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Questões resolvidas

Tomando por base o trecho escrito que representa a fala de Nhinhinha: "Mas, não pode, ué...", assinale a opção correta a respeito dos processos de transposição da linguagem oral para a linguagem escrita.

a) Em língua portuguesa, a relação entre a letra e o som, como [e] no exemplo, é regular: mantém-se a mesma em qualquer palavra
b) Os sinais de pontuação marcam, na escrita, a organização dos fragmentos lingüísticos, que são marcados, na linguagem oral, pela entonação.
c) Os signos do código escrito são mais complexos que os signos do código falado; por isso, as interjeições, como "ué", são características de oralidade.
d) As letras do alfabeto do português representam palavras da língua portuguesa
e) Por serem usadas em início de frases ou nomes próprios, as letras maiúsculas correspondem, na fala, a maior impacto e força sonora.

No final do século XVIII, no norte do Egito, foi descoberta a Pedra de Roseta, que continha um texto escrito em egípcio antigo, uma versão desse texto chamada “demótico”, e o mesmo texto escrito em grego. Até então, a antiga escrita egípcia não estava decifrada. O inglês Thomas Young estudou o objeto e fez algumas descobertas como, por exemplo, a direção em que a leitura deveria ser feita. Mais tarde, o francês Jean-François Champollion voltou a estudá-la e conseguiu decifrar a antiga escrita egípcia a partir do grego, provando que, na verdade, o grego era a língua original do texto e que o egípcio era uma tradução. Com base na leitura dos textos conclui-se, sobre as línguas, que:
A) cada língua é única e intraduzível.
B) elementos de uma língua são preservados, ainda que não haja mais falantes dessa língua.
C) a língua escrita de determinado grupo desaparece quando a sociedade que a produzia é extinta.
D) o egípcio antigo e o grego apresentam a mesma estrutura gramatical, assim como as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil.
E) o egípcio e o grego apresentavam letras e palavras similares, o que possibilitou a comparação linguística, o mesmo que aconteceu com as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil.

Atente aos itens abaixo e responda o que se pede. I- Eu só provoco confusão na minha vida, quando não arranjo gripe. II- Não sei arrazoar sobre política. III- A mulher entrou no ônibus sobraçando vários volumes. IV- Avelha senhora perfilhou várias crianças, para afastar a solidão. V- Sentindo-me, feliz, e para deixá-lo mais feroz ainda, eu o açulava. Nos enunciados acima, as palavras destacadas podem ser substituídas na sequência, sem causar alteração de sentido, por:

obtenho, comprar, despejando, ralhou, comprava.
adoto, enganar, apurando, comprou, comovia.
desejo, gritar, espalhando, comprou, atirava
respeito, respeitar, ameaçando, ratificava, taxava.
gero, discorrer, carregando, adotou, provocava.

Sobre esse conceito linguístico, assinale a alternativa correta.


A escrita equivale à norma culta, pois seu uso conserva as regras tradicionais da gramática.
Encaixa-se nessa definição uma subclassificação: norma padrão e norma culta (a primeira corresponde a padrões efetivos de uso observável em certo grupo; a segunda, a regras impostas).
São regras descritivas formuladas a partir da gramática tradicional.
Entende-se como o conjunto de usos e atitudes (valores socioculturais agregados às formas) comuns a determinados grupos sociais.
É uma sistematização com base em imposições prescritivas da gramática normativa.

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Questões resolvidas

Tomando por base o trecho escrito que representa a fala de Nhinhinha: "Mas, não pode, ué...", assinale a opção correta a respeito dos processos de transposição da linguagem oral para a linguagem escrita.

a) Em língua portuguesa, a relação entre a letra e o som, como [e] no exemplo, é regular: mantém-se a mesma em qualquer palavra
b) Os sinais de pontuação marcam, na escrita, a organização dos fragmentos lingüísticos, que são marcados, na linguagem oral, pela entonação.
c) Os signos do código escrito são mais complexos que os signos do código falado; por isso, as interjeições, como "ué", são características de oralidade.
d) As letras do alfabeto do português representam palavras da língua portuguesa
e) Por serem usadas em início de frases ou nomes próprios, as letras maiúsculas correspondem, na fala, a maior impacto e força sonora.

No final do século XVIII, no norte do Egito, foi descoberta a Pedra de Roseta, que continha um texto escrito em egípcio antigo, uma versão desse texto chamada “demótico”, e o mesmo texto escrito em grego. Até então, a antiga escrita egípcia não estava decifrada. O inglês Thomas Young estudou o objeto e fez algumas descobertas como, por exemplo, a direção em que a leitura deveria ser feita. Mais tarde, o francês Jean-François Champollion voltou a estudá-la e conseguiu decifrar a antiga escrita egípcia a partir do grego, provando que, na verdade, o grego era a língua original do texto e que o egípcio era uma tradução. Com base na leitura dos textos conclui-se, sobre as línguas, que:
A) cada língua é única e intraduzível.
B) elementos de uma língua são preservados, ainda que não haja mais falantes dessa língua.
C) a língua escrita de determinado grupo desaparece quando a sociedade que a produzia é extinta.
D) o egípcio antigo e o grego apresentam a mesma estrutura gramatical, assim como as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil.
E) o egípcio e o grego apresentavam letras e palavras similares, o que possibilitou a comparação linguística, o mesmo que aconteceu com as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil.

Atente aos itens abaixo e responda o que se pede. I- Eu só provoco confusão na minha vida, quando não arranjo gripe. II- Não sei arrazoar sobre política. III- A mulher entrou no ônibus sobraçando vários volumes. IV- Avelha senhora perfilhou várias crianças, para afastar a solidão. V- Sentindo-me, feliz, e para deixá-lo mais feroz ainda, eu o açulava. Nos enunciados acima, as palavras destacadas podem ser substituídas na sequência, sem causar alteração de sentido, por:

obtenho, comprar, despejando, ralhou, comprava.
adoto, enganar, apurando, comprou, comovia.
desejo, gritar, espalhando, comprou, atirava
respeito, respeitar, ameaçando, ratificava, taxava.
gero, discorrer, carregando, adotou, provocava.

Sobre esse conceito linguístico, assinale a alternativa correta.


A escrita equivale à norma culta, pois seu uso conserva as regras tradicionais da gramática.
Encaixa-se nessa definição uma subclassificação: norma padrão e norma culta (a primeira corresponde a padrões efetivos de uso observável em certo grupo; a segunda, a regras impostas).
São regras descritivas formuladas a partir da gramática tradicional.
Entende-se como o conjunto de usos e atitudes (valores socioculturais agregados às formas) comuns a determinados grupos sociais.
É uma sistematização com base em imposições prescritivas da gramática normativa.

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Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 1/11
CAROLINA FRANCISCA
CANDIDO DURÃO
Avaliação Online (SALA EAD) - Capitulos/Referencias 1,2,3,4,5,6
Atividade finalizada em 23/11/2024 22:11:49 (2640403 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
LINGUÍSTICA GERAL [1299153] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - 1,2,3,4,5,6]
Turma:
Segunda Graduação: Licenciatura em Letras - Português e Inglês p/ Licenciados - Grupo: SETEMBRO/2024 - SGice0A040924 [142184]
Aluno(a):
91559282 - CAROLINA FRANCISCA CANDIDO DURÃO - Respondeu 12 questões corretas, obtendo um total de 30,00 pontos como nota
[370937_3]
Questão
001
(FGV- Oficial de Justiça- Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul-adaptada)
Observe o texto a seguir, retirado de uma revista de computação.
“Por mais poderoso que seja, um computador sem programas adequados tem pouca utilidade.
E um ‘programa adequado’ com certeza não é aquele aplicativo profissional, caro e sofisticado
que, às vezes, já vem instalado. De nada adiantam funções, botões e janelas, se você não
conseguir fazer alguma coisa com eles”.
Lembrando que a semântica estuda as relações de significado das palavras.
Um dos elementos que dá coerência aos textos é a ocorrência de vocábulos que estão dentro
de um mesmo campo semântico; nesse texto, as palavras que pertencem ao mesmo bloco
conceitual são:
X computador, programas, aplicativo, janelas.
programas, aplicativo, caro, instalado.
caro, sofisticado, instalado, funções.
computador, programa, aplicativo, sofisticado.
poderoso, aplicativo, instalado, funções.
[370937_4]
Questão
002
(CEFET MINAS-2018)
Na teoria da comunicação, linguagem é a expressão individual e social do ser humano e, ao
mesmo tempo, o elemento comum que possibilita o processo comunicativo entre as pessoas
que vivem em sociedade. Essa expressão pode acontecer de forma verbal (uso de palavras),
não verbal (sem palavras) ou mista.
A esse respeito, leia a tirinha.
 
(Disponível em: Acesso
em: 22 jan. 2019.)
Segundo os tipos de linguagem presentes na tirinha, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o
que se afirma.
( ) Em todos os quadrinhos, há a linguagem não verbal.
( ) A personagem utiliza a linguagem oral para se expressar.
( ) Na hierarquia das linguagens, a verbal predomina na tirinha.
( ) Na tirinha, a construção de sentido se estabelece pela linguagem mista.
( ) A repetição da onomatopeia “CHOMP” refere-se à linguagem não verbal.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
 
F, F, V, F, V.
X V, V, F, V, F.
V, F, V, F, F.
F, V, F, V, V.
V, V, F, F, V.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 2/11
[370937_31]
Questão
003
(ENADE)
Disponível em: https://descomplica.com.br
O texto exemplifica a variedade linguística:
 
Diastrática (camada social/profissional).
Diatópica (geográfica).
Diafásica (formal/informal).
X Diacrônica (de tempo).
Diamésica (modalidade oral/escrita).
[370937_30]
Questão
004
(ENEM) As dimensões continentais do Brasil são objeto de reflexões expressas em diferentes
linguagens. Esse tema aparece no seguinte poema:
“[...] Que importa que uns falem mole descansado
Que os cariocas arranhem os erres na garganta
Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais?
Que tem se o quinhentos réis meridional
Vira cinco tostões do Rio pro Norte?
Junto formamos este assombro de misérias e grandezas, Brasil, nome de vegetal! [...]”
Mário de Andrade. Poesias completas. 6. ed. São Paulo: Martins Editora, 1980.
O texto poético ora reproduzido trata das diferenças brasileiras no âmbito
Étnico e religioso.
Histórico e geográfico.
X Linguístico e econômico.
Literário e popular.
Racial e folclórico.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 3/11
[370937_18]
Questão
005
(IDECAN - 2019 - IF-PB - Professor - Língua Portuguesa- adaptada)
GRAMÁTICAS: ROTA ALTERNATIVA PARA AS AULAS DE PORTUGUÊS
E nós estamos ainda no processo de aprender como fazer democracia. E a luta por ela passa
pela luta contra todo tipo de autoritarismo.
Paulo Freire, 2000: 136.
1.1 O ALUNO QUE CONSTRÓI GRAMÁTICAS
Este livro busca refletir sobre a contribuição que a Linguística atual pode dar para a formação
(continuada) do professor de Língua Portuguesa, ao mesmo tempo em que pretende mostrar
possibilidades de atuação do bacharel em Linguística na escola que vão para além da sala de
aula. Pode parecer surpreendente à primeira vista, mas a Linguística, uma disciplina científica
que busca compreender as línguas naturais, aquelas que adquirimos em casa, sem instrução
formal, tem um lugar na escola e não apenas na sala de aula. O seu papel no ensino não é
tema novo. Há várias propostas para a Linguística entrar na escola. Nossa proposta é que o
professor juntamente com os seus alunos se aventure a elaborar gramáticas (ou fragmentos de
gramáticas). Fomos influenciadas pela leitura das experiências didáticas descritas em Chomsky
et al. (1985), Carey et al. (1989), O'Neil et al. (2004) e O'Neil et al. (2010), entre outros, que
mostram que a reflexão sobre uma língua natural ensina o método científico, auxilia no ensino
de ciências e matemática e desenvolve as capacidades de leitura e escrita. Esses projetos
foram desenvolvidos com comunidades carentes nos Estados Unidos — em comunidades
indígenas americanas — e na África, em escolas sem infraestrutura, sem laboratórios, sem
bibliotecas. Refletir sobre a linguagem exige apenas um bom professor, quadro-negro e a
intuição dos alunos. Essa é uma maneira de ensinar a raciocinar cientificamente com
pouquíssimos recursos. Além disso, essas experiências mostram que realizar essa reflexão
resultou em escritores e leitores mais habilidosos. Uma outra razão para utilizarmos a
Linguística na escola é o fato de que ela permite a inclusão de todos os falares (e, portanto, de
todos os falantes), não apenas de variedades diferentes do português, variedades que são
estigmatizadas socialmente — e esse é também um aspecto que a Linguística ajuda a
esclarecer —, mas principalmente de falantes de outras línguas, como, por exemplo, a língua
de sinais brasileira. As aulas de língua portuguesa podem não apenas versar sobre o
português e suas variedades, elas podem ser uma oportunidade para se conhecer outras
línguas, compará-las.
Neste livro, imaginamos aulas de português diferentes, como momentos em que as línguas e
suas gramáticas ganham proeminência, o que permite tornar essas aulas espaços de interação
com outras disciplinas, com as quais em geral não há conversa, como, por exemplo, a
matemática; são também uma intervenção na sociedade, não apenas para desmistificar muitos
dos preconceitos que a sociedade brasileira ainda tem quanto à língua, mas principalmente
para formar cidadãos críticos, que sabem avaliar um argumento.
As aulas de português, nesta proposta, são momentos privilegiados em que o aluno se
reconhece, valoriza sua fala, entende o lugar da sua fala e a do outro na sociedade, ao mesmo
tempo em que aprende a construir modelos científicos, a raciocinar através da formulação e
refutação de hipóteses; afinal, gramáticas nada mais são do que modos de explicação para um
fenômeno da natureza — as línguas naturais, que são uma característica exclusiva dos seres
humanos. Um dos objetivos deste livro é pavimentar um caminho que nos leve a entender as
línguas sob esse outro prisma, que não é nem literário, nem o da sua utilidade para aprender a
ler e a escrever — ambos, obviamente, legítimos e necessários —, mas sim aquele do olhar
curioso para um fenômeno natural, que caracteriza a atividade científica. Esse fenômeno é a
língua que falamos em casa, na nossa intimidade, com os nossos familiares e amigos. A língua
que o aluno traz para a escola.
O texto acima trata-se do primeiro capítulo da obra “Gramática na escolas”, escrita pelas
pesquisadoras Roberta Pires e Sandra Quarezemin.
É possível afirmar que o texto das autoras refere-se àchamada “língua natural”. Tal língua é -
predominantemente - escopo do estudo
da ética linguística
da gramática prescritiva.
do estruturalismo linguístico.
do gerativismo linguístico.
X da sociolinguística.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 4/11
[370937_32]
Questão
006
(ENADE)
Considerando a transposição do cartum acima para uma situação de ensino e aprendizagem
de língua portuguesa, avalie as afirmações a seguir:
I. A concepção de linguagem que a professora revela em sua prática desvincula a língua de
seu funcionamento social e histórico.
II. O ensino de língua portuguesa concebido como ensino de “português correto” toma a língua
como um sistema de regras autônomas, privilegiando uma análise interna do objeto.
III. A situação de comunicação apresentada no cartum evidencia a concepção de língua como
atividade sociointerativa situada e fonte geradora de aprendizagem.
IV. A valorização do conhecimento linguístico de que o aluno dispõe ao chegar à escola
sustenta a noção de língua como sistema de práticas linguísticas não fechadas e em
permanente constituição.
É correto apenas o que se afirma em
I e II.
I, II e IV.
III e IV.
X I, III e IV.
II e III.
[370937_49]
Questão
007
(ENADE) Tomando por base o trecho escrito que representa a fala de Nhinhinha: “Mas, não
pode, ué...”, assinale a opção correta a respeito dos processos de transposição da linguagem
oral para a linguagem escrita.
Os signos do código escrito são mais complexos que os signos do código falado; por isso, as
interjeições, como “ué”,são características de oralidade.
As letras do alfabeto do português representam palavras da língua portuguesa.
Por serem usadas em início de frases ou nomes próprios, as letras maiúsculas correspondem,
na fala, a maior impacto e força sonora.
Em língua portuguesa, a relação entre a letra e o som, como [e] no exemplo, é regular:
mantém-se a mesma em qualquer palavra.
X
Os sinais de pontuação marcam, na escrita, a organização dos fragmentos linguísticos, que
são marcados, na linguagem oral, pela entonação.
[370937_1]
Questão
008
Os primeiros registros de estudo sobre a linguagem remontam à Grécia Antiga. Platão, autor de
Crátilo, propôs o questionamento sobre a natureza dos nomes das coisas do mundo. Por
outras, ele questionou o porquê de uma cadeira ser denominada cadeira e não pedra. A tese
inicial dele foi a de que haveria uma relação entre
X as palavras, as formas e a natureza dos objetos.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 5/11
A fonologia, a fonética a natureza dos objetos.
as palavras, as formas e a variação linguística.
a natureza dos objetos, a variação linguística e a pragmática.
as formas, as classes de palavras e a sintaxe.
[370937_41]
Questão
009
(ENEM – adaptada) Resta saber o que ficou das línguas indígenas no português do Brasil.
Serafim da Silva Neto afirma: “No português brasileiro não há, positivamente, influência das
línguas africanas ou ameríndias”. Todavia, é difícil de aceitar que um longo período de
bilinguismo de dois séculos não deixasse marcas no português do Brasil.
ELIA, S. Fundamentos Histórico-Linguísticos do Português do Brasil. Rio de Janeiro: Lucerna,
2003 (adaptado).
No final do século XVIII, no norte do Egito, foi descoberta a Pedra de Roseta, que continha um
texto escrito em egípcio antigo, uma versão desse texto chamada “demótico”, é o mesmo texto
escrito em grego. Até então, a antiga escrita egípcia não estava decifrada. O inglês Thomas
Young estudou o objeto e fez algumas descobertas como, por exemplo, a direção em que a
leitura deveria ser feita. Mais tarde, o francês Jean-FrancoisChampollion voltou a estudá-la e
conseguiu decifrar a antiga escrita egípcia a partir do grego, provando que, na verdade, o grego
era a língua original do texto e que o egípcio era uma tradução.
Com base na leitura dos textos conclui-se, sobre as línguas, que
cada língua é única e intraduzível.
X elementos de uma língua são preservados, ainda que não haja mais falantes dessa língua.
o egípcio antigo e o grego apresentam a mesma estrutura gramatical, assim como as línguas
indígenas brasileiras e o português do Brasil.
o egípcio e o grego apresentavam letras e palavras similares, o que possibilitou a comparação
linguística, o mesmo que aconteceu com as línguas indígenas brasileiras e o português do
Brasil.
a língua escrita de determinado grupo desaparece quando a sociedade que a produzia é
extinta.
[370937_40]
Questão
010
(ENEM - adaptada) A forte presença de palavras indígenas e africanas e determos trazidos
pelos imigrantes a partir do século XIX é um dos traços que distinguem o português do Brasil e
o português de Portugal. Mas, olhando para a história dos empréstimos que o português
brasileiro recebeu de línguas europeias a partir do século XX, outra diferença também aparece:
com a vinda ao Brasil da família real portuguesa (1808) e, particularmente, com a
Independência, Portugal deixou de ser o intermediário obrigatório da assimilação desses
empréstimos e, assim, Brasil e Portugal começaram a divergir, não só por terem sofrido
influências diferentes, mas também pela maneira como reagiram a elas.
ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos.
São Paulo: Contexto, 2006.
Os empréstimos linguísticos, recebidos de diversas línguas, são importantes na constituição do
português do Brasil porque
promoveram uma língua acessível a falantes de origens distintas, como o africano, o indígena e
o europeu.
X
transformaram em um só idioma línguas diferentes, como as africanas, as indígenas e as
europeias.
guardaram uma relação de identidade entre os falantes do português do Brasil e os do
português de Portugal.
deixaram marcas da história vivida pela nação, como a colonização e a imigração.
tornaram a língua do Brasil mais complexa do que as línguas de outros países que também
tiveram colonização portuguesa.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 6/11
[370938_8]
Questão
011
(Enem 2016)
Ainda os equívocos no combate aos estrangeirismos Por que não se reconhece a existência de
norma nas variedades populares? Para desqualificá-las? Por que só uma norma é reconhecida
como norma e, não por acaso, a da elite? Por tantos equívocos, só nos resta lamentar que
algumas pessoas, imbuídas de crença de que estão defendendo a língua, a identidade e a
pátria, na verdade estejam reforçando velhos preconceitos e imposições. O português do Brasil
há muito distanciou-se do português de Portugal e das prescrições dos gramáticos, cujo serviço
às classes dominantes é definir a língua do poder em face de ameaças - internas e externas.
ZILLES, A. M. S. In: FARACO, C. A. (Org.). Estrangeirismos: guerras em torno da língua. São
Paulo: Parábola, 2004 (adaptado).
O texto aborda a linguagem como um campo de disputas e poder. As interrogações da autora
são estratégias que conduzem ao convencimento do leitor de que
X As prescrições dos gramáticos estão a serviço das classes dominantes.
A norma linguística da elite brasileira é a única reconhecida como tal.
O português do Brasil há muito distanciou-se das prescrições dos gramáticos.
A desvalorização das variedades linguísticas populares tem motivação social.
O português do Brasil é muito diferente do português de Portugal.
[370938_6]
Questão
012
(UESPI- Prefeitura de Teresina - PI - 2019 – Professor)
Leia o poema.
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
ANDRADE, Oswald. Disponível em: Acesso em 04 de nov. 2019.
O poema de Oswald de Andrade, ao ilustrar a maneira como determinadas palavras são
pronunciadas,
X
chama-nos a atenção para as diferenças no uso da língua, por apresentar termos que fogem à
correção linguística.
revela total preconceito linguístico do autor, por ironizar os vícios típicos da linguagem matuta.
apresenta a norma culta como superior ao coloquialismo presente na fala das pessoas menos
esclarecidas.
critica o modo de falar dos brasileiros, sobretudodas pessoas incultas, que não conhecem as
formalidades da língua.
satiriza os falantes que dizem “mio”, “mió”, “pió”, “teia”, “teiado”, por estarem infringindo regras
da norma culta.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 7/11
[370938_7]
Questão
013
(ENEM-2012)
O internetês na escola
O internetês — expressão grafolinguística criada na internet pelos adolescentes na última
década — foi, durante algum tempo, um bicho de sete cabeças para gramáticos e estudiosos
da língua. Eles temiam que as abreviações fonéticas (onde “casa” vira ksa; e “aqui” vira aki)
comprometessem o uso da norma culta do português para além das fronteiras cibernéticas.
Mas, ao que tudo indica, o temido internetês não passa de um simpático bichinho de uma
cabecinha só. Ainda que a maioria dos professores e educadores se preocupe com ele, a
ocorrência do internetês nas provas escolares, vestibulares e em concursos públicos é
insignificante. Essa forma de expressão parece ainda estar restrita a seu hábitat natural. Aliás,
aí está a questão: saber separar bem a hora em que podemos escrever de qq jto, da hora em
que não podemos escrever de “qualquer jeito”. Mas, e para um adolescente que fica várias
horas “teclando” que nem louco nos instant messengers e chats da vida, é fácil virar a
“chavinha” no cérebro do internetês para o português culto? “Essa dificuldade será proporcional
ao contato que o adolescente tenha com textos na forma culta, como jornais ou obras literárias.
Dependendo deste contato, ele terá mais facilidade para abrir mão do internetês” —explica
Eduardo de Almeida Navarro, professor livre-docente de língua tupi e literatura colonial da
USP.
RAMPAZZO, F. Disponível em: www.revistalingua.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado).
Segundo o texto, a interação virtual favoreceu o surgimento da modalidade linguística
conhecida como internetês. Quanto à influência do internetês no uso da forma culta da língua,
infere-se que
X
A criação de neologismos no campo cibernético é inevitável e restringe a capacidade de
compreensão dos internautas quando precisam lidar com leitura de textos formais.
A carência de vocabulário culto na fala de jovens tem sido um alerta quanto ao uso massivo da
internet, principalmente no que concerne a mensagens instantâneas.
A dificuldade dos adolescentes para produzirem textos mais complexos é evidente, sendo
consequência da expansão do uso indiscriminado da internet por esse público.
A alternância de variante linguística é uma habilidade dos usuários da língua e é acionada
pelos jovens de acordo com suas necessidades discursivas.
A ocorrência de termos do internetês em situações formais de escrita aponta a necessidade de
a língua ser vista como herança cultural que merece ser bem cuidada.
[370938_1]
Questão
014
No que diz respeito à análise da linguagem, há de se considerar algumas particularidades. A
linguagem apresenta algumas características como a simbolização, a articulação, a
regularidade, a intencionalidade e a produtividade. Em relação a essas características, marque
V ou F para os itens abaixo, em seguida, marque a opção correta.
( ) Capacidade humana de operar com elementos que representam a realidade, mas sem a
constituir em si.
( ) O fato de a linguagem não estar atrelada a um ato comunicativo e não ser analisável em
vários níveis complexos.
( ) As manifestações linguísticas não serem recorrentes devido ao fato de a linguagem não ter
um sistema linguístico.
( ) Toda comunicação ter um propósito e se relacionar a algo.
( ) Conter mecanismos para produzir uma infinidade de mensagens, ou seja, ser produtiva.
V, V, F, F, F.
V, V, V, F, V.
V, F, F, V, V.
F, F, F, V, V.
X V, F, V, V, F.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 8/11
[370938_17]
Questão
015
(IDECAN - 2019 - IF-PB - Professor - Língua Portuguesa- adaptada)
GRAMÁTICAS: ROTA ALTERNATIVA PARA AS AULAS DE PORTUGUÊS
E nós estamos ainda no processo de aprender como fazer democracia. E a luta por ela passa
pela luta contra todo tipo de autoritarismo.
Paulo Freire, 2000: 136.
1.1 O ALUNO QUE CONSTRÓI GRAMÁTICAS
Este livro busca refletir sobre a contribuição que a Linguística atual pode dar para a formação
(continuada) do professor de Língua Portuguesa, ao mesmo tempo em que pretende mostrar
possibilidades de atuação do bacharel em Linguística na escola que vão para além da sala de
aula. Pode parecer surpreendente à primeira vista, mas a Linguística, uma disciplina científica
que busca compreender as línguas naturais, aquelas que adquirimos em casa, sem instrução
formal, tem um lugar na escola e não apenas na sala de aula. O seu papel no ensino não é
tema novo. Há várias propostas para a Linguística entrar na escola. Nossa proposta é que o
professor juntamente com os seus alunos se aventure a elaborar gramáticas (ou fragmentos de
gramáticas). Fomos influenciadas pela leitura das experiências didáticas descritas em Chomsky
et al. (1985), Carey et al. (1989), O'Neil et al. (2004) e O'Neil et al. (2010), entre outros, que
mostram que a reflexão sobre uma língua natural ensina o método científico, auxilia no ensino
de ciências e matemática e desenvolve as capacidades de leitura e escrita. Esses projetos
foram desenvolvidos com comunidades carentes nos Estados Unidos — em comunidades
indígenas americanas — e na África, em escolas sem infraestrutura, sem laboratórios, sem
bibliotecas. Refletir sobre a linguagem exige apenas um bom professor, quadro-negro e a
intuição dos alunos. Essa é uma maneira de ensinar a raciocinar cientificamente com
pouquíssimos recursos. Além disso, essas experiências mostram que realizar essa reflexão
resultou em escritores e leitores mais habilidosos. Uma outra razão para utilizarmos a
Linguística na escola é o fato de que ela permite a inclusão de todos os falares (e, portanto, de
todos os falantes), não apenas de variedades diferentes do português, variedades que são
estigmatizadas socialmente — e esse é também um aspecto que a Linguística ajuda a
esclarecer —, mas principalmente de falantes de outras línguas, como, por exemplo, a língua
de sinais brasileira. As aulas de língua portuguesa podem não apenas versar sobre o
português e suas variedades, elas podem ser uma oportunidade para se conhecer outras
línguas, compará-las.
Neste livro, imaginamos aulas de português diferentes, como momentos em que as línguas e
suas gramáticas ganham proeminência, o que permite tornar essas aulas espaços de interação
com outras disciplinas, com as quais em geral não há conversa, como, por exemplo, a
matemática; são também uma intervenção na sociedade, não apenas para desmistificar muitos
dos preconceitos que a sociedade brasileira ainda tem quanto à língua, mas principalmente
para formar cidadãos críticos, que sabem avaliar um argumento.
As aulas de português, nesta proposta, são momentos privilegiados em que o aluno se
reconhece, valoriza sua fala, entende o lugar da sua fala e a do outro na sociedade, ao mesmo
tempo em que aprende a construir modelos científicos, a raciocinar através da formulação e
refutação de hipóteses; afinal, gramáticas nada mais são do que modos de explicação para um
fenômeno da natureza — as línguas naturais, que são uma característica exclusiva dos seres
humanos. Um dos objetivos deste livro é pavimentar um caminho que nos leve a entender as
línguas sob esse outro prisma, que não é nem literário, nem o da sua utilidade para aprender a
ler e a escrever — ambos, obviamente, legítimos e necessários —, mas sim aquele do olhar
curioso para um fenômeno natural, que caracteriza a atividade científica. Esse fenômeno é a
língua que falamos em casa, na nossa intimidade, com os nossos familiares e amigos. A língua
que o aluno traz para a escola.
O texto acima trata-se do primeiro capítulo da obra “Gramática na escolas”, escrita pelas
pesquisadoras Roberta Pires e Sandra Quarezemin.
Ainda sobre o trecho “Refletir sobre a linguagem exige apenas um bom professor, quadro-
negro e a intuição dos alunos. Essa é uma maneira de ensinar a raciocinar cientificamente com
pouquíssimos recursos.” Pode-seafirmar que a oração que se inicia pelo anafórico “essa”
possui, relacionada ao período anterior, o objetivo de
ser indiferente ao professor leitor.
X encorajar o professor leitor do texto.
dirigir-se exclusivamente ao pai do aluno.
desestimular o professor leitor do texto.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 9/11
dirigir-se exclusivamente ao aluno.
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Questão
016
(CPCON - Prefeitura de Gurinhém - PB - 2019)
Atente aos itens abaixo e responda o que se pede.
I- Eu só provoco confusão na minha vida, quando não arranjo gripe.
II- Não sei arrazoar sobre política.
III- A mulher entrou no ônibus sobraçando vários volumes.
IV- Avelha senhora perfilhou várias crianças, para afastar a solidão.
V- Sentindo-me, feliz, e para deixá-lo mais feroz ainda, eu o açulava.
Nos enunciados acima, as palavras destacadas podem ser substituídas na sequência, sem
causar alteração de sentido, por:
respeito, respeitar, ameaçando, ratificava, taxava.
desejo, gritar, espalhando, comprou, atirava
adoto, enganar, apurando, comprou, comovia.
obtenho, comprar, despejando, ralhou, comprava.
X gero, discorrer, carregando, adotou, provocava.
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Questão
017
(AOCP- Prefeitura de Betim - MG - 2019 – Professor)
Ao afastar o falante de sua dimensão social e histórica, tem-se uma visão monológica de
língua, voltada para si mesma, formalista, valorizando-se apenas o seu funcionamento interno.
A concepção de linguagem desenvolvida por Bakhtin, ao contrário, deve considerá-la como
fenômeno sócio ideológico, determinado pelo contexto.
De acordo com o pensamento bakhtiniano, portanto, é correto afirmar que
X
o autor, Bakhtin, defende um trabalho com a língua na sua relação com as ações humanas e
com a vida, ou seja, um trabalho com a língua como fenômeno social de interação verbal.
a interação verbal não constitui a realidade fundamental da língua. Bakhtin dispensa, portanto,
a concepção que entende a língua como prática social.
a enunciação se apresenta como ato monológico, individual, prescindindo-se do outro e das
circunstâncias, da situação social em que a enunciação ocorre.
a linguagem como expressão do pensamento é que assegura o real funcionamento da
linguagem.
as formas linguísticas ou as expressões significam por si e não significam na interlocução, na
sua relação com a situação
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 10/11
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Questão
018
(UESPI- Prefeitura de Teresina - PI - 2019 – Professor)
Leia o texto.
Criatividade e gramática Sabemos que não são poucos os estudiosos da linguagem que
consideram a gramática, a gramática normativa, sobretudo como ela é ensinada, de modo
absolutista e em exercícios em que estão em jogo mais classificações e nomenclaturas,
cerceadora da atividade linguística e, portanto, sem utilidade para um domínio mais flexível,
particularmente da escrita. Considerada, no entanto, antes como um saber que todo falante
possui em alto grau de perfeição, que se manifesta em seus atos verbais, e depois, como a
descrição (que poder ter uma intenção normativa) deste saber, o ensino da gramática é
importante se visar à ampliação do conhecimento reflexivo do já sabido e do aprendido. Desta
maneira, não há como não relacionar a gramática com a produção e a compreensão do texto.
Assim, dentro desta orientação, a gramática não pode opor-se à criatividade, ideia esta que
perpassa, não só pelo mundo leigo, mas também por certa parcela do mundo dos profissionais
do ensino.
Em seu ensaio, intitulado justamente “Criatividade e Gramática”, Franchi (1987), além de não
restringir a gramática a “um livro de etiquetas”, traça uma trajetória histórica do conceito de
criatividade, encarecendo a necessidade de ampliar o seu conceito. [...].
[...], se minha fala se mostra adequada ao meu interlocutor, ao tema de que se trata, às
circunstâncias da interação verbal, é porque escolhi também os recursos gramaticais
esperados; logo, soube ser criativo, valer-me da criatividade, pois alcancei a eficácia
comunicativa, o sucesso em minha atividade linguística, que é, afinal, o que se espera,
idealmente, de todo falante.
Liberto de conceitos redutores de gramática e criatividade, pode, então, o professor, partindo
da análise gramatical dos recursos utilizados nos textos mais variados, até o de uma simples
manchete no jornal, contribuir, gradativamente, para a ampliação dos meios expressivos de
seus alunos, de modo a virem eles a alcançar uma compreensão aceitável da estrutura e
funcionamento de sua língua. A gramática tem, pois, um papel importante no ensino da língua,
se bem fundamentados os princípios e caminhos a trilhar.
UCHÔA, Carlos Eduardo Falcão. O ensino da gramática: caminhos e descaminhos. 2 ed. Rio
de Janeiro, Lexikon, 2016. p. 137-139.
Um dos principais argumentos defendidos no texto sobre o ensino da gramática é o de que
o professor, ao ensinar a língua, deve partir da análise gramatical e depois, usando sua
criatividade, trabalhar a escrita e a interpretação dos textos.
certa parcela dos profissionais do ensino entende como arriscada a tarefa de relacionar a
gramática com a produção e a compreensão do texto.
muitos estudiosos consideram que o modo como a gramática é ensinada não contribui para o
desenvolvimento do conhecimento reflexivo sobre a língua.
X
a criatividade do professor para ensinar a gramática é o fator determinante para aprendizagem,
pelos alunos, das classificações e das nomenclaturas.
não há uma maneira de relacionar o ensino da gramática, sobretudo a normativa, segundo
especialistas, com produção e a compreensão do texto.
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Questão
019
(Enem 2010)
A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em
unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto e até um
lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro
dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações.
DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Predomina no texto a função da linguagem
Poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem.
Fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.
Conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor.
X Referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.
Emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia.
Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 11/11
[370939_12]
Questão
020
(AOCP- Prefeitura de Betim - MG - 2019 – Professor)
Quando nos reportamos à gramática normativa, de imediato nos vem à mente a palavra
“norma”. Em termos gerais, a noção de norma corresponde à regra. No caso da gramática
normativa, trata-se de regras a serem seguidas. No entanto, para a Linguística, “norma” tem
outro conceito.
Sobre esse conceito linguístico, assinale a alternativa correta.
 
X A escrita equivale à norma culta, pois seu uso conserva as regras tradicionais da gramática.
Encaixa-se nessa definição uma subclassificação: norma padrão e norma culta (a primeira
corresponde a padrões efetivos de uso observável em certo grupo; a segunda, a regras
impostas).
Entende-se como o conjunto de usos e atitudes (valores socioculturais agregados às formas)
comuns a determinados grupos sociais.
É uma sistematização com base em imposições prescritivas da gramática normativa.
São regras descritivas formuladas a partir da gramática tradicional.

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