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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA I. SISTEMA NERVOSO – GENERALIDADES II. TELENCÉFALO PROF. MIGUEL LEITÃO PROF. EMMANUEL PRATA FORTALEZA 2020 1. SISTEMA NERVOSO - GENERALIDADES Conceito Série contínua de componentes (principal: tecido nervoso) com funções de coordenação e integração. Sistemas de Integração • Respostas rápidas • Respostas efêmeras• Nervoso • Endócrino • Respostas lentas • Respostas duradouras * * Hipotálamo - hipófise 2. FUNÇÕES 1. Integração com o meio ambiente 2. Integração do meio interno (atividade visceral) 3. Controle da motricidade 4. Controle da sensibilidade 5. Psíquicas (linguagem, memória, aprendizagem, cognição, emoções, raciocínio...) 3. HISTOLOGIA (TECIDO NERVOSO) • Excitabilidade • Condutibilidade Unidades funcionais • Astrócitos • Oligodendrócitos • Micróglia • Epêndima * * Suporte • Proteção mecânica • Proteção biológica • Mielina • Isolamento elétrico • Nutrição etc. • Neurônios • Células da Glia (SNC) • Vasos capilares 4. EMBRIOLOGIA • SNP • Meninges • Medula adrenal • Odontoblastos • Melanócitos • etc. Invaginação • Ectoderme dorsal (16º dia) • Tubo neural SNC • Cristas neurais 5. FILOGENIA (EVOLUÇÃO) • Poríferos Cnidaria Platelmintos ... Cordados • Peixes Anfíbios Répteis Mamíferos • A.aferensis Homo habilis Homo erectus Homo sapiens ∄ difuso Centralização Máximo Arquicórtex Paleocórtex Neocórtex Máximo Hipocampo Giro parahipocampal Úncus 440-500 600-800 800-1200 1200-1600 6. TIPOS DE NEURÔNIOS • Sensitivo (aferente) = (órgão SNC) • Associação = (SNC SNC) • Motor (eferente) = SNC efetor SNC Músculo Pele 7. DIVISÃO A) Anatômica • Telencéfalo • Diencéfalo • Mesencéfalo • Ponte • Bulbo • Cérebro • Cerebelo • Tronco Encefálico • Encéfalo • Medula • Nervos • Gânglios • Terminações • Cranianos • Espinhais • Motores • Sensitivos • Motoras • Sensitivas • SNC • SNP • Somático (Vida de relação) • Visceral (Vida vegetativa) • Aferente • Eferente Músculo esquelético B) Funcional • Aferente • Eferente SNA • Miocárdio • Músculo liso • Glândula C) Embriológica (encéfalo) Vesículas primordiais Vesículas secundárias Componentes definitivos • Telencéfalo telencéfalo • Diencéfalo diencéfaloProsencéfalo • Mesencéfalo mesencéfaloMesencéfalo • Metencéfalo • Mielencéfalo bulbo Romboencéfalo • Ponte • Cerebelo II. Telencéfalo 1. CONCEITO Componente mais volumoso do cérebro e do encéfalo. Córtex cerebral – corresponde ao topo da hierarquia funcional. 2. COMPONENTES • 2 hemisférios cerebrais • Porção mediana – lâmina terminal/adjacências 3. ESTRUTURA INTERNA (SUPERFÍCIE PROFUNDIDADE) • Superfície S. Cinzenta = córtex cerebral • Logo abaixo S. Branca = fibras nervosas (axônio) • Profundidade • S. Cinzenta = núcleos da base • Cavidade = ventrículo lateral 4. POLOS (EXTREMIDADES) • Frontal • Temporal • Occipital 5. FACES • Dorsolateral – convexa, maior • Medial – plana • Inferior = base do cérebro – irregular 6. LOBOS • Frontal • Parietal • Occipital - visão • Temporal • Ínsula (profundidade do sulco lateral) • Homem - Girencéfalo • Giros - elevações • Sulcos - depressões 7. PRINCIPAIS GIROS E SULCOS NEURÔNIO NEURÔNIO TECIDO NERVOSO EMBRIOGÊNESE DO SN FILOGENIA DOS HOMINÍDEOS Australophotecus afarensis Homo sapiens EMBRIOLOGIA DO ENCÉFALO EMBRIOLOGIA DO ENCÉFALO EMBRIOLOGIA DO ENCÉFALO EMBRIOLOGIA DO ENCÉFALO ENCÉFFALO COMPLETO CAPÍTULO 13 • MEMÓRIA E APRENDIZAGEM • 294 • zer o processamento de estímulos espaciais e autobiográficos (memória episódi- ca). Para Hebb, informações novas reverberam no circuito neural antes de serem transferidas para “armazenamento” em regiões temporais e parietais adjacentes ao hipocampo. Este realiza o processo de consolidação da memória de curto pra- zo em memória de longo prazo. As estruturas dos lobos temporais envolvidas são o córtex perirrinal, o córtex para-hipocampal, o córtex entorrinal e o hipocampo, em associação recíproca com os córtices sensitivos, recebendo e enviando infor- mações para extensas regiões do córtex. Figura 13.7. Estruturas do lobo temporal relevantes para o processamento dos diversos tipos de memória. Ao longo de todo o percurso descrito a seguir, a informação sofre reverbe- rações. Os córtices sensitivos enviam suas informações para regiões temporais mediais, mais precisamente os córtices perirrinal e para-hipocampal. Daí, as infor- mações seguem ao córtex entorrinal que as enviam aos componentes do hipocam- po (córtex entorrinal > via perfurante > giro denteado > via das fibras musgosas > camada CA3 > vias das colaterais de Schaffer > camada CA1 > subículo > córtex en- torrinal). Todas essas regiões participam ativamente do processamento da memória. TELENCÉFALO (CORTE FRONTAL) Francisco de Assis Aquino Gondim José Christian Machado Ximenes Tauily Claussen D’Escragnolle Taunay • 229 • base são mediadas, em grande parte, pelas áreas motoras do lobo frontal. Do ponto de vista fisiológico, operam como núcleos da base 5 estruturas: núcleo caudado, putâmen, globo pálido interno e externo (paleostriatum), subs- tância negra e núcleo subtalâmico. A substância negra, a rigor, é um núcleo do mesencéfalo e o núcleo subtalâmico faz parte do diencéfalo. Anatomicamente, portanto, a substância negra e o núcleo subtalâmico não são núcleos da base. A amígdala (archistriatum) e o claustro (claustrum), entretanto, são, anatomica- mente, núcleos da base, fazendo parte do telencéfalo, apesar do que nenhum dos dois “opera” como tal (pelo menos no tocante ao circuito motor). As associações de alguns desses núcleos recebem denominações específicas: - Striatum: associação entre o núcleo caudado, o putâmen, o núcleo accumbens e o tubérculo olfatório; - Neostriatum: associação do núcleo caudado com o putâmen; - Núcleo Lentiforme: associação entre o globo pálido e o putâmen. Figura 10.7. Estruturas subcorticais, incluindo núcleos basais. O mecanismo de ação dos núcleos da base é o da modulação do controle cortical do movimento por meio da regulação da função talâmica (projeções tala- mocorticais). A substância negra contém neurônios dopaminérgicos que se proje- tam ao striatum. O circuito córtex motor - núcleos da base é constituído tanto por eferências corticais excitatórias (que secretam glutamato) quanto por projeções inibitórias estriatais para o globo pálido (que secretam GABA) e é composto por duas vias: a via direta e a via indireta. TELENCÉFALO – FACE DORSOLATERAL TELENCÉFALO – FACE MEDIAL Francisco de Assis Aquino Gondim Paulo Ribeiro Nóbrega • 323 • Figura 15.3. Giro fusiforme, estrutura acometida junto ao giro lingual em pacientes com agnosia visual, prosopagnosia ou alexia. Distúrbios da Via Dorsal (Onde?) Os distúrbios da via dorsal (occipitoparietal) resultam em alterações da percep- ção espacial, que vão desde a dificuldade para julgar a velocidade e a direção de mo- vimento, passando pela incapacidade de reconhecer uma cena completa por meio de pequenas partes (simultaneoagnosia). Pacientes com simultaneoagnosia enxergam apenas uma parte limitada do campo visual, descrevendo o restante da visão como “enevoada”. Além disso, esse ponto focal muda constantemente e de forma involuntá- ria, levando à descrição de que os objetos “desaparecem” do campo visual. Síndrome de Balint – A síndrome de Balint (simultaneoagnosia + apraxia oculomotora + ataxia óptica) pode ser definida como uma incapacidade de perce- ber o campo visual como um todo, resultando no reconhecimento de apenas pe- quenas partes da cena visual em um dado momento (simultaneoagnosia), acom- panhada por uma dificuldade para alcançar alvos sob orientação visual (ataxia óptica) e incapacidade de direcionar a mirada a novos estímulos visuais (apraxia oculomotora). Representa um comprometimento intenso da capacidade de organi- zar espacialmente as informações visuais (função do lobo occipital superior, área 19) e orientar a mirada e os membros dentrodesse espaço visual (função do lobo parietal posterior, área 7). Em geral, resulta de infartos occipitoparietais bilaterais em áreas de “fronteira” vascular, ou de demências neurodegenerativas como na síndrome da Atrofia Cortical Posterior. TELENCÉFALO – FACE INFERIOR CAPÍTULO 13 • MEMÓRIA E APRENDIZAGEM • 294 • zer o processamento de estímulos espaciais e autobiográficos (memória episódi- ca). Para Hebb, informações novas reverberam no circuito neural antes de serem transferidas para “armazenamento” em regiões temporais e parietais adjacentes ao hipocampo. Este realiza o processo de consolidação da memória de curto pra- zo em memória de longo prazo. As estruturas dos lobos temporais envolvidas são o córtex perirrinal, o córtex para-hipocampal, o córtex entorrinal e o hipocampo, em associação recíproca com os córtices sensitivos, recebendo e enviando infor- mações para extensas regiões do córtex. Figura 13.7. Estruturas do lobo temporal relevantes para o processamento dos diversos tipos de memória. Ao longo de todo o percurso descrito a seguir, a informação sofre reverbe- rações. Os córtices sensitivos enviam suas informações para regiões temporais mediais, mais precisamente os córtices perirrinal e para-hipocampal. Daí, as infor- mações seguem ao córtex entorrinal que as enviam aos componentes do hipocam- po (córtex entorrinal > via perfurante > giro denteado > via das fibras musgosas > camada CA3 > vias das colaterais de Schaffer > camada CA1 > subículo > córtex en- torrinal). Todas essas regiões participam ativamente do processamento da memória. TELENCÉFALO – ÍNSULA CAPÍTULO 13 • MEMÓRIA E APRENDIZAGEM • 286 • tos do lobo frontal, que se relacionam principalmente com o processo de atenção (memória de curto e curtíssimo prazo). Traços iniciais da memória ficam registrados nos córtices sensitivos dos lobos parietal - córtex somatossensitivo primário/ giro pós-central (tato), temporal - área de Wernicke/ giro de Herschl (audição), occipital - córtex estriado (visão) e insular (gustação e olfato). Informações mais complexas serão processadas nos vários córtices associativos. A este fenômeno inicial damos o nome de memória sen- sorial, com curtíssima duração (espécie de eco na mente da informação percebida). O processamento da informação por componentes do circuito de Papez é vital para a posterior utilização/formação de novas memórias. De acordo com a recorrência e o tipo de informação sensorial utilizada, os engramas serão conso- lidados em circuitos cada vez mais complexos, em locais anatômicos variados. Figura 13.1. Estruturas corticais de recepção primária do estímulo, relacionadas ao fenômeno do priming (memória implícita de pré-ativação da percepção) e memória sensorial. Figura 13.1. Estruturas corticais de recepção primária do estímulo, relacionadas ao fenômeno do priming (memória implícita de pré-ativação da percepção) e memória sensorial. Quanto mais refinado for o processo de codificação do material, quanto mais esforços forem empregados pelo indivíduo no contexto de manutenção da atenção voluntária, observando o significado pessoal e afetivo dos estímulos a serem lembrados, isto é, o quão recompensador for a lembrança ou punitivo for o esquecimento da referida informação, mais subsídios o cérebro terá para uma recordação eficaz da informação “armazenada”. O processo de armazenamento dos traços de memória (engramas) ocor- re difusamente nos hemisférios, havendo, através da formação de circuitos, de- pendente da plasticidade neural que promove alterações da morfologia sináptica, OBRIGADO!