	
	ATA DE APRESENTAÇÃO DA DEFESA DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
	Aprovação:
Coordenação Acadêmica UNIPLAN
	UNIDADE:
	ALBERT EINSTEIN – MARITUBA/PA
	CURSO:
	LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
	DATA:
	29/02/2024
	DATA DE ENTREGA DO TRABALHO:
	10/06/2024
	TÍTULO DO TCC:
	A PARTICIPAÇÃO EFETIVA DA FAMÍLIA NA ESCOLA COMO GRANDE ALIADA NO ENSINO/APRENDIZAGEM
	
	
	NOME
	MATRÍCULA
	NI
	NC
	NOTA GERAL
	1. ELLEN DE CÁSSIA DA SILVA MATOS MORAES
	UL21202339
	
	
	
	2. ERICA DO SOCORRO AIRIS DE JESUS
	UL21202696
	
	
	
	3. LUCIVALDO DOS REIS FERREIRA –
	UL21204118
	
	
	
	4. SOLANGE ASSUNÇÃO DE SOUZA
	UL21201805
	
	
	
	5. THYAGO DENISON PASTANA DE BARROS
	UL21209072
	
	
	
	OBSERVAÇÕES:
	
	
________________________________________________
Prof. Esp. Francisco Meneses Cavalcante
Orientador
________________________________________________
Prof. Convidado (a)
______________________________________________
Prof. Convidado (a)
________________________________________________
Prof. Convidado (a)
AGRADECIMENTOS
Eu, Ellen de Cássia, agradeço primeiramente a Deus, a minha família, em especial ao meu esposo Laércio Moraes pelo apoio. Aos professores pelos ensinamentos, ao nosso orientador pela paciência, a minha equipe pelo esforço e dedicação e sobretudo pelo companheirismo. Obrigado equipe.
Ellen de Cássia da Silva Matos Moraes
Eu, Érica do Socorro, neste dia tão especial, quero agradecer à Deus por estar realizando meu sonho. Ao meu falecido sogro que me fez voltar a estudar, ao meu grande amigo e doutor Paulo Coelho, a minha família, meu marido, meus filhos, em especial minha filha Raimunda Leticia por todo apoio. Aos meus amigos de trabalho, ao gestor Rivaldo, coordenadoras Iramar, Cristina e Ângela pelo incentivo, à minha equipe, aos nossos mestres e ao nosso orientador Francisco Meneses, obrigado por tudo, gratidão à Deus. 
Erica do Socorro Airis de Jesus
Eu, Lucivaldo Ferreira, meus agradecimentos vão aos senhores e senhoras que me ajudaram muito e, em especial a minha esposa e aos meus filhos por me fortalecerem, a essa equipe que lutou junto comigo e ao nosso orientador Francisco Meneses por todo apoio. Muito obrigado! Gratidão por mais uma conquista.
Lucivaldo dos Reis Ferreira
Eu, Solange Assunção, agradeço à Deus por ter me dado saúde, forças e sabedoria para chegar até aqui. Aos meus filhos, marido, família e equipe que sempre tiveram a maior dedicação e ao nosso orientador que sempre nos deu o suporte necessário.
Solange Assunção de Souza
Eu, Thyago Barros, agradeço primeiramente Deus pela vida, minha família, minha mãe, pai, irmãos e meu companheiro, pelos incentivos e compreensão. Aos professores do curso de Pedagogia, minha equipe pela colaboração e companheirismo e ao orientador Francisco Meneses por todo o auxílio. 
Thyago Denison Pastana de Barros.
RESUMO
A presente monografia deslindar-se-á por intermédio de uma revisão bibliográfica de artigos e trabalhos científicos acerca da importância da participação da família na escola, de modo efetivo, visando uma rápida adaptação do aluno nesse novo processo de educação e proporcionando um ensino/ aprendizagem de excelência. É de propriedade desse assunto, que esse trabalho se apropria da seguinte da indagação: como a participação efetiva da família na escola é de suma importância para o processo de aprendizagem infantil? Afim de estabelecer respostas pontuais para a problemática traçada, esse trabalho deteve-se em assumir como objetivo geral de pesquisa: Analisar e responder a respeito da importância da participação da família na escola como ferramenta no processo de ensino/aprendizagem educacional infantil. Ainda como modo de sedimentar o objetivo geral e assegurar a sua elaboração, enquanto fator de solução, este trabalho apresentou os seguintes objetivos específicos: investigar sobre as dificuldades da participação familiar na vida escolar dos alunos ; analisar através das literaturas científicas, trabalhos e teses, se a participação da família na escola é eficaz no processo de ensino/aprendizagem; pesquisar maneiras de como estabelecer uma efetiva participação da família na escola; responder se a participação familiar na escola promove uma melhor aprendizagem e adaptação aos alunos dos anos iniciais. No campo cientifico, dá-se pela demanda de oferecer dados sobre resultados dos benefícios da prática dessa parceria (família e escola) no ensino e aprendizagem da educação infantil, uma vez que a partição efetiva da família na escola fomenta uma confiança na criança, promovendo assim, uma melhora na qualidade de aprendizagem e de vida. Já no âmbito profissional e social, a execução se fundamenta pela primordialidade de validar à sociedade essa parceria como uma ferramenta para estimular a participação dos pais ou responsáveis no âmbito escolar, principalmente no período do ensino infantil.
Palavras-chave: Família. Escola. Educação. Ensino/aprendizagem. Educação Infantil.
RESUMEN
Esta monografía será revelada a través de una revisión bibliográfica de artículos y trabajos científicos sobre la importancia de la participación familiar en la escuela, de manera efectiva, visando la rápida adaptación del estudiante en este nuevo proceso educativo y brindando enseñanza/aprendizaje de excelencia. Es propiedad de esta asignatura que este trabajo aborda la siguiente pregunta: ¿cómo la participación efectiva de la familia en la escuela es de suma importancia para el proceso de aprendizaje de los niños? Con el fin de establecer respuestas específicas al problema planteado, este trabajo se centró en asumir el siguiente objetivo general de investigación: Analizar y dar respuesta a la importancia de la participación familiar en la escuela como herramienta en el proceso de enseñanza/aprendizaje educativo de los niños. Aún como una forma de establecer el objetivo general y asegurar su elaboración, como factor de solución, este trabajo presentó los siguientes objetivos específicos: investigar las dificultades de la participación familiar en la vida escolar de los estudiantes; analizar, a través de literatura científica, trabajos y tesis, si la participación familiar en la escuela es efectiva en el proceso de enseñanza/aprendizaje; investigar formas de establecer una participación familiar efectiva en laescuela; Responder si la participación familiar en la escuela promueve un mejor aprendizaje y adaptación de los estudiantes en los primeros años. En el ámbito científico, se debe a la demanda de ofrecer datos sobre los resultados de los beneficios de la práctica de esta colaboración (familia y escuela) en la enseñanza y el aprendizaje en educación infantil, desde la efectiva partición de la familia en la escuela. Fomenta la confianza en el niño, promoviendo así, una mejora en la calidad de aprendizaje y de vida. En el ámbito profesional y social, la implementación se basa en la primordialidad de validar esta colaboración ante la sociedad como herramienta para incentivar la participación de los padres o tutores en el ámbito escolar, especialmente durante el período de educación infantil.
Palabras clave: Familia. Escuela. Educación. Enseñanza/aprendizaje. Educación Infantil.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.............................................................................................................8
1. CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.......................................................11
1.1. Significação histórica da família...........................................................................11
1.2. Significação histórica da escola...........................................................................13
2. CAPÍTULO II: METODOLOGIA.............................................................................16
2.1. Tipo de pesquisa..................................................................................................16
2.2. Abordagem..........................................................................................................16
2.3. Como estimular a relação entre a escola, a família e o aluno?.............................16
3. CAPÍTULO III: ARGUMENTAÇÃO E DISCUSSÃO...............................................22
3.1. A inexistência da relação entre a família e escola. de quem é a responsabilidade........................................................................................................22
3.2. Uma família presente na escola...........................................................................25
3.3. Uma escola presente na família...........................................................................27
O aluno como o indivíduo principal de aprendizagem.................................................28
CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................31
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................33
INTRODUÇÃO
A presente monografia deslindar-se-á por intermédio de uma revisão bibliográfica de artigos e trabalhos científicos acerca da importância da participação da família na escola, de modo efetivo, visando uma rápida adaptação do aluno nesse novo processo de educação e proporcionando um ensino/aprendizagem de excelência. Com o intuito de esclarecer as ideias, explanar-se-á sobre os conceitos de família e escola.
A sociologia compreende como família a primeira e mais importante instituição responsável em socializar os seres humanos, assumindo o papel complexo de relacionar a natureza, a cultura e os grupos sociais aos mais novos indivíduos da espécie humana.
A família é uma instituição, e os contextos socias e históricos com o decorrer do tempo, interferem e modificam intensamente o seu conceito. Segundo Ariés (1978, p. 225), com o transcorrer dos séculos "a família transformou-se profundamente na medida em que modificou suas relações internas com as crianças", ou seja, a partir do momento que a sociedade passou a ver as crianças como o futuro, foram estabelecidos laços e voltadas as atenções para essa fase inicial, e com isso houve uma maior preocupação e dedicação com a educação infantil.
Desse modo entende-se que a família determina desde o início à aprendizagem dos filhos, evidenciando assim o seu papel essencial na vida de cada ser humano.
Quando o núcleo familiar é bem estruturado, a criança tende a ter uma boa influência no processo de ensino/aprendizagem, proporcionando uma segurança e boa adaptação a qualquer ambiente, seja ele escolar ou social. Por sua vez, a escola se conceitua em uma instituição que promove o processo de ensino para os alunos e tem como principal objetivo desenvolver e formar indivíduos em seus aspectos cognitivos, culturais e sociais.
Percebe-se então, que a parceria dessas duas instituições é de suma importância para um bom desenvolvimento e rendimento do ser humano, principalmente na sua fase infantil.
Vale a pena ressaltar que a valorização da participação da família no ambiente escolar é um assunto atual pois até pouco tempo atrás os familiares não tinham essa significação no processo. Na escola, hoje se compreende a importância da participação da família no processo de educação, levando em consideração que a presença da mesma ajuda a estudar, modificar e esclarecer o processo de adaptação cultural e social.
Hoje a escola reclama da ausência da família no acompanhamento do desempenho escolar da criança, da falta de pulso dos pais para dar limites aos filhos, da dificuldade que muitos deles encontram em transmitir valores éticos e morais importantíssimos para a convivência em sociedade.
Por outro lado, a família reclama da excessiva cobrança da escola para que os pais se responsabilizem mais pela aprendizagem da criança, da ausência de um currículo voltado para a transmissão de valores e da preparação do aluno para os desafios não acadêmicos da sociedade e do mundo do trabalho.
É preciso compreender a família como um fenômeno historicamente situado, sujeito as alterações, de acordo com as mudanças das relações de produção estabelecidas entre os homens [...]. É evidente que as funções da família vão depender do lugar que ela ocupa na organização social e na economia. (ARANHA, 1989, p. 75).
Diante de tais defesas, a análise da ligação entre as instituições, escola e família, paralelamente às diferenciações existentes entre elas, ou seja, os pontos relevantes considerados as peculiaridades e as transformações histórico-sociais, abrem espaço para questões a respeito de qual seria a real e atual relação existente entre elas, bem como estaria se dando tal relacionamento na contemporaneidade.
Di Santo (2006, p. 2), em seu artigo Família e Escola: uma relação de ajuda relata que: Atualmente, a família tem passado para a escola a responsabilidade de instruir e educar seus filhos e espera que os professores transmitam valores morais, princípios éticos e padrões de comportamento, desde boas maneiras até hábitos de higiene pessoal. Justificam alegando que trabalham cada vez mais, não dispondo de tempo para cuidar dos filhos. Além disso, acreditam que educar em sentido amplo é função da escola. E, contraditoriamente, as famílias, sobretudo as desprivilegiadas, não valorizam a escola e o estudo, que antigamente era visto como um meio de ascensão social.
É de propriedade desse assunto, que esse trabalho se apropria da seguinte da indagação: como a participação efetiva da família na escola é de suma importância para o processo de aprendizagem infantil?
Afim de estabelecer respostas pontuais para a problemática traçada, esse trabalho deteve-se em assumir como objetivo geral de pesquisa: Analisar e responder a respeito da importância da participação da família na escola como ferramenta no processo de ensino/aprendizagem educacional infantil.
Ainda como modo de sedimentar o objetivo geral e assegurar a sua elaboração, enquanto fator de solução, este trabalho apresenta os seguintes objetivos específicos: investigar sobre as dificuldades da participação familiar na vida escolar dos alunos; analisar através das literaturas científicas, trabalhos e teses, se a participação da família na escola é eficaz no processo de ensino/aprendizagem; pesquisar maneiras de como estabelecer uma efetiva participação da família na escola e responder se a participação familiar na escola promove uma melhor aprendizageme adaptação aos alunos de educação infantil.
Neste sentido, este trabalho tem como intuito constatar que a participação da família na escola é imprescindível para uma educação de qualidade, principalmente na educação infantil, na qual é o primeiro contato da criança com o ambiente escolar.
No campo cientifico, dá-se pela demanda de oferecer dados sobre resultados dos benefícios da prática dessa parceria (família e escola) no ensino e aprendizagem da edição infantil, uma vez que a partição efetiva da família na escola fomenta uma confiança na criança, promovendo assim, uma melhora na qualidade de aprendizagem e de vida. Já no âmbito profissional e social, a execução se fundamenta pela primordialidade de validar à sociedade essa parceria como uma ferramenta para estimular a participação dos pais ou responsáveis no âmbito escolar, principalmente no período do ensino infantil.
CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1. Significação histórica da família
Sabemos que a família é a principal e mais importante instituição da sociedade, pois esta é a responsável pela educação e preparação dos seres humanos. É dentro da família que se repassa os ensinamentos fundamentais para o desenvolvimento dos que estão presentes.
A palavra “família” vem do latim “famulus” e tem por significado “escravo” ou “servo”, ou seja, a família é um grupo de pessoas dependentes de um chefe ou senhor. Já na família greco-romana, esta é formada por um patriarca e seus “famulus”: esposa, filhos, servos livres e escravos.
Para Osório (1996, p.24), as origens das famílias aludem aos ancestrais dos seres humanos e se misturam com a trajetória da evolução. A família, como organização, não é somente denominada para a espécie humana, é então vista em outras espécies de animais.
Sabe-se que existem inúmeras maneiras de organização familiar, seja com os seres humanos quanto com os animais. Famílias que, após o nascimento, os filhos passam a ser cuidados pelos pais ou apenas um dos genitores.
Segundo Ariès (1978, p.225) “A família transformou-se profundamente na medida em que modificou suas relações internas com a criança”. Já na página 226, vê-se que as crianças do século XV eram entregues e moravam com outras famílias para servirem de servos, babás, em troca de dinheiro e comida. Já no século XX, vimos inúmeras crianças, muita das vezes meninas, que eram entregues à outras famílias para trabalharem em troca de estudos.
Muitas vezes, a educação era transmitida de forma direta e repassada de uma geração para outra, e muitos até hoje, ainda levam ensinamentos repassados pelos seus ancestrais. Dessa forma, acreditava-se que esse tipo de ensinamento iria trazer boas maneiras para as crianças.
Ariés (1978, p.273) fala que na Idade Média, não tinha nenhum tipo de intimidade familiar. Todos sejam adultos, crianças, senhores e criados, conviviam juntos em casas que estavam sempre abertas às indiscrições dos que a visitavam.
Com o passar dos séculos, vemos inúmeras transformações nas questões de economia, política e cultura, o que permitiu o aparecimento de uma sociedade moderna, o que influencia as questões pessoais e sociais. A família então, assimila e absorve todas essas mudanças e se torna uma referência gigantesca para os que fazem parte da mesma.
Conforme Ariès:
 A família moderna retirou da vida comum não apenas as crianças, mas grande parte do tempo e da preocupação dos adultos. A mesma correspondeu a uma necessidade de intimidade, e também de identidade: agora os membros da família se unem pelo sentimento, o costume e o gênero de vida. (ARIÈS, 1978, p. 278)
Já na Constituição de 1998 aqui no Brasil, vemos que a família passa a ser reconhecida de maneira diferente. Afirma a união entre homem e mulher e identifica as pessoas pertencentes àquela comunidade feita por qualquer um dos pais e seus filhos como um núcleo familiar. A constituição caracteriza dos deveres e direitos daqueles que pertencem a este núcleo.
 Art. 227: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito á vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar comunitária, além de colocá-los a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (BRASIL).
Segundo Pereira (1995, p.135), a família vem passando por constantes mudanças que vem alterando sua estrutura e dinâmica, o que traz um novo modelo de organização.
 […] Queda da taxa de fecundidade, devido ao acesso aos métodos contraceptivos e de esterilização […] tendência de envelhecimento populacional […] declínio do número de casamentos e aumento da dissolução dos vínculos matrimoniais constituídos, com crescimento das taxas de pessoas vivendo sozinhas […] aumento do número de famílias chefiadas por uma só pessoa, principalmente por mulheres, que trabalham fora e têm menos tempo para cuidar da casa e dos filhos (PEREIRA, 1995, p. 135).
A família é uma das entidades essenciais que desperta dos processos evolutivos dos seres, e funciona como impulsionador ou intimidador do crescimento físico, social e intelectual do outro.
1.2. Significação história da escola
A palavra “escola”, do latim “schola” e do grego “scholé” significa lazer, tempo livre, recreação. Isso porque para os gregos, o ato de aprender estava relacionado ao entretenimento, à diversão, ao lazer, o que distanciava do trabalho e obrigações. 
Antes, a escola é o lugar onde as pessoas poderiam conversar sobre vários assuntos, justamente por significar descanso, folga, entretanto, com o passar do tempo, a escola se tornou o lugar onde se estuda. Atualmente, ir à escola é um direito e uma obrigação, é o lugar onde temos a oportunidade de aprender, porém, muitas vezes é visto como um lugar para realizar tarefas e acaba se tornando incômodo. 
Ribeiro diz (1987, p. 19), com a chegada dos jesuítas, que eram governados por Manoel da Nóbrega, aqui no Brasil em 1549 que se deu início à fase jesuíta de escolarização colonial. Tinham como objetivo converter os índios à fé católica por meio da instrução e da catequese. Aconteceu que houve uma “domesticação” do índio, fazendo com que este se tornasse uma mão de obra escrava, além de destruir sua cultura e suas crenças.
Ribeiro ainda afirma (1987, p. 22) que com o progresso das vindas para o Brasil, apareceu uma classe instituída pela burguesia e pela nobreza, Manoel da Nóbrega precisou alterar seu sistema de ensino que antes era utilizado apenas para alcançar os índios, e agora precisava atingir essa nova classe.
Continuando nos estudos de Ribeiro (1987, p. 25) os ensinamentos repassados pelos jesuítas instruíam dos negros, mestiços e os índios para trabalhos braçais e manuais. Já para as mulheres, eram limitados aos ensinamentos domésticos e boas maneiras. E para a classe da burguesia e nobreza, os preparavam para as questões intelectuais.
Segundo Ariès (1978, p. 192) a posição social era quem delimitava qual o tipo ideal de educação, onde com certeza, a nobreza e as famílias burguesas eram parte principal da população escolar.
Freire diz:
 A luta pela humanização, pelo trabalho livre, pela desalienação, pela afirmação dos homens como pessoas, como “seres para si”, não teria significação. Esta somente é possível porque a desumanização, mesmo que um fato concreto na história, não é, porém, destino dado, mas resultado de uma “ordem” injusta que gera a violência dos opressores e esta, o ser menos. (FREIRE, 1970, p.16)
Mesmo com as inúmeras mudanças que aconteceram durante séculos, a educação escolar esteve sempre servindo as necessidades e interesses das questões capitalistas, onde era delimitado quem e o que se deveria aprender. Freire conta: 
 Na visão “bancária” da educação, o “saber” é uma doação dos que se julgam sábios aosque julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão – a absolutização da ignorância, que constitui o que chamamos de alienação da ignorância, segundo a qual esta se encontra sempre no outro. Poderá dizer-se que casos como estes já não sucedem nas escolas brasileiras. Se realmente estes não ocorrem, continua, contudo, preponderantemente, o caráter narrador que estamos criticando. (FREIRE, 1970, p.33)
Apenas em 1889, através da Proclamação da República que, segundo Castro e Regattieri (2009, p. 20), surge a escola de hoje: uma escola moderna, que visa o progresso de todos, uma escola que se torna essencial para a construção da sociedade.
Para Freire (1996, p. 21) a sala de aula deve ser um lugar onde há a possibilidade de indagações, questionamentos e que desperte a curiosidade dos alunos e o professor passe a ensinar ao contrário de apenas repassar conhecimento.
A Constituição de 1988 no artigo 205, fala que:
 A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
E o artigo 206 garante:
  O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
 I - Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
 II - Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
 III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
 IV - Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
 V - Valorização dos profissionais do ensino, garantido, na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União;
 (Revogado)
 V - Valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
 (Revogado)
 V - Valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
 VI - Gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
 VII - garantia de padrão de qualidade.
 VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
 IX - Garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020)
 Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
CAPÍTULO II: Metodologia
2.1. Tipo de pesquisa
Esta monografia tem como tipo de pesquisa a revisão bibliográfica de artigos e trabalhos científicos e pesquisa de campo que foi realizada para esclarecer e comprovar que, apesar de que muitas escolas já tenham uma relação estreita com as famílias de maneira geral, ainda é possível encontrar famílias que ainda não são tão efetivas dentro do ambiente escolar.
2.2. Abordagem
Baseado nas pesquisas bibliográfica e de campo, esta monografia é de cunho qualitativo, onde focamos em utilizar informações teóricas e subjetivas. O objetivo principal é de entender de maneira mais intensa o tema no qual pesquisamos e fazê-los pensar e indagar a respeito desse assunto.
2.3. Como estimular a relação entre a escola, a família e o aluno?
Passamos uma boa parte de nossas vidas no ambiente escolar, isso só revalida a importância da escola na sociedade. No ensino/aprendizagem do educando, a família tem uma função essencial, pois é ela que faz essa conexão da vida diária fora da escola com a vida diária escolar.
É real a falta da participação dos pais e responsáveis no estabelecimento de ensino, tão real que as vezes chega a ser frustrante. Com todas as diferenças e diversidades culturais, sociais e econômicas, são tantos contextos diferentes, que essa relação entre família e escola tem sido um grande desafio.
Muitos pais e responsáveis pensam que a participação na vida escolar dos seus filhos termina no ato da matrícula, dificultando assim, qualquer proximidade. A participação almejada da família na escola vai além da matrícula, ou de acompanhar os boletins dos filhos, a participação ideal se caracteriza em estar presente em eventos importantes, em atividades coletivas, e apoiar e estimular o desenvolvimento de seus filhos, de modo positivo e inspirador.
Uma pesquisa feita pelo Movimento Todos pela Educação, publicada no dia 06/11/2014, declara que:
 19% dos pais de estudantes são considerados distantes do ambiente escolar e da própria relação com os filhos. No outro extremo, 12% dos pais sãos comprometidos, ou seja, acompanham o desempenho dos filhos na escola, comparecem às atividades escolares e têm relação próxima com crianças e jovens.
É de suma relevância perceber que as duas dimensões devem estar em equilíbrio, de mãos dadas, tendo um relacionamento de dependência, pois de nada vale um vínculo afetivo estável se não há valorização da escola, do mesmo modo, um pai ou responsável que valoriza a educação, porém não estabelece um diálogo ou vínculo afetivo não terá êxito na educação.
Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação, diz que:
 Os que têm perfil mais envolvido acreditam que o estudo pode garantir uma vida melhor. Destes, a maioria respondeu sobre escola e importância da educação escolar. Pais com perfil mais vinculado são os que têm diálogo muito bom com os filhos, embora esse vínculo não passe, necessariamente, pela educação.
Por conseguinte, diante de tantas dificuldades, somos incentivados a pensar em soluções aos problemas, em nos questionar em quais estratégias podemos fazer uso pra estabelecer essa relação entre a família e a escola. É de extrema importância que os pais auxiliem os seus filhos a conseguirem se desenvolver no âmbito escolar com atitudes dentro de casa. Para isso, é preciso que algumas atitudes sejam tomadas, como:
· Estimular a leitura.
· Estudar juntamente com o seu filho.
· Conduzir sem revelar a resposta.
· Destinar um local para os estudos.
· Estar presentes nas reuniões escolares.
· Participar das atividades da escola.
· Evitar pressionar antes das provas e testes.
· Ser presente nas apresentações de trabalhos.
Ainda falando sobre as atitudes que a família precisa ter, a família tem que dispor de um ambiente tranquilo e de condições básicas como saúde, habitação, alimentação, segurança e conforto, além das condições essenciais para que os filhos consigam êxito nos estudos.
Além da família, a escola precisa criar alternativas para envolver as famílias utilizando estratégias para que haja essa afinidade entre ambos.É válido ressaltar que o ambiente escolar precisa disponibilizar atividades para envolver as famílias independente da classe social, pois podemos ver que muitas atividades muitas vezes acabam não abrangendo famílias de todas as classes porque vemos que nas classes mais baixas, os pais e responsáveis precisam trabalhar fora por muitas horas e acabam não tendo tempo para ajudá-los nas tarefas, o que infelizmente lá na frente muitos alunos desistem dos estudos.
Então, como construir um bom relacionamento entre a família a escola? em relação à família, temos:
· Sempre elogiar o ambiente escolar para estimular positivamente os estudos e o convívio escolar.
· Dialogar com o professor para saber sobre o dia a dia.
· Se prontificar para participar da rotina escolar.
· Reforçar a autoconfiança do filho. 
Já em relação à escola, temos:
· Aceitar as diversas formas familiares, sem julgamentos.
· Proporcionar palestras, encontros e atividades para envolver a família.
· Sempre ressalte as conquistas dos alunos e procurar ajuda nas dificuldades.
· Fazer encontros dos pais e responsáveis com a coordenação e os professores.
· Estar aberto as críticas e sugestões para procurar sempre melhorar.
Sabe-se que em algumas escolas esses pontos já se encontram presentes, porém, não é a realidade da maioria. Além dos problemas que são encontrados no dia a dia escolar, questões como indisciplina e vandalismos são pontos que precisam ser resolvidos na escola juntamente com a família.
A partir do momento em que essas mudanças passarem a acontecer, haverá benefícios significativos para o ensino do aluno, pois este aluno ao perceber que há inúmeras pessoas preocupadas com o seu futuro, ele se sentirá acolhido e importante, o que trará encorajamento para que ele prossiga nos estudos e tenha um excelente desempenho escolar.
Além de vermos como estimular essa relação, vale falarmos sobre o quanto é importante a interação entre família e escola. Baseado no estudo “Interação escola-família: subsídios para práticas escolares” oferecido pelo MEC juntamente com a UNESCO, trataremos sobre os benefícios do quanto essa interação é de fato válida para o ensino-aprendizagem do aluno.
Em relação a esses benefícios podemos destacar que a escola e a família precisam estar juntas para que haja melhor compreensão e conhecimento do ambiente em que este aluno pertence. Dessa forma, a escola consegue trabalhar melhor para fornecer ao aluno melhor aprendizagem.
Como já vimos, quando a família e a escola estão unidas, os impactos positivos são nítidos na vida acadêmica dos alunos. Isso se dá pelo fato de que ambas se encontram em constante contato e essa troca de informações auxilia no desenvolvimento dos alunos. Esse envolvimento da família com as atividades é fundamental, dessa forma, o gestor e/ou professora precisa assegurar que sua equipe pedagógica esteja apta para prestar explicações e dicas aos pais e responsáveis.
Um ponto que é importante ressaltar sobre essa relação entre família e escola, é na questão da emocional, no sentido de que, quando o aluno sabe que tem a família e a escola ao seu lado, ele se sente acolhido e sabe que será respeitado, pois terá espaço para expor suas emoções para ser ajudado ou auxiliado. É interessante que a escola construa uma parceria com profissionais especializados em educação socioemocional para que possam criar projetos que venham integrar todos.
Sendo assim, quando há essa interação entre os dois ambientes fundamentais da educação, a sala de aula e a casa, vemos que os alunos se sentem confiantes por verem ambos trabalhando juntos em prol do seu desenvolvimento. Quando o aluno vê isso, ele entende e percebe que há sobre ele o incentivo, a valorização e a motivação que muitas vezes é o ingrediente que falta para este conseguir se desenvolver de fato dentro do ambiente acadêmico.
Crianças e adolescentes fazem parte da família e da escola e sua vida está entre ambas e é comum que eles levem conhecimentos e aprendizagens de uma para a outra, por isso, devem estar correlacionados. Dessa forma, pode-se garantir que a relação entre ambas auxilia no bem-estar das crianças e adolescentes, onde podem contar com o apoio das duas para seu desenvolvimento social e acadêmico.
Sabe-se que quando existe um trabalho em equipe, onde o principal objetivo é propor melhor educação para os alunos, os resultados se tornam excelentes e trazem vantagens para todo o grupo pedagógico e familiar. Família, escola e alunos juntos constituem uma aprendizagem bem mais poderosa!
Em relação à pesquisa de campo, esta foi realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Doutor Renausto Amanajas, localizada no bairro Dom Aristides, na Rua João Paulo Segundo, no Município de Marituba. As perguntas foram feitas à Professora J.A, educadora regente da série do 5º ano.
A turma tem 36 alunos, no entanto, a professora utilizou apenas dois alunos para servir de modelo para as perguntas da pesquisa, um aluno que não tem acompanhamento familiar na escola e outro que tem. A família do aluno B.C tem uma participação efetiva na escola, já da aluna E.C não participa.
A seguir, estarão as perguntas destinadas à professora e suas respectivas respostas:
1. A participação nas atividades, do aluno que não tem o acompanhamento efetivo dos pais e o que tem esse acompanhamento?
Quando os pais acompanham de perto as atividades escolares de um aluno, geralmente ele tende a ter um desempenho melhor, pois conta com apoio e incentivo em casa. Já o aluno que não tem esse acompanhamento pode enfrentar mais desafios para se manter motivado e organizado.
2. Como é a relação de ambos com colegas, professores e a escola em geral?
O aluno com acompanhamento dos pais provavelmente terá uma postura mais participativa e integrada com seus colegas, professores e a escola em geral. Já o aluno sem esse acompanhamento pode enfrentar mais dificuldades em estabelecer essas relações de forma positiva.
3. Em relação ao Ensino-Aprendizagem, como é o desenvolvimento de ambos?
O aluno com apoio dos pais tende a se desenvolver de forma mais consistente, devido ao suporte extra fora da sala de aula. Já o aluno sem esse acompanhamento pode ter um desenvolvimento mais irregular e enfrentar desafios adicionais.
4. Como é o comportamento de ambos (o que tem o acompanhamento da família e o que não tem)?
Geralmente, o aluno com acompanhamento familiar demonstra maior responsabilidade e disciplina em relação aos estudos. Já o aluno sem esse suporte pode apresentar comportamentos menos comprometidos e mais desafiadores.
É notável que a participação dos pais e responsáveis no estabelecimento escolar é grande valia na vida dos alunos, como um todo, gerando desse modo, responsabilidade, disciplina, respeito, uma postura participativa dentro e fora da sala de aula, um excelente desenvolvimento no ensino-aprendizagem.
A professora J.A também nos informou que escola oferta aos pais ótimas oficinas pra estimular a participação deles no ambiente escolar, tais como: panificação, manicure, pedicure, confeiteiro, e etc. A mesma, relata que há também uma busca ativa quando os alunos faltam por mais de 3 dias consecutivos, quando estão com notas muito baixas e não realizam ou participação de nenhuma atividade.
CAPÍTULO III: ARGUMENTAÇÃO E DISCUSSÃO
3.1. A inexistência da relação entre família e escola. De quem é a responsabilidade?
A temática sobre a participação da família na escola ainda é pouco discutida no contexto brasileiro. Mesmo sabendo que a família e a escola são os pilares para o desenvolvimento humano, muitos ainda não dão a devida importância a estas instituições de grande relevância para a sociedade.
Atualmente, a problemática do envolvimento parental é umas das mais importantes temáticas, visto que o desenvolvimento das crianças na escola é extremamente importante, porque se as crianças forem bem acompanhadas no seu processo escolar em parceria com os pais, estas serão com certeza cidadãos com uma perspectiva de vida e também escolar muito melhor.
O ambiente familiar, a relação coma escola e a descontinuidade entre ambas são aspetos fundamentais para a problemática da participação dos pais na escola, porém, surge a ideia de que o ambiente familiar pode ser favorável ou desfavorável ao desenvolvimento da capacidade geral para aprender.
Dessa forma, para que um ambiente familiar fosse favorável à aprendizagem, o que seria importante era o tipo de atividades e atitudes dos pais, e não o seu estatuto socioeconômico ou os seus conhecimentos, ou seja, aquilo que os pais faziam com os seus filhos e não necessariamente aquilo que eram ou sabiam.
Hoje a escola reclama da ausência da família no acompanhamento do desempenho escolar da criança, da falta de pulso dos pais para dar limites aos filhos, da dificuldade que muitos deles encontram em transmitir valores éticos e morais importantíssimos para a convivência em sociedade.
Por outro lado, a família reclama da excessiva cobrança da escola para que os pais se responsabilizem mais pela aprendizagem da criança, da ausência de um currículo voltado para a transmissão de valores e da preparação do aluno para os desafios não acadêmicos da sociedade e do mundo do trabalho.
Com o passar do tempo, segundo Ariès (198, p. 225), a família passou por um processo de transformação em relação ao tratamento com os filhos, onde houve um desejo maior em ter uma relação mais íntima e passou-se a ter uma preocupação maior com a educação.
Segundo o autor, esta preocupação fez com que o ensinamento tradicional passasse a ser substituído pelo ensinamento escolar e o dever dos pais e responsáveis passou a ser o de apenas matricular seus filhos nas redes de ensino, o que nos mostra como essa dinâmica entre a escola e a família possui problemas que precisam ser resolvidos.
Dessa forma, a família saiu à procura de instituições capacitadas para ajudar a cuidar dos seus filhos. Segundo Bhering e Nez, 2002, p. 68, o surgimento da creche veio com o intuito de resolver um problema que é causado pela falta de tempo dos pais em relação aos cuidados dos filhos. A creche começou a ser utilizada pelas famílias como uma resposta e uma possibilidade.
Vemos que houve uma transferência de funções dos pais e responsáveis para a escola, por isso, é necessário estabelecer de fato qual é o papel da família na vida educacional dos filhos, onde a participação escolar não deve dispensar as suas obrigações sociais. Essa atitude precisa ser reorganizada para que a escola possa cumprir com êxito apenas as suas funções educativas.
É perceptível que pais que possuem uma grande jornada de trabalho acabam tendo pouco tempo para participar efetivamente da vida escolar de seus filhos, onde muitas vezes, acabam nem conseguindo ajuda-los nas lições de casa, por isso, muitos acabam repassando muitas responsabilidades para a escola, estas que deveriam ser totalmente da família.
Conforme Piaget (2007, p. 35) a educação é um direito e é por meio da escola que que consegue êxito na formação do indivíduo. Segundo o autor, a educação é apenas uma, desde o início até o final da adolescência, e esta constitui um dos dois fatores principais para a formação intelectual e moral, onde é responsabilidade da escola em relação ao fracasso ou ao sucesso do indivíduo relacionado a adaptação social e na conquista das suas próprias oportunidades.
É certo que quando um aluno se porta corretamente, aprende, participa e tira boas notas, os pais, responsáveis e os professores acreditam que são responsáveis por esse sucesso. Porém, quando o aluno é indisciplinado, tira notas ruins, começa uma contestação para encontrar quem seria o possível responsável pela falta de sucesso do aluno.
Para Castro e Regattieri (2009, p. 30):
O insucesso escolar deveria suscitar a análise de causas dos problemas que interferiram na aprendizagem, avaliando o peso das condições escolares, familiares e individuais do aluno. O que se constata é que, em vez disso, o comportamento mais comum diante do fracasso escolar é a atribuição de culpas, que geralmente provoca o afastamento mútuo. (CASTRO; REGATTIERI, 2009, p.30)
Acontece uma disputa entre a família e escola, segundo Silva (2003, p. 190), entretanto, a família se tornar uma aliada da escola seria ideal, porém, em alguns lugares, essa problemática ainda não foi resolvida, pois ainda é difícil encontrar boas estratégias para trazer a família para o ambiente escolar.
Para certificar o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, aparecem o Conselho Tutelar e o Ministério Público que agem como dialogadores entre a família e a escola. Essas mediações acabam abalando a relação entre ambas e muitas vezes, os problemas que antes estavam sendo tratados dentro das escolas de maneira privada, começam a vir à público.
A falta de cooperação da família e da escola é uma preocupação presente em diversas instituições de ensino. Ambas são as maiores responsáveis pela educação das crianças e adolescentes e mesmo que tenham o mesmo objetivo, possuem funções distintas, porém, estas devem se apoiar para garantir uma parceria de êxito.
Essa participação da escola diretamente com a família é necessária para que os professores possam ter conhecimento de como funcionam as questões internas familiares afim de compreende-los e assim, terem chances de ajuda-los a se desenvolver com sucesso, além de conseguir compartilhar informações dos alunos com a família.
A família precisa estar ciente que a partir do momento em que está matriculando seu filho na escola, é seu dever se envolver. Esse é o início do percurso acadêmico desse aluno, então é indispensável que a família dê importância para essa relação em prol do melhor desenvolvimento do seu filho.
Do mesmo modo, a escola precisa cada vez mais procurar estratégias para fazer essa relação entre ambas funcionar, e entender que seu papel é imprescindível para o progresso de formação humana dos alunos.
Além disso, a escola precisa identificar como ocorre a participação da família na instituição escolar, caracterizar os laços estabelecidos entre as famílias e a escola e avaliar como os laços entre as famílias e a gestão escolar contribui para a qualidade da educação oferecida pela instituição escolar.
3.2. Uma família presente na escola
Castro e Regattieri (2009, p.13) asseveram que existem dois ambientes na vida das crianças: o familiar e o escolar; e enfatizam que em cada ambiente eles devem desempenhar o seu papel: de filho e de aluno respectivamente.
É de extrema necessidade que na passagem da função de filho para aluno não aconteça de forma traumática, que todos os envolvidos tenham sabedoria pois esse processo não ocorre de modo automático, uma vez que, principalmente no ensino infantil, há uma grande distância entre os dois universos. É responsabilidade do professor estar capacitado para conduzir essa passagem dos alunos de modo responsável e humanizado.
O professor tem como principal objetivo garantir o direito de educação do aluno, mesmo que o educador não esteja na mesma conexão social do que o seu educando. Castro e Regattieri (2009, p.13) afirmam que: " As crianças que chegam à escola são membros-dependentes de um núcleo familiar que lhes dá um nome e um lugar no mundo."
Portanto, a participação da família tem que estar inserida na comunidade escolar além dos professores; gestores, coordenadores pedagógicos e funcionários em geral. A família por sua vez é responsável por deliberar a respeitos dos inúmeros aspectos dos projetos existentes no ambiente escolar.
Ainda segundo Castro e Regattieri (2009, p.14), no ato da matrícula da criança na escola a relação entre família e escola origina-se de forma compulsória, e dá-se continuidade através do dia-a-dia na sala aula. 
Já Piaget (2007, p.50) diz que: "toda pessoa tem direito à educação, é evidente que os pais também possuem o direito de serem senão educados, ao menos, informados no tocante à melhor educação a ser proporcionada a seus filhos." Ou seja, a educação por ser direito garantido por lei, faz com os pais, assim como a escola, garantam esse direito aos seus filhos.
Ainda na p.14, 2009, Castro eRegattieri asseguram que quando surgir na escola questionamentos a respeito de como os professores devem estreitar suas relações com seus alunos, a resposta será: estabelecendo pontes e conexão com a família dos mesmos.
Para que esta relação se estabeleça de modo consistente e positivo, é de suma importância que os sistemas de ensino criem programas políticos pedagógicos que abracem a ideia de união entre a família e a escola, consolidando assim em processo de ensino/aprendizagem.
Polonia e Dessen (2005, p.304 e 305) certificam que a colaboração dos pais no projeto escolar dos alunos não pode ser ignorada pela escola. É dever da escola conduzir os pais ou responsáveis na execução da função na educação dos filhos, pois a escola que valoriza os ensinamentos repassados pela família aos alunos, tais como crenças e valores, usufruirão dos totais privilégios e benefícios de uma educação satisfatória entre os processos de desenvolvimento e aprendizagem.
Vale a pena ressaltar a necessidade de levar em consideração a disponibilidades dos pais ou responsáveis, de estar em comum acordo com eles em qualquer decisão tomada pela escola, entende-se que a participação dos pais na educação dos filhos tanto em casa como na escola é relevante, porém tem que respeitar o tempo que os pais possuem.
Há um carecimento de bom senso de ambas as partes, tanto da escola como dos pais ou responsáveis, então é imprescindível que as duas sejam compreensivas e humanizadas. Para se estabelecer uma sucedida relação é indispensável compreender a realidade de um todo: família, alunos, comunidade escolar, professores, gestores, coordenadores e etc.
3.3. Uma escola presente na família
Arroyo (2000, p.124) diz que o educador interioriza a imagem, ou seja, tem que desempenhar de fato a função que exerce, desse modo, entendemos que o professor não deve apenas se preocupar em passar conhecimentos e conteúdo, mas também em construir valores e vínculos com os educandos.
O mesmo diz que a imagem do docente é formada por múltiplos espaços e diversos tempos, inúmeras vivências, devido a tantas circunstâncias psicológicas, históricas e sociais que se retratam na sua docência.
Desse mesmo modo, Freire (1996, p.51) testifica que o professor/educador que não se permite acessar aos mundos diversos, torna-se contraventor da completude. Por sua vez o professor/educador que se permite acessar os inúmeros mundos e realidades, concebe uma aos seus alunos/educandos uma ponte, ou seja uma relação de diálogo para com ele.
Na página 51, 1996, Freire faz um relato de um acontecimento em uma escola:
 Certa vez, [...] visitei uma sala em que se expunham fotografias das redondezas da escola. Fotografias de ruas enlameadas, de ruas bem postas também. Fotografias de recantos feios que sugeriam tristeza e dificuldades. Fotografias de corpos andando com dificuldade, lentamente, alquebrados, de caras desfeitas, de olhar vago. [...] dois professores faziam comentários em torno do que lhes tocava mais de perto. De repente, um deles afirmou: "Há dez anos ensino nesta escola. Jamais conheci nada de sua redondeza além das ruas que lhe dão acesso. Agora, ao ver esta exposição de fotografias que nos revelam um pouco de seu contexto, me convenço de quão precária deve ter sido a minha tarefa formadora durante todos estes anos. Como ensinar, como formar sem estar aberto ao contorno geográfico, social, dos educandos?" (FREIRE, 1996, p.51).
Através dessa fala, percebe-se o quão importante é conhecer a realidade na qual se trabalha, perceber o contexto no qual estamos inseridos, estar abertos aos diferentes contornos sociais, geográficos e culturais.
Segundo os autores Castro e Regattieri (2009, p.10) as escolas tem que buscar conhecer as condições de vida de modo tão completo a ponto de inseri-las nas práticas pedagógicas, aproximando assim, efetivamente, os alunos e suas famílias às escolas. Para que isso aconteça, é primordial que aja inovação na produção de projetos, tais como, visitas domiciliares, ideias e ações, dos professores em parceria com a gestão escolar e as secretarias.
De acordo com Polonia e Dessen (2005, p.308) é dever da escola compreender e buscar vias soluções para os problemas que fazem com que os pais não frequentem o estabelecimento de ensino. Os autores afirmam que os obstáculos culturais que existem entre pais e professores devem ser ultrapassados.
Não é um trabalho fácil, ao contrário, é um trabalho árduo, porém de grande valia, e para que a família seja integrada no ambiente escolar é crucial que a tarefa seja vista de forma real, não de modo idealizado ou imaginário. Para que essa tarefa seja possível é de suma importância que sejam levantados dados e pesquisas que identifiquem os fatores que dificultam ou que facilitam esta relação.
Já na página 30, dos mesmos autores (Polonia e Dessen,2005, p.310) é fundamental produzir projetos que se fundem com a realidade da cultura brasileira, visando estreitar os laços: família-escola.
O conhecimento das diferenças, sejam elas, geográficas, sociais ou históricas e sociais, caracterizam a identidade e cultura, de modo que tais conhecimentos estabelecem as inter-relações da família e escolas brasileiras possibilitando um funcionamento do processo educacional, executando intervenções precisas e promissoras, que levam em consideração a realidade brasileira, ampliando os modelos de articulação entre a família e a escola.
3.4. O aluno como o indivíduo principal de aprendizagem
Para que uma criança consiga se desenvolver, é necessário que haja educação, por isso, conduzi-la para a aprendizagem é a maneira mais eficaz de oferecer mais autonomia para então fazê-la desenvolver atributos consistentes para o seu futuro acadêmico.
Com o passar dos anos, vemos que as relações entre professores e alunos tem mudado. Hoje, é bem mais estreita, onde ambos conseguem interagir de maneira mais eficaz. Essa troca de informações é extremamente importante, principalmente para o aluno, pois este é o indivíduo principal de aprendizagem e com a ajuda do professor, essa aprendizagem acaba sendo bem mais completa.
Sendo assim, para que o aluno se torne um protagonista nesse meio, este deve ser atuante nesse processo de aprendizagem, o que interfere em seu desenvolvimento. O aluno começa a construir conhecimentos, ao invés de apenas assimila-los o que os influencia a questionar, criar e expressar suas ideias e conhecimentos adquiridos e é papel do professor auxiliá-los nesse percurso.
Incentivar que o aluno se torne o indivíduo principal de aprendizagem tem diversos benefícios, onde o seu desenvolvimento é o mais importante. Dentre eles, vemos que o objetivo principal é de possibilitar uma educação completa onde os alunos possam adquirir conhecimentos básicos para prepara-los para o futuro, então, a escola precisa trabalhar incansavelmente ajuda-los da melhor maneira possível.
É importante ressaltar que proporcionar independência para os alunos é de extrema importância para que este busque informações e adquira conhecimentos por conta própria. Mesmo sabendo que pode contar com seus professores e com a família, os alunos se sentem capazes de aprender sozinhos sobre os mais diversos assuntos.
Através desses conhecimentos adquiridos, esses alunos passam a questionar, a perguntar o porquê das coisas, e com isso passam a ter um pensamento mais crítico e questionador. Isso faz com que eles passem a relacionar os mais diversos assuntos, sem contar que os ajuda a ver o mundo de maneiras diferentes.
Um ponto que é válido ressaltar é a questão da criatividade. Através de conhecimentos adquiridos, os alunos passam a usar da imaginação para resolver questionamentos, para criar novas ideias e conceitos, sem contar que os estimula a pensar em várias soluções criativas para as perguntas que eles possam ter.
É importante que a escola proporcione projetos que venham estimular os alunos a trabalharem juntos, pois isso é um ponto extremamente para o futuro. Encorajá-los a realizar tarefas em grupo para resolver problemase tarefas é de fato considerável, pois cada aluno possui um potencial que acrescenta com o do outro, então, essa troca de informações e conhecimentos os ajuda a desenvolver o relacionamento entre eles.
A partir do momento que a escola e a família conseguem entender e ver o aluno como o sujeito protagonista, este aluno passa a ser capaz de desenvolver sua aprendizagem, o que o ajuda a ser produtivo e autor de seu conhecimento.
Ações como escutar os alunos e compreendê-los de maneira eficaz são fundamentais para esse desenvolvimento. Os professores devem incentivar os alunos a buscar conhecimentos e resolver seus questionamentos, isto é, os professores precisam deixar que os alunos participem e questionem sobre o que eles têm aprendido e tomem suas decisões.
Para isso, é necessário que a escola e a família entrem em um acordo: tornar os alunos independentes e deixá-los prontos para o futuro. Sendo assim, é preciso que a escola e a família estejam preparadas para auxiliar os alunos a se sentirem livres para pesquisar, investigar e indagar sobre os assuntos pertencentes à grade curricular e os mais diversos assuntos que lhes interessarem.
Estimular os alunos é mostrar a eles o que significa a autonomia, é apresentar uma educação mais completa, onde, além do aprendizado adquirido das disciplinas escolares, os alunos aprendem sobre aspectos emocionais, físicos e sociais. Dessa forma, o ambiente escolar passa a ser mais criativo, crítico e lúdico e isso faz com que os alunos aprendam a lidar com o mundo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo ratifica que cabe à família uma parte primordial à educação, no entanto, há grandes dificuldades em estabelecer essa participação da família no âmbito escolar. Deveras, o conjunto da família e dos profissionais envolvidos com a educação se faz importante no contexto educacional, pois por meio da mesma é possível refletir sobre os pressupostos que persistem a respeito da qualidade do ensino. O tema em questão é de valor fundamental para o currículo dos profissionais da área de Pedagogia. 
Entendemos que, no que se compete à educação de cada sujeito, a família desempenha um papel fundamental, pois ela é o seu primeiro grupo de preponderância cultural e social, no qual agrega valores humanitários e éticos, e também é mediante a família que o educando recebe incentivo. Desse modo, se faz necessário que a família estabeleça um vínculo efetivo com a escola, certificando que por meio da sua presença os seus filhos se tornem mais comprometidos e envolvidos com a aprendizagem.
Compreendemos que este trabalho constatou que a participação da família na escola é imprescindível para uma educação de qualidade e que no campo científico contribui na demanda de oferecer dados sobre resultados dos benefícios da prática dessa parceria (família e escola) no ensino e aprendizagem, uma vez que a participação efetiva da família na escola fomenta uma confiança na criança, promovendo assim, uma melhora na qualidade de aprendizagem e de vida.
Já no âmbito profissional e social se faz necessário pela primordialidade de validar à sociedade essa parceria como uma ferramenta para estimular a participação dos pais ou responsáveis no âmbito escolar.
O ato de educar precisa de envolvimento, obstinação, constância e efetividade. É necessário que todos participem com o intuito de proporcionar uma educação de qualidade e igualitária, e mesmo com inúmeros problemas que interferem diretamente essa questão, os profissionais da educação, juntamente com a família precisam estar unidos e firmes para garantir melhor educação para seus alunos e filhos.
Para isso, novas medidas precisão vir à tona para que seja possível criar uma sociedade em que as crianças e os adolescentes tenham além de conhecimento científico, conhecimento social, ético e moral para que futuramente se torne um excelente profissional e uma pessoa de caráter.
Quando a família e a escola compartilham do mesmo objetivo e juntos buscam continuamente a resolução de problemas, indubitavelmente acharão resultados satisfatórios que irão beneficiar tanto o ambiente familiar quanto o escolar, além de, principalmente, a vida dos alunos, para isso, é preciso que haja estímulos positivos para que esses resultados sejam alcançados.
É necessário que os pais e responsáveis sejam parceiros das escolas, bem como as escolas precisam ver a família como ajudadores nesse processo de ensino/aprendizagem. Essa parceria só traz boas influências para a vida, para o desenvolvimento profissional e traz ânimo para o ambiente escolar.
Apresentações de peças teatrais, festas, jogos estudantis, reuniões abertas ao público familiar, fazem com que a família se sinta pertencente ao ambiente escolar, e como resultado disso, elas passam a querer estar cada vez mais presentes dentro das escolas e isso faz com que todos saem ganhando, pois quanto mais a família e a escola se unem, mais impactos positivos surgem.
Essa relação entre a família e a escola, é possível ver que uma sempre espera da outra, e para resolver isso, é preciso que se construa um diálogo consistente onde haja envolvimento e respeito para que haja uma troca de informações com qualidade. Para que haja essa construção, ambas precisam estar abertas para ouvir e compreender o que o outro tem a dizer e levar em consideração as falas do outro lado, mesmo que sejam divergentes, pois o principal intuito é o que seja melhor para os filhos e alunos.
Logo, podemos afirmar que a educação precisa do comprometimento constante da família e da escola, onde ambas possuem grandes responsabilidades em relação ao desenvolvimento humano de seus filhos e alunos. Para isso, fica evidente que é necessário que nas escolas haja cada vez mais propostas e projetos que venham abranger as famílias, fazendo com que tenha cada vez mais interação entre ambas e, por consequência, melhores resultados para o desenvolvimento e formação de indivíduos com caráter e sabedoria.
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ANEXOS
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