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Prof° Rodrigo Feliciano Sobre o Curso O que é CPA 10 e pra quem se destina? Certificado Profissional Anbima série - 10 Esta certificação destina-se aos profissionais que atuam ou desejam atuar na distribuição de produtos de investimentos em instituições financeiras ou plataformas de atendimento. Além da certificação fazer parte de uma autorregulação das instituições financeiras promovida pela Anbima (órgão que estudaremos ao decorrer do curso), também atesta os conhecimentos dos profissionais sobre o Mercado Financeiro. Trata-se de uma avaliação objetivo sobre conceitos gerais e temas específicas de mercado, a prova contém 50 questões, as quais o candidato precisará obter uma pontuação mínima de 70% para ser aprovado, ou seja, acertar no mínimo 35 questões de um total de 50. O exame será realizado através de um computador e o resultado em percentual já é disponibilizado logo após o término da prova. A “banca” examinadora da prova é a própria Anbima, a avaliação é agendada pelo site do órgão, onde você poderá escolher data e local específico para a realização do exame, mediante própria agenda da Anbima. No site, terá os horários e locais disponíveis para que você escolha onde deseja realizar o exame conforme sua disponibilidade e comOdidade. Não há pré-requisitos para realização do exame, a duração da prova é de 2 horas, resultando numa média de 2,4 minutos para a resolução de cada questão. São questões de múltipla escolha da letra A à letra D. Mas não se assuste, com o nosso curso preparatório você tem a garantia da aprovação. Usaremos uma metodologia clara e didática (sem enrolação) por que queremos ver o quanto antes VOCÊ CERTIFICADO. Formado em Administração e Gestão Financeira pela (UNIPÊ), com Pós-graduação em Gestão Bancária e Analista de Mercado Fundamentalista. Possui especialização em Educação a distância (SENAC). Atuou no mercado financeiro em instituições bancárias como Banco do Brasil, Sicredi e Ttaú. Possui experiências nas áreas comerciais e de investimentos. Professor de concursos públicos, certificações financeiras e palestrante nas universidades com projetos que incentivam a disseminação da educação financeira continuada, disponibiliza aos alunos conhecimentos sobre o mercado profissões, carreiras e oportunidades. O Professor RODRIGO FELICIANO Redes Sociais Instagram: @vocecertificado Facebook: @vocecertificado Youtube: você Certificado Linkedin: Você Certificado 1º Módulo: Sistema Financeiro Nacional (5% a 10% do exame) de 3 a 5 questões. 2º Módulo: Ética, Regulação, Lavagem de dinheiro e API (15% a 10% do exame) de 8 a 10 questões 3º Módulo: Economia e Finanças (5% a 10% do exame) de 3 a 5 questões 4º Módulo: Princípios de Investimento (10% a 20% do exame) de 5 a 10 questões 5º Módulo: Fundos de Investimentos (20% a 30% do exame) de 10 a 15 questões. 6º Módulo: Instrumento de renda, fixa e variável (15% a 25% do exame) de 8 a 12 questões 7º Módulo: Previdência Complementar (5% a 10% do exame) de 3 a 5 questões O Conteúdo Conhecimento específico e gerais para a realização do exame: Vamos passear sobre o sistema financeiro brasileiro? 3,2,1 e ... seguindo nosso cronograma rumo à aprovação! 2°Módulo COMPLIANCE LEGAL, ÉTICA E ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR ÉTICA, REGULAÇÃO, ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR E LAVAGEM DE DINHEIRO A Anbima, órgão que conhecemos no capítulo anterior, trata basicamente da autorregulação do mercado de crédito e do mercado de capitais. E no que diz respeito à procedimentos éticos, e melhores práticas a coisa não é diferente. Em setembro de 2021, foi dado início a vigência de um novo código de ética da Anbima, visando a melhoria dos processos e procedimentos relacionados à ética das instituições e dos profissionais do mercado que aderem ao selo Anbima. As observâncias das normas do código são obrigatórias para os participantes, instituições e profissionais. Sobre princípios gerais de conduta, diz o 6º artigo do código: As Instituições Participantes devem observar e seguir os seguintes princípios éticos e de conduta: I.exercer suas atividades com boa-fé, probidade, transparência, responsabilidade e lealdade; II. adotar condutas social e politicamente responsáveis; III. pautar suas atividades visando ao aprimoramento e à valorização dos mercados financeiros e de capitais; IV. orientar suas atividades visando ao interesse dos investidores e clientes; V. Cumprir todas as suas obrigações, devendo empregar, no exercício de suas atividades, o cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar à administração de seus próprios negócios, respondendo por quaisquer infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas; VI. nortear suas atividades pelos princípios da liberdade de iniciativa e da livre concorrência, repudiando a adoção de práticas caracterizadoras de concorrência desleal e/ou de condições não equitativas, respeitando os princípios de livre negociação; VII. cumprir as regras e princípios contidos neste no estatuto social da ANBIMA, neste Código de Ética, nos Códigos ANBIMA e na Regulamentação em vigor; VIII. identificar, administrar e mitigar eventuais conflitos de interesse nas respectivas esferas da sua atuação profissional; IX. abster-se de práticas que possam ferir a Relação Fiduciária mantida com os investidores; e X. manter sigilo sobre informações confidenciais que lhe sejam confiadas, inclusive aquelas recebidas da Associação. 2º Módulo 06 Como podemos observar, é de extrema importância para os participantes estarem em conformidade com o que é estabelecido no novo código. Todos os códigos da Anbima objetivam as melhores práticas para o mercado. É importante salientar que os códigos não sobrepõem à lei, ou seja, se alguma lei entra em conflito com o código, a lei prevalecerá para os procedimentos, costumo chamar os códigos de complementos da lei, assim não esquecemos que a lei sempre fala mais alto. Para nossa certificação são exigidos os três seguintes códigos: Distribuição de produtos de Investimentos, certificação continuada e administração de recursos de terceiros – passaremos pelo último no módulo que tratará sobre fundos de investimentos. Importante! Eu aconselho você dar uma lida rápida nos códigos no site da Anbima, pois, a partir do ano de 2021 a cobrança nas questões referente a esse tema tem sido recorrente. Mas não se preocupe, se não conseguir lê-los, irei abordar aqui os pontos principais mais cobrados na prova, e lembre-se, ética é muito questão de bom senso, posição profissional fidedigna, são questões de fácil assimilação. Código de Distribuição de Produtos de Investimentos – Anbima O código estabelece princípios e regras para as atividades relacionadas à distribuição de produtos de investimento. Entre os seus objetivos, estão elevar a transparência no relacionamento com os investidores, a padronização dos procedimentos e garantir a qualificação das instituições e de seus profissionais. Vejamos alguns itens estabelecidos pelo código: I. A manutenção dos mais elevados padrões éticos e a consagração da institucionalização de práticas equitativas no mercado financeiro e de capitais; II. A concorrência leal; III. A padronização de seus procedimentos; IV. O estímulo ao adequado funcionamento da Distribuição de Produtos de Investimento; V. A transparência no relacionamento com os investidores, de acordo com o canal utilizado e as características dos investimentos; e VI. A qualificação das instituições e de seus profissionais envolvidos na Distribuição de Produtos de Investimento. 2º Módulo 07 “Suitability” Adequação do produto ao perfil do investidor Segundo o Art. 48 do código, as Instituições Participantes não podem recomendar Produtos de Investimento, realizar operações ou prestar serviços sem que verifiquem sua adequação ao perfil do investidor. Devem implementar e manter, em documento escrito ou em meio digital, regras e procedimentos que possibilitem verificar a adequação dos Produtos de Investimento ao perfil dos investidores. Veja alguns itensa serem cumpridos: I. Coletar informações: descrição detalhada do mecanismo de coleta das informações junto ao investidor para definição de perfil. II. Classificação do perfil: descrição detalhada dos critérios utilizados para a classificação de perfil do investidor, devendo ser observadas as características de classificação para cada perfil, conforme regras e procedimentos Anbima de Suitability. III. Comunicação com o investidor: descrição detalhada dos meios, forma e periodicidade de comunicação utilizada entre a Instituição Participante e o investidor para: a. Divulgação do seu perfil de risco após coleta das informações. b. Divulgação referente ao desenquadramento identificado entre o perfil do investidor e seus investimentos, a ser efetuada sempre que verificado o desenquadramento. Na prática, as instituições aplicam um questionário como um check-up financeiro dos investimentos, chamado termo API. Sendo documento preenchido à mão, ou via sistema, em consentimento com o cliente. O API é justamente a análise do perfil do investidor, para definir se ele tem perfil conservador - que não está disposto a correr risco -, moderado - perfil intermediário - ou arrojado - disposto a correr alto risco por expectativas de retornos maiores. As perguntas servem para enquadramento do cliente em um dos perfis citados acima, assim você profissional pode disponibilizar os produtos de investimentos que mais se adequam ao perfil do seu cliente. Lembre-se que é obrigatório antes de qualquer apresentação de portifólio de produtos a aplicação do API. 2º Módulo 08 O que mais costuma aparecer no exame sobre o código de Distribuição de produtos de Investimentos é que: Para definição do objetivo de investimento do cliente, as instituições participantes devem considerar, no mínimo, as seguintes informações: o período em que será mantido o investimento. as preferências declaradas quanto à assunção de riscos. as finalidades do investimento. Para definição da situação financeira do cliente, as instituições participantes devem considerar, no mínimo, as seguintes informações: o valor das receitas regulares declaradas. o valor e os ativos que compõem seu patrimônio. a necessidade futura de recursos declarada. Para definição do conhecimento do cliente, as instituições participantes devem considerar, no mínimo, as seguintes informações: os tipos de produtos de investimento, serviços e operações com os quais o cliente tem familiaridade. II. a natureza, o volume e a frequência das operações já realizadas pelo cliente, bem como o período em que tais operações foram realizadas. III. a formação acadêmica e a experiência profissional do cliente, salvo quando se tratar de pessoa jurídica As Instituições Participantes estão dispensadas de observar o disposto neste Código na Distribuição de Produtos de investimento para: a. União, Estados, Municípios e Distrito Federal b. Pessoa jurídica dos segmentos classificados como middle e corporate, segundo critérios estabelecidos pela própria Instituição Participante c. Caderneta de poupança O serviço de PRIVATE, para fins deste Código, compreende: A Distribuição de Produtos de Investimento para os investidores que tenham capacidade financeira de, no mínimo, 3 milhões de reais, individual ou coletivamente. 2º Módulo 09 2º Módulo 10 Ética na venda A chamada "venda casada" ocorre quando o vendedor de um produto ou serviço condiciona a aquisição a uma outra compra não desejada ou planejada pelo consumidor. Considerada prática abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor, a venda casada tem sua vedação expressa no artigo 39, I do CDC: "Art. 39....No caso de observância da prática de venda casada praticada por instituições financeiras, o consumidor possui seus direitos de reivindicação. Embora seja uma prática que acontece no dia dia do mercado, a venda casada é uma prática vedada. Tanto pelo BACEN como pelo Código de Defesa do Consumidor. Vamos à prática: Um gerente de uma agência bancária condiciona a emissão de um cheque especial à compra de um título de capitalização, ou seja, afirma que se o cliente fizer uma capitalização, ele libera um limite de cheque especial na conta corrente do cliente. Venda casada! É importante ressaltar que a venda casada não se caracteriza por vantagens oferecidas a clientes em nome do relacionamento que possui com a instituição, como bonificação, isenção ou até prêmios. “ Venda Cruzada ” É uma estratégia de vendas que consiste em sugerir produtos complementares a partir de uma primeira compra. NÃO É CRIME. Podemos usar o fato de os bancos oferecerem a seus clientes isenção de tarifas quando o investidor possuir um determinado volume financeiro aplicado com aquela instituição. Por exemplo, se seu cliente comprou uma passagem aérea, ofereça para ele um hotel. Assim, você busca aumentar o ticket e aproveitar melhor o público e a oferta. Normas e padrões éticos Informações privilegiadas: toda e qualquer informação relevante fora do domínio público. Insider trader: usa a informação privilegiada a seu favor. Front runner: utiliza ordens de cliente para o seu próprio benefício, realizando antes para si próprio do que para o cliente. Confidencialidade: profissional deve manter restrita informações de cliente, a menos que a Lei exija divulgação. Conflitos de Interesse: caso tenha algum conflito é preciso falar para o cliente (exemplo: esposa é presidente da Petrobras e cliente quer comprar ações da empresa) 2º Módulo 11 CRIMES CONTRA O MERCADO DE CAPITAIS Realizar operações simuladas ou executar outras manobras fraudulentas destinadas a elevar, manter ou baixar a cotação, o preço ou o volume negociado de um valor mobiliário, com o fim de obter vantagem indevida ou lucro, para si ou para outros, ou causar danos a terceiros: Pena Reclusão de 1 a 8 anos + Multa de até 3x o montante da vantagem ilícita obtida em decorrência do crime Os ilícitos de mercado. ✓ Condições artificiais de demanda, oferta ou preços de valores mobiliários: Aquelas criadas em decorrência de negociações pelas quais seus participantes ou intermediários, por ação ou omissão dolosa provocarem, direta ou indiretamente, alterações no fluxo de ordens de compra ou venda de valores mobiliários; ✓ Manipulação de preços: A utilização de qualquer processo ou artifício destinado, direta ou indiretamente, a elevar, manter ou baixar a cotação de um valor mobiliário, induzindo terceiros à sua compra e venda; ✓ Operação fraudulenta: Aquela em que se utilize ardil ou artifício destinado a induzir ou manter terceiros em erro, com a finalidade de se obter vantagem ilícita de natureza patrimonial para as partes na operação, para o intermediário ou para terceiros 2º Módulo 12 ✓ Prática não equitativa: Aquela de que resulte, direta ou indiretamente, efetiva ou potencialmente, um tratamento para qualquer das partes, em negociações com valores mobiliários, que a coloque em uma indevida posição de desequilíbrio ou desigualdade em face dos demais participantes da operação. Spoofing Spoofing é a prática que envolve manipular o preço do mercado através de ordens de compra e venda. Ou seja, cria-se uma liquidez artificial entre oferta e demanda para lucrar com o preço do ativo gerado através dessa falsa liquidez. Normalmente feita uma ordem grande em vez de várias. Layering Parecida com a anterior, possui o mesmo objetivo de manipulação, porém é feita em várias camadas, ou seja, ao invés de uma ordem, são feitas várias, sem intenção de concretizá-las para atrair novos compradores /vendedores. Churning É a prática de negociação excessiva de ativos pelo gestor com o objetivo primordial de auferir as taxas de corretagem em detrimento dos melhores interesses do investidor. Se caracteriza quando agentes autônomos ou administradores de carteiras de investimentos que realizam um grande número de operações financeiras em objetivo próprio, em detrimento do cliente. Money Pass Realização de operações na Bolsa para ocultar transferências de recursos. A prática de Money Pass pode servirpara sonegação fiscal: Transferindo recursos deliberadamente, sem o recolhimento dos tributos incidentes (tributos sobre doação), por exemplo. Manipulação de Benchmark Após os graves questionamentos envolvendo a LIBOR, o Reino Unido adotou, de forma inédita, padrões para a regulação de benchmarks financeiros, abrindo precedente para o tratamento da questão em outras jurisdições. Além da definição de princípios genéricos referentes à produção de benchmarks – que englobam os mais diversos índices, taxas etc. –, o documento traz princípios voltados para os agentes envolvidos com essa atividade, contemplando os tipos: 2º Módulo 13 1 - Fornecedores de informação/formadores de preços (submitters), referindo- se ao estabelecimento de uma política mitigadora de eventuais conflitos de interesse e a uma estrutura de governança; 2 - Agentes de cálculo, voltando-se à transparência e manutenção de registros; 3 - Divulgadores do benchmark (publishers), com foco igualmente dedicado à transparência; 4 - Usuários, cujas provisões estão relacionadas à promoção de uma avaliação contínua acerca da adequação do benchmark a seus fins e das responsabilidades dos demais agentes. USO DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA Insider Trading Utilizar informação relevante de que tenha conhecimento, ainda não divulgada ao mercado, que seja capaz de propiciar, para si ou para outros, vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiros, de valores mobiliários. Primário: Quando o crime financeiro é cometido por um indivíduo que possui acesso natural direto à informação privilegiada Secundário: Acontece quando o crime é cometido por alguém que recebe a informação confidencial de um agente primário. Pena: Reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa de até 3 (três) vezes o montante da vantagem ilícita obtida em decorrência do crime. Front Running Front running tem seu significado voltado ao mercado de capitais definido como o ato de correr na frente, se antecipar a um fato, com o intuito de auferir lucro. Consiste em prática ilegal e realizada, geralmente, por um corretor ou intermediário financeiro. Essa operação financeira é realizada por um operador que, ao tomar conhecimento de uma grande operação que será realizada por um cliente e que seja capaz de alterar o valor do ativo, se antecipa e registra uma ordem em seu nome antes de registrar a ordem para o cliente. Pena: Reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa de até 3 (três) vezes o montante da vantagem ilícita obtida em decorrência do crime. Exercer, ainda que a título gratuito, no mercado de valores mobiliários, a atividade de administrador de carteira, de assessor de investimento, de auditor independente, de analista de valores mobiliários, de agente fiduciário ou qualquer outro cargo, profissão, atividade ou função, sem estar, para esse fim, autorizado ou registrado na autoridade administrativa competente, quando exigido por lei ou regulamento. Pena: ✓ Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. Omissão Imprópria O que acontece quando pessoas em posições de responsabilidade deixam de agir para evitar a ocorrência de crimes. ✓ Exemplo Se um agente possuir uma obrigação ou um dever de evitar a ocultação ou dissimulação de valores oriundos de infrações penais e, ao perceber a ocorrência do crime, não impede ou interrompe o resultado, lesionando o bem jurídico tutelado –estará aberta a possibilidade de imputação do crime de lavagem de dinheiro por omissão imprópria. Exercício Irregular de Cargo, Profissão, Atividade ou Função O código tem como objetivo estabelecer princípios e regras para elevação e capacitação técnica dos profissionais das Instituições Participantes que desempenham as Atividades Elegíveis. Vejamos os principais padrões de conduta a serem seguidos pelos profissionais certificados. 1. Manter elevados padrões éticos na condução de todas as atividades; 2. Conhecer e observar todas as normas, leis e regulamentos, inclusive as normas de regulação e melhores práticas da ANBIMA; 3. Assegurar a observância de práticas negociais equitativas; 4. Recusar a intermediação de investimentos ilícitos; 5. Não contribuir para a veiculação ou circulação de notícias ou de informações inverídicas; 2º Módulo 14 Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de Certificação Continuada 6. Manter sigilo a respeito de informações confidenciais a que tenha acesso em razão de sua atividade profissional 7. Não participar de atividades independentes que conflitem com seu empregador; 8. Informar seu empregador sobre a propriedade de quaisquer valores mobiliários ou outros investimentos que possam influenciar ou ser influenciados por sua atividade profissional; 9. Informar seu empregador sobre quaisquer valores ou benefícios adicionais que receba; 10. Não manifestar opinião que possa prejudicar a imagem do seu empregador; 11. Evitar pronunciamentos a respeito de investimentos sob a responsabilidade de outras instituições. Manter independência e objetividade no aconselhamento de investimentos; 12. Distinguir fatos de opiniões pessoais, com relação aos investimentos aconselhados; 13. Agir com ética e transparência quando houver situação de conflito de interesse 14. Informar ao cliente sobre a possibilidade de recebimento de remuneração ou benefício pela instituição participante em razão da indicação de investimentos; 15. Orientar o cliente sobre o investimento que pretende realizar, evitando práticas capazes de induzi-lo ao erro. 2º Módulo 15 Certificações ANBIMA destinadas à distribuição de produtos de investimento A CPA-10 é destinada aos profissionais que atuam na distribuição de produtos de investimento em agências bancárias ou plataformas de atendimento. A CPA-20 é destinada aos profissionais que atuam na distribuição de produtos de investimento para clientes dos segmentos varejo alta renda, private, corporate e investidores institucionais em agências bancárias ou em plataformas de atendimento. Ao obter a CPA-20, o profissional pode, automaticamente, exercer as atividades abrangidas pela CPA-10. A CEA (Certificação ANBIMA de Especialistas em Investimento) é uma certificação que habilita profissionais do mercado financeiro a atuarem como especialistas em investimentos. Eles podem recomendar produtos de investimentos para clientes em diversos segmentos, além de assessorar gerentes de contas. Prevenção e Combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo (PLD/FT) A prevenção e combate à lavagem de dinheiro faz parte de um esforço internacional, trata-se de um conjunto de procedimentos e mecanismos que o poder público, juntamente com as instituições financeiras, adotou para tentar evitar o crime de lavagem de dinheiro, isto é, a inserção ilegal de bens e valores na economia de cada país. O conceito legal de lavagem de dinheiro é ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal. Mas vamos exemplificar em uma situação prática: Imagine um determinado político que deseja receber uma certa quantia em propina. Certamente que, se ele quiser usufruir destes valores, precisará declará-los. Caso contrário, como poderia alguém ter, por exemplo, um imóvel que não corresponda a sua realidade financeira? Sendo assim, este digníssimo representante do povo abre uma loja e declara, em certo mês, que realizou vendas absurdas, passando o dinheiro pelo sistema financeiro. Pronto, o dinheiro foi “lavado”. Ademais, a expressão lavagem de dinheiro é justamente dessa ideia de pegar um dinheiro sujo e atribuir a ele um aspecto de “limpo”. Vale ressaltar que incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de infração penal: I – Os converte em ativos lícitos; II – Os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou transfere; III – importa ou exporta bens com valores não correspondentesaos verdadeiros. Incorre, ainda, na mesma pena quem: I – Utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores provenientes de infração penal; II – Participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei. 2º Módulo 16 Ou seja, por mais que alguém não esteja cometendo diretamente o crime ou se beneficiando do mesmo, o simples fato do saber, ou trabalhar para uma empresa cuja lavagem de dinheiro esteja lastreada em seu cotidiano, faz com a pena também se aplique a este empregado. Aliás, se ele sabe dessas operações e mantém-se inerte, implica que essa pessoa concorda com a ideia. 2º Módulo 17 A pena para o crime de lavagem de dinheiro é reclusão de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa. Aumento e redução da Pena: A pena será aumentada de um a dois terços 2/3, se os crimes de lavagem de dinheiro forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. Poderá ser reduzida de um a dois terços 2/3, e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou participante colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais, à identificação dos autores, coautores e participantes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. (Delação premiada) A multa pecuniária será variável não superior: a) ao dobro do valor da operação; b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação; c) ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais). Fases da lavagem de dinheiro Em sua forma mais recorrente a lavagem de dinheiro envolve três etapas independentes, que muitas vezes ocorrem de forma sequencial ou simultânea: colocação, ocultação e integração, sobre as quais falaremos no detalhe agora Colocação: a primeira etapa do processo é a inserção do dinheiro no sistema econômico. A colocação se efetua por meio de depósitos, compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens. Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas, tais como o fracionamento dos valores em quantias menores e a utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie. Ocultação: a segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências que conecta o dinheiro à sua origem ilícita. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas, preferencialmente em países amparados por fortes leis de sigilo bancário. Integração: na última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades, podendo tais sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal. Vamos ver a seguir, exemplos na prática dessas fases: Na fase 1, colocação, o indivíduo pode ir diretamente ao caixa do banco depositar os valores, ou antes de ir ao banco, já com o dinheiro do crime, comprar uma propriedade rural com dinheiro sujo, assim como, ir em uma casa de câmbio e fazer remessa (depósitos) dos recursos ilícitos para uma conta no exterior. Na fase 2, ocultação (estratificação), o indivíduo, envia recursos provenientes de crimes para paraísos fiscais. Países que tem carga tributária muito baixa e leis de sigilo bancário. Faz transferências de frações de valores para várias contas fantasmas ou pessoas aleatórias envolvidas, dificultando o rastreamento do dinheiro, também podem fazer troca de notas oriundas de um crime por moeda estrangeira. Na fase 3, integração, após o dinheiro ter passado pelo sistema e aparentemente estar “limpo”, acontecem comprar de hotéis, restaurantes, negócios, com dinheiro oriundo de contas no exterior sem procedências. Compra de bens com doações originárias de contas “fantasmas”, empresas de “fachada” etc. No Brasil, o combate ao crime de lavagem de dinheiro é fiscalizado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF. Vamos estudar sobre ele. 2º Módulo 18 COAF – CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS UNIDADE DE INTELIGÊNCIA FINANCEIRA BRASILEIRA A unidade de inteligência brasileira (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, COAF) — tem natureza administrativa. Está vinculado ao Ministério da Fazenda e caberá ao Ministro nomear os conselheiros. Não se trata de órgão de investigação ou julgamento, nem de entidade com capacidade de promover medidas cautelares como quebras de sigilo ou bloqueio de bens. O Coaf é um órgão de inteligência, com atribuição estrita de receber, armazenar e sistematizar informações sobre operações suspeitas, elaborar relatórios sobre tais dados e enviá-los aos órgãos de investigação (polícia e Ministério Público), nos limites definidos em lei. A lei de lavagem de dinheiro elenca, em seu artigo 9º, as pessoas físicas ou jurídicas que têm a obrigação de comunicar ao Coaf atos suspeitos de lavagem de dinheiro praticados em seu setor. Trata-se de uma gama heterogênea de atividades, que vai daquelas estritamente reguladas por órgão específico, como bancos, custo diantes, emissores e distribuidores de valores mobiliários, empresas de seguro, capitalização ou previdência privada até outras sem órgão regulador próprio, como o comércio de joias, metais preciosos, pedras, objetos de arte e antiguidades. Justamente por receber informações de pessoas físicas e jurídicas de tantos e diferentes setores, o Coaf deve ser um órgão eclético, composto por representantes de diversos órgãos públicos, e não deve estar subordinado a uma autarquia específica. Seguem os Órgãos: ABIN Banco Central Comissão de Valores Mobiliários Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União Departamento da Polícia Federal Ministério da Justiça e Segurança Pública Ministério da Economia Ministério das Relações Exteriores Procuradoria Geral da Fazenda Nacional Secretaria da Receita Federal Superintendência de Seguros Privados 2º Módulo 19 https://www.politize.com.br/oficial-de-inteligencia-o-que-faz/ https://www.politize.com.br/banco-central/ https://www.politize.com.br/policia-federal-qual-importancia/ https://www.politize.com.br/receita-federal-o-que-faz/ Compete ao COAF, em todo o território nacional, sem prejuízo das atribuições estabelecidas na legislação em vigor: I. Produzir e gerir informações de inteligência financeira para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro; II. Promover a interlocução institucional com órgãos e entidades nacionais, estrangeiros e internacionais que tenham conexão com suas atividades. 2º Módulo 20 O COAF e a produção de inteligência financeira A produção de inteligência financeira consiste em realizar a análise das informações recebidas e, se forem identificados fundados indícios de lavagem de dinheiro, de financiamento do terrorismo ou outros ilícitos, produzir Relatórios de Inteligência Financeira (RIF). Os RIF são encaminhados às autoridades competentes que podem, a seu critério, abrir procedimento de investigação sobre os indícios relatados. O Coaf também fiscaliza a comercialização de Joias, pedras e metais preciosos; Fomento comercial (factoring); Bens de luxo ou alto valor; entre outros setores que não tem regulador próprio. O papel do Coaf como supervisor é regulamentar, monitorar, fiscalizar e aplicar sanções em face de pessoas que atuam nesses setores obrigados. O objetivo é exigir a implementação de procedimentos e controles para que essas pessoas não sejam utilizadas para fins ilícitos por seus clientes. Comunicação das operações ao COAF As instituições deverão comunicar ao Coaf, abstendo-se de dar ciência de tal ato a qualquer pessoa, inclusive àquela à qual serefira à informação, até o prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, após a suspeita da infração penal. A comunicação é feita através do SISCOAF – Sistema de Controle de Atividades Financeira. As instituições também devem comunicar ao Coaf: I – As operações de depósito em espécie ou saque em espécie ou transferências no valor igual ou superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais); II – A solicitação de provisionamento de saques em espécie de valor igual ou superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). III – operações em espécie ou serviços prestados cujo valor seja igual ou superior a R$2.000,00 dentro de 1 mês e que, considerando as partes envolvidas, os valores, as formas de realização, os instrumentos utilizados ou a falta de fundamento econômico ou legal possam configurar a existência de indícios dos crimes previstos na Lei. 2º Módulo 21 Conselho de Segurança das Nações Unidas A lei 13.810/19 dispõe sobre o cumprimento de sanções impostas por resoluções do CSNU, incluída a indisponibilidade de ativos de pessoas naturais e jurídicas e de entidades, e a designação nacional de pessoas investigadas ou acusadas ao terrorismo, de seu financiamento ou de atos a eles correlacionados. - Comunicar imediatamente a indisponibilidade de ativos e as tentativas de sua transferência ao: BACEN Ministério da justiça e segurança pública e COAF. Importante: Primeiro indisponibiliza, depois comunica. Relatório de efetividade A Circular BC 3978/20 prevê que as instituições elaborem um relatório específico que avalie a efetividade do cumprimento da política, regras e procedimentos. A norma prevê também a obrigação de elaborar um documento referente a avaliação interna de risco, devendo este documento ser aprovado pelo diretor de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo e encaminhado ao comitê de auditoria, quando houver, e ao conselho de administração ou diretoria, conforme aplicável. Recomenda-se às Instituições incluírem na política indicadores de efetividade que permitam estabelecer estatísticas e que possibilitem comprovar que foram efetivos e que conseguiram mitigar os riscos de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. Esses indicadores de efetividade são considerados pelos reguladores como de extrema importância no que se refere às normas de PLD-FT e sua implementação e manutenção. Registro de transação em espécie Toda transação financeira liquidada em espécie acima de R$2.000,00 deve ser registrada em controle interno com CPF do portador. 22 Avaliação de risco A principal mudança na forma de combater à lavagem de dinheiro está no formato como eram classificadas e denunciadas as atividades suspeitas. Até final de 2019 a legislação especifica adotava procedimentos protocolar a serem observado pelas instituições financeiras e demais agentes que deveriam combater esse tipo de crime. Com a nova legislação, vigente a partir de 2020, sugere que a classificação dos clientes e atividades devem se dar em função da característica de avaliação de risco, devendo a instituição regulada classificar: Clientes Produtos e Serviços Canais Utilizados Funcionários Sócios e Terceiros A classificação de Risco não se resume mais apenas a clientes. Inclusive, aplica-se aos próprios produtos e serviços oferecidos por cada instituição. Todos devem ser classificados conforme os seus riscos. Identificação e Registro de Operações A identificação dos participantes e operações financeiras das instituições devem ser devidamente guardadas e registradas para consulta posterior por parte do regulador. Manter à disposição do BACEN num prazo mínimo de 10 (dez) anos a contar do primeiro dia do ano seguinte ao encerramento da conta ou do término da operação. Operações duvidosas que indiciaram suspeita de lavagem de dinheiro devem manter à disposição do BACEN num prazo mínimo de 10 (dez) anos contatos a partir do fim da relação contratual. Guarde bem esses prazos, após ler o PDF, aconselho que faça um resumo prestando atenção em tudo que está em negrito, estou usando essa metodologia para servir como grifo nos pontos principais, fique atento(a)! 2º Módulo 23 Controles Internos: Resolução CMN 2.554/98, Artigo 1º Determina às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil a implantação e a implementação de controles internos voltados para as atividades por elas desenvolvidas, seus sistemas de informações financeiras, operacionais e gerenciais e o cumprimento às normas legais e regulamentares a elas aplicáveis. Os controles internos, independentemente do porte da instituição, devem ser efetivos e consistentes com a natureza, complexidade e risco das operações por ela realizadas. São de responsabilidade da diretoria da instituição: I – A implantação e a implementação de uma estrutura de controles internos efetiva mediante a definição de atividades de controle para todos os níveis de negócios da instituição; II – O estabelecimento dos objetivos e procedimentos pertinentes aos mesmos. III – A verificação sistemática da adoção e do cumprimento dos procedimentos definido sem função do disposto no inciso II. Segregação de Atividades e Política de Segurança da Informação A Segregação de atividades deve ser realizada de forma a evitar possíveis conflitos de interesses (Barreira de Informação) e definição de responsabilidades. Os controles internos, cujas disposições devem ser acessíveis a todos os funcionários da instituição, devem prever em especial: 1. a definição de responsabilidades dentro da instituição; 2. a segregação das atividades atribuídas aos integrantes da instituição de forma a que seja evitado o conflito de interesses, bem como meios de minimizar e monitorar adequadamente áreas identificadas como de potencial conflito da espécie; 3. a existência de canais de comunicação que assegurem aos funcionários, segundo o correspondente nível de atuação, o acesso a confiáveis, tempestivas e compreensíveis informações consideradas relevantes para suas tarefas e responsabilidades; 4. a contínua avaliação dos diversos riscos associados às atividades da instituição; 5. a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em especial para os mantidos em meio eletrônico. Os controles internos devem ser periodicamente revisados e atualizados, de forma que sejam a eles incorporadas medidas relacionadas a novos riscos ou anteriormente não abordados. A atividade de auditoria interna deve fazer parte do sistema de controles internos. Ufa! É um módulo com muitas informações preciosas decisivas para sua prova, agora vamos treinar com as questões para fixar todo o conteúdo abordado na nossa mente. 2º Módulo 24 Conheça seu Cliente – Formulário KYC Segundo o Art. 46. do código, as Instituições Participantes devem, no seu processo de Conheça seu Cliente (KYC), buscar conhecer seus investidores no início do relacionamento e durante o processo cadastral, identificando a necessidade de visitas pessoais em suas residências, seus locais de trabalho e em suas instalações comerciais. O objetivo é implementar e manter, em documento escrito ou em meio digital, regras e procedimentos que descrevam o processo de Conheça seu Cliente adotado pela instituição. Indicando o sistema e ferramentas utilizadas para realizar o controle das informações, dados e movimentações dos investidores, sempre com procedimento de atualização cadastral, nos termos da Regulação em vigor, para identificar a pessoa natural caracterizada como beneficiário final e o veto de relacionamentos em razão dos riscos envolvidos. Importante! O KYC também é de extrema importância para o combate à lavagem de dinheiro assunto logo adiante nesse 2° módulo; Detalhe interessante: A atualização cadastral dos investidores é obrigatória em períodos não superiores a 24 meses”. 2º Módulo 25 Conheça seus funcionários – Parceiros e prestadores de serviços Ainda no processo de prevenção, as instituições financeiras devem classificar as atividades exercidas porseus funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados nas categorias de risco definidas na avaliação interna de risco. O KYE, ou Know Your Employee pode ser traduzido como “conheça seu colaborador”. Esta prática de boa conduta é uma das mais importantes, as empresas devem adotar no processo de seleção e gestão de seus funcionários. Evitando assim, vazamento de informações confidenciais, dentre outras condutas antiéticas. O KYP, ou Know Your Partner, o “conheça seu parceiro” tem como princípio averiguar os âmbitos fiscais, jurídico, ambiental e econômico de seus parceiros. Inclusive, essa verificação deve ser utilizada como base para tomar decisões frente a novas negociações. Com a difusão do uso das redes sociais, não tem mais como empresas não serem envolvidas nos escândalos de seus parceiros. Portanto, é essencial que antes de firmar uma parceria, se pesquise históricos e se avalie os possíveis riscos de fazer algum tipo de negociação. Os procedimentos do conheça seu parceiro e conheça seu funcionário devem ser formalizados em documento específico aprovado pela diretoria da instituição. Este documento deve ser mantido atualizado. No caso de prestadores de serviços não supervisionados pelo BACEN e CVM: Obter informações sobre terceiro que permitam compreender a natureza de sua atividade e sua reputação. Verificar se o terceiro foi objeto de investigação de PLD/FT Conhecer os controles adotados pelos terceiros relativos a PLD/FT Dar ciência do contrato ao diretor. ASG – ambientais, sociais e de governança corporativa ESG – enviromental, social and governance A - (Aspectos ambientais) – analisa a relação das empresas na utilização os recursos naturais e os impactos causados em seu processo produtivo S - (Aspectos sociais) – analisa a preocupação da empresa na relação das pessoas e da sociedade G - (Aspectos de governança corporativa) – representa as estratégias de gestão das empresas através de práticas de transparência, ética e integridade na administração da organização. Vantagens de Praticas ASG: Melhoria na imagem e reputação Fidelização de clientes que valorizam produtos sustentáveis Redução de ricos socioambientais Oportunidade de acessar novos nichos e desenvolver novos produtos Redução de Interferências legais Possibilidade de emitir titulos verdes (green bonds) Mais algumas vantagens de praticas ASG: Redução de custos operacionais e ganhos de produtividade Acesso a linhas de credito verde Diversidade social Melhores índices de satisfação de colaboradores Maior transparência Mais segurança para o investidor Conceitos de ASG Conceitos de Investimentos ASG: As práticas ASG, proporcionam ao mercado ativos que avaliam possíveis impactos ambientais e sociais e geram mais transparência nas informações aos investidores. Os agentes reguladores adotam medidas de identificação e incentivo aos investidores que buscam investimentos e estejam de acordo com os aspectos ASG. Para os investidores, avaliar se as corporações seguem ações ASG incentiva as empresas a se tornarem mais preparadas e eficientes. 2º Módulo 26 Princípios ambientais (A) Práticas para reduzir o impacto da produção no meio ambiente Projetos para diminuir o desperdício Iniciativa para redução do uso de recursos naturais Redução na emissão de poluentes, como o CO2 Boas práticas na geração e descarte de plásticos Gerenciamento eficiente e descarte do lixo Adoção de medidas para preservação ambiental Princípios sociais (S) Aprimoramento no relacionamento com pessoas e sociedade Aderência aos direitos humanos e trabalhistas Valorização da saúde e segurança no meio ambiente de trabalho Apoio à diversidade e inclusão no meio empresarial Preocupação com a experiência do consumidor em todas as fases Posicionamento em causas sociais Atenção à privacidade e segurança de dados Princípios de Governança (G) Adoção de políticas e práticas direcionadas para o controle da companhia Políticas anticorrupção e lavagem de dinheiro Composição e diversidade do conselho de administração e diretoria Política de remuneração dos diretores Tratamento justo de sócios e demais partes interessadas (stakeholders) Valores que tratam da postura moral e ética nos negócios Adesão aos princípios para o investimento responsável (PRI) Relacionamento com os acionistas e com a imprensa Valorização da gestão transparente om equidade, Prestação de contas e responsabilidade corporativa Não envolvimento da empresa e diretores em fraudes, denuncias, escândalos, condenações e similares Laboração e execução de uma boa política de compliance. Investimentos ASG podem ser chamados de: Investimento responsável Investimento sustentável Investimento de impacto social Investimento ético Títulos Verdes (green bons) · Investimentos de infraestrutura Princípios de ASG: 2º Módulo 27 Riscos ASG RISCOS AMBIENTAIS Desastres ecológicos Esgotamento ou contaminação dos recursos naturais Penalidade dos órgãos ambientais Indenizações às pessoas afetadas pela atividade econômica da empresa Parada de produção Agravamento das mudanças climáticas RISCOS SOCIAIS Processos trabalhistas Ações coletivas Responsabilidade Criminal Vazamento de dados privados Perda de reputação junto à sociedade Perda de credibilidade com cliente e consumidores Diminuição da produtividade entre os colaboradores RISCOS DE GOVERNANÇA COOPORATIVA: Conflitos de interesses Corrupção de lavagem de dinheiro Auditorias ineficazes Remunerações desiguais Sabotagem e espionagem industrial Falsificação de dados Falta de comunicação Perda de Confiança e reputação INDICES DE SUSTENTABILIDADE Indice de sustentabilidade empresarial B3 (ISE B3): Criado para ajudar investidores na seleção de ativos e incentivar empresas a adotarem práticas de sustentabilidade, eficiência econômica, justiça social e de governança corporativa. A composição da certeira elege ativos dentre as 200 companhias mais negociadas da B3, analisando aspetos: econômico-financeiro, geral, ambiental, governança corporativa social, mudança do clima e natureza do produto. 2º Módulo 28 Indice Carbono eficiente B3 (ICO2 B3): Criado em 2010 com o objetivo de incentivar as discussões climáticas no brasil e o comprometimento e a transparência nas emissões, visando a preparação para uma economia de baixo carbono no futuro. Para compor a carteira do índice, a B3 convida empresas do IBRX 100 (as 100 empresas mais negociadas da bolsa) que atenda aos critérios do índice. Indice de ações com governança corporativa diferenciada B3 (IGC B3): Trata- se de indicador de desempenho médio das cotações dos ativos de empresas listadas no Novo Mercado ou nos níveis 1 ou 2 da B3. Indice de ações com Tag Along diferenciado B3 (ITAG B3): Indicador que mede o desempenho das empresas que oferecem melhores condições aos acionistas minoritários, no caso de alienação de controle da empresa. Indice de governança corporativa trade B3 (IGCT B3): Criado como forma de elaborar uma carteira com ativos de empresas reconhecidas por terem boa governança corporativa, considera também, os ativos dentro do IGCB3, que possuem maior liquidez. Índice de governança corporativa Novo Mercado B3 (IGCNM B3): Indicador de desempenho médio, das cotações dos ativos de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa listadas no Novo Mercado da B3. Índice Brasil ESG: Trata-se de uma carteira criada com o objetivo de avaliar performance de empresas que cumpra os critérios de sustentabilidade determinados pelas pontuações ESG da S&PDJI (Dow Jones - dos Estados Unidos).O índice exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o pacto global da ONU e empresas sem pontuação ESG da S&PDJI. 2º Módulo 29 Questões para fixação do conteúdo 1. Um gerente que pede ao cliente para investir R$ 9 mil em uma aplicação como condição para liberar um financiamento de R$ 30 mil praticou uma: a) Operação fraudulenta. b) Venda casada. c) Venda combinada d) Venda promocional 2. O Código de Autorregulamentaçãoda ANBIMA tem por uma de suas finalidades: a) Promover práticas que não são equitativas entre as instituições financeiras. b) Promover a concordância leal entre os participantes do mercado financeiro. c) Promover medidas que venham a oferecer resultados financeiros para as empresas que seguem esse Código. d) Definir as regras de negociação de ações na Bolsa de Valores. 3. O Código de Autorregulação para a certificação continuada tem como objetivo: a) Promover os profissionais que se destacam no exame de certificação continuada. b) Promover a ética e a capacitação técnica entre os profissionais que trabalham na oferta de crédito. c) Promover a ética e a capacitação técnica entre os profissionais que trabalham na oferta de produtos de investimento. d) Criar um ranking com os profissionais que superam as metas de vendas estabelecidas pela instituição financeira onde trabalham. 4. A Anbima instituiu o Código de Autorregulação dos Fundos de Investimento e: a) Complementou a legislação em vigor. b) Substituiu a legislação em vigor. c) Possibilitou à instituição administradora de recursos optar por qual legislação quer seguir (CVM ou Anbima). d) Visou, exclusivamente, informar as mudanças que ocorrem no mercado de fundos 2º Módulo 30 5. Para adequar corretamente os produtos às necessidades do cliente torna-se necessário efetuar um processo de avaliação que defina o tipo de cliente, esta prática adotada pelas instituições financeiras associadas da ANBIMA, recebem o nome de: a) API – Análise de Perfil do Investidor. b) AFRI – Análise do Fator de Risco do Investidor. c) EPI – Enquadramento do Perfil do Investidor. d) CMA – Conservador, Moderadoe Arrojado. 6. Segundo o código de auto regulação da Associação Nacional dos Bancos de Investimento, o profissional que atua na vendade produtos de investimento deve: a) Agir com ética e diligência na hora de orientar o cliente sobre produtos de investimento, como se o dinheiro fosse seu. b) Limitar-se a apresentar apenas os riscos decorrentes das aplicações financeiras que o cliente deseja fazer c) Oferecer produtos de investimento para o cliente sempre com o objetivo de bater a meta de vendas. d) Oferecer os produtos com o menor risco de crédito existente para toda a sua carteira de clientes, evitando assim assumir maiores riscos. 7. Conforme o código Anbima, para uma adequação do produto de investimento ao perfil do cliente é necessário se definir a situação financeira desse cliente, considerando, no mínimo as seguintes informações: I. Valor das receitas regulares II. Valor dos ativos que compõem o patrimônio III. Necessidade futura dos recursos Está (ão) correto(s): a) I e II b) Somente I c) Somente II d) I, II e III 2º Módulo 31 8. Conforme a instrução CVM 539/13 com relação à adequação do produto de investimento ao perfil do cliente, a instituição financeira deve verificar se: I. O produto, serviço ou operação é adequado aos objetivos de investimento do cliente; II. A situação financeira do cliente é compatível com o produto, serviço ou operação; III. O cliente possui conhecimento necessário para compreender os riscos relacionados ao produto, serviço ou operação. Está(ão) correta(s): a) Todas as alternativas b) I e II, somente c) I e III, somente d) II e III, somente 9. O API deve ser renovado em até: a) 10 meses b) 12 meses c) 36 meses d) 24 meses 10. Conforme o código Anbima, para definição do OBJETIVO de investimento do investidor, deve ser considerado: I. Período que será mantido o investimento II. Preferências de assunção de riscos III. Finalidade do Investimento Está (ão) correto(s): a) I e II b) Somente I c) Somente II d) I, II e III 2º Módulo 32 11. A utilização do Selo Anbima: a) É para utilização das instituições que fazem parte da Anbima e também aquelas que aderirem ao código, mesmo não fazendo parte da Anbima b) É obrigatório para todas as instituições do mercado financeiro c) É uma garantia de que o investimento não possui nenhum risco d) É uma forma de dar menos segurança para o investidor 12. São atividades que não estão sujeitas as atividades de “Conheça Seu Cliente”. (Know Your Client): a) Distribuição de Valores Mobiliários b) Comercialização de Joias e metais preciosos c) Aplicações Financeiras d) Análise e classificação de risco de uma empresa por meio de uma agência de risco 13. Um cliente, com o API atualizado, deseja fazer uma aplicação em um produto diferente do seu perfil verificado no API. Nesse caso: a) A aplicação pode ser feita desde que o cliente assine um termo de ciência de investimento diferente do seu perfil b) A aplicação não pode ser feita c) A aplicação só pode ser feita com a atualização do API do cliente d) A aplicação pode ser feitas em nenhuma ação adicional, pois o recurso é do cliente 14. Para indicar um determinado produto de investimento a um cliente, você: a) Deve verificar o seu API e indicar um produto de acordo com o objetivo desse cliente b) Deve indicar aquele produto que está determinado como o principal do mês, independente de cada cliente c) Não precisa verificar o API, pois essa é uma responsabilidade do cliente antes de investir d) Deve indicar um produto único para todos os clientes. 2º Módulo 33 15. Segundo o Código de Distribuição de Produtos da ANBIMA, trata-se de uma obrigação das instituições participantes e que aderirem ao código: a) Garantir a rentabilidade dos produtos que são distribuídos, quando forem de Renda Fixa b) Garantir que as informações dos produtos passaram por auditoria, realizada pelo próprio distribuidor c) Informar eventuais conflitos de interesses da atividade de distribuição d) Realizar a Marcação a Mercado desses ativos 16. Código de Distribuição de Produtos da ANBIMA, tem como objetivo estabelecer regras e princípios para a atividade de distribuição de produtos de investimentos. De acordo com esse código, na elaboração de materiais de publicidade, as informações devem ser: a) Claras e não devem induzir o investidor ao erro b) Técnicas e elaboradas, tentando ser o mais complexo possível, já que o objetivo é informar ao mercado e não ao investidor c) Claras e devem constar junto da promessa de rentabilidade dos titulos d) Projetadas a partir de cenários construídos sem dados técnicos 17. Conforme o Código de Distribuição de Produtos da ANBIMA, para se verificar a situação financeira de um cliente, a instituição deve considerar as seguintes informações, exceto: a) Valor e Ativos que compõem o patrimônio b) Conhecimento sobre os produtos c) Valor e tipo de renda d) Necessidade futurados recursos que compõem o patrimônio do cliente 18. Quanto ao perfil de risco de um determinado investidor: a) Uma vez definido ele nunca muda. b) Ele pode mudar momentaneamente, ou no decorrer do tempo. c) Ele sempre muda, já que as pessoas e o mercados e modificam com o passar do tempo. d) O gerente que precisa determinar o perfil de risco do cliente. 2º Módulo 34 19. Analise as informações abaixo: I – Os serviços e produtos devem estar adequados aos objetivos de investimento do cliente. II – A situação financeira do cliente deve ser compativel com os serviços, produtos e operação. III – O cliente deve ter conhecimento para compreender os riscos inerentes aos serviços, produtos ou operação. De acordo com a instrução da CVM em relação à adequação de produtos de investimentos ao perfil do investidor, está correto o que se afirma em: a) I e III apenas. b) I, II e III. c) I e II apenas. d) II e III apenas. 20. Ordem em que as fases de um processo de lavagem de dinheiro completo acontecem é: a) Integração, ocultação e colocação. b) Colocação, ocultação e integração. c) Ocultação, colocação e integração. d) Colocação, integração e ocultação. 21. Com relação à Lavagem de Dinheiro: a) Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, os converte em ativos lícitos. b) Incorre em pena menor quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, os converte em ativos lícitos. c) O procedimento de KYC não auxilia naprevenção de Lavagem de Dinheiro d) Uma das formas de se evitara lavagem de dinheiro é utilizando o princípio da Barreira de Informação. 22. Com relação ao crime de Lavagem de Dinheiro, que tipo de pena pode ser imposta a quem praticar: a) Reclusão de até 3 anos mais multa b) Reclusão de até 10 anos, somente c) Reclusão de até 10 anos mais multa d) Reclusão de até 3 anos, somente 2º Módulo 35 23. Segundo o Princípio Conheça o Seu Cliente da Lei de Lavagem do Dinheiro, a instituição financeira deve manter em seus registros as movimentações do cliente por no mínimo a) 10 anos a contar da data da abertura da conta ou do início das operações do cliente. b) 10 anos a contar do 1º dia do ano seguinte ao encerramento da conta ou fim da operação. c) 2 anos a contar da data da abertura da conta ou do início das operações do cliente. d) 2 anos a contar do 1º dia do ano seguinte ao encerramento da conta ou fim da operação. 24. Uma instituição financeira percebe uma movimentação suspeita de lavagem de dinheiro. Nesse caso, deve avisar para: a) Polícia Federal b) BACEN c) COAF d) Ministério Público 25. Valor de movimentação em espécie ou cartão pré-pago que deve ser avisado ao COAF: a) R$ 100 mil b) R$ 50 mil c) R$ 10 mil d) R$ 300 mil 26. Estão obrigados a manter mecanismos e controles internos de combate e prevenção a lavagem de dinheiro, segundo a Lei sobre esse tema: a) Pessoa Física ou Jurídica que comercialize joias, imóveis e bens de luxo. b) Apenas os Bancos e as Instituições Financeiras c) Somente as corretoras de câmbio d) Todo o Investidor Qualificado e Profissional 27. Em uma condenação por lavagem de dinheiro, se houver colaboração espontânea com a investigação, a pena pode: a) Ser reduzida em até 2/3 b) Ser reduzida em até 1/3 c) Ser aumentada em até 2/3 d) Ser reduzida em até 3 anos 2º Módulo 36 28. Valor máximo da multa aplicada pelo COAF para os casos de não cumprimento da legislação de combate à lavagem de dinheiro: a) R$ 2 milhões b) R$ 200 milhões c) R$ 10 milhões d) R$ 20 milhões 29. Você é gerente de um cliente e o mesmo possui movimentações suspeitas de lavagem de dinheiro. Nesse caso: a) Você deve avisar ao COAF, porém antes solicitar autorização do cliente conforme o princípio da confidencialidade b) Você deve avisar ao COAF e somente depois avisar o cliente. c) Você deve avisar ao COAF, sem avisar ao cliente. d) Você deve avisar ao BACEN, sem avisar ao cliente 30. Você é gerente e possui em sua carteira um determinado clientecom renda declarada de R$ 5 mil. Esse cliente recebe uma transferência no valor de R$ 500 mil em sua conta corrente. Nesse caso, essa operação: a) Deve ser tratada como lavagem de dinheiro b) Deve ser verificada a origem do recurso juntamente com o cliente e levantar mais informações c) Deve ser informada ao COAF, pois é um valor acima de R$ 50 mil d) Não precisa ser verificada, pois está dentro da compatibilidade de renda do cliente 31. Um indivíduo praticou o crime de lavagem de dinheiro através de organização criminosa. Nesse caso, esse indivíduo terá a sua pena: a) Aumentada em até 2/3 b) Reduzida em até 2/3 c) Aumentada em até 1/3 d) Aumentada em até 3 anos 32. Um determinado cliente deposita em um banco recursos oriundos de lavagem de dinheiro. Essa prática refere-se à qual etapa do crime de lavagem de dinheiro: a) Ocultação b) Integração c) Colocação d) Internacionalização 2º Módulo 37 33. São operações que devem ser avisadas ao COAF, exceto: a) Pagamento de boleto no valor de R$ 70 mil em espécie em nome do correntista b) Saque no valor de R$ 15 mil em espécie e se tratando de uma operação suspeita c) Recebimento de transferência em conta no valor de R$ 120 mil, oriundo do exterior d) Depósitos em espécie durante vários dias seguidos no valor de R$ 1.999 34. Não constitui finalidade do conselho de controle de atividades financeiras (Coaf): a) Regulação das atividades de mediação e distribuição b) Identificação de ocorrências suspeitas de atividades ilícitas c) Aplicação de penas administrativas Coordenação de mecanismos de combate de bens, direitos e valores 35. Com o objetivo de prevenira ocorrência do crime de lavagem de dinheiro, as instituições financeiras e seus funcionários deverão: a) Comunicar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF, sem dar ciência ao cliente, caso observe operações com indícios de Lavagem de Dinheiro b) Informar as autoridades competentes as operações financeiras que rendam alto lucro a seus clientes c) Identificar ao Banco Central todos os sócios das Pessoas jurídicas estrangeiras que participarem de transações com seus clientes. d) Segregar em seus registros as operações bancárias que envolvam clientes com patrimônio superiora 10.000.000,00 36. É correto falar sobre a Lavagem de Dinheiro: a) Só está sujeito a lei de crime da lavagem de dinheiro aquele que comprovadamente usufruiu dos bens provenientes da lavagem que fez b) Quem utiliza o dinheiro proveniente de Lavagem de Dinheiro está sujeito à mesma penalidade de quem cometeu o crime c) Quem utiliza na atividade econômica dinheiro que sabe ser proveniente de lavagem de dinheiro está sujeito a uma penalidade menor do que quem lava o dinheiro d) A empresa que faz uma série de operações que caracterizam indícios de busca por facilidades fiscais responde pelo crime de lavagem do dinheiro 2º Módulo 38 37. Em relação à lavagem de dinheiro, uma das formas de prevenção é: I. Efetuar o cadastro do cliente; II. Controlar e monitorar as movimentações por dez anos; III. Manter os registros das movimentações por dez anos Está correto o que se afirma em: a) II e III, apenas b) I e II, apenas c) I, II e III d) I e III, apenas 38. É uma transação que pode ser considerada indício de Lavagem de Dinheiro: a) Transferências entre empresas do mesmo grupo b) Com valores superiores a R$ 10 milhões c) Transferências entre empresas de consultoria d) Operações sem a identificação do beneficiário final 39. A fase da "colocação" do crime de lavagem de dinheiro caracteriza-se por: a) Ser a última fase do processo. b) Dificultar o rastreamento da origem dos recursos. c) Fazer o dinheiro passar pelo caixa ou balcão dos bancos. d) Trazer o dinheiro de volta à economia com aparência de origem lícita. 40. É correto falar sobre a lavagem de dinheiro que a) O crime de lavagem é inafiançável e permite liberdade provisória. b) Aquele que dissimula o dinheiro proveniente de atividade ilícita pode ser punido desde que seja comprovado de que ele se utilizou efetivamente do dinheiro. c) A ocultação e dissimulação de valores por si só já tem origem punitiva d) O Banco tem como política fazer cadastro e acompanhamento das movimentações do cliente, embora essa política não esteja presente na lei. 2º Módulo 39 41. A implantação e implementação de uma estrutura efetiva de controles internos, mediante a definição de atividades de controle para todos os níveis de negócios da instituição financeira, são de responsabilidade: a) Do Banco Central do Brasil. b) Do Conselho Fiscal da Instituição Financeira. c) Da Diretoria da Instituição Financeira. d) Dos gerentes financeiros da Instituição Financeira. 42. Os controles internos, cujas disposições devem ser acessíveis a todos os funcionários da instituição de forma a assegurar que sejam conhecidas a respectiva função no processo e as responsabilidades atribuídas aos diversos níveis da organização, devem prever: a) A existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em especial para os mantidos em meio eletrônico. b) Promoção dos funcionários mais competentes para ocupar cargos importantes nos setores de controladoria. c) A inexistência de canais de comunicação que assegurem aos funcionários, segundo o correspondente nível de atuação, o acesso a confiáveis, tempestivas e compreensíveis informações consideradas relevantes para suas tarefas e responsabilidades. d) A avaliação anual dos diversos riscos associados às atividades da instituição. 43. Um determinado clientefaz depósitos em vários bancos de valores diversos. Você como gerente desse cliente em uma conversa informal, tenta coletar maiores informações sobre o assunto, porém o cliente sempre foge do assunto e parece incomodado com o mesmo. Essa situação em lavagem de dinheiro seria qual das etapas: a) Colocação. b) Ocultação. c) Integração. d) Sonegação Fiscal 2º Módulo 40 44. Um cliente com renda mensal declarada de R$ 1.000,00 recebe em sua conta corrente um depósito de R$ 50.000,00. Neste caso, a instituição financeira deverá: a) Reportar o nome do cliente para o Banco Central somente após avisá-lo sobre essa ação. b) Devolver o depósito e reportar o nome do cliente para o Banco Central. c) Levantar mais informações sobre o cliente e a origem do dinheiro. d) Reportar o nome do cliente imediatamente para a CVM 45. Insider trader é o: a) Analista de títulos e valores mobiliários que disponibiliza ao público informações que obteve em razão de sua atividade profissional, já divulgadas ao mercado. b) Diretor de companhia aberta que é titular de ações e debêntures de emissão da própria companhia. c) Operador de corretora que, sem tomar risco, aproveita-se da diferença de preço do mesmo ativo em dois mercados diversos para fazer uma operação de arbitragem. d) Profissional que negocia valores mobiliários de companhia sobre a qual teve acesso à informação material não divulgada ao mercado. 46. O funcionário A da corretora de títulos e valores mobiliários XXX, em virtude de sua relação profissional com os administradores da empresa Y, toma conhecimento de que a empresa Y, cujas ações são negociadas na B3, irá incorpora-se a empresa W. Tal fato ainda não foi divulgado ao mercado, mas com o funcionário A tem certeza de que a referida incorporação produzirá um aumento das cotações das ações da empresa Y, passa a aconselhar seus clientes a comprar tais ações. Neste caso o funcionário A: a) Poderia ter aconselhado seus clientes somente após ampla divulgação da incorporação referida ao mercado. b) Deveria ter requerido autorização da empresa Y antes de aconselhar seus clientes. c) Deveria ter publicado o fato relevante da empresa Y. d) Violou o direito de preferência dos demais acionistas da empresa Y. 2º Módulo 41 47. No relacionamento com o cliente, quando da recomendação de determinada modalidade de investimento, o profissional deve: a) Priorizar suas metas e, em seguida, os objetivos de investimento de cada cliente. b) Considerar e observar a situação individual de cada cliente e suas necessidades. c) Evitar, por ética, investigar a tolerância do investidor ao risco. d) Aconselhar os investimentos baseando-se indistintamente em fatos, opiniões pessoais ou de mercado. 48. Não é necessário aplicar o API nos casos de aplicações em: a) Fundos de Ações. b) Fundos Multimercado. c) Fundos de Renda Fixa. d) Fundos de Renda Fixa Simples. 49. Um operador da bolsa de valores é funcionário de uma corretora de valores e recebe uma ordem de compra de um determinado cliente. Porém, antes de repassar essa ordem de compra, prioriza as ordens de compra da sua própria corretora, em detrimento das ordens do cliente. Essa prática é conhecida como: a) Value At Risk b) Insider Trading c) Front Desk d) Front Running 2º Módulo 42 50. Você trabalha no mercado financeiro e recebe a informação que uma empresa do setor aéreo irá adquirir uma concorrente. Essa informação ainda não foi publicada ao mercado. Nesse caso, você: a) Não pode negociar os ativos da companhia nem para sua carteira nem para seus clientes, com base nessa informação. b) Não pode negociar os ativos da companhia para a sua carteira, mas pode indicar para seus clientes. c) Pode negociar os ativos da companhia, porém somente para a sua carteira d) Pode negociar os ativos da companhia para sua carteira ou para os clientes 2º Módulo 43 51. O termo ASG (ou ESG, em inglês) se popularizou nos últimos anos e refere-se a empresas que possuem boas práticas: a) Ambientais, Social e Governança b) Social e Governança e Lucro c) Ambiental, Social e novos funcionários d) Crescimento sustentável e inclusão de grupos minoritários apenas 52. O ramo de atividade da empresa “fumaça S/A” está inserido num segmento onde a poluição do ar com CO2 (Gás Carbônico) É necessário. Para ir a encontro das boas práticas de ASG, esta empresa deveria: a) Parar de produzir CO2 b) Realizar a compensação c) Mudar de ramo de atividade d) Investir na recuperação de mares poluídos 53. Um dos parâmetros de boas práticas de ESG é o cuidado com os direitos humanos de todos os participantes do negócio. Para que uma empresa zele para relação de direitos humanos, ela deve: a) Garantir que seus funcionários sejam respeitados e tenham os direitos humanos preservados, apenas b) Garantir que seus funcionários, funcionários de fornecedores e todas as pessoas envolvidas da cadeia tenham preservados seus direitos enquanto cidadão c) Evitar que haja força de trabalho em condições análogas à escravidão em suas lojas, apenas d) Oferecer licença maternidade de 6 meses 54. Uma das premissas do ASG é a governança mais transparente. Para cumprir essa premissa as empresas devem, entre outras coisas: a) Ter conselhos independentes, ter diversidade na composição do conselho b) Ter programas para inclusão de pessoas que fazem parte da comunidade LGBTQIA+ c) Ter relação trabalhista dentro da legalidade e com incentivos à sua força de trabalho d) Promover o treinamento adequado de sua força de trabalho 55. A premissa “Social” do conceito de ASG é focado em: a) Despoluição dos oceanos b) Política de inclusãoe diversidade c) Investimento em energias renováveis d) Diversidade da composição do conselho de administração 56. O foco em eficiência energética é uma visão de sustentabilidade de longo prazo das empresa se está associado às práticas de ASG. Em qual área do ASG e eficiência energética se enquadram? a) Ambiental b) Social c) Governança d) Todas as alternativas estão corretas 2º Módulo 44 57. Assuma que o presidente do banco chamado “BOX” foi acusado de práticas de assédio moral e assédio sexual. Essa acusação tem forte peso para o risco de imagem da instituição e, além disso, fere um dos princípios do ESG. O princípio ferido com essas práticas é: a) Direitos humanos e políticas de relações de trabalhos portanto, a área social b) Direitos humanos e políticas de relações de trabalho, portanto, a área de Governança c) Treinamento da força de trabalho e direitos humanos, portanto, a área de Governança d) Ética e transparência, portanto, a área de Governança 58. O banco “Pedra Azul” reforçou em seu comitê de diretoria a necessidade de treinar a força de trabalho para reforçar a segurança dos dados os clientes, clientes e parceiros para garantir que a instituição cumpra todos os requisitos da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Essa prática de garantir a privacidade e a segurança de dados de seus clientes, funcionários e parceiros está alinhado com ASG. Essa prática se encaixa em: a) Social b) Ambiental c) Governança d) LGPD 59. Dentro do tema ESG, Políticas Éticas de uma determinada organização está relacionada diretamente ao conceito de: a) Social b) Sustentabilidade c) Governança d) Ambiental 60. Determinada Companhia, faz a terceirização da sua produção, a empresa controlada possui várias denúncias de trabalhos análogos a escravidão, diante desta situação qual conceito a empresa está deixando de aderir dentro das práticas ESG. a) Segurança Pública b) Sustentabilidade c) Social d) Ambiental 2º Módulo 45