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1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Organização Político-Administrativa do Brasil – Divisão Política e Regional III GEOGRAFIA DA BAHIA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO BRASIL – DIVISÃO POLÍTICA E REGIONAL III Em continuidade ao estudo da formação territorial do Brasil, será estudada agora a vinda da família real ao Brasil. CICLO DO OURO: VINDA DA FAMÍLIA REAL Antecedentes: vinda da família real (1808) em função do bloqueio continental imposto pela França. Lembre-se de que existe uma grande rivalidade entre franceses e ingleses, A França, possuía, à época, o maior exército e a Inglaterra, a maior marinha mercante. Os franceses resolvem pressionar o governo português: se Portugal não rompesse os acordos comerciais que tinham com os ingleses, haveria invasão através de terras por parte do exército francês. Por outro lado, os ingleses também pressionavam Portugal: se houvesse a ruptura, a marinha mercante inglesa tomaria atitudes extremamente drásticas em relação ao governo português. Tendo de tomar partido, Portugal escolhe a Inglaterra, e os navios ingleses escoltam a família real portuguesa, que chega ao Brasil em 22 de janeiro de 1808. A família real chega ao Brasil no dia 22 de janeiro de 1808. A data fica conhecida por dia do “ponha-se na rua”. Antes da chegada da família real, as melhores moradias que existiam no Brasil colocaram, em suas portas, duas letras: PR, de Príncipe Regente – seria uma oportunidade de fornecer moradia a um membro da família real. Porém, a população, que não tinha para onde ir, interpretou as duas letras como “Ponha-se na Rua”. Foi um momento, portanto, de grande conturbação social. “Príncipe Regente” ou “Ponha-se na Rua” www.grancursosonline.com.br 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Organização Político-Administrativa do Brasil – Divisão Política e Regional III GEOGRAFIA DA BAHIA A N O TA ÇÕ E S • D. João Bragança era o rei de Portugal, uma vez que D. Maria I estava afastada desde 1792 por problemas mentais. • D. João Bragança promoveu uma série de transformações com a chegada da família real, entre elas a criação do Banco do Brasil, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; a faculdade de medicina e o jardim botânico do Rio de Janeiro. • A principal medida adotada para a família real foi a abertura dos portos às nações amigas (entre elas, a Inglaterra) em 28 de janeiro de 1808. – A abertura dos portos abriu precedente perigoso para a emancipação do Brasil, construída em 1815, com a elevação à condição de Reino Unido a Portugal e Algar- ves e, no ano de 1822, o grito do Ipiranga “Independência ou Morte” por D. Pedro I. Entre as principais consequências do Tratado de Abertura dos Portos às Nações Amigas de Portugal, podemos citar: • Fim do Pacto Colonial; • Criação do Banco do Brasil; • Criação do primeiro jornal de grande circulação brasileira, a Gazeta do Rio de Janeiro; • Instalação da Real Biblioteca portuguesa no Brasil, situada no Rio de Janeiro. O Brasil, que ainda era uma colônia (com a função de ser uma economia complementar à da metrópole, enriquecendo esta), ao promover a abertura dos portos às nações amigas, rompeu com o pacto que estabelecia a relação entre a metrópole e sua colônia (relação do exclusivo metropolitano e do pacto colonial). 10m www.grancursosonline.com.br 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Organização Político-Administrativa do Brasil – Divisão Política e Regional III GEOGRAFIA DA BAHIA A N O TA ÇÕ E S Ao comercializar com o Brasil as nações tinham tarifas alfandegárias distintas. Por exemplo, no comércio com Portugal, a tarifa adotada era de 16%; no comércio com a Inglaterra, a tarifa era de 15%; e no comércio com outras nações, a tarifa era aproximadamente 24%. No momento em que houve a abertura dos portos, e o rompimento do pacto colonial, estabeleceram-se condições, inclusive, para o desenvolvimento industrial. Este desenvolvimento fortaleceu o sentimento de nacionalismo e culminou no processo de emancipação do Brasil, em 7 de setembro de 1822. TRATADO DE COOPERAÇÃO E AMIZADE – TRATADO DE 1810 • Foi um acordo que consistia em estabelecer uma taxa de 15% para os britânicos, 16% para Portugal e de 24% para os demais países. Obs.: Posteriormente, houve o estabelecimento de apenas duas taxas: de 15% (Inglaterra) e 16% (Portugal e outras nações). • 1815 – o Brasil foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Este fato levou a grande insatisfação por parte de membros da elite portuguesa em Lisboa. • Alguns historiadores defendem, que este acontecimento foi o início do processo de independência do Brasil, que aconteceria poucos anos depois, em 1822. A elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves acabou por instigar a elite portuguesa na metrópole. • 1820 – a população portuguesa exigiu o retorno de D. João VI a Lisboa, na revolução do Porto. Revolução do Porto • Ocorrida na cidade do Porto, caracterizou-se por intensas disputas políticas envolvendo interesses divergentes entre Portugal e Brasil (a instalação da administração do império português na cidade do Rio de Janeiro teria sido prejudicial à Portugal). • Com receio de perder o trono português, Dom João VI retornou à Lisboa, deixando seu filho Dom Pedro I no Governo do Brasil, para evitar qualquer tentativa de recolonização do Brasil. 20m www.grancursosonline.com.br 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Organização Político-Administrativa do Brasil – Divisão Política e Regional III GEOGRAFIA DA BAHIA A N O TA ÇÕ E S • A Revolução do Porto se caracterizou pelo restabelecimento da capital administrativa do Império em Portugal, e especialmente, pela tentativa dos deputados portugueses em recolonizar o Brasil. • As pressões exercidas em Portugal impulsionou o processo de Independência do Brasil em 1822. D. Pedro I permaneceu no Brasil (“dia do fico”), pois não via possibilidade de se tornar imperador do reino português. A elite via com maus olhos as ações de D. Pedro I, e este via no Brasil a possibilidade de se tornar imperador. • Apesar de conseguir adiar por alguns meses a insatisfação dos portugueses, D. João VI se viu obrigado a voltar a Lisboa no ano de 1822. • Quando D. João VI precisou retornar a Portugal, por causa da Revolução Liberal do Porto, o filho Dom Pedro, aproxima-se da elite agrária. • D. Pedro I estava preocupado com a possibilidade de recolonização e as guerras em curso na América Espanhola. • A Independência do Brasil foi declarada no dia 7 de setembro de 1822 por Dom Pedro I que se torna o primeiro imperador do Brasil. www.grancursosonline.com.br 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Organização Político-Administrativa do Brasil – Divisão Política e Regional III GEOGRAFIA DA BAHIA A N O TA ÇÕ E S Como uma das primeiras medidas de seu governo, D. Pedro estabeleceu a necessidade de criar as leis necessárias para gerir o país, estabelecendo direitos e deveres. Com isso, convocou uma Assembleia Nacional Constituinte. Porém, os membros dessa Assembleia, ao perceberem que D. Pedro I era extremamente manipulável, os legisladores buscaram o estabelecimento de ações voltadas a limitar o poder do imperador. Essas informações chegam ao conhecimento de D. Pedro I e este dissolve a Assembleia, estabelecendo uma constituição outorgada, imposta: a Constituição de 1824, a primeira Constituição do Brasil. • Independente, o país promulga a primeira Constituição em 1824 que mantém o regime monárquico, a escravidão e reconhece a religião católica como oficial – “Constituição da Mandioca” (renda mínima – 150 alqueires de farinha de mandioca).ATENÇÃO Há, portanto, três momentos marcantes na história brasileira durante a monarquia: o primeiro, de 1822 a 1831 (Primeiro Império); o segundo, de 1831 a 1840 (Período Regencial, em razão da menoridade de D. Pedro II; e, a partir de 1840 até 1889 (Segundo Império ou Segundo Reinado). Primeiro Reinado: 1822 a 1831 • Guerra da Cisplatina (1825 a 1828) – quando uruguaios apoiados pelo governo argentino ocuparam toda a Província Cisplatina e um governo provisório uruguaio decidiu a incorporação da Cisplatina à República das Províncias Unidas do Rio da Prata. • Em razão da Guerra da Cisplatina, houve a perda da Província Cisplatina e a consequente independência com o nome de República Oriental do Uruguai, agravando os problemas de D. Pedro I (crises políticas, crise econômica do açúcar – nesse momento, a economia brasileira era muito dependente da agropecuária, considerando o rápido esgotamento da extração de ouro no século XVIII). Houve também neste período o questionamento, por parte da elite agrária, em relação ao governo promovido por D. Pedro I. • Outro fato que gerou descontentamento geral foi a desenfreada emissão de papel- moeda por D. Pedro I visando sanar os déficits surgidos com a derrota na Guerra da Cisplatina. 25m www.grancursosonline.com.br 6www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Organização Político-Administrativa do Brasil – Divisão Política e Regional III GEOGRAFIA DA BAHIA • D. João VI e a ala absolutista procuravam reaver o território brasileiro (1825). Isto promoveu grandes atritos entre D. Pedro I e D. João VI, gerando a iminência de uma guerra. Para acalmar os ânimos, D. João VI decidiu por nomear D. Pedro I seu sucessor em Portugal (ignorando a deserção em 1822). • Dom Pedro I aceitou a proposta e retornou a Portugal para sagrar-se Pedro IV de Portugal em maio de 1826 (após a abdicação de seu pai). • Entretanto, devido à constituição brasileira recém-aprovada, era proibido ao imperador brasileiro deter paralelamente o título de regente de Portugal, como forma de evitar possível tentativa de recolonização. • Assim, apenas um mês depois de coroado rei português, Pedro abdicou ao trono, todavia garantido a sucessão à sua primogênita, D. Maria II (momentaneamente não assumiria devido à sua idade e entregando a regência do reino português a D. Miguel I). • D. Miguel, irmão de D. Pedro I, fez-se proclamar rei em lugar da filha do imperador brasileiro. • Em 7 de abril DE 1831, depois de uma grande manifestação popular no Rio de Janeiro, ocorria a abdicação de D. Pedro I e o trono brasileiro passava a seu filho de cinco anos, Pedro de Alcântara. Período Regencial: 1831 a 1840 Obs.: É muito comum, em períodos de governos provisórios, que haja estagnação, observada justamente neste período entre 1831 e 1840. • Ocorrência do coronelismo no Brasil (momento do “voto de cabresto”, e de domínio das comunidades locais por um indivíduo com grande influência política, o “coronel”). • Conflitos de caráter separatista: Cabanagem, Sabinada e Farroupilha e movimentos populares como a Balaiada e a abolição da escravidão. • Os Progressistas passaram a defender que os males do país estavam ligados à falta da figura do imperador (Campanha da Maioridade, na intenção de antecipar a coroação de Dom Pedro II). • A Campanha da Maioridade acabou por ganhar o apoio das elites com a coroação de Dom Pedro II como imperador com 14 anos, em 1840. ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Julio Cezar dos Santos. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br