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DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Trabalho de Biologia sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis: causas e formas de transmissão (sexo sem camisinha, mãe-bebê, sangue/seringas), riscos e complicações, descrição de várias DST (HIV/Aids, HPV, sífilis, gonorreia, clamídia, herpes, tricomoníase) e sintomas.

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E.E. DEP. SHIRO KYONO 
 
 
 
 
 
 
MARIA S. SANTOS VIEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DE BIOLOGIA 
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2022 
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) 
 
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são causadas por vários tipos de 
agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de 
camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por 
meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. 
Algumas DST são de fácil tratamento e de rápida resolução. Outras, contudo, têm 
tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, apesar da sensação de melhora 
relatada pelos pacientes. As mulheres, em especial, devem ser bastante 
cuidadosas, já que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das 
reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher consultas 
periódicas ao médico. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a 
tempo, podem evoluir para complicações graves e até a morte. Algumas DST 
também podem ser transmitidas da mãe infectada para o bebê durante a gravidez 
ou durante o parto. Podem provocar, assim, a interrupção espontânea da gravidez 
ou causar graves lesões ao feto, outras podem também ser transmitidas por 
transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de seringas e agulhas, 
principalmente no uso de drogas injetáveis. 
 
Tipos de DST: 
• Aids: causada pela infecção do organismo humano pelo HIV (vírus da 
imunodeficiência adquirida). O HIV compromete o funcionamento do sistema 
imunológico humano, impedindo-o de executar adequadamente sua função 
de proteger o organismo contra as agressões externas, tais como: bactérias, 
outros vírus, parasitas e células cancerígenas; 
• Cancro mole: também chamada de cancro venéreo, popularmente é 
conhecida como cavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base 
mole; 
• Condiloma acuminado ou HPV: é uma lesão na região genital, causada pelo 
Papilomavirus Humano (HPV). A doença é também conhecida como crista de 
galo, figueira ou cavalo de crista; 
• Gonorréia: é a mais comum das DST. Também é conhecida pelo nome de 
blenorragia, pingadeira, esquentamento. Nas mulheres, essa doença atinge 
principalmente o colo do útero; 
• Clamídia: também é uma DST muito comum e apresenta sintomas parecidos 
com os da gonorréia, como, por exemplo, corrimento parecido com clara de 
ovo no canal da urina e dor ao urinar. As mulheres contaminadas pela 
clamídia podem não apresentar nenhum sintoma da doença, mas a infecção 
pode atingir o útero e as trompas, provocando uma grave infecção. Nesses 
casos, pode haver complicações como dor durante as relações sexuais, 
gravidez nas trompas (fora do útero), parto prematuro e até esterilidade; 
• Herpes: manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente 
na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e 
causam coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, 
causando uma ferida; 
• Linfogranuloma venéreo: caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão 
genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma 
ferida ou como uma elevação da pele. Após a cura da lesão primária surge 
um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas. Se esse inchaço não 
for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação 
de feridas que drenam pus; 
• Sífilis: manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos 
sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas. A ferida e as 
ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Após um 
certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa 
impressão de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar 
no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas 
palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do 
coração, paralisias; 
• Tricomoníase: os sintomas são, principalmente, corrimento amarelo-
esverdeado, com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para 
urinar e coceira nos órgãos sexuais. Na mulher, a doença pode também se 
localizar em partes internas do corpo, como o colo do útero. A maioria dos 
homens não apresenta sintomas. Quando isso ocorre, consiste em uma 
irritação na ponta do pênis. 
 
 
Sintomas: 
As DST’s podem apresentar sintomas diferentes por sua grande variedade de atores 
patológicos. Veja os sintomas que podem caracterizar algumas delas: 
• Gonorreia, clamídia e tricomoníase: corrimento (branco, cinza ou amarelado), 
coceira, dor ao urinar, dor durante o ato sexual e odor forte. 
• Gonorreia, clamídia, tricomoníase, micoplasma e ureoplasma: corrimento 
(amarelado ou claro), odor forte, coceira e dor ao urinar. 
• Sífilis, cancro mole, herpes genital, donovanose, linfogranuloma venéreo: 
feridas na região genital que podem causar dor, bolhas e às vezes ínguas na 
virilha. 
• Gonorreia, clamídia e infecção por outras bactérias: dor abaixo do ventre e 
durante a relação sexual. 
• HPV: verrugas genitais. 
 
Fatores de Risco: 
O maior fator de risco é o contato sexual promíscuo sem proteção, que é 
caracterizado por pessoas que tiveram mais que quatro parceiros no último ano e 
não fizeram uso de preservativo. 
Gestantes contaminadas também oferecem risco de transmitir a doença ao feto. 
Para algumas delas, como a AIDS, é possível receber um coquetel que inibe o 
contágio do feto com o vírus, além de passar pelo parto cesariana para evitar o 
contato com o sangue contaminado. 
 
Prevenção: 
A forma mais eficaz e segura de prevenção contra as DST é o uso do preservativo. 
Existe no mercado modelos femininos e masculinos que, se utilizados de forma 
correta e durante todo o ato sexual, podem assegurar a não-contaminação. Para 
quem acredita ter contraído o vírus, também é possível consumir um coquetel em 
até 72 horas após a exposição. 
É importante lembrar que 97% dos jovens afirmam conhecer o uso do preservativo 
na prevenção da AIDS e das outras DST, segundo o Ministério da Saúde, mas 
apenas 61% deles usaram a proteção na primeira relação sexual, ficando exposto a 
todos os vírus, bactérias e parasitas. Outros métodos utilizados para evitar a 
gestação indesejada como a pílula anticoncepcional não são eficazes para 
prevenção de doenças. 
Algumas doenças também podem ser prevenidas através de vacinas, como o HPV, 
que é responsável por grande parte das verrugas genitais e o câncer do colo do 
útero. Neste caso, para maior eficiência a vacinação deve ocorrer em meninas ainda 
jovens, que não iniciaram a vida sexual. 
 
Diagnóstico: 
Para identificar a presença de bactérias, vírus ou parasitas são feitos exames de 
sangue que podem ser repetidos para a confirmação do diagnóstico. A avaliação 
médica para identificação de alguns sintomas também pode indicar a presença 
desses agentes. 
 
Tratamento: 
Pela diversidade de doenças e sintomas, os tratamentos são muitos diversificados. 
Alguns são apenas de controle e não possuem cura. 
Em geral, as indicações médicas são de antibióticos ingeridos via oral e exames 
para acompanhamento da evolução da doença. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão 
 
As DSTs estão ainda longe de serem controladas. Como em muitas outras doenças, 
a prevenção continua sendo a melhor abordagem e campanhas educacionais junto 
aos grupos de maior risco - especialmente jovens - constituem uma excelente 
ferramenta neste sentido. Na falha da prevenção, deve-se enfatizar a necessidade 
de estabelecer o diagnóstico precocemente, tratando o doente e contactante(s). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
https://bvsms.saude.gov.br/doencas-sexualmente-transmissiveis-dst/ 
https://ladoaladopelavida.org.br/disease/doencas-sexualmente-transmissiveis-dst/

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