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Causa e Consequência da dependência química - TCC

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QUAIS SÃO ASCAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA?
Para aprofundar o conhecimento no tema deste artigo, se faz necessário buscar compreender o que dissocia o usuário adicto do não adicto, para avaliar quais são os fatores que exercem influência sobre o abuso de substâncias.
Vários estudos científicos mostraram que o componente genético está presente em todos os vícios de drogas. Estudos epidemiológicos e moleculares forneceram evidências sobre a importância da transmissão genética da suscetibilidade ao vício. Isso significa que não há herança genética do vício em si, mas sim uma herança de vulnerabilidade a ele. Logo, existe uma predisposição genética associada a situações ambientais ao longo da vida do indivíduo.
Pesquisas também apontam razões socioculturais para o início do uso de psicoativos, como por exemplo a curiosidade, por parte de adolescentes, que por não ter o pleno desenvolvimento cognitivo, acabam sendo afetados com maior impacto pelas drogas. Além disso, surge também o fator do uso com objetivo de socialização, com justificativas de que todos a sua volta faziam uso, ofereciam etc. O que é um agravante, principalmente no caso do álcool, que é mais aceito socialmente e legalizado para maiores de 18 anos, no Brasil.
Há também casos em que o uso de psicoativos ocorre como comportamento de fuga e esquiva, diante de eventos negativamente marcantes, como a perda de um parente próximo, perda de emprego, dificuldade financeira, entre outros.
Entre as consequências, observa-se principalmente o desgaste na relação com os familiares, que pode envolver desde a preocupação com os adictos nos momentos em que saem de casa à noite para fazer uso abusivos de drogas, chegando até casos mais graves, que envolvem pequenos furtos dentro de casa e agressão física aos familiares.
Para permanecer no vício, surgem muitas vezes mentiras, para manipular os familiares e permitir que exista a possibilidade do uso, o que gera desconfiança da família e amigos, dificultando inclusive na obtenção de apoio nas tentativas de abandonar a dependência.
Há ainda um sentimento de angústia, gerado pela dificuldade de se manter em empregos, realizar atividades rotineiras, como estudar e manter um relacionamento saudável com as outras pessoas. 
A sensação de impotência, nas tentativas de recuperação, agrava ainda mais o quadro, podendo gerar ainda mais ansiedade no sujeito. Por isso, deduz-se que tratar as recaídas como parte do processo terapêutico, ao invés de abominá-la, pode auxiliar o usuário a permanecer tentando se recuperar, e não ceder ao sentimento de impotência gerado pela falta de controle do próprio comportamento, diante da sua droga de preferência.

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