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Ambiental, Social 
e Governança
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
2
Aspectos ASG
Ambiental, Social e Governança
3
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Investimento ASG
O Investimento ASG, sigla para Ambiental, Social e Governança, envolve justamente 
alguma questão relacionada respectivamente à conservação do mundo natural, à 
consideração de pessoas e relacionamentos e a padrões para administrar uma empresa, 
focando na sustentabilidade de longo prazo. 
Há várias definições, mais ou menos amplas, mas todas remetem a algum dos temas 
Ambiental, Social e Governança. Dessa forma, é comum ouvir termos como Investimento 
Responsável, de Impacto Social, Sustentável, Ético. 
Outra definição que remete ao investimento ASG são os títulos verdes, conhecidos pelo 
nome em inglês Green Bonds, destinados a incentivar a sustentabilidade e apoiar 
projetos ambientais especiais relacionados ao clima ou outros tipos.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Investimento ASG
A seguir, algumas questões que podem ser consideradas ASG em cada um dos três fatores:
Ambiental: tecnologia limpa, poluição, emissão de carbono, eficiência energética, 
uso de recursos naturais, gestão de resíduos, escassez de água, desmatamento;
Social: direitos humanos, treinamento da força de trabalho, política de inclusão e 
diversidade, privacidade e segurança de dados, políticas e relações de trabalho, 
satisfação do cliente, engajamento dos funcionários, gerenciamento da cadeia de 
suprimentos, trabalho análogo ao escravo ou infantil;
Governança: remuneração do conselho de administração, ética, transparência, 
independência do conselho, diversidade na composição do conselho de 
administração, combate a corrupção e suborno, honestidade fiscal, estruturas para 
denúncias de irregularidades, controles internos e gerenciamento de riscos.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Estratégias de investimento
Existem diversas estratégias que incluem fatores ASG na análise de investimento; porém, 
não há uma solução única, cabendo ao gestor ou ao investidor adequá-la às suas 
necessidades. 
Pode também ser escolhida mais de uma estratégia. Dentre as principais, destacamos: 
Filtro negativo: bastante utilizado, remete à exclusão de investimentos de acordo 
com critérios ASG. Tais critérios refletem justamente os valores éticos do gestor ou 
investidor, englobando situações em que não são cumpridas normas mínimas 
estabelecidas por organizações internacionais ou nacionais. Alguns exemplos: setores 
de armamento, tabagista, de bebidas alcóolicas, de energia nuclear, de apostas, de 
pornografia, entre outros. 
Filtro positivo: segue a mesma lógica do filtro negativo, mas na direção oposta, ao 
incluir investimentos que atendam aos critérios ASG. Englobam também os 
investimentos temáticos, normalmente relacionados à sustentabilidade. Por 
exemplo, se um dos critérios do filtro positivo ASG for a redução da emissão de 
carbono, são selecionados países, setores ou empresas que apresentam alguma 
política ativa de redução de emissão de carbono para receber o investimento. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Estratégias de investimento
Mais algumas estratégias que destacamos:
 
Best-in-class: tipo de filtro positivo, que funciona como um ranking, ao selecionar 
critérios ASG para avaliação de um investimento ou projeto. Uma vez selecionados e 
classificados em um ranking, os melhores investimentos ou projetos em relação a 
seus pares são escolhidos para receberem o investimento. Dessa forma, é possível 
identificar vantagens competitivas entre empresas do mesmo setor, o que tende a 
otimizar o uso dos recursos para investir; 
Integração ASG: incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança nos 
modelos de análise financeira da empresa ou do projeto. Com isso, é possível 
considerar os impactos que determinados fatores possivelmente terão no futuro da 
empresa, no perfil de risco ou na geração de lucros. Exemplo: , por exemplo, o 
modelo de análise financeira aplicará um desconto no valuation de uma empresa que 
não contempla boas práticas de governança corporativa;
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Estratégias de investimento
Por fim, destacamos também:
Investimento de impacto: feitos em setores, companhias ou projetos focados na 
geração de impacto social e ambiental, com a premissa principal de que tais impactos 
sejam mensuráveis, sendo a performance do investimento medida pela combinaçã 
do impacto gerado na sociedade e/ou no meio ambiente e do retorno financeiro; e
Engajamento corporativo: Também conhecido por ativismo acionário, está 
relacionado à utilização da participação acionária que determinados os investidores 
detêm para influenciar a estratégia da empresa na adoção de políticas ASG. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Materialidade
A materialidade está relacionada ao processo de definição de aspectos ASG relevantes, 
isto é, que possam influenciar, de forma relevante, as avaliações e decisões dos diversos 
stakeholders. Por exemplo, os fatores que podem influenciar a decisão de investimentos 
de administradores, gestores e investidores são temas considerados materiais. 
Em outras palavras, descreve como todo o processo de inclusão de fatores ASG impactará 
os investimentos, os clientes, o meio ambiente e a sociedade. 
Nesse processo são definidos: 
fatores ASG relevantes; 
como tais fatores irão apoiar na identificação de oportunidades; 
tendencias e riscos dos investimentos; 
quais informações serão consideradas para a realização da analise e divulgação dos 
resultados; e 
como será́ o ciclo de investimento, desde o processo de analise até a realização, bem 
como a sua manutenção. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
PRI
O PRI, Principles for Responsible Investment, ou Princípios para Investimentos Responsáveis, 
é uma iniciativa de grandes investidores, com apoio da ONU, para estabelecimento de 
princípios sobre a incorporação de temas ASG às respectivas análises e processos. O 
objetivo é monitorar a incorporação de temas ASG por investidores institucionais e dos 
processos de due dilligence de investimentos.
No total, são 6 princípios que fazem parte de um compromisso entre os signatários:
1. Incorporaremos questões ASG na análise de investimentos e nos processos de tomada 
de decisão;
2. Seremos proprietários ativos e incorporaremos questões ASG em nossas políticas e 
práticas;
3. Buscaremos a divulgação apropriada sobre questões ASG pelas entidades em que 
investimos;
4. Promoveremos a aceitação e implementação dos Princípios no setor de 
investimentos;
5. Trabalharemos juntos para aumentar nossa eficácia na implementação dos Princípios; 
6. Cada um de nós relatará suas atividades e progresso na implementação dos Princípios.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável (ODS)
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a 
pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, 
possam desfrutar de paz e de prosperidade.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Código Brasileiro de Stewardship
Stewardship, ou administração, é um termo que pode ser compreendido pela visão de que 
o relacionamento entre empresas e investidores institucionais deve se pautar por práticas 
de governança e princípios que refletem a sustentabilidade dos negócios e a 
responsabilidade dos acionistas. 
O Código Brasileiro de Stewardship foi lançado pela Amec (associação que reúne cerca de 
60 investidores institucionais, responsáveis por aproximadamente R$ 700 bilhõessob 
gestão), e pela CFA Society do Brasil. O objetivo do Código como é desenvolver e 
disseminar a cultura de stewardship no Brasil, promovendo o senso de propriedade nos 
investidores institucionais e criando padrões de engajamento responsável. 
Nele, são definidos alguns mecanismos que devem ser respeitados no processo de 
investimento, intensificando a responsabilidade sobre a governança de seus 
investimentos. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Código Brasileiro de Stewardship
De acordo com o Código, os investidores institucionais, no cumprimento de seu dever 
fiduciário para com seus beneficiários finais, devem: 
1. Implementar e divulgar programa de stewardship;
2. Implementar e divulgar mecanismos de administração de conflitos de interesses;
3. Considerar aspectos ASG nos seus processos de investimento e atividades de 
stewardship;
4. Monitorar os emissores de valores mobiliários investidos;
5. Ser ativos e diligentes no exercício dos seus direitos de voto;
6. Definir critérios de engajamento coletivo; e
7. Dar transparência às suas atividades de stewardship. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Um título ASG é um título de dívida cujo emissor investe em empresas com altos padrões 
Ambientais, Sociais e de Governança. Podem ser emitidos por empresas, governos e 
entidades multilaterais para atrair capital para projetos cujo objetivo seja gerar um 
impacto socioambiental positivo. Em linhas gerais, podemos elencar os seguintes títulos 
ASG: 
Títulos Verdes (Green Bonds): financiamento de projetos com evidente benefício 
ambiental; 
Títulos Sociais (Social Bonds): financiamento de projetos que atendam questões 
sociais e/ou procurem resultados positivos para populações específicas; 
Títulos Sustentáveis: combinam aspectos dos Títulos Verdes e também dos Títulos 
Sociais, englobando projetos com caráter socioambiental;
Títulos Vinculados à Sustentabilidade (Sustentability-Linked Bonds): instrumentos 
de dívida que tem como objetivo final fazer com que o emissor alcance metas ASG, 
medidas a partir de indicadores-chave de desempenho. Podem ter suas 
características financeiras e estruturais alteradas dependendo do atingimento das 
metas de sustentabilidade pré-estabelecidas; e
Títulos ODS: Título Verde, Social ou Sustentável cuja estruturação passou pelo 
processo de alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Títulos ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Referências Internacionais
Algumas referências internacionais relevantes para o contexto ASG são:
NGFS – Network for Greening the Financial System (G-20) - Recomendações para 
bancos centrais e supervisores do sistema financeiro com foco em risco climático e 
de maior ambiente Prudencial - supervisão de riscos climáticos e de meio 
ambiente, análise de impactos e apoio a finanças verdes.
SBN – Sustainable Banking Network (IFC/WB) - Organismo de apoio à 
implementação de melhores práticas composto por associações de bancos e 
reguladores de mercados emergentes. Apoio ao desenvolvimento e à 
implementação de padrões ASG e inovação em finanças verdes/climáticas em 
mercados emergentes.
Principles for Responsible Banking (UNEP FI) - Adesão a princípios voltados para a 
adoção da agenda de sustentabilidade, de padrões de reporting e de metas por 
bancos. Alinhamento com a agenda de sustentabilidade (ODS e Acordo de Paris) e 
definição de impactos e metas pelos bancos.
Sustainable Finance Network (Io): Plataforma para compartilhamento de 
informações entre reguladores de valores mobiliários, formação de força-tarefa e 
estabelecimento de recomendações. Troca de informações e estabelecimento de 
padrões mínimos de transparência em emissões no mercado de capitais.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Greenwashing refere-se ao ato de fornecer ao público ou investidor informações 
enganosas ou mesmo falsas sobre o impacto ambiental dos produtos e operações de 
uma empresa. Envolve fazer uma alegação infundada para enganar os consumidores, 
fazendo-os acreditar que os produtos de uma empresa são ecologicamente corretos ou 
têm um impacto ambiental positivo maior do que realmente têm.
Além disso, o Greenwashing pode ocorrer quando uma empresa tenta enfatizar os 
aspectos sustentáveis de um produto para ofuscar o envolvimento da empresa em 
práticas prejudiciais ao meio ambiente. Alguns exemplos dessa prática no mercado 
financeiro incluem: 
Um fundo tem “ASG” no nome, mas só usa uma estratégia de filtro negativo limitada 
para excluir investimentos em armas polêmicas, não considerando materialmente 
fatores ASG no resto de suas estratégias de investimento. 
Um fundo inclui “fatores ASG” no nome, mas seus objetivos de investimento afirmam 
apenas que ele busca fornecer valorização do capital, investindo principalmente em 
ações. 
Um fundo tem a palavra “sustentável” no nome, mas seus objetivos de investimento 
apenas fazem referência ao desempenho financeiro. 
Greenwashing
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
A Resolução CMN 4.943/2021 alterou a Resolução CMN 4.557, que dispõe sobre a 
estrutura de gerenciamento de riscos, a estrutura de gerenciamento de capital e a política 
de divulgação de informações, ao incluir nessa última os riscos social, ambiental e 
climático. 
Por sua vez, a Resolução CMN 4.944/2001 alterou a Resolução CMN 4.606, que dispõe 
sobre a metodologia facultativa simplificada para apuração do requerimento mínimo de 
Patrimônio de Referência Simplificado (PRS5), ao também incluir os riscos social, 
ambiental e climático. 
Já a Resolução CMN 4.945/2021 passou a exigir que as instituições financeiras e demais 
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil estabeleçam uma 
Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática (PRSAC) e implementem 
ações com vistas à sua efetividade. 
Legislação
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
Além disso, a Resolução BCB 139/2021 trouxe orientações a respeito da divulgação do 
Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticas (GRSAC), cujas 
tabelas devem ser padronizadas conforme Instrução Normativa BCB 153/2021. O 
Relatório GRSAC deve ser divulgado por bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de 
investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas.
Já a Resolução CMN 4.661, que dispõe sobre as diretrizes de aplicação dos recursos 
garantidores dos planos administrados pelas Entidades Fechadas de Previdência 
Complementar (EFPC), determina que tais entidades devem considerar na análise de 
riscos, sempre que possível, os aspectos relacionados à sustentabilidade econômica, 
ambiental, social e de governança dos investimentos. 
Temos também Resolução CVM 87, que altera a Resolução CVM 80, que por sua vez 
dispõe sobre o registro e a prestação de informações periódicas e eventuais dos emissores 
de valores mobiliários admitidos à negociação em mercados regulamentados de valores 
mobiliários. 
Legislação
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Aspectos ASG
O Anexo C da Resolução CVM 87 traz uma sessão sobre informações relacionadas a itens 
Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) do emissor. Esse Anexo, na seção dos 
Comentários dos Diretores, também pede informações sobre oportunidades inseridas no 
plano de negócios do emissor relacionadas a questões ASG e, em Fatores de Risco, 
também solicita informações sobre questões sociais, ambientais e climáticas.
Ainda no Anexo C da Resolução CVM 87, na parte do Conselho de Administração, é 
solicitado que seja indicado, se houver, canais instituídos para que questões críticas 
relacionadas a temas e práticas ASG e de conformidade cheguem ao conhecimento do 
Conselho de Administração. 
Na parte de Remuneração dos Administradores do emissor, há uma seção que solicita a 
descrição dos principais indicadores de desempenho nele levados em consideração, 
inclusive, se for o caso, indicadoresligados a questões ASG. 
Por fim, na seção de Recursos Humanos, há solicitação da descrição de indicadores de 
diversidade. 
Legislação
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
19
Reporte de informações em 
sustentabilidade
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Reporte de Informações em Sustentabilidade
GRI (Global Reporting Initiative)
Um aspecto muito relevante para apoiar decisões sobre investimentos ASG é a busca por 
uma padronização do reporte de iniciativas nas áreas Ambiental, Social e de Governança. 
Vamos destacar três padrões de reporte: GRI, SASB e TCFD.
A GRI (Global Reporting Initiative) é a organização internacional independente que ajuda 
empresas e outras organizações a assumirem a responsabilidade por seus impactos, 
fornecendo-lhes a linguagem global comum para comunicar esses impactos – os Padrões 
GRI. 
A organização trabalha com empresas, investidores, formuladores de políticas, sociedade 
civil e organizações trabalhistas para desenvolver os Padrões GRI e promover seu uso por 
organizações em todo o mundo.
Com milhares de reportes em mais de 100 países, os Padrões GRI estão avançando na 
prática de relatórios de sustentabilidade e permitindo que as organizações e suas partes 
interessadas tomem melhores decisões que criem benefícios econômicos, ambientais e 
sociais.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Reporte de Informações em Sustentabilidade
GRI (Global Reporting Initiative)
Os Padrões GRI permitem que qualquer organização entenda e relate seus impactos na 
economia, no meio ambiente e nas pessoas de maneira comparável e confiável, 
aumentando assim a transparência em sua contribuição para o desenvolvimento 
sustentável. Além das empresas relatoras, os Padrões são altamente relevantes para 
muitas partes interessadas - incluindo investidores, formuladores de políticas, mercados 
de capitais e sociedade civil. 
Os Padrões Universais , que incluem relatórios sobre direitos humanos e due diligence 
ambiental, se aplicam a todas as organizações; já os novos Padrões Setoriais permitem 
relatórios mais consistentes sobre impactos específicos do setor;
Por fim, há os Padrões de Tópicos, adaptados para serem usados com os Padrões 
Universais revisados, que listam as divulgações relevantes para um tópico específico.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Reporte de Informações em Sustentabilidade
SASB
O SASB, Sustainability Accounting Standards Board, traduzindo livremente Conselho de 
Padrões Contábeis de Sustentabilidade, tem como objetivo principal é desenvolver 
padrões de contabilidade de sustentabilidade.
As Normas SASB orientam a divulgação de informações de sustentabilidade 
financeiramente relevantes pelas empresas aos seus investidores. Disponível para 77 
setores, os Padrões identificam o subconjunto de questões ambientais, sociais e de 
governança (ASG) mais relevantes para o desempenho financeiro em cada setor.
Os Padrões SASB são mantidos pela Value Reporting Foundation, uma organização global 
sem fins lucrativos, cujo conselho de administração supervisiona a estratégia, as finanças 
e as operações de toda a organização e nomeia os membros do Conselho de Padrões do 
SASB. O Conselho de Padrões SASB é um conselho independente responsável pelo devido 
processo, resultados e ratificação dos Padrões SASB.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Reporte de Informações em Sustentabilidade
SASB
O SASB desenvolveu um conjunto completo de Padrões específicos do setor e aplicáveis 
globalmente que identificam o conjunto mínimo de tópicos de sustentabilidade 
financeiramente relevantes e suas métricas associadas para a empresa típica de um setor.
Além disso, fornece um Guia de Engajamento para investidores considerarem questões a 
serem discutidas com empresas sobre questões financeiras relevantes, bem como um 
Guia de Implementação para empresas que explica questões e abordagens a serem 
consideradas ao implementar as Normas SASB.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
TCFD
O Financial Stability Board (FSB) criou o chamado TCFD (Task-Force on Climate-Related 
Financial Disclosures), ou Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao 
Clima. O objetivo foi desenvolver recomendações sobre os tipos de informações que as 
empresas devem divulgar para apoiar investidores, credores e subscritores de seguros na 
avaliação e precificação adequada de um conjunto específico de riscos relacionados às 
mudanças climáticas.
O FSB acredita que, por meio da ampla adoção de suas recomendações, os riscos e 
oportunidades financeiros relacionados às mudanças climáticas se tornarão uma parte 
natural dos processos de gerenciamento de risco e planejamento estratégico das 
empresas. 
E, à medida que isso ocorre, a compreensão das empresas e dos investidores sobre as 
potenciais implicações financeiras associadas à transição para uma economia de baixo 
carbono e os riscos físicos relacionados ao clima aumentará. Na mesma direção, as 
informações se tornarão mais úteis para a tomada de decisões e riscos e oportunidades 
serão precificados com mais precisão, permitindo uma alocação mais eficiente de capital.
Reporte de Informações em Sustentabilidade
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Reporte de Informações em Sustentabilidade
TCFD
As recomendações feitas pelo TCFD para divulgação de informações sobre mudanças 
climáticas estão estruturadas em quatro áreas temáticas: 
Governança: divulgar a governança da companhia sobre os riscos e oportunidades 
relacionadas às mudanças climáticas; 
Estratégia: divulgar os impactos reais e potenciais de riscos e oportunidades 
relacionados às mudanças climáticas sobre os negócios, a estratégia e o 
planejamento financeiro da organização; 
Gestão de Risco: divulgar como a organização identifica, avalia e gerencia os riscos 
relacionados às mudanças climáticas; e
Métricas e Metas: divulgar as métricas e as metas utilizadas para avaliar e gerir riscos 
e oportunidades relacionadas às mudanças climáticas. 
As quatro recomendações, por sua vez, estão inter-relacionadas e apoiadas por 11 
divulgações recomendadas que constroem a estrutura com informações que devem 
ajudar os investidores a entender como as organizações que divulgam tais informações 
pensam e avaliam os riscos e oportunidades relacionados ao clima.
26
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
26
ASG 
Ambiental, Social e Governança
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Processo que agrega políticas, práticas e informações de dados referentes a temas 
ambientais, sociais e de governança corporativa nos modelos de análise financeira e de 
risco. Falando especificamente de fundos de investimento, são aqueles que consideram 
questões ASG em suas políticas de investimento no alcance de seus objetivos diversos.
A incorporação de fatores ASG na política de investimento do fundo se junta às avaliações 
tradicionais, evidenciando os riscos que não são capturados pela análise financeira 
tradicional, principalmente os de longo prazo, tornando as conclusões mais eficazes. 
Nesse sentido, desde o início de 2022, passaram a vigorar na autorregulação da Anbima o 
documento “Regras e Procedimentos para Identificação dos Fundos de Investimento 
Sustentável (IS)”. Ele estabelece critérios e requisitos para identificação de fundos de ações 
ou de renda fixa como fundos de investimento sustentável. Eles devem atestar 
formalmente o compromisso com a sustentabilidade, adotar ações regulares compatíveis 
com o alcance e o monitoramento desse objetivo e dar transparência a essas 
características ao investidor e ao público em geral. 
Fundos ASG
Consideração de questões ASG por Fundos
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Uma das tendências internacionais é o uso de diversas abordagens para incorporar e atingir 
objetivos ASG. 
Em vez de serem prescritivas na definição de percentuais ou recomendação de uma ou 
outra alternativa, especialistas e reguladores têm destacadoa importância de atestar a 
consistência das metodologias utilizadas, as fontes primárias de dados, os tipos de 
ferramentas empregadas, as métricas, as políticas de engajamento e/ou temáticas
e as ações de monitoramento e diligência quanto a efetividade desses instrumentos. 
É um processo de forma continuada.
Fundos ASG
Tendências sobre a identificação de 
fundos ASG
29
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
De acordo com o Guia Anbima ASG II, que reúne aspectos ASG para gestores e fundos de 
investimento, no processo de identificação de fundos ASG, pode-se notar as seguintes 
tendências:
Assegurar consistência entre os compromissos assumidos e as práticas adotadas;
Utilizar métricas e indicadores de desempenho e monitorar os resultados ao longo do 
tempo;
Adotar ações continuadas de diligências e engajamento relacionadas aos objetivos do 
fundo;
Combinar metodologias e construir scores próprios; e
Identificar limitações das metodologias, dos dados e dos índices utilizados.
Fundos ASG
Tendências sobre a identificação de 
fundos ASG
30
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Critérios para gestores de fundos IS
Os critérios estabelecidos pela ANBIMA para gestores de fundos IS (Investimentos 
Sustentáveis) e que consideram questões ASG tratam da existência de um compromisso 
formal da sustentabilidade na atividade de gestão, governança e transparência. 
O documento que formaliza tal compromisso deve conter uma descrição de diretrizes, 
regras, procedimentos, critérios e/ou controles que sejam adotados em relação à 
sustentabilidade na gestão de fundo ou fundos na instituição, ao estágio e escopo de 
implementação e à governança. 
Esse documento deve estar disponível para consulta interna e pública e sofrer 
atualizações em períodos não superiores a 24 meses. 
Importante salientar que os requisitos aplicáveis ao gestor para identificação de fundos 
sustentáveis e que consideram questões ASG são condiçaões estabelecidas pela 
autorregulação da Anbima. 
31
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Critérios para gestores de fundos IS
São três grandes critérios estabelecidos pela ANBIMA para gestores de fundos IS 
(Investimentos Sustentáveis) e que consideram questões ASG:
Compromisso com a sustentabilidade: atestar o compromisso por meio de um 
documento escrito que descreva diretrizes, regras, procedimentos, critérios e 
controles referentes às questões ASG e/ou ao investimento sustentável. Mesmo que 
não traga determinações específicas, ele deve, no mínimo, estipular de forma escrita 
práticas e procedimentos em sustentabilidade/ASG e ser aprovado, constituindo 
documento formal da instituição;
Governança: manter estrutura de governança dedicada às questões ASG, com uma 
estrutura funcional, organizacional e de tomada de decisões adequada para que 
sejam cumpridas as responsabilidades relacionadas à gestão dos fundos sustentáveis. 
Recomenda-se também independência da área de ASG, com a identificação de 
profissional ou instância (como uma pessoa ou estrutura) com poderes para analisar, 
indicar e supervisionar se os ativos a serem adquiridos (ou adquiridos) pelos fundos 
IS mencionados estão aderentes às políticas internas da gestora; e
32
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Critérios para gestores de fundos IS
E, por fim: 
Transparência: Assegurar a divulgação da política de sustentabilidade e da respectiva 
estrutura de governança em site, documento que formaliza práticas, procedimentos, 
diretrizes em relação à sustentabilidade, em sua atividade de gestão, e documentos 
que complementem suas ações a esse respeito. A adesão a organizações e iniciativas 
internacionais, como PRI, TCFD, entre outras, ou a códigos de stewardship, é 
importante para ilustrar a disposição do gestor em estabelecer compromissos a 
respeito de suas ações nessa agenda. 
O gestor pode também estabelecer ações de monitoramento, verificação, auditoria ou 
garantia de sua abordagem de sustentabilidade. Esse serviço independente, a ser 
solicitado por ele ou pelo administrador do fundo, visa avaliar se os métodos de 
integração ASG ou os objetivos de sustentabilidade informados aos cotistas estão sendo 
cumpridos. 
33
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
Além dos critérios a serem aplicados ao gestor, mencionados anteriormente, a 
denominação de um fundo como sustentável depende de um conjunto de requisitos 
definidos pela Anbima no documento Regras e Procedimentos para Identificação de 
Fundos Sustentáveis.
A Anbima divide esses requisitos em 3 grandes frentes:
Compromisso com a sustentabilidade: o regulamento deve trazer um resumo do 
objetivo de investimento sustentável do fundo, que por sua vez deve estar apto a 
demonstrar o alinhamento da carteira com o objetivo de investimento sustentável e 
que os respectivos investimentos não causam dano que comprometa esse objetivo; 
Transparência: divulgar o objetivo de investimento sustentável do fundo e as ações 
adotadas para buscar e monitorar esse objetivo, de forma clara, objetiva e atualizada; 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
A Anbima divide esses requisitos em 3 grandes frentes:
Ações continuadas: Adotar estratégia de investimento que inclua metodologias, 
dados e ferramentas empregados para atingir o objetivo de investimento sustentável 
do fundo. Tais ações envolvem:
limitações em metodologias, dados e ferramentas empregados e ações de 
diligência adotadas a esse respeito; 
políticas de engajamento e demais medidas adotadas em relação ao objetivo de 
investimento sustentável do fundo; 
a forma de monitoramento para aferição dos objetivos de investimento 
sustentável do fundo; e
o atendimento às mesmas ações, no caso de fundos que utilizam benchmarks. 
35
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
A Anbima é muito clara ao afirmar que não basta um fundo aplicar filtros positivos ou 
negativos para ser considerado Investimento Sustentável. A aplicação desses filtros deve 
estar inserida em uma estratégia abrangente de incorporação de políticas, práticas e 
dados em sustentabilidade. Para tornar mais claro o entendimento, detalhamos melhor 
como funcionam tais filtros:
Filtro negativo: bastante utilizado, remete à exclusão de investimentos de acordo 
com critérios ASG. Tais critérios refletem justamente os valores éticos do gestor ou 
investidor, englobando situações em que não são cumpridas normas mínimas 
estabelecidas por organizações internacionais ou nacionais. Alguns exemplos: setores 
de armamento, tabagista, de bebidas alcóolicas, de energia nuclear, de apostas, de 
pornografia, entre outros. 
Filtro positivo: segue a mesma lógica do filtro negativo, mas na direção oposta, ao 
incluir investimentos que atendam aos critérios ASG. Englobam também os 
investimentos temáticos, normalmente relacionados à sustentabilidade. Por 
exemplo, se um dos critérios do filtro positivo ASG for a redução da emissão de 
carbono, são selecionados países, setores ou empresas que apresentam alguma 
política ativa de redução de emissão de carbono para receber o investimento.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
Outro ponto muito destacado pela Anbima no Guia Anbima ASG II refere-se às ações 
continuadas, um dos requisitos para fundos IS.
De acordo como Guia, o fundo deverá adotar um processo sistemático de engajamento 
ativo com as empresas da carteira a respeito de questões relevantes, para fins de seus 
objetivos.
Dependendo da estratégia escolhida, o gestor poderá ter que exercer um papel de 
destaque como indutor de melhores práticas socioambientais e de governança nas 
empresas investidas. O engajamento ativo pode ser praticado tanto por investidores de 
ações quanto por detentores de títulos de dívida. 
Quanto ao poder de voto, o gestor deve estabelecer uma política e adotar práticas de 
votaçãoque estejam em harmonia com os objetivos em sustentabilidade do fundo, prática 
também conhecida como proxy voting. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
Em se tratando de fundos passivos que utilizam índice como referência, é esperado que o 
fundo seja capaz de atestar que o indicador utilizado está alinhado ao objetivo de 
investimento sustentável. 
Ainda segundo o Guia ASG II, o gestor poderá replicar índices que incorporam critérios de 
sustentabilidade, refinar um indicador existente, construir um índice proprietário ou 
envolver-se ativamente com as empresas do índice em torno de questões de 
sustentabilidade. 
A metodologia do indicador ou aquela adotada deve ser formalizada e a performance do 
índice em relação ao objetivo do fundo deve ser monitorada, bem como de limitações 
previamente identificadas. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
Ainda no campo das Ações Continuadas mencionadas pela Anbima como requisito para 
fundos IS, o engajamento corporativo, também chamado de ativismo corporativo , ganha 
destaque no Guia ASG II como forma de gestão ativa.
Ele tem como base a utilização da participação acionária que os investidores detêm para 
influenciar a estratégia da empresa na adoção de políticas ASG, atividade fundamental na 
gestão de um fundo IS. 
Pode ser visto também como uma alternativa ao desinvestimento: ao invés de vender 
ativos de empresas que não adotam políticas ASG ou que têm dificuldades em atingir 
metas de sustentabilidade, os investidores mantêm sua participação e tentam persuadir a 
companhia a adotar melhores políticas em temas socioambientais. 
Esse engajamento também é possível para investidores de renda fixa. Detentores de 
títulos de dívida podem se envolver com companhias de forma reativa, mitigando 
problemas, ou proativa, apoiando na definição e atingimento de metas. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
Quando falamos das ações ASG na prática, é fundamental para o fundo a definição e 
mensuração de objetivos em sustentabilidade e o respectivo alinhamento da carteira.
Ainda que cada fundo possa selecionar diferentes objetivos e as metodologias associadas, 
estes poderão incluir, especificamente: 
Objetivos relacionados à geração de impacto positivo por parte do gestor e suas 
externalidades positivas: ao estabelecer os seus objetivos e criar a sua carteira, o 
gestor deve avaliar se a maior parte das receitas de uma empresa
deriva de produtos e serviços que ajudam a atingir os objetivos,
se os produtos ou serviços da companhia atendem a uma necessidade social ou 
ambiental que dificilmente será satisfeita por terceiros (como concorrentes ou 
governo) e/ou se a empresa realiza atividades econômicas que contribuem para um 
objetivo de sustentabilidade;
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
Objetivos relacionados à identificação e à mitigação dos impactos adversos sobre 
os fatores de sustentabilidade decorrentes de investimentos, evitando-se danos ou 
degradações. Por meio de decisões de alocações de capital,
os participantes do mercado financeiro podem provocar, ou
pelo menos possibilitar, impactos negativos causados pelas
suas decisões em relação a questões ASG. Por exemplo, um gestor de ativos que 
financia uma empresa de roupa a varejo poderá involuntariamente contribuir para a 
exploração de mão de obra infantil ou, ao investir em uma empresa de automóveis 
elétricos, o gestor pode provocar a emissão de dióxido de carbono na cadeia de 
manufatura. Dessa forma, o fundo poderá apresentar, como seus objetivos em 
sustentabilidade, a anulação gradual desses impactos negativos. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
Objetivos relacionados à melhoria das credenciais de sustentabilidade das 
empresas investidas, por meio de ações de engajamento ativo, guiadas pela 
aplicação de planos de ação sistemáticos e pela utilização de métricas qualitativas 
ou quantitativas. Se, por exemplo, o objetivo for fomentar a educação de jovens de 
baixa renda, o gestor não deverá investir em empresas privadas de educação que não 
tenham programas de inclusão educacional ou de concessão de bolsas de estudo. 
Caso o propósito for contribuir para a sustentabilidade corporativa, não deverá 
manter na carteira empresas com as quais o fundo não tenha adotado um plano de 
ação para melhorar o seu desempenho em sustentabilidade.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Requisitos para fundos IS
Importante também ressaltar que os investimentos não podem causar danos aos 
objetivos do fundo. 
Por exemplo, se o foco do gestor for mitigar os efeitos das alterações climáticas, não 
deverá apoiar financeiramente empresas cujas atividades têm algum efeito de impactar 
negativamente a flora ou fauna local ao interferir na gestão de águas ou de solos. 
Ou ainda o gestor não deverá investir em empresas cujos produtos e serviços estejam 
alinhados com os objetivos em sustentabilidade dele se essas empresas tiverem 
problemas de transparência, de governança, ou de violações dos direitos humanos, por 
exemplo.
O gestor deve adotar instrumentos qualitativos ou quantitativos para monitorar o 
progresso e verificar se alcançou os seus objetivos. Sempre que possível, também deve 
ser verificado o princípio da adicionalidade, isto é, identificar as diferenças entre o ativo 
que foi afetado pelo investimento e o que teria acontecido caso não tivesse recebido o 
investimento. 
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Fundos ASG
Integração ASG em Ações
Ainda que os princípios inerentes ao ASG possam ser aplicados a todas as transações 
financeiras, as práticas ASG devem ser moldadas de acordo com cada classe de ativo, 
respeitando-se as características próprias de cada uma delas. 
Com relação à integração das práticas ASG em ativos de renda variável, destacamos o 
seguinte: 
Due diligence: o processo deve ser guiado por tipologias reconhecidas, devendo cada 
gestor deverá adotar um processo para identificar, prevenir, mitigar e contabilizar 
qualquer impacto adverso causado por fatores de sustentabilidade na cadeia de valor 
de sua atividade. A organização deve integrar os resultados do processo de due 
diligence de sustentabilidade nas outras fases do ciclo de investimento, tais como 
investimento, holding e saída, como também no processo de due diligence mais 
amplo. 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Fundos ASG
Integração ASG em Ações
Com relação à integração das práticas ASG em ativos de renda variável, ainda destacamos:
 
Modelos de valuation: se o gestor seguir estratégias fundamentalistas, deve revisar 
as metodologias de avaliação de ações, por exemplo, ajustando as demonstrações 
financeiras, as variáveis de avaliação da empresa, os múltiplos de avaliação (para 
calcular múltiplos “integrados ao ASG”) e as previsões financeiras e estimativas de 
fluxo de caixa. Caso o gestor adote estratégias quantitativas, deve construir modelos 
que integrem critérios ASG materiais juntamente com fatores como volatilidade, 
valor, momentum, tamanho e crescimento. 
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Fundos ASG
Integração ASG em Renda Fixa
Para títulos corporativos ou outros títulos de dívida corporativa, o gestor deve:
Integrar fatores ASG materiais na pesquisa de crédito interna e na avaliação da 
qualidade de crédito dos emissores; 
ajustar as previsões financeiras e as estimativas de fluxo de caixa futuro integrando a 
análise ASG; e 
classificar um emissor em relação a um grupo de pares escolhido com base na análise 
ASG. 
Também é possível analisar os spreads de títulos ASG de um emissor e seu valor relativo 
em relação aos de seus pares do setor para descobrir se todos os fatores de risco estão 
cotados. Para títulos, deve-se considerar fatores ASG na análise do créditosoberano, tais 
como risco relacionado ao clima, renda per capita ou transição de energia.
 
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Fundos ASG
ETFs ASG
Os ETFs (Exchange Traded Funds), conhecidos também como Fundos de Índice, são fundos 
abertos que buscam obter retorno semelhante com base em determinado índice, com a 
diferença que suas cotas são negociadas em bolsa ou mercado de balcão, como se fossem 
ações ou fundos fechados. Estes fundos devem manter 95%, no mínimo, de seu 
patrimônio líquido aplicado em valores mobiliários de renda fixa ou outros ativos de renda 
variável autorizados pela CVM. 
Em se tratando de um ETF ASG, no Brasil é possível estruturá-lo, por exemplo, seguindo o 
Índice S&P/B3 Brasil ESG. Esse índice tem como objetivo medir a performance das 
empresas com as melhores práticas de sustentabilidade baseadas em critérios ASG. 
O índice adota como principal fator de ponderação as notas ASG das companhias elegíveis 
à carteira teórica, através de uma metodologia proprietária da Standard&Poor’s, que 
também é utilizada no índice Dow Jones Sustainability. Além disso, o índice exclui ações 
com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em 
comparação com o Pacto Global da ONU e também empresas sem pontuação ASG da S&P 
DJI.
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Regulação e Autorregulação ASG 
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑❑ A Resolução CMN nº 4.943/2021, que altera a Resolução nº 4.557/2017, dispõe sobre 
a estrutura de gerenciamento de riscos, a estrutura de gerenciamento de capital e a 
política de divulgação de informações para nortear a gestão de risco ambiental, social 
e de governança dos seus regulados. Para monitorar a exposição ao risco ASG, as 
instituições financeiras passam a ter o dever de implementar a PRSAC (Política de 
Responsabilidade Social, Ambiental e Climática).
❑ Essa resolução avalia os níveis de riscos que a instituição está disposta a assumir, 
discriminados por tipo de risco e, quando aplicável, por diferentes horizontes de 
tempo.
�� 1° O Risco Social
�� 2° O Risco Ambiental
�� 3° O Risco Climático
 
Conceito
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Regulação e Autorregulação ASG
Risco Social é a possibilidade de ocorrência de perdas para a instituição ocasionadas por 
eventos associados à violação de direitos e garantias fundamentais ou a atos lesivos a 
interesse comum. 
São exemplos de eventos de risco social a ocorrência ou, conforme o caso, os indícios da 
ocorrência de:
I - ato de assédio, de discriminação ou de preconceito com base em atributos pessoais, 
tais como etnia, raça, cor, condição socioeconômica, situação familiar, nacionalidade, 
idade, sexo, orientação sexual, identidade de gênero, religião, crença, deficiência, 
condição genética ou de saúde e posicionamento ideológico ou político; 
II - prática relacionada ao trabalho em condições análogas à escravidão; 
III - exploração irregular, ilegal ou criminosa do trabalho infantil; 
IV - prática relacionada ao tráfico de pessoas, à exploração sexual ou ao proveito 
criminoso da prostituição; 
Risco Social
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
V - não observância da legislação previdenciária ou trabalhista, incluindo a legislação 
referente à saúde e segurança do trabalho;
VI - ato irregular, ilegal ou criminoso que impacte negativamente povos ou comunidades 
tradicionais, entre eles indígenas e quilombolas, incluindo a invasão ou a exploração 
irregular, ilegal ou criminosa de suas terras; 
VII - ato lesivo aos patrimônios público, histórico, cultural ou à ordem urbanística; 
VIII - prática irregular, ilegal ou criminosa associada a alimentos ou a produtos 
potencialmente danosos à sociedade, sujeitos a legislação ou regulamentação específica, 
entre eles agrotóxicos, substâncias capazes de causar dependência, materiais nucleares ou 
radioativos, armas de fogo e munições; 
IX - exploração irregular, ilegal ou criminosa dos recursos naturais, relativamente à 
violação de direito ou de garantia fundamental ou a ato lesivo a interesse comum, entre 
eles recursos hídricos, florestais, energéticos e minerais, incluindo, quando aplicável, a 
implantação e o desmonte das respectivas instalações; 
X - tratamento irregular, ilegal ou criminoso de dados pessoais.
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Risco Ambiental é a possibilidade de ocorrência de perdas para a instituição ocasionadas 
por eventos associados à degradação do meio ambiente, incluindo o uso excessivo de 
recursos naturais. 
São exemplos de eventos de risco ambiental a ocorrência ou, conforme o caso, os 
indícios da ocorrência de:
I - conduta ou atividade irregular, ilegal ou criminosa contra a fauna ou a flora, incluindo 
desmatamento, provocação de incêndio em mata ou floresta, degradação de biomas ou 
da biodiversidade e prática associada a tráfico, crueldade, abuso ou maus-tratos contra 
animais; 
II - poluição irregular, ilegal ou criminosa do ar, das águas ou do solo; 
III - exploração irregular, ilegal ou criminosa dos recursos naturais, relativamente à 
degradação do meio ambiente, entre eles recursos hídricos, florestais, energéticos e 
minerais, incluindo, quando aplicável, a implantação e o desmonte das respectivas 
instalações; 
Risco Ambiental
Regulação e Autorregulação ASG
52
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Risco Ambiental
Regulação e Autorregulação ASG
IV - descumprimento de condicionantes do licenciamento ambiental;
V - desastre ambiental resultante de intervenção humana, relativamente à degradação do 
meio ambiente, incluindo rompimento de barragem, acidente nuclear ou derramamento 
de produtos químicos ou resíduos no solo ou nas águas; 
VI - alteração em legislação, em regulamentação ou na atuação de instâncias 
governamentais, em decorrência de degradação do meio ambiente, que impacte 
negativamente a instituição; 
VII - ato ou atividade que, apesar de regular, legal e não criminoso, impacte 
negativamente a reputação da instituição, em decorrência de degradação do meio 
ambiente. 
53
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑❑ O risco climático é subdividido em duas categorias: Risco Climático de Transição e 
Risco climático Físico.
�� Risco climático de transição: possibilidade de ocorrência de perdas para a 
instituição ocasionadas por eventos associados ao processo de transição para uma 
economia de baixo carbono, em que a emissão de gases do efeito estufa é reduzida 
ou compensada e os mecanismos naturais de captura desses gases são preservados;
 
Exemplos de eventos de risco climático de transição:
 I - Alteração em legislação, em regulamentação ou em atuação de instâncias 
governamentais, associada à transição para uma economia de baixo carbono, que impacte 
negativamente a instituição;
 II - Inovação tecnológica associada à transição para uma economia de baixo carbono que 
impacte negativamente a instituição; 
III - Alteração na oferta ou na demanda de produtos e serviços, associada à transição para 
uma economia de baixo carbono, que impacte negativamente a instituição;
IV - Percepção desfavorável dos clientes, do mercado financeiro ou da sociedade em geral 
que impacte negativamente a reputação da instituição relativamente ao seu grau de 
contribuição na transição para uma economia de baixo carbono.
Risco Climático
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
Risco Climático
Risco climático físico: possibilidade de ocorrência de perdas para a instituição 
ocasionadas por eventos associados a intempéries frequentes e severas ou a 
alterações ambientais de longo prazo, que possam ser relacionadas a mudanças em 
padrões climáticos. 
Exemplos de eventos de risco climático físico:
I - Condição climática extrema, incluindo seca, inundação, enchente, tempestade, ciclone, 
geada e incêndio florestal;
II - alteração ambientalpermanente, incluindo aumento do nível do mar, escassez de 
recursos naturais, desertificação e mudança em padrão pluvial ou de temperatura.
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
A estrutura de gerenciamento de riscos de prever mecanismos para a:
❑❑ Identificação e o monitoramento do risco social, do risco ambiental e do risco 
climático incorridos pela instituição em decorrência dos seus produtos, serviços, 
atividades ou processos e das atividades desempenhadas por: 
� Contrapartes da instituição;
� Entidades controladas pela instituição;
� Fornecedores e prestadores de serviços terceirizados da instituição, quando 
relevantes, com base em critérios por ela estabelecidos.
 
❑ Identificação, avaliação, classificação e mensuração do risco social, do risco ambiental e 
do risco climático com base em critérios e informações consistentes e passíveis de 
verificação, incluindo informações de acesso público; 
Estrutura de Gerenciamento de Riscos
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑❑ Registro de dados relevantes para o gerenciamento, incluindo, quando disponíveis, 
dados referentes às perdas incorridas pela instituição, discriminadas, conforme o caso, 
em risco social, risco ambiental ou risco climático e com respectivo detalhamento de 
valores, natureza do evento, região geográfica, definida com base em critérios claros e 
passíveis de verificação, e setor econômico associado à exposição; 
❑❑ Identificação tempestiva de mudanças políticas, legais, regulamentares, tecnológicas 
ou de mercado, incluindo alterações significativas nas preferências de consumo, que 
possam impactar de maneira relevante o risco social, o risco ambiental ou o risco 
climático incorrido pela instituição, bem como procedimentos para a mitigação desses 
impactos; 
❑❑ Monitoramento de concentrações de exposições a setores econômicos ou a regiões 
geográficas, definidas com base em critérios consistentes e passíveis de verificação, 
mais suscetíveis de sofrer ou de causar danos sociais, ambientais ou climáticos, e, 
quando apropriado, estabelecimento de limites para essas exposições;
Estrutura de Gerenciamento de Riscos
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑❑ Identificação tempestiva de percepção negativa de clientes, do mercado financeiro e 
da sociedade em geral sobre a reputação da instituição, quando essa percepção possa 
impactar de maneira relevante o risco social, o risco ambiental e o risco climático por 
ela incorrido;
❑❑ Realização de análise de cenários, no âmbito do programa de testes de estresse que 
considerem hipóteses de mudanças em padrões climáticos e de transição para uma 
economia de baixo carbono. 
Estrutura de Gerenciamento de Riscos
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑ As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco 
Central do Brasil devem estabelecer a PRSAC (Política de Responsabilidade Social, 
Ambiental e Climática), de acordo com a Resolução CMN nº4945/2021, e implementar 
ações com vistas à sua efetividade, as quais devem ser:
� Proporcionais ao modelo de negócio, à natureza das operações e à complexidade 
dos produtos, dos serviços, das atividades e dos processos da instituição;
� Adequadas à dimensão e à relevância da exposição ao risco social, ao risco 
ambiental e ao risco climático. 
❑❑ A PRSAC consiste no conjunto de princípios e diretrizes de natureza social, de natureza 
ambiental e de natureza climática a ser observado pela instituição na condução dos 
seus negócios, das suas atividades e dos seus processos, bem como na sua relação com 
as partes interessadas. 
PRSAC
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑ As instituições financeiras podem ser obrigadas ou facultadas a possuir o comitê de 
responsabilidade social, ambiental e climática que possui as seguintes atribuições:
� Propor recomendações ao conselho de administração sobre o estabelecimento e a 
revisão da PRSAC;
� Avaliar o grau de aderência das ações implementadas à PRSAC e, quando necessário, 
propor recomendações de aperfeiçoamento;
❑ A constituição do comitê de responsabilidade social, ambiental e climática, é vinculado 
ao conselho de administração da instituição financeira ou, no caso de inexistência 
deste, à diretoria da instituição.
❑ Compete à diretoria da instituição conduzir suas atividades em conformidade com a 
PRSAC e com as ações implementadas com vistas à sua efetividade, cujos processos 
devem ser avaliados periodicamente pela auditoria interna da instituição. 
PRSAC
Regulação e Autorregulação ASG
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CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
PRSAC
Regulação e Autorregulação ASG
❑ Ações necessárias:
� Envolver as áreas afins (Compliance, Risco, entre outras) na divulgação deste 
normativo, observando a data para implementação da PRSAC;
� Indicar diretor responsável pelo cumprimento da regulamentação, bem como 
designá-lo perante o Banco Central;
� Fazer constar, de forma expressa, no regimento interno da instituição, ou 
equivalente, as atribuições deste diretor;
� Manter à disposição do Banco Central por CINCO ANOS a documentação relativa ao 
estabelecimento da PRSAC e à implementação de ações com vistas à sua 
efetividade.
61
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑ A PRSAC e respectivas ações implementadas com vistas à sua efetividade, bem como 
os critérios para a sua avaliação, devem ser divulgadas ao público externo, em local 
único e de fácil identificação no sítio da instituição na internet. Além disso, a PRSAC 
deve ser atualizada, no mínimo, a cada 3 anos. 
❑ O diretor nomeado para a gestão do PRSAC possui as seguintes atribuições:
I. Prestação de subsídio e participação no processo de tomada de decisões 
relacionadas ao estabelecimento e à revisão da PRSAC, auxiliando o conselho de 
administração;
II. Implementação de ações com vistas à efetividade da PRSAC;
III. Monitoramento e avaliação das ações implementadas;
IV. Aperfeiçoamento das ações implementadas, quando identificadas eventuais 
deficiências; 
V. Divulgação adequada e fidedigna das informações (GRSAC).
PRSAC
Regulação e Autorregulação ASG
62
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑ O Relatório GRSAC (Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e 
Climáticas) deve conter informações referentes aos seguintes tópicos associados ao 
risco social, ao risco ambiental e ao risco climático, de que trata a Resolução CMN nº 
4.557, de 2017:
�� Governança do gerenciamento dos riscos social, ambiental e climático, incluindo as 
atribuições e as responsabilidades das instâncias da instituição envolvidas com o 
gerenciamento do risco social, do risco ambiental e do risco climático, como o 
conselho de administração, quando existente, e a diretoria da instituição;
�� Impactos reais e potenciais, quando considerados relevantes, dos riscos citados nas 
estratégias adotadas pela instituição nos negócios e no gerenciamento de risco e de 
capital nos horizontes de curto, médio e longo prazos, considerando diferentes 
cenários, segundo critérios documentados;
� Processos de gerenciamento dos riscos.
GRSAC
Regulação e Autorregulação ASG
63
CFG – Certificação de Fundamentos de Gestão
❑ As instituições financeiras, ficam obrigadas a divulgar aos órgãos reguladores (exemplo: 
Bacen, no mínimo uma vez por ano (com data base em 31/12, observado o prazo 
máximo de noventa dias após a referida data-base), o relatório GRSAC o qual deve 
conter, obrigatoriamente, informações qualitativas sobre o gerenciamento de risco e 
ser divulgado 90 dias após o encerramento do ano no máximo.
Admite-se a prorrogação da divulgação do GRSAC, de acordo com os prazos abaixo:
� Para o GRSAC de 2022, prazo máximo de 180 dias;
� Para o GRSAC de 2023, prazo máximo de 120 dias.
❑ O Relatório GRSAC deve estar disponível no sítio da instituição nainternet, pelo período 
de cinco anos contados a partir da data de sua divulgação, em um único local, de 
acesso público e de fácil localização, sendo de responsabilidade da DIRETORIA da 
Instituição Financeira.
GRSAC
Regulação e Autorregulação ASG
Ambiental, Social 
e Governança
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