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Faringotonsilites 1
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Faringotonsilites
Morgana R. Duarte- TXI
Tonsilas
Faringotonsilites: doenças infecciosas/inflamatórias das estruturas do anel 
linfático de Waldeyer.
Anel linfático de Waldeyer
Possui 4 estruturas tonsilares e partes de tecido linfoide distribuído ao redor da 
mucosa faríngea MALT
💡 MALT tecido linfoide associado à mucosa
� Tonsilas linguais
� Tonsilas tubárias (tecido linfático peritubáreo)
� Tonsilas palatinas (amígdalas) 
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� Tonsilas faríngeas (adenoides)
Tonsilas palatinas (amígdalas)
Massas de tecido linfoide na lateral da orofaringe 
Maior acúmulo do anel de Waldeyer 
Normalmente restringem-se a orofaringe, porém, em vigência de inflamação, 
podem alcançar a nasofaringe e levar à obstrução nasal ou atingir a hipofaringe, 
levando à obstrução de vias aéreas. O nível de obstrução causado pelas tonsilas é 
avaliado pela classificação de Brodsky, variando entre os graus 0 e 4.
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Tonsilas faríngeas (adenoides) 
Massa de tecido linfoide localizado na região póstero superior da nasofaringe. 
Seu aumento pode levar a obstrução nasal e diminuição do fluxo de ar. 
Após os sete anos, ocorre atrofia desta tonsila, que, associada ao aumento do 
diâmetro da nasofaringe, leva a um melhor fluxo de ar na região. 
Não existe um sistema de classificação amplamente aceito para a descrição 
de seu tamanho.
Imunologia
Função das tonsilas: proteção imunológica do trato aero-digestivo 
As tonsilas palatinas têm em sua superfície de 1030 invaginações → criptas
Mecanismo de ação das criptas: estas transportam, através de microporos, os 
antígenos ingeridos ou inalados ao tecido linfoide subjacente → antígenos entram 
em contato com as APCs (células processadoras de antígenos)  APCs 
apresentam os antígenos ao linfócitos T LT  a diferenciação de linfócitos B é 
estimulada  LB se diferenciam em plasmócitos → plasmócitos secretam 
imunoglobulinas (pp IgA  IgA transportado até à superfície mucosa → proteção 
imunológica local.
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As tonsilas faríngeas apresentam um pregueamento mucoso bem desenvolvido e 
poucas criptas
💡 As tonsilas são imunologicamente ativas entre 410 anos → ocorre uma 
involução após a puberdade → redução dos LB e aumento dos LT 
Pacientes com infecções recorrentes: inflamação constante das criptas e 
menor transporte de antígenos e da função imunológica dos LB 
Patogênese
Provavelmente envolve a localização anatômica das tonsilas e sua função de 
processamento de material infeccioso → paradoxalmente se torna foco de 
infecção. 
Não há certeza sobre o que determina o início da infecção → envolve dieta, 
ambiente, fatores próprios do indivíduo etc.
Classificação clínica
Anginas
Angina: “sufocarˮ do latim. Contudo, denomina-se angina todo processo 
inflamatório e infeccioso de ordem local ou geral que acomete a mucosa da 
faringe
� Eritematosas: mais comuns 90%, pode ser viral ou bacteriana → mucosa 
orofaríngea arroxeada, edema de amígdalas e com maior volume.
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� Eritêmato-pultáceas: além do arroxeamento, apresenta exsudato 
esbranquiçado, formação de manchas puntiformes ou confluentes que 
facilmente se desprendem da mucosa
Origem viral 
75% das amigdalites agudas.
Preponderante aos 23 anos.
Menos frequentes após a puberdade.
Agentes etiológicos: rinovírus 20%, coronavírus, adenovírus, herpes simples, 
influenza e parainfluenza.
Quadro clínico: sintomas leves, dor de garganta e disfagia, mialgia e febre baixa 
associada a coriza hialina e espirros.
Frequentemente NÃO há exsudato
💡 Sugere etiologia viral: febre moderada, tosse, coriza e obstrução nasal, 
ausência de adenopatia ou adenopatia difusa.
Tratamento: suporte (hidratação), analgésicos e anti-inflamatórios.
Origem bacteriana
20 a 40% dos casos.
Angina viral eritematosa
Angina eritêmato-pultácea bacteriana
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Agentes etiológicos: Streptococcus pyogenes EBHGA 2030% das 
faringotonsilites agudas em crianças e adolescentes, Mycoplasma pneumoniae
S. aureus, Haemophilus sp e Moraxella catarrhalis podem ser responsáveis 
por recaídas de infecções estreptocócicas.
Faringoamigdalite estreptocócica
Mais comum: estreptococo do grupo A
Ocorre após os 3 anos: pico entre 510 anos
Sintomas principais: dor faríngea, odinofagia e otalgia reflexa
Febre de intensidade variável
Náuseas e vômitos são sinais de alerta, principalmente em crianças 
Exame físico: hiperemia, aumento das tonsilas, exsudato purulento e 
adenomegalia em cadeia jugulo-digástrica.
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💡 Sugere etiologia estreptocócica: início brusco, febre alta, dor de 
garganta intensa, adenopatia limitada em cadeia jugulo-digástrica e 
ausência de sintomas nasais ou laringo-traqueais.
Diagnóstico: clínico 
Padrão-ouro: cultura de orofaringe → demora de 1848h 
Testes rápidos: ELISA, OIA ou sondas
Se for tratado prontamente → menor período de transmissão, de sintomas e da 
incidência de complicações supurativas
Adiar o tratamento até 9 dias do início da doença não parece aumentar o risco 
de febre reumática
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Complicações supurativas
Supuração: produção de um exsudato espesso e turvo (emulsão de leucócitos 
mortos e de tecidos destruídos) → denominados pus.
� Abscesso periamigdaliano
� Abscesso parafaríngeo
� Infecções do espaço retrofaríngeo
Complicações não supurativas 
Abscesso periamigdaliano Abscesso periamigdaliano
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� Escarlatina: rash cutâneo papular e eritematoso (pele áspera), linfadenopatia, 
vômitos, cefaléia, febre, eritema de amígdalas e orofaringe
� Febre reumática FR hipotensão associada a 2 critérios maior ou 1 maior e 2 
menores
� Glomerulonefrite 
� Síndrome do choque tóxico estreptocócico
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Formas clínicas particulares
Mononucleose infecciosa
Doença sistêmica
Ocorre entre 1525 anos, tropismo por linfócitos B
Agente etiológico: vírus Epstein-Barr EBV 
Transmissão pela saliva
Sintomas: tríade → febre, angina e poliadenopatia
Febre pode ser alta, astenia intensa, esplenomegalia 50% e o rash cutâneo 
pode ocorrer principalmente com uso de penicilina
A angina poupa a úvula 
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Difteria
Acomete crianças entre 17 anos
Rara atualmente devido ao uso difundido da vacinação anti-diftérica
Agente etiológico: Corinebacterium diphteriae (bacilo gram + anaeróbio)
Quadro clínico: pseudomembranas branco-acizentadas sobre as amígdalas e 
invadem até a úvula 
As membranas aderem à mucosa → não se dissociam na água (como ocorre 
na antina eritêmato-pultácea) 
Exotoxina com tropismo pelo miocárdio → causa arritmia cardíaca
Pode causar hipotensão, astenia, dores abdominais e acometer os pares de 
nervos cranianos (causa diplopia e fenômenos paralíticos do véu palatino)
Mononucleose infecciosa que afeta a garganta
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Anginas úlcero-necróticas 
Angina de Plaut-Vincent 
Agente etiológico: Fusobacterium plauvincenti e Spirochaeta dentuim
Associação com a má higiene bucal e o mal estado dos dentes e gengivas 
Quadro clínico: disfagia dolorosa unilateral com queda do estado geral 
Complicações Síndrome Angina-infarto pulmonar de Lemiérre
Realizar diagnóstico diferencial com cancro sifilítico (úlcera menos profunda) 
e câncer de amígdala (história de tabagismo e etilismo, sem melhora após 
ATB 
Angina diftérica
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Anginas vesiculosas
Principalmente de origem viral
Herpes simplex
Agente etiológico HSV tipo 1 ou 2
Quadro clínico: gengivoestomatite (inicialmente) e faringite aguda. 
Auto-limitado, sem complicações
Herpangina
Agente etiológico: vírus Coxsackie A B e echovírus também)
Quadro clínico: angina eritematosa com erupção vesiculosa que ao se romper 
deixa úlcera esbranquiçada com halo eritematoso ao redor.
Tratamento medicamentoso
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� Infecções virais → tratamento não é especifico, sendo baseado em sintomas, 
para alívio da dor. 
Analgésicos simples e anti-inflamatórios.� Infecções bacterianas → não precisam de tratamento antibiótico específico, 
apresentam curso autolimitado, com resolução espontânea. 
Indicado repouso no período febril, estímulo a ingesta hídrica e alimentos 
pastosos, analgésico e antitérmico como dipirona ou paracetamol e irrigação da 
faringe com solução salina isotônica morna.
� Infecção por EBHGA → uso de antimicrobiano para encurtar a fase aguda e 
diminuir o risco de infecção. 
Drogas de primeira escolha: penicilina V oral ou amoxicilina oral.
Penicilina G benzatina intramuscular, dose única.
Tratamento cirúrgico
Indicações para adenotonsilectomia 
� Obstrução: aumento de tonsilas podem causar respiração bucal, malformação 
craniofacial, roncos noturnos, distúrbios do sono AOS 
� Disfagia e alteração da fala: pode ocorrer obstrução mecânica ou 
incoordenação entre respiração e deglutição 
� Crescimento dentofacial anormal: devido a obstrução crônica, menor 
crescimento de mandíbula e o reposicionamento da língua
� Halitose: acúmulo de debris e bactérias nas criptas das tonsilas palatinas
Indicações para amigdalectomia
� Infecção por repetição
a� Não há consenso sobre isso
b� Frequência: 7 episódios em 1 ano, 5 episódios por ano por 2 anos 
consecutivos ou 3 episódios por ano por 3 anos consecutivos.
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c� Episódios com temperatura oral 38,3 graus, linfoadenomegalia cervical, 
exsudato amigdaliano ou cultura + para EBHGA
� Abscesso periamigdaliano 
a� Se não for possível drenagem com anestesia local e cura com ATB
� Profilaxia para febre reumática
� Suspeita de malignidade ou aumento de volume unilateral 
a� Geralmente secundário a linfomas
� Hemorragia
� Amigdalite crônica
� Portador crônico de S. pyogenes
Indicações para adenoidectomia 
� Sinusite recorrente/crônica
� Otites médias
� Outras: obstruções respiratórias ou suspeita de neoplasia
Contraindicações 
� Fenda palatina
� Anemia
� Infecção aguda
� Vacinação contra poliomielite 
� Outras
Classificação de Mallampati
Consiste em observar o volume de alguns elementos da VA palato mole, fauce, 
úvula e pilares amigdalianos
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Critérios de Centor-McIsaac

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