Prévia do material em texto
Nome é um direito da personalidade e constitui uma identificação pessoal, social e familiar. É composto pelo prenome e pelo sobrenome. Agnome - São pessoas que tem o mesmo nome dos pais e avôs. Toda proteção que se dá do nome alcança o pseudônimo em atividades lícitas. Residência: Refere-se ao lugar onde a pessoa mora habitualmente. É o local onde ela vive de forma mais permanente ou estável. Domicílio: É o lugar onde a pessoa estabelece a sua residência com ânimo definitivo, ou seja, com intenção de fixar-se e criar vínculos jurídicos e legais. A alteração do nome é proibida, exceto em situações previamente estabelecidas. a) Erro ortográfico (P e S) b) Casamento (Sobrenome) c) Adoção (sobrenome e prenome até os 2 anos de idade) d) Vítimas e testemunhas de crimes hediondo (PS) e) Situações vexatórias (P e S) É proibido dispor do próprio corpo de forma que cause diminuição permanente da integridade física ou contrarie os bons costumes, salvo por exigência médica. A doação gratuita do corpo ou de órgãos após a morte é válida para fins científicos ou altruísticos. A decisão sobre a doação cabe à família, mas, segundo o STJ, a manifestação expressa do doador em vida prevalece sobre a vontade familiar (cartório); Direito da imagem não é absoluta, autorizada para interesse público ou jornalístico, sem prejuízo à dignidade, administração da justiça ou ordem pública, captura em locais públicos, desde que respeitosa. É proibido, para fins comerciais ou publicitários. Em situações que causem danos morais ou materiais. Quando envolve privacidade ou manipulação desrespeitosa. A ação de tutela inibitória é uma medida preventiva para evitar a prática, repetição ou continuidade de um ato ilícito, protegendo direitos antes da ocorrência de dano, com base no direito à prevenção, exigindo apenas a comprovação do risco de violação. O que são os direitos da personalidade? São direitos subjetivos, inerente a todo ser humano que surge para proteger a dignidade da pessoa humana, e que quando são violadas causa dano irreparável. Espécie de direitos da personalidade Direito ao corpo vivo, corpo morto, tratamento médico de risco, ao nome, a imagem e a privacidade. Âmbito de proteção dos direitos da personalidade: Físico, Psíquico (moral) e intelectual. Requisitos para criação da pessoa jurídica -criação na forma da lei; -vontade; -objetivo lucrativo ou não; -registro do ato constitutivo; -personalidade jurídica própria; -objetivo lícito; -reconhecimento estatal; Natureza Jurídica dos Direitos da Personalidade: Preventiva - Ação de tutela (proteção) inibitória; Repressiva - Ação de danos morais Características dos direitos da personalidade -Absolutos: Possui efeitos (para todos) -Extrapatrimoniais: não podem ser mensurados economicamente; -Irrenunciáveis:não é possível abrir mão de forma definitiva do direito da personalidade; -Imprescrito: não perde o seu valor pelo decurso do tempo; -Vitalícios:vão do nascimento até a morte, podendo alguns direitos permanecer a morte; como direito a imagem; - Ilimitados:O rol do código civil não é taxativo. Existem novos direitos da personalidade que não estão no código civil. Nasce a Pessoa Jurídica, a partir do registro do ato constitutivo. Para Sociedades (Junta Comercial) e as demais no Cartório de Pessoa Jurídica; Documentos necessário: Finalidade lucrativa, contrato social e finalidade social, é o Estatuto Social. Pessoa jurídica quando uma ou mais pessoas, ou até mesmo uma reunião de bens (fundação), com finalidade lucrativa ou social, para finalidade específica. Pessoa jurídica tem personalidade jurídica própria. Isso significa que ela possui capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações. A personalidade jurídica assegura autonomia à pessoa jurídica, separando seus direitos e obrigações dos de seus integrantes, mas pode ser desconsiderada em casos de abuso, fraude ou confusão patrimonial. 5 pessoas jurídicas de direito privado, prevista no CC? Associações (Ongs, Clubes), Sociedades (empresas comerciais, industrias), Fundações (beneficentes, pesquisa), Organizações Religiosas (igrejas, templos), Partigos Políticos (partidos que participam de eleições); As três teorias sobre a natureza das pessoas jurídicas são: Teoria da Ficção Jurídica, Teoria da Realidade e Teoria da Negação. 1-Teoria da Ficção Jurídica: Considera a pessoa jurídica uma criação artificial do direito, sem existência natural. Ela depende do reconhecimento legal para existir e suas ações são realizadas por representantes. 2-Teoria da Realidade (Orgânica ou Realista): Defende que a pessoa jurídica tem uma existência real e autônoma, distinta das pessoas físicas que a compõem, sendo um ente coletivo legítimo com vontade própria. 3-Teoria da Negação: Nega a autonomia da pessoa jurídica, argumentando que ela é apenas uma abstração para facilitar a gestão de interesses, com todos os atos sendo efetivamente realizados por pessoas físicas em seu nome. Uma sociedade é considerada irregular quando não cumpre as formalidades legais exigidas para sua constituição, especialmente o registro de seu contrato social no órgão competente (como a Junta Comercial). 1Bens Jurídicos - Bens Imóveis e Móveis Bens Imóveis: Não podem ser transportados sem alterar sua essência. Bens Móveis: Podem ser transportados sem perder suas propriedades. 2Bens Jurídicos - Bens Fungíveis e Infungíveis Bens Fungíveis: Podem ser substituídos por outros de mesma espécie, qualidade e quantidade. Bens Infungíveis: Não podem ser substituídos por outros devido a características únicas. 3Bens Jurídicos - Bens Consumíveis e Inconsumíveis Bens Consumíveis: Extinguem-se com o uso. Bens Inconsumíveis: Podem ser usados várias vezes sem perder sua essência. 4Bens Jurídicos - Bens Divisíveis e Indivisíveis Bens Divisíveis: Podem ser fracionados sem alterar sua essência ou funcionalidade. Bens Indivisíveis: Não podem ser divididos sem perda de valor ou funcionalidade. 5Bens Jurídicos - Bens Singulares e Coletivos Bens Singulares: Possuem existência individual e independente. Bens Coletivos: Formados por um conjunto de bens singulares. 6Bens Jurídicos - Bens Principais e Acessórios Bens Principais: Existem de forma independente. Bens Acessórios: Dependem do bem principal e servem para complementá-lo ou protegê-lo. 1Direito ao corpo vivo (Art. 13 CC): Proíbe atos que prejudiquem a integridade física ou mental, salvo para exigências médicas ou altruísmo, como doação de órgãos. 2Direito ao corpo morto (Art. 14 CC): Garante o respeito ao corpo humano após a morte, permitindo a doação de órgãos apenas com consentimento. 3Tratamento médico de risco (Art. 15 CC): Assegura o direito de consentir ou recusar tratamento médico, mesmo quando envolve risco à vida. 4Direito ao nome (Arts. 16-19 CC): Protege o nome como elemento de identificação, garantindo a sua integridade e o direito de reparação em caso de uso indevido. 5Direito à imagem (Art. 20 CC): Restringe o uso da imagem sem autorização, salvo em situações de interesse público ou jornalístico. 6Direito à privacidade (Art. 21 CC): Garante a inviolabilidade da vida privada, com reparação em caso de violação. Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada. Art. 74. Muda-seo domicílio, transferindo a residência, com a intenção manifesta de o mudar. Parágrafo único. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se tais declarações não fizer, da própria mudança, com as circunstâncias que a acompanharem. Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumpre a sentença. Sim, uma pessoa pode ter mais de um domicílio no Brasil, especialmente quando sua profissão ou atividades demandam sua presença regular em mais de um lugar. Porém, o conceito de pluridomicílio aplica-se principalmente às relações profissionais e está sujeito à análise caso a caso.