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Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 1/11 CAROLINA FRANCISCA CANDIDO DURÃO Avaliação Online (SALA EAD) - Capitulos/Referencias 1,2,3,4,5,6 Atividade finalizada em 23/11/2024 22:11:49 (2640403 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: LINGUÍSTICA GERAL [1299153] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - 1,2,3,4,5,6] Turma: Segunda Graduação: Licenciatura em Letras - Português e Inglês p/ Licenciados - Grupo: SETEMBRO/2024 - SGice0A040924 [142184] Aluno(a): 91559282 - CAROLINA FRANCISCA CANDIDO DURÃO - Respondeu 12 questões corretas, obtendo um total de 30,00 pontos como nota [370937_3] Questão 001 (FGV- Oficial de Justiça- Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul-adaptada) Observe o texto a seguir, retirado de uma revista de computação. “Por mais poderoso que seja, um computador sem programas adequados tem pouca utilidade. E um ‘programa adequado’ com certeza não é aquele aplicativo profissional, caro e sofisticado que, às vezes, já vem instalado. De nada adiantam funções, botões e janelas, se você não conseguir fazer alguma coisa com eles”. Lembrando que a semântica estuda as relações de significado das palavras. Um dos elementos que dá coerência aos textos é a ocorrência de vocábulos que estão dentro de um mesmo campo semântico; nesse texto, as palavras que pertencem ao mesmo bloco conceitual são: X computador, programas, aplicativo, janelas. programas, aplicativo, caro, instalado. caro, sofisticado, instalado, funções. computador, programa, aplicativo, sofisticado. poderoso, aplicativo, instalado, funções. [370937_4] Questão 002 (CEFET MINAS-2018) Na teoria da comunicação, linguagem é a expressão individual e social do ser humano e, ao mesmo tempo, o elemento comum que possibilita o processo comunicativo entre as pessoas que vivem em sociedade. Essa expressão pode acontecer de forma verbal (uso de palavras), não verbal (sem palavras) ou mista. A esse respeito, leia a tirinha. (Disponível em: Acesso em: 22 jan. 2019.) Segundo os tipos de linguagem presentes na tirinha, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma. ( ) Em todos os quadrinhos, há a linguagem não verbal. ( ) A personagem utiliza a linguagem oral para se expressar. ( ) Na hierarquia das linguagens, a verbal predomina na tirinha. ( ) Na tirinha, a construção de sentido se estabelece pela linguagem mista. ( ) A repetição da onomatopeia “CHOMP” refere-se à linguagem não verbal. De acordo com as afirmações, a sequência correta é: F, F, V, F, V. X V, V, F, V, F. V, F, V, F, F. F, V, F, V, V. V, V, F, F, V. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 2/11 [370937_31] Questão 003 (ENADE) Disponível em: https://descomplica.com.br O texto exemplifica a variedade linguística: Diastrática (camada social/profissional). Diatópica (geográfica). Diafásica (formal/informal). X Diacrônica (de tempo). Diamésica (modalidade oral/escrita). [370937_30] Questão 004 (ENEM) As dimensões continentais do Brasil são objeto de reflexões expressas em diferentes linguagens. Esse tema aparece no seguinte poema: “[...] Que importa que uns falem mole descansado Que os cariocas arranhem os erres na garganta Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais? Que tem se o quinhentos réis meridional Vira cinco tostões do Rio pro Norte? Junto formamos este assombro de misérias e grandezas, Brasil, nome de vegetal! [...]” Mário de Andrade. Poesias completas. 6. ed. São Paulo: Martins Editora, 1980. O texto poético ora reproduzido trata das diferenças brasileiras no âmbito Étnico e religioso. Histórico e geográfico. X Linguístico e econômico. Literário e popular. Racial e folclórico. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 3/11 [370937_18] Questão 005 (IDECAN - 2019 - IF-PB - Professor - Língua Portuguesa- adaptada) GRAMÁTICAS: ROTA ALTERNATIVA PARA AS AULAS DE PORTUGUÊS E nós estamos ainda no processo de aprender como fazer democracia. E a luta por ela passa pela luta contra todo tipo de autoritarismo. Paulo Freire, 2000: 136. 1.1 O ALUNO QUE CONSTRÓI GRAMÁTICAS Este livro busca refletir sobre a contribuição que a Linguística atual pode dar para a formação (continuada) do professor de Língua Portuguesa, ao mesmo tempo em que pretende mostrar possibilidades de atuação do bacharel em Linguística na escola que vão para além da sala de aula. Pode parecer surpreendente à primeira vista, mas a Linguística, uma disciplina científica que busca compreender as línguas naturais, aquelas que adquirimos em casa, sem instrução formal, tem um lugar na escola e não apenas na sala de aula. O seu papel no ensino não é tema novo. Há várias propostas para a Linguística entrar na escola. Nossa proposta é que o professor juntamente com os seus alunos se aventure a elaborar gramáticas (ou fragmentos de gramáticas). Fomos influenciadas pela leitura das experiências didáticas descritas em Chomsky et al. (1985), Carey et al. (1989), O'Neil et al. (2004) e O'Neil et al. (2010), entre outros, que mostram que a reflexão sobre uma língua natural ensina o método científico, auxilia no ensino de ciências e matemática e desenvolve as capacidades de leitura e escrita. Esses projetos foram desenvolvidos com comunidades carentes nos Estados Unidos — em comunidades indígenas americanas — e na África, em escolas sem infraestrutura, sem laboratórios, sem bibliotecas. Refletir sobre a linguagem exige apenas um bom professor, quadro-negro e a intuição dos alunos. Essa é uma maneira de ensinar a raciocinar cientificamente com pouquíssimos recursos. Além disso, essas experiências mostram que realizar essa reflexão resultou em escritores e leitores mais habilidosos. Uma outra razão para utilizarmos a Linguística na escola é o fato de que ela permite a inclusão de todos os falares (e, portanto, de todos os falantes), não apenas de variedades diferentes do português, variedades que são estigmatizadas socialmente — e esse é também um aspecto que a Linguística ajuda a esclarecer —, mas principalmente de falantes de outras línguas, como, por exemplo, a língua de sinais brasileira. As aulas de língua portuguesa podem não apenas versar sobre o português e suas variedades, elas podem ser uma oportunidade para se conhecer outras línguas, compará-las. Neste livro, imaginamos aulas de português diferentes, como momentos em que as línguas e suas gramáticas ganham proeminência, o que permite tornar essas aulas espaços de interação com outras disciplinas, com as quais em geral não há conversa, como, por exemplo, a matemática; são também uma intervenção na sociedade, não apenas para desmistificar muitos dos preconceitos que a sociedade brasileira ainda tem quanto à língua, mas principalmente para formar cidadãos críticos, que sabem avaliar um argumento. As aulas de português, nesta proposta, são momentos privilegiados em que o aluno se reconhece, valoriza sua fala, entende o lugar da sua fala e a do outro na sociedade, ao mesmo tempo em que aprende a construir modelos científicos, a raciocinar através da formulação e refutação de hipóteses; afinal, gramáticas nada mais são do que modos de explicação para um fenômeno da natureza — as línguas naturais, que são uma característica exclusiva dos seres humanos. Um dos objetivos deste livro é pavimentar um caminho que nos leve a entender as línguas sob esse outro prisma, que não é nem literário, nem o da sua utilidade para aprender a ler e a escrever — ambos, obviamente, legítimos e necessários —, mas sim aquele do olhar curioso para um fenômeno natural, que caracteriza a atividade científica. Esse fenômeno é a língua que falamos em casa, na nossa intimidade, com os nossos familiares e amigos. A língua que o aluno traz para a escola. O texto acima trata-se do primeiro capítulo da obra “Gramática na escolas”, escrita pelas pesquisadoras Roberta Pires e Sandra Quarezemin. É possível afirmar que o texto das autoras refere-se àchamada “língua natural”. Tal língua é - predominantemente - escopo do estudo da ética linguística da gramática prescritiva. do estruturalismo linguístico. do gerativismo linguístico. X da sociolinguística. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 4/11 [370937_32] Questão 006 (ENADE) Considerando a transposição do cartum acima para uma situação de ensino e aprendizagem de língua portuguesa, avalie as afirmações a seguir: I. A concepção de linguagem que a professora revela em sua prática desvincula a língua de seu funcionamento social e histórico. II. O ensino de língua portuguesa concebido como ensino de “português correto” toma a língua como um sistema de regras autônomas, privilegiando uma análise interna do objeto. III. A situação de comunicação apresentada no cartum evidencia a concepção de língua como atividade sociointerativa situada e fonte geradora de aprendizagem. IV. A valorização do conhecimento linguístico de que o aluno dispõe ao chegar à escola sustenta a noção de língua como sistema de práticas linguísticas não fechadas e em permanente constituição. É correto apenas o que se afirma em I e II. I, II e IV. III e IV. X I, III e IV. II e III. [370937_49] Questão 007 (ENADE) Tomando por base o trecho escrito que representa a fala de Nhinhinha: “Mas, não pode, ué...”, assinale a opção correta a respeito dos processos de transposição da linguagem oral para a linguagem escrita. Os signos do código escrito são mais complexos que os signos do código falado; por isso, as interjeições, como “ué”,são características de oralidade. As letras do alfabeto do português representam palavras da língua portuguesa. Por serem usadas em início de frases ou nomes próprios, as letras maiúsculas correspondem, na fala, a maior impacto e força sonora. Em língua portuguesa, a relação entre a letra e o som, como [e] no exemplo, é regular: mantém-se a mesma em qualquer palavra. X Os sinais de pontuação marcam, na escrita, a organização dos fragmentos linguísticos, que são marcados, na linguagem oral, pela entonação. [370937_1] Questão 008 Os primeiros registros de estudo sobre a linguagem remontam à Grécia Antiga. Platão, autor de Crátilo, propôs o questionamento sobre a natureza dos nomes das coisas do mundo. Por outras, ele questionou o porquê de uma cadeira ser denominada cadeira e não pedra. A tese inicial dele foi a de que haveria uma relação entre X as palavras, as formas e a natureza dos objetos. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 5/11 A fonologia, a fonética a natureza dos objetos. as palavras, as formas e a variação linguística. a natureza dos objetos, a variação linguística e a pragmática. as formas, as classes de palavras e a sintaxe. [370937_41] Questão 009 (ENEM – adaptada) Resta saber o que ficou das línguas indígenas no português do Brasil. Serafim da Silva Neto afirma: “No português brasileiro não há, positivamente, influência das línguas africanas ou ameríndias”. Todavia, é difícil de aceitar que um longo período de bilinguismo de dois séculos não deixasse marcas no português do Brasil. ELIA, S. Fundamentos Histórico-Linguísticos do Português do Brasil. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003 (adaptado). No final do século XVIII, no norte do Egito, foi descoberta a Pedra de Roseta, que continha um texto escrito em egípcio antigo, uma versão desse texto chamada “demótico”, é o mesmo texto escrito em grego. Até então, a antiga escrita egípcia não estava decifrada. O inglês Thomas Young estudou o objeto e fez algumas descobertas como, por exemplo, a direção em que a leitura deveria ser feita. Mais tarde, o francês Jean-FrancoisChampollion voltou a estudá-la e conseguiu decifrar a antiga escrita egípcia a partir do grego, provando que, na verdade, o grego era a língua original do texto e que o egípcio era uma tradução. Com base na leitura dos textos conclui-se, sobre as línguas, que cada língua é única e intraduzível. X elementos de uma língua são preservados, ainda que não haja mais falantes dessa língua. o egípcio antigo e o grego apresentam a mesma estrutura gramatical, assim como as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil. o egípcio e o grego apresentavam letras e palavras similares, o que possibilitou a comparação linguística, o mesmo que aconteceu com as línguas indígenas brasileiras e o português do Brasil. a língua escrita de determinado grupo desaparece quando a sociedade que a produzia é extinta. [370937_40] Questão 010 (ENEM - adaptada) A forte presença de palavras indígenas e africanas e determos trazidos pelos imigrantes a partir do século XIX é um dos traços que distinguem o português do Brasil e o português de Portugal. Mas, olhando para a história dos empréstimos que o português brasileiro recebeu de línguas europeias a partir do século XX, outra diferença também aparece: com a vinda ao Brasil da família real portuguesa (1808) e, particularmente, com a Independência, Portugal deixou de ser o intermediário obrigatório da assimilação desses empréstimos e, assim, Brasil e Portugal começaram a divergir, não só por terem sofrido influências diferentes, mas também pela maneira como reagiram a elas. ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006. Os empréstimos linguísticos, recebidos de diversas línguas, são importantes na constituição do português do Brasil porque promoveram uma língua acessível a falantes de origens distintas, como o africano, o indígena e o europeu. X transformaram em um só idioma línguas diferentes, como as africanas, as indígenas e as europeias. guardaram uma relação de identidade entre os falantes do português do Brasil e os do português de Portugal. deixaram marcas da história vivida pela nação, como a colonização e a imigração. tornaram a língua do Brasil mais complexa do que as línguas de outros países que também tiveram colonização portuguesa. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 6/11 [370938_8] Questão 011 (Enem 2016) Ainda os equívocos no combate aos estrangeirismos Por que não se reconhece a existência de norma nas variedades populares? Para desqualificá-las? Por que só uma norma é reconhecida como norma e, não por acaso, a da elite? Por tantos equívocos, só nos resta lamentar que algumas pessoas, imbuídas de crença de que estão defendendo a língua, a identidade e a pátria, na verdade estejam reforçando velhos preconceitos e imposições. O português do Brasil há muito distanciou-se do português de Portugal e das prescrições dos gramáticos, cujo serviço às classes dominantes é definir a língua do poder em face de ameaças - internas e externas. ZILLES, A. M. S. In: FARACO, C. A. (Org.). Estrangeirismos: guerras em torno da língua. São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado). O texto aborda a linguagem como um campo de disputas e poder. As interrogações da autora são estratégias que conduzem ao convencimento do leitor de que X As prescrições dos gramáticos estão a serviço das classes dominantes. A norma linguística da elite brasileira é a única reconhecida como tal. O português do Brasil há muito distanciou-se das prescrições dos gramáticos. A desvalorização das variedades linguísticas populares tem motivação social. O português do Brasil é muito diferente do português de Portugal. [370938_6] Questão 012 (UESPI- Prefeitura de Teresina - PI - 2019 – Professor) Leia o poema. Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. ANDRADE, Oswald. Disponível em: Acesso em 04 de nov. 2019. O poema de Oswald de Andrade, ao ilustrar a maneira como determinadas palavras são pronunciadas, X chama-nos a atenção para as diferenças no uso da língua, por apresentar termos que fogem à correção linguística. revela total preconceito linguístico do autor, por ironizar os vícios típicos da linguagem matuta. apresenta a norma culta como superior ao coloquialismo presente na fala das pessoas menos esclarecidas. critica o modo de falar dos brasileiros, sobretudodas pessoas incultas, que não conhecem as formalidades da língua. satiriza os falantes que dizem “mio”, “mió”, “pió”, “teia”, “teiado”, por estarem infringindo regras da norma culta. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 7/11 [370938_7] Questão 013 (ENEM-2012) O internetês na escola O internetês — expressão grafolinguística criada na internet pelos adolescentes na última década — foi, durante algum tempo, um bicho de sete cabeças para gramáticos e estudiosos da língua. Eles temiam que as abreviações fonéticas (onde “casa” vira ksa; e “aqui” vira aki) comprometessem o uso da norma culta do português para além das fronteiras cibernéticas. Mas, ao que tudo indica, o temido internetês não passa de um simpático bichinho de uma cabecinha só. Ainda que a maioria dos professores e educadores se preocupe com ele, a ocorrência do internetês nas provas escolares, vestibulares e em concursos públicos é insignificante. Essa forma de expressão parece ainda estar restrita a seu hábitat natural. Aliás, aí está a questão: saber separar bem a hora em que podemos escrever de qq jto, da hora em que não podemos escrever de “qualquer jeito”. Mas, e para um adolescente que fica várias horas “teclando” que nem louco nos instant messengers e chats da vida, é fácil virar a “chavinha” no cérebro do internetês para o português culto? “Essa dificuldade será proporcional ao contato que o adolescente tenha com textos na forma culta, como jornais ou obras literárias. Dependendo deste contato, ele terá mais facilidade para abrir mão do internetês” —explica Eduardo de Almeida Navarro, professor livre-docente de língua tupi e literatura colonial da USP. RAMPAZZO, F. Disponível em: www.revistalingua.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado). Segundo o texto, a interação virtual favoreceu o surgimento da modalidade linguística conhecida como internetês. Quanto à influência do internetês no uso da forma culta da língua, infere-se que X A criação de neologismos no campo cibernético é inevitável e restringe a capacidade de compreensão dos internautas quando precisam lidar com leitura de textos formais. A carência de vocabulário culto na fala de jovens tem sido um alerta quanto ao uso massivo da internet, principalmente no que concerne a mensagens instantâneas. A dificuldade dos adolescentes para produzirem textos mais complexos é evidente, sendo consequência da expansão do uso indiscriminado da internet por esse público. A alternância de variante linguística é uma habilidade dos usuários da língua e é acionada pelos jovens de acordo com suas necessidades discursivas. A ocorrência de termos do internetês em situações formais de escrita aponta a necessidade de a língua ser vista como herança cultural que merece ser bem cuidada. [370938_1] Questão 014 No que diz respeito à análise da linguagem, há de se considerar algumas particularidades. A linguagem apresenta algumas características como a simbolização, a articulação, a regularidade, a intencionalidade e a produtividade. Em relação a essas características, marque V ou F para os itens abaixo, em seguida, marque a opção correta. ( ) Capacidade humana de operar com elementos que representam a realidade, mas sem a constituir em si. ( ) O fato de a linguagem não estar atrelada a um ato comunicativo e não ser analisável em vários níveis complexos. ( ) As manifestações linguísticas não serem recorrentes devido ao fato de a linguagem não ter um sistema linguístico. ( ) Toda comunicação ter um propósito e se relacionar a algo. ( ) Conter mecanismos para produzir uma infinidade de mensagens, ou seja, ser produtiva. V, V, F, F, F. V, V, V, F, V. V, F, F, V, V. F, F, F, V, V. X V, F, V, V, F. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 8/11 [370938_17] Questão 015 (IDECAN - 2019 - IF-PB - Professor - Língua Portuguesa- adaptada) GRAMÁTICAS: ROTA ALTERNATIVA PARA AS AULAS DE PORTUGUÊS E nós estamos ainda no processo de aprender como fazer democracia. E a luta por ela passa pela luta contra todo tipo de autoritarismo. Paulo Freire, 2000: 136. 1.1 O ALUNO QUE CONSTRÓI GRAMÁTICAS Este livro busca refletir sobre a contribuição que a Linguística atual pode dar para a formação (continuada) do professor de Língua Portuguesa, ao mesmo tempo em que pretende mostrar possibilidades de atuação do bacharel em Linguística na escola que vão para além da sala de aula. Pode parecer surpreendente à primeira vista, mas a Linguística, uma disciplina científica que busca compreender as línguas naturais, aquelas que adquirimos em casa, sem instrução formal, tem um lugar na escola e não apenas na sala de aula. O seu papel no ensino não é tema novo. Há várias propostas para a Linguística entrar na escola. Nossa proposta é que o professor juntamente com os seus alunos se aventure a elaborar gramáticas (ou fragmentos de gramáticas). Fomos influenciadas pela leitura das experiências didáticas descritas em Chomsky et al. (1985), Carey et al. (1989), O'Neil et al. (2004) e O'Neil et al. (2010), entre outros, que mostram que a reflexão sobre uma língua natural ensina o método científico, auxilia no ensino de ciências e matemática e desenvolve as capacidades de leitura e escrita. Esses projetos foram desenvolvidos com comunidades carentes nos Estados Unidos — em comunidades indígenas americanas — e na África, em escolas sem infraestrutura, sem laboratórios, sem bibliotecas. Refletir sobre a linguagem exige apenas um bom professor, quadro-negro e a intuição dos alunos. Essa é uma maneira de ensinar a raciocinar cientificamente com pouquíssimos recursos. Além disso, essas experiências mostram que realizar essa reflexão resultou em escritores e leitores mais habilidosos. Uma outra razão para utilizarmos a Linguística na escola é o fato de que ela permite a inclusão de todos os falares (e, portanto, de todos os falantes), não apenas de variedades diferentes do português, variedades que são estigmatizadas socialmente — e esse é também um aspecto que a Linguística ajuda a esclarecer —, mas principalmente de falantes de outras línguas, como, por exemplo, a língua de sinais brasileira. As aulas de língua portuguesa podem não apenas versar sobre o português e suas variedades, elas podem ser uma oportunidade para se conhecer outras línguas, compará-las. Neste livro, imaginamos aulas de português diferentes, como momentos em que as línguas e suas gramáticas ganham proeminência, o que permite tornar essas aulas espaços de interação com outras disciplinas, com as quais em geral não há conversa, como, por exemplo, a matemática; são também uma intervenção na sociedade, não apenas para desmistificar muitos dos preconceitos que a sociedade brasileira ainda tem quanto à língua, mas principalmente para formar cidadãos críticos, que sabem avaliar um argumento. As aulas de português, nesta proposta, são momentos privilegiados em que o aluno se reconhece, valoriza sua fala, entende o lugar da sua fala e a do outro na sociedade, ao mesmo tempo em que aprende a construir modelos científicos, a raciocinar através da formulação e refutação de hipóteses; afinal, gramáticas nada mais são do que modos de explicação para um fenômeno da natureza — as línguas naturais, que são uma característica exclusiva dos seres humanos. Um dos objetivos deste livro é pavimentar um caminho que nos leve a entender as línguas sob esse outro prisma, que não é nem literário, nem o da sua utilidade para aprender a ler e a escrever — ambos, obviamente, legítimos e necessários —, mas sim aquele do olhar curioso para um fenômeno natural, que caracteriza a atividade científica. Esse fenômeno é a língua que falamos em casa, na nossa intimidade, com os nossos familiares e amigos. A língua que o aluno traz para a escola. O texto acima trata-se do primeiro capítulo da obra “Gramática na escolas”, escrita pelas pesquisadoras Roberta Pires e Sandra Quarezemin. Ainda sobre o trecho “Refletir sobre a linguagem exige apenas um bom professor, quadro- negro e a intuição dos alunos. Essa é uma maneira de ensinar a raciocinar cientificamente com pouquíssimos recursos.” Pode-seafirmar que a oração que se inicia pelo anafórico “essa” possui, relacionada ao período anterior, o objetivo de ser indiferente ao professor leitor. X encorajar o professor leitor do texto. dirigir-se exclusivamente ao pai do aluno. desestimular o professor leitor do texto. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 9/11 dirigir-se exclusivamente ao aluno. [370939_1] Questão 016 (CPCON - Prefeitura de Gurinhém - PB - 2019) Atente aos itens abaixo e responda o que se pede. I- Eu só provoco confusão na minha vida, quando não arranjo gripe. II- Não sei arrazoar sobre política. III- A mulher entrou no ônibus sobraçando vários volumes. IV- Avelha senhora perfilhou várias crianças, para afastar a solidão. V- Sentindo-me, feliz, e para deixá-lo mais feroz ainda, eu o açulava. Nos enunciados acima, as palavras destacadas podem ser substituídas na sequência, sem causar alteração de sentido, por: respeito, respeitar, ameaçando, ratificava, taxava. desejo, gritar, espalhando, comprou, atirava adoto, enganar, apurando, comprou, comovia. obtenho, comprar, despejando, ralhou, comprava. X gero, discorrer, carregando, adotou, provocava. [370939_11] Questão 017 (AOCP- Prefeitura de Betim - MG - 2019 – Professor) Ao afastar o falante de sua dimensão social e histórica, tem-se uma visão monológica de língua, voltada para si mesma, formalista, valorizando-se apenas o seu funcionamento interno. A concepção de linguagem desenvolvida por Bakhtin, ao contrário, deve considerá-la como fenômeno sócio ideológico, determinado pelo contexto. De acordo com o pensamento bakhtiniano, portanto, é correto afirmar que X o autor, Bakhtin, defende um trabalho com a língua na sua relação com as ações humanas e com a vida, ou seja, um trabalho com a língua como fenômeno social de interação verbal. a interação verbal não constitui a realidade fundamental da língua. Bakhtin dispensa, portanto, a concepção que entende a língua como prática social. a enunciação se apresenta como ato monológico, individual, prescindindo-se do outro e das circunstâncias, da situação social em que a enunciação ocorre. a linguagem como expressão do pensamento é que assegura o real funcionamento da linguagem. as formas linguísticas ou as expressões significam por si e não significam na interlocução, na sua relação com a situação Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 10/11 [370939_4] Questão 018 (UESPI- Prefeitura de Teresina - PI - 2019 – Professor) Leia o texto. Criatividade e gramática Sabemos que não são poucos os estudiosos da linguagem que consideram a gramática, a gramática normativa, sobretudo como ela é ensinada, de modo absolutista e em exercícios em que estão em jogo mais classificações e nomenclaturas, cerceadora da atividade linguística e, portanto, sem utilidade para um domínio mais flexível, particularmente da escrita. Considerada, no entanto, antes como um saber que todo falante possui em alto grau de perfeição, que se manifesta em seus atos verbais, e depois, como a descrição (que poder ter uma intenção normativa) deste saber, o ensino da gramática é importante se visar à ampliação do conhecimento reflexivo do já sabido e do aprendido. Desta maneira, não há como não relacionar a gramática com a produção e a compreensão do texto. Assim, dentro desta orientação, a gramática não pode opor-se à criatividade, ideia esta que perpassa, não só pelo mundo leigo, mas também por certa parcela do mundo dos profissionais do ensino. Em seu ensaio, intitulado justamente “Criatividade e Gramática”, Franchi (1987), além de não restringir a gramática a “um livro de etiquetas”, traça uma trajetória histórica do conceito de criatividade, encarecendo a necessidade de ampliar o seu conceito. [...]. [...], se minha fala se mostra adequada ao meu interlocutor, ao tema de que se trata, às circunstâncias da interação verbal, é porque escolhi também os recursos gramaticais esperados; logo, soube ser criativo, valer-me da criatividade, pois alcancei a eficácia comunicativa, o sucesso em minha atividade linguística, que é, afinal, o que se espera, idealmente, de todo falante. Liberto de conceitos redutores de gramática e criatividade, pode, então, o professor, partindo da análise gramatical dos recursos utilizados nos textos mais variados, até o de uma simples manchete no jornal, contribuir, gradativamente, para a ampliação dos meios expressivos de seus alunos, de modo a virem eles a alcançar uma compreensão aceitável da estrutura e funcionamento de sua língua. A gramática tem, pois, um papel importante no ensino da língua, se bem fundamentados os princípios e caminhos a trilhar. UCHÔA, Carlos Eduardo Falcão. O ensino da gramática: caminhos e descaminhos. 2 ed. Rio de Janeiro, Lexikon, 2016. p. 137-139. Um dos principais argumentos defendidos no texto sobre o ensino da gramática é o de que o professor, ao ensinar a língua, deve partir da análise gramatical e depois, usando sua criatividade, trabalhar a escrita e a interpretação dos textos. certa parcela dos profissionais do ensino entende como arriscada a tarefa de relacionar a gramática com a produção e a compreensão do texto. muitos estudiosos consideram que o modo como a gramática é ensinada não contribui para o desenvolvimento do conhecimento reflexivo sobre a língua. X a criatividade do professor para ensinar a gramática é o fator determinante para aprendizagem, pelos alunos, das classificações e das nomenclaturas. não há uma maneira de relacionar o ensino da gramática, sobretudo a normativa, segundo especialistas, com produção e a compreensão do texto. [370939_10] Questão 019 (Enem 2010) A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto e até um lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações. DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Predomina no texto a função da linguagem Poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem. Fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação. Conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor. X Referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais. Emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia. Pincel Atômico - 16/12/2024 19:43:44 11/11 [370939_12] Questão 020 (AOCP- Prefeitura de Betim - MG - 2019 – Professor) Quando nos reportamos à gramática normativa, de imediato nos vem à mente a palavra “norma”. Em termos gerais, a noção de norma corresponde à regra. No caso da gramática normativa, trata-se de regras a serem seguidas. No entanto, para a Linguística, “norma” tem outro conceito. Sobre esse conceito linguístico, assinale a alternativa correta. X A escrita equivale à norma culta, pois seu uso conserva as regras tradicionais da gramática. Encaixa-se nessa definição uma subclassificação: norma padrão e norma culta (a primeira corresponde a padrões efetivos de uso observável em certo grupo; a segunda, a regras impostas). Entende-se como o conjunto de usos e atitudes (valores socioculturais agregados às formas) comuns a determinados grupos sociais. É uma sistematização com base em imposições prescritivas da gramática normativa. São regras descritivas formuladas a partir da gramática tradicional.