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WBA0830_v1.0 APRENDIZAGEM EM FOCO EMPREENDEDORISMO E GESTÃO DE PROJETOS: PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E ACOMPANHAMENTO DA OBRA 2 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Autoria: Leandro Cupertino Correia Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro O principal propósito desta disciplina é apresentar conceitos e ferramentas mais utilizadas sobre gestão e gerenciamento de obras e empreendedorismo. Com base nisso, são abordados assuntos como o planejamento da construção, especificação técnica dos projetos e levantamento de quantitativos para orçamentação da obra. Além disso são apresentadas metodologias para planejamento e controle da execução dos serviços, as melhores práticas relacionadas ao assunto e a importância do cronograma físico- financeiro para acompanhar o empreendimento, garantindo o sucesso da construção. A disciplina também aborda conceitos de empreendedorismo, estimulando o lado empreendedor dos alunos e destacando atitudes e valores que são indispensáveis para aflorar o espírito proativo e inovador que deve estar presente no perfil de quem deseja empreender. Com isso, serão apontadas habilidades que devem ser colocadas em prática por quem visa criar e vender um novo negócio ou serviço. De forma geral, assume-se que as competências exigidas nesta disciplina são frutos de uma combinação de experiências prévias, somadas à formação acadêmica e profissional, valores e conceitos, que a tornam um importante instrumento para provocar o aluno a desenvolver raciocínio e postura voltada para ações empreendedoras e de gestão na construção civil. 3 Em seu desenvolvimento e atuação professional, esta disciplina garantirá: agregar conhecimentos sobre especificações técnicas e levantamento de quantitativos para obras; elaborar orçamentos de forma a otimizar os lucros e garantir o sucesso da construção; gerenciar todas as etapas do ciclo de vida da construção, acompanhando e controlando a obra desde a fase de concepção; estimular o espírito empreendedor do aluno, promovendo a inovação e a criação de serviços que atendam a novas demandas no mercado da construção civil. INTRODUÇÃO Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional. Vem conosco! Especificação e quantificação de materiais ______________________________________________________________ Autoria: Leandro Cupertino Correia Leitura crítica: Leandro Cupertino Correia TEMA 1 5 DIRETO AO PONTO Como arquitetos, engenheiros e profissionais ligados ao mercado da construção podem contribuir para garantir o uso racional dos recursos, redução de custos e uma obra executada dentro do prazo? O primeiro passo é a especificação técnica adequada dos materiais que serão utilizados, dos equipamentos e ferramentas necessários para a execução dos serviços e a capacitação da mão de obra exigido para atender a demanda. Em seguida, elaborado o projeto e especificados os materiais, é a hora de quantificar os insumos necessários para a execução dos serviços. É fundamental que o responsável técnico pela quantificação dos materiais tenha pleno conhecimento do empreendimento e dos projetos desenvolvidos, para construir a planilha de quantitativos. Dessa forma, o sucesso de uma obra depende de vários fatores, que destacam-se: • Alinhamento da equipe envolvida com o empreendimento e empenhada na redução de custos e execução dos serviços dentro do prazo. • Utilização de ferramentas de gerenciamento, planejamento e controle de obras que auxiliem o acompanhamento dos serviços. • Projeto bem elaborado, completo e com os detalhamentos necessários para o perfeito entendimento. • Especificações técnicas, que são informações que complementam os projetos, que pode ser considerada a parte escrita destes projetos. 6 • Quantificação dos materiais e serviços, que subsidia o orçamento e permite conhecer os custos para a execução das obras. No Brasil e no mundo, quando o assunto é quantificação de materiais, diversos softwares e ferramentas para construção civil tem ganhado espaço, como a metodologia de análise da Curva ABC, em que é possível identificar os serviços mais significativos e que representam os maiores custos do empreendimento. Um instrumento importante e muito utilizado para referenciar as especificações técnicas é o caderno de encargos, em que estão listadas orientações e diretrizes a serem seguidas para a execução da obra, visando padronizar os serviços e estabelecer diretrizes dos projetistas aos executores dos serviços. Aliado a isso, a capacitação dos profissionais tem somado para a obtenção de produtos cada vez mais alinhados com as boas práticas de engenharia, ao uso racional dos recursos disponíveis e ao desenvolvimento de construções sustentáveis, principalmente quanto à especificação de materiais mais adequados para cada tipo de obra. É comum encontrar na literatura vários trabalhos sobre o processo de projeto na construção civil, neste caso, o conceito de projeto abrange atividades de planejamento e concepção do empreendimento. Contudo, poucos trabalhos abordam a questão da especificação dos materiais e componentes construtivos associados à construção nas fases iniciais do projeto, com as respectivas consequências na metodologia executiva da obra de não se levar em consideração as características próprias de cada material envolvido. Isso porque os “custos de mudança”, como apresentado por Helene (1997), crescem exponencialmente quanto mais tarde for essa intervenção, e que a evolução desse custo pode ser assimilada ao de 7 uma progressão geométrica de razão 5, daí a denominação “Lei dos 5”. Conforme citado por Helene (1997), a Regra de Sitter, ou “Lei dos 5”, mostra o custo para sanar problemas identificados em diversas fases de uma obra. Nota-se que durante o planejamento (t1) e elaboração de projetos (t2) os custos são muito menores do que se avançarem para as etapas de execução da obra (t3) e manutenção da construção (t4), conforme ilustrado na Figura 1. Figura 1 – Lei dos 5 Fonte: adaptada de Helene (1997). Para auxiliar o levantamento de quantitativos e a elaboração das composições de preço unitário (CPU), existem composições de referência, divulgadas por órgãos públicos, como o SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil). Nesses órgãos são apresentados coeficientes de consumo 8 de materiais e produtividade de mão de obra para serviços da construção civil. Por isso é fundamental que os profissionais envolvidos sejam capacitados e estejam alinhados para garantir o sucesso das atividades de elaboração de projetos e especificações de materiais, bem como na quantificação dos serviços. Referências HELENE, Paulo R. L. Vida útil das estruturas de concreto. IV Congresso Iberoamericano de Patologia das Construções. Anais [...]. Porto Alegre: UFRGS, 1997. PARA SABER MAIS O BIM e a construção civil O setor da construção civil vem aprimorando suas práticas e processos para o desenvolvimento de produtos cada vez mais sofisticados e eficientes. Isto se deve aos avanços tecnológicos que invadiram este segmento e vem se consolidando ano após ano. Várias empresas já fazem uso de ferramentas modernas, com intuito de agregar valor aos seus produtos, auxiliando profissionais e clientes em suas tomadas de decisões, proporcionando mais agilidade e assertividade na elaboração dos projetos e na execução de obras. Isso torna estas empresas mais competitivas e globalizadas no mercado da engenharia e arquitetura. Este conjunto de ferramentas e softwares, associado a inúmeros processos de desenvolvimento e integração das informações dos projetos, que permite uma análise mais concisa e precisa desde os estudos de viabilidade até a execução das obras, é chamado 9 de Metodologia BIM(Building Information Modeling, em português, Modelagem de Informações da Construção). Tanto no segmento de edificações quanto em infraestrutura, existe uma gama de softwares e ferramentas, como Revit, Civil3D, ArchiCAD, VectorWorks, que tornaram os projetos, principalmente os projetos multidisciplinares, mais dinâmicos e integrados, permitindo, assim, uma redução no tempo de execução das atividades, maior consistência nas informações, compatibilização entre as diversas disciplinas de projeto e otimizações dos custos dos empreendimentos. Em 2020, para definir legalmente o conceito de BIM e estabelecer regras para sua aplicação em contratações públicas, o Governo Federal oficializou os critérios e diretrizes para o entendimento adequado e sua correta aplicação. No Decreto Federal n. 10.306/2020 (BRASIL, 2020): Estabelece a utilização do Building Information Modelling - BIM ou Modelagem da Informação da Construção na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia, realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling - Estratégia BIM BR. (BRASIL, 2020, [s.d.]) Como definido neste decreto, BIM é o conjunto de tecnologias e processos integrados que permite a criação, a utilização e a atualização de modelos digitais de uma construção, de modo colaborativo. Isso estimula seu uso e incorpora ao mercado novas metodologias de elaboração de projetos e gestão de obras. 10 Referências BRASIL. Presidência da República. Decreto nº 10.306, de 2 de abril de 2020: Estabelece a utilização do Building Information Modelling [...]. D.O.U., Brasília, 2020. TEORIA EM PRÁTICA Quando o responsável técnico pela elaboração da planilha de quantitativos recebe as informações do projetista, é comum surgirem dúvidas sobre dados que não estejam especificados nos documentos fornecidos, o que exige esclarecimentos por parte do responsável pelo projeto. Imagine que você foi contratado por uma empresa que está construindo um edifício residencial em sua cidade e precisa especificar os materiais e serviços necessários para execução de um piso cerâmico. Reflita sobre as informações indispensáveis que devem estar presentes nos projetos e no caderno de encargos, ou seja, os dados que precisam ser definidos previamente para não comprometer a execução e a qualidade da obra. Quais são as informações que devem ser apresentadas ao orçamentista? Caso você fosse o orçamentista e esses dados não estivessem claros no projeto, qual seria a melhor atitude a se tomar? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. 11 LEITURA FUNDAMENTAL Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Indicação 1 O capítulo 3 do livro indicado apresenta questões relacionadas ao planejamento de empreendimentos de construção civil, inclusive no que se refere à quantificação de materiais e serviços para execução de obras. Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título Planejamento e custos de obras no parceiro MinhaBiblioteca.com. PINHEIRO, A. C. d. F. B.; CRIVELARO, M. Planejamento e custos de obras. São Paulo: Érica, 2014. Indicações de leitura 12 Indicação 2 O capítulo 3, Projeto, do livro indicado tem como foco os principais conceitos onde é explicada a especificação de materiais para construção civil, inclusive apresentando exemplos da aplicação prática no cotidiano. Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título do livro Materiais, acabamentos e revestimentos. MARGARIDA, P.; KROLOW, F. Materiais, acabamentos e revestimentos. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2017. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. A especificação técnica adequada dos materiais e serviços em uma construção é indispensável para evitar imprevistos e retrabalho. Sendo assim, é correto afirmar que: 13 a. A especificação de materiais, mesmo que incompleta, permite a quantificação e compra de materiais em acordo com as necessidades da obra. b. O sucesso da especificação de materiais depende da padronização dos serviços, descritos adequadamente pelo projetista e do apoio de um software. c. A especificação de materiais não influencia na cotação de preços, diretrizes para transporte e armazenagem, apenas na utilização dos materiais. d. A especificação de materiais, por ser tarefa demorada e complexa, pode ser dispensada para empreendimentos de pequeno porte e obras de reforma. e. Um documento muito utilizado para especificação de materiais e serviços em um empreendimento é o caderno de encargos, que pode ser elaborado durante a execução da obra ou ao final da construção. 2. A quantificação precisa dos materiais e serviços. Em uma construção é indispensável para evitar gastos desnecessários ou a paralisação da obra por falta de insumos. Em relação à quantificação, é correto afirmar: a. As composições de custo unitário (CPU) consideram como coeficiente de consumo a produtividade potencial da mão de obra, ou seja, a melhor produtividade atingida pela equipe. b. As perdas de materiais, geralmente são consideradas como um percentual do quantitativo levantado, mas não compõem o coeficiente de consumo de material na CPU. c. Ao quantificar os materiais e serviços, não devem ser consideradas as perdas de produtividade no uso dos materiais e mão de obra, inerentes ao processo produtivo. 14 d. Caso seja feito o levantamento de quantitativos incompleto, o orçamento pode ser elaborado com base na especificação de materiais e serviços. e. Existem ferramentas modernas para auxiliar o levantamento de quantitativos e elaboração de CPU, inclusive planilhas de referência para consulta. GABARITO Questão 1 - Resposta B Resolução: A correta especificação dos materiais é indispensável para o sucesso da obra, o correto levantamento das quantidades e custos. Para isso, é necessário organizar as informações construtivas, as normas pertinentes e as orientações dos fabricantes de forma padronizada, clara e objetiva. Isso facilita as cotações e coletas de preços, além de determinar o tipo de transporte, recebimento e armazenagem dos produtos no canteiro. Também evita dúvidas quanto aos detalhes dos produtos que devem ser adquiridos, e dispensa a necessidade de grandes estoques de materiais. Por isso o caderno de encargos, documento comumente utilizado para especificar materiais e serviços, deve ser elaborado concomitantemente aos projetos de engenharia, de forma que seja elemento a contribuir durante a fase de quantificação dos serviços e levantamento dos custos para construção. 15 Questão 2 - Resposta E Resolução: Composições de custo unitário consideram a produtividademédia para determinado serviço, inclusive faz parte do coeficiente de consumo as perdas de materiais e produtividade durante a execução. É comum classificar a produtividade de equipamentos em horas “produtivas” e “improdutivas” na composição do serviço. O levantamento de quantitativos é peça indispensável para a elaboração de orçamento, uma vez que sem ele não é possível conhecer o consumo dos materiais da obra. Logo, existem ferramentas modernas para auxiliar o levantamento de quantitativos e elaboração de CPU, inclusive há planilhas de referência para consulta, como SINAPI e SICRO, que são amplamente divulgadas e utilizadas em obras públicas e particulares pelo Brasil. Orçamento de materiais e serviços ______________________________________________________________ Autoria: Leandro Cupertino Correia Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro TEMA 2 17 DIRETO AO PONTO De maneira geral, um orçamento de obras é constituído pelos custos diretos e indiretos, lucro e impostos. Sendo assim, é fundamental que todo o serviço necessário para a completa execução da obra seja identificado e suas quantidades levantadas. O primeiro ponto a destacar é a análise dos projetos e especificações técnicas dos materiais e serviços. Em seguida, o orçamentista deve atentar às composições de custos, que é a etapa onde são considerados os insumos, materiais, mão de obra, equipamentos e custos indiretos da obra que farão parte do orçamento. Aqui a experiência profissional e o engajamento do orçamentista fazem muita diferença, uma vez que esse profissional pode identificar serviços não previstos no projeto e especificação dos materiais, mas que podem inviabilizar a execução do empreendimento. Concluída as composições de custos, passa-se ao momento de determinação dos preços, que consiste na obtenção de preços de mercado, por meio de consultas, cotações e pesquisas junto às empresas que fornecem e comercializam materiais para construção civil. Destaca-se aqui que a composição dos custos é dividida em dois grupos: custos diretos e custos indiretos. Os custos diretos estão associados à execução dos serviços de campo, enquanto os custos indiretos são aqueles que não estão associados diretamente à construção, mas que são necessários para o andamento da obra, como a equipe de escritório e a administração central. 18 O orçamento de qualquer empreendimento é uma estimativa de custo, uma vez que há incertezas envolvidas e previsões associadas a cada serviço, como a produtividade da mão de obra. Mas, fique atento: ao elaborar um orçamento, ele deve ser preciso, mas não precisa ser exato. Isso significa dizer que o orçamento deve apresentar um valor próximo ao custo real obtido ao final da obra, e quanto mais criterioso o orçamentista for, maiores as chances de sucesso do empreendimento, e dificilmente ocorrerão imprevistos que possam inviabilizar a construção. Esta aproximação citada está presente em diversos itens do orçamento, como: a mão de obra, em que há incerteza envolvendo produtividade e encargos trabalhistas; os materiais, em que são consideradas perdas e reaproveitamentos, além de impostos e taxas que elevam o grau de incerteza, e os equipamentos utilizados, que não sabemos exatamente a produtividade e os custos com manutenção. Além disso, há aproximações sobre custos indiretos da obra, despesas com os profissionais que não estão diretamente ligados à execução dos serviços, bem como custos com água, luz, telefone, seguros, serviços de gráfica, por exemplo. Quando se trata do nível de detalhamento de um orçamento, podemos dividi-lo, genericamente, em três diferentes grupos: estimativa de custos, orçamento preliminar e orçamento analítico ou detalhado. A estimativa de custos é uma análise expedita, baseada em registros de obras realizadas anteriormente, para construções com características similares. É uma ferramenta interessante 19 para estabelecer uma ordem de grandeza do custo total do empreendimento. Contudo, apresenta alto grau de incerteza. Já o orçamento preliminar é o refinamento da estimativa de custos, visto que apresenta alguns detalhes e informações adicionais sobre a obra, o que garante um grau de incerteza menor. Neste caso é comum que sejam incorporados dados que advém da experiência do orçamentista e/ou da construtora que executará a obra, aprimorando a estimativa inicial de custos. Por fim, o orçamento analítico, que constitui a forma mais detalhada do custo de um empreendimento, aproximando-se mais do custo real. Ele é elaborado a partir do levantamento de quantitativos, da análise das composições de custo unitários e cotações de preços dos materiais. Vale lembrar, também, que no orçamento analítico são considerados os custos diretos e indiretos da obra. Concluído o orçamento, é possível elaborar e conhecer a “Curva ABC”, que é uma ferramenta gerencial muito utilizada para planejamento da obra. Ela apresenta os serviços com custo mais representativos a serem executados, que correspondem a cerca de 80% do custo total da construção. A “Curva ABC” hierarquiza os serviços em ordem decrescente de relevância no custo total da obra, o que auxilia no planejamento e gerenciamento da obra, focando naqueles insumos de maior importância. PARA SABER MAIS É muito comum se deparar com propostas de fornecedores de materiais de construção que não contemplam todas as informações necessárias para o orçamento. Por isso, o orçamentista deve fazer 20 uma equalização das propostas para cada serviço a ser executado, conferindo se estão presentes nestas propostas os dados para orçamento da obra. Algumas das informações que devem estar presentes nas propostas são o prazo e local de entrega, que impactam diretamente o andamento da obra, custos com frete e validade daquela oferta. A equalização das propostas é fundamental para comparar qual fornecedor apresentou menor preço para determinado material ou serviço, por isso, o orçamentista deve garantir que as condições sejam as mesmas para todos. Além disso, são raros os orçamentistas que realizam visitas técnicas aos locais de obra, seja por falta de tempo, falta de recursos ou por não darem a relevância necessária para estas visitas. Assim, deixam de observar o local da obra sob o ponto de vista técnico e logístico, analisando características e necessidades que não estão descritas no projeto técnico ou executivo. O papel do orçamentista vai além de elaborar uma planilha com custos de cada serviço da obra. É preciso ler e interpretar as informações contidas nos projetos e especificações técnicas, conhecer a rotina da obra, metodologias executivas, logística e equipamentos utilizados, para garantir que os serviços sejam realizados da maneira mais viável, produtiva e lucrativa. Participando desde a etapa de planejamento e concepção do empreendimento, o profissional pode pensar na própria viabilidade econômica do projeto e em alternativas para que os trabalhos em campo sejam otimizados nas diversas etapas do ciclo de vida de uma obra. Dessa forma, o orçamentista pode contribuir com o dimensionamento de equipes para cada serviço, simulações de 21 cenários alternativos com diferentes técnicas construtivas, geração de cronogramas físicos e financeiros, dentre outros. Por mais simples que o porte da obra possa parecer, projetos e orçamento bem detalhados e completos garantem que o custo estimado para determinada obra seja compatível com a realidade das futuras obras, evitando o surgimento de gastos extras e eventuais prejuízos durante a execução. Por isso, são necessárias inúmeras revisões, cotações de materiais e serviços até que todas as informações do orçamento estejam compatíveis com as métricas propostas para o projeto. Como nenhum empreendimento é igual ao outro, é aconselhável que o orçamentista dê atenção exclusiva a cada orçamento e documente todas as informações obtidas, para que haja máxima sincronia entre os objetivosiniciais e a obra concluída. TEORIA EM PRÁTICA Imagine que você foi contratado para elaborar o orçamento da pintura de uma casa, onde estavam previstos 600 m2 de pintura, com a composição do serviço conforme o Quadro 1. Se o custo para pintar 1 m2 da casa é R$ 17,41, então o custo para pintar a área de 600 m2 casa é R$ 10.446,00. Quadro 1 – Pintura por metro quadrado Insumo Unidade Coeficiente Custo unitário Custo total Pintor H 0,70 10,20 7,14 Servente H 0,55 7,50 4,13 22 Lixa UNID 0,50 1,50 0,75 Selador L 0,12 8,00 0,96 Massa corrida kg 0,58 5,00 2,90 Tinta látex PVA L 0,17 9,00 1,53 TOTAL 17,41 Fonte: elaborado pelo autor. Legenda: m2 = metro quadrado; H = horas; UNID = unidade; L = litros; kg = quilograma. Contudo, decorrido um período da data de elaboração do orçamento, houve variação de preços dos materiais e mão de obra da construção civil, com aumento de 25% nos custos dos materiais e 15% de redução nos custos referentes à mão de obra. Reflita sobre a situação retratada acima. Você saberia dizer para seu cliente se o custo para pintura da parede aumentou ou diminuiu em relação ao orçamento elaborado inicialmente? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log Indicações de leitura 23 in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Indicação 1 O capítulo 8 do livro indicado apresenta o conceito de BDI, mostrando sua aplicação de maneira didática, inclusive com exemplos práticos e dicas e cuidados que um orçamentista deve tomar para calcular impostos, taxas e o preço de venda. Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título Conhecendo o orçamento de obras: Como tornar seu orçamento mais real no parceiro MinhaBiblioteca.com MARCHIORI, Fernanda; CARVALHO, Michele T. M. Conhecendo o orçamento de obras: como tornar seu orçamento mais real. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. Indicação 2 O capítulo 3 do livro indicado apresenta, de maneira didática e objetiva, questões relacionadas a planilhas orçamentarias. 24 Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título Planejamento e custos de obras no parceiro MinhaBiblioteca.com. PINHEIRO, Antônio C. da F. B.; CRIVELARO, Marcos. Planejamento e custos de obras. São Paulo. Érica, 2014. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Considere a composição de custos de preparo, transporte, lançamento e adensamento de 1 m³ de concreto estrutural. 2. Quadro 2 – Composição de custos por metro cúbico de concreto Insumo Unidade Coeficiente Custo Unitário (R$) Custo Total (R$) Cimento KG 306,000 0,72 220,32 Areia M3 0,901 70,00 63,07 25 Brita M3 0,836 104,00 86,94 Pedreiro H 1,000 13,80 13,80 Servente H 8,000 8,40 67,20 Betoneira H 0,350 4,00 1,40 TOTAL 452,73 Fonte: elaborado pelo autor. Assinale a alternativa correta em relação ao exposto. a. O custo do equipamento é R$ 0,35 por m³ de concreto. b. O equipamento representa 3% do total do custo da composição. c. Para uma obra de 30 m³ de concreto serão necessárias 240 horas de servente e 105 horas de betoneira. d. É necessário 1 m³ de (areia + brita) para composição de 1 m³ de concreto. e. A mão de obra representa aproximadamente 18% do total do custo da composição. 2. Em uma obra de reforma de imóvel comercial no centro de Londrina (PR), por exemplo, o projeto contempla a construção de uma parede de 5 m de largura e 3 m de altura e de um forro de 9 m de comprimento e 7 m de largura. O projetista deixou a decisão do material a ser utilizado para os clientes, sendo as opções o uso de drywall ou gesso comum para ambos os elementos. Sendo que, no caso da escolha do gesso, há necessidade de execução de forro duplo. Para a decidir qual material utilizar, os clientes solicitaram ao orçamentista os valores dos materiais, que custam R$ 50,00 o m2 de drywall e R$ 30,00 o m2 gesso. Sabendo que 26 foi considerada perda de 5% de material em obra, assinale a alternativa correta quanto ao custo total dos serviços. a. O drywall será R$ 1.560,00 mais caro do que o custo total da opção do gesso. b. O gesso será R$ 346,50 mais barato do que o custo total da opção do drywall. c. O gesso será R$ 346,50 mais caro do que o custo total da opção do drywall. d. O drywall será R$ 330,00 mais barato do que o custo total da opção do gesso. e. O drywall será igual ao custo total da opção do gesso. GABARITO Questão 1 - Resposta E Resolução: O custo do equipamento é R$ 1,40 por m³ de concreto que representa 0,3% do custo total da composição. Para realizar obra com 30 m³ de concreto são necessárias 240 horas de servente e 10,5 horas de betoneira. Para produzir 1 m³ de concreto são necessários 1,737m³ de (areia + brita). Por fim, a mão de obra corresponde a 17,9% do custo total da composição. Questão 2 - Resposta C Resolução: Calculando as áreas de parede e forro que devem ser construídas: • Área de parede = 5,0 m x 3,0 m = 15,0 m². • Área de forro de drywall = 9,0 m x 7,0 m = 63,0 m². • Área de forro de gesso = 9, 0m x 7,0 m x 2 (forro duplo) = 126,0 m². 27 • Área total de drywall = 15,0 m² + 63,0 m² = 78,0m². • Área total de gesso = 15,0 m² + 126,0 m² = 141,0m². • Área total de drywall + 5% perdas = 78,0 m² x 1,05 = 81,9 m². • Área total de gesso + 5% perdas = 141,0 m² x 1,05 = 148,05 m². • Custo total de drywall = 81,9 m² x R$ 50,00/m² = R$ 4.095,00. • Custo total de gesso = 148,05 m² x R$ 30,00/m² = R$ 4.441,50. Logo, a execução da parede e do forro em gesso será R$ 346,50 mais caro que a opção com drywall. Planejamento e acompanhamento de obras ______________________________________________________________ Autoria: Leandro Cupertino Correia Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro TEMA 3 29 DIRETO AO PONTO Embora o planejamento de obras seja um assunto muito discutido pelos profissionais da construção civil, não é sempre que essa etapa do ciclo de vida de um empreendimento recebe a atenção que deveria. A relevância do assunto deve ser tratada com atenção, principalmente pelos gestores de obras, pois este tem como principal objetivo prever os riscos, evitar imprevistos e minimizar os impactos causados por eventos diversos durante a construção, seja por alterações no cronograma e no custo da obra. O profissional responsável pelo planejamento e gerenciamento do empreendimento deve utilizar métodos e ferramentas adequados para avaliar em que circunstâncias a construção é mais rentável e econômica, respeitando a legislação vigente, as condições de trabalho e o local da obra. É a partir do planejamento criterioso que os profissionais envolvidos terão uma visão geral da obra e poderão avaliar o empreendimento de maneira holística, isto porque será necessário profundoconhecimento de todas as etapas para tomar decisões adequadas ao longo da execução dos serviços. Por isso, é fundamental que toda a equipe conheça bem as particularidades da obra, a metodologia executiva e os serviços mais relevantes envolvidos na construção e o caminho crítico, de forma que seja possível gerenciar tarefas, otimizando prazos e custos quando surgirem situações adversas. Conforme podemos perceber, o planejamento vai além um simples documento ou uma tarefa secundária para o empreendimento. Nele são estabelecidas diretrizes e orientações para a execução das 30 obras, desde os estudos de viabilidade, projetos e especificações técnicas, orçamento, prazos e custos para cada etapa da obra, metas etc. Na elaboração de todas essas atividades, o profissional precisa entender as peculiaridades da obra e ir além dos serviços que serão executados. É necessário identificar os resultados esperados, a finalidade do empreendimento, os principais pontos de desperdícios e retrabalho, além de prever eventuais imprevistos que possam comprometer os prazos de execução da obra. Por isso é importante que as atividades e ferramentas de planejamento estejam presentes desde a etapa dos estudos de viabilidade, pois este será o primeiro momento para avaliar os lucros potenciais e os riscos envolvidos no empreendimento. Isso exige experiência da equipe envolvida e dedicação dos profissionais, para elencar os custos dos projetos e da obra, além do lucro e despesas, baseando-se inclusive no histórico de obras realizadas anteriormente. Também é necessário avaliar o fluxo de caixa da construtora e os desembolsos previstos para cada etapa da obra, para viabilizar os recursos para a construção do empreendimento, inclusive se as condições econômicas e do mercado favorecem ou não a realização do projeto naquele momento. Sabemos que o orçamento é uma das etapas mais importante do planejamento de obras, visto que um orçamento incompleto ou inconsistente do empreendimento pode gerar prejuízos ou até mesmo causar a paralisação dos serviços por falta de recursos. Embora pareça exagero, esse tipo de situação é comum em diversas obras, seja no setor público ou privado, uma vez que existem variáveis que tornam o cálculo do orçamento complexo 31 e dependente de diversos fatores, como o cronograma físico- financeiro, atividades a serem terceirizadas, produtividade e encargos trabalhistas dos funcionários etc. Além disso, o orçamento de obras pode ser elaborado a partir de diferentes metodologias que envolvem mais ou menos detalhes, a depender das informações disponíveis durante sua elaboração. Depois do orçamento, o planejamento continua junto à execução da obra, seja nos serviços no canteiro de obras e/ou nos trabalhos de escritório. É indispensável planejar os serviços já pensando nos recursos financeiros disponíveis e nos materiais que serão necessários para a execução. Acompanhamento e controle de obras são atividades periódicas e recorrentes durante a construção, já que o status da obra se modifica com o avanço dos trabalhos e, por isso, o gerenciamento das tarefas deve ser contínuo e acompanhar a disponibilidade de recursos e a produtividade da mão de obra empregada. PARA SABER MAIS Para realizar o gerenciamento de obras, é comum os profissionais utilizarem ferramentas de gestão, para planejamento e controle de tarefas e projetos, em diversos níveis. Isso proporciona uma holística integrada do progresso da obra e da realização de atividades pelos profissionais envolvidos. Existem algumas metodologias de gerenciamento de projetos que podem auxiliar os profissionais a elaborar um planejamento de acordo com os objetivos e interesses do empreendimento. Um deles é o Lean Construction, que busca agir considerando questões 32 sustentáveis, visando uma construção enxuta, evitando desperdícios de matéria-prima, tempo e dinheiro. Assim, esse tipo de metodologia aumenta a produtividade e, consequentemente, a qualidade dos serviços executados, gerando mais eficiência na rotina da obra. A abordagem do Lean Construction, que em português pode ser entendida como construção enxuta, implica na adoção de conceitos do pensamento clean para o ambiente de construção civil, incluindo atividades gerenciais do empreendimento, desde a elaboração do projeto até execução e conclusão da obra. O Lean Construction foi idealizado pela empresa automotiva Toyota (GONÇALVES, 2014), na busca de implementar novos métodos e tecnologias na produção, com foco na antecipação e prevenção de imprevistos e adversidades que venham a surgir. Outra metodologia muito empregada foi desenvolvida pelo Project Management Institute (PMI) e está apresentada no manual PMBOK® (Project Management Body of Knowledge). Neste documento são abordadas as melhores práticas e os recursos necessários para uma gestão de projetos otimizada, sendo uma referência para os gestores no ramo da construção civil e tecnologia em diversos países, conforme destacado por Abdala (2016). Ainda no PMBOK®, a tarefa de gerenciar um projeto compreende a aplicação de habilidades, conhecimentos, recursos técnicos e ferramentas durante as etapas do empreendimento, com o objetivo de atender seus requisitos e satisfazer as expectativas do cliente. Sendo assim, segundo Abdala (2016), o PMBOK® pode ser melhor compreendido por meio das etapas dos processos que o compõem, subdividindo-o em cinco grupos: 33 • Iniciação. • Planejamento. • Execução. • Monitoramento e controle. • Encerramento. Você já usa alguma ferramenta ou metodologia para otimizar os trabalhos que realiza? Referências ABDALA, João F. M. Avaliação do grau de definição dos projetos de empreendimentos de incorporação imobiliária: um estudo de caso. 2016. 243 f. Dissertação (Mestrado em Construção Civil) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016. GONÇALVES, Pedro G. F. Estudo e análise da metodologia Lean Construction. 2014. 60 f. Monografia (Especialização em Construção Civil) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2014. TEORIA EM PRÁTICA Imagine que você recebeu uma oferta para trabalhar com a equipe de gerenciamento da construção de um hospital em sua cidade. Chegando no primeiro dia de trabalho nota que algumas salas estavam em fase avançada de acabamento, recebendo pintura e limpeza. Contudo, ao analisar os projetos, percebeu que ainda seria realizada a instalação de tomadas e tubulação de oxigênio para os leitos. Nesse momento, você recorre ao engenheiro responsável pela obra, questionando sobre a ordem de execução dos serviços. 34 Reflita sobre o planejamento e controle da obra. Qual seria a melhor estratégia para a execução destes serviços? Você imagina alguma alternativa que poderia ser oferecida à equipe da obra para execução das atividades? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Indicações de leitura 35 Indicação 1 O capítulo 1 Fundamentos em Gerenciamento de Projetos – PMBOK ® do livro indicado, introduz conceitos de gerenciamento de projetos a partir de processos estabelecidos no PMBOK®, de acordo com o ciclode vida do empreendimento. Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título da obra no parceiro Biblioteca Virtual 3.0 Universitária. MELO, Maury. Gerenciamento de Projetos para a Construção Civil. 2. ed. Rio de Janeiro: Brasport Livros e Multimídia, 2012. Indicação 2 O capítulo 2 O Gerenciamento de Projetos na Construção Civil do livro indicado apresenta as etapas do planejamento de obras, desde o papel do engenheiro no gerenciamento até a coordenação de serviços no canteiro de obras. Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título da obra no parceiro Biblioteca Virtual 3.0 Universitária. XAVIER, Carlos M. da S.; XAVIER, Luiz F. da S.; MELO, Maury. Gerenciamento de Projetos de Construção Civil: uma adaptação da metodologia basic methodware. Rio de Janeiro: Brasport Livros e Multimídia, 2014. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 36 Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Na construção, há atividades que devem ser concluídas para o início de outras, por exemplo, a pintura que depende da conclusão do reboco e emboço sobre a alvenaria. Quanto ao cronograma hipotético apresentado a seguir, todas as relações de dependências das atividades são do tipo término-início, em que é necessária a conclusão de uma para o início da outra, da seguinte forma: a execução das atividades B e F dependem da conclusão de A e D, a execução da atividade C depende da conclusão de B e E, e a execução da atividade E depende da conclusão de D. Tarefa Duração (dias) A 3 B 3 C 2 D 5 E 4 F 5 A partir das informações apresentadas, quantos dias serão necessários para a execução de todas as tarefas? a. 11 dias. b. 5 dias. 37 c. 21 dias. d. 7 dias. e. 8 dias. 2. Durante o planejamento da obra e elaboração do cronograma, é importante conhecer o caminho crítico dos serviços. Sobre este, qual a alternativa correta: a. É o menor caminho entre o início e o fim da obra. b. Considera apenas as atividades mais relevantes da obra. c. Apresenta o prazo da atividade mais longa da obra. d. É a sequência de atividades que determina o prazo total da obra. e. Indica a atividade de maior custo da obra. GABARITO Questão 1 - Resposta A Resolução: O caminho crítico deve atentar para as atividades predecessoras e subsequentes. Dessa forma, a duração total dos serviços é apresentada conforme a tabela abaixo: Tarefas Duração (dias) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 A B C D E F 38 Questão 2 - Resposta D Resolução: O caminho crítico é o somatório de prazos de diversos serviços que serão realizados na obra. Não será necessariamente o menor caminho, visto que deve considerar todas as atividades a serem executadas. Além disso, não está diretamente ligado ao custo, o que afasta a relação do custo e prazo de determinada atividade. Empreendedorismo na construção civil ______________________________________________________________ Autoria: Leandro Cupertino Correia Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro TEMA 4 40 DIRETO AO PONTO Em algum momento da vida, é comum passar pela nossa cabeça a ideia de abrir um negócio próprio. É muito comum nos depararmos com amigos da faculdade que, logo depois da formatura, dizem que escolheram ser empresários, que é o mesmo do que ser um empreendedor. Mas, será que as pessoas realmente estão cientes do significado de empreender? A tarefa de empreender não é fácil, e requer estudo e dedicação. Isso porque, em um mundo tão globalizado e tecnológico, surgem novos serviços e ferramentas quase que diariamente. Então quem está interessado em abrir uma empresa, deve estar atento a vários fatores que podem determinar o sucesso ou fracasso do negócio. O Brasil é um país que tem grande percentual de sua população empreendendo, conforme pesquisa divulgada pelo Global Entrepeunership Monitor (GEM, 2017), mas o que se observa é que a falta de planejamento contribui para um grande número de empresas que deixam de existir antes de completar um ano de criação. Por isso, ao abrir um negócio próprio, o empreendedor deve estudar o mercado que almeja adentrar, avaliando demandas que ainda não foram atendidas e analisando a viabilidade do negócio. Embora exija mais tempo e recursos nesta etapa de estudo e pesquisas de mercado, o planejamento é indispensável para se adaptar às necessidades do mercado e entregar serviços de qualidade. O empreendedor deve conhecer a área de atuação, buscando setores que ainda não estejam saturados e identificando os concorrentes naquele segmento. Optar por negócios que você 41 entenda a dinâmica dos serviços e conheça suas especificidades, aumenta a probabilidade de sucesso. Também é fundamental o contato com outros profissionais do mercado, a troca de experiências e ampliação de sua rede de contatos, o chamado networking. Isso possibilita manter-se atualizado sobre novas tecnologias que surgem e permite que você entenda as demandas e necessidades do mercado. Outro ponto que deve ser considerado por um empreendedor ou quem pretende empreender é a formação e capacitação profissional, inclusive de todos os membros da equipe. Existem cursos sobre diversos assuntos ligados ao empreendedorismo, que podem auxiliar na abertura de uma empresa. O ponto que talvez tenha mais relevância na hora de abrir uma empresa é a formação da equipe que executará os serviços. Independente do mercado em que a empresa está inserida, profissionais capacitados desempenham melhor suas funções, o que reflete na produtividade e qualidade dos serviços. Devido à modernização das tarefas, aliado à necessidade e interesse que as pessoas vêm apresentando de executar várias atividades ao mesmo tempo, há uma demanda pela simplificação dos serviços, o que contribui para o surgimento de oportunidades em diferentes áreas. O que foi dito até aqui, pode ser aplicado a qualquer tipo de empreendimento, mas quando nos referimos especificamente do setor da construção civil, por se tratar de um setor que sempre é muito impactado em crises econômicas, empreender neste segmento não é tarefa simples. 42 Mas isso não significa que não existam oportunidades. O importante é o empreendedor, quando realizar o estudo de viabilidade e planejar um empreendimento, avalie os riscos envolvidos e identifique as possibilidades que terá pela frente. Os cursos de Graduação voltados para o setor da construção civil no Brasil não têm o hábito de incentivar o empreendedorismo e a inovação junto aos alunos, privilegiando uma formação técnica, mas isso tende a mudar, principalmente pela incorporação de conceitos de gestão e modernização das grades curriculares. Aos interessados em abrir o próprio negócio no mercado da construção civil, há diversas oportunidades, como as impressoras tridimensionais, que evitam o desperdício de materiais, reduzem o prazo da obra e a mão de obra necessária para executar os serviços. Há também o uso de elementos pré-fabricados nas construções, que permite a fabricação de peças em indústrias e laboratórios, garantindo padronização dos elementos, controle tecnológico rigoroso, precisão milimétrica, redução de perdas e desperdício, bem como redução no prazo de execução dos serviços. A utilização de drones e VANTs (veículos aéreos não tripulados), vem se destacando como outra forma de empreender na construção civil, principalmente pela possibilidade de obter imagens de qualquer ponto de uma construção, permitindo acompanhar a obra e extrair informações de maneira otimizada. Outro assunto em alta no setor da construção é a sustentabilidade.Com isso, empresas e os professionais voltados para este segmento, que ofereçam produtos e serviços alinhados à racionalização do consumo de recursos naturais, diminuição da produção de resíduos, reciclagem e meio ambiente tem um excelente nicho de mercado a explorar. 43 Diante de tudo que foi exposto, nota-se que empreender na construção civil pode ser uma excelente alternativa para quem deseja ter o próprio negócio, mas isso exige empenho por parte do empreendedor, capacitação e atualização da equipe, sempre acompanhando as novas ferramentas e tecnologias que surgem para esse mercado. Referência Bibliográfica GEM – GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR. Empreendedorismo no Brasil: Relatório Global. Curitiba: IBQP-PR, 2017. PARA SABER MAIS Para quem deseja empreender no mercado da construção civil, há possibilidades que se encaixam para diversos perfis de profissional, com diferentes montantes de recurso disponíveis. Um nicho em franca expansão são os serviços ligados à tecnologia, com utilização de softwares e ferramentas modernas, que possibilitam, entre outras coisas, que o cliente tenha uma experiência interativa e realística com o produto ou serviço que deseja. Por isso, empresas de tecnologia que oferecem soluções inovadoras, têm captado cada vez mais clientes e alcançado sucesso em seus negócios. Elas atuam em várias etapas de uma obra, do projeto à construção, prestando serviços que carecem de modernização e automatização, como exemplo, os aplicativos para smartphone, softwares e ferramentas que facilitam a execução de tarefas do dia a dia. 44 E por falar em smartphones, a automação residencial também é uma área em alta na construção, com diversas oportunidades para prestação de serviços que possibilitem às pessoas controlarem diversas funções em suas casas a partir do próprio celular e por meio de dispositivos que utilizam biometria e comandos de voz para acesso a determinados serviços. Outro serviço que está em alta é a consultoria com utilização de ferramentas e metodologias modernas, como o BIM (Building Information Modeling, em português, Modelagem de Informações da Construção), que permite compatibilizar projetos e etapas da obra, aumentando a precisão do orçamento e reduzindo custos e prazos da construção. O BIM, combinado a ferramentas de realidade virtual possibilitam ao cliente visualizar a construção finalizada antes mesmo do seu início. Essa área de tecnologia na construção civil também tem oportunidades para profissionais freelancers, como os sites Workana e 99freelas, que facilitam o contato entre clientes interessados e profissionais disponíveis no mercado para atendê-los. Estes trabalhos geralmente são elaborados à distância e apresentados virtualmente, e podem agregar soluções construtivas inovadoras, uso de materiais tecnológicos e pouco difundidos etc. Diante disso, percebe-se que serviços ligados às tecnologias digitais tem se tornado talvez a melhor oportunidade para quem deseja empreender no mercado da construção civil. Os exemplos citados acima são apenas algumas das várias áreas que o profissional pode atuar e que se mostram como excelentes oportunidades para os próximos anos no Brasil e no mundo. 45 TEORIA EM PRÁTICA Eduarda era uma arquiteta recém-formada quando pretendia abrir um escritório para prestar serviços de consultoria em design de interiores. Nessa época, ela resolveu fazer uma especialização em gestão de projetos e, também, a participar de congressos e workshops sobre o assunto que ocorriam em sua cidade. Com sua persistência e autoconfiança, Eduarda decidiu inaugurar seu escritório antes mesmo de concluir o curso de Pós-Graduação. O seu comprometimento e persuasão possibilitaram a ela conhecer empresários dispostos a investir no escritório que, em pouco tempo, passou a ter 30 pessoas na equipe de elaboração de projetos. Com o passar do tempo, Eduarda percebeu nichos no mercado de design de interiores e, disposta a assumir riscos, inovou com uma série de serviços de consultoria exclusivos, inclusive criando um aplicativo para smartphones, que é uma aposta que fizeram com recursos próprios que tornaram a ferramenta um diferencial para a empresa. Com isso, Eduarda pretende ampliar a carteira de clientes e melhorar o atendimento dos atuais. Você consegue identificar características empreendedoras que Eduarda teve para desenvolver seu próprio negócio? Quais características empreendedoras Eduarda deve ter para garantir o sucesso em sua empresa? Como é possível desenvolvê- las? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. 46 LEITURA FUNDAMENTAL Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Indicação 1 O capítulo Panorama do empreendedorismo e oportunidade empreendedora, do livro Empreendedorismo e Inovação, apresenta uma contextualização do tema no Brasil e no mundo, o surgimento deste conceito e orientações para quem busca empreender nos dias de hoje. Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título Empreendedorismo e Inovação. ALMEIDA, Eder G. de; ALEIXO, Tayra C. N. Empreendedorismo e Inovação. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2020. Indicações de leitura 47 Indicação 2 O capítulo Dicas para se tornar um empreendedor de sucesso, do livro Empreendedorismo: dicas e planos de negócios para o século XXI, apresenta dicas de marketing, finanças e planejamento para quem pretende empreender. Para realizar a leitura, acesse a nossa plataforma Biblioteca Virtual e busque pelo título da obra no parceiro Biblioteca Virtual. RAZZOLINI FILHO, Edelvino. Empreendedorismo: dicas e planos de negócios para o século XXI. Curitiba: Editora Intersaberes, 2012. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Antes de efetivamente abrir uma empresa, é necessário que o empreendedor avalie o setor do mercado, invista em planejamento e capacitação, bem como pondere os riscos que serão assumidos neste novo negócio. 48 Além disso, é correto afirmar que o empreendedor deve: a. Identificar produtos e serviços que possuem demanda na sociedade e que ainda não foram atendidas. b. Adentrar em mercados potencialmente lucrativos, independentemente dos concorrentes que possa encontrar pelo caminho. c. Atuar em mercados desconhecidos e pouco difundidos, independentemente dos riscos envolvidos. d. Assumir todos os riscos necessários para criação da empresa. e. Focar na execução e qualidade dos serviços, independentemente das questões administrativas e financeiras da empresa. 2. O empreendedor deve estar atento a diversos fatores antes de criar seu próprio negócio, isso porque há etapas que podem determinar o sucesso de uma empresa antes mesmo do início da operação. Dessa forma, a principal sugestãoaos profissionais que pretendem empreender, é que avaliem o tipo de negócio que possuem familiaridade e procurem atuar em áreas onde haja mais demanda do que a oferta, o que facilitará sua inserção no mercado. Das lições aprendidas, assinale qual das ações e características abaixo é dispensável ao empreendedor visando o sucesso e progresso de uma empresa. a. Contato com empresas e clientes (networking). b. Capacitação e aperfeiçoamento pessoal e da equipe. c. Conhecimento do mercado onde pretende atuar. d. Boa remuneração é fundamental para garantir sua produtividade. e. Espírito de liderança e bom relacionamento com a equipe. 49 GABARITO Questão 1 - Resposta A Resolução: É fundamental que o empreendedor entenda as necessidades da sociedade, para garantir que o serviço ou produto que é oferecido tenha demanda e atenda ao mercado. Não avaliar adequadamente os riscos envolvidos e as empresas concorrentes, podem levar à falência do negócio ainda nos primeiros meses. Da mesma forma, atuar em mercados desconhecidos e não considerar aspectos administrativos e financeiros implica em riscos que devem ser evitados pelo empreendedor. Questão 2 - Resposta D Resolução: Das qualidades e ações necessárias ao empreendedor, é importante destacar que o networking, os investimentos em cursos, a capacitação, o conhecimento na área em que pretende empreender e o perfil do profissional são muito importantes para o sucesso da empresa. Poderiam ser citadas muitas outras características que cabem ao empreendedor, mas a produtividade não pode estar vinculada a questões como boa remuneração e estabilidade profissional, porque uma empresa recém-criada pode não gerar lucros recorrentes e as receitas estão suscetíveis às condições do mercado. BONS ESTUDOS! Apresentação da disciplina Introdução TEMA 1 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 2 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 3 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 4 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Quiz Gabarito Inicio 2: Botão TEMA 4: Botão TEMA 1: Botão TEMA 2: Botão TEMA 3: Botão TEMA 9: Inicio :