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FÍSICA F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Professor(a): Tadeu Carvalho assunto: GraviTação universal (ParTe 2) frente: FísiCa i 016.508 – 141814/19 AULAS 63 A 65 EAD – ITA/IME Resumo Teórico Gravidade Estamos interessados agora em determinar a expressão do campo gravitacional gerado por um planeta esférico, maciço e de densidade uniforme em 3 regiões: na superfície do planeta, a uma certa altitude (h) e a uma profundidade (p) medidas da superfície do planeta. Isso será feito sem levar em conta a rotação do planeta, depois será calculado o efeito da rotação na gravidade. Caso 1: Sem Rotação (w = 0) R (M) B A C h P I. Na superfície (Ponto A) P F m g G M m R g G M R SUP G SUP SUP = = = · · · · 2 2 II. A uma altitude h (Ponto B) P F m g G M m g G M ou g g R R h h G h h h SUP = ⋅ = ⋅ ⋅ + = ⋅ + = ⋅ + ’ (R h) (R h) 2 2 2 III. A uma profundidade p (Ponto C) P F m g G M m g G M onde M M R g G P G p P P = ⋅ = ⋅ ⋅ − = ⋅ − = ⋅ − = " ’ (R p) ’ (R p) , ’ (R p) 2 2 3 3 ((R p) (R p) (R p) − ⋅ ⋅ − = ⋅ ⋅ − = ⋅ − 2 3 3 3 M R g G M R ou g g R p R P p SUP É possível construir um gráfico que relaciona a gravidade com a distância r ao centro do planeta (g × r): P 0 R C h A B r i ∼ i i ∼ A r R g G M r g r B r R h g G M r C r R p g G M R r g r : : : = ∴ = ⋅ = + ∴ = ⋅ = − ∴ = ⋅ ⋅ → 2 2 2 3 1 g – 1 r2 g – r g rR G · M R2 Caso 2: Com Rotação (w ≠ 0) Nesse caso, vamos encontrar uma expressão para a gravidade na superfície do planeta em função da latitude (L). Para isso, vamos obter a gravidade “percebida” (g→ ef ) por um observador na superfície, lembrando que esse observador está acelerado (a→ cp ), logo, a gravidade efetiva será: 2F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Módulo de estudo 016.508 – 141814/19 g → W a R g SUP sem rotação aceleração centrípeta (devido à rotação) r L g → ef = g → – a → Lembrando que a = w2 · r e r = R · cosL, logo: a = w2 · R · cosL , assim, obtemos g → ef : g L –a g ef ϕ ϕ g1 gef g g g gef � � � �= − ⊥ Onde g → ll e g → são componentes paralelo e perpendicular à superfície do planeta. g a senL ou g R senL L g g a L ou g g R � � � � � �= = = − = −⊥ ⊥ · · · · cos · cos · · cos ω ω 2 2 22 L No caso do planeta Terra: ω2 0 03 9 8 · , , R g ≈ ≈ m/s m/s 2 2 Assim, podemos aproximar: g g g R Lef ef� �⊥ − ⋅ ⋅, ou ainda, g cosω2 2 Assim, nos polos (L = 90º) g p = g E no Equador (L = 0º) g EQ = g – w2 · R Exercícios 01. Considere uma estrela A e dois planetas B e C alinhados em determinado instante, conforme indica a figura. A massa de A vale 200 M e as massas de B e C, M e 2M, respectivamente. 5x A B C x Sendo dada a distância x e a Constante da Gravitação (G), calcule, no instante da figura, a intensidade da força resultante das ações gravitacionais de A e C sobre B. 02. Se existisse um planeta de massa oito vezes maior que a da Terra e raio três vezes maior, qual seria a relação entre a aceleração da gravidade na superfície desse planeta g p e a aceleração da gravidade na superfície da Terra g T ? 03. Admita que a aceleração da gravidade nos polos da Terra tenha intensidade 10 m/s² e que o raio terrestre valha 6,4 · 106 m. Chamemos de w 0 a velocidade angular de rotação do planeta nas circunstâncias atuais. Se a velocidade angular de rotação da Terra começasse a crescer a partir de w 0 , estabelecer-se-ia um valor w para o qual os corpos situados na linha do equador apresentariam peso nulo. A) Qual o valor de w? Responda em função de w 0 . B) Qual seria a duração do dia terrestre caso a velocidade angular de rotação do planeta fosse igual a w? 04. (Olimpíada Brasileira de Física) Considere que a órbita da Terra em torno do Sol seja circular e que esse movimento possua período T. Sendo t o tempo médio que a luz do Sol leva para chegar à Terra e c o módulo da velocidade da luz no vácuo, o valor estimado da massa do Sol é: A) G T4 2 3 2π (ct) B) 4 2 3 2 π G T (ct) C) G t4 2 3 2π = ( )cT D) 4 2 3 2 π G t ( )cT E) G T4 2 2 3π (ct) 05. (Olimpíada Íbero-americana de Física) Uma estrela tripla é formada por três estrelas de mesma massa M que gravitam em torno do centro de massa C do sistema. As estrelas estão localizadas nos vértices de um triângulo equilátero inscrito em uma circunferência que corresponde à trajetória por elas descritas, conforme ilustra a figura. Considerando-se como dados a massa M de cada estrela, o raio R da circunferência que elas descrevem e a constante de gravitação universal G, determine o período T no movimento orbital de cada estrela. E 3 Trajetória das estrelas R R R C E 1 E 2 3 F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// 016.508 – 141814/19 Módulo de estudo 06. (Olimpíada Brasileira de Física) Em seu trabalho sobre gravitação universal, Newton demonstrou que uma distribuição esférica homogênea de massa surte o mesmo efeito que uma massa concentrada no centro da distribuição. Se no centro da Terra fosse recortado um espaço oco esférico, com metade do raio da Terra, o módulo da aceleração da gravidade na superfície terrestre diminuiria para (g é o módulo da aceleração da gravidade na superfície terrestre sem a cavidade): A) 3 8 g. B) 1 2 g. C) 5 8 g. D) 3 4 g. E) 7 8 g. 07. Uma casca esférica tem raio interno R 1 , raio externo R 2 e massa M distribuída uniformemente. Uma massa puntiforme m está localizada no interior dessa casca, a uma distância d de seu centro (R 1 do satélite e G a Constante de Gravitação Universal, a massa da Terra pode ser calculada por A) M R T G = 32 2 3 2 π B) M R T G = 16 22 3 π C) M R TG = 8 3π D) M T R G = 4 2 3 2 π E) M R T G = 2 2 3 2 π 4F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Módulo de estudo 016.508 – 141814/19 12. Variações no campo gravitacional na superfície da Terra podem advir de irregularidades na distribuição de sua massa. Considere a Terra como uma esfera de raio R e de densidade r, uniforme, com uma cavidade esférica de raio a, inteiramente contida no seu interior. A distância entre os centros O, da Terra, e C, da cavidade, é d, que pode variar de 0 (zero) até R – a, causando, assim, uma variação do campo gravitacional em um ponto P, sobre a superfície da Terra, alinhando com O e C. R O d a C P Seja G 1 a intensidade do campo gravitacional em P, sem a existência da cavidade na Terra, e G 2 , a intensidade do campo no mesmo ponto, considerando a existência da cavidade. Então, o valor da variação relativa (G 1 – G 2 )/G 1 , que se obtém ao deslocar a posição da cavidade, é: A) a3 / [(R – a)² R]. B) (a / R)³. C) (a / R)². D) a / R. E) nulo. 13. Considere que Mt é a massa da Terra; Rt, seu raio; g, a aceleração da gravidade; e G, a constante de gravitação universal. Da superfície terrestre e verticalmente para cima, desejamos lançar um corpo de massa m para que, desprezada a resistência do ar, ele se eleve a uma altura acima da superfície igual ao raio da Terra. A velocidade inicial V do corpo, nesse caso, deverá ser de: A) V G Mt Rt = ⋅ ⋅2 B) V g Rt m = ⋅ C) V G Mt Rt = ⋅ D) V g Rt = ⋅ 2 E) V g G Mt m Rt = ⋅ ⋅ ⋅ 14. Na Terra, onde a aceleração da gravidade vale 10 m/s², um astronauta vestido com seu traje espacial pesa 2000 N. Sabendo-se que o raio de Marte é a metade do raio da Terra e que a massa de Marte é dez vezes menor que a da Terra, determinar: A) a massa do conjunto astronauta-traje em Marte. B) o peso do conjunto astronauta-traje em Marte. 15. O gráfico da figura a seguir representa a aceleração da gravidade g da Terra em função da distância d ao seu centro. 18 16 14 12 10 8 6 4 2 01(d 02 81 61 41 21 01 8 6 4 2 0 6 m) g(m/s²) Considere uma situação hipotética em que o valor do raio R T da Terra seja diminuído para R’, sendo R’ = 0,8 R T , e em que seja mantida (uniformemente) sua massa total. Nessas condições, os valores aproximados das acelerações da gravidade g 1 à distância R’ e g 2 a uma distância igual a R T do centro da “Terra Hipotética” são, respectivamente: g1 (m/s2) g2(m/s²) A) 10 10 B) 8 6,4 C) 6,4 4,1 D) 12,5 10 E) 15,6 10 Gabarito 01 02 03 04 05 – – – – – 06 07 08 09 10 – E A * D 11 12 13 14 15 A D C * E – Demonstração. *09. A) E 2 E 1 E 1 P E 2 B) R = 3 C) M D GT 1 2 3 2 3 = π 14. A) m = 200 kg B) P = 800 N Supervisor/diretor: Dawison Sampaio – Autor: Tadeu Carvalho Dig.: RodErick – Rev.: Sarah