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SISTEMA DE ENSINO
NOÇÕES 
DE DIREITO 
ADMINISTRATIVO
Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores 
Públicos da União
Livro Eletrônico
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................4
Lei n. 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União ..........................................................5
1. Abrangência e Linha do Tempo ............................................................................................................................5
1.1. Concurso Público ......................................................................................................................................................6
1.2. Provimento ..................................................................................................................................................................7
1.3. Posse ............................................................................................................................................................................16
1.4. Exercício ......................................................................................................................................................................18
1.5. Estágio Probatório ...............................................................................................................................................19
1.6. Estabilidade ..............................................................................................................................................................21
1.7. Vacância ..................................................................................................................................................................... 22
2. Remoção, Redistribuição e Substituição ................................................................................................... 24
2.1. Remoção ..................................................................................................................................................................... 24
2.2. Redistribuição ....................................................................................................................................................... 28
2.3. Substituição ............................................................................................................................................................30
3. Direitos e Vantagens ..............................................................................................................................................31
3.1. Vencimento e remuneração ..............................................................................................................................31
3.2. Indenizações ...........................................................................................................................................................33
3.3. Gratificações e Adicionais ..............................................................................................................................37
3.4. Férias ...........................................................................................................................................................................41
3.5. Licenças .....................................................................................................................................................................43
3.6. Afastamentos .........................................................................................................................................................48
3.7. Concessões .............................................................................................................................................................49
3.8. Direito de Petição ................................................................................................................................................50
4. Regime Disciplinar ..................................................................................................................................................52
4.1. Deveres .......................................................................................................................................................................52
4.2. Proibições.................................................................................................................................................................53
4.3. Acumulação de Cargos .....................................................................................................................................57
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4.4. Responsabilidades ............................................................................................................................................. 59
4.5. Penalidades .............................................................................................................................................................61
Resumo ...............................................................................................................................................................................65
Mapas Mentais ................................................................................................................................................................71
Questões de Concurso ............................................................................................................................................... 73
Gabarito .............................................................................................................................................................................. 82
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................83
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ApresentAção
Olá, tudo bem? Espero que sim!
Na aula de hoje, estudaremos todos os detalhes sobre a Lei n. 8.112/1990, norma que es-
tabelece o Estatuto dos Servidores Públicos da União.
Grande Abraço e boa aula!
Diogo
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LEI N. 8.112/1990 – ESTATUTO DOS SERVIDORES 
PÚBLICOS DA UNIÃO
1. AbrAngênciA e LinhA do tempo
A Lei n. 8.112/1990 institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das au-
tarquias federaisdo titular.
Como contrapartida, recebe um adicional durante o período em que durar a substituição.
As regras acerca da substituição estão expressas nos §§ 1º e 2º do artigo 38 da Lei n. 
8.112/1990, que assim dispõe:
Art. 38, Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo 
de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, pre-
viamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade.
§1º, O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o 
exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, 
impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que deverá 
optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período.
§2º, O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de 
cargo de Natureza Especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular, supe-
riores a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que excederem 
o referido período.
Da análise dos dispositivos mencionados, percebe-se que o servidor, quando estiver subs-
tituindo o titular, pode, quando o período não exceder a 30 dias, optar pela remuneração que 
deseja receber, se aquela do cargo em que originalmente atua ou a do servidor substituído.
Após o prazo de 30 dias, e tendo continuado a substituição, o servidor substituto passa a 
receber a remuneração do titular da função, sem a possibilidade de optar por uma das duas 
remunerações.
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3. direitos e vAntAgens
Os servidores regidos pela Lei n. 8.112 possuem uma série de prerrogativas para as mais 
diversas situações que podem ocorrem na sua vida profissional. Basicamente, são as seguin-
tes as classes de direitos e vantagens que o servidor público civil federal poderá ter direito:
a) vencimento e remuneração;
b) indenizações;
c) gratificações e adicionais;
d) férias;
e) licenças;
f) concessões;
g) direito de petição;
3.1. vencimento e remunerAção
O vencimento e a remuneração são, sem dúvida alguma, duas das mais importantes van-
tagens concedidas aos servidores.
E como estamos no âmbito da administração pública, em plena consonância com o princí-
pio da legalidade, é a própria Lei n. 8.112 que estipula as diversas regras referentes ao assunto, 
dentre as quais se destaca a que determina que “é proibida a prestação de serviços gratuitos, 
salvo nos casos estipulados em lei” (art. 4º).
Devemos guardar a diferenciação existente entre vencimento e remuneração.
Vencimento é um conceito mais restrito, tratando-se da retribuição pecuniária pelo exer-
cício do cargo público.
Remuneração, por outro lato, apresenta um conceito mais amplo, compreendendo os ven-
cimentos e as vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.
Vencimento Vantagens 
permanentes Remuneração
De acordo com o artigo 41, § 5º, da Lei n. 8.112, temos a previsão de que “nenhum servidor 
receberá remuneração inferior ao salário mínimo”.
No entanto, a Súmula Vinculante n. 6 do STF criou um exceção à regra geral ao esta-
belecer que:
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Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as pra-
ças prestadoras de serviço militar inicial.
Os praças militares são os indivíduos recém-incorporados ao serviço militar. Ainda que 
não sejam abrangidos pela Lei n. 8.112, trata-se de importante entendimento do STF que já foi 
cobrado diversas vezes em provas de concurso.
Frisa-se que o vencimento do servidor público federal pode perfeitamente ser inferior ao 
salário mínimo. Como mencionado, o que não pode ser inferior ao salário é a remuneração, 
conceito que abrange o vencimento e as vantagens de caráter permanente.
Outra importante garantia assegurada às verbas recebidas pelos servidores é a que esta-
belece a impossibilidade de termos, em regra, o arresto, o sequestro e a penhora do venci-
mento, da remuneração e dos proventos recebidos pelos servidores públicos federais. Tais 
institutos, oriundos do Direito Civil, apenas poderão ser utilizados nas hipóteses de prestação 
de alimentos, e ainda assim quando decorrerem de decisão judicial. Neste sentido é o teor do 
artigo 48 da Lei n. 8.112/1990:
Art. 48, O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penho-
ra, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.
Como vimos, as parcelas recebidas pelo servidor, de caráter pecuniário, objetivam conferir 
a este uma retribuição pelos serviços prestados ao Estado. Tal remuneração, entretanto, não 
poderá exceder aos valores recebidos pelos detentores de Poder, em plena consonância com 
a disposição constitucional que estabelece a obrigatoriedade de observância, por toda a admi-
nistração pública, do teto remuneratório.
Assim, estabelece o artigo 42 do estatuto federal a seguinte regra geral:
Art. 42, Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância supe-
rior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, no âmbito dos 
respectivos Poderes, pelos Ministros de Estado, por membros do Congresso Nacional e Ministros 
do Supremo Tribunal Federal.
Inicialmente, deve-se observar que o teto remuneratório estabelecido pela Lei n. 8.112 não 
é o mesmo daquele estabelecido pela Constituição Federal. Da mesma forma, ainda que os 
tetos sejam diferentes, o limite da Lei n. 8.112/1990 não é inconstitucional, haja vista que apre-
senta uma regra mais restrita do que a estabelecida pela constituição.
É correto afirmar, com isso, que temos três limites remuneratórios a serem observados 
pelos servidores regidos pela Lei n. 8.112/1990, sendo que cada um deles toma como base 
um cargo de cada um dos Poderes da República.
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O motivo para tal é que as disposições da mencionada norma aplicam-se, indistintamente, 
a todo o funcionalismo público civil federal, independente de estarmos diante de carreiras per-
tencentes ao Poder Executivo, ao Poder Legislativo ou ao Poder Judiciário.
Desta forma, caso o servidor ocupe um cargo público pertencente à estrutura do Poder 
Executivo, não poderá receber, a título de remuneração, importância superior aos subsídios 
recebidos pelos respectivos Ministros de Estado. Caso ocupe um cargo do Poder Legislativo, 
o limite remuneratório será o subsídio recebido pelos membros do Congresso Nacional (De-
putados e Senadores). Caso pertença à estrutura do Poder Judiciário, o limite utilizado como 
teto será o subsídio dos Ministros do STF.
Limite remuneratórioPoder Executivo Subsídio dos 
Ministros de Estado
Poder Legislativo Subsídio dos 
Parlamentares
Poder Judiciário Subsídio dos 
Ministros do STF
3.2. indenizAções
Duas são as principais peculiaridades das parcelas de caráter indenizatório:
a) A não incidência de imposto de renda e de contribuição previdenciária sobre os valores 
recebidos, de forma que o total líquido recebido a título de indenização é idêntico ao valor es-
tabelecido em lei ou regulamento.
b) O fato destas verbas não se incorporarem ao vencimento ou ao provento do servi-
dor, sendo que o recebimento é cessado tão logo as causas que ensejaram o recebimento 
desapareçam.
Tal característica é um diferencial em relação às verbas remuneratórias, tais como os adi-
cionais e as gratificações, que, nos casos e condições previstos em lei, incorporam-se ao ven-
cimento e ao provento.
Neste sentido é o teor do artigo 49 da Lei n. 8.112:
Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:
I – indenizações;
II – gratificações;
III – adicionais.
§ 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
§ 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e con-
dições indicados em lei.
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Quatro são as indenizações expressamente previstas no estatuto federal, sendo elas a 
ajuda de custo, as diárias, o transporte e o auxílio moradia.
3.2.1. Ajuda de Custo
Trata-se a ajuda de custo de verba de caráter compensatório, cujo objetivo é ressarcir as 
despesas de instalação do servidor que, por interesse da administração, passou a ter exercício 
em nova sede.
E aqui temos uma grande novidade, incluída pela Lei 12.998, de 2014, que alterou o texto 
da Lei 8112. De acordo com a nova redação, mais precisamente no § 3º do artigo 53, temos a 
seguinte disposição:
Não será concedida ajuda de custo nas hipóteses de remoção previstas nos incisos II e III do pará-
grafo único do art. 36.
Ambas as possibilidades são casos de remoção a pedido do servidor público federal, con-
solidando o entendimento de que a ajuda de custo, no âmbito da remoção, apenas será devida 
quando ocorrer de ofício, no interesse da administração.
A ajuda de custo é calculada com base na remuneração do servidor, não podendo exceder 
a importância correspondente a três meses de remuneração.
Caso o servidor tenha sido eleito para um cargo eletivo e, com o término do mandato, re-
torne para o cargo público anteriormente ocupado, não terá direito ao recebimento de ajuda 
de custo, uma vez que o retorno decorreu exclusivamente da vontade do agente, e não por 
interesse do Poder Público.
Situação oposta ocorre com o servidor ocupante exclusivamente de cargo em comissão, 
que, ainda que não integre a carreira da administração pública antes da sua nomeação, passa, 
com a realização do ato, a exercer uma função pública.
Em tal situação, não há como negar que houve um “convite” por parte do Poder Público 
para que o particular passasse a exercer o cargo em comissão, manifestação esta da vontade 
da administração e ensejadora do direito ao recebimento da ajuda de custo.
Caso o servidor receba a ajuda de custo e não se apresente na nova sede no prazo de 30 
dias, deverá devolver a quantia anteriormente recebida.
Estabelece a Lei n. 8.112, ainda, que
à família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a 
localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) ano, contado do óbito (art. 53, §2º).
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3.2.2. Diárias
As diárias são utilizadas com a finalidade de compensar os gastos do servidor que se 
ausentar da sua sede em caráter transitório ou eventual. Nota-se, de imediato, que a principal 
distinção entre a ajuda de custo e as diárias trata-se do caráter de eventualidade no exercício 
da atividade desta última.
Em outras palavras, as situações que dão direito ao recebimento de ajuda de custo são 
aquelas em que o servidor passa a ter exercício em outra sede, com caráter de definitividade.
Em sentido oposto, as hipóteses de diárias são aquelas em que o exercício da atribuição 
ocorre em outro local que não o da repartição, mas de forma eventual ou transitória. Termina-
da a atividade, o servidor retorna para a sede da repartição pública.
Ajuda de 
custo
• Exercício em nova sede, com caráter de 
definitividade
Diárias • Exercício em nova sede, com caráter de 
transitoriedade ou eventualidade
A Lei n. 8.112 estipula as seguintes regras para as diárias (art. 58 e 59):
Art. 58. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro 
ponto do território nacional ou para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar 
as parcelas de despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme 
dispuser em regulamento.
§ 1º A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o desloca-
mento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio diverso, as despesas 
extraordinárias cobertas por diárias
§ 2º Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servi-
dor não fará jus a diárias.
§ 3º Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropoli-
tana, aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por municípios limítrofes e regularmente 
instituídas, ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição e 
competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo se houver 
pernoite fora da sede, hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afasta-
mentos dentro do território nacional.
Art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado 
a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o 
seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto no caput.
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3.3.3. Transporte
A concessão de transporte tem como objetivo ressarcir as despesas que o servidor teve, 
no desempenho de suas atividades, com a utilização de meio próprio de locomoção. Nos ter-
mos do estatuto federal, apenas um artigo faz menção a tal parcela indenizatória (art. 60):
Art. 60, Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização 
de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições pró-
prias do cargo, conforme se dispuser em regulamento.
EXEMPLO
Os Oficiais de Justiçapossuem, dentre as suas atribuições, a de realizar diligências externas 
com a finalidade de dar cumprimento a mandados judiciais, devendo, para tal, dirigir-se, com 
veículo próprio de locomoção, aos diversos Municípios que compõem a sua jurisdição.
Como utilizam meio próprio de locomoção, recebem, como contrapartida, uma parcela de cará-
ter indenizatório destinada a custear as despesas incorridas para a prestação da atividade.
3.2.4. Auxílio Moradia
O auxílio moradia possui como objetivo ressarcir as despesas que os servidores tiveram 
com o aluguel de moradia ou outro meio de hospedagem, devidamente comprovadas, e desde 
que sejam atendidos diversos requisitos estabelecidos em lei.
De acordo com o artigo 60-B da Lei n. 8.112/1990, temos os seguintes requisitos a serem 
atendidos para que o servidor público federal faça jus ao recebimento de auxílio moradia:
I – não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor;
II – o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional;
III – o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário, promitente com-
prador, cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo, in-
cluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que antecederem 
a sua nomeação;
IV – nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia;
V – o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função 
de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza Es-
pecial, de Ministro de Estado ou equivalentes;
VI – o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas 
hipóteses do art. 58, § 3º, em relação ao local de residência ou domicílio do servidor;
VII – o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município, nos últimos doze meses, 
aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, desconsiderando-se prazo inferior 
a sessenta dias dentro desse período; e
VIII – o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo.
IX – o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006.
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Da análise do dispositivo, consegue-se identificar que o valor do auxílio moradia jamais po-
derá ultrapassar 25% da remuneração do cargo em comissão ou da função de confiança. Tal 
valor, da mesma forma, não poderá ultrapassar o percentual de 25% da remuneração recebida 
pelos Ministros de Estado.
No entanto, independente do cargo em comissão ou função de confiança ocupada pelo 
servidor, fica garantido a todos os que preencherem os requisitos legais o ressarcimento até o 
valor de R$ 1.800,00.
006. (CEBRASPE/CESPE/AJ STJ/STJ/ADMINISTRATIVA/2018) Com base no disposto na 
Lei n. 8.112/1990, julgue o item seguinte.
O auxílio-moradia poderá ser concedido a servidor público que resida com outra pessoa que 
receba o mesmo benefício.
Uma das condições para o recebimento do auxílio moradia é que nenhuma pessoa que resida 
com o servidor esteja recebendo a mencionada indenização.
Art. 60-B. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos:
IV – nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia;
Errado.
Indenizações
Ajuda de 
custo Diárias Indenização 
de transporte
Auxílio 
moradia
3.3. grAtificAções e AdicionAis
Além do vencimento e das vantagens previstas no estatuto federal, poderão ser deferidos 
aos servidores regidos por tal norma as seguintes retribuições, gratificações e adicionais:
a) retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento;
b) gratificação natalina;
c) adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;
d) adicional pela prestação de serviço extraordinário;
e) adicional noturno;
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f) adicional de férias;
g) outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho;
h) gratificação por encargo de curso ou concurso.
3.3.1. Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia e Assessoramento
Os servidores que exercem as funções de direção, de chefia ou de assessoramento fazem 
jus a um adicional pago com base na complexidade da atribuição desempenhada.
Salienta-se, contudo, que o servidor que exerce tais funções pode ser livremente dispensa-
do pela autoridade competência, não havendo obrigação de motivação para a prática do ato.
Nestas hipóteses, caso estejamos diante de um servidor de carreira, este voltará a desem-
penhar as atividades relativas ao seu cargo. Caso o ocupante do cargo em comissão não seja 
servidor público, a dispensa da função de confiança fará com que o seu vínculo com o Poder 
Público seja cessado.
3.3.2. Gratificação Natalina
Trata-se a gratificação natalina do popularmente conhecido “13º salário”. Desta forma, a 
cada mês de efetivo exercício o servidor público federal adquire o direito a 1/12 do respectivo 
adicional, que deverá ser pago, obrigatoriamente, até o dia 20 de dezembro de cada ano.
Importante constar que a fração igual ou superior a 15 dias será computada como mês de 
efetivo exercício, bem como que, em caso de exoneração do servidor antes da data de paga-
mento da gratificação, terá ele direito ao recebimento proporcional, que será calculada com 
base nos meses de efetivo exercício.
EXEMPLO
Antônio, após aprovação em concurso público, entrou em exercício no dia 12 de abril de 2014. 
No dia 14 de novembro do mesmo ano, por motivos particulares, solicitou a exoneração do 
cargo público.
Neste caso, além das demais verbas devidas, terá Antônio direito ao recebimento proporcional 
da gratificação natalina. Para tal, devemos levar em conta os meses de efetivo exercício em 
que Antônio trabalhou.
- O mês de abril é considerado mês integral, uma vez que Antônio trabalhou 19 dias (de 12/04 
a 30/04).
- Os meses de maio, junho, julho, agosto, setembro e outubro também são computados como 
de efetivo exercício.
- O mês de novembro, no entanto, não será computado, uma vez que Antônio trabalhou apenas 
14 dias do período em questão.
Logo, o período que deverá ser levado em consideração, para efeitos de pagamento da gratifi-
cação natalina, é o de 7 meses.
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3.3.3. Adicional pelo Exercício de Atividades Insalubres, Perigosas ou Penosas
A periculosidade está relacionada com atividades que coloquem o servidor em situações 
de risco de morte.
A insalubridade está relacionada com condições do ambiente de trabalho, que, ainda que 
não causem um risco imediato, vão prejudicando, aos poucos, a saúde do servidor, tal como a 
falta de iluminação adequada ou o contato com substânciastóxicas.
A penosidade se relaciona com os servidores que estejam em exercício em zonas de fron-
teira ou outras localidades com baixa qualidade de vida.
Em todas estas situações, será devido aos servidores um adicional, que será pago con-
forme as disposições estabelecidas em regulamento do órgão público. Caso o servidor se 
enquadre em uma das situações que enseje o pagamento, simultaneamente, do adicional de 
periculosidade e de insalubridade, deverá optar pelo recebimento de um deles.
As servidoras gestantes ou lactantes deverão, obrigatoriamente, ser afastadas das ativi-
dades exercidas em locais penosos, insalubres ou perigosos durante o período da respectiva 
gestação ou lactação. Deve a administração, nestas situações, proporcionar que o trabalho da 
servidora seja feito em um ambiente salubre e livre dos riscos de periculosidade e penosidade.
Importante questão refere-se aos servidores públicos que exercem as atividades de ope-
ração com raio x ou substâncias radioativas. Nestes casos, o Poder Público possui duas 
obrigações:
a) manter controle permanente dos locais de trabalho, monitorando para que as doses de radiação 
ionizante não ultrapassem o nível máximo legalmente permitido.
b) submeter os servidores, a cada período de 6 meses de atividades, a exames médicos.
3.3.4. Adicional pela Prestação de Serviço Extraordinário
São as populares “horas extras”, cuja remuneração, em caso de exercício, é acrescida de 
um adicional de 50% sobre o valor da hora normal de serviço.
Nos termos da Lei 8112, só é admitido o exercício de, no máximo, 2 horas extras por jorna-
da de trabalho.
3.3.5. Adicional Noturno
Os servidores que trabalharem no período compreendido entre as 22 horas de um dia até 
às 05 horas do dia seguinte terão direito ao recebimento do adicional noturno, que será calcu-
lado sobre o valor da hora normal de trabalho.
Estabelece a Lei n. 8.112 que o percentual do adicional noturno será de 25% sobre o valor 
normal da hora trabalhada.
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Além disso, o tempo que será computado como hora de efetivo exercício, quando o servidor 
estiver no período noturno, será de 52 minutos e 30 segundos. Neste mesmo sentido, em caso 
de recebimento cumulativo dos adicionais noturno e de serviços extraordinários, o percentual 
do adicional noturno apenas incidirá após a aplicação do percentual relativo às horas extras.
EXEMPLO
Rodrigo trabalha em um órgão público federal, sendo que a sua jornada normal de trabalho é 
das 15 às 22 horas, ou seja, sem o direito à adicional noturno.
Por motivos de força maior, Rodrigo teve que trabalhar, durante alguns dias, no período das 15 
às 23, dando ensejo ao recebimento tanto de horas extras quanto do adicional noturno.
Neste caso, deve a administração aplicar, inicialmente, o percentual de 50%, a título de horas 
extras, sobre o valor da hora trabalhada que exceder à jornada de trabalho.
Após a aplicação do referido percentual, procede-se à aplicação do adicional noturno, que, 
desta forma, incide sobre o valor da hora normal de trabalho já acrescida do percentual das 
horas extraordinárias.
3.3.6. Adicional de Férias
O adicional de férias decorre de uma previsão constitucional, podendo ser entendido como 
um percentual que será aplicado sobre a remuneração do servidor público sempre que este 
desejar gozar das suas férias.
Tal percentual, de acordo com as disposições da Lei n. 8.112, é de 1/3 sobre o total da 
remuneração devida ao servidor. Caso o servidor exerça função de confiança ou cargo em 
comissão, o valor recebido pelo exercício das funções de direção, chefia ou assessoramento 
será levado em conta para efeitos de cálculo do adicional.
3.3.7. Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso
A gratificação por encargo de curso ou concurso trata-se da última das gratificações insti-
tuídas para os servidores públicos federais.
Por meio dela, os servidores que se envolverem com atividades relacionadas com o inte-
resse público farão jus a uma gratificação, que incidirá, a depender da atividade, na proporção 
de 1,2% ou 2,2% sobre o maior vencimento básico da administração pública federal.
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2,2%
•atuar como instrutor em curso de formação, de 
desenvolvimento ou de treinamento regularmente 
instituído no âmbito da administração pública federal;
•participar de banca examinadora ou de comissão para 
exames orais, para análise curricular, para correção de 
provas discursivas, para elaboração de questões de 
provas ou para julgamento de recursos intentados por 
candidatos;
1,2%
•participar da logística de preparação e de realização de 
concurso público envolvendo atividades de 
planejamento, coordenação, supervisão, execução e 
avaliação de resultado, quando tais atividades não 
estiverem incluídas entre as suas atribuições 
permanentes;
•participar da aplicação, fiscalizar ou avaliar provas de 
exame vestibular ou de concurso público ou 
supervisionar essas atividades;
Os percentuais serão calculados com base nas horas despendidas pelo servidor para o 
desempenho das atividades, não podendo, como regra, exceder ao número de 120 horas por 
ano. Em casos excepcionais, a autoridade máxima do órgão ou entidade poderá autorizar o 
exercício de mais 120 horas.
3.4. fériAs
O direito ao gozo de férias trata-se de uma regra que não é exclusiva dos servidores públi-
cos, devendo ser exercida por todos os trabalhadores da iniciativa privada.
Decorre o direito de férias, desta forma, de uma previsão constitucional, conforme estabe-
lece o artigo 7º, XVII, da Constituição Federal:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social:
XVII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;
Tratam-se as férias de um direito social que, ainda que inicialmente previsto para os tra-
balhadores da iniciativa privada, foi estendido aos servidores públicos de todos os entes 
federados.
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Em todas as situações, o servidor deve receber, quando do gozo de suas férias, um adicional 
de 1/3 sobre o total da remuneração.
As férias dos servidores públicos, no entanto, apresentam algumas peculiaridades com 
relação ao direito conferido aos demais trabalhadores. Assim, as férias dos servidores po-
dem ser parceladas em até 3 etapas, desde que requeridas pelo servidor e no interesse da 
administração.
Caso ocorra o parcelamento, os valores relativos às férias serão creditados quando da uti-
lização da primeira etapa, devendo ser observada a antecedência mínima de 2 dias.
Por se tratar de direito social garantido constitucionalmente aos servidores públicos, a 
regraé a de que as férias não podem ser interrompidas.
Os poucos casos em que é possível a interrupção são situações de extrema importância para 
a continuidade do serviço público, conforme estabelece a Lei n. 8.112/1990 em seu artigo 80.
Art. 80, As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção 
interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada 
pela autoridade máxima do órgão ou entidade.
Ocorrendo a interrupção, o restante do período deve ser gozado de uma só vez (parágrafo 
único do art. 80).
Situações em que as férias 
podem ser interrompidas
Calamidade pública
Comoção interna
Convocação para júri
Serviço Militar ou Eleitoral
Necessidade de serviço declarada pela 
autoridade máxima do órgão ou entidade
No âmbito do serviço público, tal como ocorre para as demais classes de trabalhadores, 
é exigido um tempo mínimo de 12 meses de exercício para que o servidor adquira o direito ao 
primeiro período de férias. Os demais períodos, no entanto, serão contados por exercício, não 
havendo a necessidade de ser completado um ano de trabalho para a sua fruição.
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EXEMPLO
Clarissa entrou em exercício no serviço público federal em 29/10/2014. Para que ela tenha 
direito ao gozo de férias, deve completar o período de 1 ano de efetivo exercício, período este 
que termina em 28/10/2015. Nesta data, Clarissa passa a ter direito de usufruir de suas férias.
Para os demais períodos, no entanto, não há necessidade da observância de 1 ano de efetivo 
exercício. Nesta situação, Clarissa poderia, perfeitamente, requerer suas férias para o início do 
ano de 2016, uma vez que já estaríamos em um novo exercício.
Outro ponto bastante importante é sobre as férias dos servidores que operam constante-
mente com raio x ou outras substancias radioativas. Para estes, há a expressa determinação de 
que deverão gozar do período de 20 dias de férias a cada semestre de atividade profissional, 
sendo vedada a sua acumulação.
3.5. LicençAs
Estabelece a Lei n. 8.112 doze diferentes tipos de licenças passíveis de utilização pelo ser-
vidor público federal, sendo elas:
a) Licença por motivo de doença em pessoa da família;
b) Licença por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
c) Licença para o serviço militar;
d) Licença para atividade política;
e) Licença para capacitação;
f) Licença para tratar de interesses particulares;
g) Licença para desempenho de mandato classista;
h) Licença para tratamento de saúde;
i) Licença à gestante, à adotante e paternidade;
j) Licença por acidente em serviço;
Ressalta-se que a licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da 
mesma espécie será considerada como prorrogação, conforme previsão do artigo 82.
3.5.1. Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família
Trata-se de licença para aqueles servidores que tiverem que auxiliar algum de seus fami-
liares nos casos de doença, desde que tal atividade não seja possível de ser executada conco-
mitantemente com as atividades da repartição.
Estabelece o artigo 83, §2º, do estatuto federal, o prazo máximo que tal licença poderá ser 
concedida, com ou sem remuneração:
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Art. 83, §2º, A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada 
período de doze meses nas seguintes condições:
I – por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor;
II – por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração.
3.5.2. Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge ou Companheiro
Trata-se de licença de caráter discricionário, ou seja, que pode ou não ser concedida pela 
administração pública. O fundamento para a sua concessão está no deslocamento de cônjuge 
ou companheiro para outro ponto do território nacional.
Nestas situações, a licença, se concedida, será por prazo indeterminado e sem remuneração.
No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor públi-
co, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal 
direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o 
seu cargo (art. 84, §2º).
3.5.3. Licença para o Serviço Militar
A informação imprescindível sobre tal licença é que, uma vez concedida, terá o servidor, 
após concluir a obrigação, um prazo de 30 dias, sem remuneração, para reassumir o exercício 
do cargo público.
A licença para o serviço militar terá todas as suas condições estabelecidas em legislação 
específica.
3.5.4. Licença para Atividade Política
Com a finalidade de não influenciar no pleito democrático, o servidor que estiver concorren-
do a algum cargo eletivo terá direito a esta licença, sem remuneração, a partir da sua escolha 
em convenção partidária e até a véspera do registro da candidatura.
Com o registro, o servidor passa a ter direito, novamente, à licença, que irá durar do registro 
da candidatura até 10 dias após as eleições. Nesta hipótese, o servidor receberá a remunera-
ção do cargo em que atua pelo prazo de 3 meses.
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Durante o período 
compreendido entre a 
escolha em convenção 
partidário e a véspera do 
registro da candidatura
Licença sem 
remuneração
Não é considerada 
como efetivo exercício
Durante o período 
compreendido entre o 
registro da candidatura até 
10 dias após o pleito 
Licença com 
remuneração pelo 
prazo de 3 meses
Período contado 
apenas para efeito de 
aposentadoria e 
disponibilidade
3.5.5. Licença para Capacitação
A cada 5 anos de efetivo exercício, o servidor poderá, com anuência da administração, 
licenciar-se para participar de cursos e outras ações de treinamento, com remuneração, pelo 
período de até 3 meses.
Tais períodos não são acumuláveis, sendo impossível, por exemplo, que o servidor, após 10 
anos de exercício, queira licenciar-se pelo prazo de 6 meses consecutivos.
3.5.6. Licença para Tratar de Interesses Particulares
A critério da administração (não é ato administrativo vinculado, mas mera discricionarieda-
de), poderá ser concedida licença ao servidor, desde que este não esteja em estágio probatório, 
pelo prazo de até 3 anos consecutivos, sem remuneração, para tratar de assuntos particulares.
Uma vez concedida, a licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do ser-
vidor ou de ofício, no interesse do Poder Público.
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3.5.7. Licença para Desempenho de Mandato Classista
Os servidores públicos, tal como diversas categorias da iniciativa privada, possuem sin-
dicatos que lutam em prol dos interesses de todos os filiados e da categoria como um todo. 
Dessa forma, os servidores podem ser eleitos como representantes sindicais, possuindo man-
dato por prazo certo, nas seguintes condições:
• Entidades com até 5 mil associados: 2 servidores;
• Entidades com 5001 a 30 mil associados: 4 servidores;
• Entidades com mais de 30 mil servidores: 8 servidores;
Salienta-se que somente poderão ser licenciados os servidores eleitos para cargos de di-
reção ou de representação nas referidas entidades, bem como que o prazo de duração da 
licença será o mesmo de duração do mandato, podendo ser renovado em caso de reeleição.
3.5.8. Licença para Tratamento de Saúde
Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com 
base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.
Como regra, a licença para tratamento de saúde apenas poderá ser concedida mediante 
inspeção realizada por perícia médica oficial. Quando a licença exceder o prazo de 120 dias no 
período de 12 meses, deverá ser analisada por uma junta médica oficial.
Em caráter de exceção, a licença concedida por prazo inferior a 15 dias, dentro do prazo 
de 1 ano, poderá ser dispensada da perícia oficial, desde que haja previsão neste sentido em 
regulamento editado pelo Poder Público.
Licença para 
tratamento de 
saúde
Regra geral
Concessão da licença 
mediante avaliação de 
perícia médica oficial
Prazo de até 15 dias 
dentro do período de 
1 ano
Poderá ser dispensada a 
avaliação de perícia médica
Licença que exceder 
a 120 dias no período 
de 12 meses
Apenas poderá ser 
concedida mediante 
avaliação de junta médica 
oficial
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3.5.9. Licença à Gestante, à Adotante e Paternidade
A licença à gestante e a licença paternidade tratam-se de direitos sociais estendidos aos 
servidores públicos.
Regulamentando o tema, a Lei n. 8.112/1990 estabelece, em seu artigo 211, que “será con-
cedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da 
remuneração”.
Tal licença poderá ser usufruída a partir do primeiro dia do nono mês de gestação, podendo 
ser antecipada por prescrição médica. Caso ocorra o nascimento prematuro, a licença inicia-
-se, imediatamente, a partir da data do parto. Por fim, em caso de natimorto, o prazo da licença 
será de 30 dias, após o qual a servidora será submetida a exame médico para verificar a sua 
condição. Sendo declarada apta, retornará ao serviço público.
No caso de adoção ou de guarda judicial, a servidora terá direito à licença à adotante.
De acordo com o texto da Lei n. 8.112/1990, o prazo de utilização da mencionada licença 
tomaria como base a idade da criança adotada, da seguinte forma:
• Caso a criança adotada tenha até 1 ano de idade, o prazo da licença será de 90 dias;
• Caso a criança tenha mais de 1 ano de idade, o prazo da licença será de 30 dias;
Muito se contestava, contudo, com relação à diferença de prazo entre a licença à servidora 
gestante (de 120 dias) e a licença à adotante (de 30 ou 90 dias).
Quando a questão chegou ao STF, o tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 
778889, de 2016, decidiu que “a legislação não pode prever prazos diferenciados para conces-
são de licença-maternidade para servidoras públicas gestantes e adotantes”.
DICA
Assim, o texto da Lei n. 8.112/1990 encontra-se, no que se refe-
re à licença à adotante, tacitamente revogado, sendo que dois 
entendimentos devem ser levados para a prova:
a) O prazo das licenças à gestante e adotante deve ser o mesmo;
b) Como o prazo atual de licença à gestante é de 120 dias, este 
é o prazo que as servidoras adotantes têm direito para fins de 
licença.
No que se refere à licença paternidade, esta, inicialmente, possuía o prazo de 5 dias conse-
cutivos, sendo estes contados a partir da data do nascimento ou da adoção do filho do servidor.
Em 2016, no entanto, tivemos a edição da Lei 13.257, que estendeu o prazo da licença pa-
ternidade em mais 15 dias para as empresas que aderirem ao Programa Empresa Cidadã. Com 
isso, o prazo da licença paternidade, para os trabalhadores da iniciativa privada, passou a ser, 
para as empresas que aderiram ao programa, de 20 dias.
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Regulamentando a norma, foi editado, em 2016, o Decreto 8.737. Com isso, todos os servi-
dores públicos federais regidos pelas disposições da Lei n. 8.112/1990 passaram a fazer jus a 
20 dias de licença paternidade.
3.5.10. Licença por Acidente em Serviço
O acidente em serviço pode ser conceituado como o dano físico ou mental sofrido pelo 
servidor, que se relacione, mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo exercido.
De acordo com as disposições da Lei n. 8.112/1990, duas situações se equiparam ao aci-
dente em serviço, sendo elas os danos (art. 212, parágrafo único, I e II):
a) decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo;
b) sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa.
Em todas estas hipóteses, o servidor será licenciado com a remuneração integral, sendo 
que a prova da ocorrência do acidente deverá ser feita no prazo de 10 dias, prorrogável quando 
as circunstâncias assim o exigirem.
3.6. AfAstAmentos
A doutrina não identifica uma diferença precisa entre os afastamentos e as licenças passí-
veis de concessão ao servidor público federal. Em ambos os casos, estamos diante de um direi-
to, possibilitando que o servidor se ausente sem que, via de regra, ocorra a perda da respectiva 
remuneração ou a cessação da contagem do tempo de afastamento como de efetivo exercício.
De acordo com a Lei n. 8.112/1990, podemos identificar os seguintes afastamentos:
Afastamento para 
servir em outro 
órgão ou entidade
Nesta hipótese, o servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro 
órgão ou entidade, desde que para o desempenho de alguma das seguintes 
atribuições:
I – para exercício de cargo em comissão, função de confiança ou, no caso 
de serviço social autônomo, para o exercício de cargo de direção ou de 
gerência;
II – em casos previstos em leis específicas.
Afastamento para 
o exercício de 
mandato eletivo
Caso o servidor público seja eleito para o desempenho de mandato 
eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
I – tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado 
do cargo;
II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe 
facultado optar pela sua remuneração;
III – investido no mandato de vereador:
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu 
cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo;
b) não havendocompatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-
lhe facultado optar pela sua remuneração.
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Afastamento para 
estudo ou missão 
no exterior
O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão 
oficial, sem autorização do Presidente da República, Presidente dos 
Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal.
A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou estudo, 
somente decorrido igual período, será permitida nova ausência.
O servidor que for beneficiado com o afastamento em questão não 
poderá ser exonerado a pedido ou ter o deferimento de licença para 
tratar de interesses particulares antes do prazo de concessão do 
afastamento, salvo se ressarcir o Poder Público das despesas incorridas 
com o seu afastamento.
Afastamento 
de servidor 
para servir 
em organismo 
internacional 
de que o Brasil 
participe ou com o 
qual coopere
Em tal hipótese de afastamento, o servidor perderá a remuneração 
total durante o respectivo período de concessão.
Afastamento 
para participar de 
programa de pós-
graduação no país
O servidor poderá afastar-se para participar de programa de pós-
graduação stricto sensu no país sempre que não for possível a 
concessão com o desempenho das atividades do cargo ou com a 
compensação de horários.
Enquadram-se no conceito de pós-graduação stricto sensu os 
programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Após o término da concessão, o servidor deve permanecer em exercício 
por um tempo mínimo igual ao do afastamento concedido. Caso seja 
exonerado ou aposentado antes deste prazo, deve ressarcir os cofres 
públicos das despesas incorridas quando do afastamento.
3.7. concessões
Nos termos da Lei n. 8.112/1990, o servidor público federal poderá se ausentar do serviço, 
sem desconto na sua remuneração, nos seguintes casos (art. 97):
I – por 1 (um) dia, para doação de sangue;
II – pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento eleitoral, limi-
tado, em qualquer caso, a dois dias;
III – por 8 (oito) dias consecutivos em razão de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob 
guarda ou tutela e irmãos.
Além disso, temos os casos dos servidores estudantes e deficientes.
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Quanto ao servidor estudante, a Lei n. 8.112 confere a ele a possibilidade de ter horário 
diferenciado nas situações em que haja incompatibilidade entre o horário escolar e o da repar-
tição. No entanto, o servidor terá que compensar o respectivo horário, em acordo com a sua 
chefia imediata.
Já para o servidor deficiente, a Lei n. 8.112 é mais flexível, estabelecendo a possibilidade 
de horário diferenciado e não exigindo a compensação de horário. Tal regra também é aplicada 
para o servidor que tenha dependente deficiente.
Concessões 
Servidor deficiente
Terá direito a 
horário 
diferenciado, sem 
necessidade de 
compensação de 
horários
Servidor que tenha 
dependente 
deficiente
Terá direito a 
horário 
diferenciado, não 
mais sendo exigida 
a compensação de 
horários 
Servidor estudante
Terá direito a 
horário 
diferenciado, 
devendo 
compensar os 
horários 
3.8. direito de petição
Durante toda a vida funcional, o servidor fará jus a uma série de direitos e estará obrigado 
a um rol não menos importante de obrigações.
Como estamos no meio de órgãos ou entidades que possuem alto grau de hierarquia em 
suas estruturas, é de extrema importância que o servidor tenha meios de pleitear os direitos 
que lhe são próprios nas situações em que se sentir coagido ou em que houver descaso por 
parte dos seus superiores. Tais situações são atendidas por meio do direito de petição.
Por óbvio que os servidores terão um lapso de tempo para requerer aquilo que entenderem 
de direito. Neste sentido, devemos fazer uso do artigo 110 da Lei n. 8.112/1990, que estabele-
ce o prazo prescricional para o direito de petição do servidor público federal:
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
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Art. 110, O direito de requerer prescreve:
I – em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibili-
dade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;
II – em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
Para entendermos como funciona a sistemática dos pedidos, reconsideração e recursos, 
vamos a um esquema que nos ajudará a visualizar todo o processo:
Servidor entra 
com o 
requerimento 
administrativo
Tal requerimento 
é direcionado à 
autoridade que 
terá competência 
para decidir
Quem encaminha 
o requerimento é 
a autoridade 
imediatamente 
superior do 
servidor
A autoridade 
competente 
possui o prazo 
de 5 dias para 
despachar e 30 
dias para julgar
Da decisão da 
autoridade, cabe 
pedido de 
reconsideração
O prazo para 
entrar com o 
pedido de 
reconsideração é 
de 30 dias 
Feita a 
reconsideração, a 
mesma 
autoridade que 
julgou o processo 
anteriormente 
terá o prazo de 5 
dias para 
despachar e 30 
para decidir
Da decisão da 
reconsideração, 
cabe recurso no 
prazo de 30 
dias
Da decisão do 
recurso, cabe 
novo pedido de 
recurso, de 
acordo com a 
estrutura do 
órgão ou 
entidade
Os artigos 111 a 115 da norma federal relacionam características do direito de petição e 
conferem uma maior celeridade ao procedimento.
Art. 111, O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição.
Art. 112, A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.
Art. 113, Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na 
repartição, ao servidor ou a procurador por ele constituído.
Art. 114, A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.
Art. 115, São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força maior.
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4. regime discipLinAr
A origem do regime disciplinar está intimamente ligada a alguns conceitos elementares 
do Direito Administrativo, mais precisamente os relacionado com os poderes hierárquico e 
disciplinar.
De acordo com a doutrina, é pormeio do poder disciplinar que a administração púbica 
pode punir tanto os seus agentes internos quanto os particulares que estejam ligados a ela por 
algum vínculo específico.
Dessa forma, existe poder disciplinar quando a administração pública aplica a penalida-
de de advertência a um determinado servidor que se encontra a ela subordinado. Do mesmo 
modo, temos uma manifestação do poder disciplinar quando um órgão público, verificando 
que um licitante não cumpriu com as obrigações estipuladas em um contrato administrativo, 
aplica a sanção de suspensão.
Em ambos os casos, tivemos uma penalidade sendo aplicada. No entanto, em apenas um 
desses casos a pessoa punida estava subordinada à administração.
E é justamente tal característica (subordinação) a base de outro importante poder: o hie-
rárquico. Por meio dele, a administração possui as prerrogativas de delegar, avocar, fiscalizar 
e aplicar sanções.
Assim, chegamos a uma importante constatação:
a) Quando a administração pune internamente os seus servidores pelas infrações por eles 
cometidas, estamos diante do poder disciplinar exclusivamente interno. Esse poder, justamen-
te por ser apenas interno, deriva do poder hierárquico.
b) Quando a administração pune o particular que mantém algum tipo de vínculo específico 
com o Poder Público (como uma empresa privada que tenha celebrado um contrato adminis-
trativo) também estamos diante do poder disciplinar, só que agora, ao contrário do exemplo 
anterior, o mesmo aplica-se a terceiros e, por isso mesmo, não deriva do poder hierárquico.
Tudo isso nos permite afirmar que o regime disciplinar da administração pública é decor-
rência direta do poder disciplinar e indireta do poder hierárquico.
Nos termos da Lei n. 8.112/1990, o regime disciplinar dos servidores está construído em 
cinco capítulos: deveres, proibições, acumulação, responsabilidades e penalidades.
4.1. deveres
De acordo com o estatuto federal, temos uma série de deveres para os servidores públicos 
regidos pela norma. Salienta-se que a lista de deveres apresentada não é taxativa, mas sim 
meramente exemplificativa, de forma que o servidor não pode alegar que deixou de cumprir 
com alguma obrigação por ela não estar prevista expressamente no texto da norma que rege 
a sua categoria funcional.
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De acordo com o artigo 116 da Lei n. 8.112/1990, são os seguintes os deveres do servidor 
público federal:
I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II – ser leal às instituições a que servir;
III – observar as normas legais e regulamentares;
IV – cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V – atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de 
interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
VI – levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da autoridade 
superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade 
competente para apuração;
VII – zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
VIII – guardar sigilo sobre assunto da repartição;
IX – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X – ser assíduo e pontual ao serviço;
XI – tratar com urbanidade as pessoas;
XII – representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
4.2. proibições
No tocante às proibições, temos que identificar, além da lista de possibilidades estipuladas 
pela Lei n. 8.112, qual a penalidade cabível quando do seu descumprimento.
Desta forma, duas informações são essenciais para compreendermos a relação proibição 
x penalidade.
a) A reincidência da conduta anteriormente penalizada com advertência implica na pena de 
suspensão.
EXEMPLO
Como exemplo, podemos citar o servidor público que deixou de cumprir algum dever funcio-
nal e foi inicialmente penalizado com advertência. Caso o servidor volte a cometer a mesma 
infração (ainda que a penalidade inicial seja advertência), a pena, agora, será a de suspensão.
b) Para efeito das proibições que serão elencadas daqui por diante, três penas são possí-
veis de serem aplicadas: advertência, suspensão e demissão.
Tais penalidades obedecem a uma gradação estabelecida pelo legislador, de forma que as 
infrações mais leves recebem advertência, as de nível intermediário (ou reincidências de adver-
tência) recebem suspensão e as de maior gravidade são punidas com demissão.
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4.2.1. Infrações Puníveis com Advertência
De acordo com o estatuto federal, as seguintes condutas acarretam a aplicação da penali-
dade de advertência:
a) Ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
b) Retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repar-
tição;
c) Recusar fé a documentos públicos;
d) Opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;
e) Promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
f) Cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atri-
buição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
Destaca-se que um cuidado maior deve ser dado a esta conduta, uma vez que ela vai contra 
o nível hierárquico das punições se compararmos com uma das condutas ensejadoras de sus-
pensão, que é o cometimento, a outro servidor, de atribuições estranhas ao cargo que ocupa.
Em um primeiro momento, pode parecer que cometer uma atividade estranha a um servi-
dor é bem menor grave do que cometer uma atribuição a uma pessoa estranha ao serviço pú-
blico. No entanto, não foi esta a opção adotada pelo legislador, sendo que devemos considerar, 
para efeitos de prova, as seguintes penalidades:
Penalidades
Cometer o desempenho 
de atribuições a pessoa 
estranha à repartição
Advertência
Cometer o desempenho 
de atribuições que não 
sejam de compatência 
do servidor 
Suspensão
g) Coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou 
a partido político;
h) Manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou pa-
rente até o segundo grau civil;
i) Recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado
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4.2.2. Infrações Puníveis com Suspensão
Três são as infrações que ensejam a aplicação da penalidade de suspensão.
Tais situações são encontradas de acordo com o critério residual, de forma que as infra-
ções que não forem punidas com demissãoou advertência serão, por exclusão, penalizadas 
com suspensão.
a) Cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de 
emergência e transitórias;
b) Exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com 
o horário de trabalho;
c) Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se 
a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos 
da penalidade uma vez cumprida a determinação.
Importante sabermos que a suspensão não pode ser aplicada por prazo superior a 90 dias, 
bem como que, a critério da autoridade competente, dentro das situações em que for conve-
niente para o serviço público, a pena de suspensão poderá ser substituída por multa de 50% 
por dia trabalhado.
EXEMPLO
Imaginemos a situação onde um servidor foi punido com suspensão. No entanto, como a repar-
tição em questão possui poucos servidores, seria mais danoso para o serviço público se o ser-
vidor penalizado permanecesse sem trabalhar durante o prazo de cumprimento da penalidade.
Ainda que a administração tenha o dever de punir, esta punição não poderá resultar em um 
prejuízo maior à sociedade, haja vista ser esta a titular do interesse público. Assim, como meio 
de penalizar o servidor e não prejudicar a população, a administração poderá converter a pena 
de suspensão em uma multa, situação em que o servidor permanecerá trabalhando e receberá 
apenas 50% do que ganharia por dia normal de trabalho.
4.2.3. Infrações Puníveis com Demissão
Vejamos as condutas que são tipificadas com a mais grave das penalidades administrati-
vas: a demissão.
a) Valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função 
pública;
b) Participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personifica-
da, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
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c) Atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de 
benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou com-
panheiro;
d) Receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atri-
buições;
e) Aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
f) Praticar usura sob qualquer de suas formas;
A usura pode ser entendida como a prática de emprestar dinheiro a alguém e cobrar juros 
excessivos por tal. É a popularmente conhecida agiotagem.
g) Proceder de forma desidiosa;
h) Utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
i) Crime contra a administração pública;
j) Abandono de cargo
Estará configurado abandono de cargo quando o servidor deixar, intencionalmente, o cargo 
e não retornar no prazo consecutivo de 30 dias.
k) Inassiduidade habitual
Caracteriza-se a inassiduidade habitual quando o servidor falta ao serviço, sem justificati-
va, por 60 dias, interpoladamente, durante o período de 12 meses, que são contados da data 
da ocorrência da primeira falta.
Inassiduidade habitual
Servidor falta ao serviço, 
interpoladamente, por 60 dias, durante 
o período de 12 meses.
Abandono de emprego
Quando o servidor se ausenta, 
intencionalmente, por mais de 30 dias 
consecutivos.
l) Improbidade administrativa;
m) Incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
A incontinência está relacionada com toda prática sexual no recinto da repartição, tal como 
o acesso a sites eróticos e as práticas de assédio.
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n) Insubordinação grave em serviço;
o) Ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de ou-
trem;
p) Aplicação irregular de dinheiros públicos;
q) Revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
r) Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
s) Corrupção;
t) Acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
007. (CEBRASPE/CESPE/APF/PF/2021) Determinado agente da Polícia Federal revelou um 
segredo sobre uma operação policial que seria realizada para deter uma quadrilha de trafi-
cantes. Ele havia se apropriado desse segredo em razão do seu cargo. Tendo a operação fra-
cassado, a administração da Polícia recebeu uma denúncia sobre o ocorrido e abriu processo 
administrativo disciplinar contra o referido servidor.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente.
O servidor, em razão do seu ato, está sujeito à pena de demissão.
Na situação apresentada, estamos diante da revelação de segredo do qual o servidor se 
apropriou em razão do cargo. Consequentemente, a penalidade que deve ser aplicada é a 
de demissão.
Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:
IX – revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
Certo.
4.3. AcumuLAção de cArgos
Nos termos da constituição federal de 1988, a regra é a vedação à acumulação remunera-
da de dois ou mais cargos públicos.
E tal regra se aplica a todos os cargos, empregos e funções da administração direta ou 
indireta de todos os entes federados. Assim, ainda que o texto da Lei n. 8.112 seja direciona-
do apenas aos servidores públicos federais, por força da norma constitucional, a vedação à 
acumulação é uma regra mais ampla e que não se restringe ao ente federativo regulado pelo 
presente estatuto.
As exceções, nas estritas hipóteses constitucionais, ficam ainda condicionadas à compa-
tibilidade de horário entre os dois cargos públicos ocupados, sendo elas:
• Dois cargos de professor;
• Um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
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• Dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regula-
mentadas.
• Permissão de acumulação para os vereadores, desde que atendidos os requisitos legais;
• Permissão para os juízes e membros do Ministério Público exercerem o magistério;
Situação interessante ocorre com os ocupantes de cargos em comissão. Tais servidores 
são pessoas que, muitas vezes, não integram o quadro funcional da entidade, sendo desig-
nados por indicação do titular da unidade para exercer as funções de direção, chefia ou as-
sessoramento.
Estes servidores, como regra, não poderão acumular dois ou mais cargos em comissão, 
exceto na situação em que tiverem que exercer, internamente e temporariamente, as atribui-
ções de outro servidor que não se encontra em serviço.
Ainda assim, para esta única hipótese de acumulação de dois cargos em comissão, o ser-
vidor deverá optar, durante o período da interinidade, pela remuneração de um deles, confor-
me dispõe o parágrafoúnico do artigo 9º da Lei n. 8.112/1990:
Art. 9º, O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado 
para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que 
atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período 
da interinidade.
A proibição de acumular é estendida ao recebimento de proventos decorrentes da aposen-
tadoria com a remuneração de outro cargo da ativa, exceto quando os dois cargos forem passí-
veis de acumulação na atividade. Com isso, evita-se a prática do servidor aposentar-se em um 
cargo público e realizar concurso público com a finalidade de acumular as duas remunerações.
Não é considerada acumulação de cargos, empregos ou funções públicas a participação 
do servidor público federal nos conselhos de administração e fiscal das empresas públicas 
e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, bem como quaisquer em-
presas ou entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha participação no capital 
social (parágrafo único do art. 119).
Ressalta-se, por fim, que quando o servidor público acumular licitamente dois cargos públi-
cos e investir-se em cargo de provimento em comissão, deverá afastar-se de ambos os cargos 
efetivos, exercendo, como regra, apenas as atribuições do cargo em comissão.
Caso, no entanto, haja compatibilidade de horários para o exercício simultâneo de um car-
go efetivo com o cargo em comissão, poderá ocorrer a acumulação, desde que haja, para tal, a 
declaração da compatibilidade de horários declarada pelas autoridades máximas dos órgãos 
ou entidades envolvidas.
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Servidor acumula 
licitamente dois cargos 
públicos 
Como regra, deve abandonar 
os dois cargos efetivos, 
exercendo apenas o cargo em 
comissão
Quando houver 
compatibilidade de horários, 
pode exercer 
acumuladamente um cargo 
efetivo com o cargo em 
comissão
É designado para o 
exercício de um cargo em 
comissão
4.4. responsAbiLidAdes
De acordo com as disposições da Lei n. 8.112/1990, três são as esferas de responsabili-
dade a que os servidores públicos federais estão submetidos, sendo elas: civil, administrati-
va e penal.
A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que 
resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. Enquadram-se no conceito de responsabilidade 
civil todas as ações ou omissões do servidor público que, agindo em nome da administração, 
cause algum dano ao particular ou ao próprio Poder Público.
Neste caso, considerando que vigora, em nosso ordenamento jurídico, a teoria da impu-
tação (por meio do qual todas as ações do servidor, no desempenho de suas atividades, são 
atribuídas ao órgão ou à entidade no qual ele desempenha suas atribuições), caberá ao Poder 
Público, inicialmente, responder pelos danos causados.
Tendo a administração indenizado o particular, verifica ela se a atuação do agente públi-
co ocorreu com dolo ou culpa. Em caso positivo, pode ajuizar uma ação regressiva contra 
o servidor.
Julgada a ação regressiva e sendo o servidor condenado a restituir os cofres públicos, será 
este intimado para pagar o valor devido no prazo de 30 dias. Não o fazendo e não possuindo 
bens que possam garantir a execução, poderá ser deferido parcelamento, desde que o valor 
das parcelas não seja inferior a 10% da remuneração, pensão ou proventos recebidos pelo 
agente estatal.
A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nes-
sa qualidade, conforme previsão do artigo 123 da Lei n. 8.112/1990.
A responsabilidade administrativa, por sua vez, resulta de ato omissivo ou comissivo pra-
ticado pelo servidor no desempenho do cargo ou função.
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As três esferas de responsabilização são independentes, de forma que é perfeitamente 
cabível que duas ou mais delas sejam acumuladas e imputadas ao servidor.
EXEMPLO
Como exemplo, podemos citar o servidor público que utiliza materiais da repartição em ativi-
dades particulares e que, para evitar que o fato chegue ao conhecimento de terceiros, faz uso 
da extorsão e da chantagem.
Neste caso, além de ser responsabilizado administrativamente pelo ato de improbidade admi-
nistrativa e civilmente caso tenha lesado o erário, responderá o servidor, da mesma forma, na 
esfera penal, pois praticou o crime de extorsão em conexão com as demais práticas ilícitas.
A regra da acumulação de esferas, no entanto, apresenta duas exceções, que são as situa-
ções em que a absolvição na esfera penal acarreta a absolvição na esfera administrativa.
Para que isso ocorra, não basta a simples absolvição penal, mas sim que esta expressa-
mente negue a existência do fato ou de sua autoria. No primeiro caso, prova-se que o fato 
imputado ao servidor não ocorreu. No segundo, ainda que o fato tenha ocorrido, a autoria da 
infração comprovadamente não é do servidor.
Como regra, as três 
esferas de 
responsabilização são 
acumuladas
Quando negue a 
existência do fato (a 
infração não ocorreu)
Quando, ainda que o 
fato tenha ocorrido, a 
autoria não é do 
servidor
A absolvição na esfera penal 
poderá acarretar a absolvição 
na esfera administrativa
As três esferas de responsabilização podem ser mais bem visualizadas por meio do 
gráfico a seguir:
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Civil
•Decorre de ato doloso ou culposo
•Implica em prejuízo ao erário ou a terceiros
Administrativa
•Decorre de ato omissivo ou comissivo
praticado no desempenho do cargo
ou função
Penal
•Decorre dos crimes e contravenções
4.5. penALidAdes
De acordo com as normas da Lei n. 8.112/1990 (art. 127) são as seguintes as penalidades 
passíveis de aplicação aos servidores públicos federais:
I – advertência;
II – suspensão;
III – demissão;
IV – cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V – destituição de cargo em comissão;
VI – destituição de função comissionada.
São apenas estas as penalidades que passíveis de aplicação, ou seja, trata-se de uma lista 
taxativa. Assim, não poderá a autoridade competente inovar e criar uma nova modalidade de 
penalidade para ser aplicada ao servidor.
Da mesma forma, antes da aplicação de toda e qualquer penalidade deve ser garantido o 
contraditório e a ampla defesa, sob pena de ser invalidado todo o processo de aplicação.
No que se refere às sanções de advertência e suspensão, temos que estas, depois de de-
corrido certo lapso de tempo, terão seus registros cancelados dos assentamentos funcionais 
do servidor que houver sofrido a penalidade, sem que tal providência gere qualquer espécie de 
direito retroativo. Neste sentido, estabelece o artigo 131 da norma federal:(inclusive as em regime especial) e das fundações públicas federais. É por meio 
das disposições da mencionada lei, desta forma, que os servidores federais estatutários encon-
tram todos os direitos e garantias a eles conferidos, bem como os requisitos para o seu exercício.
No entanto, as disposições da Lei n. 8.112/1990 não se aplicam a todos os agentes públicos, 
mas sim apenas aos servidores públicos civis federais, o que implica em dizer que os emprega-
dos públicos federais, regidos pela CLT, não estão compreendidos dentro do campo de atuação 
do estatuto federal.
Da mesma forma, a norma não se aplica aos servidores públicos estatutários dos demais 
entes federativos, tal como os Estados e os Municípios. Ainda que estes servidores sejam regi-
dos por um estatuto, caberá ao respectivo ente federativo, por meio de lei, a sua edição.
A Lei n. 8.112/1990 é aplicada A Lei n. 8.112/1990 não é aplicada
Aos servidores estatutários da 
administração direta federal
Aos empregados públicos federais, 
que são regidos pelas disposições 
da CLT
Aos servidores das autarquias 
(inclusive as em regime especial) 
federais
Aos servidores públicos dos 
Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios
Aos servidores das fundações 
públicas federais Aos militares
A linha do tempo do serviço público é uma forma de compreendermos todo o processo de 
ingresso, desenvolvimento e saída de um respectivo servidor no serviço público. Por meio de 
sua análise, nos permitirá ter uma visão global de todas as etapas e facilitará a compreensão 
dos diversos institutos aos quais os servidores federais estão sujeitos.
Desta forma, a linha do tempo do serviço público compreende, basicamente, as seguintes 
fases: a) concurso, b) provimento, c) posse, d) exercício, e) estágio probatório, f) estabilidade 
e g) vacância.
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
Concurso
Provimento
Posse
ExercícioEstágio 
Probatório
Estabilidade
Vacância
1.1. concurso púbLico
O concurso público é a forma objetiva de selecionar servidores, primando pelo princípio da 
impessoalidade e assegurando igualdade de condições a todos os candidatos.
No entanto, não é de qualquer forma que tal processo pode ser realizado. Caso assim o 
fosse, seria muito fácil para administradores mal intencionados fraudar as regras previstas e 
conceder certos favorecimentos para determinados candidatos, desrespeitando gravemente a 
impessoalidade, princípio basilar de toda a atividade administrativa.
Por isso mesmo é que a Lei n. 8.112/1990 se preocupou em estabelecer diversas regras a 
serem observadas pela administração pública quando da realização de concurso público. Tais 
regras, salienta-se, devem observar as disposições constitucionais sobre a forma de realiza-
ção dos concursos públicos, disposições estas de observância obrigatória para toda a admi-
nistração pública. Em seus artigos 11 e 12, a Lei n. 8.112/1990 assim estabelece:
Art. 11. O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas, 
conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condicionada a inscri-
ção do candidato ao pagamento do valor fixado no edital, quando indispensável ao seu custeio, e 
ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas.
Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma única 
vez, por igual período.
§ 1º O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que 
será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação.
§ 2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com 
prazo de validade não expirado.
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Percebam que o concurso público poderá ser de provas ou de provas e títulos, mas nunca, 
para os servidores regidos pela Lei n. 8.112/1990, poderá ser exclusivamente de títulos.
Da mesma forma, o concurso terá validade de até dois anos, e a sua prorrogação, que po-
derá ocorrer uma única vez, deverá ser pelo mesmo prazo inicialmente previsto para a validade 
do certame.
EXEMPLO
Poderá a administração, por exemplo, realizar concurso com prazo de validade de 1 ano, esta-
belecendo no edital que o prazo ali estabelecido poderá ser prorrogado uma única vez, por 
igual período.
Assim, vencido o prazo do concurso, pode a administração (trata-se de uma faculdade) prorro-
gar a validade do mesmo por mais 1 ano ou realizar um novo concurso.
E poderá a administração publicar edital de concurso com o prazo de validade de 2 anos, impror-
rogáveis?
Perfeitamente, pois nenhuma regra foi desrespeitada. O que houve apenas foi que a adminis-
tração, discricionariamente, optou por não estabelecer a possibilidade de prorrogação.
E se fosse publicado um edital com prazo de 1 ano, estabelecendo a possibilidade de prorro-
gação por 3 vezes e estando, por isso mesmo, com prazo total inferior a 4 anos, seria válido?
Ainda que o prazo total de 4 anos não tenha sido superado (2 + 2), foi desrespeitada a regra de 
uma única prorrogação, devendo o edital ser considerado nulo neste aspecto.
E se tivemos um edital regulamentando um concurso e estabelecendo como prazo de validade 
2 anos, com a possibilidade de prorrogação por 1 ano. Estaria a administração, nesta situação, 
respeitando a Lei n. 8.112/1990?
Aqui, temos uma situação interessante: uma única prorrogação e o prazo total respeitado. 
No entanto, além destas regras, não podemos nos esquecer que a prorrogação, em todos os 
casos, deve ser pelo mesmo período inicialmente previsto no edital: 1 ano + 1 ano, 2 anos + 2 
anos, 6 meses + 6 meses.
1.2. provimento
Realizado o concurso, é o momento de a administração chamar os candidatos aprovados. 
Tal como ocorre com o prazo de validade, uma série de regras devem ser estabelecidas pela 
respectiva administração.
Desta forma, o provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade com-
petente de cada Poder, que deverá observar, conforme as regras estabelecidas no edital, um 
limite mínimo de provimentos para as pessoas portadoras de deficiência.
Tal limite, atualmente, é de até 20% das vagas oferecidas no concurso.
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Situação interessante ocorre com a possibilidade dos estrangeiros ocuparem cargos pú-
blicos. Com a entrada em vigor da Emenda Constitucional 19, o artigo 37, I, da Constituição 
Federal passou a vigorar da seguinte forma:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralida-
de, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
I – os cargos, empregosArt. 131, As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o 
decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, 
nesse período, praticado nova infração disciplinar.
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EXEMPLO
Caso um servidor tenha sido penalizado com suspensão e esta, por conveniência do serviço 
público, tenha sido convertida em multa de 50% por dia de trabalho, deverá o servidor, neste 
período, continuar no exercício de suas atividades, oportunidade em que receberá, durante o 
período da punição, apenas metade da sua remuneração.
Decorrido o prazo de 5 anos, caso o servidor não tenha incorrido em uma nova infração disci-
plinar, os registros da penalidade de suspensão serão cancelados dos registros do servidor.
Neste caso, não poderá ele requerer o recebimento da remuneração que deixou de ganhar quando 
da aplicação da penalidade, uma vez que o cancelamento desta não gera direitos retroativos.
Quanto à demissão, não existe a possibilidade desta ser excluída dos assentamentos fun-
cionais dos servidores. Trata-se a demissão de um ato vinculado, de forma que, quando da 
sua ocorrência, não terá a administração a discricionariedade de optar pela aplicação de outra 
penalidade, conforme se observa de importante entendimento do STJ (MS 12217):
JURISPRUDÊNCIA
A Administração Pública, quando se depara com situações em que a conduta do investi-
gado se amolda nas hipóteses de demissão ou cassação de aposentadoria, não dispõe 
de discricionariedade para aplicar pena menos gravosa por tratar-se de ato vinculado.
Nesta linha de raciocínio, a aplicação da penalidade de demissão poderá acarretar a im-
possibilidade de o agente demitido retornar ao serviço público pelo prazo de 5 anos. Em outras 
situações, estaremos diante de condutas em que a demissão acarreta a indisponibilidade dos 
bens e o ressarcimento ao erário.
a) Indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário
Nestas hipóteses, o objetivo do legislador foi o de assegurar que o patrimônio do agente 
causador do dano não seja dilapidado, possibilitando assim o ressarcimento dos prejuízos 
causados ao erário.
Nos termos da Lei n. 8.112/1990, três são as situações que ensejam, cumulativamente, a 
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário:
a) improbidade administrativa;
b) aplicação irregular de dinheiros públicos;
c) lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
d) corrupção;
b) Proibição de retornar ao serviço público federal pelo prazo de 5 anos
a) valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade 
da função pública;
b) atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se 
tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de côn-
juge ou companheiro;
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4.5.1. Prescrição
Ainda que a administração possua o dever de punir todas as infrações de que tiver conhe-
cimento, cumpre informar que as penalidades devem ser aplicadas dentro de um lapso de 
tempo a partir da data em que o fato se tornou conhecido. E isso em plena consonância com 
o princípio da segurança jurídica, uma vez que não é admitida, em nosso ordenamento, a pos-
sibilidade de haver punições imprescritíveis.
Em outras palavras, isso implica em afirmar que, mesmo que um servidor tenha cometido 
uma infração e esta seja do conhecimento da administração, caso a repartição competente 
não tome as medidas legais (aplicação da penalidade) dentro de um determinado período, não 
mais poderá o fazer, uma vez que a ação disciplinar estará prescrita.
Os prazos prescricionais diferem a depender da penalidade cabível. Neste sentido, o artigo 
142 da Lei n. 8.112/1990 estabelece o prazo de prescrição para cada uma das penas passíveis 
de aplicação no estatuto federal:
Art. 142, A ação disciplinar prescreverá:
I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
II – em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III – em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
§ 1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.
§ 2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas 
também como crime.
§ 3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até 
a decisão final proferida por autoridade competente.
§ 4º Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a 
interrupção.
5 anos
• Demissão
• Cassação de aposentadoria ou disponibilidade
• Destituição de cargo em comissão
2 anos
• Suspensão
180 dias
• Advertência
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4.5.2. Autoridades Competentes para Aplicação das Penalidades
A depender da penalidade que está sendo aplicada, teremos diferentes autoridades 
competentes para a sua aplicação. Nota-se, da relação apresentada pela Lei n. 8.112/1990, 
que as autoridades estão escalonadas de acordo com a gravidade da penalidade que está 
sendo aplicada:
Demissão ou cassação da 
aposentadoria ou disponibilidade
Presidente da República, pelos 
Presidentes das Casas do Poder 
Legislativo e dos Tribunais Federais e 
pelo Procurador-Geral da República
Suspensão superior a 30 dias
Autoridades administrativas de 
hierarquia imediatamente inferior àquelas 
competentes para aplicação de demissão 
ou cassação de aposentadoria
Advertência e suspensão até 30 dias
Chefe da repartição e outras autoridades 
na forma dos respectivos regimentos ou 
regulamentos
Destituição de cargo em comissão Autoridade que houver feito a nomeação
Entretanto, pode o Presidente da República delegar, aos respectivos Ministros de Estado, 
a competência para a aplicação da penalidade de demissão, conforme se observado do julga-
mento do Mandado de Segurança 7.024, da lavra do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
Possibilidade de o Presidente da República delegar aos Ministros de Estado a competên-
cia para demitir servidores de seus respectivos quadros - parágrafo único do art. 84, CF.
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RESUMO
• A Lei n. 8.112/1990 institui o regime jurídicodos servidores públicos civis da União, das 
autarquias federais (inclusive as em regime especial) e das fundações públicas federais.
• Trata-se a Lei n. 8.112, por isso mesmo, de uma lei federal, e não nacional, uma vez que 
destinada, apenas, aos servidores públicos federais.
• No entanto, as disposições da Lei n. 8.112 não se aplicam a todos os agentes públicos, 
mas sim apenas aos servidores públicos civis federais, o que implica em dizer que os 
empregados públicos federais, regidos pela CLT, não estão compreendidos dentro do 
campo de atuação do estatuto federal.
A Lei n. 8.112/1990 é aplicada A Lei n. 8.112/1990 não é aplicada
Aos servidores estatutários da 
administração direta federal
Aos empregados públicos federais, 
que são regidos pelas disposições 
da CLT
Aos servidores das autarquias (inclusive 
as em regime especial) federais
Aos servidores públicos dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios
Aos servidores das fundações públicas 
federais Aos militares
• Para se tornar servidor público, o particular deve prestar concurso público.
• O concurso público é a forma objetiva de selecionar servidores, primando pelo princípio 
da impessoalidade e assegurando igualdade de condições a todos os candidatos.
• O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas, 
conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condiciona-
da a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital, quando indispensá-
vel ao seu custeio, e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas.
• Realizado o concurso, é o momento de a administração chamar os candidatos aprova-
dos, oportunidade em que fará uso da nomeação.
• A Lei n. 8.112 estabelece diversas formas de provimento de cargo público, sendo elas a 
nomeação, a promoção, a readaptação, a reversão, o aproveitamento, a reintegração e a 
recondução. Destas, apenas a nomeação é considerada forma originária de provimento, 
sendo que todas as demais são classificadas como forma de provimento derivadas.
• Trata-se a nomeação do modo clássico de prover o servidor no cargo público, podendo 
ocorrer tanto para os cargos efetivos quanto para os cargos em comissão.
• A promoção ocorre quando o servidor é elevado para outra classe no âmbito da mesma 
carreira, ocorrendo, com o provimento, a vacância no cargo de classe mais baixa e o 
provimento no cargo de classe mais alta.
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• A readaptação ocorre quando o servidor sofre uma limitação em sua capacidade físi-
ca ou mental, mas ainda pode trabalhar, não sendo o caso de aposentadoria. Caso o 
servidor seja considerado incapaz para o serviço público, ocorrerá a aposentadoria do 
respectivo agente público.
• Reversão é o retorno à atividade do servidor anteriormente aposentado, desde que aten-
didas as regras estabelecidas pelo Poder Executivo e desde que o servidor não tenha 
atingido a idade de 70 anos.
• A reversão poderá ocorrer de duas formas: a) Por invalidez, quando junta médica oficial 
declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; b) No interesse da administração, 
desde que, neste caso, o servidor obedeça a uma série de regras.
• O aproveitamento pode ser entendido como o chamado, feito pela administração públi-
ca, para que o servidor público em disponibilidade volte a exercer suas atividades.
• Recondução é a forma de provimento em que ocorre o retorno do servidor ao cargo 
anteriormente ocupado. Duas são as hipóteses de recondução previstas para os servi-
dores públicos federais: a) inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; b) 
reintegração do anterior ocupante.
• A reintegração consiste no retorno do servidor anteriormente demitido ao cargo ante-
riormente ocupado ou no cargo resultante de sua transformação, com ressarcimento 
de todas as vantagens. Para isso, a demissão deverá ter sido invalidada por decisão 
administrativa ou judicial.
• Ocorrendo a nomeação, que deve ser publicada no Diário Oficial da União, o nomeado 
tem o prazo de 30 dias para tomar posse. Caso não tome posse no prazo legal, o ato 
de nomeação será declarado sem efeito, uma vez que a pessoa nomeada ainda não é 
considerada servidor público, fato que apenas ocorre com a posse.
• Ocorrendo a posse, temos a investidura de mais um servidor para os quadros funcio-
nais da administração pública federal. E como forma do servidor conhecer o local da 
repartição para onde foi nomeado e se organizar-se melhor com relação a mudanças, 
hospedagem e demais procedimentos, a Lei n. 8.112 faculta ao servidor o prazo de 15 
dias, contados da posse, para a entrada em exercício.
• Caso o servidor anteriormente empossado não entre em exercício no prazo legal, tere-
mos, ao contrário do que ocorre com a nomeação, a exoneração do servidor, uma vez 
que, conforme anteriormente mencionado, a posse é o momento em que o particular 
passa a constar nos assentamentos funcionais da administração, sendo considerado, a 
partir de então, servidor público.
• A partir da data em que entra em exercício, inicia-se, para o servidor ocupante de cargo 
efetivo, o estágio probatório, período de avaliação onde diversos fatores são levados 
em conta para a verificação da aptidão e da capacidade do agente público. O prazo do 
estágio probatório é de 36 meses.
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• Após três anos de serviço público, o servidor adquire a estabilidade. Sendo estável, 
apenas poderá perder o cargo em quatro situações: a) em virtude de sentença judicial 
transitada em julgado; b) mediante processo administrativo disciplinar no qual lhe seja 
assegurada ampla defesa; c) o procedimento de avaliação periódica; d) redução de 
despesas quando os entes federativos não observarem o limite máximo de gastos com 
pessoal.
• As diversas hipóteses de vacância são situações em que o servidor público deixa o car-
go público anteriormente ocupado.
• De acordo com a Lei n. 8.112, temos as seguintes hipóteses de vacância: exoneração, 
demissão, aposentadoria, posse em cargo inacumulável, promoção e readaptação.
• A remoção pode ser entendida como o “deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, 
no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede”.
• A redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, esteja ou não ele ocu-
pado, e desde que tal deslocamento ocorra para outro órgão ou entidade, mas sempre 
no âmbito do mesmo Poder.
Remoção Redistribuição
Não trata-se de uma forma de 
provimento
Não trata-se de uma forma de 
provimento
Não altera o contingente funcional Não altera o contingente funcional
Trata-se do deslocamento de servidor Trata-se do deslocamento de cargo
Destina-se a assegurar a preservação 
de valores como a saúde do servidor e o 
núcleo familiar
Trata-se de uma forma de organização 
da administração pública
Quando ocorrer a mudança de 
Município, deve ser conferido um prazo 
de 10 a 30 dias para a entrada em 
exercício
Quando ocorrer a mudança de 
Município, deve ser conferido um 
prazo de 10 a 30 dias para a entrada 
em exercício
• Basicamente, são as seguintes as classes de direitos e vantagensque o servidor público 
civil federal poderá ter direito: a) vencimento e remuneração; b) indenizações; c) gratifi-
cações e adicionais; d) férias; e) licenças; f) concessões; g) direito de petição;
• Vencimento é um conceito mais restrito, tratando-se da retribuição pecuniária pelo exer-
cício do cargo público. Remuneração, por outro lato, apresenta um conceito mais amplo, 
compreendendo os vencimentos e as vantagens pecuniárias permanentes estabeleci-
das em lei.
• As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. 
Quatro são as indenizações expressamente previstas no estatuto federal, sendo elas a 
ajuda de custo, as diárias, o transporte e o auxílio moradia.
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• Trata-se a ajuda de custo de verba de caráter compensatório, cujo objetivo é ressarcir 
as despesas de instalação do servidor que, por interesse da administração, passou a ter 
exercício em nova sede.
• As diárias são utilizadas com a finalidade de compensar os gastos do servidor que se 
ausentar da sua sede em caráter transitório ou eventual.
• A concessão de transporte tem como objetivo ressarcir as despesas que o servidor teve, 
no desempenho de suas atividades, com a utilização de meio próprio de locomoção.
• O auxílio moradia possui como objetivo ressarcir as despesas que os servidores tiveram 
com o aluguel de moradia ou outro meio de hospedagem, devidamente comprovadas, e 
desde que sejam atendidos diversos requisitos estabelecidos em lei.
• Além do vencimento e das vantagens previstas no estatuto federal, poderão ser defe-
ridos aos servidores regidos por tal norma as seguintes retribuições, gratificações e 
adicionais:
a) retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento;
b) gratificação natalina;
c) adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;
d) adicional pela prestação de serviço extraordinário;
e) adicional noturno;
f) adicional de férias;
g) outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho;
h) gratificação por encargo de curso ou concurso.
• Nos termos da Lei n. 8.112, o servidor público federal poderá se ausentar do serviço, sem 
desconto na sua remuneração, nos seguintes casos: 1 (um) dia, para doação de sangue; 
pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento elei-
toral, limitado, em qualquer caso, a dois dias; por 8 (oito) dias consecutivos em razão de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob 
guarda ou tutela e irmãos.
• Durante toda a vida funcional, o servidor fará jus a uma série de direitos e estará obri-
gado a um rol não menos importante de obrigações. Como estamos no meio de órgãos 
ou entidades que possuem alto grau de hierarquia em suas estruturas, é de extrema 
importância que o servidor tenha meios de pleitear os direitos que lhe são próprios nas 
situações em que se sentir coagido ou em que houver descaso por parte dos seus supe-
riores. Tais situações são atendidas por meio do direito de petição.
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• O direito de requerer prescreve: a) em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de 
cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e 
créditos resultantes das relações de trabalho; b) em 120 (cento e vinte) dias, nos demais 
casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
• A origem do regime disciplinar está intimamente ligada a alguns conceitos elementares 
do Direito Administrativo, mais precisamente os relacionado com os poderes hierárqui-
co e disciplinar.
• De acordo com as disposições da Lei n. 8.112, três são as esferas de responsabilidade a 
que os servidores públicos federais estão submetidos, sendo elas: civil, administrativa 
e penal.
• A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que 
resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. Enquadram-se no conceito de responsabi-
lidade civil todas as ações ou omissões do servidor público que, agindo em nome da 
administração, cause algum dano ao particular ou ao próprio Poder Público.
• A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor.
• A responsabilidade administrativa, por sua vez, resulta de ato omissivo ou comissivo 
praticado pelo servidor no desempenho do cargo ou função.
• De acordo com as normas da Lei n. 8.112, são as seguintes as penalidades passíveis de 
aplicação aos servidores públicos federais: 
I – advertência;
II – suspensão;
III – demissão;
IV – cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V – destituição de cargo em comissão;
VI – destituição de função comissionada.
• Antes da aplicação de toda e qualquer penalidade deve ser garantido o contraditório e a 
ampla defesa, sob pena de ser invalidado todo o processo de aplicação.
• Ainda que a administração possua o dever de punir todas as infrações de que tiver co-
nhecimento, cumpre informar que as penalidades devem ser aplicadas dentro de um 
lapso de tempo a partir da data em que o fato se tornou conhecido, após o qual estarão 
prescritas.
• A ação disciplinar prescreverá: I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com 
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em co-
missão; II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; III - em 180 (cento e oitenta) dias, 
quanto à advertência.
• A depender da penalidade a ser aplicada, diferentes são as autoridades com competên-
cia para a sua aplicação:
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
Demissão ou cassação da 
aposentadoria ou disponibilidade
Presidente da República, pelos 
Presidentes das Casas do Poder 
Legislativo e dos Tribunais Federais e 
pelo Procurador-Geral da República
Suspensão superior a 30 dias
Autoridades administrativas de 
hierarquia imediatamente inferior àquelas 
competentes para aplicação de demissão 
ou cassação de aposentadoria
Advertência e suspensão até 30 dias
Chefe da repartição e outras autoridades 
na forma dos respectivos regimentos ou 
regulamentos
Destituição de cargo em comissão Autoridade que houver feito a nomeação
• Nos termos da Constituição Federal de 1988, a regra é a vedação à acumulação de dois 
ou mais cargos públicos, sendo exceções (desde que haja compatibilidade de horários): 
a) dois cargos de professor;
b) um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
c) dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;
d) permissão de acumulação para os vereadores, desde que atendidos os requisitos legais;
e) permissão para os juízes e membros do ministério público exercerem o magistério.
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MAPAS MENTAIS
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
QUESTÕES DE CONCURSO
001. (CEBRASPE/CESPE/AAMB/ICMBIO/2022) No que diz respeito ao direito administrativo, 
julgue o item a seguir.
O candidato aprovado em concurso público iniciará o desempenho das atribuições do respec-
tivo cargo público imediatamente depois de ser nomeado e empossado nele.
002. (CEBRASPE/CESPE/ASSIST/FUB/ADMINISTRAÇÃO/2022) De acordo com a Lei n. 
8.112/1990, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das 
Autarquias e das Fundações Públicas Federais, julgue o item a seguir.
A reversão é uma forma de provimento de cargo público, sendo uma das suas hipóteses o re-
torno à atividade de servidor aposentado por invalidez quando a junta médica oficial declarar 
insubsistentes os motivos da aposentadoria.
003. (CEBRASPE/CESPE/ASSIST/FUB/ADMINISTRAÇÃO/2022) De acordo com a Lei n. 
8.112/1990, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das 
Autarquias e das Fundações Públicas Federais, julgue o item a seguir.
A exoneração causa a vacância do cargo público e ocorre exclusivamente a pedido do servidor.
004. (CEBRASPE/CESPE/PSICO/FUB/ORGANIZACIONAL/2022) No que diz respeito à 
saúde e aos direitos dos servidores públicos civis das fundações públicas federais, julgue o 
item a seguir.
A Lei n. 8.112/1990 prevê a possibilidade de concessão de licença por motivo de doença em 
pessoa da família ou por afastamento do cônjuge ou companheiro.
005. (CEBRASPE/CESPE/PSICO/FUB/ORGANIZACIONAL/2022) No que diz respeito à 
saúde e aos direitos dos servidores públicos civis das fundações públicas federais, julgue o 
item a seguir.
Os dias de afastamento em razão de doenças profissionais são considerados como dias de 
efetivo exercício na contagem de tempo de serviço.
006. (CEBRASPE/CESPE/TEC AMB/IBAMA/2022) Determinado servidor público faltou ao 
serviço sem causa justificada, por período igual a sessenta dias, intercaladamente, durante 
doze meses.
Com relação a essa situação hipotética, julgue o item seguinte, com base na Lei n. 8.112/1990.
Tal situação configura abandono de cargo público.
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
007. (CEBRASPE/CESPE/TEC AMB/IBAMA/2022) Determinado servidor público faltou ao 
serviço sem causa justificada, por período igual a sessenta dias, intercaladamente, durante 
doze meses.
Com relação a essa situação hipotética, julgue o item seguinte, com base na Lei n. 8.112/1990.
A referida conduta pode acarretar ao servidor a penalidade de demissão.
008. (CEBRASPE/CESPE/AAMB/IBAMA/LICENCIAMENTO AMBIENTAL/2022) Conside-
rando a situação hipotética de que determinado servidor público, sem prévia autorização da 
chefia imediata, tenha-se ausentado do serviço durante o expediente, para comprar presentes 
para sua família, julgue o item a seguir, com base na Lei n. 8.112/1990.
Tal conduta poderá acarretar penalidade de demissão ao servidor.
009. (CEBRASPE/CESPE/AAMB/IBAMA/LICENCIAMENTO AMBIENTAL/2022) Conside-
rando a situação hipotética de que determinado servidor público, sem prévia autorização da 
chefia imediata, tenha-se ausentado do serviço durante o expediente, para comprar presentes 
para sua família, julgue o item a seguir, com base na Lei n. 8.112/1990.
Trata-se de conduta expressamente proibida pela referida lei.
010. (CEBRASPE/CESPE/APC/FUNPRESP-EXE/ADMINISTRATIVA/2022) O item a seguir é 
apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada a respeito de as-
pectos legais a elas relacionados.
Um gerente da FUNPRESP instou um servidor a atualizar os próprios dados cadastrais para 
que incluísse o endereço de novo imóvel que ele havia comprado em outro estado. Esse servi-
dor, considerando-se ofendido e coagido a fazer isso, argumentou que essa era uma atribuição 
estranha a seu cargo e citou a seguinte proibição da Lei n. 8.112/1990, para mostrar que o 
gerente estava errado: “cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa...”. 
Nessa situação, o servidor estava correto no entendimento da citada lei e pode recusar-se a 
informar ao órgão a compra do referido imóvel.
011. (CEBRASPE/CESPE/APC/FUNPRESP-EXE/ADMINISTRATIVA/2022) O item a seguir é 
apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada a respeito de as-
pectos legais a elas relacionados.
Um servidor público efetivo que cometeu falta grave no órgão em que trabalhava e se aposen-
tou antes da decisão administrativa final sobre seu processo poderá ter cassada a aposenta-
doria em caso de condenação com pena de demissão.
012. (CEBRASPE/CESPE/APC/FUNPRESP-EXE/ADMINISTRATIVA/2022) O item a seguir é 
apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada a respeito de as-
pectos legais a elas relacionados.
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
Uma analista de previdência complementar, a fim de manifestar seu apreço por uma amiga re-
cém-admitida na FUNPRESP, realiza reunião com a equipe para discursar sobre as qualidades 
da nova servidora e comentar como esta poderá contribuir para melhorar o clima organiza-
cional da área. A reunião promovida pela analista tem respaldo na Lei n. 8.112/1990 e outras 
com a mesma finalidade podem ser incentivadas para o alcance de resultados organizacionais 
mais expressivos.
013. (CEBRASPE/CESPE/PPE/SERES PE/2022) Entre as penalidades decorrentes de proces-
so administrativo disciplinar, aplica-se ao servidor público a pena de suspensão por motivo de
a) inassiduidade habitual.
b) conduta escandalosa na repartição.
c) recusa injustificada de se submeter a inspeção médica determinada pela autoridade 
competente.
d) abandono de cargo.
e) revelação de segredo do qual tenha tido conhecimento em razão do cargo.
014. (CEBRASPE/CESPE/AG POL/PC DF/2021) Com base na Lei n. 8.112/1990, julgue o 
item a seguir.
A nomeação poderá se dar tanto em caráter efetivo quanto em comissão, dependendo, ambos 
os casos, de prévia habilitação em concurso público de provas ou provas e títulos.
015. (CEBRASPE/CESPE/AGFEP/DEPEN/2021) Na pretensão de celebrar contratoadminis-
trativo com empresa fornecedora de serviço de mão de obra, João, servidor público compe-
tente de determinado órgão público, elaborou edital de licitação prevendo em uma de suas 
cláusulas que a empresa contratada reserve percentual mínimo de sua mão de obra a pessoas 
oriundas do sistema prisional. Tomando conhecimento do fato, o chefe de João, autoridade 
máxima do órgão, sem apresentar justificativa, suspendeu o edital e determinou a contratação 
direta da empresa por dispensa de licitação. Contrariado com a atitude do seu superior hierár-
quico, João foi embora para casa no meio do expediente sem autorização do seu chefe, coisa 
que nunca antes fizera.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
Por se ausentar do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato, 
João está sujeito a pena de suspensão.
016. (CEBRASPE/CESPE/AG POL/PC DF/2021) João, servidor público, aliciou um dos seus 
subordinados a se filiar ao sindicato da categoria a que ambos pertenciam. Em razão des-
se fato, instaurou-se processo administrativo contra João para apurar sua conduta funcional. 
Concluído o procedimento, o chefe da repartição, Antônio, aplicou a pena de advertência por 
escrito pelo ato praticado.
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
Considerando a situação hipotética precedente, o disposto na Lei n. 8.112/1990, os requisitos 
do ato administrativo e os poderes da administração pública, julgue o item a seguir.
A penalidade aplicada a João é incabível, uma vez que não há previsão legal expressa para a 
punição funcional pelo ato praticado.
017. (CEBRASPE/CESPE/AAP/PGE PE/CALCULISTA/2019) Com base nas disposições 
constitucionais relativas a cargos, empregos e funções públicas e nas disposições do Estatuto 
dos Funcionários Públicos Civis do Estado de Pernambuco, julgue o item seguinte.
Reintegração corresponde ao reingresso de servidor aposentado no serviço público, se insub-
sistentes os motivos da aposentadoria ou se houver interesse e requisição da administração, 
respeitada a opção do servidor.
018. (CEBRASPE/CESPE/ANA MIN/TCE-PA/CONTROLE EXTERNO/2019) Se um servidor 
em disponibilidade reingressa no serviço público, em cargo de natureza e padrão de vencimen-
to correspondentes ao que ocupava, então, nesse caso, ocorre o que se denomina
a) redistribuição.
b) aproveitamento.
c) readaptação.
d) recondução.
e) remoção.
019. (CEBRASPE/CESPE/TJ STJ/STJ/ADMINISTRATIVA/2018) Julgue o seguinte item de 
acordo com as disposições constitucionais e legais acerca dos agentes públicos.
A reversão constitui a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, e 
ocorre quando é invalidada a demissão do servidor por decisão judicial ou administrativa. Nes-
se caso, o servidor deve ser ressarcido de todas as vantagens que deixou de perceber durante 
o período demissório.
020. (CEBRASPE/CESPE/ASS ADM/EBSERH/2018) Acerca do regime jurídico dos servido-
res públicos federais, julgue o item a seguir.
A promoção não constitui forma de provimento em cargo público.
021. (CEBRASPE/CESPE/ADM/IFF/2018) João, servidor público civil federal, ainda em perío-
do de estágio probatório, sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou com sequelas que 
o levaram à aposentadoria por invalidez. Três anos depois, a administração pública, por meio 
da junta médica oficial, constatou que João teria se reabilitado e que suas sequelas haviam 
sido extintas, fatos que ocasionaram a declaração de insubsistência dos motivos da sua apo-
sentadoria.
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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
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Nessa situação hipotética, a determinação do retorno ao cargo anteriormente ocupado por 
João configura o(a)
a) reintegração.
b) recondução.
c) reversão.
d) reaproveitamento.
e) readaptação.
022. (CEBRASPE/CESPE/ASS ALUN/IFF/2018) A investidura em cargo público ocorrerá com o(a)
a) nomeação.
b) posse.
c) exercício.
d) provimento.
e) classificação em todas as etapas do concurso público.
023. (CEBRASPE/CESPE/AUX ADM/IFF/2018) De acordo com a Lei n. 8.112/1990, em caso 
de servidor público estável cuja demissão tenha sido invalidada por decisão administrativa ou 
judicial, deverá ocorrer a
a) recondução.
b) reintegração.
c) redistribuição.
d) readaptação.
e) reversão.
024. (CEBRASPE/CESPE/ASS ADM/EBSERH/2018) Acerca do regime jurídico dos servido-
res públicos federais, julgue o item a seguir.
Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: indenizações, 
gratificações e adicionais, incorporando-se as duas últimas ao vencimento ou provento, nas 
condições indicadas em lei.
025. (CEBRASPE/CESPE/AJ STJ/STJ/ADMINISTRATIVA/2018) Com base no disposto na 
Lei n. 8.112/1990, julgue o item seguinte.
O auxílio-moradia poderá ser concedido a servidor público que resida com outra pessoa que 
receba o mesmo benefício.
026. (CEBRASPE/CESPE/AUX INST/IPHAN/ÁREA 1/2018) Com base nas disposições da 
Lei n. 8.112/1990, julgue o item a seguir.
Nos casos de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do servi-
dor ou aquisição de imóvel pelo servidor, o auxílio-moradia será pago por ainda um mês.
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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
027. (CESPE/ATA/DPU/2016) Ainda com base no disposto na Lei n. 8.112/1990 e na Consti-
tuição Federal de 1988 (CF), julgue o próximo item.
É permitido o exercício de mais de um cargo em comissão, desde que seja na condição 
de interino.
028. (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação ao regime jurídico dos cargos, empregos e fun-
ções públicas e às disposições da Lei n. 8.112/1990, julgue o item que se segue.
Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compa-
tíveis com a limitação em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica, 
advinda após sua posse em cargo público.
029. (CESPE/TJ/TRE PI/ADMINISTRATIVA/2016) Teobaldo, servidor público do estado do 
Piauí, adquiriu sua estabilidade em 27/1/2012. Em novembro de 2012, ele foi nomeado para o 
cargo de técnico judiciário no TRE/PI. Dentro do prazo legal, Teobaldo tomou posse e entrou 
em exercício em seu novo cargo, após solicitar vacância por posse em outro cargo inacumu-
lável. Na avaliação de seu estágio probatório, no tribunal, Teobaldo foi reprovado, ou seja, foi 
considerado inapto para o exercício do cargo ocupado no TRE/PI.
Nessa situação hipotética, a administração deve aplicar, em relação a Teobaldo, o instituto 
denominado
a) recondução.
b) aproveitamento.
c) exoneração.
d) demissão.
e) readaptação.
030. (CESPE/ESP/FUNPRESP/JURÍDICA/2016) Com relação aos convênios administrativos, 
aos agentes públicos e à responsabilidade civil do Estado, julgue o item a seguir.
De acordo com a Lei n. 8.112/1990, tendo sofrido limitação em sua capacidadefísica ou men-
tal, verificada em inspeção médica, o servidor público estará sujeito a readaptação, que con-
siste na investidura em outro cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com as do 
cargo por ele anteriormente ocupado.
031. (CESPE/AJ TRT8/TRT 8/ADMINISTRATIVA/ 2016) Conforme a Lei n. 8.112/1990, o 
deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago, no âmbito do quadro geral de 
pessoal para outro órgão ou entidade do mesmo poder denomina-se
a) transferência.
b) substituição.
c) redistribuição.
d) remoção.
e) reintegração.
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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
032. (CESPE/AG ADM/DPU/2016) Com base nas disposições da Lei n. 8.112/1990, que trata 
do regime jurídico dos servidores públicos federais, julgue o item a seguir.
Situação hipotética: Carlos trabalha em atividade considerada insalubre e perigosa e faz jus ao 
recebimento dos adicionais de insalubridade e de periculosidade.
Assertiva: Nesse caso, Carlos deverá optar por um deles, sendo-lhe vedado acumular os dois 
adicionais.
033. (CESPE/TEC//INSS/2016) Julgue o item conforme o disposto na Lei n. 8.112/1990.
Em conformidade com a Lei n. 8.112/1990, o servidor público poderá ser afastado do Brasil 
para missão oficial por tempo indeterminado.
034. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015) Maria, servidora pública federal estável, integrante de 
comissão de licitação de determinado órgão público do Poder Executivo federal, recebeu dire-
tamente, no exercício do cargo, vantagem econômica indevida para que favorecesse determi-
nada empresa em um procedimento licitatório. Após o curso regular do processo administrati-
vo disciplinar, confirmada a responsabilidade de Maria na prática delituosa, foi aplicada a pena 
de demissão.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir, com base na legislação aplicá-
vel ao caso.
Caso a penalidade aplicada seja posteriormente invalidada por meio de sentença judicial, Ma-
ria deverá ser reintegrada ao cargo anteriormente ocupado.
035. (CESPE/TEC/INSS/2016) Considerando que determinado servidor público federal tenha 
sido removido para outra sede, situada em outro município, para acompanhar sua esposa, que 
também é servidora pública federal e foi removida no interesse da administração, julgue o item 
seguinte à luz do disposto na Lei n. 8.112/1990.
Ainda que o servidor e sua esposa sejam integrantes de órgãos pertencentes a poderes distin-
tos da União, a remoção do servidor poderia ser concedida.
036. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO TRE GO/2015) Alice, aprovada em concurso público 
para o cargo de técnico administrativo de um TRE, precisa acompanhar cirurgia de ente fami-
liar que ocorrerá no mesmo dia em que foi marcada sua posse. Nessa situação, Alice poderá 
nomear, por procuração específica, alguém que a represente no ato da posse.
037. (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação ao regime jurídico dos cargos, empregos e fun-
ções públicas e às disposições da Lei n. 8.112/1990, julgue o item que se segue.
A investidura em cargo público ocorre com a posse.
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Diogo Surdi
038. (CEBRASPE/CESPE/AJ TRT7/TRT 7/APOIO ESPECIALIZADO/TECNOLOGIA DA IN-
FORMAÇÃO/2017) Matilde, servidora pública federal do TRT 7.ª Região, será removida, por 
interesse do serviço, da 1.ª Vara do Trabalho da Região do Cariri para a 1.ª Vara do Trabalho de 
Sobral. Sendo a mudança de caráter permanente, caberá ao tribunal compensar as despesas 
de instalação da servidora na nova sede.
Nessa situação, de acordo com a Lei n. 8.112/1990, Matilde terá o direito à percepção da inde-
nização denominada
a) diárias.
b) transporte.
c) auxílio-moradia.
d) ajuda de custo.
039. (CEBRASPE/CESPE/AJ/TRE BA/APOIO ESPECIALIZADO/ENGENHARIA CIVIL/2017) 
Anderson, servidor do TRE/BA, sofreu grave acidente no exercício de suas funções, o que re-
sultou na amputação total de seu braço esquerdo. Após avaliação da equipe médica, consta-
tou-se que ele não poderia exercer as funções anteriormente exigidas pelo cargo que ocupava. 
Diante disso, Anderson passou a exercer outra função, compatível com sua limitação.
Conforme a Lei n. 8.112/1990, a situação apresentada configura hipótese de
a) aproveitamento.
b) readaptação.
c) reintegração.
d) recondução.
e) reversão.
040. (CEBRASPE/CESPE/AJ TRT7/TRT 7/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) 
Aprovado em concurso para cargo público federal, Carlos foi nomeado no dia 6/11/2017 e to-
mou posse no dia 21 do mesmo mês e ano. Trinta dias depois, Carlos se apresentou para entrar 
em exercício.
Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei n. 8.112/1990, a administração pública deverá
a) demitir o servidor.
b) exonerar o servidor.
c) tornar sem efeito o exercício do servidor.
d) tornar sem efeito o ato de provimento do servidor.
041. (CEBRASPE/CESPE/TJ TRT7/TRT 7/ADMINISTRATIVA/2017) De acordo com a Lei n. 
8.112/1990, para que um cidadão seja investido em cargo público, ele deverá comprovar alguns 
requisitos, entre os quais
a) nacionalidade brasileira ou estrangeira.
b) gozo dos direitos políticos.
c) idade mínima de dezesseis anos.
d) aptidão apenas mental.
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042. (CEBRASPE/CESPE/TJ TRT7/TRT 7/APOIO ESPECIALIZADO/TECNOLOGIA DA IN-
FORMAÇÃO/2017) De acordo com a legislação vigente, durante o estágio probatório, o 
servidor nomeado para cargo de provimento efetivo será avaliado quanto a sua capacidade 
com relação a
a) disciplina, aptidão mental, capacidade de iniciativa e assiduidade.
b) assiduidade, disciplina, produtividade, capacidade de iniciativa e responsabilidade.
c) aptidão mental e física, disciplina, produtividade e capacidade de iniciativa.
d) assiduidade, disciplina, saúde física, capacidade de iniciativa e produtividade.
043. (CEBRASPE/CESPE/AJ TRF1/TRF 1/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Con-
siderando o disposto nas Leis n. 8.112/1990 e n. 8.429/1992, julgue o item que se segue, acer-
ca dos agentes públicos.
Servidor público estável poderá perder o seu cargo em virtude de sentença judicial transitada 
em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.
044. (CEBRASPE/CESPE/TJ TRF1/TRF 1/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) 
Considerando as Leis n. 8.112/1990, 8.429/1992 e 9.784/1999, normas nacionais que regulam 
o direito administrativo, julgue o item subsecutivo.
Situação hipotética: Sérgio, aprovado em concurso público, foi nomeado em vinte de outubro 
de 2015. Um ano e dois meses depois, após ter sido aprovado em outro concurso público, en-
trou em exercício no novo órgão público no dia quinze de janeiro de 2017. No entanto, durante 
o estágio probatório, ele se arrependeu da nova investidura e decidiu retornar ao cargo que 
havia ocupado anteriormente. Assertiva: Nessa situação, Sérgioterá direito a retornar ao cargo 
anteriormente ocupado em virtude do instituto da recondução.
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
GABARITO
1. E
2. C
3. E
4. C
5. C
6. E
7. C
8. E
9. C
10. E
11. C
12. E
13. c
14. E
15. E
16. E
17. E
18. b
19. E
20. E
21. c
22. b
23. b
24. C
25. E
26. C
27. C
28. C
29. a
30. C
31. c
32. C
33. E
34. C
35. C
36. C
37. C
38. d
39. b
40. b
41. b
42. b
43. C
44. E
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
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GABARITO COMENTADO
001. (CEBRASPE/CESPE/AAMB/ICMBIO/2022) No que diz respeito ao direito administrativo, 
julgue o item a seguir.
O candidato aprovado em concurso público iniciará o desempenho das atribuições do respec-
tivo cargo público imediatamente depois de ser nomeado e empossado nele.
Após ser nomeado e empossado, o servidor deve entrar em exercício, podendo, a partir de en-
tão, iniciar o desempenho das atribuições do cargo público.
Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.
§ 1º É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, 
contados da data da posse.
Errado.
002. (CEBRASPE/CESPE/ASSIST/FUB/ADMINISTRAÇÃO/2022) De acordo com a Lei n. 
8.112/1990, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das 
Autarquias e das Fundações Públicas Federais, julgue o item a seguir.
A reversão é uma forma de provimento de cargo público, sendo uma das suas hipóteses o re-
torno à atividade de servidor aposentado por invalidez quando a junta médica oficial declarar 
insubsistentes os motivos da aposentadoria.
Assim como informado, a reversão é uma forma de provimento de cargo público, implicando no 
retorno à atividade do servidor aposentado. Nos termos legais, uma das hipóteses de reversão 
é quando a junta médica declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria por invalidez.
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:
I – por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria;
II – no interesse da administração, desde que (...)
Certo.
003. (CEBRASPE/CESPE/ASSIST/FUB/ADMINISTRAÇÃO/2022) De acordo com a Lei n. 
8.112/1990, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das 
Autarquias e das Fundações Públicas Federais, julgue o item a seguir.
A exoneração causa a vacância do cargo público e ocorre exclusivamente a pedido do servidor.
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
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A exoneração causa a vacância do cargo público, mas pode ocorrer tanto a pedido do servidor 
quanto de ofício. De acordo com a Lei n. 8.112/1990, a exoneração de ofício ocorrerá em duas 
situações: a) quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; b) quando, tendo to-
mado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.
Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á:
I – quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
II – quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.
Errado.
004. (CEBRASPE/CESPE/PSICO/FUB/ORGANIZACIONAL/2022) No que diz respeito à 
saúde e aos direitos dos servidores públicos civis das fundações públicas federais, julgue o 
item a seguir.
A Lei n. 8.112/1990 prevê a possibilidade de concessão de licença por motivo de doença em 
pessoa da família ou por afastamento do cônjuge ou companheiro.
A questão elenca duas das hipóteses legalmente previstas de licença para os servidores públi-
cos federais.
Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença:
I – por motivo de doença em pessoa da família;
II – por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
Certo.
005. (CEBRASPE/CESPE/PSICO/FUB/ORGANIZACIONAL/2022) No que diz respeito à 
saúde e aos direitos dos servidores públicos civis das fundações públicas federais, julgue o 
item a seguir.
Os dias de afastamento em razão de doenças profissionais são considerados como dias de 
efetivo exercício na contagem de tempo de serviço.
Os dias de afastamento em razão de doenças profissionais estão dentre aqueles que são con-
siderados como de efetivo exercício para todos os efeitos legais.
Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são considerados como de efetivo 
exercício os afastamentos em virtude de:
VIII – licença:
d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;
Certo.
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006. (CEBRASPE/CESPE/TEC AMB/IBAMA/2022) Determinado servidor público faltou ao servi-
ço sem causa justificada, por período igual a sessenta dias, intercaladamente, durante doze meses.
Com relação a essa situação hipotética, julgue o item seguinte, com base na Lei n. 8.112/1990.
Tal situação configura abandono de cargo público.
Neste caso, estará configurada a inassiduidade habitual, e não o abandono de cargo.
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por ses-
senta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses.
Errado.
007. (CEBRASPE/CESPE/TEC AMB/IBAMA/2022) Determinado servidor público faltou ao 
serviço sem causa justificada, por período igual a sessenta dias, intercaladamente, durante 
doze meses.
Com relação a essa situação hipotética, julgue o item seguinte, com base na Lei n. 8.112/1990.
A referida conduta pode acarretar ao servidor a penalidade de demissão.
Na situação narrada, o servidor público incidiu em inassiduidade habitual. Logo, poderá ele ser 
sancionado com a penalidade de demissão.
Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:
III – inassiduidade habitual;
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por ses-
senta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses.
Certo.
008. (CEBRASPE/CESPE/AAMB/IBAMA/LICENCIAMENTO AMBIENTAL/2022) Conside-
rando a situação hipotética de que determinado servidor público, sem prévia autorização da 
chefia imediata, tenha-se ausentado do serviço durante o expediente, para comprar presentes 
para sua família, julgue o item a seguir, com base na Lei n. 8.112/1990.
Tal conduta poderá acarretar penalidade de demissão ao servidor.
Neste caso, a penalidade que poderá ser aplicada é a de advertência, e não de demissão.
Art. 117. Ao servidoré proibido:
I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do 
art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação 
ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
Errado.
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009. (CEBRASPE/CESPE/AAMB/IBAMA/LICENCIAMENTO AMBIENTAL/2022) Conside-
rando a situação hipotética de que determinado servidor público, sem prévia autorização da 
chefia imediata, tenha-se ausentado do serviço durante o expediente, para comprar presentes 
para sua família, julgue o item a seguir, com base na Lei n. 8.112/1990.
Trata-se de conduta expressamente proibida pela referida lei.
A questão reproduz uma das vedações expressamente previstas para os servidores públi-
cos federais.
Art. 117. Ao servidor é proibido:
I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
Certo.
010. (CEBRASPE/CESPE/APC/FUNPRESP-EXE/ADMINISTRATIVA/2022) O item a seguir é 
apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada a respeito de as-
pectos legais a elas relacionados.
Um gerente da FUNPRESP instou um servidor a atualizar os próprios dados cadastrais para 
que incluísse o endereço de novo imóvel que ele havia comprado em outro estado. Esse servi-
dor, considerando-se ofendido e coagido a fazer isso, argumentou que essa era uma atribuição 
estranha a seu cargo e citou a seguinte proibição da Lei n. 8.112/1990, para mostrar que o 
gerente estava errado: “cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa...”. 
Nessa situação, o servidor estava correto no entendimento da citada lei e pode recusar-se a 
informar ao órgão a compra do referido imóvel.
Na situação narrada, o servidor está equivocado, uma vez que é proibido recursar-se a atualizar 
os dados cadastrais quando assim for solicitado.
Art. 117. Ao servidor é proibido:
XIX – recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.
Errado.
011. (CEBRASPE/CESPE/APC/FUNPRESP-EXE/ADMINISTRATIVA/2022) O item a seguir é 
apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada a respeito de as-
pectos legais a elas relacionados.
Um servidor público efetivo que cometeu falta grave no órgão em que trabalhava e se aposen-
tou antes da decisão administrativa final sobre seu processo poderá ter cassada a aposenta-
doria em caso de condenação com pena de demissão.
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
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Nos termos do artigo 134, temos a previsão de que
Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, na atividade, 
falta punível com a demissão.
Certo.
012. (CEBRASPE/CESPE/APC/FUNPRESP-EXE/ADMINISTRATIVA/2022) O item a seguir é 
apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada a respeito de as-
pectos legais a elas relacionados.
Uma analista de previdência complementar, a fim de manifestar seu apreço por uma amiga re-
cém-admitida na FUNPRESP, realiza reunião com a equipe para discursar sobre as qualidades 
da nova servidora e comentar como esta poderá contribuir para melhorar o clima organiza-
cional da área. A reunião promovida pela analista tem respaldo na Lei n. 8.112/1990 e outras 
com a mesma finalidade podem ser incentivadas para o alcance de resultados organizacionais 
mais expressivos.
Uma das vedações estabelecidas pela legislação de regência é de que os servidores promo-
vam manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição.
Art. 117. Ao servidor é proibido:
V – promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
Consequentemente, a reunião promovida pela analista não tem respaldo no Estatuto dos Ser-
vidores, de forma que outras com a mesma finalidade não podem ser incentivadas para o 
alcance de resultados organizacionais mais expressivos.
Errado.
013. (CEBRASPE/CESPE/PPE/SERES PE/2022) Entre as penalidades decorrentes de proces-
so administrativo disciplinar, aplica-se ao servidor público a pena de suspensão por motivo de
a) inassiduidade habitual.
b) conduta escandalosa na repartição.
c) recusa injustificada de se submeter a inspeção médica determinada pela autoridade 
competente.
d) abandono de cargo.
e) revelação de segredo do qual tenha tido conhecimento em razão do cargo.
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Estabelece o §1º do artigo 130 que
Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a 
ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da 
penalidade uma vez cumprida a determinação.
Letra c.
014. (CEBRASPE/CESPE/AG POL/PC DF/2021) Com base na Lei n. 8.112/1990, julgue o 
item a seguir.
A nomeação poderá se dar tanto em caráter efetivo quanto em comissão, dependendo, ambos 
os casos, de prévia habilitação em concurso público de provas ou provas e títulos.
Apenas a nomeação realizada em caráter efetivo é que depende da aprovação prévia em concur-
so público de provas ou de provas e de títulos. Nos cargos em comissão, em sentido oposto, não 
há necessidade de aprovação em concurso público.
Art. 10. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de 
prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de 
classificação e o prazo de sua validade.
Errado.
015. (CEBRASPE/CESPE/AGFEP/DEPEN/2021) Na pretensão de celebrar contrato adminis-
trativo com empresa fornecedora de serviço de mão de obra, João, servidor público compe-
tente de determinado órgão público, elaborou edital de licitação prevendo em uma de suas 
cláusulas que a empresa contratada reserve percentual mínimo de sua mão de obra a pessoas 
oriundas do sistema prisional. Tomando conhecimento do fato, o chefe de João, autoridade 
máxima do órgão, sem apresentar justificativa, suspendeu o edital e determinou a contratação 
direta da empresa por dispensa de licitação. Contrariado com a atitude do seu superior hierár-
quico, João foi embora para casa no meio do expediente sem autorização do seu chefe, coisa 
que nunca antes fizera.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
Por se ausentar do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato, 
João está sujeito a pena de suspensão.
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No caso apresentado, estamos diante de uma conduta ensejadora da aplicação da penalidade 
de advertência, e não de suspensão.
Art. 117. Ao servidor é proibido:
I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do 
art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação 
ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
Errado.
016. (CEBRASPE/CESPE/AG POL/PC DF/2021) João, servidor público, aliciou um dos seus 
subordinados a se filiar ao sindicato da categoria a que ambos pertenciam. Em razão des-
se fato, instaurou-se processo administrativo contra João para apurar sua conduta funcional. 
Concluído o procedimento, o chefe da repartição, Antônio, aplicou a pena de advertência por 
escrito pelo ato praticado.
Considerando a situação hipotética precedente, o disposto na Lei n. 8.112/1990, os requisitos 
do ato administrativo e os poderes da administração pública, julgue o item a seguir.
A penalidade aplicada a João é incabível, uma vez que não há previsão legal expressa para a 
punição funcional pelo ato praticado.
Diferente do que afirmado, a penalidade de advertência é perfeitamente cabível na situação 
apresentada pela questão.
Art. 117. Ao servidor é proibido:
VII – coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, 
ou a partido político;
Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do 
art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação 
ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
Errado.
017. (CEBRASPE/CESPE/AAP/PGE PE/CALCULISTA/2019) Com base nas disposições 
constitucionais relativas a cargos, empregos e funções públicas e nas disposições do Estatuto 
dos Funcionários Públicos Civis do Estado de Pernambuco, julgue o item seguinte.
Reintegração corresponde ao reingresso de servidor aposentado no serviço público, se insub-
sistentes os motivos da aposentadoria ou se houver interesse e requisição da administração, 
respeitada a opção do servidor.
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Ao contrário do que informa a questão, a reintegração, de acordo com o artigo 28 da Lei n. 
8.112/1990, é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo 
resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrati-
va ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
Errado.
018. (CEBRASPE/CESPE/ANA MIN/TCE-PA/CONTROLE EXTERNO/2019) Se um servidor 
em disponibilidade reingressa no serviço público, em cargo de natureza e padrão de vencimen-
to correspondentes ao que ocupava, então, nesse caso, ocorre o que se denomina
a) redistribuição.
b) aproveitamento.
c) readaptação.
d) recondução.
e) remoção.
Neste caso, estaremos diante do aproveitamento, cuja previsão é o artigo 30 do estatuto federal:
Art. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obri-
gatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
Letra b.
019. (CEBRASPE/CESPE/TJ STJ/STJ/ADMINISTRATIVA/2018) Julgue o seguinte item de 
acordo com as disposições constitucionais e legais acerca dos agentes públicos.
A reversão constitui a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, e 
ocorre quando é invalidada a demissão do servidor por decisão judicial ou administrativa. Nes-
se caso, o servidor deve ser ressarcido de todas as vantagens que deixou de perceber durante 
o período demissório.
A definição apresentada é a de reintegração, e não de reversão, conforme afirmado pela ques-
tão. Além disso, após a reintegração, o servidor terá direito ao recebimento e todas as vanta-
gens que deixou de receber.
Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no 
cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administra-
tiva ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
Errado.
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020. (CEBRASPE/CESPE/ASS ADM/EBSERH/2018) Acerca do regime jurídico dos servido-
res públicos federais, julgue o item a seguir.
A promoção não constitui forma de provimento em cargo público.
Ao contrário do que afirmado pela questão, a promoção é sim uma forma de provimento em 
cargo público.
Art. 8º, São formas de provimento de cargo público:
II – promoção;
Errado.
021. (CEBRASPE/CESPE/ADM/IFF/2018) João, servidor público civil federal, ainda em perío-
do de estágio probatório, sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou com sequelas que 
o levaram à aposentadoria por invalidez. Três anos depois, a administração pública, por meio 
da junta médica oficial, constatou que João teria se reabilitado e que suas sequelas haviam 
sido extintas, fatos que ocasionaram a declaração de insubsistência dos motivos da sua apo-
sentadoria.
Nessa situação hipotética, a determinação do retorno ao cargo anteriormente ocupado por 
João configura o(a)
a) reintegração.
b) recondução.
c) reversão.
d) reaproveitamento.
e) readaptação.
Neste caso, estamos diante de uma das situações ensejadoras da reversão do servidor públi-
co, conforme previsão do artigo 25:
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:
I – por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; 
ou
II – no interesse da administração, desde que (...)
Letra c.
022. (CEBRASPE/CESPE/ASS ALUN/IFF/2018) A investidura em cargo público ocorre-
rá com o(a)
a) nomeação.
b) posse.
c) exercício.
d) provimento.
e) classificação em todas as etapas do concurso público.
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Em conformidade com o que afirmado no artigo 7º, “A investidura em cargo público ocorrerá 
com a posse”.
Letra b.
023. (CEBRASPE/CESPE/AUX ADM/IFF/2018) De acordo com a Lei n. 8.112/1990, em caso 
de servidor público estável cuja demissão tenha sido invalidada por decisão administrativa ou 
judicial, deverá ocorrer a
a) recondução.
b) reintegração.
c) redistribuição.
d) readaptação.
e) reversão.
Neste caso, teremos a reintegração do servidor público estável, cuja previsão consta no artigo 
28 da norma federal.
Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no 
cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissãopor decisão administra-
tiva ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
Letra b.
024. (CEBRASPE/CESPE/ASS ADM/EBSERH/2018) Acerca do regime jurídico dos servido-
res públicos federais, julgue o item a seguir.
Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: indenizações, 
gratificações e adicionais, incorporando-se as duas últimas ao vencimento ou provento, nas 
condições indicadas em lei.
Conforme afirma, poderão ser pagas aos servidores públicos federais, além do vencimento, 
indenizações, gratificações e adicionais.
Ao passo que as indenizações não se incorporam ao vencimento, as gratificações e os adicio-
nais se incorporam, nos casos e condições previstos em lei, ao vencimento do servidor.
Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:
I – indenizações;
II – gratificações;
III – adicionais.
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§ 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
§ 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condi-
ções indicados em lei.
Certo.
025. (CEBRASPE/CESPE/AJ STJ/STJ/ADMINISTRATIVA/2018) Com base no disposto na 
Lei n. 8.112/1990, julgue o item seguinte.
O auxílio-moradia poderá ser concedido a servidor público que resida com outra pessoa que 
receba o mesmo benefício.
Uma das condições para o recebimento do auxílio moradia é que nenhuma pessoa que resida 
com o servidor esteja recebendo a mencionada indenização.
Art. 60-B. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos:
IV – nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia;
Errado.
026. (CEBRASPE/CESPE/AUX INST/IPHAN/ÁREA 1/2018) Com base nas disposições da 
Lei n. 8.112/1990, julgue o item a seguir.
Nos casos de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do servi-
dor ou aquisição de imóvel pelo servidor, o auxílio-moradia será pago por ainda um mês.
A questão está nos termos do artigo 60-E da Lei n. 8.112:
Art. 60-E. No caso de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do ser-
vidor ou aquisição de imóvel, o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês.
Certo.
027. (CESPE/ATA/DPU/2016) Ainda com base no disposto na Lei n. 8.112/1990 e na Consti-
tuição Federal de 1988 (CF), julgue o próximo item.
É permitido o exercício de mais de um cargo em comissão, desde que seja na condição 
de interino.
Trata-se de regra prevista no parágrafo único do artigo 9º da norma federal, de seguinte teor:
Art. 9º, Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial po-
derá ser nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das 
atribuições do que atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles 
durante o período da interinidade.
Certo.
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028. (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação ao regime jurídico dos cargos, empregos e fun-
ções públicas e às disposições da Lei n. 8.112/1990, julgue o item que se segue.
Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compa-
tíveis com a limitação em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica, 
advinda após sua posse em cargo público.
A readaptação deve ser utilizada nas situações em que o servidor sofreu uma limitação em 
sua capacidade física ou mental. No caso, o agente passa a desempenhar suas atribuições 
em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido.
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades com-
patíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em ins-
peção médica.
Certo.
029. (CESPE/TJ/TRE PI/ADMINISTRATIVA/2016) Teobaldo, servidor público do estado do 
Piauí, adquiriu sua estabilidade em 27/1/2012. Em novembro de 2012, ele foi nomeado para o 
cargo de técnico judiciário no TRE/PI. Dentro do prazo legal, Teobaldo tomou posse e entrou 
em exercício em seu novo cargo, após solicitar vacância por posse em outro cargo inacumu-
lável. Na avaliação de seu estágio probatório, no tribunal, Teobaldo foi reprovado, ou seja, foi 
considerado inapto para o exercício do cargo ocupado no TRE/PI.
Nessa situação hipotética, a administração deve aplicar, em relação a Teobaldo, o instituto 
denominado
a) recondução.
b) aproveitamento.
c) exoneração.
d) demissão.
e) readaptação.
Caso o servidor já seja estável em um cargo público federal e, em momento posterior, seja 
aprovado em novo concurso público para outro cargo efetivo, terá ele direito, em caso de não 
aprovação no estágio probatório relativo ao segundo cargo, de ser reconduzido ao cargo onde 
adquiriu a estabilidade.
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:
I – inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
Letra a.
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030. (CESPE/ESP/FUNPRESP/JURÍDICA/2016) Com relação aos convênios administrativos, 
aos agentes públicos e à responsabilidade civil do Estado, julgue o item a seguir.
De acordo com a Lei n. 8.112/1990, tendo sofrido limitação em sua capacidade física ou men-
tal, verificada em inspeção médica, o servidor público estará sujeito a readaptação, que con-
siste na investidura em outro cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com as do 
cargo por ele anteriormente ocupado.
A questão apresenta corretamente o conceito de readaptação, que pode ser entendida como 
a investidura do agente público em cargo compatível com as limitações (físicas ou mentais) 
que tenha sofrido.
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades com-
patíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em ins-
peção médica.
Certo.
031. (CESPE/AJ TRT8/TRT 8/ADMINISTRATIVA/ 2016) Conforme a Lei n. 8.112/1990, o 
deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago, no âmbito do quadro geral de 
pessoal para outro órgão ou entidade do mesmo poder denomina-se
a) transferência.
b) substituição.
c) redistribuição.
d) remoção.
e) reintegração.
A questão apresenta o conceito de redistribuição, conforme análise do artigo 37 da Lei n. 
8.112/1990:
Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âm-
bito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia aprecia-
ção do órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos (...)
Letra c.
032. (CESPE/AG ADM/DPU/2016) Com base nas disposições da Lei n. 8.112/1990, que tratae funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requi-
sitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.
Trata-se o inciso em questão de uma norma constitucional de eficácia limitada, carecendo 
de regulamentação para que possa produzir efeitos jurídicos.
No âmbito federal, coube à Lei n. 8.112/1990 estabelecer, em seu artigo 5º, § 3º, as situa-
ções em que os estrangeiros poderão ocupar cargos públicos.
Art. 5º, §3º, As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão 
prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas 
e os procedimentos desta Lei.
Claramente se percebe que o objetivo da norma federal foi incentivar a pesquisa e o de-
senvolvimento tecnológico nacional, possibilitando que profissionais qualificados de outros 
países venham incrementar o desenvolvimento nacional em determinadas áreas.
Estrangeiros
Como regra, não podem vir a 
exercer cargo público federal
Excepcionalmente, podem 
ocupar os cargos de professor, 
de técnico ou de cientista em 
universidades e instituições de 
pesquisa federais
A Lei n. 8.112/1990 estabelece diversas formas de provimento de cargo público, sendo 
elas a nomeação, a promoção, a readaptação, a reversão, o aproveitamento, a reintegração e 
a recondução.
Destas, apenas a nomeação é considerada forma originária de provimento, sendo que to-
das as demais são classificadas como forma de provimento derivadas.
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De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello, as formas de provimento derivado pre-
vistas no estatuto federal podem ser classificadas em vertical, horizontal ou por reingresso.
Nesta classificação, a forma de provimento derivado vertical seria aquela em que o servi-
dor, já atuando na administração pública, passa para um cargo de nível mais elevado na carrei-
ra. Trata-se, em nosso ordenamento, da promoção.
O provimento derivado horizontal, por sua vez, ocorre quando o servidor não ascende nem 
é rebaixado profissionalmente, mas sim posicionado em um cargo com as mesmas atribui-
ções e responsabilidades do anteriormente ocupado. Das hipóteses da Lei n. 8.112/1990, ape-
nas a readaptação se enquadra em tal classificação.
Por fim, temos as formas de provimento derivado por reingresso, que são aquelas em que 
o servidor retorna para o serviço público após ter sido dele desligado. São classificadas nesta 
categoria a reversão, a recondução, a reintegração e o aproveitamento.
Formas de 
provimento
Originário Nomeação
Derivado
Horizontal Readaptação
Vertical Promoção
Reingresso
Reversão
Reintegração
Recondução
Aproveitamento
Como forma de facilitar a compreensão das formas de provimento previstas na Lei n. 
8.112/1990, veremos cada uma delas por meio dos gráficos a seguir:
Nomeação
Trata-se a nomeação do modo clássico de prover o servidor no cargo público, 
podendo ocorrer tanto para os cargos efetivos quanto para os cargos em 
comissão.
No caso dos cargos efetivos, também chamados de cargo isolado de 
provimento efetivo ou cargo de carreira, a nomeação, necessariamente, 
precisa de aprovação em concurso público anteriormente realizado.
Para os cargos em comissão, uma vez que são considerados como de livre 
nomeação e exoneração, tal característica nem sempre está presente.
E isso ocorre porque os cargos em comissão são destinados às funções de 
direção, chefia e assessoramento, podendo, por isso mesmo, ser livremente 
escolhidos pela autoridade nomeante, que pode optar por provê-los com 
um servidor de carreira ou com uma pessoa até então estranha aos quadros 
funcionais do serviço público.
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Promoção
A promoção ocorre quando o servidor é elevado para outra classe no âmbito 
da mesma carreira, ocorrendo, com o provimento, a vacância no cargo de 
classe mais baixa e o provimento no cargo de classe mais alta.
Como resultado, tem-se que ocorre simultaneamente uma vacância e um 
provimento, não gerando saldo a ser reposto pela administração.
Vejamos o seguinte exemplo: No âmbito do Poder Judiciário, os cargos são 
estruturados em três classes, sendo elas denominadas de A, B e C. Cada uma 
destas classes é subdividida em padrões, de forma que o servidor, ao entrar 
em exercício, ocupa a classe inicial A e o padrão inicial 1.
Após o período de 1 ano de efeito exercício, o servidor passa para o padrão 
subsequente, permanecendo, contudo, na mesma classe.
No nosso caso, o servidor passou de A1 para A2. Ao chegar ao último padrão 
da classe a que pertence, no entanto, temos a passagem de uma classe para 
outra da carreira, oportunidade em que ocorre a promoção.
Com ela, o servidor, que até então ocupava a classe A, passa a ocupar a classe B.
Readaptação
A readaptação ocorre quando o servidor sofre uma limitação em sua 
capacidade física ou mental, mas ainda pode trabalhar, não sendo o caso 
de aposentadoria.
Como exemplo, podemos citar um acidente no qual o servidor ficou 
impossibilitado de digitar. Se anteriormente tal servidor era responsável pela 
confecção das intimações e citações no órgão em que atuava, não há, com 
a limitação ocorrida, a possibilidade de o servidor continuar exercendo tais 
atividades.
Mas percebam que o servidor não está impossibilitado para o serviço público, 
podendo perfeitamente exercer atividades que não exijam o esforço repetitivo 
de digitação.
Nesta situação, a administração coloca o servidor em um cargo compatível 
com a limitação sofrida. No entanto, para que isso seja possível, devem ser 
observadas algumas características, conforme estabelece o artigo 24, § 2º, da 
Lei n. 8.112:
A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a 
habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos 
e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atri-
buições como excedente, até a ocorrência de vaga.
Caso o servidor seja considerado incapaz para o serviço público, ocorrerá a 
aposentadoria do respectivo agente público.
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Readaptação
Servidor é 
julgado incapaz 
para o serviço 
público
Aposentadoria
Servidor é 
julgado capaz 
para o serviço 
público
Caso haja cargo vago, exerce 
suas atividdes em cargo de 
atribuições e responsabilidades 
compatíveis com a limitação
Não havendo cargo vago, exerce 
suas atividades como excedente, 
até a ocorrência de vaga
001. (CEBRASPE/CESPE/TJ/STM/APOIO ESPECIALIZADO/PROGRAMAÇÃO DE SISTE-
MAS/2018) Acerca do acesso à informação, dos servidores públicos e do processo adminis-
trativo no âmbito federal, julgue o item que se segue.
Se sofrer um acidente que o leve à incapacidade física, o servidordo regime jurídico dos servidores públicos federais, julgue o item a seguir.
Situação hipotética: Carlos trabalha em atividade considerada insalubre e perigosa e faz jus ao 
recebimento dos adicionais de insalubridade e de periculosidade.
Assertiva: Nesse caso, Carlos deverá optar por um deles, sendo-lhe vedado acumular os dois 
adicionais.
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No caso, Carlos deverá optar pelo recebimento do adicional de insalubridade ou de periculosi-
dade, sendo vedado o recebimento acumulado dos dois adicionais.
Art. 68, § 1º O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar 
por um deles.
Certo.
033. (CESPE/TEC//INSS/2016) Julgue o item conforme o disposto na Lei n. 8.112/1990.
Em conformidade com a Lei n. 8.112/1990, o servidor público poderá ser afastado do Brasil 
para missão oficial por tempo indeterminado.
Para estudo ou missão oficial, o servidor poderá ausentar-se do país pelo prazo máximo 
de 4 anos.
Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem autorização 
do Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo 
Tribunal Federal.
§ 1º A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido igual 
período, será permitida nova ausência.
Errado.
034. (CESPE/CONTADOR/FUB/2015) Maria, servidora pública federal estável, integrante de 
comissão de licitação de determinado órgão público do Poder Executivo federal, recebeu dire-
tamente, no exercício do cargo, vantagem econômica indevida para que favorecesse determi-
nada empresa em um procedimento licitatório. Após o curso regular do processo administrati-
vo disciplinar, confirmada a responsabilidade de Maria na prática delituosa, foi aplicada a pena 
de demissão.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir, com base na legislação aplicá-
vel ao caso.
Caso a penalidade aplicada seja posteriormente invalidada por meio de sentença judicial, Ma-
ria deverá ser reintegrada ao cargo anteriormente ocupado.
A reintegração trata-se da reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, 
ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão 
administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
Certo.
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035. (CESPE/TEC/INSS/2016) Considerando que determinado servidor público federal tenha 
sido removido para outra sede, situada em outro município, para acompanhar sua esposa, que 
também é servidora pública federal e foi removida no interesse da administração, julgue o item 
seguinte à luz do disposto na Lei n. 8.112/1990.
Ainda que o servidor e sua esposa sejam integrantes de órgãos pertencentes a poderes distin-
tos da União, a remoção do servidor poderia ser concedida.
O enunciado apresenta uma das situações em que a remoção poderá ser concedida. No caso, 
independente dos cônjuges pertencerem a diferentes Poderes da União, a remoção poderia 
perfeitamente ser realizada.
Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, 
com ou sem mudança de sede.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção:
III – a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no inte-
resse da Administração;
Certo.
036. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO TRE GO/2015) Alice, aprovada em concurso público 
para o cargo de técnico administrativo de um TRE, precisa acompanhar cirurgia de ente fami-
liar que ocorrerá no mesmo dia em que foi marcada sua posse. Nessa situação, Alice poderá 
nomear, por procuração específica, alguém que a represente no ato da posse.
De acordo com o artigo 13, §3º, da norma federal, “a posse poderá dar-se mediante procuração 
específica”. Logo, poderá Alice constituir procurador para o ato da posse.
Certo.
037. (CESPE/TEC AE/DPU/2016) Em relação ao regime jurídico dos cargos, empregos e fun-
ções públicas e às disposições da Lei n. 8.112/1990, julgue o item que se segue.
A investidura em cargo público ocorre com a posse.
Com a posse, o particular passa a ter vínculo com o Poder Público, passando a ser considera-
do, para o cargo em que foi empossado, servidor público.
Art. 7º A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.
Certo.
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038. (CEBRASPE/CESPE/AJ TRT7/TRT 7/APOIO ESPECIALIZADO/TECNOLOGIA DA IN-
FORMAÇÃO/2017) Matilde, servidora pública federal do TRT 7.ª Região, será removida, por 
interesse do serviço, da 1.ª Vara do Trabalho da Região do Cariri para a 1.ª Vara do Trabalho de 
Sobral. Sendo a mudança de caráter permanente, caberá ao tribunal compensar as despesas 
de instalação da servidora na nova sede.
Nessa situação, de acordo com a Lei n. 8.112/1990, Matilde terá o direito à percepção da inde-
nização denominada
a) diárias.
b) transporte.
c) auxílio-moradia.
d) ajuda de custo.
Considerando que a remoção ocorreu por interesse do serviço, possuindo, de igual forma, ca-
ráter de definitividade, deverá a servidora receber a indenização denominada ajuda de custo.
Art. 53. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que, no 
interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter 
permanente, vedado o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge 
ou companheiro que detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede.
Letra d.
039. (CEBRASPE/CESPE/AJ/TRE BA/APOIO ESPECIALIZADO/ENGENHARIA CIVIL/2017) 
Anderson, servidor do TRE/BA, sofreu grave acidente no exercício de suas funções, o que re-
sultou na amputação total de seu braço esquerdo. Após avaliação da equipe médica, consta-
tou-se que ele não poderia exercer as funções anteriormente exigidas pelo cargo que ocupava. 
Diante disso, Anderson passou a exercer outra função, compatível com sua limitação.
Conforme a Lei n. 8.112/1990, a situação apresentada configura hipótese de
a) aproveitamento.
b) readaptação.
c) reintegração.
d) recondução.
e) reversão.
Na situação mencionada pelo enunciado, Anderson passou a exercer outra função, compatível 
com sua limitação. Logo, fez ele uso da forma de provimento denominada readaptação.
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades com-
patíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em ins-
peção médica.
Letra b.
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040. (CEBRASPE/CESPE/AJ TRT7/TRT 7/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) 
Aprovado em concurso para cargo público federal, Carlos foi nomeado no dia 6/11/2017 e to-
mou posse no dia 21 do mesmo mês e ano. Trinta dias depois, Carlos se apresentou para entrar 
em exercício.
Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei n. 8.112/1990, a administração pública deverá
a) demitir o servidor.
b) exonerar o servidor.
c) tornar sem efeito o exercício do servidor.
d) tornar sem efeito o ato de provimento do servidor.
Na situação narrada, Carlos deverá ser exonerado, haja vista que não entrou em exercício den-
tro do prazo legalmente estabelecido, que é de 15 dias, contados da posse.
Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de con-
fiança.
§ 1º É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, 
contados da data da posse.
§ 2º O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para 
função de confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo, observado o 
disposto no art. 18.
Letra b.
041. (CEBRASPE/CESPE/TJ TRT7/TRT 7/ADMINISTRATIVA/2017) De acordo com a Lei n. 
8.112/1990, para que um cidadão seja investido em cargo público, ele deverá comprovar al-
guns requisitos, entre os quais
a) nacionalidade brasileira ou estrangeira.
b) gozo dos direitos políticos.
c) idade mínima de dezesseis anos.
d) aptidão apenas mental.
Os requisitos para a investidura em cargo público federal estão estabelecidos no artigo 5º da 
Lei n. 8.112/1990, de seguinte redação:
Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público:
I – a nacionalidade brasileira;
II – o gozo dos direitos políticos;
III – a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV – o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V – a idade mínima de dezoito anos;
VI – aptidão física e mental.
Letra b.
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042. (CEBRASPE/CESPE/TJ TRT7/TRT 7/APOIO ESPECIALIZADO/TECNOLOGIA DA IN-
FORMAÇÃO/2017) De acordo com a legislação vigente, durante o estágio probatório, o 
servidor nomeado para cargo de provimento efetivo será avaliado quanto a sua capacidade 
com relação a
a) disciplina, aptidão mental, capacidade de iniciativa e assiduidade.
b) assiduidade, disciplina, produtividade, capacidade de iniciativa e responsabilidade.
c) aptidão mental e física, disciplina, produtividade e capacidade de iniciativa.
d) assiduidade, disciplina, saúde física, capacidade de iniciativa e produtividade.
Nos termos do artigo 24 da Lei n. 8.112/1990 são fatores que serão levados em conta na análi-
se do estágio probatório dos servidores públicos federais: assiduidade; disciplina; capacidade 
de iniciativa; produtividade e responsabilidade.
Letra b.
043. (CEBRASPE/CESPE/AJ TRF1/TRF 1/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Con-
siderando o disposto nas Leis n. 8.112/1990 e n. 8.429/1992, julgue o item que se segue, acer-
ca dos agentes públicos.
Servidor público estável poderá perder o seu cargo em virtude de sentença judicial transitada 
em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.
A questão está em sintonia como artigo 22, que estabelece que
O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de 
processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.
Certo.
044. (CEBRASPE/CESPE/TJ TRF1/TRF 1/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) 
Considerando as Leis n. 8.112/1990, 8.429/1992 e 9.784/1999, normas nacionais que regulam 
o direito administrativo, julgue o item subsecutivo.
Situação hipotética: Sérgio, aprovado em concurso público, foi nomeado em vinte de outubro 
de 2015. Um ano e dois meses depois, após ter sido aprovado em outro concurso público, en-
trou em exercício no novo órgão público no dia quinze de janeiro de 2017. No entanto, durante 
o estágio probatório, ele se arrependeu da nova investidura e decidiu retornar ao cargo que 
havia ocupado anteriormente. Assertiva: Nessa situação, Sérgio terá direito a retornar ao cargo 
anteriormente ocupado em virtude do instituto da recondução.
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
Sérgio apenas teria direito de retornar ao cargo anteriormente ocupado, fazendo uso do insti-
tuto da recondução, caso fosse estável no cargo anteriormente ocupado. E como o enuncia-
do afirma que ele entrou em exercício no novo cargo antes do período de estágio probatório 
(que é de 3 anos), a recondução não será possível, uma vez que Sérgio ainda não alcançou 
a estabilidade.
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:
I – inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
II – reintegração do anterior ocupante.
Errado.
Diogo Surdi
Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos 
públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita 
Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do 
Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e MPU.
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	Apresentação
	Lei n. 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
	1. Abrangência e Linha do Tempo
	1.1. Concurso Público
	1.2. Provimento
	1.3. Posse
	1.4. Exercício
	1.5. Estágio Probatório
	1.6. Estabilidade
	1.7. Vacância
	2. Remoção, Redistribuição e Substituição
	2.1. Remoção
	2.2. Redistribuição
	2.3. Substituição
	3. Direitos e Vantagens
	3.1. Vencimento e remuneração
	3.2. Indenizações
	3.3. Gratificações e Adicionais
	3.4. Férias
	3.5. Licenças
	3.6. Afastamentos
	3.7. Concessões
	3.8. Direito de Petição
	4. Regime Disciplinar
	4.1. Deveres
	4.2. Proibições
	4.3. Acumulação de Cargos
	4.4. Responsabilidades
	4.5. Penalidades
	Resumo
	Mapas Mentais
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 102:público federal poderá ser 
readaptado em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com as suas limitações, 
ficando em disponibilidade até a vacância do cargo adequado.
Inicialmente, vejamos as disposições do artigo 24 da Lei n. 8.112, que apresenta a regra acerca 
da readaptação.
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades com-
patíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em ins-
peção médica.
§ 1º Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.
§ 2º A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, 
nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o 
servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.
Logo, em caso de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atribuições como exce-
dente, não ficando em disponibilidade, conforme erroneamente afirmado pela questão.
Errado.
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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
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Reversão
Reversão é o retorno à atividade do servidor anteriormente aposentado, 
desde que atendidas as regras estabelecidas pelo Poder Executivo e desde 
que o servidor não tenha atingido a idade de 70 anos.
Tal forma de provimento pode ocorrer de duas formas:
1) Por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os 
motivos da aposentadoria.
2) No interesse da administração, desde que, neste caso, o servidor obedeça 
a uma série de regras:
a) tenha solicitado a reversão;
b) a aposentadoria tenha sido voluntária;
c) estável quando na atividade;
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação;
e) haja cargo vago;
Como não poderia deixar de ser, a reversão será feita para o mesmo cargo 
anteriormente ocupado pelo servidor, ou então para o cargo resultante de 
uma possível transformação.
Com a reversão, o servidor volta a receber a remuneração que anteriormente 
recebia, com todas as vantagens de caráter pessoal eventualmente existentes.
No caso de reversão por invalidez, tendo a junta médica declarado que os 
motivos alegados pelo servidor, para aposentar-se, são insubsistentes, deverá 
ele retornar para o serviço público ainda que não haja cargo vago, em plena 
sintonia com o princípio da indisponibilidade do interesse público.
Nesta situação, deverá o servidor exercer suas atribuições como excedente.
Reversão
Quando junta médica 
declara insubsistentes 
os motivos alegados 
pelo servidor
Obrigatoriamente 
deve retornar para o 
serviço público, 
ainda que na 
qualidade de 
excedente
Quando ocorrer o 
pedido do servidor 
aposentado
Apenas poderá 
retornar se 
atendidos os 
requisitos da lei
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Aproveitamento
O aproveitamento pode ser entendido como o chamado, feito pela 
administração pública, para que o servidor público em disponibilidade 
volte a exercer suas atividades.
Tal forma de provimento encontra previsão no artigo 30 da Lei n. 8.112, 
que assim dispõe:
O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á 
mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e 
vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
Não entrando em exercício no prazo legal, a disponibilidade será 
cassada e o respectivo aproveitamento será tornado sem efeito.
Recondução
Recondução é a forma de provimento em que ocorre o retorno do servidor ao 
cargo anteriormente ocupado.
Duas são as situações, de acordo com o artigo 29 da Lei n. 8.112, que ensejam 
a recondução do servidor, sendo que ambas decorrem da estabilidade por 
ele alcançada no serviço público.
Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente 
ocupado e decorrerá de: I - inabilitação em estágio probatório relativo 
a outro cargo; II - reintegração do anterior ocupante.
Em ambas as situações apresentadas, o servidor público federal já é estável no 
serviço público, de forma que uma possível inabilitação em estágio probatório 
relativo a outro concurso por ele prestado não possui o efeito, por si só, de 
acarretar a exoneração do servidor.
Da mesma forma, caso ele passe a exercer as atribuições de um cargo até 
então ocupado por um servidor demitido, e este, posteriormente, consiga 
anular a sua demissão na justiça, sendo reintegrado ao cargo que ocupava, 
não poderá o servidor estável ser exonerado, devendo ser reconduzido ao 
cargo onde adquiriu a estabilidade.
Ressalta-se que a possibilidade de recondução não é um direito extensível, por analogia, aos 
servidores estatutários das demais esferas federativas. Desta forma, para que a recondução 
seja possível, deverão os entes estabelecer tal previsão nos respectivos estatutos funcionais de 
seus servidores, conforme entendeu o STJ no julgamento do RMS 46.438, realizado em 2015:
JURISPRUDÊNCIA
Não é possível a aplicação, por analogia, do instituto da recondução previsto no art. 29, I, da 
Lei n. 8.112/1990 a servidor público estadual na hipótese em que o ordenamento jurídico 
do estado for omisso acerca desse direito. Isso porque a analogia das legislações estadu-
ais e municipais com a Lei n. 8.112/1990 somente é possível se houver omissão no tocante 
a direito de cunho constitucional autoaplicável que seria necessário para suprir a omissão 
da legislação estadual, bem como que a situação não dê azo ao aumento de gastos.
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002. (CEBRASPE/CESPE/ESPFAEP/DEPEN/ENFERMAGEM/2021) A respeito da adminis-
tração pública, dos servidores públicos da União e dos contratos e convênios celebrados pela 
União, julgue o item a seguir.
Considere que Guilherme, servidor estável em cargo por ele anteriormente ocupado, não tenha 
sido aprovado no estágio probatório do cargo público que ocupa atualmente. Nessa situação 
hipotética, Guilherme deverá ser reintegrado no cargo anteriormente ocupado.
Por já ser estável em outro cargo público e não ter sido aprovado no estágio referente ao novo 
cargo, Guilherme deverá, diferente do que afirmado, ser reconduzido ao cargo de origem.
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:
I – inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
Errado.
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Reintegração
A reintegração consiste no retorno do servidor anteriormente demitido 
ao cargo anteriormente ocupado ou no cargo resultante de sua 
transformação, com ressarcimento de todas as vantagens.
Para isso, a demissão deverá ter sido invalidada por decisão administrativa 
ou judicial.
Grande controvérsia reside nos efeitos da reintegração para o servidor 
eventualmente ocupante da vaga decorrente de demissão.
Isso porque a Lei n. 8.112 determina que
encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será recon-
duzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou aproveitado 
em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.
Vejamos: Um servidor X é demitido e entra com uma ação judicial de 
reintegração. A administração pública nomeia o servidor Y para o cargo 
vago, que passa a exercer normalmente suas atribuições.
Posteriormente, o servidor X ganha na justiça o direito de ser reintegrado 
com todas as vantagens.
E o que acontece com o servidor Y, caso este ainda não seja estável e, por 
isso mesmo, não puder ser reconduzido ou posto em disponibilidade?
Durante muito tempo, a doutrina chegou a afirmar que caberia a cada 
ente federativo disciplinar os efeitos desta situação, sendo que diversas 
Constituições Estaduais e Leis Orgânicas afirmavam que o servidor 
deveria ser exonerado.
Nos dias atuais, percebe-se que a possibilidade de exoneração não é viável, 
haja vista que o novo servidor é um terceiro de boa-fé que não pode ser 
prejudicado por atos anteriores da administração.
Desta forma, em caso de reintegração, o eventual servidor não estável 
deverá ser mantido como excedente.
003. (CEBRASPE/CESPE/AA/IBAMA/2022) No que diz respeito à administração pública, jul-
gue o item que se segue.
A reintegração de servidor público cujo cargo foi extinto não é possível, mesmo que determi-
nada judicialmente.
A reintegração de servidor público cujo cargo foi extinto é, diferente do que afirmado, possível. 
Neste caso, o servidor ficará em disponibilidade, nos termos do artigo 28 da Lei n. 8.112/1990.
Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no 
cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administra-
tiva ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
§ 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado o dis-
posto nos arts. 30 e 31.
Errado.
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1.3. posse
Ocorrendo a nomeação, que deve ser publicada no Diário Oficial da União, o nomeado tem 
o prazo de 30 dias para tomar posse. Caso não tome posse no prazo legal, o ato de nomeação 
será declarado sem efeito, uma vez que a pessoa nomeada ainda não é considerada servidor 
público, fato que apenas ocorre com a posse.
Constitui a posse, dessa forma, o momento em que os candidatos aprovados e anterior-
mente nomeados têm o primeiro contato com a administração pública, passando, a partir de 
então, a serem servidores públicos e estando legalmente investidos em cargo público.
Neste sentido, merece destaque os conceitos de cargo e de servidor público apresentados 
pela Lei n. 8.112, conforme se observa da leitura dos artigos 2º e 3º da norma:
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público.
Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organi-
zacional que devem ser cometidas a um servidor.
Assim, podemos definir servidor público como a pessoa anteriormente aprovada em con-
curso público, nomeada (ato de provimento) e que dentro do prazo legal (30 dias) tomou pos-
se perante a autoridade competente.
Ao se tornar servidor, o particular passa a ser titular de um cargo público, que é o conjunto 
de responsabilidades e atribuições, definidas em lei, que o agora agente público terá na sua 
carreira profissional.
Os cargos públicos, ainda que sejam, em sua maioria, providos para efetivo exercício, po-
dem também ser utilizados para provimento em comissão.
O provimento em comissão é utilizado pela administração pública para as funções de dire-
ção, chefia e assessoramento, oportunidades em que as pessoas designadas poderão ou não 
já ser integrantes do serviço público.
Cargo público com provimento em 
caráter efetivo
Devem ser aprovados em concurso 
público
Com a posse, passam a ser 
considerados servidores públicos 
estatutários
Possuem todos os direitos previstos 
no estatuto funcional e apenas 
podem ser exonerados nas 
hipoóteses legais
Cargo público com provimento em 
comissão
Não há obrigatoriedade de 
aprovação em concurso público
Podem ser designados para o seu 
exercício servidores de carreira ou 
terceiros alheios à atividade pública 
Quando não forem ocupados por 
servidores de carreira, não fazem 
jus a todos os direitos previstos no 
estatuto e podem ser exonerados à 
qualquer momento
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
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A Lei n. 8.112/1990 apresenta, ainda, regras procedimentais sobre a forma como ocorrerá 
a posse dos servidores públicos. Neste sentido é o teor dos artigos 13 e 14 da norma federal:
Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribui-
ções, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão 
ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em 
lei.
§ 3º A posse poderá dar-se mediante procuração específica.
§ 4º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.
§ 5º No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patri-
mônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.
Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para 
o exercício do cargo.
A Lei n. 8.112/1990, em seu artigo 5º, relaciona os requisitos que devem obrigatoriamente 
ser exigidos para que possa ocorrer a investidura em cargo público. Tais requisitos devem ser 
comprovados no momento da posse, sendo inconstitucional norma que estabeleça outro mo-
mento para a sua exigência, tal como a inscrição ou a data da realização das provas.
Nos termos da lei, são os seguintes os requisitos exigidos na data da posse:
I – a nacionalidade brasileira;
II – o gozo dos direitos políticos;
III – a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV – o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V – a idade mínima de dezoito anos;
VI – aptidão física e mental.
Frisa-se que a lista apresentada não é exaustiva, podendo ser exigidos, em virtude das 
atribuições do cargo, outros requisitos estabelecidos em lei, tal como a comprovação de expe-
riência mínima no ramo de atividade e a aprovação em curso de formação.
004. (CEBRASPE/CESPE/ASS ADM/EBSERH/2018) Acerca do regime jurídico dos servido-
res públicos federais, julgue o item a seguir.
A investidura em cargo público ocorre com a nomeação devidamente publicada em diá-
rio oficial.
De acordo com o artigo 7º daLei n. 8.112, “A investidura em cargo público ocorrerá com a posse”.
Errado.
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1.4. exercício
Ocorrendo a posse, temos a investidura de mais um servidor para os quadros funcionais 
da administração pública federal. E como forma do servidor conhecer o local da repartição 
para onde foi nomeado e se organizar-se melhor com relação a mudanças, hospedagem e de-
mais procedimentos, a Lei n. 8.112 faculta ao servidor o prazo de 15 dias, contados da posse, 
para a entrada em exercício.
Caso o servidor anteriormente empossado não entre em exercício no prazo legal, teremos, ao 
contrário do que ocorre com a nomeação, a exoneração do servidor, uma vez que, conforme an-
teriormente mencionado, a posse é o momento em que o particular passa a constar nos assen-
tamentos funcionais da administração, sendo considerado, a partir de então, servidor público.
Com a nomeação isso não ocorre, tratando-se esta, apenas, de uma forma de “chamar” o 
candidato nomeado. Por isso mesmo, caso o particular não atenda ao chamado público, o ato 
apenas será tornado sem efeito, acarretando, como consequência, a nomeação do candidato 
classificado na posição subsequente.
Tais institutos podem ser mais bem visualizados, com os seus respectivos efeitos, por 
meio do gráfico a seguir:
•Trata-se da forma como 
o Poder Público chama 
os candidatos aprovados 
em concurso público
Nomeação
•Deve ocorrer no prazo de 
30 dias a contar da data 
da nomeação
•Caso não ocorre, o ato 
de nomeação será 
tornado sem efeito
Posse •Deve ocorrer no prazo de 
15 dias contados da data 
da posse
•Caso não ocorra, 
teremos a exoneração do 
servidor público
Exercício
Constitui o exercício o efetivo desempenho do cargo público ou da função de confiança. 
Nos termos da Lei n. 8.112, compete à autoridade para onde foi nomeado o servidor todas as ins-
truções e orientações necessárias para que o servidor preste suas atividades adequadamente.
É durante o exercício do servidor que todas os demais institutos se fazem presentes, de 
forma que passa ele a contar com uma série de direitos e de obrigações, submetendo-se a 
um período de estágio probatório e adquirindo, caso cumpra os requisitos previstos em lei, a 
estabilidade.
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1.5. estágio probAtório
A partir da data em que entra em exercício, inicia-se, para o servidor ocupante de cargo 
efetivo, o estágio probatório, período de avaliação onde diversos fatores são levados em conta 
para a verificação da aptidão e da capacidade do agente público.
O instituto do estágio probatório está intimamente ligado ao princípio da eficiência, sendo 
um dos momentos em que a administração pode verificar se o servidor atende às condições 
por ela exigidas.
Tais condições, de acordo com a Lei n. 8.112, são as seguintes:
a) assiduidade;
b) disciplina;
c) capacidade de iniciativa;
d) produtividade;
e) responsabilidade.
Ainda que o texto da Lei n. 8.112 afirme que o período de estágio probatório é de 24 meses, 
deve-se ressaltar que, com a entrada em vigor da Emenda Constitucional 19, ocorrida em 1998, 
o período para aquisição da estabilidade passou a ser de 3 anos.
Assim, ainda que a Constituição Federal nada mencione acerca do período necessário para 
a aquisição de estabilidade, o entendimento esposado por toda a doutrina majoritária é de que 
o período de estágio probatório deve ser de 3 anos, sendo este o prazo utilizado, atualmente, 
no âmbito do serviço público federal.
Durante o estágio probatório, o servidor faz jus a uma grande quantidade de direitos, tais 
como as licenças e os afastamentos. As exceções, como não poderia ser diferente, são mui-
to exigidas pelas bancas organizadoras. Para facilitar a assimilação, relaciona-se a seguir as 
licenças e os afastamentos que podem ou não ser usufruídos pelos servidores públicos fede-
rais que se encontrem em estágio probatório.
Licenças e afastamentos passíveis 
de utilização no estágio probatório
Licenças e afastamentos que não 
podem ser utilizados no estágio 
probatório
Licença por motivo de doença em pessoa da 
família Licença para capacitação
Licença por motivo de afastamento do 
cônjuge ou companheiro
Licença para tratar de interesses 
particulares
Licença para o serviço militar Licença para desempenho de mandato 
classista
Licença para atividade política
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Licenças e afastamentos passíveis 
de utilização no estágio probatório
Licenças e afastamentos que não 
podem ser utilizados no estágio 
probatório
Afastamento para exercício de mandato 
eletivo
Afastamento para estudo ou missão no 
exterior
Afastamento para servir em organismo 
internacional de que o Brasil participe ou com 
o qual coopere
Uma forma bastante conhecida de memorizar as situações apresentadas é por meio das li-
cenças e afastamentos que não podem ser concedidas ao servidor, que, em conjunto, formam 
o mnemônico “MA-TRA-CA”, ou seja, mandato classista, tratamento de interesses particulares 
e capacitação.
A avaliação do servidor que se encontra em estágio probatório deve ser periódica e de acor-
do com a periodicidade prevista em regulamento de cada órgão. Quatro meses antes de findo 
o período do estágio, a avaliação de desempenho do servidor, que será realizada por comissão 
constituída para esta finalidade, será submetida à homologação da autoridade competente.
Tendo o servidor sido aprovado no estágio probatório, passa a adquirir a estabilidade, que, 
ressalta-se, vale para todo o serviço público, e não apenas para o cargo público que o servidor 
eventualmente ocupa.
Caso não seja aprovado, os efeitos, para o servidor, poderão ser dois:
a) Caso o servidor já seja estável, terá ele direito de ser reconduzido ao cargo anterior-
mente ocupado. Nesta hipótese, caso o cargo anteriormente ocupado já esteja preenchido por 
outra pessoa, o servidor inabilitado será aproveitado em outro, a critério da administração.
b) Caso o servidor não seja estável, a inabilitação no estágio probatório acarreta a exone-
ração do cargo público, oportunidade em que o vínculo com o Poder Público é rompido.
Inabilitação 
no estágio 
probatório
Servidor 
estável
Recondução 
ao cargo 
anterior
Inabilitação 
no estágio 
probatório
Servidor não 
estável Exoneração
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DEDIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
1.6. estAbiLidAde
A estabilidade constitui uma das principais garantias dos servidores públicos estatutários. 
Por meio dela, objetiva-se proporcionar que o servidor desempenhe suas atribuições sem a 
coação das autoridades superiores, que, não fosse a estabilidade, poderiam condicionar deter-
minados comportamentos dos servidores à exoneração do cargo público.
Como anteriormente mencionado, a estabilidade ocorre no âmbito do serviço público, e 
não do cargo em que o servidor encontra-se investigo. Neste sentido, merece destaque o en-
tendimento de José dos Santos Carvalho Filho:
A estabilidade é instituto que guarda relação com o serviço, e não com o cargo. Emana daí que, se 
o servidor já adquiriu estabilidade no serviço ocupando determinado cargo, não precisará de novo 
estágio probatório no caso de permanecer em sua carreira, cujos patamares são alcançados nor-
malmente pelo sistema de promoções.
Não se trata a estabilidade, no entanto, de uma regra absoluta, uma vez que não existem 
direitos e garantias com esta qualidade.
Caso assim o fosse, estaríamos diante de um sério risco de engessamento do serviço 
público, com a possibilidade surreal de termos servidores praticando faltas graves contra a 
administração sem a possibilidade de demissão.
Para que isso não ocorra, a Lei n. 8.112/1990 estabelece, em seu artigo 22, as hipóteses 
em que o servidor público federal estável poderá perder o cargo:
Art. 22, O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado 
ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.
Além delas, temos duas outras possibilidades extraídas do texto da Constituição Federal, 
sendo elas o procedimento de avaliação periódica e a redução de despesas quando os entes 
federativos não observarem o limite máximo de gastos com pessoal.
Possibilidades de 
perda do cargo 
público pelo servidor 
estável
Sentença judicial transitada em 
julgado
Processo administrativo disciplinar
Procedimento de avaliação 
periódica de desempenho
Redução de despesas para 
adequação dos gastos dos entes 
federativos
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Lei nº 8.112/1990 – Estatuto dos Servidores Públicos da União
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Diogo Surdi
1.7. vAcânciA
As diversas hipóteses de vacância são situações em que o servidor público deixa o cargo 
público anteriormente ocupado. Tais situações podem ser de caráter definitivo, oportunidade 
em que o agente estatal rompe o seu vínculo com o Poder Público, ou então tratar-se de hipó-
teses em que ocorre a simples troca dos cargos ocupados pelo servidor.
Vejamos, tal como feito com as situações de provimento, as hipóteses de vacância previs-
tas no estatuto federal, que podem ser melhor visualizadas por meio da tabela adiante:
Exoneração
A exoneração não se trata de uma forma de punição do agente público, mas 
sim do rompimento do vínculo mantido entre o servidor e a administração 
pública federal. Tal forma de vacância pode ocorrer de maneira voluntária ou 
involuntária.
É voluntária quando a exoneração ocorre a pedido do servidor. Tratando-se 
de exoneração de ofício, de iniciativa do Poder Público, estaremos diante da 
exoneração involuntária.
De acordo com a Lei n. 8.112, apenas em duas situações teremos a exoneração 
involuntária (de ofício) do servidor público ocupante de cargo efetivo:
a) Quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
b) Quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no 
prazo estabelecido, que é de 15 dias.
Quando se tratar de cargo em comissão, tendo em vista que estes são de 
livre nomeação e exoneração e possuem a característica da transitoriedade, 
a exoneração poderá ocorrer, à qualquer tempo, à pedido do servidor 
(voluntária) ou de ofício, no interesse da administração (involuntária).
Exoneração do 
servidor 
público federal
Ocupantes 
de cargo 
efetivo
A pedido do servidor 
(exoneração 
voluntária)
De ofício 
(exoneração 
involuntária) 
no interesse 
do Poder 
Público
Quando não 
satisfeitas as 
condições do 
estágio 
probatório
Quando tomar 
posse e não 
entrar em 
exercício no 
prazo legal
Ocupantes 
de cargo em 
comissão
A pedido do servidor 
(exoneração voluntária)
De ofício (exoneração 
involuntária), no interesse do 
Poder Público
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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
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Demissão
Ao contrário da exoneração, que é a saída não punitiva do servidor, as 
situações que acarretam a demissão são hipóteses previstas em lei em que 
o servidor comete alguma infração disciplinar ou não observa determinadas 
normas previstas no estatuto funcional.
A depender da gravidade da conduta, conforme será visto oportunamente, 
a demissão acarretará a impossibilidade de o servidor retornar ao serviço 
público dentro do prazo de 5 anos ou até mesmo indefinidamente.
Exoneração
Não trata-se de 
uma medida 
punitiva
Demissão
Trata-se de uma 
medida punitiva
Aposentadoria
Trata-se da forma de vacância natural, onde o servidor, após atender as 
condições previstas na Constituição Federal, rompe o seu vínculo com o 
Poder Público, passando a receber proventos decorrentes da inatividade.
Falecimento Com o falecimento, ocorre a vacância no cargo público, que será, após a 
publicação no diário oficial, objeto de preenchimento por novo servidor público.
Posse em cargo 
inacumulável
A posse em cargo inacumulável trata-se da hipótese de vacância em que 
o servidor público deixa de ocupar um cargo público pra ingressar, sem 
quebra de vínculo com o Poder Público, em outro órgão ou entidade do 
mesmo ente federativo.
Como exemplo, podemos apresentar um particular que tenha sido 
aprovado para o cargo de Técnico Judiciário de um tribunal do Poder 
Judiciário federal.
Posteriormente, o servidor é aprovado para o cargo de Auditor Fiscal 
da Receita Federal do Brasil, cargo que, ainda que integrante do Poder 
Executivo, pertence à mesma esfera federativa.
Nesta situação, como forma de não perder o tempo de serviço público 
prestado como Técnico Judiciário, bem como utilizar os dias trabalhados na 
contagem de férias e demais verbas acessórias, o servidor solicita vacância 
no órgão de origem com base em posse em cargo inacumulável.
Caso, em sentido oposto, ele apenas tivesse solicitado exoneração, haveria 
a quebra do vínculo com Poder Público, sujeitando-se o servidor às 
eventuais regras instituídas antes da sua investidura no novo cargo.
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Promoção
Como vimos nas hipóteses de provimento, com a promoção o 
servidor é alçado a uma nova classe na carreira, de forma que o 
cargo anteriormente ocupado fica vago.
Por isso mesmo, esta é uma das hipóteses em que ocorre, 
simultaneamente, um provimento e uma vacância.
Readaptação
Da mesma forma como ocorre coma promoção, a readaptação é 
uma forma tanto de provimento quanto de vacância.
Vejamos: Se o servidor sofreu uma limitação (física ou mental) e 
tem que ser aproveitado em um cargo compatível com a limitação 
sofrida, é certo que o cargo anteriormente ocupado pelo servidor 
ficará vago.
Dessa forma, a administração coloca o servidor em um cargo 
compatível com a limitação sofrida (provimento), ao passo que o 
cargo anteriormente ocupado fica vago para ser ocupado por outra 
pessoa (vacância).
Vacância no cargo público
Exoneração
Demissão
Falecimento
Aposentadoria
Posse em cargo inacumulável
Readaptação
Promoção
Das hipóteses apresentadas pela Lei n. 8.112/1990 como situações de vacância, duas delas 
constituem, da mesma forma, hipóteses de provimento, sendo elas a readaptação e a promoção.
2. remoção, redistribuição e substituição
2.1. remoção
A remoção pode ser entendida como o “deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, 
no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede”, conforme determina o artigo 36 
da Lei n. 8.112.
Do conceito legal, nota-se que a remoção (que não é uma forma de provimento em cargo 
público), pode ocorrer tanto por iniciativa do servidor quanto por iniciativa do Poder Público. 
Neste mesmo sentido, poderá a remoção dar-se com ou sem a mudança da sede onde o servi-
dor desempenha suas atribuições.
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Na remoção de ofício, é o interesse da administração que é levado em conta, sem margem 
de opção para a análise da vontade do servidor.
Na remoção a pedido, em sentido oposto, é a vontade do servidor que é levada em conta, 
tratando-se de um ato, via de regra, discricionário do Poder Público. Por isso mesmo, a admi-
nistração deve levar em conta a conveniência e a oportunidade para deferir ou não o pedido 
de remoção.
Em determinadas situações, no entanto, teremos a remoção por iniciativa do servidor sem 
que possa a administração analisar o mérito da questão, tratando-se, por isso mesmo, de um 
ato vinculado e que deve, obrigatoriamente, ser deferido pelo Poder Público.
Três são as situações, de acordo com a Lei n. 8.112/1990 (art. 36, III), que ensejam o defe-
rimento da remoção independente da vontade da administração:
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de 
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi des-
locado no interesse da Administração;
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas 
expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta 
médica oficial;
c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessa-
dos for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou 
entidade em que aqueles estejam lotados.
Da análise das hipóteses de remoção, verifica-se que quando a administração, de ofício, 
resolve remover o servidor, o que está sendo levado em conta é apenas a vontade do próprio 
poder estatal, independente do servidor concordar ou não com tal procedimento.
Já na remoção a pedido, temos duas possibilidades: o pedido ter sido formulado pelo servi-
dor e haver a possibilidade da administração aceitar ou não tal situação, com base no interes-
se desta, e a situação em que o pedido de remoção ocorre por parte do servidor, não restando 
alternativa para a administração pública que não seja o seu deferimento.
Nesta última hipótese, ou seja, quando a administração encontra-se vinculada ao pedido 
do servidor público, princípios basilares como a saúde e a manutenção do núcleo familiar são 
levados em conta.
EXEMPLO
Na hipótese da remoção para acompanhar cônjuge, também servidor, que tenha sido removido 
no interesse da administração, objetiva-se assegurar a manutenção do núcleo familiar, evitando-
-se que uma remoção de iniciativa do Poder Público torne inviável a relação até então existente.
De acordo com o entendimento do STF, não é necessário, no âmbito da remoção para 
acompanhar cônjuge ou companheiro, que ambos sejam regidos pelas disposições da Lei n. 
8.112, mas sim apenas um dos cônjuges, conforme se observa, por exemplo, do teor do Man-
dado de Segurança 23.058:
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JURISPRUDÊNCIA
Havendo a transferência, de ofício, do cônjuge da impetrante, empregado da Caixa Eco-
nômica Federal, para a cidade de Fortaleza/CE, tem ela, servidora ocupante de cargo no 
Tribunal de Contas da União, direito líquido e certo de também ser removida, independen-
temente da existência de vagas.
No caso, estávamos diante de uma funcionária da Caixa Econômica Federal (empresa pú-
blica) que fora removida de ofício. Ainda que tal funcionária não seja regida pelas disposições 
da Lei n. 8.112, mas sim pelas regras previstas na CLT, o seu cônjuge, que é servidor do TCU 
(regido pelo estatuto federal) tem direito à remoção de ofício.
Tal hipótese de remoção, no entanto, não deve ser confundida com as hipóteses em que um 
dos cônjuges ou companheiros é aprovado em concurso público para outro órgão ou entidade.
Nestes casos, como a quebra do vínculo familiar não deu-se em função de uma ação do 
Poder Público, mas sim como decorrência da vontade de um dos membros do casal, não há 
que se falar em direito à remoção para acompanhar cônjuge, conforme entendimento do STJ 
(Resp. 616.831):
JURISPRUDÊNCIA
Hipótese em que não há falar em deslocamento do servidor público no interesse da Admi-
nistração, uma vez que se trata de primeiro provimento de cargo e o servidor tinha conhe-
cimento de que seu exercício seria, necessariamente, no Estado do Rio de Janeiro, tendo 
em vista a natureza estadual do órgão para o qual foi nomeado. Inexiste, portanto, direito 
líquido e certo da recorrente à remoção.
Por fim, ainda no âmbito da remoção para acompanhar cônjuge, o STJ possui entendimen-
to de que não há direito à remoção quando o casal não morava, inicialmente, na mesma locali-
dade. Neste sentido, destaca-se a pedagógica decisão proferida no âmbito do REsp 1.209.391:
JURISPRUDÊNCIA
Servidor público federal lotado no interior do Estado da Paraíba requereu a sua remoção 
para a capital do estado ou, alternativamente, a lotação provisória em qualquer outro 
órgão da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional para acompanhar 
a esposa, servidora pública federal, removida de ofício de Campina Grande para João 
Pessoa. Apesar de a esposa do autor ter sido removida de ofício, o apelante não faz jus à 
remoção para a sede do TRE/PB, visto que o casal não residia na mesma localidade antes 
da remoção da esposa. Portanto, o Estado não se omitiu do seu dever de proteger a uni-
dade familiar, que ocorre quando há o afastamento do convívio familiar direto e diário de 
um dos seus integrantes.
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Remoção
Trata-se de 
deslocamento do 
servidor
Pode ocorrer 
com ou sem 
mudança de 
sede
Pode ocorrer 
a pedido ou 
de ofício
Quando ocorrer a 
pedido, a 
administração pode 
ou não deferir
Quando ocorrer de 
ofício, o servidor 
deve aceitar a 
remoção
Em determinadas 
situações, a 
remoção a pedido 
do servidor deve, 
obrigatoriamente, 
ser deferida
Por motivo de saúde 
do servidor, de 
cônjuge ou de pessoa 
que viva às suas 
expensas
Para acompanhar 
cônjuge removido 
pela administração
Em virtude de 
processo seletivo, 
desde que o número 
de inscritos seja 
superior ao de vagas 
oferecidas
005. (CEBRASPE/CESPE/AJ/STM/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) Acerca das 
regras aplicáveis aos servidores públicos do Poder Judiciário, e considerando o que dispõe a 
Lei n. 8.112/1990 e a Lei n. 11.416/2006, julgue o item a seguir.
A legislação que dispõe sobre o regime estatutário prevê a possibilidade de o servidor público, 
em determinadas hipóteses, pedir remoção para outra localidade, independentemente do inte-
resse da administração pública.
Assim como informa a questão, o texto da Lei n. 8.112 elenca três situações em que o servi-
dor público federal poderá pedir remoção para outra localidade independente do interesse da 
Administração Pública.
Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, 
com ou sem mudança de sede.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção
III – a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:
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a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no inte-
resse da Administração;
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas 
e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial;
c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for 
superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em 
que aqueles estejam lotados.
Certo.
2.2. redistribuição
A redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, esteja ou não ele ocu-
pado, e desde que tal deslocamento ocorra para outro órgão ou entidade, mas sempre no âm-
bito do mesmo Poder.
EXEMPLO
Determinado servidor foi aprovado em um concurso público da esfera federal, sendo lotado em 
uma repartição onde o número de servidores que ocupavam o mesmo quadro que ele totaliza-
va 15 pessoas.
Neste órgão, as lotações são definidas com base no total de atendimentos realizados por 
semestre. Assim, se a sua repartição não tiver atendido, no semestre atual, um número supe-
rior de pessoas que no semestre anterior, perderá alguns dos cargos da lotação padrão.
Nesta hipótese, teremos a redistribuição de cargos, fazendo com que certo número de cargos 
pertencentes à repartição do servidor seja redistribuído para outra repartição, integrante do 
mesmo Poder, que tenha realizado um maior número de atendimentos no semestre.
Para que a redistribuição seja feita, faz-se necessário, ainda, que alguns requisitos sejam 
atendidos, sendo eles:
• Interesse da administração;
• Equivalência de vencimentos;
• Manutenção da essência das atribuições do cargo;
• Vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;
• Mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional;
• Compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou 
entidade;
A redistribuição também poderá ocorrer com a finalidade de ajuste de lotação ou nos ca-
sos de reorganização e extinção do órgão ou entidade. Tratando-se de cargos efetivos que se 
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encontrem vagos, a realização da redistribuição deverá ser realizada em conjunto entre o SI-
PEC (Sistema de pessoal civil da administração pública) e os órgãos ou entidades envolvidos.
Caso, no entanto, ocorra a extinção de um órgão ou entidade e os servidores não sejam re-
distribuídos, deverão os mesmos ser mantidos em disponibilidade. Caso não sejam colocados 
em disponibilidade, deverão ser mantidos sob responsabilidade do SIPEC até o seu adequado 
aproveitamento.
Extinção
Ocorre a 
extinção do 
órgão ou 
entidade
1º
Servidores 
devem ser 
redisribuídos
2º
Servidores 
deverão ser 
postos em 
disponibilidade
3º
Servidores 
serão 
mantidos 
pelo SIPEC
Tanto nas situações de remoção quanto de redistribuição, quando ocorrer a mudança de 
Município onde o servidor passe a desempenhar as suas atribuições, deverá ser a ele assegu-
rado um prazo de trânsito para a entrada em exercício, que, nos termos da Lei n. 8.112, será de 
no mínimo 10 dias e de no máximo 30 dias.
Os institutos da remoção e da redistribuição podem ser diferenciados por meio da se-
guinte tabela:
Remoção Redistribuição
Não trata-se de uma forma de provimento Não trata-se de uma forma de 
provimento
Não altera o contingente funcional Não altera o contingente funcional
Trata-se do deslocamento de servidor Trata-se do deslocamento de cargo
Destina-se a assegurar a preservação 
de valores como a saúde do servidor e o 
núcleo familiar
Trata-se de uma forma de organização 
da administração pública
Quando ocorrer a mudança de Município, 
deve ser conferido um prazo de 10 a 30 
dias para a entrada em exercício
Quando ocorrer a mudança de 
Município, deve ser conferido um prazo 
de 10 a 30 dias para a entrada em 
exercício
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2.3. substituição
A substituição trata-se de instituto decorrente do princípio da continuidade dos serviços 
públicos. Com ela, objetiva-se que o serviço não seja interrompido em razão da ausência do 
titular da função. Caso assim não fosse, a coletividade usuária do serviço prestado é que seria 
prejudicada pela sua interrupção.
Todos os órgãos ou entidades possuem cargos de chefia e funções de direção, sendo que 
os servidores que ocupam tais funções, além de receber um adicional pelo exercício desempe-
nhado, exercem atividades que exigem um maior nível de responsabilidade.
Assim, quando os titulares desses cargos se ausentam (como, por exemplo, nas férias, 
licenças ou afastamentos admitidos pela Lei n. 8.112/1990), o substituto, que deve ser ante-
riormente designado, assume cumulativamente, ou seja, sem prejuízo do cargo que ocupa, o 
exercício temporário das atribuições

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