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DOMICÍLIO 
DOMICÍLIO CIVIL: O conceito de Domicílio Civil da pessoa natural é 
determinado pela combinação dos artigos 70 e 71 do NCC. Apenas 
encontraremos o domicílio civil se preenchermos os dois requisitos 
determinados no artigo 70 do NCC que são: 
Residência – é o objeto do conceito, sendo este palpável. É o elemento 
externo e visível. Ex: uma casa, um prédio, um apartamento. 
Ânimo definitivo – este é o elemento interno do domicílio civil. Sendo 
evidenciado por reflexos do indivíduo que demonstram seu interesse em 
permanecer em tal domicílio. Ex: receber correspondência, receber as 
contas. 
 Alguns autores determinam que o domicílio civil é constituído por um 
elemento objetivo e outro subjetivo. O elemento Objetivo é o objeto do 
conceito de residência. O elemento Subjetivo é o elemento interno, o ânimo 
definitivo. 
No modelo brasileiro, reforçado pelo Código Civil, toda pessoa, natural ou 
jurídica – de direito público interno ou de direito privado -, tem domicílio, 
que representa a fixação do lugar em que o sujeito, ativo ou passivo, da 
relação jurídica será encontrado, o qual expressa o centro nevrálgico de 
onde se irradiam interesses juridicamente relevantes. 
O domicílio significa uma garantia jurídica, haja vista que funciona como 
cidadela em que se guarnecem os interesses sócio-jurídicos das pessoas 
naturais ou das pessoas jurídicas. 
Com o domicílio, desenha-se o perímetro em que se fixa o espaço jurídico 
dentro do qual se enclausura o titular, projetando feixes que se traduzem 
em direitos e obrigações. 
Do enraizamento da residência decorre o domicílio, como fenômeno 
material e psíquico que se projeta no âmbito em que prosperam as relações 
jurídicas. 
Sem residência, inexiste domicílio ; sem domicílio, fragiliza-se o pleno 
exercício dos direitos civis, do nascimento à morte. 
De tão importante, o domicílio da pessoa natural, mesmo que não tenha 
residência habitual, será o lugar onde for encontrada. 
Na configuração traçada pelo Código Civil, fala-se em: 
1. a) domicílio da pessoa natural; 
2. b) domicílio da pessoa jurídica, de direito público interno ou de 
direito privado; 
3. c) domicílio necessário; 
4. d) domicílio legal; 
5. e) domicílio eleito. Admite-se a existência de mais de um domicílio 
tanto para a pessoa natural quanto para a pessoa jurídica de direito 
privado, razão por que se diz que o legislador perfilhou a escola que 
cultiva a pluralidade de domicílio. 
Domicílio da pessoa natural (física) – Em conformidade com a definição 
legal, o domicílio da pessoa natural “é o lugar onde ela estabelece a sua 
residência com ânimo definitivo”. 
Dois elementos se exigem para a definição do domicílio da pessoa natural: 
1. a) a residência; e 
2. b) o ânimo definitivo. A residência é mais do que um fenômeno 
material, mediante o qual se distingue da moradia, que se traduz na 
certeza de que é episódica e transitória, sem o estaqueamento 
aprofundado, capaz de fixar a disposição perene ou definitiva. 
Ao residir, a pessoa mora com perenidade ou longevidade, fenômenos de 
cuja realidade se extrai a premissa de que há o ânimo de estabelecer o lugar 
como seu domicílio. Releva lembrar que, na hipótese em que a pessoa 
natural, por vontade ou necessidade, tenha mais de uma residência, onde, 
alternadamente, viva, reputar-se-á domicílio qualquer uma delas. 
Considera-se, ainda, domicílio o local em que a pessoa natural desenvolva 
a sua profissão. 
Por conseguinte, pluralizam-se os domicílios da pessoa natural, quando 
exerce atividade profissional, haja vista que passam a ser, pelo menos, dois: 
1. a) o local em que estabelece a sua residência com ânimo definitivo; e 
2. b) o local em que pratica a sua atividade profissional. 
Se a profissão for explorada e exercitada em lugares diversos, em que se 
lhe concentram os interesses, cada um deles constituirá domicílio para as 
relações que lhe corresponderem. 
Cabe advertir que não será qualquer emprego ou relação jurídica, por cuja 
execução se produza atividade laboral, que se capacitará a desenhar o local 
do trabalho como se domicílio fosse. 
Domicílio profissional não se confunde com o simples local de trabalho, 
categorias jurídicas que se diferenciam ideológica, social e juridicamente. 
Na identidade do domicílio profissional, impõe-se a presença de elementos 
em conformidade com os quais se caracteriza o exercício da profissão, que 
granjeia a certeza de que se trata de um sinal eloqüente capaz de diferenciá-
lo do trabalho ordinário e dependente. 
É preciso que se exerça atividade profissional fim, com domínio sobre o 
comando técnico, administrativo e econômico, e não atividade profissional 
meio, para que se possa caracterizar o local, também, como domicílio. 
Com efeito, não se estimula a assertiva de que o empregado comum, com 
vínculo jurídico subordinante e protagonista de uma relação jurídica, cujo 
desfazimento pode se consumar unilateralmente, pelo simples exercício da 
vontade de seu empregador, transforme o local em que presta serviço como 
extensão de seu domicílio, ainda que lá consuma jornada diária. 
Cabe ressaltar que o domicílio profissional não abrange e não argola toda e 
qualquer relação da pessoa natural, mas somente aquela a que estiver 
conectado por força de amarras que concernem à profissão. 
A atração do domicílio, no caso, depende da ligação entre o exercício da 
profissão e o local. Destaque-se que a pessoa natural pode ter: 
1. a) mais de um domicílio doméstico; 
2. b) mais de um domicílio profissional; e 
3. c) domicílio doméstico e domicílio profissional.

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