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CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA CURSO: ENGENHARIA QUÍMICA DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA I PROF. DR. FABIO ALEJANDRO CARVAJAL FLOREZ RELATÓRIO: Experiência de Reynolds EDUARDO SANTOS FIGUEIREDO (2022005482) ENDRE WANE COELHO MORAES (2022009786) São Luís – MA 2024 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3 2 OBJETIVO ............................................................................................................ 3 2.1 Objetivo Geral ................................................................................................ 3 2.2 Objetivos Específicos ..................................................................................... 3 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ 4 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL .................................................................... 5 4.1 Materiais ......................................................................................................... 5 4.2 Metodologia .................................................................................................... 6 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES .......................................................................... 7 6 CONCLUSÃO ..................................................................................................... 12 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 13 3 1 INTRODUÇÃO O número de Reynolds (Re) é uma grandeza adimensional fundamental para a análise de escoamentos de fluidos, sendo amplamente utilizado em diversas áreas da Engenharia Química. Esse número relaciona as forças inerciais e viscosas presentes no fluido e serve como critério para distinguir regimes de escoamento, como laminar e turbulento. Sua determinação é crucial em processos industriais, uma vez que o tipo de escoamento impacta diretamente em fatores como eficiência de troca térmica, transporte de massa, dissipação de energia e otimização de reatores químicos. Através do número de Reynolds, é possível prever o comportamento do fluido em sistemas que envolvem transporte de materiais, como tubulações, colunas de destilação, reatores e equipamentos de mistura. Em particular, a Engenharia Química se beneficia do estudo desse parâmetro para projetar e dimensionar sistemas que envolvem escoamentos, garantindo a eficiência e segurança dos processos. Para obter o número de Reynolds de um fluido em escoamento, é necessário realizar experimentos que envolvam variáveis como velocidade, viscosidade e dimensões do sistema. O presente experimento visa a determinação do número de Reynolds em um escoamento controlado, com o intuito de entender melhor a relação entre as propriedades do fluido e o comportamento do escoamento. A partir dessa análise, espera-se fornecer subsídios para a aplicação de conceitos fundamentais da dinâmica de fluidos em sistemas típicos da Engenharia Química, possibilitando a tomada de decisões mais assertivas no desenvolvimento de processos industriais. 2 OBJETIVO 2.1 Objetivo Geral Determinar o número de Reynolds em um escoamento controlado, com o intuito de entender melhor a relação entre as propriedades do sistema e o comportamento do escoamento. 2.2 Objetivos Específicos Efetuar análise entre os resultados e considerações observados no experimento e indicações teóricas. 4 Estudar a importância do número de Reynolds para compreender melhor processos de Engenharia Química. 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O número de Reynolds (Re) é uma grandeza adimensional que descreve o comportamento de um fluido em escoamento, relacionando as forças inerciais e viscosas atuantes. A sua importância reside no fato de que ele define os regimes de escoamento, como o laminar, transicional e turbulento, influenciando diretamente os processos de engenharia, especialmente na Engenharia Química. O número de Reynolds é dado pela fórmula: 𝑅𝑒 = 𝜌𝑉𝑑 𝜇 Onde: "𝜌" é a densidade do fluido (kg/m³); "𝑉" é a velocidade média do fluido (m/s); "𝑑" é o diâmetro da tubulação (m); "𝜇" é a viscosidade dinâmica do fluido (Pa.s). Uma forma alternativa de expressar o número de Reynolds, utilizando a viscosidade cinemática "𝑣", que é dada por 𝑣 = 𝜇 𝜌 , é: 𝑅𝑒 = 𝑉𝑑 𝑣 Onde: "𝑣" é a viscosidade cinemática (m²/s), que é a razão entre a viscosidade dinâmica "𝜇" e a densidade "𝜌". Regimes de Escoamento O número de Reynolds é utilizado para caracterizar o tipo de escoamento de um fluido. Os principais regimes de escoamento são: Escoamento Laminar (Re 4.000): Quando o número de Reynolds ultrapassa esse valor, as forças inerciais dominam, causando movimentos caóticos e irregulares das partículas de fluido. O escoamento turbulento resulta em maior mistura do fluido, aumentando a taxa de transferência de calor e massa, mas também implicando em perdas de energia devido ao aumento das fricções internas. Escoamento Transicional (2.0002 Fonte: próprio autor (2024). Na figura 2 apresentada acima está a primeira medição realizada na prática. Percebe-se que o tipo de escoamento é laminar, pois o fluido ao longo do trajeto se comportou de maneira linear. Medição 2: Figura 3 Fonte: próprio autor (2024). 9 Observou-se, na figura 3, que do início ao fim da medição, o tipo de escoamento é laminar, ou seja, o fluido se comportou ao longo da trajetória de forma linear. Medição 3: Figura 4 Fonte: próprio autor (2024). Observou-se que durante todo o período da medição, o escoamento permaneceu laminar, caracterizando-se por um comportamento do fluido com pequenas oscilações, mas mantendo características lineares ao longo da trajetória Medição 4: Figura 5 Fonte: próprio autor (2024). 10 Nota-se na figura 5 que durante o trajeto do escoamento, do inicio ao fim, oscilações nítidas, assim caracterizando-se um fluxo transitório. Medição 5: Figura 6 Fonte: próprio autor (2024). Percebe-se na figura 6 que do início ao fim do escoamento, há oscilações bem nítidas presentes no escoamento, dessa forma, caracterizando como fluxo transitório. Medida 6: Figura 7 Fonte: próprio autor (2024). 11 Na figura 7, observou-se que do início ao fim da medição, ocorreram grandes oscilações, indicando um escoamento turbulento. Gráfico 1 - Número de Reynolds x Vazão Volumétrica. Fonte: próprio autor (2024). Gráfico 2 - Número de Reynolds x Velocidade. Fonte: próprio autor (2024). 12 Analisando os resultados obtidos neste experimento, é possível concluir que as vazões volumétricas apresentaram valores distintos, funcionando como variáveis constantes para a determinação do Número de Reynolds. Observou-se que a vazão volumétrica e o volume são grandezas diretamente proporcionais, enquanto a vazão volumétrica e o tempo são inversamente proporcionais. Esse comportamento é claramente refletido no Gráfico 1, onde, à medida que o volume de fluido aumentava, o tempo diminuía, mostrando uma tendência linear entre o Número de Reynolds e a vazão volumétrica. No caso do Gráfico 2, foi possível observar que o Número de Reynolds e a velocidade do fluido são grandezas diretamente proporcionais, já que os valores do Número de Reynolds aumentam à medida que a velocidade também cresce. 6 CONCLUSÃO Assim, conclui-se que, o experimento foi feito com sucesso, possibilitando a visualização dos fluxos laminar, transitório e turbulento do fluido. Com base na fórmula usada para calcular o Número de Reynolds e seus resultados, ficou claro que, no regime laminar, predominam as forças viscosas, levando a valores de Reynolds mais baixos (menos ou iguais a 2000). Em contrapartida, no estado turbulento, prevalecem as forças de inércia no fluido, resultando em valores de Reynolds mais elevados (superiores a 4000). A análise gráfica também confirmou facilmente essa conclusão, evidenciando claramente a diferença entre os diversos regimes de escoamento. 13 REFERÊNCIAS FOX, R.W., Mcdonald, A.T.; “Introdução a Mecânica dos Fluidos”. Editora: LTC, 2018. BISTAFA, Sylvio R. “Mecânica dos fluidos”. Editora Blücher, 2017. ÇENGEL, Yunus A.; CIMBALA, John M. “Mecânica dos fluidos”. Editora: Grupo A, 2015. WHITE, Frank M. “Mecânica dos Fluidos”. Editora: Grupo A, 2018. 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVO 2.1 Objetivo Geral 2.2 Objetivos Específicos 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 4.1 Materiais 4.2 Metodologia 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES 6 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS