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Psicologia da
Personalidade I:
Diversidade Teórica
Marluce Godinho
Psicanálise - Freud / Erich Fromm;
Psicologia Analítica - Carl Jung;
Logoterapia - Victor Frankl.
Serão aprofundadas as seguintes abordagens teóricas:
A disciplina de Psicologia da Personalidade I vai enfatizar
as abordagens teóricas e principalmente a fundamentação
do conceito de personalidade nas diversas áreas da
Psicologia Clínica. 
Psicologia da Personalidade I
Diversidade Teórica
A teoria de Freud foi a primeira com o aspecto
psicodinâmico dentro do campo da psicologia e à partir
dela que outros pensadores continuaram contribuindo
para chegarmos no que conhecemos hoje como a
metapsicologia psicanalítica.
A teoria freudiana possui as seguintes caracterÍsticas: 
Determinismo psíquico;
Influências no desenvolvimento infantil;
Erotismo corporal;
Teoria do desenvolvimento;
Eperiências infantis e as raízes dos conflitos atuais.
Psicanálise - Sigmund Freud
O que motiva o sujeito? (Energia libidinal)
- Princípio do Prazer 
- Pulsões (sexuais e agressivas)
O determinismo psíquico pode ser considerado a forma
como os acontecimentos do passado vão influenciar o futuro
do sujeito, ou seja, em qual estrutura o funcionamento do
aparelho psíquico irá se estabelecer e como certos traumas
poderão influenciar no adoecimento psíquico. A partir desse
determinismo o sujeito poderá desenvolver uma estrutura
neurótica, psicótica ou pervesa.
A teoria Topográfica é fundada na primeira grande tópica
de Freud, e revelou três estruturas: (tópicas que significa
“topos”, que em grego significa “lugar”) Consciente, Pré-
consciente e Inconsciente.
Determinismo Psíquico 
A teoria Topográfica é fundada no capitulo 7 de A
interpretação dos Sonhos (1900), e revelou três estruturas
(tópicas que significa “topos”, que em grego significa
“lugar”) que são: Consciente, Pré-consciente e Inconsciente.
Essa perspectiva de como se comunicam essas diferentes
regiões (ou sistemas) é a raiz da Psicanálise. Vale resaltar
que essa estrutura não se localiza em nenhum lugar
específico do cérebro e sim em uma área do plano psíquico
o que disassociava a teoria freudiana com o modelo
biológico e psiquiátrico exercído na época.
Teoria Topográfica
Consciente Pré-consciente Inconsciente
Para explicar como acontece as diferentes formas de
funcionamento desses lugares do aparelho psiquico é
necessário entender sobre os conteúdos ideativos que
podem ser imagens, sensações, conteúdo sensorial ou
acontecimentos no plano externo. 
Esses conteúdos ideativos (ou ideia) vão se associar à um
afeto (energia psíquica) e vai transitar pelo aparelho
psíquico, alguns vão estar no CS, e PCS, já alguns ficarão no
INCS.
O que vai definir onde vai estar localizado dentro do AP
(aparelho psíquico) os conteúdos ideativos que se associam
ao afeto é a censura. A censura impede que afetos
desagradáveis, altamente desprazerosos, ligados a ideia, se
transformem em pensamentos, a partir do momento que
algumas memórias se associam à alguns afetos, esses
conteúdos não poderão ser escoados e vão seguir a via do
recalque. 
Permanecendo assim no insconsciente.
Teoria Topográfica
O ato de recalcar conteúdos ideativos é
inconsciente, ou seja, acontece sem que o
sujeito tenha acesso, portanto idependente da
estrutura e da forma de adoecimento, o que
vai prevalecer são as consequencias do
recalque, seja na neurose ou na psicose.
Um indicio nos pacientes neuróticos de qual
parte da realidade é insuportável são as
queixas. Toda queixa é um ataque à realidade.
Na queixa sempre há prazer em experimentar
desprazer, ou seja, um masoquismo. O sujeito
gosta da queixa por alguma razão e ela está a
serviço de defender a pessoa de algo que não
quer entrar em contato.
E na psicose o que acontece é uma
construção de algo no aparelho psíquico, no
mundo interno, que não tem nenhum acordo
com a realidade. Uma psicose alucinatória é
algo que o individuo vê como real, mas não é.
E a partir disso como
acontece o adoecimento na
teoria topográfica?
Livros :
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Psicologia Analítica - Carl
Jung
Carl Gustav Jung (1875-1961) foi um psiquiatra
suíço, fundador da escola da Psicologia
Analítica. Desenvolveu os conceitos da
personalidade extrovertida e introvertida, de
arquétipos e do inconsciente coletivo.
Carl Gustav Jung nasceu em Kesswil, na Suíça,
no dia 26 de junho de 1875.
Carl Gustav Jung e Freud compartilharam
momentos de diálogos sobre a teoria
freudiana e o Inconsciente mas o motivo da
separação entre os dois foi por conta do
conceito de libido. Jung não concordava com a
ideia de que a energia psíquica tinha um
caráter sexual e não concordava com a noção
de pulsão da maneira como Freud pensava.
Após essa cisão, Jung passa um período
recluso e tem contato com budismo e outras
ideologias orientais.
Persona: A persona é uma máscara adotada
pela pessoa em respostas às demandas das
convenções e das tradições sociais e às suas
próprias necessidades arquetípicas
internas (Jung, 1945).
Complexos: Um complexo é um grupo
organizado ou uma constelação de
sentimentos, pensamentos, percepções e
memórias que existem no inconsciente pessoal.
Ele em um núcleo que age como uma espécie
de magneto que atrai ou “constela” várias
experiências (jung, 1934).
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Psicologia Analítica - Carl
Jung
Carl Gustav Jung vai trazer novos conceitos 
 para simbolizar os aspectos que se
relacionam com sua teoria. Ele revela termos
como persona, complexos, inconsciente
coletivo e pessoal, arquétipos, sombra,
processo de individuação, dentre outros.
Inconsciente coletivo: O conceito de um
inconsciente coletivo, ou transpessoal, é um
dos aspectos mais originais e controversos da
teoria de Jung da personalidade. Ele e o
sistema mais poderoso e influente da psique e,
em casos patológicos, domina o ego e o
inconsciente pessoal (Jung, 1936, 1943, 1945).
Inconsciente pessoal: O Inconsciente pessoal
é uma região adjacente ao ego. Ele consiste
em experiências que outrora foram
conscientes, mas que agora estão reprimidas,
suprimidas, esquecidas ou ignoradas, e em
experiências que foram a princípio fracas
demais para deixar uma impressão consciente
na pessoa. Os conteúdos do inconsciente
pessoal, como os do material pré-consciente
de Freud, são acessíveis à consciência, e
existe um grande trânsito de duas vias entre o
inconsciente pessoal e o ego (p. 88).
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Psicologia Analítica - Carl
Jung
Arquétipo: Os componentes estruturais do
inconsciente coletivo recebem vários nomes:
arquétipos, dominantes, imagens primordiais,
imagos, imagens mitológicas e padrões
de comportamento (Jung, 1943).
A Sombra: O arquétipo da sombra consiste nos
instintos animais que os humanos herdaram em
sua evolução a partir de formas inferiores de
vida (Jung, 1948a).
Processo de Individuação: Para ter uma
personalidade sadia e integrada, todos os
sistemas precisam atingir o grau mais pleno de
diferenciação, desenvolvimento e expressão.
O processo por meio do qual isso é atingido
chama-se processo de individuação (Jung,
1939, 1950) (p. 103).
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Psicologia Analítica - Carl
Jung
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Livros:
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Logoterapia - Victor Frankl
Victor Frank foi um médico psiquiatra vienense judeu,
estudou psicanálise e era contemporâneo de Freud.
Refletindo sobre as discordâncias dele e Freud, começou a
buscar apontamentos de uma teoria por volta de 1939.
 Durante a perseguição nazista, Victor escolheu não fugir,
pois o pai dele estava doente a beira da morte e tomou a
decisão de ficar ao lado dele. Essa decisão moral o levou a
se tornar um prisioneiro em Auschwitz.
No seu livro “Em busca de sentido: um psicólogo no campo
de concentração”, Victor Frankl narra desde o inicio como
foi ser preso e permanecer durante quatro anos em um
campo de concentração.
 Ele narra que quando chegou todos os seus pertences foram
retirados, todos os pelos do corpo foram raspados e ele
recebeu a ordem pegar o uniforme de um prisioneiro morto.
Mais tarde, quando colocou a mão no bolso do uniforme
havia uma pequenafolha com orações hebraicas e foi nessa
folha que rabiscou sua teoria durante quatro anos.
Logoterapia: Terapia centrada no sentido. Do grego logos
significa sentir. A vontade de sentido é a motivação
primária do comportamento humano.
- O sujeito é mobilizado por um sentido.
A vontade de sentido é uma tendência inata do ser humano
em buscar um significado que dê sentido a sua existência
particular: valores, ideias, objetivos profissionais, afetivos,
desafios a serem superados.
A perspectiva de Victor Frankl é oposta a tentativa das
religiões de dar um sentido a vida da pessoa, pois a
tentativa da religião fornece significados coletivos, Victor
vai dizer que a vontade de sentido, a dimensão noológica
especificamente humana, só pode ser satisfeita quando o
individuo entra em contato e satisfaça as suas exigências
particulares da sua personalidade aí ele consegue alcançar
um sentindo.
Logoterapia - Victor Frankl
O analista existencial vai ajudar o paciente a encontrar
possibilidades de sentido e vai ajudá-lo a identificar
atividades, relações, situações que estão acontecendo e
que estão impedindo o sujeito de viver uma vida que tenha
algum sentido para forma como a sua personalidade se
configura.
Papel do Analista existencial
A frustração existencial não é um
estado patológico. Ela é como se
fosse um aviso da dimensão
noológica. Então, a teoria de
Victor Frankl está para além do
psicológico, pois o noológico não é
psicológico para ele, é uma
dimensão especificamente
humana, basicamente uma
premissa filosófica, o ser humano
tem essa dimensão que nos
diferencia dos animais e essa
dimensão tem uma necessidade –
que a vida tenha sentido.
Livros:
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Erich Fromm - A arte de amar
Erich Fromm foi um psicanalista que continuou
desenvolvendo as ideias de Freud. Se indagou sobre muitas
coisas que atravessavam o século XX, em particular a
questão da liberdade. Ele trabalha a questão da liberdade,
autonomia e essa tensão em tentar ser uma individualidade
em uma sociedade.
“Quase ninguém acredita que há algo a aprender sobre o
amor”.
Primeira Tese: O problema do amor é o problema de ser
amado.
Segunda Tese: O problema do amor é o problema do objeto
amoroso e não o de uma faculdade a ser desenvolvida.
Terceira Tese: Confusão entre a experiência inicial de se
apaixonar e a situação permanente de amar.
Erich fala que não existe amor sem colaboração da razão.
Na paixão a gente não sabe o que está fazendo, nós somos
impelidos por uma força, impulsionados na direção de outra
pessoa e sofremos se não estamos com a pessoa, não é um
estado muito agradável.
O estado de apaixonamento tem grandes oscilações, pois
estamos dominados por emoções inconscientes para
psicanálise. Entramos em um estado perigoso, segundo
Freud, no lugar do eu nós colocamos o outro. A partir disso,
nós nos empobrecemos, todo investimento que estava em nós
passa a não estar mais.
Segundo Erich Fromm. Nós confundimos a experiência inicial
de se apaixonar com a experiência de amar.
Erich Fromm - A arte de amar
Para Erich, O Amor é o problema fundamental da existência
humana.
A teoria de Erich Fromm é totalmente influenciada por Marx,
pois ele era membro da escola de Frankfurt – alemã - que
foi uma escola que criticou totalmente a sociedade
capitalista na primeira metade do século XX. Ele foi o único
psicanalista da escola de Frunkfurt e ficou conhecido por
isso.
Ele afirmou que não tem como a clinica ser totalmente
ciência, ela tem que se arte também.
Erich Fromm - A arte de amar
Livro: 
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Referências
FADIMAN, J.; FRAGER, R. Teorias da Personalidade. São
Paulo: Harper & Row do Brasil, 1979
FRANKL, Viktor. Em Busca de Sentido. Traduçãõ Walter O.
Schlupp, Carlos C Aveline. São Leopoldo/RS: Sinodal, 1985,
135 p. Título original: Trotzdem Ja zum Leben sagen. 
FREUD, S., Obras Completas de Sigmund Freud Edição
Standard Brasileira das. Rio de Janeiro: Imago, 1ª Edição–
1996;
FROMM, Erich. A arte de amar. São Paulo: Martins Fontes,
2000
JUNG, C. G. O livro vermelho (Liber Novus). Petrópolis:
Vozes, 2010.
__________. O eu e o inconsciente. In: Obras Completas de
C. G. Jung, vol. VII/2. Petrópolis: Vozes, 2011f.
LAPLANCHE, J; PONTALIS, J. B. Vocabulário da Psicanálise.
São Paulo: Martins Fontes, 1996.
ZIMERMAN, David E. Fundamentos Psicanalíticos. –Porto
Alegre: Artmed, 1998.

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