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Tipos de Crimes Sexuais

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De acordo com o Código Penal, entende-se por importunação sexual, a conduta de

(A) constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.
(B) praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.
(C) ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.
(D) constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
(E) praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem.

Diante desse cenário, é correto afirmar que os agentes responderão por:


A associação criminosa e roubo majorado pelo concurso de pessoas, em concurso material;
B associação criminosa e roubo simples, em concurso material;
C associação criminosa e roubo majorado pelo concurso de pessoas, em concurso formal;
D associação criminosa e roubo simples, em concurso formal;
E roubo majorado pelo concurso de pessoas, ficando a associação criminosa consumida.

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Questões resolvidas

De acordo com o Código Penal, entende-se por importunação sexual, a conduta de

(A) constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.
(B) praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.
(C) ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.
(D) constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
(E) praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem.

Diante desse cenário, é correto afirmar que os agentes responderão por:


A associação criminosa e roubo majorado pelo concurso de pessoas, em concurso material;
B associação criminosa e roubo simples, em concurso material;
C associação criminosa e roubo majorado pelo concurso de pessoas, em concurso formal;
D associação criminosa e roubo simples, em concurso formal;
E roubo majorado pelo concurso de pessoas, ficando a associação criminosa consumida.

Prévia do material em texto

O crime de assédio sexual está tipificado no artigo 216-A do Código Penal Brasileiro:
Art. 216-A - "Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função."
· Constranger alguém: Tício constrange Mévia ao impor uma condição para não abrir a sindicância.
· Intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual: O pedido de relações sexuais por parte de Tício.
· Prevalecendo-se da sua condição de superior hierárquico: Tício é o chefe de Mévia, ou seja, ele possui autoridade sobre ela no ambiente de trabalho.
no crime de assédio, se for menor de 18 aumenta a pena em até um terço ( não qualifica)
Gumercindo, num domingo de sol, em uma praia repleta de pessoas, passa a usar seu aparelho telefônico celular para fotografar, discreta e clandestinamente, algumas mulheres presentes no local, notadamente aquelas que vestiam os menores biquínis, procurando, sobretudo, captar imagens de suas nádegas.
Diante do caso narrado, é correto afirmar que Gumercindo:
A
não praticou crime;
B
cometeu o crime de assédio sexual;
C
cometeu o crime de importunação sexual;
D
cometeu o crime de perseguição;
E
cometeu o crime de registro não autorizado da intimidade sexual.
Item (A) - A conduta descrita não se enquadra em nenhum tipo penal correspondente a delito contra a dignidade sexual, nem mesmo ao tipo penal do crime de registro não autorizado de intimidade sexual, constante do artigo 216 - B, do Código Penal, uma vez que não há sequer cena de nudez sendo registrada pela câmera de Gumercindo. Com efeito, em consonância com o princípio da legalidade escrita, a conduta praticada é atípica. Assim sendo, a presente alternativa está incorreta
Caio conhece, pela Internet, Dario, maior de idade, que se apresenta como uma menina, de 11 anos. Depois de muitas horas de bate-papo virtual, Caio, acreditando estar interagindo com uma criança, manda para a suposta menina um vídeo pornográfico em que está se masturbando, com a finalidade de excitá-la, para que possa praticar com ela ato libidinoso.
Diante do caso narrado, é correto afirmar que Caio:
A
não cometeu crime;
B
cometeu crime de estupro de vulnerável;
C
cometeu crime de corrupção de menores; 
D
cometeu crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente;
E
cometeu crime de divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia. 
A alternativa correta é a letra A. A questão trata sobre crimes previstos no ECA e no CP.
A alternativa A está correta. A conduta de Caio é atípica porque não havia uma vítima menor de idade, elemento essencial para a configuração de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal. Com base no art. 17 do CP, a tentativa de crime é considerada impossível, pois o objeto do crime (a suposta criança) era absolutamente impróprio para a consumação. Assim, a inexistência de uma criança real inviabiliza a punição. Sem essa vítima real, a conduta é atípica.
A alternativa B está incorreta. O crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do CP) exige a prática de ato libidinoso com menor de 14 anos. Como a suposta vítima era um adulto, a consumação do crime era impossível, configurando a hipótese do art. 17 do CP, que exclui a punição pela tentativa quando o objeto é absolutamente impróprio.
A alternativa C está incorreta. O crime de corrupção de menores (art. 244-B do ECA) exige a participação de uma pessoa menor de 18 anos em atos ilícitos. A inexistência de um menor como objeto do crime torna a tentativa impossível, nos termos do art. 17 do CP.
A alternativa D está incorreta. Nenhum dos crimes previstos no ECA se configura, pois todos exigem como elemento essencial a interação com uma criança ou adolescente real. No caso, a inexistência de uma vítima menor de idade impede a tipificação de crimes como aliciamento, assédio ou exposição de conteúdo pornográfico (art. 241-D do ECA).
A alternativa E está incorreta. O crime previsto no art. 218-C do CP exige que o material pornográfico seja divulgado ou compartilhado amplamente, o que não ocorreu. Além disso, a tentativa de configurar um crime com base em um objeto inexistente (a suposta criança) seria impossível, de acordo com o art. 17 do CP
Delito Putativo por erro de tipo -> o agente age pensando que ests cometendo um crime, por falsa percepção da realidade, mas não está. Como no caso em que o agente quer cometer um estupro de vulnerável com uma menor de 14 anos, mas na verdade ela é maior de idade que aparenta ser menor de 14. -> Se trata de um IRRELEVANTE penal.
Desclassificação por erro de tipo -> quando o agente mediante violência ou grave ameaça constrange uma mulher a ter conjunção carnal com ele, acreditando que ela seja maior de idade, mas na verdade ela é menor de 14 anos, nesse caso ele não responde por estupro de vulnerável, apenas por estupro
De acordo com o Código Penal, entende-se por importunação sexual, a conduta de 
A
constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.
B
praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.
C
ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.
D
constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
E
praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem
IMPORTUNAÇÃO SEXUAL (ART. 215-A)
· Satisfazer a própria lascívia ou de 3°. 
· Trata-se de um Crime Subsidiário (quando o crime não configura crime mais grave) .
· Exige Dolo Específico - tem a intenção específica de obter o resultado
· SEM VIOLÊNCIA OU Grave AMEAÇA
A) Estupro 
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso
B) Importunação sexual  
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: 
C) Violação sexual mediante fraude        
Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima:
D) Assédio sexual            
 Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. 
E) Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente         
Art. 218-A. Praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem
Assédio sexual é uma conduta sexual abusiva e indesejada, concretizada por meio de manifestações verbais e/ou físicas, com a finalidade de prejudicar o desempenho laboral da vítima, causando-lhe constrangimentos e intimidação, ou ainda a obtenção de favores de cunho sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de ascendência inerente ao exercício do emprego, cargo ou função.
Acerca do assédio sexual no ambiente de trabalho, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
A
Não pode ocorrer assédio sexual entre pessoas do mesmo sexo.
B
O assédio sexual por intimidação é crime capitulado no Código Penal.
C
Assédio sexual por chantagem são incitações sexuais inoportunas ou outras manifestações de cunho sexual, verbais ou físicas.
D
No assédio sexual por chantagem o assediador busca obter favores sexuais para si ou para terceiro.E
A caracterização do assédio sexual exige a prática de atos reiterados, não se caracterizando com um único ato
a) o assédio sexual não exige que autor e vítima sejam de sexos diferentes
  Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.  
b) não há esse tipo específico capitulado no CP
c) é a definição de assédio sexual por intimidação e não por chantagem
Assédio sexual por intimidação - Caracteriza-se por incitações sexuais inoportunas, solicitações sexuais ou outras manifestações da mesma índole verbais ou físicas, o que acaba por prejudicar a atuação de uma pessoa ou criar uma situação ofensiva, hostil, de intimidação ou abuso no ambiente de trabalho.
d) gabarito
e) em regra precisa de reiteração, entretanto pode também ser caracterizado com um único ato
Importunação sexual
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.
Assédio sexual
 Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. 
Estupro 
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.
Estupro de vulnerável      
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos.
§ 1 Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput  com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência
IMPORTUNAÇÃO SEXUAL - Paula dava orientações, em seu ambiente de trabalho, a seu subordinado André. Ao final das orientações, André respondeu: “pode deixar comigo” e apalpou as nádegas de Paula. Revoltada, Paula foi à delegacia fazer um registro da ocorrência. 
IMPORTUNAÇÃO - Joana, maior e capaz, após um longo e cansativo dia de trabalho, ingressou em um ônibus para retornar à sua residência, sentando-se ao lado de Tício, que utilizava óculos de sol. Durante o trajeto, Joana percebeu que o homem estava, discretamente, olhando para ela e se masturbando, com o órgão genital escondido sob a blusa. Em razão dos eventos, Tício foi encaminhado à Delegacia de Polícia e, na presença dos seus advogados, confessou os fatos, afirmando que tinha a intenção de satisfazer a própria lascívia.
Importunação sexual: conduta direcionada a determinada pessoa.
Atentado violento ao pudor: conduta "livre", não exige que seja feita a determinada pessoa (ex:. Homem se masturbando em uma praça)
Alberto, professor do ensino médio, ao término de sua aula, após dispensar a turma, pede que sua aluna Bianca, de 16 anos de idade, permaneça no local, pois precisa conversar reservadamente com ela. Ele, então, se aproxima da aluna, dizendo-lhe estar muito preocupado com suas últimas avaliações. Acrescenta que ela é muito bonita para ter esse tipo de problema e, na sequência, sussurra em seu ouvido: “Te quero”. Surpresa e constrangida, Bianca deixa a sala, correndo.
Diante do caso narrado, Alberto deverá responder por:  ASSÉDIO
( ) na definição atual, a vítima tem que ser menor de 14 anos.
( ) na definição atual, qualquer pessoa pode ser vítima de estupro por não ser conjunção carnal um elemento necessário para o crime.
( ) de acordo com a definição atual, o agressor pode ser masculino ou feminino, uma vez que não é necessária cópula para caracterizar o crime.
( ) a redação atual do artigo corresponde a constranger mulher mediante violência ou grave ameaça a manter conjunção carnal.
( ) a redação atual corresponde a constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar conjunção carnal ou outro ato libidinoso.
( F ) na definição atual, a vítima tem que ser menor de 14 anos. ESTUPRO DE VULNERAVEL.
( V ) na definição atual, qualquer pessoa pode ser vítima de estupro por não ser conjunção carnal um elemento necessário para o crime. CERTO --> qualquer ato libidinoso. mediante violencia grave ameaça.
( v ) de acordo com a definição atual, o agressor pode ser masculino ou feminino, uma vez que não é necessária cópula para caracterizar o crime. --> constranger ALGUEM.
( F ) a redação atual do artigo corresponde a constranger mulher mediante violência ou grave ameaça a manter conjunção carnal. constranger ALGUEM.
( V ) a redação atual corresponde a constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar conjunção carnal ou outro ato libidinoso. --> constranger ALGUEM.
Ártemis e Deméter se conheceram por meio de aplicativo de encontros casuais para maiores. Depois de algum tempo, ainda sem se verem pessoalmente, trocaram voluntariamente fotos em que aparecem nus. Deméter, então, ameaça expor essas fotos em sites pornográficos, caso Ártemis não concorde em se exibir para ele através de uma webcam, inserindo objetos em seu canal retal.
Tal conduta configura o delito de ESTRUPAR.
4) A contemplação lasciva configura o ato libidinoso constitutivo dos tipos dos art. 213 e art. 217-A do CP, sendo irrelevante, para a consumação dos delitos, que haja contato físico entre ofensor e vítima.
O ESTUPRO DISPENSA A VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA SER FÍSICA OU PRESENCIALMENTE
Para configuração do delito de estupro, é DISPENSÁVEL/PRESCINDÍVEL o CONTATO FÍSICO direto entre a vítima e o agressor, pois basta que esse, por meio de grave ameaça, constranja a vítima a praticar ato de natureza sexual, ainda que em meio virtual ("estupro virtual").
registro não autorizado da intimidade sexual: Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: 
violação sexual mediante fraude: o o agente, sem emprego de qualquer espécie de violência, pratica com a vítima ato de libidinagem (conjunção carnal ou ato diverso de natureza libidinosa), usando de .fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima
Dario, casado com Elisa, começa a beijá-la na cama, sendo correspondido. Na sequência, ele faz menção de terem relações sexuais, porém, ela recusa, alegando que está com sono e quer dormir. Não satisfeito com a negativa de Elisa, Dario a imobiliza e mantém com ela cópula vagínica, a força. Durante a relação sexual, diante da resistência de Elisa e da agressividade com que é possuída pelo marido, ela sofre lesões corporais leves.
Diante do caso narrado, a correta adequação típica dos fatos, à luz do ordenamento jurídico penal, é:
A
lesão corporal qualificada pela violência doméstica; 
B
estupro qualificado por lesão corporal;
C
estupro, com a pena aumentada; 
D
estupro e lesão corporal qualificada pela violência doméstica;
E
estupro, com a pena aumentada, e lesão corporal qualificada pela violência doméstica
A) Houve conjunção carn4l não consentida mediante violência, então o crime é de estupr0.
B) Lesões leves são absorvidas pelo delito de estupr0.
C) Por ter sido praticado pelo cônjuge, é crime de estupr0 com pena aumentada.
D) A lesão que qualifica o estupr0 é somente a grave (a leve, ainda que qualificada pela violência doméstica, não é punida, porquanto é absorvida pelo estupr0).
E) A lesão leve, ainda que circunstanciada ou qualificada, é absorvida pelo estupr0
Estupro 
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena - reclusão, de 6 a 10 anos.          
Qualificadoras
· § 1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 ou maior de 14 anos: Pena - reclusão, de 8 a 12 anos.            
· § 2º Se da conduta resulta morte:  Pena - reclusão, de 12 a 30 anos 
Causas de aumentode pena
       Art. 226. A pena é aumentada:      
       I – de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 ou mais pessoas;         
        II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela;  
IV - de 1/3 a 2/3, se o crime é praticado:  
Estupro coletivo   
a) mediante concurso de 2 ou mais agentes;   
Estupro corretivo 
b) para controlar o comportamento social ou sexual da vítima
A
O passageiro de ônibus que se masturba e ejacula sobre uma passageira distraída comete uma contravenção penal.
B
A remoção sorrateira do preservativo, durante o ato sexual inicialmente consentido, é fato punível como estupro.
C
O oferecimento de denúncia por crime de assédio sexual independe da representação da pessoa ofendida.
D
O consentimento da vítima é causa de justificação no caso da prática de ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos.
E
Aquele que induz menor de 14 anos a satisfazer o desejo sexual de alguém é punível a partir do início da realização do ato libidinoso em questão.
a) Errado. importunação sexual
b) Errado. Não confundir
· Retiro preservativo sem saber: Estelionato sexual
· Retiro preservativo, pessoa perceber, e há força para continuar: Estupro
c) Correto.
Bizu: TOOOODOS crimes contra a liberdade sexual são PUBLICA INCONDICIONADA!
d) Errado.
Estupro de vulnerável detém PRESUNÇÃO ET DE JURE (ABSOLUTA)
e) Errado.
o crime de corrupção de menores é FOOOOOOOOORMAL
rufianismo - TIRAR PROVEITO DE PROSTITUIÇAO
estupro de vulnerável - CONTRA MENOR DE 14 ANOS / IMPOSSIBILITE RESISTÊNCIA
· Art. 217-A - Estupro de vulnerável: menor 14 anos
·  Art. 213, §1º- Estupro: qualificadora: vítima tiver entre 14 a 18 anos
Sob o argumento da produção de cena de arte para um filme, Circe produz, dirige e filma, por meio de hand cam, a prática de ato sexual entre Hebe, então com 13 anos de idade, e Deimos, conhecido ator do ambiente pornográfico, com mais de 25 anos de carreira.
Sob o aspecto jurídico-penal, é correto afirmar que essa conduta: configura crime de estupro de vulnerável em concurso com o Art. 240 da Lei nº 8.069/1990
o agente praticou duas condutas:
ECA Art. 240. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente: Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.
+
CP Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos
Atílio, 18 anos, aluno do ensino médio de uma escola privada, por meio de um aplicativo que se vale de inteligência artificial, fez montagens de fotos de duas colegas de classe, Samantha, 17 anos, e Diana, 18 anos, e as armazenou em seu aparelho de telefone celular. Nas montagens, as alunas apareciam nuas. Desta forma, é correto afirmar que Atílio  deverá responder pelos crimes do art. 216-B, § único do Código Penal e pelo art. 241-C do ECA.  
CONDUTA PRATICADA CONTRA SAMANTHA (MENOR DE IDADE): ARTIGO 241-C, ECA
CONDUTA PRATICADA CONTRA DIANA: ARTIGO 216-B, § ÚNICO, CP
· Art. 241-C. Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, MONTAGEM ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual: Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
· Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa.
· Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza MONTAGEM em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo
Maicon, 25 anos, e Maria, 13 anos, que não era mais virgem, iniciaram relacionamento amoroso, com a concordância dos pais da menor. Após dois meses de namoro, ainda antes do aniversário de 14 anos de Maria, o casal praticou relação sexual, o que ocorreu com o consentimento de Joana, mãe da adolescente, que, após conversar com Maicon, incentivou o ato sexual entre os dois como prova de amor. Tomando conhecimento do ocorrido dias depois, André, pai de Maria, ficou indignado com o ato sexual e registrou o fato na delegacia. Diante desse quadro, é correto afirmar que:
A
Maicon e Joana responderão por estupro de vulnerável, na forma majorada;
B
Maicon responderá por estupro de vulnerável e Joana,por corrupção de menores;
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
 
Art. 226. A pena é aumentada:     
I – de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas;
II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela;
Não cabe corrupção de menor não porque a mãe incentivou o namorado e não a filha, mas porque o crime de Corrupção de Menores previsto no art. 218 do CP é o de induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outrem mediante conduta sem contato físico (exemplo: incentivar a exibir o corpo para outrem). Nesse caso, a mãe induziu à prática de conjunção carnal, incidindo como partícipe do crime de estupro de vulnerável.
obs: A mãe só não responde por corrupção de menor por causa que ela induziu o ''namorado da filha'' E não a própria filha.
'' Induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer A LASCÍVIA DE OUTREM...
Nélio, colocando a mão sob sua camisa e simulando estar armado, aborda Olímpia, de 15 anos de idade, e determina que ela o masturbe, sob ameaça de morte. Temendo por sua vida, por acreditar que ele realmente estivesse armado, Olímpia cumpre a ordem. Diante do caso narrado, Nélio deverá responder por: 
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
§ 1 Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.
Qualificadoras são circunstâncias que o legislador atribui outro preceito penal secundário mais grave que aquele previsto na modalidade simples do delito
Caio, para excitar sua libido, tem relações sexuais com sua namorada na presença de uma vizinha, de 13 anos de idade, a quem havia pago a importância de R$100,00 para que ela assistisse ao ato.
Diante do caso narrado, Caio deverá responder pelo crime de
A
assédio sexual.
B
corrupção de menores.
C
estupro de vulnerável. 
D
satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente.
E
favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração de criança ou adolescente ou de vulnerável.
Gabarito: letra D. Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente.
Art. 218-A, CP: “Praticar, na presença de alguém menor de 14 anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem”.
O pagamento da referida quantia satisfaz o elemento típico “induzi-lo a presenciar”, e, segundo o enunciado, houve efetivamente a prática de “relações sexuais” (que se amolda ao elemento típico “conjunção carnal ou outro ato libidinoso”) “para excitar sua libido” (que se adequada ao elemento típico “a fim de satisfazer lascívia própria”).
Dario, em um bloco que desfila pelas ruas de Olinda, no carnaval de 2024, percebendo que uma foliã está totalmente embriagada, passa a beijá-la lascivamente, sem seu prévio consentimento, embora ela não resista à abordagem, devido a seu estado.
Diante do caso narrado, Dario cometeu o crime de: estupro de vulnerável, crime de ação penal pública incondicionada; 
B) Errada. A situação específica descritase enquadra melhor no crime de estupro de vulnerável devido à condição de embriaguez extrema da vítima, que a impede de oferecer resistência ou de consentir.
C) Correta: Nesta situação, a vítima está em estado de embriaguez extrema, o que a torna incapaz de oferecer resistência ou de consentir, caracterizando-a como vulnerável. O crime de estupro de vulnerável é processado por ação penal pública incondicionada.
Art. 217-A. § 1  Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no  caput  com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência
(B) CORRETA. Art. 218-C, §1º. “A pena é aumentada de 1/3 a 2/3 se o crime é praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação.”
CPP - CRIMES EM GERAL
 Art. 159. O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior.          
§ 1 Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.
CPP - CRIMES DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS E OS QUE LHE SÃO CONEXOS
Art. 530-D, CPP: “Subsequente à apreensão, será realizada, por perito oficial, ou, na falta deste, por pessoa tecnicamente habilitada, perícia sobre todos os bens apreendidos e elaborado o laudo que deverá integrar o inquérito policial ou o processo.”
LEI DE DROGAS
Art. 50, § 1º Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea.
(A) INCORRETA. Art. 530-B, CPP: “Nos casos das infrações previstas nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 184 do Código Penal, a autoridade policial procederá à apreensão dos bens ilicitamente produzidos ou reproduzidos, em sua totalidade, juntamente com os equipamentos, suportes e materiais que possibilitaram a sua existência, desde que estes se destinem precipuamente à prática do ilícito”.
(B) INCORRETA. Art. 530-F, CPP: “Ressalvada a possibilidade de se preservar o corpo de delito, o juiz poderá determinar, a requerimento da vítima, a destruição da produção ou reprodução apreendida quando não houver impugnação quanto à sua ilicitude ou quando a ação penal não puder ser iniciada por falta de determinação de quem seja o autor do ilícito.".
(C) INCORRETA. Súmula 574, STJ: “Para a configuração do delito de violação de direito autoral e a comprovação de sua materialidade, é suficiente a perícia realizada por amostragem do produto apreendido, nos aspectos externos do material, e é desnecessária a identificação dos titulares dos direitos autorais violados ou daqueles que os representem”.
(D) INCORRETA. Art. 530-C, CPP. “Na ocasião da apreensão será lavrado termo, assinado por 2 ou mais testemunhas, com a descrição de todos os bens apreendidos e informações sobre suas origens, o qual deverá integrar o inquérito policial ou o processo.”
(E) CORRETA. Art. 530-D, CPP: “Subsequente à apreensão, será realizada, por perito oficial, ou, na falta deste, por pessoa tecnicamente habilitada, perícia sobre todos os bens apreendidos e elaborado o laudo que deverá integrar o inquérito policial ou o processo.”
Charlatanismo
       Art. 283 - Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível:
       Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
A letra A é uma pegadinha, lembre-se: Para haver o exercício ilegal da medicina deve ter HABITUALIDADE.
Cumpre mencionar que o CURANDEÍSMO também só se consuma mediante HABITUALIDADE
  PARA QUEM QUERIA OS ARTIGOS, ESTÃO AÍ:
 Exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica
       Art. 282 - Exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de médico, dentista ou farmacêutico, sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites:
       Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
       Parágrafo único - Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se também multa.
       Charlatanismo
       Art. 283 - Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível:
       Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
       Curandeirismo
       Art. 284 - Exercer o curandeirismo:
       I - prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância;
       II - usando gestos, palavras ou qualquer outro meio;
       III - fazendo diagnósticos:
       Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
       Parágrafo único - Se o crime é praticado mediante remuneração, o agente fica também sujeito à multa.
        Forma qualificada
       Art. 285 - Aplica-se o disposto no art. 258 aos crimes previstos neste Capítulo, salvo quanto ao definido no art. 267.
Para pagar dívidas contraídas em seu cartão de crédito, Daniel resolveu vender um de seus rins por R$ 10.000,00 (dez mil reais). O rim seria retirado na clínica de Josué, médico habituado a realizar transplantes de órgãos. O rim seria transplantado para o corpo de Samuel, que aceitou pagar o valor. Depois da retirada do órgão, Josué pediu a Tião para guardá-lo por apenas um dia em sua geladeira, a fim de ludibriar a fiscalização sanitária, que agendara uma visita à clínica. O valor ajustado não chegou a ser pago.
Diante de tal situação hipotética e da legislação vigente, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
A
Daniel praticou fato atípico, pois agiu em estado de inexigibilidade de conduta diversa.
B
Samuel está isento de pena, pois não chegou a efetuar o pagamento do valor ajustado e não coagiu os demais agentes.
C
Apenas Daniel praticou o crime de remoção de órgão do corpo de pessoa viva em desacordo com as disposições legais, pois era médico e tinha ciência do caráter criminoso de seu comportamento.
D
Tião praticou conduta atípica, pois não teve contato com os demais agentes e apenas guardou o órgão a pedido de Josué, sem nada solicitar ou receber em contrapartida. 
E
A comercialização de órgãos é proscrita sob pena de responsabilização criminal, mas a disposição gratuita de órgãos, post mortem ou mesmo em vida, é permitida para fins de transplante e tratamento, observadas as condições legais
⇒ STF Info 1030 - 2021: O crime de remoção de órgãos, praticado em pessoa viva, qualificado pelo resultado morte, previsto no art. 14, § 4º, da Lei nº 9.434/97, não é de competência do Júri. 
· (pois a finalidade era a remoção dos órgãos. O bem jurídico a ser protegido, no caso, é a incolumidade pública, a ética e a moralidade no contexto da doação de órgãos e tecidos, além da preservação da integridade física das pessoas e do respeito à memória dos mortos.)
A comercialização de órgãos é proscrita (ou seja, proibida) sob pena de responsabilização criminal, mas a disposição gratuita de órgãos, post mortem ou mesmo em vida, é permitida para fins de transplante e tratamento, observadas as condições legais.(de acordo com a lei 9434.)
L9434/97. Art. 1º A disposição gratuita de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, em vida ou post mortem, para fins de transplante e tratamento, é permitida na forma desta Lei.
É do juízo criminal singular a competência para julgar o crime de remoção ilegal de órgãos, praticado em pessoa viva e que resulte morte, previsto no art. 14, § 4º, da Lei nº 9.434/97 (Lei de Transplantes).
Caso concreto: um menino de 10 anos caiu de uma altura de 10 metros e foi levado para o pronto-socorro, onde se verificou a necessidade de se realizar uma cirurgia de emergência. Durante a cirurgia, com o garoto ainda vivo, os médicos retiraram seus dois rins com o objetivo de vendê-los no comércio ilegal de órgãos O menino faleceu. Diante disso, surgiu a seguinte controvérsia: os médicos praticaram o crime de homicídio doloso (art. 121, § 2º, I e IV, do CP) ou o delito de remoção ilegal de órgãos com resultado morte (art. 14, § 4º, da Lei 9.434/97
O crime praticadofoi o de remoção ilegal de órgãos com resultado morte (art. 14, § 4º, da Lei 9.434/97).
Trata-se do crime do art. 14, § 4º da Lei 9.434/97 porque a finalidade era a remoção dos órgãos O bem jurídico a ser protegido, no caso, é a incolumidade pública, a ética e a moralidade no contexto da doação de órgãos e tecidos, além da preservação da integridade física das pessoas e do respeito à memória dos mortos
São crimes contra a incolumidade pública: 
A
incêndio, omissão de notificação de doença e desabamento ou desmoronamento;
B
epidemia, falsificação de documento público e falsidade de atestado médico;
C
peculato, concussão e prevaricação;
D
usurpação de função pública, desacato e desobediência;
E
incitação ao crime, corrupção ativa e tráfico de influência.
a) São crimes contra a incolumidade pública: incêndio, omissão de notificação de doença e desabamento ou desmoronamento;
b) Epidemia é crime contra a incolumidade pública, porém falsificação de documento público e falsidade de atestado médico são crimes contra a fé pública;
c) Peculato, concussão e prevaricação são crimes contra a administração pública;
d) Usurpação de função pública, desacato e desobediência são crimes contra a administração pública;
e) Incitação do crime é crime contra a paz pública, já corrupção ativa e tráfico de influência são crimes contra a administração pública.
 Arremesso de projétil
Art. 264 - Arremessar projétil contra veículo, em movimento, destinado ao transporte público por terra, por água ou pelo ar:
       Pena - detenção, de um a seis meses.
       Parágrafo único - Se do fato resulta lesão corporal, a pena é de detenção, de seis meses a dois anos; se resulta morte, a pena é a do art. 121, § 3º, aumentada de um terço
Miguel, funcionário público, combina com Mário, desempregado, a subtração de bens do Município, valendo-se o primeiro, sem a ciência de Mário, das oportunidades proporcionadas pelo cargo que ocupa.
Acerca dessa situação hipotética, é correto afirmar que
A
Miguel cometeu o crime de apropriação indébita.
B
Miguel praticou o crime de peculato. 
C
Miguel praticou o crime de descaminho.
D
Mário praticou o crime de concussão.
E
Mário cometeu o crime de associação criminosa.
Lembrando que a banca retificou o gabarito no mesmo dia da publicação (17/12), porém o QC ainda não fez a modificação. Informa-se, ainda, que estavam incorretos o gabarito de Penal e Processo Penal da prova de Técnico.
Como Miguel é funcionário público e se aproveita dessa condição, o crime que ele comete é de PECULATO.  Art. 312 do CP - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. § 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
É importante observar, apesar de a questão não ter requerido diretamente, Mário não responderá por peculato, pois não tinha ciência que Miguel era funcionário público e que iria usar dessa condição para facilitar a empreitada criminosa. Logo, Mário teria cometido o crime de furto.
Apropriação indébita: Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Descaminho: Art. 334. Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
Concussão: Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
Associação Criminosa: Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos
Ilário, influenciador digital, publica um vídeo na internet, de acesso livre, em que, usando uma camiseta com a estampa de uma folha de maconha, defende a legalização da aludida droga.
Diante do caso narrado, é correto afirmar que Ilário:
A
não cometeu crime;
B
cometeu o crime de incitação ao crime;
C
cometeu o crime de apologia de crime ou criminoso; 
D
cometeu o crime de associação ao tráfico de drogas;
E
cometeu o crime de tráfico de drogas, em uma de suas formas privilegiadas
O Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou, nesta quarta-feira (23), a legalidade dos eventos chamados marcha da maconha, que reúnem manifestantes favoráveis à descriminalização da droga. Por unanimidade, os ministros decidiram que esse tipo de manifestação não pode ser considerado crime previsto no artigo 33, parãgrafo 2, da Lei de Tõxicos (Lei nº 11.343/2006), o que configuraria afronta aos direitos de reunião e de livre expressão do pensamento, previstos na Constituição Federal.
Gerald, Harold, Arnold, Sid e Eugene se reúnem de forma permanente e estável, por alguns meses, planejando roubos a determinados bancos. Ultimada essa fase, deflagram a execução do roubo, com emprego de simulacros de armas de fogo, sendo certo que Harold, Arnold, Sid e Eugene ingressam no estabelecimento bancário, realizando a rendição das pessoas e a coleta do dinheiro em espécie, ao passo que Gerald permanece com um veículo de fuga ligado, na porta do banco. Quando da fuga, são cercados pela polícia, dentro do carro, no quarteirão imediatamente posterior, ainda em posse dos simulacros e do dinheiro arrecadado.
Diante desse cenário, é correto afirmar que os agentes responderão por:
A
associação criminosa e roubo majorado pelo concurso de pessoas, em concurso material;
B
associação criminosa e roubo simples, em concurso material;
C
associação criminosa e roubo majorado pelo concurso de pessoas, em concurso formal;
D
associação criminosa e roubo simples, em concurso formal; 
E
roubo majorado pelo concurso de pessoas, ficando a associação criminosa consumida
Segundo a jurisprudência desta Corte, não há bis in idem na condenação pelo crime de associação criminosa armada e pelo de roubo qualificado pelo concurso de agentes, pois os delitos são autônomos, aperfeiçoando-se o primeiro independentemente do cometimento de qualquer crime subsequente. Ademais, os bens jurídicos protegidos pelas normas incriminadoras são distintos - no caso do art. 288, parágrafo único, do CP, a paz pública e do roubo qualificado, o patrimônio, a integridade física e a liberdade do indivíduo. (AgRg no AREsp n. 1.425.424/SP, relator Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 6/8/2019, DJe de 19/8/2019.) 
_____
PLUS
Organização Criminosa = 04 ou + pessoas - Para Crimes com pena superior a 04 anos, não exige ajuste prévio entre os agentes, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza. (OBS 1 :a pena aumenta de 1/6 a 2/3 se há participação de criança ou adolescente; OBS 2: A pena aumenta até metade se há arma de fogo).
Associação Criminosa = 03 ou + pessoas - Para qualquer Crime, exige ajuste prévio entre os agentes. (OBS: A Pena aumenta até metade se é armada ou se há participação de criança ou adolescente).
Associação para o Tráfico = 02 ou + pessoas - praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 da Lei de Drogas, exige estabilidade da associação. (OBS 1: Se houver participação de menor a pena aumenta-se de 1/6 a 2/3 e pela aplicação da causa de aumento da pena do art. 40, inciso VI, da Lei n.º 11.343/06, ressalta-se que para o STJ não há bin in idem; OBS 2: Não é equiparado a crime hediondo)
B - O monitoramento pelo governo das atividades criminosas no país e fora dele é um dos recursos para a melhoria da segurança interna, enquanto o acompanhamento das importações, exportações e do trânsito de armas pela Organização dos Estados Americanos (OEA) nos países membros colabora para o enfrentamento do crime organizado.

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