Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO 
DE CARTEIRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Ana Paula Mussi Szabo Cherobim 
 
 
2 
INTRODUÇÃO 
As velhas, boas e tradicionais carteiras de dinheiro nomeiam o conjunto de 
moedas e aplicações financeiras de um indivíduo, uma família, uma empresa ou 
um fundo de investimento. Qualquer reunião de recursos financeiros, desde a 
mais tradicional caderneta de poupança, até as contemporâneas criptomoedas, 
pode ser chamada de carteira de investimento. 
Este é o objeto de estudo dessa caminhada: os investimentos financeiros. 
Vamos aprender o que é investimento, distinguir entre investimentos financeiros 
e em ativos reais e compreender os mercados de trocas de recursos. Nessa etapa, 
investigamos a origem dos produtos financeiros e sua relação com os 
investimentos; e apresentamos o Sistema Financeiro Nacional e quais os 
requisitos para você, ou terceiros, administrar uma Carteira de Investimentos. 
TEMA 1 – CONCEITO DE CARTEIRA DE INVESTIMENTO 
Carteira de investimento é a reunião de ativos financeiros de uma pessoa 
ou organização. Usualmente, existe uma tese de investimento para auxiliar na 
escolha dos ativos a fazerem parte dessa carteira. Conforme Keynes (1988), 
existem três motivos para alguém guardar recursos: o motivo da transação, a 
precaução e a especulação. Nessa obra clássica da macroeconomia, o autor 
justifica a necessidade de guardar recursos financeiros para realizar trocas, a 
transação; dispor de recursos para emergências, a precaução; e guardar recursos 
para o futuro e aumentar seu patrimônio, a especulação. 
Portanto, a reunião de ativos financeiros acontece com vistas a manter e 
melhorar o padrão de consumo no futuro. Quem monta uma carteira de 
investimento é o investidor. Sua escolha depende das suas condições de vida, 
das suas perspectivas futuras e do seu perfil de investidor. 
As carteiras de investimento podem conter qualquer tipo de ativo: 
caderneta de poupança, títulos públicos, papéis de empresas e de bancos, ações, 
moedas estrangeiras, criptomoedas, enfim as alternativas de investimento são 
muitas. 
Os ativos reais também se caracterizam como investimento, mas 
normalmente não são considerados dentro do conceito de Carteira de 
Investimento. 
 
 
3 
A teoria financeira e o mercado usam as expressões Carteira de 
Investimento, Carteira de Ativos, Portfólio de Investimentos, ou apenas Portfólio. 
TEMA 2 – O QUE É INVESTIMENTO FINANCEIRO? POR QUE É DIFERENTE DE 
ATIVOS REAIS? 
São considerados investimentos financeiros todos os ativos, papéis e 
títulos que representem riqueza material e valor econômico para quem os detêm, 
sem, contudo, ter capacidade para produzir bens e serviços. 
Os investimentos financeiros representam valor; têm capacidade para 
gerar mais valor, por meio do recebimento de juros, dividendos, bonificações, 
aumento do valor de troca; têm capacidade para preservar patrimônio e facilitar 
as trocas de bens e serviços. Contudo, não conseguem satisfazer diretamente 
necessidades humanas básicas de alimentação, moradia, segurança e saúde. 
Conseguem comprar bens e serviços para satisfazer essas necessidades. Em 
função dessa característica de se constituírem como meio de troca, diferem dos 
investimentos em ativos reais. Uma casa pode ser um investimento, porque é uma 
reserva de valor, pode gerar renda, por meio do aluguel e pode ser vendida por 
valor acima do valor de aquisição, gerando ganho de capital. Mas também serve 
de moradia. Um terreno, da mesma forma: é uma reserva de valor, pode gerar 
renda por meio do arrendamento e pode ser vendido com ganho de capital. No 
entanto, pode também ser utilizado por seu proprietário para plantar grãos, frutas, 
verduras e/ou criar animais; ou seja, consegue produzir alimento. 
O nosso tema são as carteiras de investimento em ativos financeiros, mas 
não podemos ignorar a capacidade dos ativos reais de representar bons 
investimentos. 
2.1 Ativos Financeiros 
A prática do mercado financeiro usa as expressões brasileiras papéis, 
títulos, contratos e, em inglês, bonds e equity para expressar os documentos que 
registram as operações relacionadas aos investimentos financeiros. A Lei n. 
6.385/1976 relaciona os principais títulos e contratos e os caracteriza como 
Valores Mobiliários. Posteriormente, a Lei n. 10.198/2001 conceitua os valores 
mobiliários como “são valores mobiliários, quando ofertados publicamente, 
quaisquer títulos ou contratos de investimentos coletivo que gerem direito de 
 
 
4 
participação, de parceria, remuneração, inclusive resultante de prestação de 
serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros”. 
Em 2022, podemos apresentar como Valores Monetários, o disposto no art. 
2º da Lei n. 6.385/1976, a partir da redação da Lei n. 10.303/2001: 
Art. 2º São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: 
 I - as ações, debêntures e bônus de subscrição; 
II - os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de 
desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II; 
III - os certificados de depósito de valores mobiliários; 
IV - as cédulas de debêntures; 
V - as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de 
clubes de investimento em quaisquer ativos; 
VI - as notas comerciais; 
VII - os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos 
subjacentes sejam valores mobiliários; 
VIII - outros contratos derivativos, independentemente dos ativos 
subjacentes; e 
IX - quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos ou 
contratos de investimento coletivo, que gerem direito de participação, de 
parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de 
serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de 
terceiros. 
Parágrafo 1º Excluem-se do regime desta Lei: 
I - os títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal; 
II - os títulos cambiais de responsabilidade de instituição financeira, 
exceto as debêntures 
Depois, quando falarmos sobre Composição das Carteiras, nós vamos 
detalhar cada um desse produtos financeiros e adicionar ao nosso estudo outras 
formas de investimento financeiro não considerados Valores Mobiliários: os títulos 
públicos, a caderneta de poupança, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), as 
Letras de Crédito Imobiliário, Letra Hipotecária, Letra Financeira e outros mais 
complexos, como as cotas de fundo de investimento em moeda, câmbio, ouro e 
outros metais e criptomoedas. 
2.2 Ativos Reais 
No estudo de Carteiras de Investimento, pouco se discute do tradicional 
investimento em ativos reais. Para as empresas, a decisão de investimento está 
 
 
5 
na operacionalização do Planejamento Estratégico e em seus planos de 
expansão: quer seja por meio de fusões e aquisições de concorrentes, 
fornecedores e outros agentes da cadeia produtiva; quer seja por meio do 
crescimento autóctone construindo novas plantas, novas lojas e adentrando novos 
mercados. Isso é objeto de estudo da Análise de Investimento em Projetos. Mas 
a Decisão de Financiamento desses projetos está relacionada às carteiras de 
investimento, porque esses projetos podem ser financiados por meio de emissão 
de ações, debêntures e outros valores mobiliários; ou ainda, retenção de lucros. 
Para as pessoas físicas, o investimento em ativos reais se caracteriza na 
aquisição de imóveis comerciais, lojas e barracões industriais; imóveis 
residenciais, casas, apartamentos, flats com o objetivo de obter venda de aluguel 
e/ou vender com ganho de capital no futuro. Menos usual é o investimento em 
ouro em barras ou outros minérios de alto valor. Aqui cabe destacar a importância 
do valor de revenda desses ativos: para os imóveis, analisar a localização e o 
potencial de valorização, ou não; para os metais preciosos, diferenciar entre joias 
e barras comercializáveis em corretoras.TEMA 3 – DE ONDE SURGEM OS PRODUTOS FINANCEIROS PARA COMPOR 
A CARTEIRA DE INVESTIMENTO? INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA E O 
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 
Voltamos ao conceito de Economia como a ciência responsável por estudar 
como satisfazer necessidades humanas ilimitadas, com o uso de recursos 
escassos. De pronto, identificamos a necessidade de ocorrerem trocas. Ao trocar 
os recursos entre si, encontramos agentes com recursos em excesso, desejando 
trocar não apenas por bens e serviços para consumo imediato, mas também para 
formar uma reserva de valor para adquirir outros bens e serviços no futuro. A 
esses chamamos de Agentes Superavitários. Estão em busca de boas 
oportunidades de investimento. Em face da riqueza e variedade de atividades 
humanas, outros agentes têm oportunidade para produzir bens e prestar serviços, 
desenvolver novas tecnologias e, até mesmo, a liberdade para antecipar um 
consumo. Caracterizam-se, portanto, pela necessidade de recursos. São Agentes 
Deficitários, estão em busca de recursos hoje e desenvolvem projetos para 
devolver esses recursos amanhã. 
 
 
 
6 
3.1 Intermediação Financeira 
Em função da diversidade de expectativas, horizontes de investimento e 
expectativas, essas trocas não conseguem ser realizadas diretamente entre os 
agentes; surge, portanto, um ambiente de trocas, chamado de mercado financeiro. 
O mercado financeiro é a reunião das atividades necessárias para os 
recursos fluírem entre os agentes superavitários e deficitários de forma regular, 
segura e com remuneração adequada às partes envolvidas. 
As negociações de diferentes papéis e títulos acontecem com diferentes 
prazos, remunerações, garantias e nível de risco; surgem, portanto, mercados 
específicos, genericamente classificados como: mercado monetário, mercado de 
crédito, mercado de capitais e mercado de câmbio. 
Como qualquer atividade humana em sociedade, alguém precisa organizar 
esses relacionamentos; o governo toma para si essa organização, interferindo 
mais diretamente nas economias mais intervencionistas e deixando os agentes 
agirem com mais autonomia, nas economias mais liberais. No Brasil, o Sistema 
Financeiro Nacional (SFN) abarca essa organização e contempla todos os 
mercados. 
3.2 Sistema Financeiro Nacional 
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é formado por um conjunto de 
entidades e instituições que promovem a intermediação financeira, isto 
é, o encontro entre credores e tomadores de recursos. É por meio do 
sistema financeiro que as pessoas, as empresas e o governo circulam a 
maior parte dos seus ativos, pagam suas dívidas e realizam seus 
investimentos. 
O SFN é organizado por agentes normativos, supervisores e 
operadores. Os órgãos normativos determinam regras gerais para o bom 
funcionamento do sistema. As entidades supervisoras trabalham para 
que os integrantes do sistema financeiro sigam as regras definidas pelos 
órgãos normativos. Os operadores são as instituições que ofertam 
serviços financeiros, no papel de intermediários. (Banco Central do 
Brasil) 
A intermediação financeira no Brasil é regulada pelo governo federal, por 
meio de órgãos normativos, a saber: 
• CMN – Conselho Monetário Nacional: regulamenta moeda, crédito, capitais 
e câmbio; 
• CNSP – Conselho Nacional de Seguros Privados: regulamenta Seguros 
Privados e Previdência Complementar; 
 
 
7 
• CNPC – Conselho Nacional de Previdência Complementar: regulamenta a 
previdência fechada, conhecida por Fundos de Pensão. 
A fiscalização dos agentes financeiros é realizada por órgãos supervisores, 
conforme o tipo de intermediação. 
• Banco Central do Brasil: fiscaliza instituições e operações de Moeda e 
Crédito (Bancos e Caixas Econômicas, Cooperativas de Crédito, 
Instituições de Pagamento, Administradoras de Consórcios, Corretoras e 
Distribuidoras, demais instituições não bancárias). 
• Comissão de Valores Mobiliários: fiscaliza instituições e operações do 
mercado de capitais (Bolsas de Valores e Bolsas de Mercadorias). 
• Superintendência de Seguros Privados (Susep): fiscaliza as seguradoras, 
as entidades de previdência privada e as sociedades de capitalização. 
• Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc): 
fiscaliza as entidades fechadas de previdência complementar. 
TEMA 4 – O QUE É ADMINISTRAÇÃO DE CARTEIRAS? 
A administração de Carteiras de Investimento é a gestão dos ativos 
financeiros de uma pessoa ou organização. 
4.1 Conceitos 
A administração de carteiras envolve desde o estabelecimento de uma tese 
de investimento, de acordo com o perfil do investidor, a escolha dos ativos, o 
acompanhamento da relação risco versus retorno de cada um dos ativos, e a 
decisão de tirá-los da carteira, por meio da venda desses papéis e a de decisão 
de comprar outros papéis. 
A administração de carteira pode ser feita pelo próprio investidor, com base 
em seu conhecimento de mercado, disponibilidade de tempo e de recursos, 
acesso a plataformas de negociação e/ou instituições financeiras e, 
principalmente, em função da sua segurança para a tomada de decisão de 
investimento. 
O mais usual é dispor de um profissional para fazer essa gestão, o qual vai 
usar as ferramentas mais adequadas para análise da relação risco versus retorno 
dos investimentos: 
• Teoria das Carteiras de Markowitz ou Portfólio Selection; 
 
 
8 
• Teoria do Trade Off; 
• Teoria do Market Timing; e 
• Capital Asset Pricing Theory (CAPM). 
Essas teorias foram sendo desenvolvidas ao longo do século XX e 
adotadas por profissionais do mercado financeiro, na medida em que crises 
econômicas causaram muitos prejuízos para os investidores. Em especial, para 
os investidores mais preocupados em maximizar retornos, menosprezando a 
análise dos diferentes tipos de risco envolvidos em uma aplicação financeira. 
A gestão profissional de carteiras tende a maximizar retornos, reduzindo 
riscos! 
4.2 Formalização 
As pessoas interessadas em trabalhar com análise de carteiras de 
investimentos de terceiros no Brasil precisam demonstrar conhecimento técnico e 
profissional sobre o assunto, além de se comprometerem a atuar de forma ética. 
Precisam, portanto, da certificação CFPr a qual é obtida após a realização de uma 
prova de conhecimentos técnicos, adesão ao Código de Conduta Ética e 
Responsabilidade Profissional, comprovar formação educacional e experiência na 
área de investimentos financeiros. 
A Planejar detém o monopólio dessa certificação no Brasil. Além desta, 
existem outras certificações a serem obtidas pelo profissional para atuar no 
mercado financeiro. 
4.2.1 Certificações 
Além da CFPr, outras certificações são necessárias ao analista de Valores 
Mobiliários no Brasil e em vários países do mundo. Desta forma, a Administração 
de Carteiras não demanda apenas o conhecimento das ferramentas de análise do 
papel, da análise micro e macroeconômica, da legislação e do ambiente 
regulatório. É necessário também apresentar os credenciamentos e as 
certificações exigidas. 
Desde 2003, a Instrução CVM 388 disciplina a profissão de Analista de 
Valores Mobiliários. Em setembro de 2022, a Resolução CVM 20, de 25 de 
fevereiro de 2021 descreve as atividades, suas responsabilidades e os 
 
 
9 
credenciamentos e as certificações necessárias para o profissional autônomo e 
para as instituições financeiras, conhecidas por “Casas de Análise”. 
As principais certificações do mercado atualmente são as que se seguem. 
• CPA-10 Certificação Profissional ANBIMA série A: é destinada aos 
profissionais que atuam na distribuição de produtos de investimento em 
agências bancárias ou plataformas de atendimento. 
• CPA-20 Certificação Profissional ANBIMA série 20: é destinada aos 
profissionais que atuam na distribuição de produtos de investimento para 
clientes dos segmentos varejo alta renda, private, corporate e investidores 
institucionais em agências bancárias ou em plataformasde atendimento. 
• CEA - Certificação ANBIMA de especialistas de investimento: é uma 
certificação que habilita profissionais do mercado financeiro a atuarem 
como especialistas em investimentos. 
• CFG - Certificação ANBIMA de fundamentos de gestão: uma certificação 
para quem quer iniciar ou acelerar sua carreira na área de gestão de 
recursos de terceiros. O profissional certificado tem o conhecimento da 
base técnica do setor que é diferencial para ocupar diversos cargos em 
empresas de asset management. 
• CGA - Certificação de gestores ANBIMA: habilita profissionais a atuar com 
gestão de recursos de terceiros em fundos de investimento de renda fixa, 
ações, cambiais, multimercados, carteiras administradas e fundos de 
índice. Ela é obrigatória para quem ocupa cargos com poder de decisão de 
compra e venda dos ativos financeiros que integram as carteiras desses 
veículos de investimento. 
• CGE - Certificação de gestores ANBIMA para Fundos Estruturados: o 
profissional certificado poderá ser gestor de Fundos de Investimento em 
Direitos Creditórios (FIDC), Fundos de Investimento Imobiliários (FII), 
Fundos de Investimento em Participações (FIP) e Fundos de Índice. Esta 
certificação é obrigatória para quem ocupa cargos com poder de decisão 
de compra e venda dos ativos financeiros que integram as carteiras desses 
veículos de investimento. A CGE ainda não é aceita para fins de 
credenciamento na CVM. 
A principal fonte de informações, cursos e obtenção da certificação é a 
Associação Brasileira das Entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais 
(Anbima). Ser um profissional certificado ou contratar um para a Administração da 
 
 
10 
Carteira de investimento pode trazer mais segurança à gestão do patrimônio; no 
entanto, isso não é garantia de maximização de retorno da sua carteira. A 
fiscalização formal se refere a teste de conhecimentos e adequação legal e fiscal 
do agente apenas. 
Se você trabalha ou pretende atuar profissionalmente no mercado 
financeiro, deve procurar obter essas certificações. Isso será um diferencial em 
seu currículo. 
4.2.2 Autorizações CVM e BC 
Para acompanhar as legislações e normas da intermediação financeira e, 
mais especificamente, a Administração de Carteiras, é interessante acompanhar 
as legislações e as alterações das leis relacionadas a seguir. 
Principais leis e normas 
• Lei n. 4.728, de 14 de julho de 1965 – disciplina o mercado de capitais e 
estabelece medidas para o seu desenvolvimento; 
• Lei n. 6.385, de 7 de dezembro de 1976 – dispõe sobre o mercado de 
valores mobiliários e cria a Comissão de Valores Mobiliários; 
• Resolução n. 1.655, de 26 de outubro de 1989 – disciplina a constituição, a 
organização e o funcionamento das sociedades corretoras de valores 
mobiliários; 
• Resolução n. 1.120, de 4 de abril de 1986 – regulamenta a constituição, 
organização e o funcionamento das sociedades distribuidoras de títulos e 
valores mobiliários; 
• Resolução n. 3.568, de 29 de maio de 2008 – dispõe sobre o mercado de 
câmbio e dá outras providências; 
• Decisão Conjunta n. 17, de 02 de março de 2009 – autoriza as sociedades 
distribuidoras de títulos e valores mobiliários a operar diretamente nos 
ambientes e sistemas de negociação dos mercados organizados de bolsa 
de valores (Banco Central do Brasil). 
 
 
 
11 
TEMA 5 – PRÁTICAS: QUAIS OS REQUISITOS PARA SER UM 
ADMINISTRADOR DE CARTEIRAS 
Nós ainda estamos em uma fase “burocrática” da administração de 
carteiras. No entanto, você já dispõe de informações necessárias para começar a 
atuar como Administrador de Carteiras. 
Relacione o conteúdo da primeira coluna com a segunda, a partir das 
informações adquiridas nesta etapa. 
1. Alguém faz a sua própria gestão de carteiras. Consulta as oportunidades 
de investimento e seleciona os ativos a serem comprados, quando dispões 
de recursos livres. 
2. Ao longo da vida, alguém aplica recursos na caderneta de poupança e 
adquire terrenos, constrói quitinetes e lojas e pretende viver da renda de 
aluguel quando chegar “na melhor idade”. 
3. O fundo de pensão da Empresa Brasil Transportes está em busca de boas 
oportunidades de investimento em ações para aumentar a rentabilidade da 
carteira de investimento do fundo. 
4. A empresa Lourdes SA resolve fazer uma emissão de ações para captar 
recursos para financiar o projeto de expansão das suas lojas para outras 
regiões do país. 
5. Você quer trabalhar em bancos e outras instituições financeiras, 
oferecendo produtos financeiros para o público em geral. 
6. A instituição financeira onde você trabalha oferece uma oportunidade de 
ascensão na carreira para você trabalhar no atendimento a clientes de alta 
renda e Family Office. 
7. Onésimo é transferido para a equipe de Administração de carteira de um 
Banco de Investimento que oferece Fundos de Investimento de Renda 
Variável. 
8. Desidério cria um canal no YouTube sobre finanças pessoais. Informa seu 
público sobre como guardar dinheiro para o futuro, quais aplicações 
financeiras são mais interessantes e vende a assinatura mensal de um 
aplicativo para fazer aplicações financeiras. 
( ) Administração Independente de Carteiras; 
( ) Desidério precisa fazer a certificação CFPr; 
( ) Agente Deficitário; 
 
 
12 
( ) Onésimo precisa fazer a certificação CGA; 
( ) Administração independente de Carteira de investimentos, com ativos 
reais; 
( ) Agente Superavitário; 
( ) Você procura fazer a certificação CPA 10; 
( ) Você precisa fazer a certificação CPA 20. 
A resposta está na seção Gabarito, após as Referências. 
 
 
 
13 
REFERÊNCIAS 
BAKER, M., WURGLER, J. Market Timing and Capital Structure. Journal of 
Finance, n. 57, v. 1, p. 1-32, 2002. Disponível em: 
. Acesso em: 25 set. 
2022. 
BLACK, F.; JENSEN, M. C.; SCHOLES, M. The Capital Asset Pricing Model: some 
empirical tests. Studies in the Theory of Capital Markets, Ed. New York: 
Praeger, p. 79-121 1972. Disponível em: 
. Acesso em: 25 
set. 2022. 
CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Análise de investimento: histórico, 
principais ferramentas e mudanças conceituais para o futuro. Associação de 
Analistas Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais. Coleção TOP 
CVM. Rio de Janeiro. 2017. Disponível em: 
. Acesso em: 25 set. 2022. 
_____. Planejamento Financeiro Pessoal. Associação Brasileira de 
Planejadores Financeiros. Coleção TOP CVM. Rio de Janeiro. 2019. Disponível 
em: 
. Acesso em: 
25 set. 2022. 
FAMA, E. F.; FRENCH, K. R. Testing Trade-Off and Pecking Order Predictions 
about Dividends and Debt. Review of Financial Studies, n. 15, p. 1-33, 2002. 
KEYNES, J. M. Teoria geral do emprego, juro e moeda. 1. ed. São Paulo: Nova 
Cultural, 1988. Coleção Os Economistas. 
MARKOWITZ, H. Portfolio Selection. Journal of Finance, v. 7, n. 1, p. 77-91, 
1952. Disponível em: 
. Acesso em: 
25 set. 2022. 
 
 
 
14 
GABARITO 
Resposta: 1, 8, 4, 7, 2, 3, 5, 6. 
 
	INTRODUÇÃO
	TEMA 1 – CONCEITO DE CARTEIRA DE INVESTIMENTO
	TEMA 2 – O QUE É INVESTIMENTO FINANCEIRO? POR QUE É DIFERENTE DE ATIVOS REAIS?
	2.1 Ativos Financeiros
	2.2 Ativos Reais
	TEMA 3 – DE ONDE SURGEM OS PRODUTOS FINANCEIROS PARA COMPOR A CARTEIRA DE INVESTIMENTO? INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
	3.1 Intermediação Financeira
	3.2 Sistema Financeiro Nacional
	TEMA 4 – O QUE É ADMINISTRAÇÃO DE CARTEIRAS?4.1 Conceitos
	4.2 Formalização
	4.2.1 Certificações
	4.2.2 Autorizações CVM e BC
	TEMA 5 – PRÁTICAS: QUAIS OS REQUISITOS PARA SER UM ADMINISTRADOR DE CARTEIRAS
	REFERÊNCIAS
	GABARITO

Mais conteúdos dessa disciplina