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AULA 4 
COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
Prof. Armando Kolbe Júnior 
 
 
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TEMA 1 – CHECKLIST A SER ANALISADO QUANDO DA MIGRAÇÃO 
A partir do que foi estudado até o momento, é possível concluir que a 
migração dos serviços de uma empresa, para uso da computação em nuvem, 
representa uma decisão altamente estratégica e também o reconhecimento da 
elevação de seu conceito perante a comunidade. A utilização de tecnologias de 
ponta traz essa sensação para os observadores externos, sem importar em que 
volume isto está ocorrendo. 
É verdade, porém, para tomar essa decisão é necessário um planejamento 
cuidadoso e delicado, que deve testar quaisquer medidas antes de sua 
implantação definitiva. Em uma etapa de avaliação inicial, é preciso estar apoiado 
em um checklist, que pode ser colocado como uma regra de utilização geral para 
todos os que desejam obter sucesso com a iniciativa de migrar os serviços da 
empresa para a computação em nuvem. 
As negociações com as candidatas a fornecer o serviço devem ser 
submetidas ao crivo de recomendações apontadas pelos especialistas na área. 
Com esse cuidado, aumenta a possibilidade de efetuar uma boa escolha da 
melhor plataforma, ou pelo menos daquela mais adequada às necessidades da 
empresa em particular. Este checklist abrange a tomada dos seguintes cuidados: 
 Verificar quem está no mercado, buscando identificar a provedora que é 
considerada como a opção mais popular, aquela que aparece como a 
primeira resposta, quando se questiona qual o melhor serviço existente na 
atualidade. É possível observar o crescimento do número de soluções 
criadas e desenvolvidas pela Amazon, com sua proposta AWS – Amazon 
Web Services. Mas é importante não descurar do trabalho de outras 
concorrentes. 
 Antes de tomar a decisão, é importante analisar os custos do que você 
precisa, o que pode indicar não necessariamente o maior, mas aquele que 
está na medida certa às necessidades da empresa. 
 Em tempos de Big Data, com a necessidade de um desenvolvimento ativo 
da atividade Data Analysis, é importante analisar com cuidado a oferta de 
espaço para armazenamento, e o que a provedora faz em termos de 
manutenção da segurança, integridade e confiabilidade dos dados 
transferidos para suas grandes bases de dados. 
 
 
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 Buscar a existência de “outros custos”, muitas vezes embutidos, e que 
podem encarecer os serviços para além do que a empresa necessita. O 
número de parâmetros envolvidos deve ser analisado com cuidado, dada a 
complexidade de levantamento dos custos reais da computação em nuvem. 
 É preciso reconhecer a necessidade de um time de suporte à altura das 
necessidades, no interior da empresa para a qual se está migrando os 
serviços. Ainda que seja uma atividade que tem características de 
terceirização, o fato de contratar uma provedora de serviços de nuvem não 
deve levar a empresa a prescindir de uma equipe interna bem preparada 
para acompanhamento e auditoria das atividades. 
Apontamos um quinteto de atividades preliminares que devem ser tomadas 
para evitar que a empresa tenha que reconsiderar a contratação dos serviços. 
Além da perda da confiança interna em uma tecnologia que tem muito a oferecer 
para a empresa, os gastos envolvidos podem ser de grande monta. 
Considera-se que é melhor prevenir eventuais problemas, antes da decisão 
de fechamento com alguma provedora, que realmente não atenda às reais 
necessidades da empresa. Essa atividade inicial representa um benchmark, que 
na atualidade deve contar com cinco ou seis empresas envolvidas, número hoje 
já superado no mercado, apesar da novidade tecnológica. 
TEMA 2 – COMO MIGRAR PARA A NUVEM 
A atividade imediatamente seguinte à escolha da provedora fornecedora 
dos serviços da computação em nuvem é o início da preparação da migração para 
a nuvem. Aqui é possível, da mesma forma que apresentamos anteriormente, 
seguir um roteiro quase padronizado, que pode ser modificado de acordo com 
características particulares das necessidades da empresa. 
A análise de um documento com tal teor ganha importância a partir de um 
levantamento efetuado pela Intel em conjunto com a Cisco, que produziu um guia 
completo, considerado como mais apropriado para empresas de todos os portes, 
e que é a base para o desenvolvimento deste tema (Carlo, 2018). 
No serviço desenvolvido, essas empresas apontaram como previsão que a 
migração para a computação em nuvem irá ocorrer com 94% das organizações 
brasileiras, tendo como data limite o ano 2020. Uma visão que pode ser 
considerada dentro de um otimismo contido considera que as empresas que 
 
 
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adotarem este posicionamento poderão obter uma perspectiva de ganho, quando 
confrontadas com a situação atual, oscilante entre os percentuais de 45 a 87%. 
O guia proposto tem algumas perguntas direcionadoras a serem 
desenvolvidas em uma atividade prévia: 
 Por que a computação em nuvem é importante para a empresa? 
 Como a nuvem pode melhorar os resultados dos negócios da empresa? 
 Quais as razões pelas quais a empresa deve migrar para a nuvem? 
 Como migrar para a nuvem com rapidez e eficiência? 
 
Na continuidade dos trabalhos desse consórcio entre as empresas, fica 
estabelecido que a computação em nuvem ganha destaque como nova tecnologia 
de ponta a ser adotada pela empresa. Constatações analisadas pela Gartner, 
pontuada no relatório como uma das maiores empresas de pesquisas em 
tecnologia da informação, apresenta estudos divulgados pela ComputerWorld 
(2018), que considera números promissores de crescimento referentes ao uso 
dessa tecnologia. 
A preocupação fica na constatação de que grande parte das empresas que 
mencionam estudos a esse respeito não se encontram preparadas. Esse fato dá 
ainda maior destaque a um guia de orientação com as características do que foi 
produzido pela Intel e Cisco. 
Determinada a importância da migração, o ponto de análise seguinte 
concentra-se nas justificativas que apontam para a utilização da computação em 
nuvem, não apenas como um fator econômico que reduz os gastos com os setores 
de TI na empresa, mas também porque a computação em nuvem é uma grande 
oportunidade para que pequenas e médias empresas possam ter tecnologias que, 
sem essa solução, não poderiam bancar. O pagamento sob demanda e a 
escalabilidade a custos cada vez menores confirmam tal conclusão. O provedor 
assume um conjunto de serviços que permite uma racionalização dos serviços de 
TI desenvolvidos pelas empresas, que podem sair da rotina do dia a dia, para a 
busca de melhoria de atendimento a usuários e clientes. 
Se os dois primeiros aspectos dão um indicativo favorável ou não à 
implantação dos serviços, o próximo passo é decisivo, pois leva a empresa a 
questionar o mercado e a provedora sobre como a nuvem poderá melhorar os 
resultados do negócio de cada empresa em particular. Quando se considera que 
a informação é o grande ativo das empresas na atualidade, a colocação de dados 
 
 
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seguros, privados e confiáveis, com escalabilidade e facilidades de recuperação, 
via rotinas rápidas de pesquisa, traz para a empresa a perspectiva de entrar em 
nível de competitividade com seus concorrentes. 
É preciso lembrar que os elevados níveis de mobilidade permitidos podem 
levar as informações para onde elas são necessárias, no tempo em que elas são 
necessárias. Dessa forma, a competitividade se apoia em tomada de decisões 
mais corretas, com apoio de um grande volume de informações que ambientes 
tradicionais podem oferecer. A flexibilidade e escalabilidade permitem o 
armazenamento de visões diferenciadas e adaptadas a diferentes contextos. 
A somatória desses fatores culmina em resposta positiva ao 
questionamento sobre quais são as razões pelas quais a empresa deve migrar 
para os serviços da computação em nuvem. Com relação a todos esses aspectos, 
é possível considerar um aumento no tempo de resposta e o ganho deanalistas 
de TI altamente preparados, que apesar de desenvolverem seus trabalhos para 
as provedoras, transmitem um conhecimento importante para as empresas. 
Tudo considerado e aprovado, ficam fechados os estudos iniciais e se inicia 
um trabalho de endomarketing, tornando transparente para todos os 
colaboradores o novo caminho adotado pela empresa. Aqui vale a experiência de 
outras empresas, que não se furtam a descrever eventuais problemas, que as 
levaram a pontos que devem ser evitados. Kaplan (2015) apresenta relatório em 
que é apontado que 27% das pessoas que migram para a computação em nuvem, 
não importa qual a provedora, não estão satisfeitas. É um percentual que pode 
ser considerado elevado; o autor recomenda um levantamento cuidadoso. 
Independentemente de indicação de qual a melhor provedora, escolha 
deixada a cargo da empresa que irá contratar os serviços, o relatório da Intel e 
Cisco pontua, como um complemento, que sejam tomados cuidados relacionados 
a: 
 Provedora certa; 
 Uma consultoria experiente; 
 Um planejamento cuidadoso e criterioso da migração; 
 Rotina de preparação mais correta para a migração; 
 Continuidade das operações normais durante o processo de migração. 
 
 
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TEMA 3 – ATIVIDADES DE AUDITORIA 
As atividades de auditoria, quando se trata de avaliação de resultados de 
movimentações tecnológicas no interior de empresas, se mostram cada vez mais 
necessárias, devido à elevada mutação evolutiva apresentada pelo mercado, 
principalmente quando são utilizadas tecnologias exponenciais, para a criação de 
ambientes disruptivos por excelência. Tais ocorrências trazem como 
consequência a necessidade de novos comportamentos e atitudes, para os quais 
muitos colaboradores não estão preparados. 
Existem alguns desafios que devem ser enfrentados, quando as empresas 
adotam a perspectiva de migração para serviços disponíveis nas plataformas de 
computação em nuvem. Os serviços de auditoria devem trazer como preocupação 
efetuar levantamentos que trazem algumas orientações ao processo de 
auditagem propostos: 
 É recomendável considerar condições excepcionais, provocadas pela 
utilização de tecnologias exponenciais, para a criação de ambientes 
altamente disruptivos, no que diz respeito aos comportamentos e atitudes 
das pessoas envolvidas. Muitos erros, creditados às tecnologias, na 
realidade podem representar uma má utilização do ferramental colocado à 
disposição; 
 É importante compreender o escopo que engloba o ambiente criado, para 
saber onde atuar quando há algum problema, sabendo exatamente o seu 
ponto de origem; 
 É preciso considerar a existência de diferenças nos comportamentos de 
segurança em redes públicas e redes privadas, com as primeiras tendo 
cuidados destacados; 
 É necessário considerar tratamentos diferenciados na análise de 
ambientes de computação em nuvem, com o conceito de multitenância 
(atendimento a múltiplos clientes, com as mesmas bases de dados); 
 É importante checar se estudos de risco e planos de contingência foram 
estabelecidos, pois sua ausência pode causar problemas, por falta de 
previsão do que fazer em situações críticas; 
 É valioso lembrar que os ambientes criados são altamente dinâmicos e que 
o reaproveitamento e realocação de espaços e utilização de recursos 
 
 
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sistêmicos pode exigir cuidados especiais; não pensar nesse aspecto pode 
trazer problemas; 
 É necessário analisar como é processado o armazenamento de séries 
históricas; sua ausência nos armazéns de dados pode diminuir a 
perspectiva de obtenção de dados importantes, no desenvolvimento de 
análise de resultados anteriores, que orientam decisões vitais; 
 É preciso garantir uma preparação prévia do corpo técnico na empresa, 
para atendimento das necessidades de acesso, além de utilização e 
operação da infraestrutura disponibilizada pela provedora dos serviços de 
nuvem; 
 É importante verificar se, no interior da empresa, existem núcleos que 
apresentam elevado fator de resistência, lembrando esse fator pode ser 
responsável pelo mau funcionamento de estruturas tecnológicas 
perfeitamente instaladas; 
 É preciso avaliar se todas as necessidades de hardware, software, redes e 
pessoas são atendidas, para evitar que cláusulas do contrato SLA, 
estabelecido entre as partes, não possam ser cobradas, quando da 
ocorrência de problemas que podem paralisar serviços importantes; 
 É recomendável que exista um cronograma periódico de verificações de 
auditoria, de modo a reconhecer a existência de fatores que possam ser 
afetados, evitando que as soluções sejam tomadas sempre no sentido de 
reparar erros, e não de evitar que eles ocorram; 
 É preciso que o corpo de auditoria seja multidisciplinar, ainda que 
desenvolvido de forma terceirizado, no caso de pequenas e médias 
empresas, envolvendo técnicos de diferentes áreas, com a formação de 
equipes multidisciplinares; 
 É preciso manter rotinas de arquivamento e recuperação seletiva dos 
dados levantados durante as atividades de auditoria desenvolvidas. 
O que está colocado na lista acima representa um conjunto de cuidados a 
serem tomados. A atuação, nesse sentido, visa garantir efetivas providências 
reparadoras quanto aos erros percebidos, de forma imediatas. A agilidade no 
atendimento às necessidades operacionais e estratégicas é um dos principais 
fatores de migração dos serviços desenvolvidos pela empresa para estruturas de 
computação em nuvem. 
 
 
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Por conta disso, recomenda-se que os serviços de auditoria estejam 
afastados dos setores técnicos e estratégicos. É possível que eles venham a se 
isentar de responsabilidades, que precisam ser levantadas independentemente 
de qualquer corporativismo. 
TEMA 4 – GESTÃO DO AMBIENTE QUE UTILIZA COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
Chegamos a um ponto crucial no estudo da proposta das empresas em 
migrar para ambientes de computação em nuvem. O tema é delicado, porque trata 
com questões psicológicas que podem afetar a zona de conforto de alguns ou até 
de todos os colaboradores. 
Nessa situação, é preciso que seja montado um processo de gestão dos 
ambientes de computação em nuvem, de forma cuidadosa e delicada. A primeira 
atividade é a efetivação de endomarketing, direcionado especificamente para que 
venha a ocorrer uma situação em que haja um nível tal de aceitação que permita 
que as pessoas tenham a confiança de que a nova tecnologia não irá afetar o 
trabalho do dia a dia, e que pode, ao contrário, melhorar as condições de trabalho 
de todos. 
Esse empenho visa a definição de cuidados que devem ser tomados, a 
partir da providência inicial, no sentido de permitir o estabelecimento de um 
processo de gestão dos ambientes em computação em nuvem. Tendo 
estabelecido relações de confiança entre as lideranças e os colaboradores, os 
negócios podem fluir normalmente, mas sem que a migração da empresa sequer 
seja sentida internamente, pois deve impactar pelo menos as pessoas que estão 
diretamente envolvidas com a TI na empresa. 
Resolvido o problema com os colaboradores, o mesmo clima de confiança 
deve ser estabelecido com os fornecedores da tecnologia em questão, com base 
em estratégias que os levem a se engajar no propósito estratégico que a empresa 
estabeleceu, quando da tomada da decisão de migrar para a computação em 
nuvem. É uma providência necessária, principalmente devido à criação de uma 
dependência inicial, mas que pode ser diluída no transcorrer da operação. 
Os dois principais problemas de gestão desse ambiente estão resolvidos, 
o que aplaina o terreno para que sejam estabelecidas regras e normas (se 
necessárias) para um correto funcionamento das coisas. Eles não envolveram até 
o momento uma preocupação com a tecnologia, tratada como coadjuvante de um 
processo que envolve o cuidado com o elemento humano em primeiro lugar. 
 
 
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A partir daí é possível dar continuidade ao estabelecimentode um processo 
de gestão. No próximo passo também não entram em foco questões tecnológicas, 
mas a garantia para a empresa de que, a descentralização de dados proposta 
com a adoção da computação em nuvem, dará continuidade à manutenção da 
segurança, privacidade e integridade dos dados armazenados e dos processos 
que os tratam, desde que estejam também estabelecidos no ambiente. 
Um elemento marginal também deve ser considerado, ainda que não tenha 
a mesma importância de outros aspectos: questões éticas e de respeito aos 
direitos autorais de todas as informações colocadas, principalmente nas 
estruturas estabelecidas como públicas. 
Superadas questões com o peopleware (conjunto de pessoas que mexe 
com dispositivos computacionais na empresa), questões de hardware (com 
aprovação da infraestrutura proposta pela provedora), questões de segurança e, 
finalmente, questões de ética e proteção de direitos, o ambiente está a um passo 
de ser considerado seguro e com uma atividade de gestão de bom nível. 
Mais recentemente, com o elevado nível de mobilidade, muitas empresas 
estão trabalhando na perspectiva BYOD (Bring Your Own Device – “traga o seu 
próprio dispositivo”), para navegar de forma livre. Há certas normas e regras 
especiais que devem ser estabelecidas para manter essa política de liberação de 
recursos para as pessoas interessadas. 
A atividade deve estar cercada de cuidados, quando se tem em conta que 
impropriedades no processo de gestão podem levar à degradação da 
infraestrutura, que pode atingir o envolvimento de colaboradores internos e 
aqueles alocados pelos fornecedores, durante o processo de implantação. Aqui, 
as atividades de auditoria, anteriormente tratadas, ganham destaque especial. O 
resultado de eventuais descuidos pode ser muito pesado, tanto em termos 
financeiros, quanto em termos sociais. 
Somente após terminados esses procedimentos iniciais a tecnologia entra 
em cena, e também os aspectos jurídicos, assegurados por cláusulas rigorosas 
estabelecidas no contrato SLA pactuado entre as partes. Na parte final do 
processo de gestão, auditoria e desenvolvimento de estudos ROI, será possível 
mensurar o que até agora foi colocado como uma perspectiva de gastos. 
As regras podem então ser resumidas, assinalando que um processo de 
gestão de ambientes da computação em nuvem deve, em primeira instância: 
 Despertar confiança com relação aos gastos efetivados; 
 
 
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 Ser satisfatório com relação à transparência com os colaboradores 
internos; 
 Apresentar um bom relacionamento com os colaboradores externos, 
alocados pela provedora; 
 Estabelecer um ambiente se segurança, privacidade e integridade dos 
dados; 
 Atender aos requisitos em termos de software e ligações da rede; 
 Cuidar com o desenvolvimento de interfaces gráficas com o usuário, com 
características de agradabilidade e alto nível de usabilidade; 
 Atender a requisitos de auditoria estabelecidos para garantir tanto ao 
comprador quanto ao fornecedor o seguimento dos trabalhos; 
 Apresentar cuidados com relação ao uso de dispositivos móveis, que 
adicionam elevado nível de complexidade no ambiente, principalmente no 
tocante a questões éticas e de segurança, privacidade e integridade dos 
dados; 
 Atender questões de balanceamento de carga, de forma a garantir a 
funcionalidade da rede, dentro dos padrões pactuados. 
Até aqui, as questões foram administrativas; a partir de sua definição, 
entram em foco as questões técnicas. Restam questões com relação a aspectos 
de análise de riscos e à determinação de planos de contingenciamento, que são 
determinados de acordo com a capacidade técnica demonstrada pela 
infraestrutura, mensurada durante uma etapa inicial de testes, antes de sua 
liberação para a produção normal. 
O fechamento do processo de gestão foi aqui sugerido não como uma lista 
de regras e normas (atividade que solicitaremos que o leitor desenvolva como 
tarefa final), mas como uma visão que busca determinar com quais aspectos 
devem ser tomados cuidados adicionais. O complemento do processo de gestão 
está na garantia do trio de ouro para qualquer estrutura que armazene grande 
quantidade de dados: segurança, privacidade e integridade, temas que, devido à 
sua importância, serão tratados à parte. 
A partir desse ponto, o acompanhamento é o mesmo dado a qualquer 
tecnologia em utilização na empresa, com cuidados especiais com relação à 
atualização tecnológica, que deve ocorrer sem a necessidade de reestudo e 
recarga das informações e da liberação de serviços, o que deve estar estabelecido 
nas cláusulas do contrato SLA. Questões com contrato normalmente são 
 
 
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entregues ao setor jurídico, com as condições sendo determinadas logo na fase 
inicial pelos responsáveis de TI da empresa. 
A observação e análise de dados, com efetivação mais ou menos intensiva 
de atividades de inteligência competitiva, são desenvolvidas como atividades 
diárias normais, e representam o dia a dia da utilização da infraestrutura criada. A 
partir daí, é preciso contar com a colaboração de todos, e também com os 
elementos tecnológicos e as condições de tráfego, para poder apresentar 
relatórios periódicos positivos e que confirmem as expectativas financeiras. 
TEMA 5 – FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS 
Em todas as etapas, foi ressaltada a necessidade de montar uma equipe 
de apoio, que tanto pode ser terceirizada (medida aceitável em pequenas e 
médias empresas, mas de alto risco em empresas de grande porte), como interna 
(o mais recomendável em todos os casos). Vamos tratar nesse ponto das novas 
profissões que foram criadas. 
Com o advento da computação em nuvem e sua complexidade, nas 
operações desenvolvidas e nas complexidades ocultas por interfaces de alta 
qualidade, além da avaliação de desempenho e do acompanhamento da criação 
de infraestruturas, abrem-se novas profissões. Elas ainda não deslocam 
profissões anteriores, mas poderão deslocar profissionais que trabalham com data 
mining e data warehouse, caso essas atividades migrem para a nuvem. 
Com a computação em nuvem, tida como novidade, o que muitas 
tecnologias propugnam, sem na realidade apresentar características que as 
qualificassem como tal, grandes consórcios educacionais iniciam a oferta de 
cursos e as provedoras (as mais comuns são Google, IBM, Microsoft e Amazon) 
de certificações que qualificam o profissional, com seu aval, para o mercado de 
trabalho. No caso da computação em nuvem, vamos analisar este segundo caso, 
que oferece formações de alta qualidade. As três novas formações propostas são: 
 Engenheiro de migração; 
 Arquiteto de computação em nuvem; 
 Engenheiro de software para computação em nuvem. 
Os engenheiros de migração serão aqueles que, na empresa, precisam 
tratar do desenvolvimento e da análise dos sistemas que podem ser migrados 
para a computação em nuvem. Sua formação básica pressupõe conhecimento de 
 
 
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desenvolvimento de sistemas e aplicações e o conhecimento do trabalho com 
configurações de rede. 
Os arquitetos de computação em nuvem devem ter formação em TI 
(preferencialmente avançada, mas também se aceita formação de nível médio). 
Serão eles, em primeira instância, que irão supervisionar a estratégia a ser 
adotada pela empresa para efetivar a migração para a computação em nuvem. As 
atividades básicas desse profissional incluem o delineamento de planos de 
escolha, além da aquisição e do acompanhamento dos primeiros testes efetuados 
para verificar a viabilidade dos negócios. Em uma segunda etapa, eles serão os 
profissionais responsável pelo desenho dos aplicativos para a nuvem e pelo 
gerenciamento e monitoramento das atividades desenvolvidas pela empresa. 
Os engenheiros de software para computação em nuvem são aqueles 
profissionais que irão desenvolver os softwares necessários. O ideal seria que as 
três pessoas fossem diferentes, mas existem empresas em queos três novos 
cargos são ocupados pela mesma pessoa, não sendo incomum nesses casos a 
ocorrência de diferentes níveis de sobrecarga, que podem ser laborais, cognitivas 
e psicológicas, isoladas ou simultâneas. 
Na esteira dos CIOs – Chief Information Officer, Chief Learning Officer, 
surgem os CCOs – Chief Cloud Officer, para manter um tradicional isolamento dos 
elementos que ocupam esses cargos do próprio pessoal de TI, o que o aproxima 
mais das gerências estratégicas. Ele é a pessoa que, por delegação direta das 
chefias estratégica, gerencia, supervisiona e determina diretrizes, normas e 
procedimentos que definem como será o ambiente em nuvem adquirido pela 
empresa. É sua a responsabilidade pelo gerenciamento da nuvem e pelas 
aplicações que serão colocadas nela. 
Em adição, ele é o profissional que permite o aproveitamento da potência, 
produtividade e eficiência do conjunto de soluções e serviços que são oferecidos 
pela provedora da computação em nuvem contratada. É um profissional que entra 
no circuito, normalmente logo no início do processo, quando a migração é 
pensada como estratégia empresarial. 
Esses profissionais, cujo nível salarial é elevado, têm como principal 
responsabilidade garantir que a empresa aproveite ao máximo a computação em 
nuvem, sem que outros serviços de TI sofram. A ele é conferido o poder de decidir 
sobre a a migração para a nuvem, desde a fase inicial das avaliações de 
necessidades de nuvem e da avaliação de fornecedores. 
 
 
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Na sequência, ele é também o responsável pelo sucesso da implantação, 
manutenção e solução de todo e qualquer problema que venha a ocorrer. Desta 
forma ,ele também é visto na empresa como o profissional responsável por alinhar 
as soluções em nuvem aos objetivos e metas de negócios, além de supervisionar 
as operações em nuvem do ponto de vista técnico. 
É uma função que exige grande capacidade, e que jamais deve ser 
terceirizada, apesar de que, em muitas empresas que estão no início dos 
trabalhos, acaba-se por adotar esse posicionamento. Essa proposição é reforçada 
quando o profissional é também considerado para a avaliação de proposta, 
desenho e implementação de medidas rigorosas de segurança e governança na 
nuvem. 
 
 
 
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