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1 ECONOMIA E FINANÇAS PARA GESTORES 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Gradua- ção. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educa- cionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conheci- mento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desen- volvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de pro- mover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou ou- tras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiá- vel e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta decursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 Sumário NOSSA HISTÓRIA ................................................................................................ 2 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 5 FINANÇAS ............................................................................................................. 5 Relacionamento com a Economia ...................................................................... 6 Fatores Microeconômicos .................................................................................. 6 Fatores Macroeconômicos ................................................................................. 7 O SISTEMA DE PREÇOS ..................................................................................... 7 O QUE, COMO E PARA QUEM PRODUZIR ..................................................... 9 O que produzir? .............................................................................................. 9 Como produzir? .............................................................................................. 9 Para Quem Produzir? ................................................................................... 10 O FLUXO CIRCULAR DA ATIVIDADE ECONÔMICA ......................................... 10 ECONOMIA PLANIFICADA CENTRALMENTE ................................................... 13 ECONOMIA MISTA ............................................................................................. 14 O Que Produzir? .............................................................................................. 14 Como produzir? ................................................................................................ 15 Para Quem Produzir? ....................................................................................... 15 FUNDAMENTOS DA MICROECONOMIA E DA MACROECONOMIA ................ 15 ÊNFASE NO FLUXO DE CAIXA ......................................................................... 18 CONTEXTO DOS SISTEMAS FINANCEIROS EMPRESARIAIS .................... 18 Sistema empresarial ..................................................................................... 19 Decisões Operacionais ................................................................................. 20 4 NATUREZA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ................................... 20 Balanço Patrimonial ...................................................................................... 21 Área de Decisão Gerencial ........................................................................... 22 Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) ......................................... 24 Demonstrativo do Fluxo de Faixa ................................................................. 26 ABORDAGEM ANALÍTICA .................................................................................. 28 A TOMADA DE DECISÃO ............................................................................... 29 ANÁLISE MACROECONÔMICA ...................................................................... 30 PLANEJAMENTO FINANCEIRO ......................................................................... 32 FLUXO DE CAIXA E CAPITAL DE GIRO ........................................................ 37 PLANEJAMENTO FINANCEIRO - LONGO PRAZO .................................... 38 Planejamento financeiro - curto prazo .......................................................... 38 REFERÊNCIAS ................................................................................................... 40 5 INTRODUÇÃO A importância de se fazer um planejamento financeiro está relacionada ao sucesso que a empresa almeja, por meio dele, consegue-se traçar metas a longo e curto prazo para que os objetivos sejam atingidos. O planejamento financeiro é a fonte da continuidade da organização, pois sem ele é difícil tomar decisões corretas. As informações são essenciais para empresas de grande, médio e pequeno porte, pois todas devem se preocupar em manter controle das finanças e utilizar o planejamento financeiro como uma das principais ferramentas para o êxito da organização. O presente estudo tem como principal objetivo mostrar o papel do planejamento financeiro nas empresas, haja vista que seu intuito não é influenciar apenas nas questões financeiras, mas também nas estratégicas. Por meio de pesquisa bibliográfica em autores de administração financeira e de estudiosos do assunto, foram extraídos conceitos rela- cionados ao planejamento financeiro, fluxo de caixa, capital de giro, orçamento e sobre as mudanças no mercado, sempre com o propósito de identificar a importância do plane- jamento financeiro para as organizações FINANÇAS Finanças é a aplicação de uma série de princípios econômicos para maximizar a riqueza ou valor total de um negócio. Mais especificamente, maximizar a riqueza significa obter o lucro mais elevado possível ao menor risco. Na realidade, ninguém sabe quando a riqueza máxima é atingida, embora ela seja entendida como última meta década em- presa. “Finanças é a arte e a ciência de administrar fundos, ou seja, é todo dinheiro apli- cado em ativos que em contrapartida gera uma quantia igual à aplicada gerado por algum tipo de financiamento. Finanças nada mais é do que a grande responsável na manipula- ção de fontes monetárias, ou seja, tudo que expressar valor. ” Gitman (2002, pag. 4) Eis que é importante manter-se a par dos novos avanços na moderna teoria de finanças tanto quanto em relação aos desenvolvimentos praticados nos mercados finan- ceiros. Finanças tem surgido como uma disciplina importante que requer atualização 6 constante dos antigos conceitos e refinamento dos novos. Os últimos avanços nos méto- dos de avaliação podem ajudar a tomar melhores decisões. A emergência dos novos instrumentos financeiros, tais como futuros financeiros, opções e outros direitos condici- onados sobre passivos, supre os administradores com os métodos mais sofisticados e efetivos para avaliar e, quando necessário, alterar decisões financeiras. A.A. Groppelli & Ehsan Nikbakht (1998) Relacionamento com a Economia Todo Administrador deve estar atualizado e totalmente inserido no mercado global, ou seja, no mercado econômico. Pois finanças está diretamente relacionado com acon- tecimentos mercadológicos. Segundo a ideia de Gitman (2002), o campo de Finanças está estreitamente rela- cionado ao da Economia. Visto que a maioria das empresas opera dentro da Economia, o administrador financeiro deve compreender o arcabouço econômico e estaratento às consequências dos vários níveis de atividade econômica e das mudanças na política econômica. O administrador financeiro deve ser capaz também de utilizar as teorias eco- nômicas como diretrizes para realizar operações comerciais com eficiência. São exem- plos a análise de ofertas e procura, as estratégias de maximização do lucro e a teoria de preços. Fatores Microeconômicos Os micros fatores e os macro fatores são provocadores de situações não previstas pelos administradores influenciando diretamente nas decisões e soluções a serem segui- das pelos mesmos. Quando um administrador consegue chegar próximo a algum desses, isto representa um resultado significante, ou seja, quando eles entendem como respon- der efetivamente às mudanças na oferta, na demanda e nos preços (empresa relacionada aos micros fatores) tão bem quanto aos mais e abrangentes fatores econômicos (macro fatores), entender e responder adequadamente às mudanças na demanda permite aos administradores financeiros que tirem todas as vantagens das condições do mercado. Os melhores administradores, desenvolvem e adotam técnicas estatísticas confi- áveis e executáveis que prevejam a demanda e apontem quando as mudanças de dire- 7 ção devem ser feitas. Entretanto, essa tarefa não é das mais fáceis. Os fatores econômi- cos não podem ser previstos com precisão e muitas projeções estão sujeitas a grandes erros. Bons administradores, todavia, podem modificar previsões de demanda e oferta para aproximá-las razoavelmente dos resultados reais. A.A. Groppelli & Ehsan Nikbakht (1998) Fatores Macroeconômicos Os fatores macroeconômicos são aqueles que a empresa não tem controle, ou seja, são causados por influência de algum fato, sejam eles, econômico, políticos, ou outro que venha deturpar o ambiente externo. As pessoas desenvolvem um sentido sobre o ambiente pela leitura de jornais, revistas, pela internet, ouvindo notícias, entre outros. Se o ambiente parece estar se deteriorando, os consumidores tendem a cortar gastos e se tornam mais conservadores e seus hábitos de compras. Inversamente, quando as condições melhoram, as pessoas tendem a pôr a mão no bolso. Essas rea- ções às mudanças das forças (macro) econômica externas, tais como o aumento ou de- clínio da atividade comercial e alteração tributária, influenciam as decisões tomadas por uma empresa. A.A. Groppelli & Ehsan Nikbakht (1998) Ainda segundo A.A. Groppelli & Ehsan Nikbakht (1998), quando o comércio está se expandindo, as empresas aumentam seus investimento e produção; quando elas de- frontam com a retração do comércio reduzem seus investimentos. Uma empresa deve também desenvolver uma estratégia flexível para enfrentar crescimento demográfico, al- terações na legislação tributária e as pressões causadas por novas tecnologias. Convém aos administradores engajarem no planejamento financeiro, pois assim eles estarão pre- parados, com diferentes alternativas, sob diferentes condições econômicas. O SISTEMA DE PREÇOS Em uma economia de mercado a ação conjunta de indivíduo s e empresas permite que milhares de mercadorias sejam produzidas de maneira espontânea, sem que haja uma coordenação geral das atividades econômicas. Na verdade, existe um mecanismo 8 de preços automático e "inconsciente" que trabalha, garantindo o funcionamento do sis- tema econômico, dando a ele uma certa ordenação, de maneira tal que tudo é realizado sem coação ou direção central de qualquer organismo consciente. Em um mercado livre, caracterizado pela presença de um grande número de com- pradores e vendedores, os preços refletem as quantidades que os vendedores desejam oferecer e as quantidades que os compradores desejam comprar de cada bem. Em uma economia de mercado, tanto os bens e serviços quanto o s recursos pro- dutivos têm seus preços e quantidade s determinados pelo livre jogo da oferta e procura, ou seja, pela livre concorrência. Do confronto entre oferta e procura resulta um preço, e é esse preço que exerce uma função econômica básica. É ele, que por suas variações, orienta a produção e o consumo. O sistema de registro de preços previsto na Lei n. 8.666/93. Portanto será re- gulamentado por decreto, atendidas as peculiaridades regionais. No sistema de registro de preços, a seleção será feita mediante concorrência. É condição do sistema de registro de preços que a validade do registro não seja superior a um ano. O mecanismo de preços é, portanto, um vasto sistema de tentativas e erros, de aproximações sucessivas, para alcançar o equilíbrio entre oferta e procura. O desejo da s pessoas determinará a dimensão da procura, enquanto que a produção das empresas determinará a dimensão d a oferta. O equilíbrio entre a oferta e a procura será atingido pela flutuação do preço. O que vale para os mercados d e bens e serviços, também vale para o mercado de recursos produtivos (terra, trabalho, capital e capacidade empresarial) Em uma eco- nomia complexa e interdependente, as pessoas não conseguem dizer diretamente aos produtores o que desejam consumir. O mecanismo de mercado fornece, através d os preços, uma forma de comunicação indireta entre produtores e consumido res, possibili- tando uma adaptação d a produção às necessidades de consumo; possibilita, ao mesmo tempo, uma adaptação do consumo à escassez relativa dos diferentes tipos de bens e serviços. 9 O QUE, COMO E PARA QUEM PRODUZIR Em uma economia de mercado o Estado não deve intervir em nenhum aspecto d a atividade produtiva, devendo ficar sua ação restrita ao atendimento das necessidades coletivas, tais como a Justiça, a Edu cação, etc. Cabe ainda ao Estado o estabelecimento de regras visando proteger a liberdade econômica, zelando, assim, pelo livre jogo da oferta e procura. O que produzir? Em um sistema econômico baseado nas ações apenas das famílias e das empre- sas, a s próprias unidades familiares determinam o valor de cada bem ou serviço através do mercado. Quanto mais as pessoas desejarem um produto, atribuirão a ele um valor cada vez maior. Como nesse tipo de economia o valor de cada bem é medido pelo seu preço, quanto maior for a disposição das pessoas em apoiar seus desejos com dinheiro, mais elevado deverá ser o preço desse bem. Assim, a maneira pela qual as unidades fa miliares gastam a sua renda entre os diversos bens e serviços estabelece um sistema de avaliação entre os mesmos, ou seja, fornece uma estrutura de preços dentro do sistema econômico que possibilita às empre- sas, que perseguem o lucro, produzir aquilo que a s pessoas desejam. O dinheiro entre- gue pelos consumidores às empresas servirá para pagar os salários, juros e dividendos que os consumidores, no papel de proprietários de recursos, recebem como renda men- sal. Como produzir? O como produzir será determinado pela competição entre os diversos fabricantes. Em função da concorrência de preço s resta ao produtor, na tentativa de maximizar se u lucro, optar pelo método de produção mais barato quanto possível, o que envolve, natu- ralmente, considerações a respeito dos preços dos fatores de produção a serem utiliza- dos. Assim, se o fator capital é caro e o fator trabalho barato, as empresas procurarão se utilizar de técnicas que usem o fator trabalho mais intensivamente. Verifica-se, nova- mente, a existência de um mecanismo de preços orientando a s decisões dos empresá- rios quanto aos métodos produtivos a serem utilizados. 10 Para Quem Produzir? Em uma economia de mercado, a oferta e a procura de fatores de produção de- termina as taxas salariais, os aluguéis, as taxas d e juros e os lucros que irão se constituir na renda das unidades familiares. A renda de cada família irá depender da quantidade dos diferentes recursos produtivos que ela pode oferecer no mercado de fatores e d o preço que as empresa s estão dispostasa pagar pela utilização d os mesmos. Se um indivíduo dispuser somente de sua força de trabalho para oferecer no mer- cado de fatores, sua renda será determinada pelo salário que receber no mês. Se o mesmo indivíduo for proprietário de terras e arrendá-las, sua renda mensal será acres- cida pelo aluguel da terra, dado p elo arrendamento mensal da quantidade de terra ar- rendada. Assim, e m função da quantidade de recursos pertencentes a cada unidade fami- liar, teremos a distribuição de renda nesse tipo de economia. Uma vez que a quantidade de bens e serviços apropriados por família está limitada por seus rendimentos, tanto maior será a participação de cada unidade familiar na determinação de "para quem pro- duzir" quanto maior for a sua renda. O FLUXO CIRCULAR DA ATIVIDADE ECONÔMICA Quando uma empresa consegue responder as questões acima, ela definiu então que tipo de produto irá ofertar no mercado, como irá transformar matéria prima em um produto industrializado e qual será o seu público alvo. Por exemplo: “Uma indústria de móveis está desenvolvendo um novo produto, mas não tem ideia do que irá fabricar. Sendo assim, ela tenta responder as três questões básicas da eco- nomia. O que produzir? Um armário. Como produzir? Transformando matéria prima (ma- deira) em um móvel. Para quem produzir? Serão armários de baixo custo, então será para a classe C”. Com estas respostas a empresa não só definiu qual será seu produto e seu mé- todo de produção, mas também selecionou quem são seus potenciais compradores: as famílias da classe C. 11 Mas e agora que tudo foi decidido…. Aonde ela irá vender estes produtos? E como contratará funcionários para sua linha de produção? A matéria prima virá de que forne- cedores? Para estas respostas, vamos observar na imagem abaixo como os agentes econômicos (aqueles que tomam decisões econômicas) interagem na economia. Primeiramente temos que entender quem são os agentes que interagem neste fluxo. Basicamente existem 4 tipos de agentes na economia: As Famílias (consumidores), as Empresas (produtores), o Governo (quem tri- buta) e o Resto do Mundo (Famílias, Empresas e os Governos de outros países). Cada um possui um papel específico e realiza um tipo de ação que influencia todo o resto do fluxo. Na imagem acima, preferimos por simplificar o fluxo deixando só as famílias e as empresas, de tal modo que possamos demonstrar como ele funciona. Repare também que existem dois tipos de fluxos, os reais e os monetários. 12 O primeiro é a troca de fato entre bens e produtos versus fatores de produção. Já o segundo é a transferência de valores monetários, dinheiro por assim dizer. Dito isto, vamos à explicação dos fluxos. Repare que o primeiro fluxo em azul é o fluxo Real da economia. Na vida real, uma Família necessita de diversos itens para sua sobrevivência, como alimentos, vesti- ário e serviços em geral (água, gás, energia). Para suprir essas necessidades, ela deve ir ao mercado de bens e serviços que é onde as Empresas estão oferecendo seus produtos para suprir a demanda existente. Conforme é possível ver na imagem, a empresa oferta seus bens e serviços no mercado enquanto as famílias os demandam. Mas para as Empresas produzirem, elas precisam dos fatores de produção (Terra, Trabalho e Capital). Aonde elas poderiam conseguir tais fatores? Ora, é claro que no mercado de fatores de produção. Mas se há alguém demandando, quem está ofertando? Neste fluxo, a oferta parte das famílias, que oferecem suas terras (recursos naturais), seu trabalho (mão de obra) e seu capital (máquinas, prédios e equipamentos). Então é assim que se fecha o primeiro fluxo circular, sem a utilização de quaisquer valores monetários. Já o segundo fluxo, em verde, é a troca de unidades monetárias consequente da oferta e demanda de bens, serviços e fatores de produção. Repare também que os fluxos 1 e 2 são inversamente dispostos. No mercado de bens e serviços Quando uma Família demanda algum bem, ela vai ao mercado de bens e serviços e precisa pagar por eles. Com isso, ela gera uma despesa para ela e um desembolso monetário. Por outro lado, quando a Empresa está no mercado ofertando seus bens e serviços, ela cobra por eles gerando uma entrada monetária, ou uma receita. No Mercado de Fatores de Produção A Empresa que demanda os fatores precisa compra-los no mercado de F.P., e para isso também possui um desembolso financeiro, que virá de parte das receitas que obteve com sua oferta de bens. 13 Já as Famílias precisam ter alguma renda para ter disponibilidade monetária para suprir sua demanda de bens. Com isso, elas colocam a disposição do mercado de F.P. suas terras (e recebem um aluguel por elas), seu trabalho (recebendo um salário) e seu capital (recebendo juros). ECONOMIA PLANIFICADA CENTRALMENTE Esse tipo de organização econômica é típico dos países socialistas, em que pre- valece a propriedade estatal dos meios de produção. Nesse tipo de sistema as questões de "o que", "com o" e "para quem" produzir não são resolvidas de maneira descentrali- zada, via mercados e preços, m as pelo planejamento central em que a maior parte das decisões de natureza econômica são tomadas pelo Estado. A ação governamental se faz presente através de um órgão central de planeja- mento, a quem cabe elaborar os planos de produção de todos os setores econômicos. Tais planos são elaborados a partir de um levantamento não só das necessidades a se- rem atendidas como também dos recursos e técnicas disponíveis para a produção, a fim de dimensionar o que cada empresa, seja ela agrícola, comercial ou industrial, pode re- almente produzir. Identificadas às disponibilidades existentes, fixam-se a s metas de produção, ou seja, as quantidades a serem produzidas de cada bem procurando, na medida do possí- vel, atender as necessidades de consumo da sociedade. Equaciona -se, desta forma, a questão "o que e quanto" produzir. Cabe, da mesma forma, ao órgão de planejamento determinar os processos de produção a serem utilizados. O Poder Central distribui não só as tarefas do plano, mas também os meios de produção, tanto materiais como financeiros. O órgão central de pla- nejamento determina como designar a produção às diferentes fábricas e esforça-se para que cada fábrica tenha os fatores de produção necessários para poder obter a quantidade exigida. Fica então resolvida a questão " como" produzir. A questão "para quem" produzir, que trata da maneira pela qual a produção total de bens e serviços será distribuída entre o s indivíduos é também resolvida pelo órgão de planejamento, a quem cabe determinar os salários dos diferentes tipos de profissão. 14 Nesse tipo de economia, existe um "sistema de preços" que são meros recursos contá- beis que ajudam a controlar a eficiência com que os produtos são produzidos. Assim, caso alguma empresa que esteja produzindo de maneira ineficiente acusará "prejuízo financeiro". Caso contrário, surgirá o "excedente". ECONOMIA MISTA Nos sistemas de economia mista, uma parte dos meios de produção pertence ao Estado (empresas públicas) e a outra parte pertence aos setores privados (empresas privadas). Na realidade, as organizações econômicas descritas anteriormente (Economia de Mercado e Economia de Planejamento Central) nunca existiram em sua forma mais pura. O que se observa nos diversos países é uma mescla desses dois sistemas que ora se aproxima d e um tipo de organização, ora do outro, conforme o grau de participa- ção do Estado na economia. Nesse tipo de sistema, cabe ao Estado a orientação e con- trole de muitos aspectos da economia. Para tanto, ele se utiliza das empresas públicas e de outros instrumentos, tais como a legislação, a tributação, o orçamento governamental, etc. O Estatuto jurídico da empresa pública e da sociedade de economia mista(Lei 13.303/2016) estabele: A sociedade de economia mista poderá solucionar, mediante ar- bitragem, as divergências entre acionistas e a sociedade, ou entre acionistas controlado- res e acionistas minoritários, nos termos previstos em seu estatuto social. O Que Produzir? Em um sistema de economia mista, em que existe propriedade privada d os meios de produção, o Estado não pode determinar ao empresário o que produzir. O Estado não pode, por exemplo, determinar a um agricultor que plante arroz e m vez de milho, ou a um industrial que produza tecidos em vez de calçados. Pode, entretanto, influir indireta- mente para resolver a questão “o que” produzir. O Estado pode, por exemplo, através da tributação, sinalizar aos produtores aquilo que deve ser produzido. É o caso de isenção ou mesmo de redução de impostos e m 15 alguns setores (indústria automobilística, por exemplo) e a concessão de incentivos fis- cais em outros. Outro instrumento é o controle do crédito. Por exemplo, crédito subsidiado para algumas atividades, com a finalidade de es- timulá-las. Outra maneira de o Estado intervir é através de suas empresas públicas, que se destinam a produzir bens e serviços necessários à coletividade e que o setor privado não se interessa ou não tem condições de explorar um a vez que exigem elevados inves- timentos e apresentam retorno lento (saneamento básico, transporte, energia, etc.) Não obstante a intervenção do Estado na economia, os produtores numa economia mista, ao decidirem “o que produzir” seguem, também, as indicações fornecidas pelo sistema de “preços”. Como produzir? A questão “como produzir” em um sistema misto é solucionada distintamente, con- forme se enfoque o setor público ou o setor privado da economia. A nível do setor público, essa questão é resolvida de acordo com o planejamento governamental em que o impor- tante não é a obtenção de lucros, mas o atendimento adequado das necessidades da coletividade. No âmbito do setor privado, a questão é solucionada de acordo com a con- corrência. Para Quem Produzir? Nos sistemas de economia mista a questão distributiva é resolvida, em geral pelo sistema de preços. Entretanto, aos detentores de renda mais baixa o Estado oferece ensino gratuito, assistências médicas, jurídica, além de outros serviços a que essa ca- mada da população não tem acesso. Além disso, o Estado procura criar mecanismos que garantam às pessoas o recebimento de uma renda que lhes permita satisfazer suas ne- cessidades básicas. Por exemplo, a criação do seguro desemprego e o estabelecimento de salário mínimo. FUNDAMENTOS DA MICROECONOMIA E DA MACROECONOMIA Sendo a teoria económica baseada no comportamento do homo economicus, fa- zendo assim uso do individualismo metodológico, a macroeconomia surge como uma 16 espécie de exceção na medida em que o seu estudo tem como objeto os comportamen- tos agregados, ou comportamentos de conjuntos classificados de agentes. O ponto de partida deixa de ser o indivíduo ainda que isso não signifique o abandono do princípio da racionalidade individual. Alguns economistas, defensores das posições da escola clássica, insistiram e in- sistem que a macroeconomia deve ser fundamentada com rigor no comportamento dos agentes individuais. Ainda que seja impossível agregar as funções de preferência indivi- duais para obtermos representações coletivas, estes economistas insistem na dependên- cia de análises agregadas do estudo dos comportamentos individuais, ou microeconómi- cos. Devemos assim estudar alguns dos pontos essenciais à fundamentação microeco- nómica da macroeconomia. O objetivo da macroeconomia é a formação e a distribuição de produto e renda pela atividade econômica. É o chamado fluxo circular da renda. Porém é correto afirmar que: Em uma economia simplificada, de dois setores, os agentes econômicos são as empresas e as famílias Começaremos por chamar a atenção que a “descoberta” desta fundamentação tem já uns bons anos, estudaremos depois a representação microeconómica da oferta de trabalho e a sua passagem ao plano macroeconómico e ainda a representação das escolhas de consumo de um indivíduo que vive dois períodos. Apesar de os economistas, como todos os “consumidores”, serem arrastados pela moda não devemos esquecer o contributo histórico dos antigos autores. O primeiro economista a procurar fazer uma re- presentação unificada da microeconomia e da macroeconomia foi o polaco Michael Ka- lecki (1899-1970). Os seus principais contributos acabaram por ser escritos em (Cambridge) Ingla- terra que o acolheu no seu exílio. Este autor procurou apresentar a repartição macroeco- nómica de rendimentos a partir da teoria microeconómica dos preços. No entanto a sua influência não foi grande uma vez que a sua teoria dos preços se baseava na hipótese de os mercados característicos da economia capitalista serem oligopolistas. As suas simpatias marxistas também não o favoreceram junto dos autores mais ortodoxos. Recentemente, alguns autores da escola dos noviclássicos (new classical) 17 chegaram a negar a existência de uma disciplina autónoma como a macroeconomia. Es- tes autores procuram fundamentar os comportamentos agregados nos comportamentos do indivíduo, como já dissemos acima. Mas estes autores têm encontrado muitas dificul- dades em conseguirem que os seus modelos reproduzam os dados concretos das eco- nomias. As análises e notícias que aparecem na mídia, pela sua frequência e importância, fazem parte de nosso cotidiano. Assim, as pessoas e as empresas, que sabem que são afetadas pelas variáveis, se interessam e realizam suas próprias avaliações sobre os cenários macroeconômicos e suas realidades podem ser influenciadas pelas variáveis. Os meios de comunicação, por exemplo, noticiam o comportamento das variáveis da se- guinte forma: Renda Nacional (PIB): quando um determinado jornal noticia qual o valor do PIB no último trimestre e qual seu crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior; revela quanto de riqueza foi gerada no país. Produto Interno Bruto (PIB) e de Produto Nacional Bruto (PNB) são duas medidas de grande importância para se conhecer a atividade agregada da economia. PIB mede a renda dos fatores de produção dentro das fronteiras nacionais, não importando quem obtenha a renda. PNB é o valor total da renda que os residentes recebem num determinado período de tempo. Taxa de Desemprego: quando um determinado apresentador de telejornal anun- cia a magnitude da taxa de desemprego e se essa taxa é maior ou menor do que a do mesmo período do ano anterior; mostra, de forma agregada, quantas pessoas no país estão, involuntariamente, sem emprego. Inflação: Quando uma revista faz uma matéria sobre as razões pelas quais a in- flação está se elevando; revela que os preços, em todo o país, estão aumentando e pro- cura explicações para esse fato. Percebemos que o entendimento das variáveis macroeconômicas, além de estar presente n o cotidiano de uma parcela significativa da população, também é importante 18 para as decisões tomadas pelos Administradores nas empresas, h aja vista que as orga- nizações atuam em um ambiente no qual as variáveis macroeconômicas as influenciam tomar de cisões em relação ao reajuste de seus preços, à compra de seus insumos e à aplicação de seu caixa. Dessa forma, entender as variáveis macroeconômicas afeta a maneira como os gestores conduzem suas organizações. ÊNFASE NO FLUXO DE CAIXA O contador na empresa tem em suas mãos todos os dados para poder transformá- los em informações, tais informações dão parâmetro para o administrador financeiro con- duzir a empresa. “A função principal do contador é desenvolver e fornecer dados para medir o desempenho da empresa, avaliar sua posição financeira e pagar impostos. Baseando-se em certos princípios padronizadose geral- mente aceitos, o contador prepara as demonstrações financeiras, que re- conhecem as receitas no momento da venda e as despesas, quando in- corridas.” Gitman 2002, pag. 12) O administrador deve manter caixa para manter a empresa e fazer que a mesma honrar seus compromissos do dia-a-dia. “O administrador financeiro, por outro lado, enfatiza o fluxo de caixa, ou seja, entradas e saídas de caixa. Ele mantém a solvência da empresa da empresa, analisando e planejamento o fluxo de caixa para satisfazer as obrigações e adquirir os ativos necessários ao cumprimento dos objetivos da empresa. O administrador adota o regime de caixa para reconhecer as receitas e despesas que efetivamente representam entradas e saídas de caixa. O administrador financeiro deve enxergar além das demonstrações financeiras, para poder detectar os problemas atuais ou os potenciais.” Gitman (2002, pag. 12) CONTEXTO DOS SISTEMAS FINANCEIROS EMPRESARIAIS Qualquer negócio, grande ou pequeno, pode ser descrito como um sistema de relações financeiras e de movimentos de caixa acionados por decisões administrativas. Como o propósito básico é o valor da atividade empresarial estão na geração de fluxos monetários, devemos entender, em termos gerais, como funciona a dinâmica do sistema 19 empresarial. Além disso, temos que relacionar os vários conceitos analíticos e as ferra- mentas com o sistema empresarial. Helfert (2000) Ainda segundo Helfert, as três avaliações conceituais para entendimento do con- texto e o significado da análise financeira: • Uma representação gráfica do sistema empresarial, mostrando as relações e a dinâmica das três áreas básicas de decisão de administração: Decisões de investimento. Decisões operacionais. Decisões de financiamento. • Uma perspectiva abrangente da natureza e do significado das informações fi- nanceiras publicadas e de suas relações com o sistema empresarial: Balanços patrimoniais. Demonstrativos de resultado (lucro). Demonstrativos de fluxo de caixa (fluxo de fundos). • Uma avaliação geral dos processos analíticos principais usados para interpre- tar o desempenho do sistema empresarial, agrupados pelos pontos de vista analíticos mais importantes: Diagnóstico Financeiro Empresarial. Sistema empresarial As decisões diárias tomadas pelos administradores, de uma forma ou de outra, geram impacto nos recursos que eles controlam dentro de um inter-relacionamento dinâ- mico. Decisões causam movimentos de recursos de vários tipos, os quais, em última instância, resultam em mudanças no padrão de fluxo de caixa do negócio. O processo pode envolver alguns passos intermediários antes que os movimentos de dinheiro ocor- ram, mas aumentos ou reduções de caixa sempre decorrerão de algumas decisões to- mada. Em um negócio próspero, o resultado das origens e aplicações de caixa, ao longo do tempo, gera padrões de fluxo de caixa positivos, que conduzem à formação desejada do valor econômico e da viabilidade a longo prazo. Helfert (2000) 20 Deste modo pode-se observar que o critério utilizado para a avaliação econômico- financeira de investimentos que levam em conta o valor do dinheiro no tempo é o Fluxo de caixa descontado. Decisões Operacionais As estratégias e as decisões-chave devem enfocar a utilização efetiva dos capitais investidos. Isso requer selecionar o mercado-alvo e fixar políticas adequadas de preços e serviços que sejam competitivas para satisfazer as necessidades dos clientes e que se baseiem nas competências essenciais da empresa. “As operações do negócio devem ser executadas a um custo eficiente e mantidas como tal para obter sucesso sobre a concor- rência. ” Helfert (2000, pag. 25) NATUREZA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Para aplicar os conhecimentos adquiridos com a avaliação conceitual do sistema empresarial, tem que procurar por informações que: • Permitirão que o administrador identifique a condição financeira e os resultados operacionais do negócio. • Ajudarão a entender os padrões de fluxo de capital em condições mais espe- cíficas. No processo de análise econômico-financeiro, uma grande variedade de dados formais ou informais é normalmente revisada e testada conforme sua relevância em relação ao propósito específico da análise. Tal conjunto de demonstrações, normalmente com periodicidade anual, contém balanço patrimonial, demonstração de resultados e demonstração de fluxo de caixa. Con- siderando que demonstrativos financeiros são a fonte de muitos esforços analíticos, te- mos que entender primeiro a natureza, a abrangência e as limitações deles antes que possamos usar os dados e observações, daí derivados, para nossos julgamentos analí- ticos. Demonstrativos financeiros refletem os efeitos cumulativos de todas as decisões administrativas passadas. Porém, eles envolvem uma considerável ambiguidade. Os resultados da contabilidade financeira publicados, em grande parte, abertos à interpretação especialmente do analista busca entender o desempenho econômico da empresa e a base para avaliar os resultados. Helfert (2000) 21 Balanço Patrimonial É a demonstração que apresenta todos os bens e direitos da empresa (Ativo), assim como as obrigações (Passivo Exigível) em determinada data. A diferença entre Ativo e Passivo é chamada Patrimônio Líquido e representa o capital investido pelos pro- prietários da empresa, quer através de recursos trazidos de fora da empresa, quer gerado por esta em suas operações e retidos internamente. “O Balanço Patrimonial, preparado a partir de uma data específica, registra as categorias e quantias de ativos empregados pelo negócio e as obrigações devidas aos financiadores e proprietários. Também chamado de demonstração da condição financeira ou demonstração da posição fi- nanceira, o balanço sempre tem que igualar, por definição, o valor regis- trado dos recursos totais investidos naquele período (ativos) com as obri- gações exigidas e patrimônio líquido (passivos) que sustentam esses re- cursos. ” Helfert (2000, pag. 30) O passivo Exigível e o Patrimônio Líquido mostram a origem dos recursos que se acham investidos no Ativo. Especificamente, o Patrimônio Líquido não representa nada de concreto. Quando a empresa é constituída, os sócios entregam-lhe determinado Ca- pital representado por dinheiro ou bens. Nesse momento, a empresa possui apenas esses bens e o numerário que recebeu dos sócios. Matarazzo (1998) “Os passivos exigíveis são obrigações específicas que re- presentam direitos dos financiadores sobre os ativos do negócio e têm prioridade de re- embolso em relação aos proprietários. O patrimônio líquido registrado, com efeito, repre- sentam uma quantia residual dos proprietários, sobre os ativos remanescentes, após subtraídas todas as obrigações exigíveis. ” Helfert (2000) Ainda segundo Helfert (2000), as categorias principais de ativos, ou de fundos aplicados, são: • Ativos circulantes (bens e direitos que possuem um giro que acompanha o curso normal do negócio, dentro de um período de um ano, tais como, caixa, títulos negociáveis, contas a receber e estoques). • Ativos fixos (como terrenos, recursos minerais, edifícios, equipamentos, ma- quinaria e veículos), que possuem uma vida útil maior que um ano. • Outros ativos, tais como marcas, patentes e vários outros itens intangíveis. 22 As fontes principais dos fundos obtidos são: • Passivos circulantes, que são obrigações para com fornecedores, agências go- vernamentais de impostos e tributos, empregados e financiadores, a serem sal- dadas dentro de um ano. • Passivos exigíveis a longo prazo, que são uma variedade de instrumentos de dívida pagos além do período de um ano, tais como títulos de dívida, emprés- timos e hipotecas. • Patrimônio líquido que representa a quantia líquida registrada de capitais for- necidospor várias classes de proprietários do negócio, como também os lucros retidos após a distribuição de dividendos. Os balanços patrimoniais são instrumentos estáticos, como uma fotografia, pois refletem as condições da empresa na data de sua elaboração. Eles também são cumu- lativos, porque representam os efeitos de todas as decisões e transações que acontece- ram desde o começo do negócio e foram sendo atualizados até a data do último balanço apurado. Área de Decisão Gerencial 23 24 Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) A demonstração do resultado do exercício mede desempenho ao longo de um dado período, ou seja, entre dois instantes. A Demonstração do Resultado do Exercí- cio(DRE) é uma demonstração dos aumentos e reduções causados no Patrimônio Lí- quido pelas operações da empresa. Todas as receitas e despesas se acham comprometidas na Demonstração do Re- sultado, segundo uma forma de apresentação que as ordena de acordo com a sua natu- reza, sendo um resumo do movimento de certas entradas e saídas no balanço, entre duas datas, fornecendo informações significativas sobre a empresa. Matarazzo (1998). Ainda seguindo as ideias de Matarazzo (1998), a Demonstração do Resultado retrata apenas o fluxo econômico e não o fluxo monetário (fluxo de dinheiro). Para a Demons- tração do Resultado não importa se uma receita ou despesa tem reflexos em dinheiro, basta apenas que afete o Patrimônio Líquido. 25 “A demonstração de resultado de exercício reflete o efeito das decisões operacionais da administração sobre o desempenho empresarial e o lucro ou pre- juízo contábil resultante para os proprietários do negócio em um período específico de tempo. O demonstrativo de resultado é, assim, um suplemento necessário ao balanço patrimonial, pois explica o componente principal de mudança na conta do patrimônio líquido e fornece uma variedade de informações para avaliação de de- sempenho. ” Helfert (2000, pag. 47) Demonstração do resultado do exercício: 26 Demonstrativo do Fluxo de Faixa O demonstrativo que concentra os resultados operacionais concorrentes e as con- sequentes mudanças no balanço patrimonial é o demonstrativo do fluxo de caixa, ou de- monstrativo de fluxo de fundos. Ele nos fornece um quadro dinâmico das últimas mudan- ças no caixa, que constituem o resultado das decisões combinadas feitas durante um determinado período. Helfert (2000) 27 “O demonstrativo oferece, pois, uma avaliação imediata do im- pacto combinado sobre o caixa provocado pelas decisões da administra- ção durante o período. O demonstrativo permite julgar a grandeza e as relações desses movimentos de caixa, tais como a habilidade da empresa de financiar as necessidades de investimento mediante resultados opera- cionais, a grandeza e conveniência de mudanças nos financiamentos e movimentos desproporcionais nas necessidades de capital de giro. ” Hel- fert (2000, pag. 36) 1.8.3.1. Demonstração do Fluxo de Caixa 28 ABORDAGEM ANALÍTICA Na Economia as questões são tratadas sob dois prismas: o primeiro diz respeito às explicações e previsões dos fenômenos econômicos relacionados ao comportamento d os agentes econômicos (abordagem positiva) e o segundo se relaciona com a s suges- tões de como deveria ser a realidade econômica, quase sempre esta abordagem está associada à formulação de políticas públicas (abordagem normativa). Exemplos: Positiva: Normalmente, quando o preço de um bem se eleva, a demanda por ele diminui. 29 Normativa: Para que os preços de um determinado bem, cuja necessidade seja alta pelos seus consumidores (ex: remédios para AIDS) não se eleve e m excesso, é preciso colocar um valor máximo tabelado pelo Governo. A TOMADA DE DECISÃO A Microeconomia estuda a tomada de decisão pelos agentes econômicos e seus efeitos sobre os mercados e sobre a economia como um todo. De forma que esta matéria pode sobremaneira auxiliar na gestão da s organizações. Assim, diversos aspectos da microeconomia permeiam o dia-a-dia dos gestores e das escolhas que eles precisam realizar. No que diz respeito à Microeconomia> I. A receita marginal de uma empresa competitiva é igual a seu preço, enquanto a do monopólio é menor que seu preço. II. A relação direta entre a quantidade ofertada de um bem e o preço desse bem deve-se ao fato de que, coeteris paribus, um aumento no preço de mercado eleva a rentabilidade das empresas, estimulando-as a elevar a produção. III. A relação entre a oferta de um bem e o custo dos fatores de produção é negativa. Uma elevação desses custos deve provocar, coeteris paribus, uma retração dessa oferta. IV. Em mercados competitivos, as firmas têm lucro econômico nulo no longo prazo. Assim, o preço é igual ao custo médio de longo prazo e ao custo marginal na concorrência perfeita. V. Em um mercado livre, os preços tendem a se mover até o nível de equilíbrio. Dessa forma, entendendo a sistemática dos comportamentos dos agentes econô- micos e desenvolvendo modelos analíticos que nos ajudem a interpretá-los, a Microeco- nomia se coloca como um conjunto de conhecimentos que pode servir como base nas decisões organizacionais. 30 A Macroeconomia, normalmente, serve d e modelo d e análise e de base para decisões de política econômica, tomada pelos gestores dos Governos. Tais políticas ma- croeconômicas possuem alguns objetivos, tais como: Pleno Emprego: o s governos ge- ralmente perseguem o pleno emprego dos recursos da economia, principalmente, em relação ao emprego dos trabalhadores. Estabilidade de Preços: a economia que não apresenta uma certa estabilidade dos preços, como foi o caso do Brasil em época recente, imprime a seu povo uma carga pesada de perda de valor de seus ganhos, principalmente na população mais pobre. Distribuição de Renda: a busca por melhores condições de vida para a popula- ção em países como o Brasil deve ser uma constante e passa, necessariamente, pela distribuição mais justa de renda. As políticas conduzidas pelos Governos, que buscam os resultados apresentados anteriormente, o fazem através das chamadas políticas fiscal, monetária e cambial. Nes- ses casos, o s tomadores de decisões de política ou os Policy Makers, lançam mão de diversos instrumentos, tais como: ANÁLISE MACROECONÔMICA A Macroeconomia aborda as questões econômicas dividindo-as em duas partes distintas, porém interligadas, a saber: a parte real e a parte monetária. Nessa divisão são estudados os seguintes mercados: de bens e serviços, de tra- balho, financeiro e cambial. Nesses mercados é estudada a determinação de inúmeras variáveis importantes para a Economia de um país, como no quadro a seguir. 31 Considerando o mercado de bens e serviços, a Macroeconomia procura dimensi- onar a produção de todos os bens e serviços do país, e para isso agrega todo o valor da produção n o produto nacional. Os preços de forma geral também são estudados e re- metem ao cálculo do nível de inflação no país. No mercado de trabalho, o estudo da Macroeconomia se detém na questão da quantidade de trabalhadores no país que querem estar empregados, mas não conse- guem vagas (nível de desemprego). Nos mercados financeiros, a macroeconomia se pre- ocupa com a quantidade de moeda necessária às transações comerciais e sua influência em outras variáveis, com o por exemplo, nos preços dos bens. Neste mercado também é determinada a taxa de juros. Na Economia existem agentes que emprestam dinheiro e outros que buscam os empréstimos, esta é a dinâmica no mercado de títulos que representa as dívidas, tais como: títulos do governo, duplicatas, ações, debêntures, etc. No mercado cambial, a Ma- croeconomia se interessa pelo valor da taxa de câmbio, ou seja, pela relação entre a moeda nacionale uma determinada moeda estrangeira. Além do valor do câmbio, é importante a análise sobre sua determinação e a in- fluência que este tem sobre variáveis importantes como o agregado das importações e exportações do país, ou sobre a s reservas de divisas, ou seja, quanto o país possui de moeda estrangeira no Banco Central. Nas economias modernas, há ocasiões nas quais as empresas podem não ofere- cer bens e serviços, porque não conseguem cobrar por eles um preço adequado. Isso justifica a presença dos governos em substituição às empresas na produção daqueles bens e serviços. 32 I. Ninguém pode ser excluído na possibilidade de desfrutar um bem público. II. Bens públicos são não rivais e não exclusivos no consumo. III. Os mercados privados não conseguem oferecer eficientemente um bem público, como um programa para eliminar mosquitos. PLANEJAMENTO FINANCEIRO Primeiramente é necessário compreender o significado dos termos planejamento e financeiro. Segundo o dicionário Michaelis (2009), planejamento é a determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los; também é entendido como a planificação de serviços e dos re- cursos para alcançá-los. Enquanto o termo financeiro é definido como o que trata de finanças, ou seja, re- lativo à circulação e gestão de dinheiro e de outros recursos líquidos. Para tomar decisões corretas é necessário que exista um planejamento bem elaborado, pois de acordo com Maximiano (2007), o processo de planejamento é a ferramenta para administrar as rela- ções com o futuro. Então, para ter sucesso empresarial, o administrador deve ter consciência das mu- danças existentes no mercado e estar alerta a tudo o que acontece ao seu redor, para que dessa forma se torne competitivo e não cometa enganos. O mesmo autor afirma que o planejamento é o percurso que a empresa deverá seguir para atingir seus objetivos. Para Machado (2008, p. 13), a finalidade do planejamento financeiro pode ser en- tendida como: Assessorar o cliente na tomada de decisão e propiciar uma gestão mais eficaz. Consiste na análise do desenvolvimento financeiro de projetos e empresas, con- cluindo o detalhamento da estrutura de receitas, custos e despesas. Compreende desenvolvimento de ferramentas de apoio tais como: planos orça- mentários e modelo de precificação. Sem um bom planejamento financeiro diminuem as chances de a empresa apresentar sucesso ou ser competitiva, pois ao não conhecer bem suas finanças não saberá utilizá-las de maneira estratégica. Segundo Ross (1998, p.82), o “planejamento financeiro formaliza a maneira pelo qual os objetivos financeiros podem ser alcançados. Em visão mais sintetizada, um plano financeiro significa uma declaração 33 do que a empresa deve realizar no futuro”. O planejamento dá a empresa bases sólidas do que ela deve fazer caso haja imprevistos. O Planejamento financeiro serve como um norteador das atividades da organiza- ção, com a intenção de atingir seus objetivos de curto e longo prazo. O planejamento financeiro envolve o orçamento de caixa e a projeção dos demonstrativos financeiros. O gestor financeiro elabora o orçamento de caixa com o objetivo de se ter conhecimento dos déficits de caixa e providências de captação de recursos a curto prazo. Através desse planejamento é estabelecida a maneira para alcançar os alvos fi- nanceiros da instituição. Para ter um bom desempenho, a organização deve planejar com inteligência suas finanças, a fim de se preparar para o previsto e o inesperado, pois o setor financeiro é muito instável. Ainda sobre o assunto, de acordo com Gitman (2002, p.18): O objetivo do negócio e do administrador financeiro é maximizar a riqueza dos acionistas ao longo do tempo. Nesse sentido, observa-se a importância de um planejamento financeiro bem feito, prin- cipalmente a constituição de orçamentos bem estruturados, encadeados com os objeti- vos que a empresa se propõe a conquistar. Gitman (2002, p. 588) também ensina que o planejamento financeiro “é um as- pecto importante para o funcionamento e sustentação da empresa, pois fornece roteiro para dirigir, coordenar e controlar suas ações na consecução de seus objetivos”. O prin- cipal objetivo da empresa é a lucratividade, porém existem outros objetivos importantes como a taxa desejável de retorno de capital, a participação de mercado e a obtenção de recursos financeiros. Se houver um bom planejamento, os gestores ficam motivados a alcançar os resultados traçados, contribuindo para o crescimento da organização. Sem capital que atenda às necessidades da empresa, seja para financiar seu cres- cimento ou para atender às operações do dia-a-dia, não se pode desenvolver e testar novos produtos, criar campanhas de marketing, entre outros aspectos. Gitman Lawrence J.. Princípios de administração financeira. Harbra, 2002 (com adaptações). 34 Por este motivo, as decisões financeiras devem ser tomadas em conjunto com as demais unidades organizacionais, apesar de o departamento de finanças possuir grande poder em uma organização que visa maximização de lucros. Segundo Machado (2008), o desempenho da empresa depende do seu plano fi- nanceiro, pois o maior problema encontrado é exatamente no setor de finanças que, mui- tas vezes, não possui colaboradores qualificados para gerenciar o departamento. As de- cisões a serem tomadas devem ser avaliadas com certa antecedência, pois não são sim- ples nem fáceis de serem implantadas, ou seja, exige competência dos responsáveis pela área para que a empresa não seja prejudicada futuramente. É necessário que haja flexibilidade, a fim de que, no inesperado, existam estraté- gias alternativas para substituir os planos existentes, de forma que a instituição possa recorrer aos meios sucessivos, caso o plano principal não ocorra da maneira esperada. Sobre o assunto Lemes Júnior, Rigo e Cherobim (2002, p. 243), explicam: O planeja- mento financeiro direciona a empresa e estabelece o modo pelo qual os objetivos finan- ceiros podem ser alcançados. Um plano financeiro é, portanto, uma declaração do que deve ser feito no futuro. Em sua maioria, as decisões numa empresa demoram bastante para serem implantadas. Numa situação de incerteza, isso exige que as decisões sejam analisadas com grande antecedência. Conforme Iale (2012), para obter sucesso nas operações da empresa, o planeja- mento financeiro deve ter fundamentação na realidade da organização, de maneira que corresponda ao seu planejamento estratégico. Devem-se identificar as raízes dos recur- sos, despesas e liquidez geradas pelo patrimônio, analisando a compatibilidade com as necessidades atuais e futuras. Segundo Gitman (1997, p. 588) o planejamento financeiro pode ser entendido como: [...] um dos aspectos importantes para o funcionamento e sustentação de uma empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar suas ações na conse- cução de seus objetivos. Dois aspectos-chave do planejamento financeiro são o plane- jamento de caixa e de lucros. 35 O primeiro envolve o planejamento do orçamento de caixa da empresa; por sua vez, o planejamento de lucros é normalmente realizado por meio de demonstrativos fi- nanceiros projetados, os quais são úteis para fins de planejamento financeiro interno, como também comumente exigido pelos credores atuais e futuros. Um planejamento efi- ciente deve prever o que poderá acontecer, caso o esperado não ocorra, para evitar frus- trações na empresa. Devem-se levar em consideração alguns aspectos importantes no planejamento, para que esse seja desenvolvido de maneira eficiente. Na figura a seguir pode-se visua- lizar um modelo de processo de planejamento financeiro e processo de controle. Ele é composto por etapas com os objetivos e metas de planejamento em longo prazo, tais como: demandae participação de mercado, previsão de vendas de curto e longo prazo, estratégias, políticas da empresa e demonstrações financeiras projetadas. 36 Na figura acima constata-se a combinação dos orçamentos que resultará nas de- monstrações financeiras projetadas. Dessa forma, a empresa pode prever uma ocorrên- cia futura e planejar antecipadamente. Grodiski (2008) afirma que o planejamento deve ser feito em todas as áreas da empresa, porém as atividades da área financeira merecem uma atenção mais do que especial, pois uma gestão financeira bem elaborada torna-se um fator de extremo su- cesso. É necessário traçar um orçamento que definirá as condições de trabalho com es- timativas de vendas, custo de aquisição da matéria-prima, contratação da mão de obra, enfim, dos custos que são exigidos às empresas, pois o planejamento financeiro deter- mina as diretrizes de mudanças numa empresa. É importante estabelecer metas e motivar a organização. Deve haver interação entre as decisões de investimento e financiamento para que o plano seja bem desenvol- vido, pois em um mundo de incertezas, a empresa pode passar por mudanças de condi- ções, que muitas vezes surgem como surpresas. Através do planejamento, a administra- ção da empresa deve acompanhar as mudanças necessárias e, se possível, rever as metas estabelecidas. Collins (2001) afirma que a maioria das organizações define a elaboração do or- çamento como algo que existe para decidir quanto alocar a cada atividade, gerenciar custos, ou ambos simultaneamente. Para esse autor, a elaboração do planejamento financeiro das empresas é uma disciplina para decidir quais campos devem receber investimentos totais e quais não de- vem receber investimento algum. Ou seja, as instituições não exploram de maneira cor- reta o potencial do planejamento financeiro, ele pode influenciar nas estratégias da em- presa, tornando-a mais competitiva. Segundo Braga (1992, p. 230), “o planejamento financeiro corresponde à progra- mação avançada de todos os planos da administração financeira e a integração e coor- denação desses planos com os planos operacionais de todas as áreas da empresa”. O plano financeiro tem relação com todas as atividades desenvolvidas pela organização. Gitman (1997, p. 588) relata que “o processo de planejamento financeiro se inicia com a projeção de planos financeiros a longo prazo, ou estratégicos, que por sua vez 37 direcionam a formulação de planos e orçamento operacionais a curto prazo”. Dessa forma, entende-se que pode ser desenvolvido e realizado em duas etapas: curto prazo (operacional) e longo prazo (estratégico). O planejamento financeiro utiliza algumas fer- ramentas fundamentais que são apresentadas na sequência, são elas: fluxo de caixa e capital de giro, longo prazo e curto prazo. FLUXO DE CAIXA E CAPITAL DE GIRO O fluxo de caixa permite uma análise sobre a tomada de decisão sobre folga de recursos ou necessidade de investimentos, pois demonstra a situação em que a empresa se encontra momentaneamente. Sá (2008, p.11) define o fluxo de caixa como sendo “o método de captura e registro dos fatos e valores que provoquem alterações no saldo de caixa e sua apresentação em relatórios estruturados, de forma a permitir sua compreen- são e análise”. Por sua vez, Gitman (1997, p. 586) afirma que o fluxo de caixa é: [...] a espinha dorsal da empresa. Sem ele não se saberá quando haverá recursos suficientes para sus- tentar as operações ou quando haverá necessidade de financiamentos bancários. Em- presas que necessitem continuamente de empréstimos de última hora poderão se depa- rar com dificuldades de encontrar bancos que as financiem. O fluxo de caixa deve ser controlado pelo gestor, a fim de que evite os problemas com liquidez, pois é o levanta- mento de entradas e saídas de recursos da empresa. O capital de giro refere-se a ativos e passivos de curto prazo da organização, como os estoques e pagamentos a fornece- dores, respectivamente. Ross (1995, p. 359) apresenta que o capital de giro tem como finalidade a minimi- zação dos ativos não lucrativos da empresa, como estoque e duplicatas a receber, e aumentar “o uso de crédito grátis, como pagamentos recebidos dos clientes, salários pro- visionados e duplicatas a pagar. Essas três fontes de fundos são gratuitas para a em- presa, no sentido de que não acarretam cobrança explícita de juros”. Se as entradas forem maiores do que as saídas de caixa na empresa, a necessidade de capital de giro fica restrita e o fluxo de caixa tem mais importância nesse contexto. 38 PLANEJAMENTO FINANCEIRO - LONGO PRAZO O planejamento financeiro deve ser iniciado com a criação de um planejamento de longo prazo, pois, como o próprio nome aponta, trata de um conjunto de planos de ações que necessitam de um tempo relativamente grande para serem implantados. Esse pro- cesso é parte integrante do planejamento estratégico da empresa e, consequentemente, servirá para a formulação de planos de curto prazo. Sobre os planos financeiros de longo prazo, esclarece Gitman (1997, p. 588), que: [...] são ações projetadas para um futuro distante, acompanhado da previsão de seus reflexos financeiros. Tais planos tendem a cobrir um período de dois a dez anos, sendo comumente encontrados em planos quinquenais que são revistos periodicamente à luz de novas informações significativas. As ações dos planos a longo prazo não se materia- lizam de imediato, os resultados são futuros. Periodicamente é necessário se fazer aná- lises desses planos, pois às rápidas mudanças no mercado podem influenciar ou não no planejamento proposto. Os planos a longo prazo, segundo Gitman (1997, p. 588), “focalizam o dispêndio de capital, atividades de pesquisa e desenvolvimento, ações de marketing e de desen- volvimentos de produtos, estrutura de capital e importantes fontes de financiamentos”. Desta forma, eles ajudam a dispor as alternativas, priorizar objetivos e oferecer uma boa direção à instituição. A principal origem da ocorrência de obstáculos e falências das empresas é a falta de um bom planejamento financeiro de longo prazo. Se eles não são bons ou até mesmo não existem para orientar os planos de curso prazo, a empresa vai seguir sem um pro- pósito certo e, desta forma, pode ocorrer sua decadência. Planejamento financeiro - curto prazo Para Gitman (1997, p. 588) “os planos financeiros a curto prazo são ações plane- jadas para um período curto (de um a dois anos) acompanhado da previsão de seus reflexos financeiros”. Sendo assim, a maior diferença entre o planejamento de curto prazo e o planejamento de longo prazo são os seus respectivos períodos de tempo. Ross (1998, p. 609) afirma que “as finanças a curto prazo consistem em uma análise das decisões 39 que afetam os ativos e passivos circulantes, com efeitos sobre a empresa dentro do prazo de um ano”. Segundo Cruz Junior (1998), pelo fato do orçamento ser um planejamento e con- trole a curto prazo, ele possibilita a definição de objetivos a serem alcançados e execu- tados em um período próximo oferecendo, desta maneira, um meio de coordenação das atividades comuns. Para Brealey (1992, p. 839): O planejamento financeiro a curto prazo preocupa-se com a gestão do ativo a curto prazo, ou circulante, e do passivo de curto prazo da em- presa. Os elementos mais importantes do ativo são as disponibilidades, os títulos nego- ciáveis, as exigências e as contas a receber. Os elementos mais importantes do passivo de curto prazo são empréstimos bancários e as contas a pagar. A diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante de curto prazo é chamado de fundo de manejo. As decisões financeiras de curto prazo estão relacionadas aos ativos e passivos de curta duração. São decisões fáceis de serem tomadas e simples de serem desfeitas, pois não são tão complexas quanto às de longoprazo. Isso não significa que são consi- deradas menos importantes na empresa. Gitman (1997, p. 588) afirma que as principais metas do planejamento financeiro a curto prazo “é a previsão de vendas juntamente com os dados operacionais e financei- ros. Como resultado da análise do planejamento a curto prazo têm-se como mais impor- tantes os orçamentos operacionais, orçamento de caixa e demonstrações financeiras”. A partir da previsão de vendas é possível criar planos de produção, nos quais torna-se possível constatar a matéria-prima e a mão de obra necessárias para produção, o tempo de produção de cada produto e/ou serviço, despesas de fábricas ou operacio- nais. Ao final dos planos de produção a empresa tem dados para estimar a demonstração do resultado e o orçamento de caixa. Já o planejamento financeiro empresarial de longo prazo resulta de um processo organizado em que devem ser consideradas decisões estratégicas relativas aos seguin- tes fundamentos econômicos e financeiros: Debêntures e financiamento de projetos. 40 REFERENCIAS ANDRADE, João Sousa. Macroeconomia – Fundamentos Microeconómicos I. Acessado em 13 de julho de 2021. Disponível em: BEZERRA, Davi da Silva. Gestão financeira I. FAPAN. Acessado em 13 de julho de 2021. 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