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PRINCIPAIS CONDUTAS DA PEDIATRIA NA 
APS
CRISE CONVULSIVA INFANTIL: 
1) Diazepam – 0,3 a 0,5mg/Kg EV sem diluir (não administrar em RN) 
2) Hidantal – 5 a 10mg/Kg EV (diluído em SF ou AD 
- Manutenção 5 a 7 mg/Kg/dia EV - Posologia 12/12h 
INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES 
 Resfriado comum: com evolução afebril ou poucos picos de febre baixa e pouca ou nenhuma 
repercussão sobre o estado geral. As manifestações tendem a ser restritas ao nariz e faringe (coriza, 
obstrução nasal, irritação conjuntival, espirros, alguma dor de cabeça, pouca tosse). 
 Gripe: a febre e repercussão sobre o estado geral é um pouco maior, comprometimento das vias 
respiratórias é mais extenso, podendo restringir-se ao nariz ou acometer até vias aéreas inferiores 
(rinite, conjuntivite, faringite, amigdalite e adenoidite, laringite, traqueobronquite) 
ASMA : 
Anamnese: sintomas recorrentes de obstrução das vias aéreas, como sibilos, tosse, dificuldade para 
respirar e aperto no peito. Estes sintomas podem ocorrer/piorar à noite ou pela manhã ao despertar; 
OU ocorrer ou piorar com exercício, infecção respiratória, exposição a alérgenos/irritantes inalatórios 
(verificar o perfil ocupacional), mudanças climáticas, riso ou choro intensos, estresse ou ciclo menstrual. 
Exame físico: sinais de obstrução das vias aéreas, como sibilos expiratórios, hiperexpansão pulmonar e 
tiragem intercostal. Estes sinais podem ser de rinite alérgica; OU de dermatite atópica/eczema.
 Nas crises moderadas e graves, recomenda-se um curso de corticoterapia oral para a obtenção do 
estado de controle e seguimento da terapêutica anti-inflamatória com corticosteroide inalatório. 
1. Salbutamol 3gts/Kg
 Ipratrópio dobro do salbutamol IN, 3 vezes, com intervalo de 20 minutos cada SF 0,9% 5ml 
2. Corticoterapia se não houver resposta
 Metilprednisolona 1mg/Kg/dia – EV 6/6h por 48h, com desmame posterior 
SINUSITE 
Infecção aguda ou crônica dos seios da face.
 Os seios maxilares e etmoidais estão presentes desde o nascimento e os esfenoidais pneumatizam-se 
entre 1 e 3 anos e os frontais entre 3 e 10 anos.
 Desencadeada por IVAS, rinite, exposição a cigarro, fibrose cística, DRGE, fissura de palato, pólipo 
nasal, corpo estranho. Complicações: celulite periorbitária, abscesso periorbitário, empiemasubdural, 
ulcera corneana, meningite, oftalmite, trombose de seio cavernoso
 Tratamento:
 Limpeza frequente do nariz com solução fisiológica
 Amoxicilina – 45 a 90 mg/g/dia divididas em 3 doses
 Cefalosporina de 2a geração/ Amoxicilina + clavulanato/ claritromicina/ azitromicina
 Deve durar de 14-21 dias 
BRONQUIOLITE 
Doença infecciosa de origem predominantemente viral (VSR), mais incidente em menores de 2 anos que 
resulta na obstrução inflamatória das pequenas vias aéreas inferiores.
 Sintomas: espirros e rinorréia, temperatura normal ou febre alta, tosse paroxística, dispneia e 
irritabilidade.
 Exame físico: presença de sibilos (inspiratórios ou bifásicos) e prolongamento do tempo expiratório, 
taquipnéia e dispneia 
Exame radiológico: hiperinsuflação pulmonar; retificação de arcos costais
 Tratamento:
 - suporte (controle de temperatura, aporte hídrico e nutricional, limpeza de vias aéreas superiores com 
solução salina) - Não usar corticoide
 - Pode responder a broncodilatador inalatóri 
OTITE MÉDIA AGUDA 
AMIGDALITE 
Padrão: Penicilina V - 125 a 250 mg 2-3 vezes ao dia por 10 dias
 Amoxicilina 40mg/kg/dia dividia em 3 doses
 Azitromicina em dose única diária por 3-5 dias
 Cefadroxil 30mg/kg/dia dividido em 1 -2 doses por 10 dias – para pacientes alérgicos 
PNEUMONIA 
GASTROENTEROCOLITE AGUDA (GECA) 
PRINCIPAIS DOENÇAS EXANTEMÁTICAS NA CRIANÇA
1. SARAMPO 
RUBÉOLA
As principais características na criança são exantema, febre baixa e linfadenopatia. A erupção cutânea 
é semelhante à do sarampo, maculopapular e puntiforme difuso , com início na face, couro cabeludo e 
pescoço, espalhando-se posteriormente para o tronco e membros, com duração média de 3 dias e 
desaparece sem descamar.
Manejo
O diagnóstico clínico não é acurado, necessitando de exames laboratoriais para a sua comprovação. O 
diagnóstico laboratorial é realizado por meio de sorologia para detecção de anticorpos IgM e IgG 
(ELISA). O vírus pode ser isolado em secreções nasofaríngeas, urina, sangue, líquor e tecidos do corpo, 
cuja finalidade é conhecer o padrão genético e diferenciar casos autóctones e casos importados. Não 
existe tratamento específico, apenas o uso de medicações sintomáticas, como antitérmicos e 
analgésicos, quando necessários
VARICELA (CATAPORA)
O exame clínico associado às características epidemiológicas é suficiente para fechar o diagnóstico, 
geralmente não necessitando de testes laboratoriais. Para a grande maioria das pessoas, a doença não 
requer tratamento específico, devendo ser usado apenas sintomáticos.
EXANTEMA SÚBITO (ROSÉOLA INFANTIL)
A Roséola infantil é causada por uma infecção primária pelo Herpes Vírus Humano 6 (HHV-6), o qual 
possui duas variantes: A e B, sendo a variante B a principal responsável pela Roséola, o HHV-6A ainda 
não tem sido associada a qualquer doença. Esta doença, pode se manifestar em crianças de 6 meses a 6 
anos de idade, com 90% dos casos ocorrendo em crianças menores de dois anos.
conduta : Os sintomas geralmente são brandos e autolimitados, não sendo necessário realização de 
exames laboratoriais para o diagnóstico. Não há tratamento específico, sendo feito somente medidas 
de suporte e sintomáticos (antitérmicos para controle da febre e estimulo a ingestão de líquidos).
ERITEMA INFECCIOSO
SÍNDROME DA MONONUCLEOSE INFECCIOSA
É considerada uma síndrome, em que o Vírus Epstein-Barr (EBV) é o principal agente etiológico.
Nos pacientes sintomáticos, as principais manifestações são: febre prolongada (>1 semana), cansaço, 
mal-estar, fadiga, cefaleia, náuseas, dor abdominal, mialgia, odinofagia e edema palpebral (sinal de 
Hoagland). Na evolução do quadro clínico, o paciente costuma apresentar erupção cutânea, podendo 
ser de qualquer característica (macular, petequial,escarlatiniforme, urticariforme, eritema multiforme), 
sendo mais evidentes após uso de antibióticos como ampicilina ou amoxicilina.
CONDUTA : recomenda-se apenas o tratamento sintomático. 
Pode-se utilizar antitérmicos e analgésicos para controle da febre e da odinofagia. O uso de 
corticosteroides pode ser indicado em casos de mononucleose infecciosa complicados com obstrução de 
vias áreas (pela hipertrofia tonsilar), trombocitopenia grave ou anemia hemolítica. Recomenda-se 
prednisona (1 mg/kg/dia) por via oral por sete dias, com redução progressiva por mais uma semana

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