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Planejamento Sanitário para bovinos leiteiros 
 
Prática Período Instruções Mês 
 
 
Estação de Monta 
Início das chuvas 
(pasto é abundante e de melhor 
qualidade) 
 reduzir em 15 dias no final, até 
atingir a duração ideal, de três 
meses entre outubro e janeiro. 
 
Outubro à Janeiro 
 
 
Nascimento dos Bezerros 
 
Fim das Chuvas 
(incidências de doenças e de 
parasitos são baixas) 
o criador deve começar esta 
programação definindo o 
período da estação de monta, 
uma vez que a gestação tem 
duração definida e os bezerros 
nascem nove meses depois 
 
 
Julho à Outubro 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manejo dos Bezerros 
Cura de umbigo Primeiras 12h após o parto Cortar o umbigo a dois dedos 
da inserção 
 
- 
 
 
 
Colostro 
2 litros nas primeiras 6h 10% do peso do recém-nascido 
em 24h 
- 
 
Banco de colostro 
Escolha da doadora - 
Manter congelado - 
Cuidado ao Descongelar - 
 
 
 
 
Época de Desmame 
 
 
 
 
7-8 meses de idade 
levando-se em conta três 
aspectos: o descanso das 
vacas, para que possam 
engravidar com mais facilidade 
na próxima estação; o não 
prejuízo do crescimento dos 
bezerros; e a redução do 
tamanho do rebanho na época 
da seca, quando há menos 
pasto disponível. 
 
 
 
- 
 Maio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vacinação do Rebanho 
 
 
 
Febre Aftosa 
 
 
 
6 em 6 meses 
 
 
 
Vacinar bovinos de todas as 
idades. 
 
 
Agosto à 1ª Quinzena de 
Setembro (Na Ilha do Bananal 
são vacinados todos os bovinos e 
búfalos no período de 01/08 a 
15/09) 
 
Novembro 
 
 
 
Clostridioses 
1ª dose: 90 dias após o 
nascimento. 
 
Reforço após 30 dias da 1ª 
dose 
 
Revacinação a cada 6 meses 
 
 
 
Vacinar todo o rebanho. 
 
 
 
Todo o Ano 
 
 
 
Brucelose 
 
 
 
Dose única 
Fêmeas entre 03 e 08 meses de 
idade. 
 
Realizar exames a cada 6 
meses em fêmeas a partir de 24 
meses e em machos a partir de 
2 semanas. 
 
 
 
Fevereiro e Agosto 
 
 
 
Pneumoenterite 
 
 
4 mL nos adultos 
 
2 mL nos jovens 
Para as vacas em gestação, 
visando a prevenção para 
bezerros: aplicar 4mL no 
penúltimo mês da gestação. 
 
Em bezerros: 2mL aos 15 dias 
de idade, repetindo 30 dias 
após. 
 
 
 
Todo o Ano 
Pasteurelose 1ª dose: 90 dias após o 
nascimento 
 
 
Respeitar o reforço da vacina, 
realizando a revacinação a cada 
 
 
Todo o Ano 
Reforço 30 dias após a 1ª dose 
 
Revacinação a cada 6 meses 
6 meses, deve-se vacinar todo o 
rebanho. 
Raiva Uma vez ao ano Vacinar todo o rebanho Junho 
 
 
Mastite 
 
 
6 vezes ao ano 
Vacinar vacas em lactação a 
cada 2 meses. 
 
Deve realizar também, testes 
todos os dias ou semanalmente 
 
Fevereiro, Abril, Junho, Agosto, 
Outubro e Dezembro. 
IBR/BVD Duas vezes ao ano Vacinar bovinos em reprodução 
a cada 6 meses 
Fevereiro e Agosto 
Leptospirose Duas vezes ao ano Vacinar bovinos em reprodução 
a cada 6 meses 
Fevereiro e Agosto 
Controle de Ectoparasitas Moscas do chifre * * * 
Carrapatos Estratégico Todo o rebanho Setembro em diante 
Vermifugação Endoparasitas 1ª dose: no nascimento 
 
Reforço 60 dias após a 1ª dose 
Todo o rebanho 
 
Vacas gestantes dar uma dose 
30 dias antes do parto. 
Fevereiro, Junho e Outubro 
 
 
 
Planejamento Sanitário para bovinos de corte 
 
Prática Período Instruções Mês 
 
Estação de Monta 
Início das chuvas 
(pasto é abundante e de melhor 
qualidade) 
 reduzir em 15 dias no final, até 
atingir a duração ideal, de três 
meses entre outubro e janeiro. 
 
Outubro à Janeiro 
 
 
 
Fim das Chuvas 
o criador deve começar esta 
programação definindo o 
 
 
Nascimento dos Bezerros (incidências de doenças e de 
parasitos são baixas) 
período da estação de monta, 
uma vez que a gestação tem 
duração definida e os bezerros 
nascem nove meses depois 
Julho à Outubro 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manejo dos Bezerros 
Cura de umbigo Primeiras 12h após o parto Cortar o umbigo a dois dedos 
da inserção 
 
- 
 
 
 
Colostro 
2 litros nas primeiras 6h 10% do peso do recém-nascido 
em 24h 
- 
 
Banco de colostro 
Escolha da doadora - 
Manter congelado - 
Cuidado ao Descongelar - 
 
 
 
 
Época de Desmame 
 
 
 
 
7-8 meses de idade 
levando-se em conta três 
aspectos: o descanso das 
vacas, para que possam 
engravidar com mais facilidade 
na próxima estação; o não 
prejuízo do crescimento dos 
bezerros; e a redução do 
tamanho do rebanho na época 
da seca, quando há menos 
pasto disponível. 
 
 
 
- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Febre Aftosa 
 
 
 
 
6 em 6 meses 
 
 
 
 
Vacinar bovinos de todas as 
idades. 
 
Maio 
 
Agosto à 1ª Quinzena de 
Setembro (Na Ilha do Bananal 
são vacinados todos os bovinos e 
búfalos no período de 01/08 a 
15/09) 
 
Novembro 
 
 
1ª dose: 90 dias após o 
nascimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vacinação do Rebanho 
 
Clostridioses 
 
Reforço após 30 dias da 1ª 
dose 
 
Revacinação a cada 6 meses 
 
Vacinar todo o rebanho. 
 
Todo o Ano 
Brucelose Dose única Vacinar fêmeas entre 03 e 08 
meses de idade. 
Fevereiro e Agosto 
 
 
 
Pneumoenterite 
 
 
4 mL nos adultos 
 
2 mL nos jovens 
Para as vacas em gestação, 
visando a prevenção para 
bezerros: aplicar 4mL no 
penúltimo mês da gestação. 
 
Em bezerros: 2mL aos 15 dias 
de idade, repetindo 30 dias 
após. 
 
 
 
Todo o Ano 
Pasteurelose 1ª dose: 90 dias após o 
nascimento 
 
Reforço 30 dias após a 1ª dose 
 
Revacinação a cada 6 meses 
 
Respeitar o reforço da vacina, 
realizando a revacinação a cada 
6 meses, deve-se vacinar todo o 
rebanho. 
 
 
Todo o Ano 
Raiva Uma vez ao ano Vacinar todo o rebanho Junho 
IBR/BVD Duas vezes ao ano Vacinar bovinos em reprodução 
a cada 6 meses 
Fevereiro e Agosto 
Leptospirose Duas vezes ao ano Vacinar bovinos em reprodução 
a cada 6 meses 
Fevereiro e Agosto 
Controle de Ectoparasitas Moscas do chifre * * * 
Carrapatos Estratégico Todo o rebanho Setembro em diante 
Vermifugação Endoparasitas 1ª dose: no nascimento 
 
Reforço 60 dias após a 1ª dose 
Todo o rebanho 
 
Vacas gestantes dar uma dose 
30 dias antes do parto. 
Fevereiro, Junho e Outubro 
 
 
 
*O controle por meio de inseticidas é complexo. O uso inadequado e frequente desses produtos químicos favorece a seleção de parasitas 
resistentes. Para evitar o rápido desenvolvimento de resistência, o produtor precisa fazer o controle de forma racional. “A ideia é controlar a 
infestação e não erradicar a mosca-dos-chifres, mantendo um número razoável desses parasitas no rebanho” O besouro conhecido rola-bosta 
é uma boa opção para diminuir a multiplicação do inseto. Ele ataca o bolo fecal, destruindo as larvas das moscas que ali se desenvolvem. O 
tratamento dos bovinos de acordo com a sua categoria ajuda a manter um nível aceitável de infestação, principalmente nos animais mais 
suscetíveis, como vacas com bezerros ao pé. Colocar armadilhas pelas pastagens para atrair as moscas que estão no rebanho é um método 
bastante eficaz e sem prejuízos para o meio ambiente. Integrar árvores com as pastagens também pode contribuir para reduzir as infestações. 
Fonte: Canal Rural (https://www.canalrural.com.br/noticias/pecuaria/boi/dicas-simples-protegem-o-rebanho-contra-as-moscas-dos-chifres/) 
 
Importância do Manejo Sanitário 
Para garantir a oferta de carne e subprodutos de alta qualidade é fundamental partir de um sistema de produção que considere a saúde dos 
bovinos como uma prioridade. Nesse sentido, a adoção de medidas preventivas e curativas de controle sanitário exerce um papel de destaque 
na estrutura da cadeia produtiva, assegurando tanto a produção de alimentos seguros e saudáveis, quanto promovendo o bem-estar animal. A 
sanidade do rebanho é um dos aspectos mais importantes que devem ser levados em conta nos sistemas de produção, pois o seu controle 
impede a disseminação de enfermidades, consequentemente aumentando a produtividade e a lucratividade da fazenda, assim influenciando 
direta ou mesmo indiretamente nos valores de índices zootécnicos como, por exemplo, amortalidade, a natalidade, a viabilidade, o desmame, 
a conversão alimentar, o ganho de peso, o rendimento de carcaças, entre outros, com implicações de ordem econômica, especialmente nos 
rebanhos comerciais, mas também genética, afetando as estratégias de seleção, em plantéis incluídos em programas de melhoramento 
genético. Além do prejuízo no desempenho do rebanho, seja pelo comprometimento da qualidade da carne e do couro, ou por perdas no 
rendimento da produção, a ocorrência de enfermidades e de parasitas, quando não controlada, podem potencializar o risco de transmissão de 
determinadas doenças ao homem como a brucelose, a tuberculose, a leptospirose e a raiva. 
As perdas não se resumem apenas ao âmbito da produção propriamente dita, pois o impacto provocado pela presença de enfermidades 
específicas contribui para dificultar a comercialização dos produtos e favorecer a imposição de barreiras sanitárias pelos mercados 
compradores, comprometendo todo o sistema, como observado, por exemplo, em casos de surtos de febre aftosa. 
Todo o manejo sanitário deve fazer parte de um calendário zôo-profilático que previamente deve ser elaborado em conjunto entre o proprietário 
e o Médico Veterinário da fazenda e adaptado a realidade da região onde se encontra a propriedade. 
Diante do contexto apresentado, o produtor rural deve ficar cada vez mais atento as questões sanitárias do seu rebanho, pois diante da nova 
dinâmica que se encontram os processos produtivos, onde as margens são cada vez mais apertadas, a prática do manejo sanitário garantirá a 
lucratividade de sua produção. 
A falha na sanidade não só afetará a saúde do rebanho e sim o bolso do produtor.