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Aula 06
UFC (Assistente em Administração) Bizu
Estratégico - 2024 (Pós-Edital)
Autor:
Elizabeth Menezes de Pinho Alves,
Glauber Peixoto Macedo Bueno,
Leonardo Mathias, Paulo Júnior,
Talita Corrêa do Nascimento, Hayk
Carvalho Silva, Eduardo Furtado
Gonçalves, Aline Cristine
Rodrigues de Andrade, Marcelo
Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo
Junior
31 de Outubro de 2024
01260021009 - Marlon Moreira da Rosa Nunes
 
 1 
 
BIZU ESTRATÉGIGO DE ADMINISTRAÇÃO DE 
MATERIAIS – UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - 
UFC 
 
Olá, prezado aluno. Tudo certo? 
Neste material, traremos uma seleção de bizus da disciplina de Administração de 
Materiais para o concurso da Universidade Federal do Ceará. 
O objetivo é proporcionar uma revisão rápida e de alta qualidade aos alunos por meio 
de tópicos que possuem as maiores chances de incidência em prova. 
Todos os bizus destinam-se a alunos que já estejam na fase bem final de revisão (que já 
estudaram bastante o conteúdo teórico da disciplina e, nos últimos dias, precisam revisar por 
algum material bem curto e objetivo). 
Esse bizu foi confeccionado tomando-se como base os livros digitais elaborados pelo 
Professor Ricardo Campanario, revisados e atualizados pela Equipe de Administração do 
Estratégia Concursos. 
 
 
Talita Corrêa do Nascimento Leonardo Mathias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Glauber Peixoto Macedo Bueno, Leonardo Mathias, Paulo Júnior, Talita Corrêa do Nascimento, Hayk Carvalho Silva, Eduardo Furtado Gonçalves, Aline Cristine Rodrigues de Andrade, Marcelo Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo Junior
Aula 06
UFC (Assistente em Administração) Bizu Estratégico - 2024 (Pós-Edital)
www.estrategiaconcursos.com.br
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 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresentação 
 
Olá, caro concurseiro, antes de tudo, gostaria de me apresentar. Meu nome é Talita Corrêa 
do Nascimento, tenho 34 anos e sou natural de São Bernardo do Campo/SP. Sou graduada em 
Administração pela Universidade Metodista de São Paulo e Pós-Graduada em Gestão 
Governamental, Direito Administrativo e Constitucional. 
Minha carreira de concurseira começou muito cedo, sempre tive em mente que para 
alcançar meus objetivos pessoais e profissionais, a iniciativa pública me ofereceria o melhor 
caminho. Assim, aos 19 anos ingressei no meu primeiro emprego: funcionária concursada do 
Banco do Brasil, onde permaneci por 5 anos. Em seguida, exerci o cargo de Analista de 
Planejamento na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos de São Paulo (CPTM), também fui 
aprovada e nomeada no cargo de Analista de Planejamento e Orçamento da Secretaria da 
Fazenda do Estado de São Paulo, mas não cheguei a tomar posse pois assumi no cargo de 
Auditora de Controle Externo no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). 
Atualmente, exerço o cargo de Chefe Técnica de Fiscalização no TCE-SP, casa onde estou 
há 10 anos e a qual tenho muito orgulho. 
Serei a responsável pelo Bizu de Administração de Materiais e, com ele, pretendo 
abordar os tópicos mais cobrados nessa disciplina, de maneira concisa e objetiva, por meio de 
uma linguagem bem clara! 
Espero que gostem! 
Um grande abraço e bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Glauber Peixoto Macedo Bueno, Leonardo Mathias, Paulo Júnior, Talita Corrêa do Nascimento, Hayk Carvalho Silva, Eduardo Furtado Gonçalves, Aline Cristine Rodrigues de Andrade, Marcelo Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo Junior
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 3 
 
 
 
ANÁLISE ESTATÍSTICA 
 
Pessoal, segue abaixo uma análise estatística dos assuntos mais exigidos na área de 
Universidades, no âmbito da disciplina de Administração de Materiais. 
 
Assunto % de cobrança 
Armazenagem e Movimentação 41,81% 
Conceito de Estoques 26,72% 
Gestão de estoques 12,93% 
• Análise realizada em provas, aplicadas entre os anos de 2015 e 2024.	
	
Com essa análise, podemos verificar quais são os temas mais exigidos e, através disso, 
focaremos nos principais pontos em nossa revisão! 
 
Administração de Materiais 
Assunto Bizus Caderno de Questões 
Conceitos de Estoques. 1 
http://questo.es/66u6c4 
Gestão de Estoques. 2 
Armazenagem e Movimentação 3 http://questo.es/ja1cl9 
Em razão da indisponibilidade de questões da banca FCPC acerca da matéria, complementamos os cadernos 
com questões de outras grandes organizadoras. 
 
 
 
 
 
 
 
Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Glauber Peixoto Macedo Bueno, Leonardo Mathias, Paulo Júnior, Talita Corrêa do Nascimento, Hayk Carvalho Silva, Eduardo Furtado Gonçalves, Aline Cristine Rodrigues de Andrade, Marcelo Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo Junior
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 4 
 
 
 
1. Conceitos de Estoques 
 
Conceitos e Importância dos Estoques 
O alcance do termo Estoque é bastante amplo. Considerado uma das funções do sistema de 
administração de materiais, o gerenciamento de Estoques reflete de forma quantitativa o 
resultado obtido pela empresa ao longo de seu exercício financeiro. 
A organização tenderá sempre a manter em níveis economicamente satisfatórios o 
atendimento de suas demandas de materiais. Isso se dá por meio do planejamento e da gestão 
de seus Estoques configurando, sem dúvida, um dos maiores objetivos de qualquer instituição. 
Marketing, Vendas e, sobretudo, a área Operacional (fábrica) vão querer sempre estoques mais 
altos para honrar suas metas internas ou com clientes. Porém, estoque além da conta gera 
desperdício, custo adicional e impacta negativamente a rentabilidade. 
Por outro lado, a área Financeira sempre vai recomendar estoques mais baixos. Porém, estoque 
menor do que o necessário pode acabar e parar a produção ou a prestação do serviço, gerando 
impacto imediato na receita (vendas) e, de novo, na lucratividade. 
Veja que o gestor do processo deverá buscar sempre o ponto ótimo entre esses dois extremos 
e daí surge o conceito do "efeito lubrificante" dos Estoques, ou seja, não permitir que os 
diferentes interesses entrem em atrito. 
 
 
 
TOME
NOTA!
Materiais, mercadorias ou produtos acumulados para utilizagao posterior, de modo a
permitir 0 atendimento regular das necessidades dos usuarios para a continuidade das
atividades da empresa, sendo 0 estoque gerado, consequentemente, pela
impossibilidade de prever-se a demanda com exatidao.
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 5 
 
Funções do Estoque 
O chamado efeito lubrificante dos estoques é responsável por minimizar os conflitos entre as 
áreas de vendas e de planejamento e programação da produção. A existência do estoque 
permite que a empresa continue operando em situações nas quais, por exemplo, a área de 
vendas comercializou mais do que o esperado ou, por qualquer razão, o planejamento da 
produção não deu conta do volume necessário de material para que a produção continuasse 
a todo vapor. 
Quanto maior o estoque, maior será o comprometimento e a responsabilidade de cada um 
dos departamentos envolvidos. Nesse contexto, a área financeira estará sempre buscando 
minimizar os investimentos em estoques, tendo esta ação como uma de suas metas prioritárias, 
muitas vezes se opondoaos objetivos de outros departamentos como vendas, marketing e 
produção, que sempre optarão por estoques mais altos com o intuito de garantir - com a 
máxima segurança possível - a continuidade do processo produtivo. 
Uma das maiores funções do processo de gestão de estoques portanto, será otimizar esse 
investimento, maximizando o uso dos recursos financeiros e reduzindo as necessidades do 
capital investido. 
 
 
 
Previsão de Estoques 
Toda a previsão de estoques é dirigida pela previsão do consumo do material. Essa previsão 
de consumo ou da demanda estabelece estimativas futuras dos produtos acabados, 
comercializados ou vendidos. 
O consumo é a quantidade de material requerido para o atendimento das necessidades de 
produção e de comercialização, relacionada a determinada unidade de tempo. Dessa forma, 
conforme o ritmo em que se processa a utilização, pode-se classificar o consumo das seguintes 
formas: 
ESTA CAI NA
PROVA!
C) N|'ve| de Sewigo apontaré qua| 0 % de pedidos seréi satisratoriamente atendido
clentro do tota| de pedidos recebidos, seja por +:|ier1tes internos ou externos.
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 6 
 
Consumo regular 
Um dos modelos de consumo regular é também conhecido por modelo de evolução horizontal 
do consumo. Sua principal característica é a utilização constante de materiais em quantidades 
significativas e com pequena variação ente sucessivos intervalos de tempo constantes. Possui 
tendência constante (não varia de forma uniforme nem para cima e nem para baixo). 
 
 
Consumo regular sujeito a tendências 
 
 
Consumo irregular 
O consumo irregular tem por característica a utilização de materiais em quantidades aleatórias, 
por meio de grande variação entre sucessivos intervalos de tempo. 
Consumo
lun.)
50
Consumo
cunpuonnannunun 1 an nu-nu IIOIOII IIIII n nun-pccooonpcnnnn n n n nu-nnacooou IIIIIII n II u-nuuqqmtivo
Consume
- .. ........-.._.................................91"éd1°
' "I 1' T 1 I T 1' '1 ' I 1 1 T P
0 1 2 3 4 5 6 T B 9 10 11 12
Tempo
(perlodo)
Consumo
(un .)
50
Consumo
afetivo
Consume
médio
i 1 1 I 1 i 1 1 + + i 1 P
012 3 4 56 T 8 9101112
Tempo
(periodo)
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 7 
 
 
Consumo sazonal 
Neste padrão, que é repetitivo, o consumo apresenta intervalos de considerável elevação em 
alguns períodos do ano (exemplos: consumo/vendas de sorvetes e aparelho de ar-
condicionado no verão ou de cobertores e antigripais no inverno). 
 
Previsão da Demanda 
Em geral as previsões de consumo de materiais podem ser feitas de três modos: a projeção, a 
explicação e a predileção. Vamos ver cada uma delas: 
Projeção: a quantidade consumida no passado ou as tendências passadas permanecerão as 
mesmas, ou seja, se o volume consumido cresceu 10% nos últimos 12 meses, projeta-se que 
para os próximos 12 meses crescerá novamente 10%. Nesse caso a técnica é essencialmente 
quantitativa. 
Explicação: acrescentam-se fatores diversos ao consumo real. Exemplos: variações do PIB, do 
salário-mínimo, taxas de crescimento ou desemprego etc. Usa técnicas quantitativas no cálculo 
da demanda, inclusive recursos como regressão e correlação. 
1
K 1
V Li
Consume Consumo
(“"15"/. ..................................................................... _ °'°”"°
Cunsumo
5° médio
| | r | I r | | | 1 I 1 P
Tempo
{pari0d0)
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Predileção: emprego de técnicas qualitativas como a opinião de funcionários, especialistas, 
analistas ou consultores. Com base nessas percepções de mercados e de tendências faz-se o 
cálculo da demanda. 
Técnicas Quantitativas de previsão da demanda 
Método do último período: Modelo mais simples, consiste em utilizar como previsão para o 
período seguinte o valor ocorrido no período anterior. Dessa forma os valores anteriores e os 
valores previstos serão rigorosamente os mesmos, repetidos em diferentes períodos. 
Método da média móvel: Extensão do método anterior em que a previsão do período é 
obtida calculando-se a média dos valores consumidos nos "n" períodos anteriores. 
Quando o consumo tem tendência crescente, o modelo tende a estimar valores inferiores ao 
real e, ao contrário, quando a tendência é decrescente, é comum o modelo estimar valores 
maiores do que os que de fato irão ocorrer. 
Método da média móvel ponderada: Neste método (que é uma variação do método anterior), 
os valores dos períodos mais próximos recebem peso maior que os valores correspondentes 
aos períodos mais antigos, justamente para tentar compensar os desvios que são comumente 
gerados pelo método anterior, não ponderado (superestima quando a tendência é de retração 
e subestima quando a tendência é de crescimento). 
 
Níveis de Estoques 
Os níveis de estoque são costumeiramente representados pela chamada curva "dente de 
serra". 
Nesse tipo de representação temos todas as informações sobre a movimentação dos materiais 
em estoque (tanto entradas como saídas). No gráfico, o eixo X (abcissa) representa o tempo 
transcorrido e o eixo Y (ordenada) representa a quantidade (volume) do estoque observado. 
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Perceba que no gráfico "dente de serra" acima, no início da leitura o estoque disponível é de 
140 unidades. Esse estoque vai sendo consumido até o mês de junho, quando chega a zero, 
momento em que acontece a reposição, elevando novamente o estoque ao volume de 140 
unidades que, novamente, são consumidas ao longo do semestre, atingindo o nível mínimo 
novamente, em dezembro. 
Importante notar que, ao longo de todos os meses, o consumo dos estoques se comportou de 
maneira absolutamente uniforme e a reposição aconteceu exatamente no momento em que o 
nível de estoques estava zerado. 
Para que isso tudo aconteça é necessário que não exista alteração da tendência de consumo 
ao longo do tempo, não existam falhas na colocação do pedido de compra e na entrega e o 
material entregue seja sempre 100% aceito, ou seja, sem problemas de qualidade. 
 
 
 
 
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Note que no cenário acima, com o esgotamento dos estoques no mês de junho e sua não 
reposição imediata (pelos fatores que podem ser os acima listados como falha na colocação 
do pedido, problemas de qualidade ou prazo de entrega dos fornecedores), não foi possível 
atender a demanda por 80 unidades do material, até o mês de setembro quando, finalmente, 
houve a reposição dos estoques e os materiais voltaram a ser consumidos. 
O maior objetivo de um sistema de gestão de estoques é justamente impedir ocorrências como 
estas, não permitindo que a ruptura aconteça deixando os clientes desabastecidos. 
Para isso, o que se costuma fazer é determinar um ponto a partir do qual o pedido de compra 
deve ser colocado, preservando ainda um "pedaço" do estoque, justamente para suportar 
atrasos na entrega ou problemas na qualidade do material recebido, minimizando a chance de 
o estoque chegar a zero e termos a paralisação da atividade produtiva. Veja abaixo como 
representar esse mecanismo: 
 
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\
\
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Perceba que agora a reposição dos estoques é prevista para momento em que ainda existem 
20 unidades em estoque. Dessa forma, mesmo que haja algum nível de atraso ou problema 
com a qualidade do material entregue, essas 20 unidades seriam capazes de suportar essa 
variação "inesperada" e poderiam suprir a atividade produtiva até que o novo material fosse 
entregue. 
Esse é o chamado estoque mínimo, ou estoque de segurança. Esse estoque ficará a maior 
parte do tempo parado e sem ser utilizado, portanto é crítico determinar qual o nível 
realmente necessário e suficiente, com o objetivo de reduzir todos os custos relativos à sua 
manutenção como armazenagem, seguros, imobilização do capital, etc. 
 
Ponto do Pedido 
Bem, para o cálculo do chamado ponto do pedido, deve-se saber qual o tempo de reposição 
esperado, que nada mais é do que todo o tempo percorrido entre a conclusão de que o 
estoque precisa ser reposto até sua efetiva disponibilização no almoxarifado da empresa. 
Esse intervalo de tempo é composto por três grandes atividades que você precisa conhecer: 
 
 
O cálculo do ponto do pedido é feito somando-se ao estoque mínimo desejado, o consumo 
esperado ao longo do tempo de reposição do material. Veja a seguir: 
Q
TOME
NOTA!
Emissao do Peclido: tempo percorrido desde a emissao do pediclo até e|e chegar
ao1cornecedor.
Preparagao do Pedido: tempo percorriclo para a 1cabrica-gao e separagao dos
proclutos, emissao do 1aturamento e preparagéio para que fiquem em condigées
cle serem transportados até o I > - - .
fi ll
E". |||-|||%||||||||||||’-
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1'
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ESTOQUE VIRTUAL (EV) 
É o estoque real acrescido das quantidades de encomendas em andamento, sejam os 
fornecimentos em atraso, os dentro do prazo, mas ainda não entregues e os entregues, porém 
ainda em inspeção. 
ESTOQUE MÁXIMO 
É a quantidade máxima de estoque permitida para o material. Pode ser atingida pelo estoque 
virtual, quando da emissão de um pedido de compra. A finalidade principal do estoque 
máximo é indicar a quantidade de ressuprimento, por meio da análise do estoque virtual. 
ESTOQUE DE SEGURANÇA (OU MÍNIMO) 
Quantidade mínima possível capaz de suportar um tempo de ressuprimento (ou tempo de 
reposição) superior ao programado ou um consumo desproporcional (aumento inesperado da 
demanda, por exemplo). Ao ser atingido pelo estoque em declínio, indica condição crítica do 
estoque real e exige ação imediata para impedir a ruptura. Também é denominado estoque 
de armazenamento, intermediário, de reserva, isolador, de regulação ou de flutuação. 
Seu volume é calculado em função do nível de atendimento fixado pela empresa, em função 
da importância operacional e do valor do material em questão, além dos desvios entre os 
consumos estimados e realizados e o prazo médio de reposição. 
ESTOQUE DE ANTECIPAÇÃO 
São criados antecipando-se uma demanda futura como, por exemplo, uma época de pico de 
vendas (sazonalidade), um programa de promoções, férias coletivas ou ameaça de greve etc. 
Procuram auxiliar o nivelamento da produção. 
ESTOQUE DE TAMANHO DO LOTE 
Composto por itens comprados ou fabricados em quantidades maiores que o necessário. 
Ocorre pela busca de vantagens em função dos descontos de volume e redução de despesas 
como transporte e outras relacionadas. Também é chamado de estoque de ciclo. 
ESTOQUE DE TRANSPORTE 
Existem pela necessidade de se transportar itens de um local ao outro, por exemplo, da fábrica 
ao centro de distribuição ou mesmo a um cliente. Chamados também de estoque de tubulação 
ou estoque de movimento ou estoque em trânsito. Não depende do volume, mas sim do 
tempo de trânsito. Única forma de diminuí-lo é reduzir o tempo de trânsito. 
ESTOQUE HEDGE 
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Envolve produtos que possam sofrer bruscas variações de preço de acordo com a oferta e 
demanda mundiais. Para se precaver em relação à flutuação de preços (aumento) a organização 
pode antecipar as compras de determinado material adquirindo o chamado estoque hedge. 
 
Custos dos Estoques 
CUSTOS DE ARMAZENAMENTO 
Em relação aos custos de armazenamento, eles são proporcionais a quantidade e ao tempo 
que um material permanece em estoque. Em linhas gerais podem ser agrupados nas seguintes 
modalidades: 
 Custos de capital(juros e depreciação) 
 Custos com pessoal (salários, encargos sociais) 
 Custos com edificação (aluguéis, impostos, luz, conservação) 
 Custos de manutenção (deterioração, obsolescência, equipamento) 
Podemos concluir, portanto, que o custo de armazenagem é composto de uma parte fixa 
(independe do volume) e outra variável (diretamente dependente do volume armazenado) e é 
a soma de custos de capital, seguros, transportes, obsolescências e despesas diversas. 
CUSTOS DE PEDIDOS 
O custo do pedido restringe-se basicamente a atividade de compra. Refere-se aos recursos 
necessários para a efetivação da compra como as pessoas envolvidas, os papéis e materiais, 
as viagens, os contatos telefônicos e todos os demais custos relacionados à transação de 
aquisição dos materiais. 
O total das despesas que compõem o custo total de pedidos é: 
 Mão de obra: para emissão e processamento 
 Material: utilizado na confecção do pedido (formulários, envelopes, impressora etc.) 
 Custos indiretos: despesas ligadas indiretamente ao pedido (telefone, energia, 
departamento de compras etc.) 
CUSTOS DE FALTA DE ESTOQUE 
Por outro lado, temos os custos da falta de estoque. Este é muito mais um custo de 
oportunidade. São componentes de custo que não podem ser calculados com grande 
precisão, mas que ocorrem quando um pedido atrasa ou não pode ser entregue pelo 
fornecedor. 
iiiiiii
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 15 
 
Um exemplo podem ser os custos para a organização em não atender uma demanda do 
mercado por máscaras que evitam o contágio de certas moléstias no momento de uma 
epidemia. 
Se a organização não tinha o produto em estoque naquele momento, perdeu a oportunidade. 
Até que ela realize o pedido, o produto seja fabricado no volume desejado e entregue, os 
concorrentes já abasteceram os clientes e consumidores e a oportunidade de receita foi 
perdida. 
Os custos de falta de estoques ou de ruptura podem ocorrer nas seguintes ocasiões: 
 Lucros cessantes: incapacidade de fornecimento e perda de lucros em função do 
cancelamento de pedidos. 
 Custeios adicionais: resultado de fornecimentos em substituição com material de 
terceiros. 
 Custeios do não cumprimento de prazos: multas, bloqueios de reajustes etc. 
 Quebra da imagem: impacto na relação, no posicionamento e na imagem construída 
pela empresa por sua atuação e performance 
 
2. Gestão de Estoques 
 
Sistemas de Controle de Estoques 
 
SISTEMA DE REPOSIÇÃO CONTÍNUA 
A principal característica do sistema de reposição contínua é que o estoque é reposto quando 
um nível pré-determinado de estoque é atingido. É um sistema de gatilho que dispara ao se 
chegar a um mínimo estipulado. Ele ainda se divide em dois métodos: sistema de "duas 
gavetas" e de máximos e mínimos. 
Sistema de "duas gavetas" ou de reposição por quantidade: pode ser considerado o sistema 
mais simples de reposição de estoques e, por isso, é recomendado para os itens da Classe C. 
Nesse sistema temos em uma gaveta (caixa ou qualquer outro compartimento) um nível de 
estoque para suprir o abastecimento durante o período 
combinado. Tão logo esse material se esgote a primeira gaveta é abastecida com materiais 
provenientes da segunda gaveta, que armazena todo o volume estocado do item e é disparado 
-L
1|»
1|»
1|»
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um pedido de reposição. Indicado para pequenos comércios varejistas, reduz ao máximo o 
processo burocrático de reposição de material. 
Sistema de máximos e mínimos (também chamado de sistema de quantidades fixas): nessa 
metodologia o sistema de reposição é automático. Tem-se um volume de estoques mais um 
estoque de segurança. Tão logo o nível de segurança é atingido deve ser recebido um novo 
lote de material, evitando o consumo do estoque mínimo (ou de segurança). A data correta de 
compra para que se verifique essa situação é o ponto do pedido. Esse volume de segurança 
serve como um colchão e suporta as demandas da organização enquanto a nova remessa de 
material não é entregue. Abrange os itens das classes A, B e C, é razoavelmente automatizado 
e permite a utilização da metodologia do Lote Econômico de Compras. 
SISTEMAS DE REVISÕES PERIÓDICAS 
No sistema de revisão periódica teoricamente não há preocupação com o estoque mínimo 
para a definição do momento da compra e por isso ele também é conhecido como sistema de 
estoque máximo. Nesse sistema o material é reposto periodicamente em ciclos iguais de 
tempos e na quantidade que será demandada no período seguinte. 
O processo de reabastecimento é feito em períodos pré-estabelecidos, independentemente 
do nível em que se encontra. A cada período é checado o volume faltante para se atingir o 
estoque máximo (demanda prevista para o período seguinte) e esse volume é completado. 
Note que o volume adquirido a cada período fixo de abastecimento deve variar, porém, o seu 
limite é sempre o mesmo, fixado pela demanda aguardada para o período seguinte. 
MRP 
O MRP é um dos sistemas de planejamento e controle de materiais mais usados atualmente. 
É um sistema que estabelece uma série de procedimentos, regras e critérios de modo a atender 
as necessidades de produção numa sequência de tempo logicamente determinada para cada 
item componente do produto final. 
O sistema é capaz de planejar diferentes necessidades de materiais a cada alteração sofrida 
pelo programa de produção, pelos registros de inventários ou mesmo pela composição de 
produtos acabados. Pode ser considerado um sistema que se propõe a definir as quantidades 
necessárias e o tempo exato para utilização dos materiais na fabricação dos respectivos 
produtos finais. 
O processo inicia-se pela informação de quando e, especialmente quanto, o usuário pretende 
consumir. Com base nessa informação o sistema espalha os dados para cada um dos itens 
componentes do produto final e o processamento é iniciado. 
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 17 
 
O principal elemento do MRP é o seu Programa Mestre de Produção (ou PMP). Este programa 
baseia-se na carteira de pedidos dos clientes e nas previsões de demanda. É responsável por 
orientar todo o sistema MRP, trazendo todas as informações sobre o produto final. O horizonte 
de planejamento do sistema gira em torno de um ano, geralmente dividido em semanas. 
O MRP é tipicamente um método de "empurrar" os estoques, ou seja, programa a produção, 
independente de sua comercialização prévia. 
Vantagens 
 
Limitações 
 
Inventários 
 
Tipos de inventário 
manutongao do nivois razoavois do ostoquos do soguranga
minimizagao ou o|iminarob|ornas ao |ongo do procosso
programagéio do produoao basoada na proviséio do vondas ou domanda roa|
adoquagéo s produgao por |otos
— a|tos progos do sofiwaro o do troinamonto nocossario— néo incorporagao dos oustos do podidos o transportos quo tondom a croscor
corn a diminuigao rnodia dos ostoquos [|otos rnonoros, rnais podidos}
— pouca sonsibi|idado as variagoos do domanda no ourto prazo
— oornp|oxidao|o na oporagao do sistorna
OiliiiilOIiiiiliiiiliiiiiiii‘OilOI‘iiiii‘Oiliiiiiiii‘OiliiiiiiiiiilllliOiiiiiiilllifiiiiiiiOIOIOOOiiiiiililfiiiiiiiiiiiIOU‘iiiOOOIOIOOOOOQOOOIOIUUOOO‘F
Elnventario fisico é o instrumento do contro|o para a verificaoao dos sa|dos do
‘I
m;--.-“--
I'D mstoquos nos almoxarifados e dopositos, e dos oquipamontos e materiai
porrnanontos, orn uso no orgéio ou ontidado, quo iré permitir, dontro outros:
) 0 ajuste dos dados escriturais do saldos e movimentaooes dos estoques com
a|do fisico roa| nas insta|a~;€>os do armazonagem;
O
b) a ana iso do dosemponho das atividados do encarregado do a|moxari1tad
través dos resultados obtidos no |o\/antamento fisico;
O
OJ
o |ovantarnor1to da situagao dos rnatoriais ostocados no tocanto
anearnento dos ostoques;
...w ‘El
nuO
Ed) o |ovantamonto da situagao dos oquiparnontos o rnatoriais pormanontos o
so e das suas necossidados de rnanutengao e roparos; o
.....E...
3
o) a constatagéo do uo o bom move| néo é nocossario na ue a unidade|-
I I
I’-"nu"Q-1--u--------n-u-"nu" unu-n-1"1-nu"-1"1--"-H---H--|"-"nun"|-"|-nu-u-|-""|-n "-"---u-nu--nu-"--"-"-"nun"
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==1519f8==
 
 18 
 
Anual ou Geral (chamado também de balanço geral): processo longo, geralmente efetuado 
uma vez ao ano e no qual todos os itens são contados de uma única vez. Em seguida são 
efetuadas as comparações com os sistemas gerenciais e contábeis da organização. 
Rotativo: nesta modalidade alguns itens (os mais significativos, que representam os maiores 
valores de estoque e são estratégicos e imprescindíveis para a produção) são inventariados 
mais de uma vez por ano ou sempre que necessário. Não exigem a completa paralisação da 
área inventariada. 
Para a Instrução Normativa 205/1988, temos cinco tipos de inventários (e essa classificação as 
vezes é cobrada pelas bancas, fique atento!): 
 anual - destinado a comprovar a quantidade e o valor dos bens patrimoniais do acervo 
de cada unidade gestora, existente em 31 de dezembro de cada exercício - constituído 
do inventário anterior e das variações patrimoniais ocorridas durante o exercício. 
 inicial - realizado quando da criação de uma unidade gestora, para identificação e 
registro dos bens sob sua responsabilidade; 
 de transferência de responsabilidade - realizado quando da mudança do dirigente de 
uma unidade gestora; 
 de extinção ou transformação - realizado quando da extinção ou transformação da 
unidade gestora; 
 eventual - realizado em qualquer época, por iniciativa do dirigente da unidade gestora 
ou por iniciativa do órgão fiscalizador. 
 
Ficha de Controle de Estoque 
O fichário de estoque – também denominado banco de dados sobre materiais – é um conjunto 
de documentos e informações que servem para informar, analisar e controlar os estoques de 
materiais. 
O elemento chave desse sistema manual, ou sistema Kardex - como é normalmente chamado 
-, é a ficha ou cartão de registro de estoques, que compõem um fichário de estoques. 
O fichário de estoque é composto por um conjunto de fichas de estoque ou planilhas de 
estoque. Cada empresa define o tipo de ficha de estoque mais apropriado as suas 
necessidades e ao grua de sofisticação pretendido em seu processamento. 
 
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Indicadores de Estoques 
Indicadores de estoques são ferramentas gerenciais muito usadas e que permitem ao gestor 
controlar os volumes e as performances dos estoques. 
As mais conhecidas e cobradas em provas são o Giro de Estoques, a Cobertura de Estoques e 
o Estoque Médio 
 
O Giro de Estoque (ou Rotatividade) é uma relação existente entre o consumo anual e o 
estoque médio do produto. Pode ser calculado pela fórmula: 
 
Antigiro ou Cobertura 
Enquanto o Giro indica quantas vezes o estoque rodou no ano, o Antigiro indica quantos meses 
de consumo equivalem ao estoque real ou ao estoque médio. A taxa de cobertura pode ser 
calculada pela fórmula: 
 
Estoque Médio 
O Estoque Médio é um parâmetro útil que resume as transações de entradas e saídas de 
determinado item de estoque. Pode ser calculado pela seguinte fórmula: 
 
Avaliação dos Estoques 
 
Custo Médio 
Esta é a forma mais frequente de avaliação. Toma por base o preço de todas as retiradas, ao 
preço médio do suprimento total do item em estoque. O método age como um grande 
estabilizador pois equilibra as flutuações de preços além de, no longo prazo, refletir os custos 
reais das compras do material. 
 
Giro do Estoquo = Consumido no Periodo (saidas) / Estoque médio no periodo
Cobertura = Estoquo Médio / Consumo
EM = (O,/2) + ES
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Método PEPS (FIFO) 
Este é o método conhecido como "Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair" ou "First In, First Out". 
A avaliação feita por esse método se baseia na ordem cronológica das entradas. Sai do 
armazém em primeiro lugar justamente aquele material que entrou primeiro lugar, tendo dessa 
forma o seu custo real aplicado no cálculo. 
 
Método UEPS (LIFO) 
Já o método UEPS é conhecido como o "Último a Entrar, Primeiro a Sair" ou "Last In, First 
Out". Você vai notar que a lógica é exatamente a contrária do PEPS/FIFO. 
Esse método de avaliação considera que devem em primeiro lugar sair os itens que deram 
entrada no estoque mais recentemente, ou seja, os últimos que entraram. Isso faz com que o 
saldo seja sempre avaliado ao preço das últimas entradas, uniformizando o preço dos produtos 
em estoque para vendas no mercado consumidor, sendo por isso o método indicado para 
períodos inflacionários. 
 
Políticas de Estoques "zero" 
Just in Time 
O sistema Just in Time (ou JIT ou mesmo "sistema Toyota") consiste em produzir somente o 
que já tem demanda assegurada. É popularmente conhecido por aquele sistema em que a 
demanda "puxa" a produção (ao contrário dos sistemas que vimos até agora, inclusive o MRP), 
ou seja, a fábrica apenas se mobiliza, planeja e produz aquilo que o mercado está 
demandando. 
 
 
8 -Q -d
SE LIGA!
Entondor isso é irnportanto pois é uma diforonga 1undamonta| vorsus "om urra "p r
para o rnorcado produtos fiabricados po|a organizaoao som quo haja dornanda
"garantida". lsso é importanto ontondor para a prova.
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Para funcionar dessa maneira é necessária grande integração do cliente com seus 
fornecedores, que devem ser verdadeiros parceiros e membros ativos da cadeia produtiva. As 
entregas devem ser diárias e de acordo com o que vai ser produzido (e é demandado pelo 
mercado). 
 
Veja a seguir alguns dos principais objetivos do JIT: 
 minimização dos prazos de fabricação 
 manutenção de inventários mínimos 
 flexibilização da produção com redução do tempo de preparação de máquinas 
 redução ao mínimo do tamanho dos lotes 
 produção "puxada" e não empurrada 
Kanban 
O Kanban também é um sistema japonês de gestão de estoques que consiste na utilização de 
cartões pelos integrantes da linha de produção. É considerada uma ferramenta com a mesma 
filosofia do sistema Just in Time portanto tem a velocidade do abastecimento também 
influenciada pela demanda real de produção. Atenção pois não é um sinônimo do JIT, mas sim 
um instrumento que utiliza como filosofia os conceitos do JIT. 
Assim que é notada a falta de material em alguma parte da cadeia de produção uma 
placa/cartão é levantado, indicando que este setor precisa ser reabastecido. Os postos de 
trabalho anteriores a este na linha de produção entregam ao posto solicitante o material, 
impedindo que a produção pare por falta de material. 
O Kanban tem como princípio, portanto, a informação a todos os envolvidos do que deve ser 
fornecido e em que volume, para que o necessário socorro seja prestado. 
Tem como vantagens: 
 Sistemas de ordenamento de compras e produção em tempo real. 
 Responsabilidade de emissão de ordens de compra para a própria linha de produção. 
 Abordagem prática e redução de burocracia ao mínimo possível. 
 Possui tendência constante (não varia de forma uniforme nem para cima e nem para 
baixo). 
Dessa forma todo 0 material entrogue é empregado imediatamento na produgao e n50
ha estoque!
¢—¢—¢—¢—l—
¢—¢—¢—¢—
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3. Armazenagem e Movimentação 
 
Administração de Almoxarifados 
O almoxarifado pode hoje ser definido como: 
 
 
Os grandes objetivos da gestão de um almoxarifado são reduzir os custos de armazenamento 
e aumentar o nível de serviço aos clientes (tanto internos quanto, eventual e indiretamente, 
externos). Veja abaixo: 
 
As seguintes atividades fazem parte da gestão dos almoxarifados: 
 Recebimento dos materiais. 
 Estocagem / Armazenagem dos materiais. 
 Movimentação física dos materiais. 
 Expedição dos materiais. 
 
I I
8
*TOME
NOTA!
Local destinado a fiel guarda e conservagao do materiais, em recinto coberto ou nao,
adequado a sua natureza, tendo a fungao do destinar espagos onde permanecera cada
item aguardando a necessidade do sou uso, ficando sua localizagfio, equipamentos e
disposigfio interna condicionados a politica geral de estoquos da empresa.
* Evitar perdas e roubos * Entregar as itens demandados no
' Reduzir obsolescéncia do materiais mflmflfltv COFTEIO. H0 Wlumfl
. Maximimr uso do espago combinado, com a qualidade
di5p°n;,_,E| necessana e no local exato
* Minimizar movimentagfies
desnecessérias
l—l—l—l—
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Recebimento de Materiais 
As principais atribuições da atividade de recebimento são: 
 Coordenar as atividades de recebimento e devolução de materiais. 
 Analisar a documentação da operação verificando se a aquisição está autorizada. 
 Comparar os volumes entregues aos declarados em Nota Fiscal e/ou Manifesto de 
Transporte. 
 Executar a conferência visual em relação à embalagem e eventuais avarias na carga 
recebida, registrando ressalvas nos documentos fiscais quando for o caso. 
 Conduzir as conferências quantitativas e qualitativas do material entregue. 
 Tomar a decisão em relação ao aceite, recusa ou devolução do material. 
 Providenciar a regularização do pagamento, recusa ou devolução junto ao fornecedor. 
 Liberar o material recém-chegado para encaminhamento e estoque no almoxarifado. 
 
‘iii! ii ililiiiili iiililfiiiiliiiililiii iii!‘ ilili ii iii ii ilili ‘Oil! iiilfiliiiiliiiililifii iliii ilili ii iii ii ilili ‘Oil! iiililiiiiliiiillliii iliii ilili ii ii
II I'll II IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIOIIIIIIIIII pour-I IIIII II I'll II IIIII IIIII IIIIIIIIIIOIIIIIIIIII noun-I I-|u||-I II II-I II IIIII IIIII IIIIIIIIIIOIIIIIIIIII noun-I IIIII II II-
V’
RECEBIMENTO
Descarga
Conferéncia
Quantitativa
Conferéncia
Qualilaliva
Regularizaqéo
ALMOXARIFADO
V '1"
ARMAZENAGEM DISTRI BUIQAO
Glliidi > Programagio
P"*=@Wa(geralmente com o uso de trenas). 
 
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Conferência Qualitativa 
A conferência qualitativa visa checar e garantir a adequação do material adquirido ao fim a que 
se destina. Esta etapa é também conhecida por Inspeção Técnica e visa confrontar as condições 
contratadas com as de fato entregues, examinando especialmente as seguintes variáveis: 
 Características dimensionais 
 Características específicas 
 Restrições de especificações 
MODALIDADES DE INSPEÇÃO 
A inspeção pode ser feita ao longo de diferentes etapas (definidas pelo comprador e variando 
de acordo com o fornecedor ou com a criticidade do material adquirido): 
 Acompanhamento ao longo do processo de fabricação (no fornecedor) 
 Inspeção do produto acabado ainda no fornecedor (no fornecedor) 
 Inspeção do material adquirido no recebimento (no comprador) 
Terminada a inspeção ou conferência qualitativa, vamos a última atividade do processo de 
recebimento, a Regularização. 
Regularização 
A regularização caracteriza-se pelo controle do processo de recebimento, após todas as 
checagens de volume e qualidade, e pela aceitação ou recusa/devolução do material entregue, 
caminhando para a finalização do processo. 
Para esta decisão o profissional responsável levará em conta os níveis de tolerância de variação 
adotados pela organização, como vimos acima. 
O processo de regularização dará origem a uma das seguintes situações: 
 Liberação de pagamento ao fornecedor (quando não houver qualquer 
 ressalva em relação ao material recebido). 
 Liberação parcial do pagamento (quando houver alguma ressalva). 
 Devolução do material ao fornecedor (irregularidade insanável). Prazo de 10 dias a 
contar do recebimento, exceto em casos de problemas no posterior desempenho do 
material ao ser empregado no processo produtivo, por exemplo. 
 Reclamação de falta ao fornecedor 
iiiiiiiiii
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 Entrada de material no estoque (nos casos de devolução por solicitação em excesso de 
usuários internos. Nestes casos o material devolvido passa por todo o processo de 
recebimento, como se fosse material recém entregue por fornecedor externo). 
 
Embalagens 
 
 
Estocagem / Armazenagem 
CARGA UNITÁRIA: Carga constituída de embalagens de transporte, arranjadas ou 
acondicionadas de modo que possibilite o seu manuseio, transporte e armazenagem por meios 
mecânicos, como uma unidade. 
PALETIZAÇÃO: Com o passar do tempo e aumento de sua utilização, tornou-se necessário 
estabelecer normas de medidas para esses recipientes formadores de cargas unitárias, com o 
que os pallets se tornaram padronizados em relação aos seus tamanhos. 
 
 
 
 
 
 
-L
Proteger o produto da melhor maneira posslvel, de acordo com a modalidade de
transporte utilizada na distribuigao e ao menor custo possivel.
VANTAGENS DESVANTAG ENS
Maior densidade de carga no armazenamento.
Padronizagao e automagao dos sistemas de
recebimento e fornecimento de materiais.
Redugao nos custos de manuseio e manutengao.
Redugao no tempo de carga e descarga.
Melhoria na utilizagao de espagos verticals,
aumentando a capacidade de armazenamento.
Compatibilidade com todos os meios de transporte.
Pouco eficiente para materials de baixo giro.
Dependéncia de equipamentos especiais para sua
movimentagao, como as empilhadeiras.
Alto investimento nos equipamentos para 0 seu
THBHUSEIO.
Custo operacional elevado no caso de baixa vida L'|til
dos pallets (ataque de pragas nos de madeira, por
exemplo).
Dificuldade na utilizagao de embalagens nao
padronizadas ou pouco resistentes.
Pesos dos pallets.
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Técnicas de Armazenamento 
 Carga Unitária (ou unitizada): esta já estudamos. É a mais cobrada em provas e você 
precisa memorizar. É a carga constituída de embalagens de transporte que 
acondicionam quantidades variadas de material como se fossem uma só unidade, 
facilitando seu manuseio, transporte e o próprio armazenamento. Em resumo é a técnica 
que permite reunir inúmeros itens em uma única embalagem ou volume. 
 Caixas ou gavetas: técnica utilizada para materiais de pequenas dimensões, de 
escritório, em processamento, semiacabados ou acabados. Os tamanhos das caixas e 
gavetas devem variar em função dos materiais que serão armazenados. 
 Prateleiras: Servem para a armazenagem de materiais diversos ou mesmo para o apoio 
de caixas e gavetas. É o meio de estocagem mais simples e econômico e também deve 
variar conforme a atividade e a natureza do material estocado. 
 Racks: Devem acomodar peças longas e estreitas como tubos, barras, tiras, etc. 
 Empilhamento: Aproveita o espaço vertical. Caixas ou pallets (estrados que possibilitam 
o empilhamento das cargas) são empilhados uns sobre os outros. 
 
Critério de armazenamento 
 
 
CFIIEFIO C19 armazenamento Objetivos
Por agrupamento
Por tamanho
Por frequencia
Em area externa
Coberturas alternativas
Materiais semelhantes sao acondicionados no mesmo
local. Facilita a arrumagao e busca mas minimiza 0
aproveitamento dos espagos.
Materiais de tamanhos semelhantes ficam proximos
uns dos outros. Otimiza 0 aproveitamento de espagos.
Materiais com maior frequéncia (giro) sao armazenados
perto das saidas.
Trata-se da armazenagem de produtos perigosos,
pereciveis ou inflamaveis. S50 os casos que exigem
cuidados e procedimentos especiais.
Armazenamento fora do deposito, aumentando a
capacidade total de armazenagem.
Também fora do depésito, mas com a utilizagao de
coberturas plésticas para a protegao.
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Layout 
Layout pode ser definido como a integração do fluxo típico de materiais, da operação dos 
equipamentos de movimentação, combinado com as características que conferem maior 
produtividade ao elemento humano; isto para que a armazenagem de determinado produto 
se processe dentro do padrão máximo de economia e rendimento. 
O regime de atendimento e os tipos de produtos a serem estocados são os parâmetros em 
torno dos quais os especialistas em layout fazem seus estudos que têm como objetivo entregar 
ao projeto as condições necessárias para uma operação econômica e eficiente. 
Os principais objetivos de um layout de um armazém são: 
 Assegurar a utilização máxima do espaço. 
 Propiciar a mais eficiente movimentação de materiais. 
 Propiciar a estocagem mais econômica, em relação às despesas de equipamento,espaço, danos de material e mão de obra do armazém. 
 Fazer do armazém um modelo de boa organização. 
Os arranjos físicos de um layout podem ser de quatro tipos diferentes: 
 Posicional ou de posição fixa - as pessoas e materiais são arranjados, mas o produto 
não se move. Esse arranjo é norma em montagens de aviões, por exemplo. 
 Celular (ou tecnologia de grupo) - agrupa em um mesmo local os recursos necessários 
ao processamento de um determinado produto. 
 Por produto ou linear - funciona como uma linha de produção, em que os materiais e 
pessoas são arranjados em sequência, para produzir o bem ou o serviço. 
 Por processo ou funcional - os processos semelhantes são dispostos em proximidade, 
por especialidade 
 
Movimentação 
Para que o processo produtivo possa acontecer, ao menos um dos três elementos que 
compõem o layout da organização precisa se movimentar: homem, máquina ou material. 
Caso nenhum dos três se movimento o processo produtivo não ocorre. 
Em relação à movimentação de materiais (o que ainda está diretamente ligado ao 
armazenamento e se relaciona diretamente com ele), o mais importante é adotar um layout 
que facilite e otimize a movimentação dos materiais, assim como adotar os equipamentos e 
técnicas mais eficientes em todo o processo, gerando a maximização da utilização dos recursos 
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disponíveis, sejam eles os espaços, o tempo, as pessoas, os materiais e os próprios 
equipamentos e ferramentas. 
Um sistema de movimentação de materiais no processo produtivo de uma indústria deve 
buscar as seguintes finalidades básicas: 
 Redução de custos; 
 Aumento da capacidade produtiva; 
 Melhores condições de trabalho; 
 Melhor distribuição. 
Equipamentos de movimentação e sistemas de manuseio 
A classificação adotada para os diferentes tipos de equipamentos de movimentação e 
transporte os divide em alguns grupos de acordo com características geométricas e funcionais. 
Os principais são, incluindo alguns meios de apoio aos processos de carga, descarga e 
manuseio: 
 Transportadores: correias, correntes, fitas metálicas, roletes, rodízios, roscas e 
vibratórios. 
 Guindastes, talhas e elevadores: guindastes fixos e móveis, pontes rolantes, talhas, 
guinchos, monovias, elevadores, etc. 
 Veículos Industriais: carrinhos de todos os tipos, paleteiras, empilhadeiras, tratores, 
trailers e veículos especiais para transporte a granel. 
 Equipamentos de posicionamento, pesagem e controle: plataformas fixas e móveis, 
rampas, equipamentos de transferência, etc. 
 Containers e estruturas de suporte: vasos, tanques, suportes e plataformas, estrados, 
pallets, suportes para bobinas e equipamentos auxiliares de embalagem. 
DOIS PONTOS PRÉ DETERMINADOS - TRANSPORTADORES CONTÍNUOS 
São utilizados sempre que se precisar realizar uma movimentação constante, entre dois pontos 
predeterminados. Nestes casos deve-se usar os sistemas de transportadores contínuos como 
esteiras, roletes ou rodízios, transportadores de rosca ou outros. 
Geralmente são utilizados em mineração, indústrias, terminais de carga e descarga, terminais 
de recepção e expedição de mercadorias ou em armazéns de manutenção a granel. 
PONTOS SEM LIMITES FIXOS - VEÍCULOS INDUSTRIAIS 
Quando o transporte deve acontecer entre pontos sem limites fixos são usados os veículos 
industriais. Os mais utilizados são os seguintes: 
iiiiiiii
Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Glauber Peixoto Macedo Bueno, Leonardo Mathias, Paulo Júnior, Talita Corrêa do Nascimento, Hayk Carvalho Silva, Eduardo Furtado Gonçalves, Aline Cristine Rodrigues de Andrade, Marcelo Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo Junior
Aula 06
UFC (Assistente em Administração) Bizu Estratégico - 2024 (Pós-Edital)
www.estrategiaconcursos.com.br
01260021009 - Marlon Moreira da Rosa Nunes
 
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 Carrinhos: movimentação manual, pode possuir vários formatos. 
 Paleteiras (ou carro pallet): braços metálicos em forma de garfo recolhem os pallets, 
elevam a carga e permitem o seu transporte. Podem ser manuais ou motorizadas. 
 Empilhadeiras: quando há a necessidade de empilhar a carga, além de transportá-la, 
deve ser usada a empilhadeira, que é um carro de elevação por garfos, motorizado e 
em condições de operar a média distância. Conseguem recolher os pallets por meio dos 
garfos frontais e os elevam à altura requerida para o empilhamento. 
 
 
 
Vamos ficando por aqui. 
Esperamos que tenha gostado do nosso Bizu! 
Bons estudos! 
 
Talita Corrêa do Nascimento Leonardo Mathias 
 
Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Glauber Peixoto Macedo Bueno, Leonardo Mathias, Paulo Júnior, Talita Corrêa do Nascimento, Hayk Carvalho Silva, Eduardo Furtado Gonçalves, Aline Cristine Rodrigues de Andrade, Marcelo Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo Junior
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