Prévia do material em texto
WBA0055_v2.0 GESTÃO DA INFORMAÇÃO APRENDIZAGEM EM FOCO 2 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Autoria: Marcelo Tavares de Lima Leitura crítica: Luís Otávio Toledo Perin Olá! Seja muito bem-vindo à disciplina de Gestão da Informação! O conteúdo que será desenvolvido ao longo de nossos encontros está relacionado com a gestão do conhecimento. Assim, vamos passar pelos conceitos fundamentais do assunto e apresentar alguns autores que desenvolvem o tema. Também vamos descrever o mapeamento e a modelagem de processos em gestão de negócios, apresentar os tipos de processos de negócios e suas naturezas e, por fim, falar sobre algumas tecnologias emergentes em processos de negócios. A gestão adequada da informação no mundo corporativo agrega um diferencial para a organização, pois permite a obtenção de resultados mais rapidamente, mais confiáveis e com maior flexibilidade. É claro que, para isso, exige a contrapartida de investimento em tecnologia e capacitação para mão de obra qualificada. Teremos muito conteúdo para estudar, e, portanto, é importante que você seja parte ativa nesse processo. Utilize todo o material fornecido e explore tudo com bastante detalhe; consulte as referências, assista às videoaulas e use a biblioteca virtual! Enfim, use e abuse de tudo o que estiver disponibilizado e, com isso, tenha a certeza de que ao final dessa jornada você terá obtido conhecimento satisfatório sobre a gestão da informação. Assista às videoaulas quantas vezes achar necessário, participe dos fóruns e anote suas dúvidas. Agindo assim, você irá construir 3 uma trajetória ativa e de muito sucesso. Desejamos que você tenha um excelente curso! Bons estudos! INTRODUÇÃO Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional. Vem conosco! TEMA 1 Gerência do conhecimento: elementos e contextos ______________________________________________________________ Autoria: Marcelo Tavares de Lima Leitura crítica: Luís Otávio Toledo Perin 5 DIRETO AO PONTO O mundo complexo em que vivemos é cheio de paradoxos e não seria diferente, então, para o mundo corporativo. No entanto, saber viver com esses paradoxos, em se tratando das organizações empresariais, traz uma série de benefícios, a começar pela geração do conhecimento de forma mais dinâmica e de maior qualidade, com vantagem competitiva em relação aos concorrentes. Quanto mais dinâmico for o ambiente empresarial maior será a geração de paradoxos. Tal situação torna-se um desafio para as organizações, pois o sucesso depende diretamente da correta gestão destes, os quais serão fonte de geração de conhecimento, que poderá ser vantajoso ou não, a depender da maneira como será administrado. Os paradoxos têm origem diversa, tal como as contradições, as inconsistências, os dilemas e as diversas polaridades existentes no mundo caótico como o ambiente empresarial. Portanto, muito se tem pesquisado sobre métodos, técnicas e formas de lidar com eles, pois já é dado como fato que, se utilizados em favor próprio e permitida sua existência no contexto empresarial geral, muitas vantagens poderão ser alcançadas em termos de competitividade. A mudança de postura em relação aos paradoxos existentes na sociedade e nas organizações trouxe um novo comportamento, permitindo que fossem iniciadas uma nova sociedade e, consequentemente, novas organizações, que genericamente passaram a ser conhecidas como a sociedade do conhecimento. Ela, então, passou a considerar que os paradoxos não são alheios ao conhecimento. Partindo da ideia de que o conhecimento é composto por dois componentes aparentemente opostos, o tácito e o explícito, Takeuchi e Nonaka (2008) puderam criar uma tipologia de modos 6 de conversão do conhecimento, a qual é amplamente estudada e considerada na gestão organizacional. Os modos de conversão originários da tipologia criada pelos autores correspondem a: 1) socialização – conversão de tácito para tácito; 2) externalização – conversão de tácito para explícito; 3) combinação – conversão de explícito para explícito; e 4) internalização – conversão de explícito para tácito. Ainda considerando a teoria desenvolvida por Takeuchi e Nonaka (2008), é possível levar em conta duas dimensões para a criação do conhecimento, a epistemológica, composta pelos conhecimentos tácito e explícito, e a ontológica, correspondendo aos níveis de geração do conhecimentos, os quais são considerados como individual, grupo, organizacional e interorganizacional. A Figura 1 apresenta um plano cartesiano a partir das dimensões propostas pelos autores. Figura 1 – Duas dimensões da criação do conhecimento Fonte: adaptada de Takeuchi e Nonaka (2008). 7 De certa maneira, a Figura 1 tem relação com a espiral sobre os modos de conversão do conhecimento. Trata-se de uma outra forma de apresentar e classificar a geração de conhecimento em diversos níveis e tipos. Ele é “amplificado” quando, na dimensão ontológica, passa, por exemplo, do nível indivíduo para o nível grupo. A gestão do conhecimento surgiu, formalmente, na década de 1990, com estudos publicados por diversos autores, como Davenport e Prusak (1998), Nonaka (1994), Nonaka e Takeuchi (1997), entre outros. Seu estudo tem como uma das principais motivações a expressão da importância que o conhecimento tem nos ambientes organizacionais e como ele deveria ser gerenciado a fim de se obter vantagem competitiva em relação a concorrentes. Desde a sua criação, mais métodos têm sido desenvolvidos, os quais auxiliam a obter tomadas de decisão eficazes e cada vez mais em menor tempo, trazendo ganho cronológico e permitindo a disparada na corrida pelo ganho de nichos de mercado. Referências bibliográficas TAKEUCHI, H; NONAKA, I. Gestão do conhecimento. Tradução de Ana Thorell. Porto Alegre: Bookman, 2008. PARA SABER MAIS As ferramentas de tecnologia da informação e comunicação funcionam como suporte para as práticas da gestão do conhecimento desenvolvidas nas empresas, constituindo um de seus pilares básicos. Entre as dimensões consideradas por Gaspar et al. (2011 apud PEREIRA; MACIEIRA, 2019), a inteligência artificial 8 tem ganhado destaque cada vez maior na disseminação e na produção do conhecimento. Falar em inteligência artificial é falar de uma gama de tecnologias que envolve desde computadores modernos e robustos até métodos analíticos e algoritmos que aprendem e reparametrizam seus parâmetros cada vez que são executados. Desde o início da humanidade, busca-se compreender o que caracteriza um ser inteligente, entender o que é inteligência e quais as maneiras como pode se manifestar nos seres humanos e nos animais. Esses questionamentos se expandiram para as máquinas, quando os sistemas computacionais começaram a ser desenvolvidos e a evoluir significativamente. Os seres humanos são pertencentes à classe de seres Homo sapiens, ou seja, somos parte do gênero humano (Homo) e da espécie que é considerada sábia (sapiens). Tal classificação foi atribuída porque somos a única espécie do planeta capaz de raciocinar logicamente e apresentar conhecimento com base em processos de aprendizado, permitindo, assim, que nós tenhamos a capacidade de tomar decisões. No entanto, a característica de inteligência não é exclusividade da espécie humana. Questionamentos sobre a possibilidade de uma máquina criada pelo homem poder apresentar a característica dessa inteligência humana passaram a fazer parte da rotina de pesquisadores da área, mesmo sabendo, é claro, que a inteligência imputada em uma máquina não seria nata, mas, só pelo fato de existir a possibilidade de implementação, iniciou-se uma corrida nas pesquisas relacionadas ao assunto. Com os avanços tecnológicos crescendo de forma exponencial, em particular na área computacional,algumas correntes da ciência chegam a afirmar que uma máquina pode pensar e, portanto, 9 possui comportamento inteligente. É claro que esse é um assunto longe de ser consensual entre os seus estudiosos. O termo inteligência artificial (IA) surgiu por volta da década de 1950, tendo como intenção o desenvolvimento de sistemas capazes de realizar tarefas que ainda seriam mais bem realizadas pelos seres humanos. Oficialmente, a IA surgiu em 1956, em uma conferência realizada no Dartmouth College, nos Estados Unidos. Alguns participantes desse evento submeteram à Fundação Rockfeller uma proposta de pesquisa a ser desenvolvida em um período de dois meses, que seria composta por dez homens e associada ao termo inteligência artificial. Referências bibliográficas PEREIRA, A. D. S; MACIEIRA, R. A. A gestão do conhecimento como mecanismo de desenvolvimento de capacidades dinâmicas nas organizações. Pensamento & Realidade, [s.l.], v. 34, n. 3, p. 92-106, 2019. TEORIA EM PRÁTICA Imagine que, na empresa em que você trabalha, esteja sendo implantado um novo sistema para o acompanhamento dos projetos em andamento. Ele irá permitir que todo participante de algum projeto possa alimentá-lo com informações importantes, para que os demais membros tenham acesso a qualquer tipo de dados/informação importante para a tomada de alguma decisão de trabalho. Você foi designado pelo coordenador de sua equipe para alimentar esse sistema com informações sobre o andamento do trabalho. No entanto, sentiu falta de campos para a inserção de dados considerados relevantes por você. Portanto, levou o 10 Lorem ipsum dolor sit amet Autoria: Nome do autor da disciplina Leitura crítica: Nome do autor da disciplina problema para sua coordenação e decidiu fazer uma apresentação para apontar sugestões de melhorias. Com relação à gestão de conhecimento e ao suporte com recursos de tecnologia da informação, o que você acha importante ser levantado e apresentado na sua exposição? É importante levar em conta que o sistema não disponibiliza campo para inserção de início e fim de horário das atividades associadas ao projeto em que você trabalha. Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O livro apresenta em todo o seu conteúdo teorias relacionadas ao conhecimento e a sua gestão. Alguns capítulos são mais filosóficos, enquanto outros são mais técnicos. Vale a pena começar pelo primeiro capítulo. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. TAKEUCHI, H; NONAKA, I. Gestão do conhecimento. Tradução de Ana Thorell. Porto Alegre: Bookman, 2008. Indicações de leitura 11 Indicação 2 Trata-se de um livro um pouco mais técnico e voltado para a tecnologia da informação. No entanto, vale a pena ler o primeiro capítulo, o qual apresenta conceitos fundamentais sobre dados, informação e conhecimento. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. DE SORDI, J. O. Administração da informação: fundamentos e práticas para uma nova gestão do conhecimento. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2015. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Segundo Takeuchi e Nonaka (2008), o conhecimento pode ser dividido em dois tipos considerados opostos entre si, compondo um paradoxo. Um deles é composto pelo que se 12 conhece como know-how, qual seria? Assinale a alternativa CORRETA. a. Socialização. b. Internalização. c. Tácito. d. Explícito. e. Conhecimento. 2. Um conhecimento que determinado indivíduo possui e deseja repassar para outros indivíduos, colaboradores da mesma empresa em que trabalha, por meio da elaboração de um manual técnico informativo, representa qual modo de conversão do conhecimento? Assinale a alternativa CORRETA. a. Socialização. b. Externalização. c. Combinação. d. Internalização. e. Amplificação. GABARITO Questão 1 - Resposta C Resolução: Uma das formas de conhecimento cuja característica se dá por um conhecimento técnico, conhecido como know-how, faz parte do conhecimento tácito, segundo Takeuchi e Nonaka (2008). 13 Questão 2 - Resposta B Resolução: Quando um conhecimento individual e pessoal é repassado para um documento escrito, a conversão realizada é chamada de externalização. TEMA 2 Mapeamento e modelagem de processos de negócios ______________________________________________________________ Autoria: Marcelo Tavares de Lima Leitura crítica: Luís Otávio Toledo Perin 15 DIRETO AO PONTO No planejamento de tecnologia da informação (TI), as primeiras abordagens elaboradas, em se tratando de arquitetura corporativa, propunham métodos para projetar sistemas de informação corporativas com base em estratégia organizacional e fluxo de dados entre departamentos e fornecedores, requisitos de informação para a gestão e a tomada de decisão. A arquitetura corporativa (AC), do inglês Enterprise Archtecture, tem seu conceito moderno associado à metodologia Business System Planning (BSP), que surgiu na IBM nos anos 1960, passando, a partir de então, por processos de otimização ao longo da história. É muito utilizada como instrumento de melhoria do alinhamento entre TI e o negócio das organizações. O BSP, segundo Akkari (2018), direcionado ao ambiente corporativo e focado no negócio, é uma metodologia estruturada de planejamento que se baseia em processos e dados do negócio para a definição dos sistemas de informação. (AKKARI, 2018, p. 48) A Figura 1 apresenta uma visão global dessa metodologia. 16 Figura 1 – Visão global da metodologia BSP Fonte: Lorem ipsum dolor sit amet. A arquitetura corporativa produz documentação dos componentes estruturais de um sistema de informações de uma organização, assim como das relações existentes entre eles. É uma ferramenta de gerenciamento que fornece planos eficazes para estratégias de TI, cujo foco está nas necessidades do ambiente corporativo (AKKARI, 2018). Entre as arquiteturas corporativas existentes, as mais discutidas são a de Dragstra e Land (AKKARI, 2018). De acordo com o Open Group (AKKARI, 2018, p. 49), uma boa arquitetura corporativa deverá direcionar as necessidades da organização; reagir às mudanças nas taxas de mercado da empresa; ser compreendida e apoiada pela alta gerência; definir claramente a estrutura do sistema; fornecer roteiro e estratégia de migração para futuras aquisições e desenvolvimentos; e reduzir a quantidade e a complexidade de interfaces para melhorar a 17 portabilidade de aplicativos/serviços, atualizações, trocas de componentes, desenvolvimento e manutenção de componentes. Das duas abordagens citadas, a de Dragstra apresenta três visões distintas baseadas em elementos de arquitetura corporativa: TI como centro, processos de negócios como centro e governança como centro. A primeira visão tem a intenção de melhorar a efetividade da área de TI (AKKARI, 2018); a segunda tem o propósito de otimizar resultados com foco nos processos; e a terceira busca aprimorar as práticas de governança (MOLINARO, 2010 apud AKKARI, 2018). A abordagem de Land, segundo Akkari (2018), é a mais utilizada. Considera a empresa como um complexo de sistemas com vários subsistemas, de modo que a arquitetura corporativa inclui desde pessoas a processos e tecnologia, abrangendo os relacionamentos entre si e com o ambiente externo (MOLINARO,2010 apud AKKARI, 2018, p. 50). O conceito de framework, em arquitetura corporativa, surgiu em 1986 por meio do serviço de pesquisa PRISM, realizado pelas empresas Index Systems e Hammer and Company, patrocinadas por um grupo de empresas, incluindo a IBM, cujo objetivo foi encontrar formas de descrever uma arquitetura de sistemas distribuídos (AKKARI, 2018). Um framework tem como propósito o mapeamento dos processos de desenvolvimento de software dentro de uma organização, a fim de verificar como se relacionam e interagem para alcançar sua missão. Permite que as empresas compreendam e analisem seus pontos fracos ou suas inconsistências, para fornecer subsídios para que o hardware e o software de uma rede trabalhem conjuntamente (AKKARI, 2018). 18 Referências bibliográficas AKKARI, A. C. S. Gestão do conhecimento e da tecnologia de informação. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018. PARA SABER MAIS Os sistemas de processamento de transações (SPT) são sistemas que fornecem suporte aos gerentes operacionais para auxiliar no acompanhamento de atividades e de transações elementares de uma organização, permitindo o mapeamento e a modelagem dos negócios em nível operacional (MOLINARO; RAMO, 2011). Entende-se como “elementares” as atividades relacionadas com vendas, contas a receber, folha de pagamento etc. Assim, os sistemas associados a esse tipo de atividade têm como principal função obter respostas para questionamentos relacionados a rotinas e ao acompanhamento do fluxo de transações realizadas pela organização. O sistema CRM (Customer Relationship Manager) é um SPT muito utilizado na área de vendas, e seu uso permite às organizações a automatização do relacionamento entre empresa e clientes. É considerado como uma disciplina empresarial e tecnológica que faz uso de sistemas de informação para a coordenação de processos. A consolidação de dados de clientes, originários de fontes diversas, é uma das principais tarefas de sistemas CRM, assim como o fornecimento de ferramentas analíticas que ajudam a responder a uma série de questionamentos associados a atividades que envolvem clientes. Molinaro e Ramo (2011) citam o caso do varejista Casas Bahia como exemplo de sucesso com o uso de sistema CRM. Este tornou-se, segundo o autor, um dos principais diferenciais 19 competitivos do ramo, permitindo que qualquer cliente se beneficiasse com crediários. Já para a empresa, o sistema auxiliou no resguardo de calotes, por meio do monitoramento de demissões no mercado, permitindo que planejasse a renegociação de pagamentos de créditos em parcelas mais amenas. Outro sistema SPT importante é o SCM (Supply Chain Management), que, segundo Molinaro e Ramo (2011, p. 52), “opera como o elo e a coordenação estreita das atividades envolvidas na compra, fabricação e movimentação de um produto”. São sistemas que integram processos logísticos do fornecedor, do distribuidor e do cliente, no intuito de reduzir tempo, esforços desnecessários e custos de estoque. Os sistemas SCM são fundamentados, de forma semelhante aos sistemas genéricos, em informações de entrada, processamento e saídas. Permitem que a tomada de decisão seja realizada de forma transversal a partir das funcionalidades da organização, o que possibilita a organização dos sistemas de informações gerenciais a partir da funcionalidade afim e do nível que suportam (MOLINARO; RAMO, 2011). É importante deixar claro que, para cada organização, as funcionalidades e as competências essenciais dos negócios são distintas. Por isso, cada tipo de sistema irá fornecer apoio de forma distinta às atividades dos seus usuários. Referências bibliográficas MOLINARO, L. F. R.; RAMOS, K. H. C. Gestão de tecnologia da informação: governança de TI – arquitetura e alinhamento entre sistemas de informação e o negócio. Rio de Janeiro: LTC, 2011. 20 TEORIA EM PRÁTICA Suponha que você seja colaborador da área de tecnologia da informação em uma grande rede varejista. O ano vigente não tem sido bom para os negócios da empresa, porque uma pandemia acometeu o mundo e não seria diferente com o país e a cidade onde você mora e trabalha. Para tanto, a empresa decidiu rever as estratégias de negócios para tentar minimizar possíveis resultados negativos. Para isso, seu departamento ficou responsável por rever processos de sistemas de informação (SI), e você deve verificar os processos de SCM. Em seguida, você deverá apresentar para o gestor de seu departamento propostas de revisão dos SI que fazem a gestão de SCM da empresa. Como você fará essa apresentação? Quais pontos são importantes para investigar? Como você apresentará propostas de revisão do SCM? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O livro é uma importante referência que trata sobre a gestão da tecnologia da informação. É uma obra ampla e completa, além de ser atualizada. O segundo capítulo trata de temas relacionado ao que está sendo apresentado aqui, podendo complementá-los. Indicações de leitura 21 Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. MOLINARO, L. F. R.; RAMOS, K. H. C. Gestão de tecnologia da informação: governança de TI – arquitetura e alinhamento entre sistemas de informação e o negócio. Rio de Janeiro: LTC, 2011. Indicação 2 É um livro importante e que trata do assunto com uma linguagem simples e bastante aplicada. O segundo capítulo apresenta conceitos fundamentais sobre o mapeamento de processos e os principais métodos de interação entre a gestão do conhecimento e a tecnologia da informação. Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da Kroton e busque pela obra na linha de busca na tela principal, selecionando o ISBN da referência. AKKARI, A. C. S. Gestão do conhecimento e da tecnologia de informação. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018. ISBN 9788552213062. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. 22 Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. A arquitetura corporativa é um termo associado a uma metodologia que surgiu nos anos 1960 na empresa IBM. Qual o nome da metodologia associada a ela? a. IBM b. BSP. c. BPM. d. CQT. e. AC. 2. O conceito de framework surgiu a partir do serviço de pesquisa PRISM, realizado pelas empresas Index Systems e Hammer and Company, patrocinadas por um grupo de empresas. Em que ano isso ocorreu? Assinale a alternativa CORRETA. a. 1996. b. 1990. c. 1876. d. 1986. e. 1970. 23 GABARITO Questão 1 - Resposta B Resolução: A arquitetura corporativa tem o seu conceito moderno associado à metodologia Business System Planning (BSP). Questão 2 - Resposta D Resolução: O conceito de framework surgiu em 1986 a partir do serviço de pesquisa PRISM, realizado pelas empresas Index Systems e Hammer and Company, patrocinadas por um grupo de empresas, incluindo a IBM. TEMA 3 Tipos de processos de negócios e sua natureza ______________________________________________________________ Autoria: Marcelo Tavares de Lima Leitura crítica: Luís Otávio Toledo Perin 25 DIRETO AO PONTO Conceito muitas vezes confundido com terceirização, o offshoring tem se tornado parte do planejamento estratégico da gestão da tecnologia da informação (TI) e de sistemas de informação (SI), de acordo com os estudiosos do tema. Ele se refere à recolocação dos processos empresariais de uma empresa (inclusive produção/fabricação)para um lugar com custo mais baixo, normalmente em um país longínquo, e pode ser visto no contexto de produção offshoring (O’BRIEN; MARAKAS, 2012, p. 513). A prática do offshoring está relacionada com a tomada de decisão de mover bens e serviços domésticos para instalações ditas “além mar”, significando e concordando com a definição apresentada anteriormente, ou seja, países distintos daqueles onde está instalada a matriz da organização. A China tem sido o principal destino para a produção offshoring desde a sua ascensão à Organização Mundial de Comércio (OMC). No entanto, a Índia passou a ser o principal destino desde o progresso técnico significativo das telecomunicações, possibilitando trocas de serviços com mais facilidade. Segundo O’Brien e Marakas (2012), o crescimento dos serviços offshoring nos sistemas de informação está ligado à disponibilidade de grandes quantidades de infraestrutura de comunicação confiáveis e acessíveis após a explosão das telecomunicações no final dos anos 1990. Com a digitalização de muitos serviços, foi possível trocar o local real da entrega de serviços por lugares de custo baixo de forma teoricamente transparente para os usuários. (O’BRIEN; MARAKAS, 2012, p. 513) 26 Outros países que se beneficiaram ofertando serviços de offshoring foram: Filipinas, Irlanda e países do Leste Europeu. Isso se justifica por terem grande contingente de trabalhadores com boa qualificação técnica e por dominarem o idioma inglês. O offshoring é praticado a partir do fluxo de informações consideradas valiosas, tendo como destino o exterior. As informações, assim como os treinamentos realizados, permitem que os funcionários envolvidos nesse tipo de atividade sejam considerados habilitados para produzirem resultados considerados de valor comparável aos que eram, até então, produzidos por funcionários internos de uma organização. A busca por essa prática tem por base as vantagens relacionadas a custos, conhecimento, tecnologias e outros quesitos que poderão trazer, potencialmente, melhoria na gestão dos processos internos de uma empresa. No entanto, segundo O’Brien e Marakas (2012), ela é, de certa forma, considerada controversa, o que produz debates calorosos sobre o assunto. De um lado estão aqueles que a defendem, pois a enxergam como um benefício tanto para o país de origem como para o destinatário; enquanto de outro lado estão os que afirmam que esse tipo de atividade causa perda de empregos, o que fez nascer uma resistência a tal prática. Estudiosos do assunto afirmam que ambos os lados se beneficiam, em termos gerais. No entanto, discutem a qualidade dos empregos gerados no país destinatário da prática de offshoring, em comparação ao país de origem da atividade laboral. Uma grande parte desses serviços é demandada por empresas multinacionais sediadas em países desenvolvidos, os quais operam com subsidiárias em países que oferecem menores custos 27 para a realização das atividades. Assim, essas empresas entendem essa prática como vantajosa para seus negócios. Não há informações exatas e concretas sobre o custo da prática de offshoring nem sobre outros dados relacionados. No entanto, algumas empresas fizeram um levantamentos sobre o assunto e divulgaram as informações obtidas, as quais são replicadas na Tabela 1. Tabela 1 – A extensão do offshoring no mundo Fonte Dados Estatísticas McKinsey & Co. (2005) Offshore no mundo, a partir de 2001. Empregos de serviços de TI a partir de 2003 (offshoring). $ 10 milhões. $ 2,8 milhões Evalueserve (2004) Receita de TI offshore (04/2003 a 03/2004). $17 bilhões (1/4 da Irlanda e ½ da Índia) Fonte: adaptada de Costa (2011). Não há dúvidas de que a prática de offshoring pode trazer muitos benefícios para a gestão de processos de uma organização. No entanto, ela deve ser muito bem avaliada, a fim de verificar os impactos que poderá causar internamente na estrutura da organização, pois exigirá reestruturação em diversos setores. Referências bibliográficas COSTA, A. R. A internacionalização da indústria de software: uma avaliação das atividades desenvolvidas offshoring. 2011. Dissertação (Bacharelado em Ciências Econômicas) – Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2011. O’BRIEN, J. A.; MARAKAS, G. M. Administração de Sistemas de Informação. 15. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. ISBN 9788580551112. 28 PARA SABER MAIS A gestão de desempenho de negócios, conhecida como BPM, faz referência à otimização de processos para a obtenção de resultados favoráveis para os negócios de uma corporação. Associado a esse conceito, há um conjunto de medidas muito importantes para os negócios, que é o sistema de medição de desempenho. Este é composto por um conjunto de indicadores que: Ajudam os gestores a rastrear as implementações de estratégia de negócios ao compararem resultados reais com metas e objetivos estratégicos. Um sistema de medição de desempenho costuma abranger métodos sistemáticos para associar metas de negócios com relatórios periódicos de monitoramento que indicam o progresso frente às metas. (SIMONS, 2002, p. 108 apud SHARDA; DELEN; TURBAN, 2019, p. 207) Entre as mais utilizadas, está o indicador-chave de desempenho (KPI), o “qual representa um objetivo estratégico e mede o desempenho com relação a uma meta” (SHARDA; DELEN; TURBAN, 2019, p. 208). Os KPIs possuem características que interessam aos gestores de processos, pois permitem que tomadas de decisão com base em seus resultados possam ser confiáveis em nível considerado. Como características importantes temos: • Estratégia: encarnam um objetivo estratégico de uma organização. • Metas: mensuram o desempenho de acordo com metas específicas definidas em reuniões estratégicas de planejamento ou de orçamento, podendo assumir diferentes formas, como metas de realização, redução, absolutas etc. 29 • Faixas: possuem faixas de desempenho, representando a tolerância em relação ao objetivo estabelecido. • Codificações: são codificados em software, possibilitando a visualização do desempenho de um processo. • Prazos: atribuídos às metas, o que permite traçar um limite para serem alcançadas. Existem outras características associadas aos KPIs, que podem ser encontradas na referência utilizada neste texto. Referências bibliográficas SHARDA, R.; DELEN, D.; TURBAN, E. Business intelligence e análise de dados para gestão do negócio. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2019. TEORIA EM PRÁTICA Imagine que a empresa em que você trabalha está levantando a possibilidade de terceirizar algumas atividades atualmente desenvolvidas internamente. Você compõe uma comissão de trabalho responsável por avaliar a situação e levantar cenários possíveis para serem identificadas as vantagens e as desvantagens da terceirização. Para isso, você e sua equipe deverão levantar as atividades que podem ser terceirizadas, pois não fazem parte da atividade fim da organização. Portanto, esta será a primeira tarefa a ser feita pela comissão. Em seguida, outras atividades deverão ser cumpridas para que seus resultados possam compor o relatório que será apresentado para a diretoria da empresa, além de uma apresentação em para um grupo de interessados. Então, mãos à obra e tenha um bom trabalho! 30 Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O livro apresenta muitos conceitos discutidos no conteúdo da disciplina. O Capítulo 3, em especial, apresenta um maior detalhamento sobre os tipos de processos de negócios estudados, como o BPM e as medidas de desempenho. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. SHARDA, R.; DELEN, D.; TURBAN, E. Business intelligence e análise de dados para gestão do negócio. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2019. Indicação2 O livro apresenta muitos conceitos e muitas definições discutidos na disciplina. O Capítulo 11, em especial, traz temas éticos e de segurança, como a terceirização e a prática de offshoring. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. Indicações de leitura 31 O’BRIEN, J. A.; MARAKAS, G. M. Administração de Sistemas de Informação. 15. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. ISBN 9788580551112. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Qual o termo relacionado com a prática de recolocação dos processos empresariais de uma empresa em um lugar com custo baixo, normalmente em um país distinto do país sede da organização? Assinale a alternativa CORRETA. a. BPM. b. Offshoring. c. SOA. d. Arquitetura corporativa. e. Metas. 2. Entre os indicadores-chave de desempenho existentes na BPM, existe uma característica relacionada à atribuição de 32 tolerância. Qual o nome dessa característica? Assinale a alternativa CORRETA. a. Metas. b. Codificações. c. Faixas. d. Prazos. e. Flexibilidade. GABARITO Questão 1 - Resposta B Resolução: A prática de transferir atividades, bens e serviços para uma empresa sediada em país distinto do país sede da organização é uma prática de offshoring. Questão 2 - Resposta C Resolução: Faixas são uma característica dos indicadores de desempenho que representam a tolerância em relação ao objetivo estabelecido. TEMA 4 Tecnologias emergentes em processos de negócios ______________________________________________________________ Autoria: Marcelo Tavares de Lima Leitura crítica: Luís Otávio Toledo Perin 34 DIRETO AO PONTO Desde o início da história, busca-se compreender o que caracteriza um ser inteligente, entender o que é inteligência e quais as maneiras como ela pode se manifestar nos seres humanos e nos animais. Esses questionamentos se expandiram para as máquinas quando os sistemas computacionais começaram a ser desenvolvidos e a evoluir ao longo do tempo. Os seres humanos pertencem à classe de seres Homo sapiens, ou seja, são parte do gênero humano (Homo) e da espécie que é considerada sábia (sapiens). Essa classificação foi atribuída porque somos a única espécie do planeta Terra capaz de raciocinar logicamente e apresentar conhecimento com base em processos de aprendizado, permitindo, assim, a capacidade de tomar decisões. No entanto, a característica de “inteligência” não é exclusividade da espécie humana. Questionamentos sobre a possibilidade de uma máquina criada pelo homem poder apresentar a característica de inteligência humana passaram a fazer parte da rotina de pesquisadores da área, mesmo sabendo, é claro, que a inteligência imputada em uma máquina não seria nata, mas, só pelo fato de existir a possibilidade de implementação, iniciou-se uma corrida nas pesquisas associadas. Como ponto de partida sobre estudos da inteligência artificial (IA), torna-se importante definir conceitos básicos associados, como inteligência; definir como um sistema pode ser classificado como inteligente; e levantar características, possibilidades e limitações de um sistema computacional considerado inteligente (OLIVEIRA, 2018). 35 Do ponto de vista da inteligência, em um contexto do senso comum, pode parecer que somente o ser humano é detentor dessa característica. No entanto, isso não é verdade. Por exemplo, os animais mamíferos também são capazes de apresentar inteligência de alguma forma. É claro que, se considerarmos em medidas de quantificação, o homem é o único capaz de atingir altos níveis nesse quesito (SANTOS; ARRUDA, 2019). “Um comportamento inteligente diz respeito a aprender lidar com o mundo por meio de estratégias direcionadas para a busca de soluções a determinados problemas” (SANVITTO, 1995 apud SANTOS; ARRUDA, 2019, p. 727). O autor chegou a utilizar o termo Homo sapiens versus Machine sapiens como forma de representar a dicotomia do homem versus a máquina, em relação à apresentação do atributo ou da característica de inteligência. De certo, ele teve um contexto próprio para introduzir o assunto dessa forma, o que, ao longo dos anos, deixou de ser um confronto e passou a ser muito mais uma parceria ou complementação do homem pela máquina e vice-versa. Ao longo do tempo, a inteligência artificial (IA) tem participado cada vez mais da rotina das pessoas, mesmo quando não é percebida, mais precisamente desde 1956, quando o pesquisador Arthur Lee Samuel desenvolveu o primeiro programa de computador capacitado com recursos de autoaprendizagem, o qual foi desafiado a vencer uma pessoa em um jogo de damas. Falar em IA envolve uma gama de tecnologias, indo desde computadores modernos e robustos até métodos analíticos e algoritmos que aprendem e reparametrizam seus parâmetros cada vez que são executados. Portanto, é falar de muita coisa! Os algoritmos de IA têm se tornado cada vez mais eficientes com o avanço das pesquisas realizadas na área e com o desenvolvimento de métodos de aprendizado de máquina (machine learning), 36 aprendizado profundo (deep learning) e outros recursos associados. Não é diferente em ambientes corporativos, ou seja, a IA tem sido utilizada cada vez mais nos processos de negócios para auxiliar na tomada de decisão. Para exemplificar, métodos de aprendizado de máquina, o que inclui muitos métodos estatísticos, são utilizados em sistemas de inteligência analítica para dar valor aos resultados obtidos com o seu uso. A trajetória do desenvolvimento da IA é apresentada segundo o cronograma descrito no Quadro 1, o qual apresenta alguns dos principais acontecimentos da história relacionados com a sua evolução. Quadro 1 – Principais acontecimentos para o desenvolvimento da IA Ano Acontecimento 1949 Donald Hebb desenvolve algoritmo que modifica os pesos de ligações entre neurônios. 1951 Criada a primeira rede neural, por Marvin Minsky e Dean Edmonds). 1956 Realizado o evento que deu origem ao termo Inteligência Artificial – Conferência de Dartmouth. 1952-1969 Um período de muito entusiasmo com a área de pesquisa. 1966-1974 Redução de pesquisas na área pela ausência de recursos computacionais. Anos 1980 IA na indústria (extrapola os muros das universidades). 1990 em diante IA moderna. Fonte: elaborado pelo autor. A cronologia apresentada no Quadro 1 descreve momentos de altos e baixos no desenvolvimento de pesquisas associadas à IA. A partir do momento em que a tecnologia extrapola os muros das universidades, o mundo corporativo passa a se apropriar de seus recursos. 37 Referências bibliográficas OLIVEIRA, R. F. Inteligência artificial. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018. SANTOS, B. L.; ARRUDA, E. P. Dimensões da inteligência artificial no contexto da educação contemporânea. Educação Unisinos, [s.l.], v. 23, n. 4, p. 725- 741, 2019. PARA SABER MAIS Em processos de negócios, a tomada de decisão com uso de ferramentas de analytics e inteligência artificial busca a melhoria e a redução de custos envolvidos e de tempo de obtenção de resultados confiáveis e acurados. Essa busca tem como principal motivação a disputa por mercados diversos, mas, de certa forma, cheios de concorrentes. Uma tomada de decisão pode levar pessoas/negócios ao sucesso ou ao fracasso, dependendo o resultado diretamente da escolha tomada. Portanto, o uso de tecnologias robustas aumenta as chances de desfecho com sucesso. Torres Junior e Moura (2011, [n.p.]) afirmam que “decidir é um dos atos humanos que realizamostantas vezes ao dia, muitas vezes sem nos darmos conta de que estamos decidindo”. Considerando o contexto das organizações e o sentido de alocação de recursos, decidir significa efetuar escolhas sobre alternativas que combinem tais recursos e caminhos de ação a fim de atingir determinadas preferências e tendo em vista expectativas de resultados associados a cada alternativa. (TORRES JUNIOR; MOURA, 2011, [n.p.]) 38 Pode-se entender por preferências a busca por resultados a partir dos objetivos envolvidos, assim como as necessidades do contexto empresarial, além da disponibilidade de recursos disponíveis para se chegar a algum resultado pretendido, muitas vezes a partir de uma ação individual ou coletiva. Entre as muitas disciplinas existentes no contexto da Administração de Empresas, as quais podem ser aplicadas em problemas de negócios, uma delas é responsável por lidar com os dados produzidos pelas organizações, conhecida como Inteligência de negócios ou o Business Intelligence (BI), cujo objetivo tem relação com a busca pelos melhores resultados. A busca pela redução de custo é um dos principais motivadores dos gestores, assim como a busca pela redução de tempo em processamento de dados para a obtenção de informações úteis e confiáveis. Portanto, a busca por tecnologias cada vez mais robustas, em termos de capacidade de manipulação de grandes bases de dados e de fornecer resultados confiáveis em um intervalo de tempo cada vez menor, faz parte da rotina das organizações. Uma empresa que investe em recursos de análise de dados está investindo diretamente em inteligência de negócios, uma vez que se considera que a análise/consumo de dados compõe os domínios do BI. A informação é moeda de muito valor no mundo dos negócios, sendo, inclusive, uma das causas das vantagens em um mundo competitivo. Por isso, ao longo dos anos, com a tendência crescente do mercado e com a globalização, “a computação se tornou fundamental para processar grandes volumes de dados” (NOVAIS, 2012, p. 12). Com os anos, as empresas passaram seus sistemas de informações da área operacional para áreas mais analíticas com 39 a intenção de realizar tomadas de decisão baseadas em dados, cujo termo em inglês é data driven. Foi assim que se detectou o grande gargalo a ser superado, relacionado aos arcaicos meios de armazenamento de dados, o que dificultava a obtenção de informações a partir de grandes volumes de dados. Referências bibliográficas NOVAIS, R. R. C. Modelagem dimensional. 2012. 65f. Monografia (Bacharelado em Tecnologia em Processamento de Dados) – Faculdade de Tecnologia de São Paulo, São Paulo, 2012. TORRES JUNIOR, A. S.; MOURA, G. L. Decisão em administração – uma discussão. In: YU, A. S. O. (coord.). Tomada de decisão nas organizações: uma visão multidisciplinar. São Paulo: Saraiva, 2011. TEORIA EM PRÁTICA Suponha que você faça parte da equipe de tecnologia da informação (TI) na empresa em que trabalha. Então, você foi indicado para fazer um levantamento sobre recursos de inteligência artificial para auxiliar nos processos de negócios da empresa. Para isso, você deverá fazer um estudo sobre os conceitos fundamentais e as ferramentas tecnológicas de IA, associadas com a tecnologia de aprendizado. Pense em uma apresentação que deverá ser feita para um público diverso, que precisa ser convencido de que vale a pena investir em recursos de IA. Como você iniciará esse trabalho? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. 40 LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O livro descreve o uso de tecnologias emergentes no mundo corporativo, além de apresentar contrapontos com diversas visões para fazer com que o leitor seja crítico no momento de escolher tecnologias para os seus negócios. A parte I, que corresponde aos capítulos 3, 4 e 5, descreve formas de avaliação das tecnologias aplicáveis no mundo corporativo. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. DAY, G. S.; SCHOEMAKER, P. J. H.; GUNTHER, R. E. Gestão de tecnologias emergentes: a visão de Wharton School. São Paulo: Bookman, 2003. Indicação 2 O artigo apresenta o que chama de “estado da arte tecnológico” para se referir aos recursos tecnológicos, como inteligência artificial, automação, internet das coisas etc. no ambiente corporativo. Para realizar a leitura, acesse o parceiro EBSCO host, na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. O PAPEL. Das Velhas Engrenagens à Inteligência Artificial para Mover as Máquinas. O Papel, [s.l.], v. 80, n. 6, p. 56-60, 2019. Indicações de leitura 41 QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Em que ano foi realizada a Conferência de Dartmouth, momento em que foi criado o termo inteligência artificial? Assinale a alternativa CORRETA. a. 1946. b. 1956. c. 1936. d. 1966. e. 1986. 2. O termo Business Intelligence corresponde a um conjunto de métodos e ferramentas tecnológicas utilizado na gestão de processos. Qual o termo, em português, que corresponde ao termo citado? Assinale a alternativa CORRETA. a. Inteligência Artificial. b. Gestão de processos. c. Inteligência Analítica. d. Analytics. e. Gestão de desempenho. 42 GABARITO Questão 1 - Resposta B Resolução: Em 1956, foi realizada uma Conferência em Dartmouth, Estados Unidos, durante a qual os pesquisadores participantes apresentaram, pela primeira vez, o termo inteligência artificial. Questão 2 - Resposta C Resolução: O termo Business Intelligence corresponde a um conjunto de métodos e ferramentas utilizado na gestão de processos para a tomada de decisão com base em dados. O termo corresponde em português à inteligência analítica. BONS ESTUDOS! Apresentação da disciplina Introdução TEMA 1 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 2 Direto ao ponto TEMA 3 Direto ao ponto TEMA 4 Direto ao ponto Botão TEMA 5: TEMA 2: Botão 158: Botão TEMA4: Inicio 2: Botão TEMA 6: TEMA 3: Botão 159: Botão TEMA5: Inicio 3: Botão TEMA 7: TEMA 4: Botão 160: Botão TEMA6: Inicio 4: Botão TEMA 8: TEMA 5: Botão 161: Botão TEMA7: Inicio 5: