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UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS E ENGENHARIAS FACULDADE DA COMPUTAÇÃO E ENGENHARIA ELÉTRICA ANÁLISES DE IMPACTOS COM A PENETRAÇÃO DE GERAÇÃO FOTOVOLTAICA E ALTERAÇÕES DE CARGAS EM UMA REDE DE DISTRIBUIÇÃO UTILIZANDO O SOFTWARE OpenDSS Marcos Aurélio Melo Junior Marabá – PA 2022 II PÁGINA EM BRANCO III UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS E ENGENHARIAS FACULDADE DA COMPUTAÇÃO E ENGENHARIA ELÉTRICA Marcos Aurélio Melo Junior ANÁLISES DE IMPACTOS COM A PENETRAÇÃO DE GERAÇÃO FOTOVOLTAICA E ALTERAÇÕES DE CARGAS EM UMA REDE DE DISTRIBUIÇÃO UTILIZANDO O SOFTWARE OpenDSS Documento apresentado à Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, como parte dos requisitos necessários para obtenção do Título de Bacharel em Engenharia Elétrica. Marabá – PA 2022 UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS E ENGENHARIAS FACULDADE DA COMPUTAÇÃO E ENGENHARIA ELÉTRICA ANÁLISES DE IMPACTOS COM A PENETRAÇÃO DE GERAÇÃO FOTOVOLTAICA E ALTERAÇÕES DE CARGAS EM UMA REDE DE DISTRIBUIÇÃO UTILIZANDO O SOFTWARE OpenDSS Documento apresentado à Universidade Federal do Pará, como parte dos requisitos necessários para obtenção do Título de Bacharel em Engenharia Elétrica. BANCA EXAMINADORA: ________________________________________ Prof. Dr. Diorge de Souza Lima Orientador - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - Unifesspa ________________________________________ Prof. Dr. Dione José Abreu Vieira Avaliador - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - Unifesspa ________________________________________ Prof. Dr. Pedro Baptista Fernandes Avaliador - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - Unifesspa Marabá – PA 2022 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus pela sua graça e por me sustentar, fortalecer e tornar-me uma pessoa capaz de superar as dificuldades nesse caminho, na qual eu pude completar. Agradeço especialmente a minha Mãe, obrigado por você ser a mulher que sempre lutou para trazer o mantimento para dentro de casa, além disso, me ensinou os valores morais da vida, no tocante ao respeito, humildade, empatia, simplicidade, honestidade, obediência e o amor, Mãe você sempre foi meu maior combustível para vencer essa etapa da vida, meu agradecimento eterno a senhora. Além disso, meu agradecimento ao meu padrasto, que me aceitou com seu filho e me apoiou deveras nessa minha jornada. Ao meu Pai Marcos junto a sua esposa, muito obrigado pelo seu exemplo de homem que luta pelos seus objetivos, agradeço imensamente, em especial nessa reta de curso pelo suporte para finalizar este ciclo. Agradeço ao Professor Dr. Diorge Lima por toda a orientação e apoio durante a trabalho de conclusão, pelas correções e elogios, além disso, pelo imenso suporte nos momentos em que me encontrei com dúvidas nessa jornada. Agradeço aos meus amigos de jornada acadêmica em especial ao Jordelson e Gerson, e a minha turma de formação, pelo apoio e suporte nessa longa caminha durante o curso, no qual com certeza, são amigos que levarei para a vida, meu eterno agradecimento. Agradeço imensamente a divisão DISEM/SINFRA/UNIFESSPA, bem como seus integrantes pelo conhecimento e crescimento pessoal e profissional, em especial meu eterno agradecimento ao meu supervisor de estágio e tutor na minha carreira, o chefe de divisão Dhonny Lima, pelos conselhos e conhecimento passados a minha pessoa, pela confiança e por sempre acreditar no meu potencial, admiro muito o senhor. Agradeço grandemente a minha amada namorada Aryane pelo apoio nos momentos de grandes aflições durante o término dessa longa caminhada. Obrigado por ser essa pessoa incrível, amiga, compreensiva e sobretudo, meu alicerce nessa reta final. Agradeço imensamente a minha segunda família em especial Macivaldo e Dolores, pelo grande apoio e supor, por me aceitarem com filho durante a maior parte da vida, meu eterno agradecimento a todos vocês. EPÍGRAFE “O sábio ouvirá e crescerá em crescimento, e entendido adquirirá sábios conselhos; Para entender os provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios e as instruções. O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” Provérbios 1: 5-7. SUMÁRIO AGRADECIMENTOS................................................................................................................................... V SUMÁRIO ...................................................................................................................................................VII LISTA DE FIGURAS ................................................................................................................................... IX LISTA DE TABELAS ................................................................................................................................... X LISTA DE QUADROS ................................................................................................................................. XI ABREVIAÇÕES ..........................................................................................................................................XII SIGLAS ..................................................................................................................................................... XIII RESUMO ................................................................................................................................................... XIV ABSTRACT ................................................................................................................................................ XV 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 1 1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS ..................................................................................................... 1 1.2 REVISÃO DA LITERATURA ..................................................................................................... 3 1.3 MOTIVAÇÃO .............................................................................................................................. 5 1.4 OBJETIVOS ................................................................................................................................. 6 1.5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ............................................................................................ 6 2 SISTEMAS ELÉTRICOS DE ENERGIA ............................................................................................. 8 2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS ..................................................................................................... 8 2.2 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA .......................................................................... 9 2.3 GERAÇÃO DISTRIBUÍDA ....................................................................................................... 14 2.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO CAPÍTULO ........................................................................... 16 3 MODELAGEM COMPUTACIONAL ................................................................................................ 17 3.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS DO CAPÍTULO........................................................................ 17 3.2 O SOFTWARE OpenDSS ............................................................................................................ 17 3.3 MODELAGEM NO OpenDSS ...................................................................................................portanto seu modelo apresenta uma potência ativa injetada no ponto de conexão, assim a potência de saída 𝑃𝑠𝑎í𝑑𝑎 é em função da irradiação e temperatura nos módulos solares, bem como a eficiência do inversor, tensão da rede e potência nominal do painel no ponto máximo de potência (Pmp). Ademais, a Pmp é definida como sendo a temperatura normalmente selecionada igual a 25º C, assim para uma irradiação de 1,0 kW/m², portando o valor da potência de saída do painel solar em um dado instante 𝑡0 e na Equação 1 é calculado a potência de saída do painel. 0 _ ( )( ) mp i i base mp puP t P I I P= (1) Onde: 0( )P t é a Potência na saída do painel (W); mpP : Potência nominal no ponto de máxima potência (W); iI Valor da irradiância em pu no instante 𝑡0 (segundos); _i baseI : Valor máximo de irradiância selecionado no dia (kW/m²); ( )mp puP : Fator de correção do 𝑃𝑚𝑝 em função da temperatura no instante 𝑡0 em segundos. Capítulo 2: Modelagem Computacional 29 _ ( ) ( )saída PVSystem ff saídaP P t e P t= (2) Onde: _saída PVSystemP : potência total de saída do sistema (kW); ( )P t : Potência na saída do painel (W); ffe ( )saídaP t : a eficiência do inversor para uma potência de saída (W). Assim, a Equação 2 apresenta a potência de saída do sistema fotovoltaico, a potência reativa é definida separadamente da potência ativa e pode ser especificada por meio do fator de potência fixo. Na tabela 16 estão dispostos os parâmetros necessários utilização do elemento PVSytem. Tabela 8: Parâmetro básicos necessários para utilização do elemento PVSytem. Parâmetro Descrição kV Tensão de linha nominal em kV Bus1 Nome da barra na qual o terminal é conectado kVA Potência nominal do inversor em kVA PF Fator de potência Irrad Irradiação nominal, irradiâncias (base) Pmp Potência nominal no ponto máxima potência 𝑃𝑚𝑝(1𝑘𝑊/𝑚²) Temperature Temperatura nominal effcure Curva de eficiência por potência P-tcurve Potência por temperatura, 𝑃𝑚𝑝(𝑝𝑢, 𝑇(𝑡0)) Daily Irradiância diária, irradiância(pu)(t) Tdaily Temperatura diária A seguir, nos Quadros (8-11), estão apresentados os exemplos de código descritos em Open DSS necessários para parametrização do sistema solar fotovoltaico. Quadro 8 - Curva de irradiação com 24 valores, sendo eles para cada hora do dia, apresentado na Figura 14. New loadshape.MyIrrad npts=24 interval=1 ~ mult=[0 0 0 0 0 0 .1 .2 .3 .5 .8 .9 1.0 1.0 .99 .9 .7 .4 .1 0 0 0 0 0] Capítulo 2: Modelagem Computacional 30 Quadro 9 - Curva de temperatura com 24 valores, sendo eles para cada hora do dia. Quadro 10 - Curva que descreve o Pmp em função da temperatura. Quadro 11 - Curva que descreve a eficiência do sistema em função da potência ativa fornecida Quadro 12 - Comando na interface no OpenDSS do elemento PVSytem No Quadro 12 apresentado um exemplo de código em Open DSS para definição do PVSytem. Assim, para a modelagem do sistema fotovoltaico, torna-se necessário obter informações relacionados a irradiação solar, sendo a energia solar integrada durante um dia. Logo, na Figura 14 é apresentado essa curva de irradiação durante um dia de duração. O sistema fotovoltaico referente ao quadro 12, será trifásico com tensão de 0,48kV conectado na barra PVbus, potência nominal do inversor de 200kVA com fator de potência unitário, sendo a potência nominal dos módulos igual a 187 kW, ou seja, da capacidade total instalada em painéis solares, ainda este para uma temperatura específica de 25º C e irradiação igual a 1,0 kW/m². New Tshape.MyTemp npts=24 interval=1 ~ mult=[25 25 25 25 25 25 25 25 35 40 45 50 60 60 55 40 35 30 25 25 25 25 25 25] New XYCurve.MyPvsT npts=4 ~ xarray=[0 25 75 100] yarray=[1.2 1.0 0.8 0.6] New XYCurve.MyEff npts=4 ~ xarray=[.1 .2 .4 1.0] yarray=[.86 .9 .83 .97] New PVSystem.PV bus=PVbus kV=0.480 kVA=200 ~ Pmpp=187 irrad=1 temperature=25 ~ effcurve=Myeff p-tcurve=MyPvsT daily=Myirrad tdaily=MyTemp Capítulo 2: Modelagem Computacional 31 Figura 14: Curva de irradiação durante um dia de duração. Fonte: Elaborado pelo autor Figura 15: Curva de temperatura durante um dia. Fonte: Elaborado pelo autor 3.5 FLUXO DE POTÊNCIA NO OpenDSS O cálculo de fluxo de potência em um sistema elétrico, normalmente ocorre em regime permanente na frequência fundamental, referente as tensões nodais, bem como as correntes injetadas e potências nos elementos de rede. Nesse sentido, terminado os parâmetros do sistema, é possível avaliar as perdas dos dispositivos, assim como também analisar a necessidade para cabíveis medidas, bem como na tomada de decisão afim de satisfazer os critérios estabelecidos como estáveis para a rede. Nesse sentido, segundo Grainger (1994), o cálculo do fluxo de potência utilizados para redes de transmissão de energia elétrica são métodos tradicionais como; Gauss-Seidel, Newton 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 0 0 h 0 1 h 0 2 h 0 3 h 0 4 h 0 5 h 0 6 h 0 7 h 0 8 h 0 9 h 1 0 h 1 1 h 1 2 h 1 3 h 1 4 h 1 5 h 1 6 h 1 7 h 1 8 h 1 9 h 2 0 h 2 1 h 2 2 h 2 3 h Ir ra d ia çã o ( p u ) Tempo (horas) 0 10 20 30 40 50 60 70 0 0 h 0 1 h 0 2 h 0 3 h 0 4 h 0 5 h 0 6 h 0 7 h 0 8 h 0 9 h 1 0 h 1 1 h 1 2 h 1 3 h 1 4 h 1 5 h 1 6 h 1 7 h 1 8 h 1 9 h 2 0 h 2 1 h 2 2 h 2 3 h T em p er at u ra ( °C ) Tempo (horas) Capítulo 2: Modelagem Computacional 32 Raphson e Desacoplamento Rápido. Assim, esses métodos utilizados representam a rede trifásica utilizando o monofásico equivalente, uma vez que a rede é interpretada como sendo equilibrada na maioria dos casos. Contudo, para rede de distribuição esses métodos não são mais aconselhados, visto que uma de suas principais características é porque é representado como um sistema desequilibrado. Além disso, a simulação de sistemas de energia por meio de computadores digitais nos dias atuais, tornou-se uma das grandes ferramentas utilizadas pelas empresas de energia elétrica para planejamento de expansão, monitoramentos, automação, análise de estabilidade, contingências e otimização do sistema, detendo o cálculo do fluxo de potência como um dos seus principais métodos utilizados. Assim, segundo kersting (2006), os métodos trifásicos que se baseiam no forward- backward sweep (varredura para frente e para trás) apresentam vantagens se comparados com os métodos que utilizam técnicas de desacoplamento de matrizes. Entretanto, para simulações na qual os circuitos possem um número muito grande de barras, e com isso os resultados obtidos por meio da utilização de decomposição das matrizes de admitâncias nodais são mais satisfatórios no tocante à métodos utilizados para rede de distribuição de energia. Nesse sentido, o software OpenDSS constrói somente as matrizes de admitâncias nodoais, sendo que estas por sua vez é criada por meio das matrizes de admitâncias nodais de cada um dos elementos da rede, por exemplo o código para alimentar o elemento linecode contido no elemento line, assim o Open DSS entrega essas matrizes para uma ferramenta do mesmo chamada de KLUsolve, sendo este responsável por formar as matrizes de admitâncias nodais da rede por completo. Ademais, a Figura 15 apresenta a modelagem da matriz de admitância nodal por meio de suas tensões nodais e correntes injetadas. Assim as matrizes de admitâncias nodais correlaciona as correntes injetadas nos nós, bem como suas tensões conforme apresentado na Eq. 3. Figura 16: Elemento de uma rede com suas tensões nodais e correntes injetadas. Capítulo 2: Modelagem Computacional 33 Fonte: RADATZ, 2015, pág. 53. 11 1 1( )1 1 1 ( ) ( )1 ( ) ( )( )( ) ( ) N N M N NN N N MN N N M N M N N M N MN M N M Y Y YI V Y Y YI V Y Y YI V + + + + + ++ + = (3) Assim, o OpenDSS em posse dasmatrizes de admitâncias nodais de cada elemento, utiliza o método trifásico para cálculo de fluxo de potência utilizando a técnica de decomposição da matriz de admitâncias nodais. O programa Open DSS apresenta duas formas de cálculo do fluxo de potência, sendo a primeira a mais rápida computacionalmente, mas por outro lado é menos robusta em seus resultados. Em contrapartida o outro procedimento realizado pelo Open DSS juntamente com sua ferramenta já mencionada KLUsolve, ocorre da seguinte forma, o Open DSS constrói as matrizes de admitâncias nodais de cada elemento e a construção e inversão das matrizes de admitância nodais do sistema completo e o cálculo das tensões nodais nas barras da próxima iteração são realizados pelo KLUsolve (RADATZ, 2015). 3.6 ESTUDO DE CASO Neste tópico será apresentado as características de uma rede teste do IEEE, sendo interesse do presente trabalho analisar os resultados encontrados com base no fluxo de potência calculado por meio do software OpenDSS mediante as condições específicas e estabelecidas posteriormente no tópico a seguir. 3.6.1 Rede Teste IEEE de 13 Barras A rede do IEEE foi escolhida para simulações no OpenDSS, apesar de seu número reduzido de barras, esse modelo fornece resultados válidos, no que se refere as principais análises em sistemas de distribuição de energia. Nesse sentido, está rede apresenta linhas trifásicas aéreas e subterrâneas desequilibradas, bem como os ramais trifásicas, bifásicos e monofásicos, dois transformadores de potência de distribuição e cardas distribuídas entre os ramos ao longo do sistema contendo cargas trifásicas, bifásicas e monofásicas conectadas em delta e estrala na rede, ainda conectado ao sistema, este contém dois bancos de capacitores shunt e um regulador (RADATZ, 2015), conforme diagrama unificar apresentado na Figura 16. carga Capítulo 2: Modelagem Computacional 34 Figura 17: Diagrama unifilar da rede de 13 barras do IEEE. Fonte: RADATZ, 2015, pág. 92. 3.6.2 Características da Rede Elétrica de 13 Barras A seguir será apresentado as principais características de cada elemento utilizado no presente trabalho. Assim, as características desta rede de 13 barras do IEEE, na tabela 9 apresenta os parâmetros referente aos transformadores trifásicos presentes na rede teste de 13 barras do IEEE. Tabela 9: Transformadores da rede teste do IEEE Transformador kVA kV primário kV secundário r (%) x (%) Subestação 5000 115 Delta 4,16 Estrela Aterrada 1 8 XFM-1 500 4,16 Estrela Aterrada 0,48 Estrela Aterrada 1,1 2 Na tabela 10 são apresentadas as informações referentes ao regulador utilizado no estudo deste trabalho. Tabela 10: Características do regulador da rede teste do IEEE de 13 barras Regulador 1 Ramo de instalação 650-632 Localização 650 Sequência de fase A B C Capítulo 2: Modelagem Computacional 35 Conexão Estrela Aterrada Monitoramento A B C Largura de faixa [V] 2 Relação do TP 20 Relação do TC 700 Ajuste do compensador Fase A Fase B Fase C r [pu] 3 3 3 x [pu] 9 9 9 Nível de tensão 122 122 122 Além disso, na rede teste do IEEE contém arranjos referente as linhas criadas, sendo estas aéreas e subterrâneas. Nesse sentido, na tabela 11 apresenta as características referente os arranjos das redes aéreas. Tabela 11: Arranjo referente as linhas aéreas da rede teste do IEEE de 13 barras Arranjo Sequência de fase Condutor da fase ACSR Condutor do neutro ACSR 601 B A C N 556,500 26/7 4/0 6/1 602 C A B N 4/0 6/1 4/0 6/1 603 C B N 1/0 1/0 604 A C N 1/0 1/0 605 C N 1/0 1/0 Na tabela 12 está presente as informações pertinentes as redes subterrâneas. Tabela 12: Arranjos referente as linhas subterrâneas da rede teste do IEEE de barras Arranjo Sequência de fase Condutor da fase Condutor do neutro 606 A B C N 250,000 AA, CN None 607 A N 1/0 AA, TS 1/0 Cu Na tabela 11 estão contidos os dados das linhas presentes na rede. Capítulo 2: Modelagem Computacional 36 Tabela 13: Características das linhas da rede teste do IEEE de 13 barras Barra A Barra B Comprimento da linha (km) Corrente nominal [A] Arranjo 632 645 0,1524 400 603 632 633 0,1524 400 602 645 646 0,0914 400 603 650 632 0,6096 400 601 684 652 0,2438 400 607 632 671 0,6096 400 601 671 684 0,0914 400 604 671 680 0,3048 400 601 684 611 0,0914 400 605 692 675 0,1524 400 606 Por fim, as características das cargas presentes na rede, na tabela 14, estando as cargas concentradas, enquanto na tabela 14 estão as cargas distribuídas. Tabela 14: Características das cargas concentradas da rede do IEEE de 13 barras Barra Carga Fase A Fase B Fase C Conexão kW kvar kW kvar kW kvar 634 Estrela 160 110 120 90 120 9 645 Estrela 0 0 170 125 0 0 646 Delta 0 0 115 66 115 66 652 Estrela 128 86 0 0 0 0 671 Delta 385 220 385 220 385 220 675 Estrela 485 190 86 60 290 212 692 Delata 0 0 85 75,5 85 75,5 611 Estrela 0 0 0 0 170 80 Capítulo 2: Modelagem Computacional 37 Tabela 15: Característica da carga distribuída da rede teste do IEEE de 13 barras Barra Carga Fase A Fase B Fase C Conexão kW kvar kW kvar kW kvar 632-671 Estrela 17 10 66 38 117 68 3.6.3 Temática Submetida para Análises Neste tópico será apresentado a problemática central do presente trabalho, na qual este irá servir como guia para simulações e comparações para as diferentes situações em que a rede teste do IEEE será submetida posteriormente. Assim, diante do forte crescimento da geração distribuída no cenário atual, bem como o aumento significativo do percentual da geração solar fotovoltaica frente a matriz energética nacional brasileira, como está descrito no tópico 2.3.1, este trabalho traz um questionamento da seguinte forma, para uma situação de geração máxima de um sistema fotovoltaico conecto à uma barra, sendo sua ocorrência em um intervalo de tempo específico durante o dia, na qual nesse mesmo instante o consumo da carga conectado à mesma barra for reduzido gradualmente. Nesse sentido, afim de se aproximar de uma situação adversa de máxima geração versus baixo consumo em (kWh), será conectado à rede teste do IEEE, geradores fotovoltaicos conhecidos como (PVSystem) no Open DSS ao longo da rede. Assim, é apresentado ao presente trabalho as características mais detalhadas no que diz respeito as localidades das conexões, bem como as cargas referidas para redução do seu perfil de consumo. Vale ressaltar, que na escolha das barras foi levado em consideração a aproximação de tentar se assemelhar a uma rede de distribuição real, onde há geradores conectados em cargas trifásicas, bem como geradores conectados em cargas bifásicas e monofásicas, sendo assim o interesse desse estudo é realizar as simulações para um dia e analisar os impactos mediante a esta ocorrência submetida, onde o cenário modelado será máxima geração por meio dos sistemas fotovoltaicos diante da redução do perfil de consumo das cargas conectadas as barras selecionadas. 3.7 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO CAPÍTULO Assim, a apresentação resumida do software OpenDSS utilizado e sua modelagem citada no presente capítulo, foi possível compreender as características básicas dos elementos, bem como os comandos as serem parametrizados na interface do software em questão. conectado Capítulo IV 4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 4.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS DO CAPÍTULO A metodologia proposta no capítulo 3 foi aplicada neste com base na temática descrita anteriormente, primeiramente a rede simulada sem GD, e logo após com as GD conectas nas barras apresentadas na tabela 16, a seguir foram realizadas as reduções nos respectivos consumos de duas cargas supracitadas no decorrer do presente capítulo. Nesse sentido, este capítulo apresentará o caso e os resultados adquiridos proveniente das simulações, no período de um dia, aplicadas com base nas etapas criadas e mostrada na tabela 17, para oscenários criado no período de 24 horas. 4.2 TESTES E RESULTADOS Com base na temática submetida para estudo descrita no capítulo anterior, na qual a rede teste do IEEE, apresentada na figura 18, será analisada de acordo com a tabela 16, ou seja, onde os resultados serão mediante a verificação da rede sem alteração, e posteriormente é conectado as GD em pontos estratégicos na rede afim de se obter resultados mais expressivos, seguindo em paralelo a isto, é reduzido o consumo das cargas, consoante a tabela 17, na qual é disposto por etapas cada cenário submetido. Ademais, as simulações do fluxo de potência referente a rede analisada ocorreram com base no perfil de consumo da curva de carga industrial e residencial, conforme figura 20. Além disso, o fluxo de potência foi simulado primeiramente para a rede em questão sem a presença da GD, conforme figura 18, a seguir foram conectados os geradores fotovoltaicos nas barras, logo na tabela 16 mostra os valores de potência de geração instalada para cada barra junto a sua carga e suas respectivas fase utilizadas Tabela 16: Barras onde as GD forma conectadas Barra Fase e Neutro Potência Instada da GD (kW) capítulo, onde primeiramente ... a rede de distribuição foi em seguida depois em duas barras de carga. estudo de caso avaliados sem alteração (caso case) avaliados com as GDs conforme , é apresentado novo cenário As Na são apresentados os valores Capítulo 4: Resultados 39 646 B C 230 675 A N 485 680 A B C 2000 Assim, com as GD instaladas na rede, conforme figura 19, as simulações ocorreram em função da redução gradualmente do consumo das cargas, sendo a redução do consumo das cargas em 20%, 50% 80% de sua normalidade referente ao perfil da curva de carga residencial, reduzindo o consumo apenas das cargas conectadas as barras 646 (Fase B+C) e 675 (Fase A) alimentados pelas suas respectivas fases, conforme tabela 16, na qual este comportamento de curva de carga sem modificações é oriundo da rede teste do IEEE 13 barras. Figura 18: Diagrama unifilar da rede teste do IEEE apresentando o balanceamento das cargas Fonte: RADATZ, 2015, pág. 92. Modificada. Para as análises serão considerados 5 cenários. Inicialmente será montado o cenário 1 considerado como caso base. Posteriormente, será inserido a presença da geração distribuída e por conseguinte haverá reduções em barramentos específicos para as devidas análises (3 cenários seguintes – conforme a tabela 17). de caga Capítulo 4: Resultados 40 Tabela 17: Cenárias propostos para o presente trabalho Etapa Descrição Caso base Rede sem GD e sem redução no consumo Cenário 1 Rede com GD e sem redução no consumo Cenário 2 Rede com GD e com redução de 20% no consumo Cenário 3 Rede com GD e com redução de 50% no consumo Cenário 4 Rede com GD e com redução de 80% no consumo Portanto, foram realizadas ao todo 5 simulações, sendo uma para cada situação anteriormente descrita, assim a tabela 17 apresenta as etapas subsequentes referente aos cenários aplicados na rede analisada no presente trabalho, tomando como a primeira condição, o sistema sem a conexão das GD como o caso base para os confrontamento dos resultados encontrados. Figura 19: Diagrama da rede teste do IEEE com GD Fonte: RADATZ, 2015, pág. 92. Modificada. Além disso, na figura 20 está apresentado o comportamento do perfil da curva de carga, industrial e residencial, utilizado para os cenários submetido mediante as condições Capítulo 4: Resultados 41 estabelecidas nesta seção, logo esta curva também foi a mesma curva de carga aplicada para as reduções de consumo, entretanto com as devidas alterações para construção das etapas no diz respeito as mudanças nas diminuições da curva de carga residencial propostas na tabela 17. Figura 20: Perfil da curva de carga da rede teste do IEEE Fonte: Elaborada pelo autor 4.2.1 Caso Base Descrito como o cenário de ordem 1 descritos na Tabela 17, o caso base será modelado sem a presença da geração distribuída, bem como não haverá mudanças no consumo das cargas, assim estes resultados adquiridos para este cenário serão como referencial em comparação com as informações encontradas para os próximos cenários descritos. Os gráficos e tabelas mostrados neste tópico serão referentes as linhas e barras, com relação ao comportamento da potência entregue nos terminais dos referidos elementos como a subestação, bem como as tensões elétricas presente nas barras e as perdas ativas presente no sistema. Nesse sentido, os elementos da rede escolhidos para representação na presente seção são as barras a qual as GD foram conectadas a fim de analisar o seu perfil ao longo dia. Ressalta-se, que o método de simulação aplicada na rede em questão se replicou para todas os cenários posteriores, contudo, houve apenas as conexões das GD, bem como a redução do consumo das cargas referidas supracitadas. Nesse sentido, na figura 20 é mostrado a potência (kW) fornecida pelos terminais de saída da subestação durante um dia, na figura 21 e 22 0 0,5 1 1,5 2 2,5 0 0 h 0 1 h 0 2 h 0 3 h 0 4 h 0 5 h 0 6 h 0 7 h 0 8 h 0 9 h 1 0 h 1 1 h 1 2 h 1 3 h 1 4 h 1 5 h 1 6 h 1 7 h 1 8 h 1 9 h 2 0 h 2 1 h 2 2 h 2 3 h C o n su m o ( p u ) Tempo (horas) Curva de carga Industrial Curva de carga Residencial Capítulo 4: Resultados 42 apresenta a potência demandada nos terminais das respectivas cargas conectadas nas barras 646 e 675. Nas figuras 23, 24 e 25 são apresentadas as tensões elétricas em (pu) referente as barras 632, 646, 675 e 680 para um período de 24 horas. Figura 21: Potência fornecida pelos terminais de saída da subestação sem GD Fonte: Elaborado pelo autor Na figura 22 é apresentado a potência (kW) entregue na saída dos terminais da subestação à rede. Assim, esse comportamento ao longo das horas do dia característico e contribuição das curvas de cargas industrial e residencial vista pela saída da subestação, no entanto as figuras 23 e 24 possuem esse comportamento devido a sua curva de carga ser puramente residencial, logo percebe-se um volume maior de consumo no período entre 17h as 21h sendo estes horários característico de uma curva de carga residencial, conforme figura 20. 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h P o tê n ci a d em an d ad a (k W ) Tempo (horas) Fase A Fase B Fase C Capítulo 4: Resultados 43 Figura 22: Potência fornecida nos terminais da carga conectada na barra 646 Fonte: Elaborado pelo autor Figura 23: Potência fornecida nos terminais das cargas conectadas na barra 675 Fonte: Elaborado pelo autor À respeito das figuras 25 a 28 referente aos níveis de tensão (pu), é possível notar que na figura 25 uma característica de sobretensão entre 17h as 21h, somente para a fase B, sendo esta fase, consoante a figura 22, na qual é fornecido uma potência (kW) menor se comparado as fases A e C da imagem referida. 0 50 100 150 200 250 300 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h P o tê n ci a d em an d ad a (k W ) Tempo (horas) Fase C Fase B 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h P o tê n ci a d em an d ad a (k W ) Tempo (horas) Carga A Carga B Carga C Capítulo 4: Resultados 44 Figura 24: Tensões elétricas na barra 632 Fonte: Elaborado pelo Autor Figura 25: Tensões elétricas na barra 646 Fonte: Elaborado pelo autor Ademais, na figura 27 e 28 apresenta dois casos, sendo o primeiro a respeito da sobretensão presente na fase B no mesmo horário entre 17h as 21h, porém acontece agora na barra 675, já o segundo, se caracteriza a subtensão na faseC entre as 8h as 21h. Justificável devido a presença de uma carga trifásica com alta demanda conectada na barra 671 próxima as barras analisadas 675 e 680. 0,96 0,97 0,98 0,99 1 1,01 1,02 1,03 1,04 1,05 1,06 1,07 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h T en sã o ( p u ) Tempo (horas) Fase A Fase B Fase C 0,96 0,97 0,98 0,99 1 1,01 1,02 1,03 1,04 1,05 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h T en sã o ( p u ) Tempo (horas) Fase B Fase C Capítulo 4: Resultados 45 Figura 26: Tensão elétricas na barra 675 Fonte: Elaborado pelo autor Figura 27: Tensões elétricas na barra 680 antes da conexão da GD Fonte: Elaborada pelo autor Além disso, na presente simulação é possível notar sobretensão e subtensão em horários específicos durante o dia nos gráficos de tensão apresentados acima, na qual essas condições de atendimento estão foras dos padrões de acordo com os limites permitidos pela ANEEL. 0,8 0,85 0,9 0,95 1 1,05 1,1 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h T en sã o ( p u ) Tempo (horas) Fase A Fase B Fase C 0,8 0,85 0,9 0,95 1 1,05 1,1 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h T en sã o ( p u ) Tempo (horas) Fase A Fase B Capítulo 4: Resultados 46 Figura 28: Total de perdas ativas na rede (%) Fonte: Elaborado pelo autor 4.2.2 Síntese dos Resultados para os Cenários Nesta seção serão apresentados os resultados tendo confrontamento referente aos diferentes cenários propostos no presente trabalho, tomando como referência o caso base descrito no tópico anterior, na tabela 17 está mostrado os cenários referentes as etapas de cada condição aplicada na rede. Assim, na figura 30 é apresentado as potências referentes a fase B fornecidas nos terminais de saída da subestação para cada cenário presente na tabela 19, logo é possível observar no decorrer das horas do dia o alimentador deixado de suprir as cargas, viso que nesse horário GD fornecem sua máxima potência nas horas próxima do meio dia. Na figura 31 mostrado a potência entregue nos terminais da barra 646, referente a fase C, na qual é perceptível em horário entre 8h as 17h, o alimentador deixa fornecer potência para a carga enquanto a sistema fotovoltaico supri por completo demanda da carga no referido horário, caracterizando um fluxo de potência reverso, sendo representado quando o comportamento da curva do gráfico passar a ser negativo, demonstrando assim a característica do fenômeno em questão presente para esta situação ocorrida na barra 646. 0 1 2 3 4 5 6 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h 24h P er d as a ti v as ( % ) Tempo (horas) Capítulo 4: Resultados 47 Figura 29: Potência na fase B fornecida pelos terminais de saída da subestação Fonte: Elaborado pelo autor Figura 30: Potência na fase C fornecida nos terminais da carga conectada na barra 646 Fonte: Elaborado pelo autor 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h P o tê n ci a d em an d ad a (k W ) Tempo (horas) Fase B - Caso base Fase B - Cenário 1 Fase B - Cenário 2 Fase B - Cenário 3 Fase B - Cenário 4 -150 -100 -50 0 50 100 150 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h P o tê n ci a d em an d ad a (k W ) Tempo (horas) Fase C - Caso base Fase C - Cenário 1 Fase C - Cenário 2 Fase C - Cenário 3 Fase C - Cenário 4 Capítulo 4: Resultados 48 Na respectiva figura 32 é apresentado o comportamento da potência fornecida para a carga conectada na barra 675 (fase A), na qual é possível notar diante dos cenários, em destaque para o cenário 4, que apresentou fluxo de potência reverso nos horários de máxima produção da GD. Figura 31: Potência na fase A fornecida nos terminais da carga conectada na barra 675 Fonte: Elaborado pelo autor Figura 32: Tensão elétrica na fase B referente a barra 632 Fonte: Elaborado pelo autor -200 0 200 400 600 800 1000 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h P o tê n ci a d em an d ad a (k W ) Tempo (horas) Fase A - Caso base Fase A - Cenário 1 Fase A - Cenário 2 Fase A - Cenário 3 Fase A - Cenário 4 0,98 0,99 1 1,01 1,02 1,03 1,04 1,05 1,06 00h01h02h03h04h05h06h07h08h09h10h11h12h13h14h15h16h17h18h19h20h21h22h23h T en sã o ( p u ) Tempo (horas) Fase B - Caso base Fase B - Cenário 1 Fase B - Cenário 2 Fase B - Cenário 3 Fase B - Cenário 4 Cenário 01 com violação? Capítulo 4: Resultados 49 Ademias, na figura 33 é mostrado o comportamento de tensões na barra 632, assim, observa-se que entre 17h as 21h ocorre sobretensão apresentado referente ao caso base junto ao cenário 1, todavia para os demais cenários com presença da GD, essa situação se normaliza. Além disso, na figura 34 é mostrado o comportamento da tensão conectada na barra 646, com normalidade em todos os cenários, diante dos padrões aceitáveis de níveis de tensões. Figura 33: Tensão elétrica na fase B presente na barra 646 Fonte: Elaborado pelo autor Figura 34: Tensão elétrica na fase A presente na barra 675 Fonte: Elaborado pelo autor 0,99 1 1,01 1,02 1,03 1,04 1,05 00h01h02h03h04h05h06h07h08h09h10h11h12h13h14h15h16h17h18h19h20h21h22h23h T en sã o ( p u ) Tempo (horas) Fase B - Caso base Fase B - Cenário 1 Fase B - Cenário 2 Fase B - Cenário 3 Fase B - Cenário 4 0,9 0,92 0,94 0,96 0,98 1 1,02 1,04 00h 01h 02h 03h 04h05h 06h 07h 08h 09h10h 11h 12h 13h 14h 15h16h 17h 18h 19h 20h21h 22h 23h T en sã o ( p u ) Tempo (horas) Fase A - Caso base Fase A - Cenário 1 Fase A - Cenário 2 Fase A - Cenário 3 Fase A - Cenário 4 32 Pq se normaliza? Importante justificar o que contribui para a melhoria no perfil da tensão. 33 Capítulo 4: Resultados 50 Além disso, na figura 35 é apresentado o comportamento de tensões na barra 675, evidentemente todos os cenários estão em conformidade com os limites aceitáveis para tensão ao longo do dia. Figura 35: Tensão elétrica na fase C presente na barra 680 Fonte: Elaborado pelo autor A seguir está apresentado a figura 36, na qual este mostra uma característica de subtensão entre os horários de 10h as 11h e entre 17h as 21h, e mesmo ao longo dos cenários está ocorrência de perpetua nas horas entre 19h as 20h para o cenário 4. Além disso, percebe-se no gráfico referido um aumento na tensão nos horários de máxima penetração do sistema fotovoltaico. Nas tabelas 20, 21 e 22 estão contidas as informações referentes as características do estado das linhas 632-646, 670-671 e 692-675, na qual os dados apresentam o monitoramento para um ponto estabelecido, que foi as 12h, sendo este estabelecido em meio dia, na qual a escolha desse ponto de simulação está atrelada ao fato de que ao meio dia a geração solar fotovoltaica está no seu nível máximo de produção. Tabela 18: Características da linha 645-646 Descrição do elemento Caso base Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Unidade Distância da linha 0,762 km 0,88 0,9 0,92 0,94 0,96 0,98 1 1,02 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h T en sã o ) p u ) Tempo (horas) Fase C - Caso base Fase C - Cenário 1 Fase C - Cenário 2 Fase C - Cenário 3 Fase C - Cenário 4 34 35 Capítulo 4: Resultados 51 Potência ativa 266,326 36,999 -15,244 -94,458 -175,04 kW Potência reativa 152,993 164,904 134,850 89,304 43,66 kvar Corrente na Fase B 72,181 39,757 31,865 30,436 42,213 A Corrente na FaseC 72,180 39,757 31,865 30,435 42,214 A Tensão na Fase B 1,038 1,027 1,024 1,020 1,016 pu Tensão na Fase C 1,007 1,012 1,016 1,021 1,020 pu Peradas total 0,633 0,201 0,129 0,118 0,227 kW Referente a tabela 18, é possível afirmar que a partir do cenário 2, existe um fluxo de potência reverso, na sequência no cenário 4, esta potência reversa começa alimentar a carga ao lado conectado na barra 645, conforme figura 18, devido os valores de corrente aumentarem frente a redução em 80% do consumo da carga conectada na barra 646. Tabela 19: Características da linha 670-671 as 12h Descrição do elemento Caso base Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Unidade Distância da linha 0,813 km Potência ativa 3145,92 1538,287 1427,34 1262,335 1097,655 kW Potência reativa 1939,13 1961,420 1913,646 1845,438 1780140 kvar Corrente na Fase A 632,30 426,985 385,247 327,831 279,710 A Corrente na Fase B 309,97 187,102 186,996 186,625 186,328 A Corrente na Fase C 586,15 424,498 423,362 421,384 419,622 A Tensão na Fase A 1,006 1,019 1,020 1,009 1,035 pu Tensão na Fase B 1,047 1,034 1,030 1,023 1,016 pu Tensão na Fase C 0,986 0,992 0,995 0,999 0,998 pu Peradas total 42,669 20,486 18,408 16,072 14,670 kW Na tabela 19, é possível observar algumas linhas sobrecarregada, de acordo com o limite máximo de 400 A, a fases A presente no caso base e cenário 1, enquanto a fase C é referente a todos os cenários, na qual ambas as fases se encontram com potência acima dos valores Capítulo 4: Resultados 52 nominais. Ademais, para a tabela 20, esta opera com as correntes nas fases para todos os cenários dentro dos limites modelados permitidos. Tabela 20: Característica da linha 692-675 as 12h Descrição do elemento Caso base Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Unidade Distância da linha 1,220 km Potência ativa 935,57 776,729 665,898 499,65 331,922 kW Potência reativa 512,26 525,038 482,311 418,693 355,670 kVAr Corrente na Fase A 249,32 183,538 133,990 63,136 34,746 A Corrente na Fase B 39,967 40,525 40,820 41,265 41,703 A Corrente na Fase C 173,11 174,277 173,684 172,733 172,910 A Tensão na Fase A 0,974 0,994 0,999 1,009 1,024 pu Tensão na Fase B 1,049 1,033 1,026 1,015 1,005 pu Tensão na Fase C 0,945 0,957 0,961 0,967 0,966 pu Peradas total 5,760 3,750 2,778 2,015 2,085 kW Referente as perdas ativas (kW) da rede e questão, a figura 37 traz o comportamento ao longo do dia, é fácil observar que houve uma redução nas perdas significativa a partir do cenário 2 com a redução das cargas referidas anteriormente em 50%. Figura 36: Total de perdas ativas na rede (%) na presença da GD 0 1 2 3 4 5 6 00h 01h 02h 03h 04h 05h 06h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 20h 21h 22h 23h P er d as ( % ) Tempo (horas) Caso base Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Capítulo 4: Resultados 53 Fonte: Elaborado pelo autor 4.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO CAPÍTULO Com base nos resultados apresentados acima, na qual a rede em questão foi submetida nas condições apresentadas, conforme tabela 17 disposta no tópico 4.2. Assim, na tabela 21 estão contidas as informações gerais a respeito das potências totais entregues à rede pelo alimentador e a fornecida pelos sistemas fotovoltaicos, bem como o consumo das cargas, sendo estes dados coletados mediante a simulação no período de 24 horas, para cada etapa estabelecida. Tabela 21: Características gerais da rede a respeito de consumo e geração para 24 horas Condição Potência total fornecida pelo alimentador (kWh) Potência total consumida pelas cargas (kWh) Potência total instalada de Geração (kVA) Potência total fornecida pelas GD (kWh) Perdas total na rede (kWh) 1 86229 82687 0 0 3551 2 69967 82802 2715 15637 2802 3 66294 79406 2715 15652 2540 4 60803 74255 2715 15683 2231 5 55447 69166 2715 15730 2011 Portanto, de acordo com as análises realizadas por meio do OpenDSS na rede referida, observa-se de acordo com as etapas aplicadas, a rede apresentou impactos bastantes relevantes, bem como sobrecarga em alguns ramos diante das condições simuladas, mostrados nas tabelas 19, 20 e 21, na qual a linha 670-671, evidentemente, ultrapassou a sua capacidade de corrente nos cabos, sendo este mencionado para um limite de 400 A (ampères), consoante a tabela 13, no horária de 12h da simulação submetida. Além disso, com relação aos níveis de tensão apresentado, é possível perceber que para o intervalo de maior penetração da geração fotovoltaica, o perfil de tensão nesse instante foi elevado visivelmente, conforme figura 36, na qual este mostra os cenários presentes para cada perfil de tensão referente a barra 680 com uma concentração de geração maior. Ademias, no tocante a potência entregue para a rede, é notório diante das imagens apresentada no presente trabalho, que o alimentador com presença das conexões das GD supriu as cargas cada vez menos coma redução do consumo mantendo as GD constantes, em virtude disso, no mesmo intervalo de geração solar fixa, há ocorrência de fluxo de potência reverso Observa-se que fotovoltaica Capítulo 4: Resultados 54 presente no sistema e por consequência, uma das características dessa situação adversa são os níveis de tensão que tendem a subir nesse período. Obs.: É importante, a partir dos resultados obtidos, deixar claro o que leva as condições de violação de tensão e as violações de carregamento das linhas (correntes elevadas) na rede de distribuição. É importante comentar a diminuição das perdas ativas globais do sistema com a inserção das GDs. Capítulo V 5 CONCLUSÃO 5.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste Trabalho de Conclusão de Curso é realizado um estudo de caso no qual a proposta é fundamentada na análise dos impactos da inserção das GD fotovoltaicas para uma situação de baixo consumo de cargas na rede de distribuição de energia elétrica, com objetivo de mapear o comportamento da rede frente a essa problemática levantada. Assim, foi possível avaliar o comportamento da rede sob as condições impostas, identificando os pontos de interesse frente a cada cenário considerado em análise. Além disso, no sistema do IEEE 13 barras foi simulado a alocação de GD em três barras de MT, sendo estas localizadas o mais distante do alimentador possível, com a condição operativa de carregamento fornecida pelo IEEE, obtendo assim um mapeamento da potência fornecida para os barramentos onde estão conectadas as GD, bem como as tensões para esses barramentos. Foram monitoradas também as características das linhas supracitadas anteriormente em um ponto específico da simulação, sendo este ao meio dia (12h). Neste sistema foi possível identificar o comportamento da potência entregue pelo alimentador frente a inserção das GD em barramentos trifásico, bifásico e monofásico, visto que este sistema teste é caracterizado como uma configuração diversificada. Ainda que feito uma modelagem apenas estática no sistema de 13 barra do IEEE, os resultados obtidos forma de suma importância, uma vez que foi possível identificar com base nos cenários criados, diante da inserção das GD a presença do fenômeno de fluxo reverso na barra 646 sem a redução no seu consumo, e a partir do cenários 4, com a redução de 80% da carga referida, a GD conectada a esta começa fornecer potência para a carga adjacente conectada na barra 645, aumentando o fluxo de corrente na linha em questão, este se caracteriza como o pior cenários possível para um sistema de distribuição, na qual há uma máxima penetração das GD frente a um baixo consumo, visto que a referida geração produz muito além Capítulo 5: Nome do Capítulo 5 56 do consumido e com isso este começa a alimentar as cargas adjacentes e neste cenário os cabos podem não estar dimensionados para receber tais valores de corrente fluindo nos ramos da rede.No tocante as análises dos perfis de tensão apresentados, foi possível observar de modo geral, com a inserção das GD nos barramentos selecionados, o comportamento das tensões se elevaram nos horários de maior penetração das GD, assim a partir do cenário 2 as tensões começaram a se estabilizar próximas do valor unitário. Ademias, diante da atual modernização no qual os sistemas elétricos estão passando devido as integrações de novas tecnologias de geração, sobretudo nas redes de distribuição, é fundamental que os operadores do sistema em questão, possuam informações provenientes de análises técnicas do comportamento das redes em diversos cenários, tal conhecimento em mãos possibilitaria em uma melhor tomada de decisões, sendo estas mais contundentes, de forma a mitigar eventuais impactos na rede. 5.2 PROPOSTAS DE TRABALHOS FUTURO Propõe como trabalhos futuros a aplicação da proposta imposta no presente estudo a um sistema com um número maior de barras disponibilizado pelo IEEE de 34 ou 128 barras, cuja a análise aborde todas as informações impostas para cada cenário, podendo assim possuir uma maior validação nos resultados das análises obtidas. Além disso, realizar um estudo temporal com curvas de carga para período distintos como sendo mensal, anual, na qual seria possível efetuar uma avaliação com as variações de irradiação dos geradores referente aos sistemas fotovoltaicos ao longo do ano. Ademais, como propostas futuras, efetuar análise com redes para um maior número de barras, bem como mais geradores fotovoltaicos conectados ao sistema, afim de se obter resultados mais expressivos no tocante ao fluxo de potência reverso e assim observar o comportamento das linhas referente as sobrecargas existentes para as situações na qual ocorre esse fenômeno. 5.3 CUSTO COMPUTACIONAL O software OpenDSS utilizado neste trabalho, foi instalado no dia 25 de outubro de 2021 no notebook Acer Aspire Nitro 5 AN515-43-R4C3 AMD Ryzen 7 3750H, na qual o programa possui a versão 9.3.0.2 com uma arquitetura de 64 bits. Destaca-se que para essas configurações as simulações foram executadas sem nenhum problema adicional. (Evitar a repetição de palavras) (Smartgrids ou redes inteligentes) Capítulo 5: Nome do Capítulo 5 57 5.4 DIFICULDADES Para o desenvolvimento deste trabalho, foi possível por meio da análise realizadas com bases nos resultados adquiridos do software OpenDSS, sendo este umas das ferramentas que se faz necessário tempo para compreensão dos parâmetros modelados, visto que sua utilização não é trivial, demandando esforço e dedicação para entender como programa realiza a formulação matemática e comunicação dos elementos inseridos para construção da rede que se deseja modelar. Portanto, devido a materiais de apoio, tais como manual de utilização, exemplos e projetos previamente montados (RADATZ, 2015). Ainda, a partir de uma rede de apoio sendo uma comunidade do próprio OpenDSS destinada a compartilhamento de informações e de conteúdos referente a utilização do software. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABSOAR. Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica - 2022: o melhor ano da energia solar no Brasil. Disponível em:. Acesso em 27 de março de 2022. ABSOLAR. Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica - Energia solar fotovoltaica atinge maraca de 350 MW em micro e minigeração distribuída no Brasil. Disponível em:. Acesso em 26 de março de 2022. ABSOLAR. Brasil entra no top 10 de países que mais instalaram energia solar em 2020. ABSOLAR, São Paulo, 26 de maio de 2021. Disponível em: . Acesso em 26 de janeiro de 2022. ANEEL. Resolução normativa Nº 0057/2014 MME 2014. ANEEL. Resolução normativa nº482/2012. Disponível em:. Acesso em: 3 de fevereiro de 2022. BRITO, Érico Henrique Garcia de et al. CONSULTA PÚBLICA DISCUTE O FUTURO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO BRASIL. Rua Gomes de Carvalho, 1329 – 5º andar Vila Olímpia – São Paulo, PS, 2018. CARNEIRO, M. S. C. Utilização do software OpenDSS para cálculos de perdas técnicas em redes de distribuição. 2019, Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC, Florianópolis. DUGAN, R. C; MCDERMOTT, T. E. An open source platform collaborating on smart grid research. In: IEEE. Power ad Energy Society General Meeting, 2011 IEEE. Pág. 1-7. DUGAN, R. C; OpenDSS Manual. EPRI 2016. https://www.absolar.org.br/noticia/2022-o-melhor-ano-da-energia-solar-no-brasil/ https://www.absolar.org.br/noticia/2022-o-melhor-ano-da-energia-solar-no-brasil/ https://www.absolar.org.br/noticia/energia-fotovoltaica-atinge-marca-de-350mw-em-micro-e-minigeracao-distribuida-no-brasil/ https://www.absolar.org.br/noticia/energia-fotovoltaica-atinge-marca-de-350mw-em-micro-e-minigeracao-distribuida-no-brasil/ https://www.absolar.org.br/noticia/brasil-entra-no-top-10-de-paises-que-mais-instalaram-energia-solar-em-2020-2/#:~:text=Os%20principais%20destaques%20na%20capacidade,ainda%20mais%20protagonismo%20no%20assunto. https://www.absolar.org.br/noticia/brasil-entra-no-top-10-de-paises-que-mais-instalaram-energia-solar-em-2020-2/#:~:text=Os%20principais%20destaques%20na%20capacidade,ainda%20mais%20protagonismo%20no%20assunto. https://www.absolar.org.br/noticia/brasil-entra-no-top-10-de-paises-que-mais-instalaram-energia-solar-em-2020-2/#:~:text=Os%20principais%20destaques%20na%20capacidade,ainda%20mais%20protagonismo%20no%20assunto. https://www.absolar.org.br/noticia/brasil-entra-no-top-10-de-paises-que-mais-instalaram-energia-solar-em-2020-2/#:~:text=Os%20principais%20destaques%20na%20capacidade,ainda%20mais%20protagonismo%20no%20assunto. http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf Referências Bibliográficas 59 EPOWERBAY, Geração Distribuída: Conceitos e História de Mercado. 27 janeiro de 2020. Disponível em:. Acesso em 26 de janeiro de 2022. FINKLER, Alessandro et al. Relação do crescimento econômico e consumo de energia elétrica. Publicado em 30 de setembro de 2016, p. 2-5. GRAINGER, J. J.; STEVENSON, W. D. Power sytem analysis. [S.1] McGraw-Hill New York, 1994. JUNIOR, J. D. A. J. Análise de Microgeração Fotovoltaica em um Sistema de Distribuição Utilizando o OpenDSS. 2016, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. KAGAN, N.; OLIVEIRA, C. C. B.; ROBRA, E. J. Introdução aos sistemas de distribuídas de energia elétrica. [S.l.]: Edgard Blücher,2005. KERSTING, W. H. Radial distribution test feeds. In. IEEE. Power Engineering Society Winter Meeting, 2001. IEEE. [S.1],2001. V. 2, pág. 908-912. LIMA, P. R. G. L. Detecção de fluxo de potência reverso em sistemas de distribuição de energia elétrica: Um estude de caso em um sistema teste do IEEE e um sistema real da cidade de Formiga Minas Gerais. 2021. 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T&D Conference and Esposition, 2014 IEEE PES, 2014, pág. 1-5.18 3.4 PARAMETRIZAÇÃO BÁSICA ................................................................................................ 21 3.5 FLUXO DE POTÊNCIA NO OpenDSS ..................................................................................... 31 3.6 ESTUDO DE CASO ................................................................................................................... 33 3.7 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO CAPÍTULO ........................................................................... 37 4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS .......................................................................................... 38 4.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS DO CAPÍTULO........................................................................ 38 4.2 TESTES E RESULTADOS ........................................................................................................ 38 4.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO CAPÍTULO ........................................................................... 53 5 CONCLUSÃO ..................................................................................................................................... 55 5.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................... 55 5.2 PROPOSTAS DE TRABALHOS FUTURO .............................................................................. 56 VIII 5.3 CUSTO COMPUTACIONAL .................................................................................................... 56 5.4 DIFICULDADES ........................................................................................................................ 57 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................................... 58 IX LISTA DE FIGURAS Figura 1: Capacidade Solar Fotovoltaica Global e adições anuais 2010 a 2020. ............................................ 2 Figura 2: Capacidade Solar Fotovoltaica Global por país e região entre 2010 - 2020. ................................... 3 Figura 3: Diagrama de bloco do sistema elétrico de potência. ........................................................................ 8 Figura 4: Sistema interligado nacional. ......................................................................................................... 10 Figura 5: Demonstração do Sistema de subtransmissão. .............................................................................. 11 Figura 6: Barramento de subestação simples e seccionada. .......................................................................... 12 Figura 7: Geração distribuída - evolução anual 2019. ................................................................................... 15 Figura 8: Estrutura do software OpenDSS. ................................................................................................... 18 Figura 9: Demonstração de uma barra com N nós. ....................................................................................... 19 Figura 10: Demonstração de terminal com N conectores. ............................................................................ 19 Figura 11: Demonstração de um elemento de transporte de energia com N conectores. .............................. 20 Figura 12: Elemento de conversão de energia............................................................................................... 20 Figura 13: Diagrama de blocos do sistema fotovoltaico modelado pelo Open DSS. .................................... 28 Figura 14: Curva de irradiação durante um dia de duração........................................................................... 31 Figura 15: Curva de temperatura durante um dia. ......................................................................................... 31 Figura 16: Elemento de uma rede com suas tensões nodais e correntes injetadas. ....................................... 32 Figura 17: Diagrama unifilar da rede de 13 barras do IEEE. ........................................................................ 34 Figura 18: Diagrama unifilar da rede teste do IEEE apresentando o balanceamento das cargas .................. 39 Figura 19: Diagrama da rede teste do IEEE com GD ................................................................................... 40 Figura 20: Perfil da curva de carga da rede teste do IEEE ............................................................................ 41 Figura 22: Potência fornecida pelos terminais de saída da subestação sem GD ........................................... 42 Figura 23: Potência fornecida nos terminais da carga conectada na barra 646 ............................................. 43 Figura 24: Potência fornecida nos terminais das cargas conectadas na barra 675 ........................................ 43 Figura 25: Tensões elétricas na barra 632 ..................................................................................................... 44 Figura 26: Tensões elétricas na barra 646 ..................................................................................................... 44 Figura 27: Tensão elétricas na barra 675 ...................................................................................................... 45 Figura 28: Tensões elétricas na barra 680 antes da conexão da GD ............................................................. 45 Figura 29: Total de perdas ativas na rede (%) ............................................................................................... 46 Figura 30: Potência na fase B fornecida pelos terminais de saída da subestação .......................................... 47 Figura 31: Potência na fase C fornecida nos terminais da carga conectada na barra 646 ............................. 47 Figura 32: Potência na fase A fornecida nos terminais da carga conectada na barra 675 ............................. 48 Figura 33: Tensão elétrica na fase B referente a barra 632 ........................................................................... 48 Figura 34: Tensão elétrica na fase B presente na barra 646 .......................................................................... 49 Figura 35: Tensão elétrica na fase A presente na barra 675 .......................................................................... 49 Figura 36: Tensão elétrica na fase C presente na barra 680 .......................................................................... 50 Figura 37: Total de perdas ativas na rede (%) na presença da GD ................................................................ 52 X LISTA DE TABELAS Tabela 1: Parâmetros básicos do elemento Circuit. ...................................................................................... 21 Tabela 2: Parâmetros básicos do elemento Generator. ................................................................................. 22 Tabela 3: Parâmetro básicos do elemento Transformer. ............................................................................... 23 Tabela 4: Parâmetro do elemento RegControl. ............................................................................................. 24 Tabela 5: Parâmetros utilizados no elemento lineCode. ............................................................................... 25 Tabela 6: Parâmetros básicos do elemento line............................................................................................. 26 Tabela 7: Parâmetros básicos do elemento load. .......................................................................................... 27 Tabela 8: Parâmetro básicos necessários para utilização do elemento PVSytem. ......................................... 29 Tabela 9: Transformadores da rede teste do IEEE ........................................................................................ 34 Tabela 10: Característicasdo regulador da rede teste do IEEE de 13 barras ................................................ 34 Tabela 11: Arranjo referente as linhas aéreas da rede teste do IEEE de 13 barras ........................................ 35 Tabela 12: Arranjos referente as linhas subterrâneas da rede teste do IEEE de barras ................................. 35 Tabela 13: Características das linhas da rede teste do IEEE de 13 barras ..................................................... 36 Tabela 14: Características das cargas concentradas da rede do IEEE de 13 barras....................................... 36 Tabela 15: Característica da carga distribuída da rede teste do IEEE de 13 barras ....................................... 37 Tabela 16: Barras onde as GD forma conectadas.......................................................................................... 38 Tabela 17: Cenárias propostos para o presente trabalho ............................................................................... 40 Tabela 18: Características da linha 645-646 ................................................................................................. 50 Tabela 19: Características da linha 670-671 as 12h ...................................................................................... 51 Tabela 20: Característica da linha 692-675 as 12h........................................................................................ 52 Tabela 21: Características gerais da rede a respeito de consumo e geração para 24 horas ........................... 53 XI LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Comando na interface no OpenDSS do elemento Circuit. ......................................................... 22 Quadro 2 - Comando na interface no OpenDSS do elemento Generator. .................................................... 22 Quadro 3 – Comando na interface no OpenDSS do elemento Transformer. ................................................ 24 Quadro 4 - Comando na interface no OpenDSS do elemento RegControl ................................................... 24 Quadro 5 - Comando na interface no OpenDSS do elemento lineCode ....................................................... 26 Quadro 6 - Comando na interface no OpenDSS do elemento line ................................................................ 26 Quadro 7 - Comando na interface no OpenDSS do elemento load. .............................................................. 27 Quadro 8 - Curva de irradiação com 24 valores, sendo eles para cada hora do dia, apresentado na Figura 14. ............................................................................................................................................................................... 29 Quadro 9 - Curva de temperatura com 24 valores, sendo eles para cada hora do dia. .................................. 30 Quadro 10 - Curva que descreve o Pmp em função da temperatura. ............................................................ 30 Quadro 11 - Curva que descreve a eficiência do sistema em função da potência ativa fornecida ................ 30 Quadro 12 - Comando na interface no OpenDSS do elemento PVSytem ..................................................... 30 ABREVIAÇÕES 𝑷𝒎𝒑 : Potência nominal no ponto de saída máxima potência (kW) 𝑰𝒊 : Valor da irradiância em pu no intante 𝑡0 (segundos) 𝑰𝒊_𝒃𝒂𝒔𝒆 : Valor máximo de irradiância selecionado no dia (kW/m²) 𝑷𝒎𝒑(𝒑𝒖) : Fator de correção de 𝑃𝑚𝑝 em função da temperatura no instante 𝑡0 (segundos) 𝑷(𝑡0) : Potência de saída do painel (W) 𝒆𝒇𝒇𝑷𝒔𝒂í𝒅𝒂(𝒕) : Eficiência do inversor para uma potência de saída (w) 𝑷𝒔𝒂í𝒅𝒂_𝑷𝑽𝑺𝒚𝒔𝒕𝒆𝒎 : Potência total de saída do sistema fotovoltaico (kW) XIII SIGLAS ABSOLAR: Associação Brasileira de Energia Solar ANEEL: Agência Nacional de Energia Elétrica AT: Alta Tensão COM: Component Object Model DLL: Dynamic-link Library DSS: Distribution System Simulator EPRI: Eletric Power Research Institute GD: Geração Distribuída IEEE: Instituto de Engenheiro Eletricistas e Eletrônicos IEA PVPS: International Energy Agency Photovoltaic Power Systems Programme MATLAB: MATrix LABoratory MS: Microsoft MT: Média Tensão NEF: Empresa Global de Informações Financeiras e Notícias OpenDSS: The Open Distribution Systems Simulator PIB: Produto Bruto Interno Pmp: Potência nominal de painel no ponto de máxima potência TEP: Tonelada Equivalente de Petróleo VBA: Visual Basic for Applications RESUMO A integração de novas tecnologias relacionado a geração distribuída ao sistema elétrico vem crescendo exponencialmente nos últimos anos e a tendência é continuar aumentando cada vez mais. Neste sentido, a geração distribuída possui diversas vantagens em relação a geração convencional (localizada nos grandes centros geradores distantes dos consumidores), proporcionando redução de perdas no transporte de energia, menores impactos ambientais na operação e manutenção, menor investimento, retorno relativamente rápido, entre outros. Com isso, com a inserção crescente da geração distribuída próximo das unidades consumidores, o sistema elétrico de potência convencional tem sofrido modificações. Logo, as redes de distribuição podem sofrer diversos problemas e impactos, necessitando de estudos para planejamento e manutenção da mesma. Nesse sentido, o presente trabalho propõe uma análise dos impactos causados pelas inserções das GD frente uma situação de baixo consumo para algumas cargas pontuais, avaliando assim os comportamentos das potências fornecidas pelo alimentador ao longo da rede, bem como os perfis de tensões nas barras e referente as perdas ativas no sistema. Portanto, neste trabalho é apresentado uma análise dos impactos em uma rede de distribuição do IEEE de 13 barras causados por ações da presença de geração distribuída e variações nas cargas em algumas barras. Logo, são analisados o comportamento de potências fornecidas pelo alimentador ao logo da rede, bem como os perfis de tensão nas barras e perdas no sistema elétrico. Para isso, foi utilizado o software OpenDSS para o desenvolvimento das análises. Palavra-chave: OpenDSS, Geração Distribuída, Sistemas fotovoltaico, Redes de Distribuição, Análise de impactos. em sistemas elétricosa inserção GDs assim o comportamento Porém, também as tensões nos barramentos a ocasionado pela XV ABSTRACT The integration of new technologies related to distributed generation to the electrical system has been growing exponentially in recent years with a tendency to continue increasing more and more. In this way, distributed generation has several advantages over conventional generation (located in large generating centers far from consumers), providing a reduction in energy transport losses, lower environmental impacts in operation and maintenance, lower investment, relatively quick return, among others. Thus, with the increasing insertion of distributed generation close to consumer units, the conventional power electrical system has undergone changes. Therefore, distribution networks can suffer several problems and impacts, requiring studies for planning and maintenance. Therefore, this paper presents an analysis of the impacts on a 13-bus IEEE distribution network caused by actions of the presence of distributed generation and variations in loads on some buses. Therefore, the behavior of powers supplied by the feeder along the network are analyzed, as well as the voltage profiles in the buses and losses in the electrical system. For this, the OpenDSS was used for the development of the analyses. Keywords: OpenDSS, Distribuition Generation, Photovoltaic System, Distribution Network, Analysis of Impacts. Capítulo I 1 INTRODUÇÃO 1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS A energia elétrica se tornou umproduto indispensável na vida do ser humano, em meados do século XIX, com o início da comercialização da energia elétrica, sendo indispensável em diferentes setores, tais como o residencial, comercial, industrial, entre outros, estando amplamente correlacionados em diversos processos e no cotidiano dos indivíduos. Além disso, na qual a comercialização e o consumo se fazem tão importante que este possui uma relação afinada com o Produto Interno Bruto (PIB) de um país, ou seja, o desenvolvimento de uma nação está correlacionado diretamente com o consumo de energia elétrica, sendo assim o uso racional e eficiente desse recurso se faz necessário para o desenvolvimento energético de uma país (FINKLER, et al., 2016). Nesse sentido, a energia é essencial para o desenvolvimento, sendo ela um item fundamental da população. Segundo Goldeberg (2005), na grande maioria dos países em que o consumo de energia comercial per capita se encontra abaixo de uma tonelada equivalente de petróleo (TEP) por ano, o índice de analfabetismo, fertilidade e mortalidade infantil total são altas, tornando uma expectativa de vida muita baixa. Ademais, ultrapassar o valor de 1 TEP/capita se faz necessário para o desenvolvimento, à medida que os valores ficam acima de 2 TEP, como em países desenvolvidos, as condições sociais melhoram significativamente. Já em países industrializados como na União Europeia os valores de TEP/capita chegam a 3,22, sendo a média mundial de 1,66 TEP/capita. Ademais, devido a energia elétrica está presente e cada vez mais sendo inserida na vida do homem, consequentemente novas tecnologias também vem se desenvolvendo ao longo do tempo, transformando da energia elétrica um dos pilares da economia. Além disso, o mercado de energia elétrica no cenário atual, tem se expandido além das fronteiras do fornecimento disponibilizado pelas concessionárias (RIBEIRO, 2019). Nesse sentido, a geração distribuída (GD), que se caracteriza como sendo um sistema de geração elétrica capaz de fornecer potência Portanto Capítulo 1: Introdução 2 para unidades consumidoras como; residências, comércios e indústrias, na qual elas são geralmente instaladas próximas as cargas. Segundo Mosqueira (2020) em um relatório da Bloomberg NEF (Empresa Global de Informações Financeiras e Notícias) sendo informado que as fontes renováveis como solar e eólica foram responsáveis pelo maior incremento de (67%) de potência injetada no sistema ao redor do mundo, sendo a energia solar como um destaque que representou (45%) de toda nova capacidade adicionada no ano de 2019. Vale ressaltar, que nos últimos dez ano a energia solar cresceu em termos de capacidade total instalada em 2010 de 43,7 GW, para 651 GW ao final do ano de 2019, se tornando assim a quarta maior fonte geradora de energia elétrica em operação nesse ano. Nesse sentido, na figura 1, publicado no Relatório da Situação Global das Renováveis de 2020 (REN21), apresenta é apresentado a evolução da capacidade solar fotovoltaica global entre os anos de 2010 e 2020. Figura 1: Capacidade Solar Fotovoltaica Global e adições anuais 2010 a 2020. Fonte: REN21, 2021, pág. 118, modificado. Salienta-se ainda que, no mesmo Relatório (REN21) ressalta os cincos principais mercados nacionais foram; China, Estados Unidos, Vietnã, Japão e Alemanha, sendo estes responsáveis por quase (66%) de toda capacidade instalada em 2020, acima de (58,5%) para os cinco primeiros países no ano de 2019, porém abaixo de 2018 com (75%). Nesse sentido, em um levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) a 39 70 100 138 178 228 305 407 512 621 760 17 31 30 38 40 50 77 103 104 110 139 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 G ig aw at ts Solar PV Global Capacidade e Adições anuais, 2010 - 2020 Adições anuais Capacidade total Dois pontos (:) (Evitar a repetição de palavras) Capítulo 1: Introdução 3 partir dos dados do International Energy Agency Photovoltaic Power Systems Programme (IEA PVPS), incluindo tanto grandes quanto pequenas usinas, o Brasil subiu para a 9º no ranking entre os países que mais instalaram energia solar em 2020 (ABSOLAR, 2021). Figura 2: Capacidade Solar Fotovoltaica Global por país e região entre 2010 - 2020. Fonte: REN21, 2021, pág. 119, modificada. Ademais, a temática sobre energia solar e a geração distribuída já é uma realidade em vários países como apresentado na Fig. 2, sendo assim se faz necessário estudos e análises que vão de encontro aos seus impactos no sistema de distribuição com o objetivo de minimizar o máximo possível e com isso garantindo uma qualidade de energia para seus consumidores. Nesse sentido, este trabalho terá como base de estudo, a análise de um modelo de sistema de distribuição com treze barras, sendo este simulado pelo software The Open Distribution Systems Simulator (Open DSS), modelo este que será usado para estudo, é disponibilizado pela própria biblioteca da ferramenta utilizada. 1.2 REVISÃO DA LITERATURA A integração de novas fontes de energia no sistema de distribuição (caracterizados como geração distribuída, estando próximas aos centros consumidores) tem proporcionado diversos benefícios ao sistema elétrico, tais como melhoria no nível de tensão, redução de perdas, alívio no congestionamento dos sistemas de distribuição e transmissão, prolongamento da necessidade de investimentos para ampliação, entre outros. No entanto, o aumento da geração distribuída 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 700,0 800,0 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 G ig aw at ts Capacidade global de energia solar fotovoltaica, por país e região, 2010 - 2020 Resto do mundo Índia Japão Estados Unidos União Européia China Capítulo 1: Introdução 4 pode proporcionar dificuldades operativas na rede de distribuição. Logo, o aumento do número de sistemas fotovoltaicos distribuídos pode levar o sistema de distribuição a uma condição de sobretensão, evidenciando assim a necessidade da realização de estudos dos impactos na rede de distribuição. Nesta perspectiva, realizou-se uma busca por trabalhos correlacionados aos estudos dos impactos nas redes de distribuição, a fim de analisar os principais distúrbios causados no sistema elétrico com a presença da geração distribuída. Segundo Radatz (2015) é modelado a parametrização do sistema de 13 barras disponibilizado pelo IEEE, assim como a formulação matemática do OpenDSS, ou seja, a maneira como o software enxerga e calcula os elementos presentes na rede e assim este faz análises para a rede sem e com a geração distribuída. Em Junior (2016) foram realizados estudos sobre a inserção do sistema fotovoltaico na rede teste do IEEE 13 barras por meio do software OpenDSS, no qual foram avaliados os perfis de tensões nas barras do sistema, bem com prever o fluxo de potência instantâneo entre o alimentador e as cargas. Já em Machado (2017), foi apresentado um estudo para aplicação do software OpenDSS, sendo este tutorial desenvolvido por meio de uma outra ferramenta muito consolidada, o Matlab, com base em análises de falta, cálculo de fluxo de potência, bem com estudos dos principais modelos de rede de distribuição em coordenadas de fase por meio do programa em questão. Em Ribeiro (2018) foi apresentado um estudo sobre o controle de tensão em um sistema de distribuição para testes de 13 barras com algumas modificações. Para isso, foi utilizado o OpenDSS para análises no sistema de distribuição com a presença de geração distribuída. Logo, foi demonstrado a capacidade dos inversores inteligentes na mitigação de possíveis problemas de sobretensão da rede elétrica. Com essa análise, foi possível verificar a melhor forma de utilização da geração distribuída sem a ocorrência de problemas relacionadosa sobretensão da rede elétrica de distribuição. Em Carneiro (2019) é desenvolvido um tutorial com a finalidade de facilitar a compreensão de estudantes, com ênfase nos estudos das perdas técnicas, bem como a inserção das GD no sistema de distribuição de energia elétrica utilizando o software OpenDSS. Segundo Ribeiro (2019), é realizado um trabalho sobre a análise dos impactos da geração fotovoltaica na rede teste de 13 do IEEE, na qual este dispões os cenários para a inserção das Capítulo 1: Introdução 5 GD nas barras de forma gradual e com isto este avalia seu efeito no tocando aos perfis de tensões, bem como nas perdas nos sistemas de distribuição. De forma semelhante, em Reinaldo (2020) foi apresentado um estudo sobre os impactos das GD nas redes de distribuição de baixa tensão, visando o melhor aproveitamento da energia solar fotovoltaica. Esta análise toma como base nos estudos de caso na rede de distribuição da Celesc (Distribuidora SA), na qual são avaliados quatro alimentadores, com diferentes perfis de carga utilizando o programa de simulação OpenDSS. Segundo Lima (2021) é apresentado um estudo sobre o mapeamento de valores de potência de GD fotovoltaica suspostamente inseridas na MT na rede teste do IEEE 13 barra, bem como no sistema de distribuição real da cidade de Formiga – MG, que causam fluxo de potência reverso no sistema e baixo fator de potência nos barramentos de interface com o sistema de transmissão. Desta forma, destaca-se que no presente trabalho buscou o estudo sobre o comportamento na rede elétrica após diferentes cenários para estudos, tais como aumento na geração distribuída e redução das cargas. Esses cenários vão proporcionar situações diversas no sistema elétrico que serão discutidas as possíveis medidas de mitigação para o problema apresentado. 1.3 MOTIVAÇÃO Destaca-se que o tema abordado neste trabalho é de grande relevância, principalmente devido ao cenário de evolução das fontes renováveis, sobretudo no que diz respeito as GD. Além disso, nos últimos anos ocorreram um crescimento exponencial no que se refere as instalações das GD no Brasil, fomentando cada vez mais, avanços nas pesquisas, trabalhos e mudanças no cenário em questão. Com isso, novas normas regulamentadoras estão sendo implementadas viabilizando a disputa econômica entre consumidor versus concessionárias, para que estas não fiquem desbalanceadas, acarretando inexequibilidade de futuros e grandes investimentos referentes aos retornos favoráveis para pessoa jurídica ou física. É perceptível essa situação, devido o interesse do consumidor em se beneficiar dos seus direitos no tocante a sua própria geração e até as vendas para as companhias de distribuição segundo se discute em (BRITO et al., 2018). Assim, o presente trabalho impulsiona a economia, apresenta nos resultados aspectos técnicos e científicos no que diz respeito a temática abordada, tendo como estudo deste trabalho fornecer análises dos impactos das GD nas redes de distribuição simulado por meio de Capítulo 1: Introdução 6 simulações computacionais utilizando o software OpenDSS em um sistema teste de 13 barras do IEEE. Logo, para isso, serão estabelecidos diversos cenários para as simulações computacionais, tais como a inserção de geração distribuída e redução no consumo de determinados barramentos. A partir disso, serão analisados o impacto da geração distribuída quando conectado a rede em momentos estabelecidos como críticos, tais como a redução da carga consumida nos barramentos. Com isso, poderá observar o aumento da tensão nos barramentos analisados para posteriormente estabelecer as possíveis mitigações do problema. 1.4 OBJETIVOS Pode-se destacar como objetivo geral deste trabalho o desenvolvimento de uma análise dos impactos com a inserção das GD nas redes de distribuição frente as reduções de consumo de cargas pontuais, em específico para o sistema teste do IEEE de 13 barras. A partir disso, serão avaliados todo o comportamento do sistema diante de cenários criados. Ainda, pode-se destacar como os objetivos específicos: • Levantamento bibliográfico dos principais estudos em redes elétricas de distribuição utilizando o software OpenDSS; • Modelagem da rede elétrica e do sistema elétrico de distribuição no OpenDSS; • Modelamento de um perfil de curva de carga específico para as devidas propostas de redução de consumo; • Análise do comportamento da demanda entregue para a rede de distribuição, levando em consideração todos os cenários; • Apresentação dos resultados (níveis de tensão nas barras, perdas totais, potência demandada) para os cenários; • Monitoramento das linhas que estão próximas a geração distribuída em horários considerados críticos. 1.5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Este trabalho está dividido em capítulo, este primeiro capítulo é destinado a apresentação e contextualização do tema, sendo apresentado o produto, energia elétrica, bem como a sua importância para a sociedade. Ainda, apresenta-se o cenário de crescimento gradual no que diz respeito as instalações referentes as GD no brasil e no exterior. será avaliado cinco capítulos Capítulo 1: Introdução 7 No Capítulo 2, é dedicada as redes de subtransmissão, conhecidas como rede de distribuição de energia elétrica, assim neste módulo são apresentados os tipos de rede e suas características intrínsecas de construção. No capítulo 3, é feito uma breve apresentação do software OpenDSS, bem como suas características e funções e sua forma de calcular o fluxo de potência. Além disso, este ainda mostra as modelagens dos elementos que compõem a rede analisada em questão, a seguir é apresentado a rede, na qual os estudos irão ser realizados assim como suas características e ainda por fim, a temática submetida para análise. No capítulo 4, é dedicado as informações pertinentes aos resultados das análises adquiridos no tocante ao caso base e mais adiante, as informações com relação as comparações dos resultados referentes ao cenário criado tomando como referência o caso base de acordo com a temática abordada no presente trabalho. No capítulo 5 é apresentado as considerações finais do trabalho, bem como as propostas e sugestões futuras para continuidade de desenvolvimento desta pesquisa. Capítulo II 2 SISTEMAS ELÉTRICOS DE ENERGIA 2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS O sistema elétrico de potência possui a função de fornecer energia elétrica aos seus consumidores, seja eles de grande ou pequeno porte, com a qualidade adequada e no instante em que esta for solicitada. Nesse sentido, o sistema com um todo, se caracteriza como sendo o produtor, transmissor e distribuidor de energia elétrica, e para isso o mesmo converte energia já existente na natureza, como por exemplo, hidráulica, mecânica, térmica, solar, nuclear e entre outras, em energia elétrica e assim o sistema fornece aos seus consumidores a quantidade demandada. Ademais, o sistema elétrico deve-se dispor da capacidade de produção e transporte mediante a necessidade de atender o suprimento, para um dado intervalo de tempo, a energia consumida e para a máxima demanda ativa de potência solicitada naquele instante (Nelson et al. 2005). Figura 3: Diagrama de bloco do sistema elétrico de potência. Capítulo 2: Sistemas de Energia Elétrica 9 Fonte: NELSON, et al. 2005, pág. 2, modificada. Na Fig. 3 apresenta um diagrama que exemplifica o funcionamento básico de um sistema elétrico de potência subdividido entre camadas, uma vez que, para cada bloco apresentado é descrito um setor que possui funções especificas que juntas trabalham para garantir a confiabilidade, continuidade e qualidade do sistema por completo, visto que seu papel é transportar energia elétrica, produzida nas usinas, através de longas distâncias, até aos seus consumidores com menor impacto ambiental e reduzir as perdas elétricas o máximopossível. 2.2 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA Um sistema de distribuição de energia elétrica consiste em um número de subestações conectadas umas às outras através de alimentadores, que estes por sua vez, transportam energia necessária para suprir a demanda solicitada pelas unidades consumidoras. Nesse sentido, o sistema de distribuição brasileiro é regulado por um conjunto de regras disposta em Resolução da Aneel conhecido como Procedimento de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Nacional (PRODIST), assim o documento intitulado possui objetivo de fornecer condições gerais de uso aos acessantes do sistemas de distribuição, bem como, consumidores e produtores de energia, distribuidoras de energia, importadores e exportadores de energia, com vista a disciplinar a respeito das diretrizes de condições, responsabilidades e penalidades relativas a conexão, planejamento no tocante a expansão, operações e medições de energia elétrica e por fim, mas não menos importante, estabelecer critério e indicadores de qualidade. O (PRODIST) é composto por oito módulos, citados abaixo: Módulo 1 – Introdução; Módulo 2 – Planejamento da Expansão do Sistema de Distribuição; Módulo 3 – Acesso ao Sistema de Distribuição; Módulo 4 – Procedimentos Operativos do Sistema de Distribuição; Módulo 5 – Sistema de Medição; Módulo 6 – Informações Requeridas e Obrigações; Módulo 7 – Perdas Técnicas Regulatórias; Módulo 8 – Qualidade da Energia Elétrica; Capítulo 2: Sistemas de Energia Elétrica 10 Conforme o módulo 1 PRODIST, na qual este especifica que a alta tensão de distribuição (AT) entre fases cujo o valor eficaz é igual ou superior a 69 kV e inferior a 230 kV, instalações com tensão de atendimento igual ou superior a 230 kV, é fornecida quando especificada e definida pela ANEEL. Assim, média tensão de distribuição (MT) cujo o valor eficaz entre fases é superior a 2,3 kV e inferior a 69 kV, bem como o sistema de distribuição de baixa tensão (BT) é definida como sendo igual ou inferior a 2,3 kV para o valor eficaz de tensão medida entre fases. Na Figura 4, é apresentado o sistema interligado nacional, qual está disposto os níveis de tensões de transmissão e distribuição padronizados pela ANEEL entre o território brasileiro. Figura 4: Sistema interligado nacional. Fonte: Retirada da internet atualizada. Capítulo 2: Sistemas de Energia Elétrica 11 Nesse sentido, o sistema elétrico de potência (SEP) conforme apresentado na Fig. 4 é composto em blocos, de acordo com a Fig. 3 e estes por sua vez compõem subsistemas interligados, dentre os blocos destaca-se o sistema de distribuição de energia, na qual este é subdividido em três níveis de atuação: sistema de subtransmissão, sistema de distribuição primária e sistema de distribuição secundária (KAGAN et al. 2005). Ademais, serão abordados neste tópico características que compõem o sistema de distribuição com ênfase nos principais arranjos e modelos presentes na rede em questão. 2.2.1 Sistema de Subtransmissão Este elo possui a função de receber a energia em níveis de tensões elevadas, de modo que essa é conectada a uma subestação que rebaixa a tensão para o nível de tensão adequado para distribuição de energia aos consumidores (KAGAN et al. 2005). Nesse sentido, este sistema opera em tensões típicas de 69 kV a 138 kV na condição de anel fechado ou linhas radiais. Figura 5: Demonstração do Sistema de subtransmissão. Fonte: KAGAN et al. 2005, pág. XX, modificada. Na Figura 5 é apresentado a configuração de um sistema de subtransmissão na condição de anel fechado que supri três subestações de distribuição, este modelo oferece maior confiabilidade, visto que em uma eventual falta/desligamento de uma linha ou barramento da subestação há um caminho alternativo alimentação das cargas a jusante. Além disso, observa- se que esse sistema com o fechamento de malha entre as redes de transmissão e de subtransmissão exige cuidados especiais no que tange à proteção a ser adotada e assim melhorar a viabilidade para manutenções na rede (KAGAN et al. 2005). Capítulo 2: Sistemas de Energia Elétrica 12 2.2.2 Subestação de Distribuição A subestações de sistemas de energia de distribuição trabalham na conexão entre o sistema de subtransmissão e o sistema primário por meio de transformadores de potência que rebaixam a tensão em níveis adequados para distribuição nesse seguimento, sendo assim existem inúmeras possibilidades de construção de arranjos em sistemas de distribuição. Nesse sentido, esquemas de subestações que suprem regiões com baixa densidade de carga, possuem potência nominal na ordem de 10 MVA e sua utilização é designada em arranjo conhecido por “barra simples” apresentado na Fig. 7.a, na qual este modelo possui um custo baixo, bem como este tipo pode contar um único ramo de alimentação, ou, visando a confiabilidade aumentando o trecho de suprimento para duas linhas (KAGAN et al. 2005). Figura 6: Barramento de subestação simples e seccionada. Fonte: KAGAN et al. 2005, pág. XX, modificada. Na Figura 6.b apresenta um arranjo com barra simples seccionada, na qual este traz maior confiabilidade segundo Kagan et al (2005), devido a existência de dois transformadores alimentando cada qual sua barra, entretanto, se houver uma contingência em um deles, há um recurso de fechamento de chave interligada entre as barras, de maneira que este esquema aumenta a credibilidade do sistema em questão. 2.2.3 Sistema de Distribuição Primária As redes de distribuição primária, ou também conhecida como média tensão, são alimentadores conectado as barras das subestações que recebem a tensão da subtransmissão e rebaixam para tensões na ordem de 13,8 kV a 34,5 kV, sendo esta distribuição ramificada Capítulo 2: Sistemas de Energia Elétrica 13 realizada através dos condutores do alimentador primário e secundário. Nesse sentido, o alimentador principal é também chamado de tronco do alimentador, na qual são ramificadas as linhas com menor densidade de cargas, sendo estas chamadas de ramais, distribuídas para suprimento dos consumidores (KAGAN et al. 2005). Estas redes atendem aos consumidores tanto os conectados no tronco do alimentador com tensões na faixa de 13,8 kV a 34,5 kV, quanto as estações transformadoras, que estas por sua vez suprem a rede secundária, ou como é usualmente conhecida, baixa tensão. Assim, dentre os consumidores primários destacam-se indústrias de porte médio, conjuntos comerciais, como por exemplo shopping centers, instalações de iluminação pública, etc. Ademais, as redes de alimentação primária podem ser construídas em tipo aéreas ou subterrâneas, na qual estas apresentam as seguintes configurações: Redes aéreas – Primário radial com socorro; Redes aéreas – Primário seletivo; Redes subterrâneas – Primário seletivo; Redes subterrâneas – Primário operando em malha aberta; Redes subterrâneas – Spot network; Além disso, as redes aéreas podem ocorrer de seu uso ser mais difundido, devido seu baixo custo para construção, sendo estas consolidadas em configurações típicas em sistemas convencionais, na qual estas são dispostas por condutores nus em alumínio, e as estruturas de redes compactas, de modo que este sistema é composto por cabos/condutores cobertos com uma camada protetora de isolamento adequado para as suas aplicações mediante a necessidade (KAGAN et al. 2005). Nesse sentido, as normas técnicas competentes que delimitam os critérios de uso referente a esse modelo de rede compacta, ficam a cargo das concessionárias vigentes de distribuição de energia, que no do Estado Pará é a NT.018 – Rede de Distribuição Compacta/Equatorial, Revisão 3 – 2020. Assim, as redes subterrâneas possuem maior aplicação em áreas com maior densidade de carga, como por exemplo, em zonas centrais de uma metrópole, ou onde há restrições paisagísticas, NT.019 – Rede de DistribuiçãoSubterrâneas/Equatorial. Capítulo 2: Sistemas de Energia Elétrica 14 2.2.4 Sistema de Distribuição Secundária Também conhecida como rede de baixa tensão, caracterizada como o sistema que recebe das subestações, que este por sua vez transformam as tensões da rede primária para os níveis de baixa tensão entre 127/220 V ou 220/380 V trifásico, podendo operar em malha ou radial e seus consumidores alvo são as residências e pequenos comércios e indústrias (KAGAN et al. 2005). A NT.001 – Fornecimento de Energia Elétrica em Baixa Tensão, apresenta os procedimentos legais, estabelece critérios e recomendações minimamente necessárias para elaboração e execução de projetos que envolvem novas instalações, ampliações e reformas para unidades já existentes bem como para múltiplas unidades com padrão de medição individualizada no que diz respeito ao fornecimento de energia elétricas de baixa tensão. 2.3 GERAÇÃO DISTRIBUÍDA A geração distribuída foi primeiramente descrita no Decreto de Lei nº 5.163/2004, na qual ela regulamenta a comercialização de energia elétrica entre concessionários, permissionários e autorizados de serviços e instalações afins, posteriormente várias resoluções normativas passaram a abordar aspectos sobre o devido assunto de GD. Nesse sentido, por meio da REN (Resolução normativa) nº482/2012 (ANEEL, 2012), na qual ela estabelece condições gerais para os sistemas de microgeração distribuída, uma vez que este se caracteriza pela sua potência instala que deve ser menor do que 75 kW (Quilowatts) e a minigeração distribuída, como sendo a potência instalada superior a 75 kW e igual a 5 MW, sendo estas proveniente de fontes renováveis devidamente conectada nas unidades consumidores. 2.3.1 A evolução da Geração Distribuída no Brasil No ano de 2007 foi instalado a primeira geração utilizando a fonte de energia fotovoltaica na cidade de Campinas com capacidade de 0,5 kWp registrado pela ANEEL. Nesse sentido, entre a primeira instalação e a (REN 482), que estabeleceu as condições geral de acesso, na qual eram apenas 14 unidades que totalizavam uma potência instalada de 452 kWp, gerando um crescimento aproximado abaixo de 90,4 kWp por ano (EPOWERBAY, 2020). No ano de 2015, foi publicada a REN 687, que é a revisão da REN 482, sendo que esse veio com o objetivo de reduzir os custos e a desburocratização no requisito conexão, compatibilização do sistema de compensação, aumentar o público-alvo e fornecer melhorias nas informações contidas nas faturas. Assim, até a seguinte época já contabilizavam aproximadamente 1.592 conexões na rede que ao total somavam uma capacidade de geração de Capítulo 2: Sistemas de Energia Elétrica 15 15,4 MW de potência instalada e durante um período de três ano, seu crescimento foi de 7,8 MW (EPOWERBAY, 2020). Nesse sentido, a Figura 7 segundo o Boletim de Informações Gerais do primeiro trimestre do ano de 2019 apresenta o crescimento da geração distribuída em potência instalada (kW) no Brasil. Figura 7: Geração distribuída - evolução anual 2019. Fonte: Boletim de informações gerenciais ANEEL – 1º trimestre de 2019, pág. 15, modificada. Segundo um mapeamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte de energia solar fotovoltaica, proveniente da conversão da irradiação do solar, sendo esta fonte renovável limpa e sustentável, esse segmento de microgeração e minigeração distribuída lidera mais de 99,4% das instalações do País. Nesse sentido, no requisito número de instalação, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando um total de 76,7%. Em seguida, o grupo das empresas e os setores comerciais e serviços aparecem com (16,1%), consumidores rurais (3,9%), indústria (2,5%), poder público (0,8%) e outros tipos de serviços públicos (0,1%) e iluminação (0,01%). Ademais, de acordo com a entidade, o Brasil no ano de 2018 possuía 37,7 sistemas solares fotovoltaicos conectados na rede, proporcionando uma economia e sustentabilidade ambiental de 44.727 unidades consumidoras, e com isso, somando mais de R$ 2,5 bilhões em investimento acumulados dede a no de 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do país (ABSOLAR, 2018). Nesse sentido, de acordo Silva et al. (2020) o Programa de Desenvolvimento de Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD) projetam que até 2030, as unidades consumidoras que 0 100000 200000 300000 400000 500000 600000 700000 800000 900000 1000000 Potência kW Capítulo 2: Sistemas de Energia Elétrica 16 produzirão sua própria energia elétrica, serão aproximadamente um total de 2,7 milhoes de sistemas instalados, entre residências, comércios, indústria e no setor agrícula. Ademais, em termos de capacidade de geração, o Brasil segundo ABSOLAR (2022) saltou de 7,9 GW referente ao final do ano de 2020 para 13 GW de potência instalada operacional proveniente da fonte solar fotovoltaica no ano de 2021, que somando todas usinas de grande porte e sistemas de geração própria, quase se equivale a mesma potência instalada da usina hidroelétrica de Itaipu, sendo ela maior do Brasil e a segunda maior do planta, e assim a geração solar fotovoltaica apresentou um crescimento de 65%, mesmo em meio a esse cenário de pandemia global. 2.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO CAPÍTULO O presente capítulo trouxe um breve panorama no que se refere ao sistema elétrico de distribuição e suas características atreladas aos modelos existentes, bem como um destaque necessário para a geração distribuída presentes no cenário atual do sistema elétrico brasileiro, assim como seu crescimento gradual ao longo dos anos, no tocante à sua capacidade de potência instalada. Capítulo III 3 MODELAGEM COMPUTACIONAL 3.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS DO CAPÍTULO Este capítulo apresentará o software OpenDSS e suas funcionalidade assim como a modelagem simples dos elementos, bem como suas características e a parametrização básica da rede teste do IEEE utilizada para análise do presente estudo. 3.2 O SOFTWARE OpenDSS O desenvolvimento do software Distribution System Simulator (DSS) começou em 1997 por meio da empresa líder em consultoria de engenharia de sistemas de energia Electrock Concetps, mas diretamente foi conduzido por Roger Dugan e Thomas MDemontt. Assim, segundo o Dugan et al (2011) a empresa Electrock Concetps naquela época tinha como as principais finalidades por meio do software, apoiar às análises e estudos de redes de distribuição na presença de GD, por esta ser uma ferramenta acessível capaz de realizar análises, na qual em comparação com outros software do ramo não detinham esse recurso, e assim o DSS foi passando por várias mudanças e desenvolvimentos constantes, mas sempre com o seu objetivo de proporcionar soluções diante dos novos percalços relacionados do sistema de distribuição. No ano de 2004, o DSS foi adquirido pela Electric Power Research Institute (EPRI), em seguida no ano de 2008, a ferramenta se tornou sob licença de código aberto, por meio da EPRI, sendo assim chamado de software OpenDSS, na qual este passou a contribuir para o desenvolvimento na área de Smart Grids. Segundo a referência Dugan (2016), o manual do usuário do OpenDSS, não é apenas um software que possui como finalidade executar estudos de fluxo de potência, mesmo este sendo criado originalmente para analisar as conexões de geração distribuída no tocantes às redes de distribuição. Nesse sentido, sua área de atualmente desenvolvida engloba estudos probabilísticos de planejamento, simulação de geradores fotovoltaicos e eólicos, estimação de Capítulo 2: Modelagem Computacional 18 estado de distribuição, análises de distorções harmônicas e inter-harmônicas, bem como todos os tipos de análise no domínio da frequência, mas este não simula transitórios eletromagnéticos. Além disso, o software traz consigo diversos modelos de soluçãopara estudo de fluxo de carga, sendo estes incrementados conforme a necessidades de seus usuários. Assim, estão entre eles o fluxo de potência instantâneo (snashot), bem como fluxo de potência diário (daily power flow) e fluxo de potência anual (yearly power flow). Em 2014, com a intenção de aprimorar os métodos utilizados para os cálculos de perdas no tocante as redes de distribuição destinados às concessionárias de energia elétrica, a (ANEEL) por meio da Norma Técnica Nº 0057, adotou o Open DSS para quantificação das perdas mediante a metodologia de fluxo de carga (ANEEL, 2014). 3.3 MODELAGEM NO OpenDSS O software OpenDSS é uma plataforma que se baseia em linhas de comando, de modo que este é configurado como na Figura 8, sendo assim as linhas de comando podem ser parametrizadas pelo usuário diretamente no executável da ferramenta ou por meio de arquivo de texto fixo importados ou a utilização de um outro programa externo. Figura 8: Estrutura do software OpenDSS. Fonte: RADATZ, 2015, pág. 36. Segundo Radatz (2015), que atualmente é um dos desenvolvedores do software mediante a empresa EPRI, o programa disponibiliza a interface Component Object Model (COM) da Microsoft (MS), possibilitando que os seus usuários possam desenvolver e executar novas soluções através de programas externos. Nesse sentido, essa interface pode ser adicionada uma Capítulo 2: Modelagem Computacional 19 maneira diferente e independente de qualquer banco dados para definição de um circuito. Além disso, o Open DSS pode ser controlado software como Python, MATrix LABoratory (MATLAB) bem como, ferramentas do MS Office, com destaque para o Visual Basic for Applications (VBA) e não se limitando somente a isso os programadores do Open DSS podem criar suas próprias plataformas DLL para uso. 3.3.1 Elemento Barra Na Figura 9 é apresentado o elemento barra presento no circuito, e este por sua vez contém nós, na qual sua principal função é conectar os elementos em seus nós os terminais dos elementos elétricos. Além disso, outra característica importa é apresentas as tensões nodais referente ao seu nó 0, sendo este com tensão, mas não necessariamente é o terminal terra do circuito. Uma característica do Open DSS sobre a barra é que elas não são parametrizadas, mas sim os elementos que à são conectados e por consequência as barras são definidas. Figura 9: Demonstração de uma barra com N nós. Fonte: RADATZ, 2015, pág. 36. 3.3.2 Elemento Terminal Na Figura 10 é apresentado elementos elétricos do software possuem um ou mais terminais e estes podem conter diversos conectores e assim, cada terminal deve ser conectado unicamente em apenas uma barra. Figura 10: Demonstração de terminal com N conectores. Capítulo 2: Modelagem Computacional 20 Fonte: RADATZ, 2015, pág. 37. 3.3.3 Elemento de Transporte de Energia A função básica de um elemento de transporte de energia é transportar energia de um ponto A para o B, na Figura 11 é demostrado o modelo simples para fins de compreensão. Nesse sentido, o elemento que transporta energia pode ser representado como por exemplo as linhas trifásicas de uma rede de distribuição na qual este transporta a potência de um terminal pra o outro, de modo análogo o transformador também possui essa característica, em contrapartida os bancos de capacitores e reatores não se aplica esse funcionamento. Figura 11: Demonstração de um elemento de transporte de energia com N conectores. Fonte: RADATZ, 2015, pág. 37. 3.3.4 Elemento de Conversão de Energia Os elementos de conversão de energia, como propriamente dito, estes convertem energia elétrica em outras formas de energia. Assim, são eles os geradores, cargas, acumuladores de energia, equivalentes de Thévenin e outros. Além disso, esses elementos conforme a Figura 12 apresentam apenas um único terminal com N conectores. Figura 12: Elemento de conversão de energia. Capítulo 2: Modelagem Computacional 21 Fonte: RADATZ, 2015, pág. 38 3.4 PARAMETRIZAÇÃO BÁSICA Está seção apresentará os comandos deferente as linhas de programação utilizada no Open DSS, visando abordar os elementos básicos de circuitos utilizados com frequência na construção de uma rede de distribuição no software. 3.4.1 Equivalente de Thévenin Este pode ser representado pelo equivalente da transmissão vista pela subestação, sendo assim o equivalente de Thévenin pode ser interpretado como um alimentador e sua definição correta é fundamental para a modelagem de uma rede. No Open DSS, a definição deve ser inicializada pelo elemento de circuito Circuit, na qual este é um elemento de conversão de energia e como exemplificado anteriormente e assim ele possui apenas um terminal. Além disso, por existir um equivalente de Thévenin no elemento Circuit, para fins de cálculos é considerado a barra swing como componente que possui parametrização de fronteira. Na Tabela 1 é apresentado os principais parâmetros utilizados no elemento em questão. Tabela 1: Parâmetros básicos do elemento Circuit. Parâmetro Descrição unidade basekV Tensão de linha nominal em kV Bus1 Nome da barra na qual o terminal é conectado R1 Resistência de sequência positiva da fonte Ω X1 Reatância de sequência positiva da fonte Ω mvasc3 Potência de curto-circuito trifásico MVA mvasc1 Potência de curto-circuito monofásico MVA MVA pu Valor por unidade da tensão na barra V Ademais, no Quadro 1 estão apresentados o modelo de código utilizados na interface do Open DSS referente ao elemento Circuit. Assim, será mostrado o equivalente de Thévenin na barra BarraFronteiraA, sendo este um nome selecionado para a barra de fronteira, com uma tensão de 13,8 kV e valor representativo de 1 pu, potência de curto-circuito trifásico de 2000 MVA e potência de curto-circuito monofásico de 2000 MVA. referente Capítulo 2: Modelagem Computacional 22 Quadro 1 – Comando na interface no OpenDSS do elemento Circuit. 3.4.2 Gerador O gerador é um elemento de conversão de energia, sendo assim como supracitado anteriormente ele possui a característica de um elemento de conversor de energia, e assim sua parametrização se faz necessário as definições da potência nominal, fator de potência, tensão e o modelo utilizado. Desta forma, na Tabela 2 são apresentados os parâmetros básicos do elemento de geração. Tabela 2: Parâmetros básicos do elemento Generator. Parâmetro Descrição unidade kV Tensão de linha nominal em kV kV Bus1 Nome da barra na qual o terminal é conectado kW Potência nominal do gerador em kW kW PF Fator de potência Model Seleciona modelo phases Números de fases do gerador maxkvar Valor máximo de potência reativa MVAr minkvar Valor mínimo de potência reativa MVAr No Quadro 2 é apresentado um exemplo de parametrização do elemento Generator, este com tensão de 13,8 kV, conectado em uma barra criada e potência de 5 MVA, modelo 3 que representa o modelo de variação de geração e pôr fim a potência reativa entre 1 a 6 MVAr. Quadro 2 - Comando na interface no OpenDSS do elemento Generator. New Circuit.SubestaçãoA bus1=BarraFronteiraA basekv=13.8 pu=1.000 ~ mvasc3=2000.0 mvasc1=2000.0 New Generator.GeradorA bus1=BarraCriada kV=13,8 kW=5000 model=3 ~ maxkvar=6000 minkvar=1000 Capítulo 2: Modelagem Computacional 23 3.4.3 Transformador Os transformadores são elementos que transportam energia de um terminal a outro, este pode apresentar um ou mais enrolamentos. Além disso, este pode ser monofásico ou multifásicos, sendo assim os seus terminais possuem um conector a mais que seu número de fases. Nesse sentido, sua parametrização deve ser definida as quantidades de enrolamento, números de fases e seus elementos elétricos que correspondem aos valores de reatância e porcentagem de perdas e afins. Tabela 3: Parâmetro básicos do elemento Transformer. Parâmetro Descrição phases Números defases (modelo padrão é 3) Windings Número de enrolamento (modelo padrão é 2) XLH Reatância série em pu %loadloss Porcentagem da perda total com base na carga %noloadloss Porcentagem da perda em vazio com base na carga Wdg Enrolamento que recebe os parâmetros a seguir bus Nome da barra na qual o elemento é conectado conn Modelo de ligação (estrela ou triângulo) kV Tensão de linha no terminal kVA Potência nominal tap Tensão em pu do Tap utilizado Assim, a seguir será mostrado a maneira de parametrização do elemento Transformer, sendo este trifásico estrela-estrela aterrada, com potência nominal de 6 MVA, tensão de 13,47 kV no primário, e 4,16 kV no secundário com Taps ajustado em 1,05 pu, sendo a perda em carga nominal de 0,5% e a perda a vazio de 0,2% e reatância de curto-circuito de 6%. Vale ressaltar, que para a conexão dos seus terminais deve ser criado as barras, na qual este irá se conectar como por exemplo BarraPrimario e BarraSecundario. Além disso, para a mudança de ligação de estrela para delta é somente escrever wye no lugar de delta. Capítulo 2: Modelagem Computacional 24 Quadro 3 – Comando na interface no OpenDSS do elemento Transformer. 3.4.4 Regulador O elemento regulador é um controlador definido pelo elemento RegControl, na qual este possui a função de controlar e monitorar a tensão do enrolamento do transformador ao qual este faz deferência. Além disso, o controle desse dispositivo é alterando o Tap do primário do transformador. Tabela 4: Parâmetro do elemento RegControl. Parâmetro Descrição Transformer Nome do transformador controlado Windings Enrolamento controlado Vreg Tensão referência pratio Relação de transformação do transformador de potencial Band Valor da tensão que Ademais, no Quadro 4 é apresentado o código de regulador aplicado no secundário usado no transformador estrela-estrela aterrada. Quadro 4 - Comando na interface no OpenDSS do elemento RegControl New Transformer.trafoA xhl=6 %loadloss=0.5 %noloadloss=0.2 ~ wdg=1 bus=BarraPriamrio conn=wye kV=12.47 kVA=6000 tap=1 ~ wdg=2 bus=BarraSecundario conn=wye kV=4.16 kVA=6000 tap=1.05 New Transformer.TrafoA xhl=6 %loadloss=0.5 %noloadloss=0.2 ~ wdg=1 bus=BarraPriamrio conn=wye kV=12.47 kVA=6000 tap=1 ~ wdg=2 bus=BarraSecundario conn=wye kV=4.16 kVA=6000 tap=1.05 ~ numtap=15.0 mintap=0.90 maxtap=1.10 ~ New regcontrol.reg transformer=trafoA winding=2 ~ vreg=100 ptratio=138.0 Capítulo 2: Modelagem Computacional 25 3.4.5 Linhas As linhas são elementos que transportam energia de um ponto a outro, sendo elas modeladas utilizando o modelo π com capacitores shunt. Nesse sentido, estas são necessárias a definição da sua matriz de admitâncias nodais, sendo encontrado a partir dos dados de impedâncias sequenciais, matriz de resistência e reatância, estes parâmetros devem ser inseridos no elemento lineCode, na qual este possui a capacidade armazenar as informações incluídas e ser apenas direcionada por meio de um comando na interface do Ope DSS de maneira que as características inseridas no elemento lineCode agora são também os parâmetros da linha criada. Tabela 5: Parâmetros utilizados no elemento lineCode. Parâmetro Descrição Unidade Nphases Números de fases baseFreq Frequência base das reatâncias R1 Resistência de sequência positiva em Ω por unidade de distância Ω R0 Resistência de sequência zero em Ω por unidade de distância Ω X1 Reatância de sequência positiva em Ω por unidade de distância Ω X0 Reatância de sequência zero em Ω por unidade de distância Ω C1 Capacitância total de sequência positiva em nF por unidade de distância F C0 Capacitância total de sequência zero em nF por unidade de distância F Rmatrix Matriz de resistências da linha por unidade de distância Xmatrix Matriz de reatâncias da linha por unidade de distância units Unidade de distância Normamps Corrente nominal da linha Nesse sentido, no Quadro 5 é apresentado a parametrização do código na interface do OpenDSS referente ao elemento lineCode, com as informações de impedâncias sequenciais, matriz de resistência e reatância. Open Capítulo 2: Modelagem Computacional 26 Quadro 5 - Comando na interface no OpenDSS do elemento lineCode Além disso, agora com o elemento lineCode definido nomeado como linha4fio, é possível trazer as informações declaradas no mesmo. Ademais, abaixo está apresentado o código para parametrização necessária para criação de uma linha com as características já incluídas no lineCode. Vale ressaltar que a parametrização do elemento line a tabela 6 contempla as descrições de cada comando citado na mesma. Tabela 6: Parâmetros básicos do elemento line. Parâmetro Descrição Phases Número de fases (o padrão é 3) bus1 Nome da barra a qual o terminal 1 é conectado bus2 Nome da barra a qual o terminal 2 é conectado lineCode Contém informações declaradas da linha length Comprimento da linha Assim, para criação do elemento line à 4 fios por exemplo, deve-se atentar para as conexões das fases nas barras a qual a linha será conectada, sendo que o terminal 4 representa o cabo neutro com tensão nula, mas que não necessariamente é o terminal terra. Quadro 6 - Comando na interface no OpenDSS do elemento line 3.4.6 Carga O elemento carga é caracterizado pela sua capacidade conversão de energia e assim, possui apenas um terminal, na qual é conectado em uma barra, e para isso se faz necessário a parametrização do elemento em questão, atentando-se às seguintes características como tensão New linecode.linha4fio nphases=4 basefreq=60 units=km ~ normamps=419.0 ~ rmatrix=(0.25 / 0.06 0.25 / 0.06 0.06 0.25 / 0.06 0.06 0.06 0.25) ~ xmatrix=(0.80 / 0.54 0.80 / 0.48 0.54 0.80 / 0.43 0.43 0.42 0.80) New line.Linha4 phases=4 bus1=BarraA.1.2.3.4 bus2=BarraB.1.2.3.4 ~ linecode=Linha4fios length=0.3 Capítulo 2: Modelagem Computacional 27 nominal, potência aparente (VA), potência ativa (W), potência reativa (VAr) e o fator de potência. Assim, na Tabela 7 está apresentado os parâmetros básicos para modelagem das cargas, é importante salientar que o comando model traz uma representação da seguinte forma, no OpenDSS de 1 a 5 faz referência há um tipo de configuração para o fluxo de potência que o software simula. Tabela 7: Parâmetros básicos do elemento load. Parâmetro Descrição Phases Número de fases bus1 Nome da barra a qual o terminal 1 é conectado kV Tensão nominal kVA Potência aparente nominal kW Potência ativa nominal kvar Potência reativa nominal FP Fator de potência Daily Nome da curva de carga associada model Característica para simulação da carga conn Conexão de ligação (estrela ou triângulo) Ademais, abaixo está apresentado o modelo de parametrização de uma carga trifásica conectada em estrala aterrada. Quadro 7 - Comando na interface no OpenDSS do elemento load. 3.4.7 Modelagem do Sistema Fotovoltaico (PVSystem) Na Figura 13 apresenta um diagrama esquemático do sistema fotovoltaico modelado pelo software OpenDSS. Nesse sentido, essa presente versão do programa relaciona o gerador fotovoltaico e o inversor para realizar simulações em intervalos de tempo maior ou igual a 1 segundo. Assim, o inversor é capaz de encontrar o valor máximo de potência do painel New load.CaragaA phases=3 bus1=BarraA.1.2.3.4 ~ kV=0.38 kW=30 kvar=18 conn=wye Capítulo 2: Modelagem Computacional 28 fotovoltaico, desse modo esse conceito deve ser adequado para a maioria dos estudos referente as conexões em rede de distribuição (RADATZ, 2015). Figura 13: Diagrama de blocos do sistema fotovoltaico modelado pelo Open DSS. Fonte: RADATZ, 2015, pág. 106. O sistema fotovoltaico, conforme subseção 2.4.1.4 se caracteriza como sendo um elemento de conversão de energia,